Por que Jonas se refere ao rei da Assíria apenas como "rei de Nívive"? Jonas 3:6

PROBLEMA: Eruditos conservadores mantêm a posição de que o livro de Jonas foi escrito pelo próprio profeta, que de fato viveu os acontecimentos registrados nesse livro. Entretanto, já que o livro de Jonas foi escrito por um profeta judeu que viveu no tempo do império assírio, por que ele se referiria ao rei da Assíria simplesmente como o rei de Nínive?

SOLUÇÃO: Todos os antigos registros acerca da história da Assíria testificam que era do conhecimento geral Nínive ser a capital da Assíria. Só porque Jonas identifica esse rei como o rei de Nínive, não quer dizer que ele não soubesse que esse homem era o rei do império da Assíria, do qual Nínive era a capital. Identificar o rei de uma nação como o rei de sua capital não era algo incomum. E 1 Reis 21:1, Acabe, rei de Israel, é referido como rei de Samaria. Assim, o emprego desse título por Jonas não foi algo anacrônico, e não constitui base para Uma datação posterior.



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O testemunho de Jonas a respeito do tamanho de Nínive é exato e confiável? Jonas 3:3

PROBLEMA: Quando Jonas chegou à cidade de Nínive, ele observou que a cidade era tão grande, que foi necessária uma caminhada de três dias para atravessá-la. Entretanto, tal afirmação deve ser um exagero, uma vez que se argumenta que um homem comum pode caminhar apenas de 80 a 110 quilômetros em três dias. Porém, em toda a história, a não ser nos tempos atuais, não houve registro de uma cidade com um diâmetro de 100 quilômetros. Não se trata de um erro?

SOLUÇÃO: Tem havido várias propostas para esclarecer essa observação feita por Jonas. Alguns comentaristas propõem que Jonas estaria referindo-se à circunferência da cidade. Uma cidade com 80 quilômetros de circunferência teria cerca de 25 quilômetros de diâmetro. Tal dimensão é mais compatível com a população estimada de 600.000 pessoas nessa grande cidade da antigüidade.

Outros comentaristas propõem que Jonas não estava dizendo que levaria três dias para atravessar a cidade, mas que levaria três dias para percorrê-la passando por todas as ruas e praças da cidade inteira. Os que sustentam esta posição apontam para o fato de que Jonas foi a Nínive para proclamar a mensagem de juízo sobre aquele povo. Isso requereria que ele percorresse toda a cidade, e não que simplesmente a atravessasse de ponta a ponta. Isso está de acordo também com o que o versículo 4, segundo o qual Jonas entrou na cidade e, no primeiro dia, enquanto caminhava, ia proclamando a mensagem.


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O livro de Jonas é uma história real ou é ficção?

PROBLEMA: Os eruditos bíblicos tradicionais sustentaram que o livro de Jonas registra acontecimentos que de fato ocorreram na história. Entretanto, devido a seu estilo literário e à narração de surpreendentes aventuras vividas pelo profeta Jonas, muitos eruditos da atualidade propõem que não se trata de um livro que narra fatos reais, mas sim uma história de ficção com o propósito de comunicar uma mensagem. Os fatos narrados no livro de Jonas realmente aconteceram, ou não?

SOLUÇÃO: Há uma boa evidência de que os fatos registrados no livro de Jonas são literais e que aconteceram na vida desse profeta.

Primeiro, a tendência de negar a historicidade do livro de Jonas provém de um preconceito contra coisas sobrenaturais. Se é possível acontecer milagres, não há razão alguma para se negar que o livro de Jonas Seja histórico.

Segundo, Jonas e seu ministério profético são mencionados no livro histórico de 2 Reis (14:25). Se sua profecia sobrenatural é mencionada num livro histórico, por que rejeitar então o aspecto histórico de seu livro?

Terceiro, o argumento mais devastador contra a negação da precisão histórica do livro de Jonas é encontrado em Mateus 12:40. Nessa passagem, Jesus prevê a sua própria morte e ressurreição, e prove aos incrédulos escribas e fariseus o sinal que eles lhe pediram. O sinal é a experiência de Jonas. Jesus diz: "Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra". Se a história da experiência de Jonas no ventre do grande peixe fosse apenas uma ficção, isso não daria respaldo profético algum ao que Jesus declarava.

O motivo de Jesus fazer referência a Jonas era que, se eles não acreditavam na história de Jonas ter estado no ventre do peixe, também não acreditariam na morte, no sepultamento e na ressurreição de Cristo. Para Jesus, o fato histórico de sua própria morte, sepultamento e ressurreição tinha a mesma base histórica de Jonas no ventre do peixe. Rejeitar uma seria o mesmo que rejeitar a outra (cf. Jo 3:12). De igual modo, se cressem numa dessas bases, teriam de crer na outra.

Quarto, Jesus prosseguiu mencionando detalhes históricos significativos. A sua própria morte, sepultamento e ressurreição era o sinal supremo que atestaria suas reivindicações. Quando Jonas pregou aos gentios descrentes, eles se arrependeram. Mas achava-se Jesus na presença de seu próprio povo, do povo de Deus, e assim mesmo eles recusavam-se a crer. Portanto, os homens de Nínive se levantariam em juízo contra eles, "porque [os de Nínive] se arrependeram com a pregação de Jonas" (Mt 12:41). Se os eventos do livro de Jonas fossem simplesmente parábolas ou ficção, e não uma história real, então os homens de Nínive na realidade nunca teriam se arrependido, e seu juízo sobre os fariseus impenitentes seria injusto e indevido. Por causa do testemunho de Jesus, podemos ter certeza de que Jonas registra uma história real.

Finalmente, há confirmação arqueológica da existência de um profeta de nome Jonas, cujo túmulo encontra-se no Norte de Israel. Adicionalmente, foram desenterradas algumas moedas antigas, com a inscrição de um homem saindo da boca de um peixe.


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Deus senta-se para julgar, ou se põe em pé? Joel 3:12

PROBLEMA: Joel declara que Deus diz: "ali me assentarei para julgar todas as nações em redor". Mas outro texto afirma: "O Senhor se levanta para pleitear, e põe-se de pé para julgar os povos" (Is 3:13, SBTB). Qual é o certo?

SOLUÇÃO: Ambas são figuras de linguagem que expressam verdades literais e compatíveis. Deus "se assenta" para ouvir imparcialmente a todos e decidir quanto à sua culpa ou inocência. Então ele "se levanta" para executar o juízo sobre o caso. Cada uma dessas expressões descreve um aspecto diferente da ação de Deus como juiz.


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A profecia de Obadias é simplesmente uma expressão do nacionalismo judeu?

PROBLEMA: A profecia de Obadias é essencialmente uma mensagem de juízo moral e divino sobre as nações. Dos 21 versículos que compõem este livro, 16 são dirigidos como pronunciamentos de juízos que estavam para vir contra Edom e 5 versículos são dedicados ao futuro triunfo de Israel sobre Edom. Mas isso não é apenas uma afirmação do nacionalismo judeu, e não uma revelação de Deus?

SOLUÇÃO: O livro de Obadias é uma revelação da soberania de Deus apresentada em meio à uma desgraça e derrota da nação. A impotência do povo de Deus contra os seus inimigos era um reflexo do poder do Deus de Israel. Yahveh não era um Deus derrotado? Não estava Ele sem poder para resistir aos inimigos do seu povo? "Não!", foi a retumbante resposta de Obadias! O Deus de Israel manterá as suas promessas mesmo que o futuro não pareça bom. As nações não entenderam que sua vitória temporária sobre o povo de Israel era uma obra do próprio Deus. A mensagem de Obadias é que o Deus de Israel sempre possui o controle total da situação e cumprirá seu propósito. É uma mensagem de fé, esperança e de vitória sobre os inimigos de Deus.

Mas o triunfo de Israel será uma bênção para todas as nações. A apostasia de Israel trouxe juízo. Mas, "se o fato de terem sido eles rejeitados trouxe reconciliação ao mundo, que será o seu restabelecimento, senão vida dentre os mortos?" (Rm 11:15). O livro de Obadias não é simplesmente uma expressão do nacionalismo judeu. É uma declaração da fidelidade de Deus e um testemunho de sua justiça moral, pela qual ele por fim estabelecerá a justiça na terra.


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Amós 8:14 contradiz o ensino bíblico acerca da ressurreição?


(Veja os comentários de Jó 7:9.)

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É esta uma previsão da vinda do profeta Maomé? Habacuque 3:3

PROBLEMA: Muitos eruditos muçulmanos acreditam que esse versículo réfere-se ao profeta Maomé, vindo de Para (na Arábia), e o usam em conjunto com um texto semelhante, em Deuteronômio 33:2.

SOLUÇÃO: Como foi observado anteriormente (veja os comentários de Deuteronômio 33:2), Para não fica perto de Meca, de onde Maomé veio, mas acha-se a centenas de quilômetros de distância. Além disso, o versículo fala de "Deus" vindo, não de Maomé. Finalmente, o "louvor" não pode ser uma referência a Maomé (cujo nome significa "aquele que é louvado"), uma vez que o objeto tanto do "louvor" como da "glória" é Deus ("a sua glória cobre os céus..."), e Maomé não é Deus.


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Por que Ageu 2:15 dá a entender que a edificação do templo começou em 520 a.C?

PROBLEMA: Com base em Ageu 2:15, pode-se concluir que a construção do templo não teve início antes de 520 a.C. Esdras 3:8-13 declara que a reconstrução do templo começou por volta de 536 a.C, ao passo que Esdras 4:24 afirma que a reconstrução do templo aconteceu durante o reinado de Dario, rei da Pérsia. Qual dessas colocações é a correta?

SOLUÇÃO: Todas elas estão corretas. Apenas referem-se a diferentes aspectos da obra. Veja os comentários de Esdras 3:10, para o entendimento dessas passagens.


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A data relativa à derrota dos exércitos egípcios imposta por Nabucodonosor contradiz aquela citada em Daniel 1:1? Jeremias 46:2


(
Para uma consideração quanto à precisão histórica deste versículo, veja os comentários de Daniel 1:1.)

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Como pode Jeremias 43:8-13 falar da invasão de Nabucodonosor, se não há evidências de que ela de fato tenha ocorrido?

PROBLEMA: De acordo com esta profecia de Jeremias, Nabucodonosor atacaria e devastaria o Egito. Entretanto, os historiadores gregos não fizeram menção alguma a esse evento, e parece não haver suficiente prova histórica que suporte a declaração de que houve tal invasão - Não será este um erro do registro bíblico da história?

SOLUÇÃO: Não. Não há erro histórico. Até recentemente, o único testemunho dos antigos historiadores era o registro de Josefo, o historiador judeu. Eruditos da atualidade rejeitaram o testemunho de Josefo alegando ter sido algo inventado para dar respaldo às Escrituras hebraicas. Entretanto, um pequeno fragmento de uma crônica babilônica de cerca de 567 a.C. confirma tanto o registro de Josefo como o relato bíblico referente à invasão do Egito por Nabucodonosor. Há ainda uma confirmação provinda da inscrição na estátua de Nes-hor, governador do Egito meridional sob Hofra. Nabucodonosor realmente invadiu e devastou o Egito, como Jeremias tinha profetizado.


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Como pode Jeremias 36:30 dizer que Jeoaquim não terá quem se assente no trono, se o seu filho reinou depois dele?

PROBLEMA: Pelo fato de Jeoaquim ter queimado o livro da profecia de Jeremias, Deus disse a Jeremias que profetizasse de novo a Jeoaquim dizendo: "não terá quem se assente no trono de Davi" (Jr 36:30). Entretanto, de acordo com 2 Reis 24:6, Joaquim, filho de Jeoaquim, "reinou em seu lugar". Não há uma contradição?

SOLUÇÃO: Não se trata de uma contradição. Embora Joaquim tenha assumido o reinado depois da morte de seu pai, ele permaneceu em Jerusalém apenas três meses, quando então a cidade caiu nas mãos dos exércitos invasores de Nabucodonosor. Tendo reinado em Israel apenas três meses, Joaquim foi levado em cativeiro, e Zedequias foi posto no trono em seu lugar. O sentido hebraico da frase "não terá quem se assente no trono" é de uma permanência mais duradoura. Deus estava dizendo a Jeoaquim que o seu nome de família não mais continuaria num posto de liderança, e que não continuaria uma dinastia com o seu nome. O reinado extremamente curto de Joaquim e a sua quase que imediata remoção e cativeiro foram o cumprimento daquela profecia.


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Como pode este livro ser inspirado, se o manuscrito original de Jeremias foi perdido? Jeremias 36:28

PROBLEMA: De acordo com eruditos evangélicos, apenas os manuscritos (Redigidos pela mão do autor) eram inspirados e sem erro, e não as cópias, uma vez que ocorrem pequenos erros nelas. Mas, de acordo com esta passagem, o rei destruiu o manuscrito original no fogo.

SOLUÇÃO: Quando os evangélicos referem-se aos "manuscritos originais" como sendo os únicos totalmente inspirados (os escritos pela mão do autor), não querem excluir o fato de que um autor bíblico possa ter feito uma "segunda edição" com um novo manuscrito original. Nem excluem o fato de que se o original foi destruído, Deus pôde inspirar um outro igual ao anterior. De fato, foi dito a Jeremias: "Toma outro rolo e escreve nele todas as palavras que estavam no original" (v. 28). Assim, os dois manuscritos foram inspirados, sendo que apenas o primeiro foi destruído, sem deixar cópias. Dessa forma, o segundo é considerado agora o "original".

Tecnicamente não deveríamos dizer que apenas os manuscritos originais eram inspirados, mas sim que o texto original é que era inspirado. Por exemplo, uma cópia perfeita (como uma fotocópia) de um manuscrito original é tão inspirada como o manuscrito original. De igual modo, todas as cópias do original, que existem hoje, são igualmente inspiradas, à medida que reproduzem fielmente o manuscrito original. Deus em sua sabedoria não achou conveniente preservar os manuscritos originais das Escrituras. Alguns crêem que se isso tivesse acontecido, os homens teriam feito deles ídolos (cf. 2 Rs 18:4).

Outros declaram que foi este o modo pelo qual se evitou distorções pelos homens, já que, espalhando muitas cópias, isso fez com que se tornasse impossível distorcer todas elas. Seja como for, as cópias que temos são anteriores, mais numerosas e mais precisas do que as de qualquer outro livro do mundo antigo. Elas trazem até nós a verdade do texto original, e as pequenas diferenças não afetam em nada nenhuma das doutrinas aja fé cristã.


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Zedequias viu o rei da Babilônia, ou não? Jeremias 34:3

PROBLEMA: Jeremias declarou ao rei Zedequias: "...tu verás o rei da Babilônia face a face,... e entrarás na Babilônia". Entretanto, 2 Reis 25:7 diz que os invasores babilônicos "a ele vazaram os olhos; ataram-no com duas cadeias de bronze e o levaram para a Babilônia". Como poderia então ele ter visto o rei da Babilônia, se ficara cego?

SOLUÇÃO: Estas passagens estão em perfeita harmonia, se considerados todos os fatores. Primeiro, o rei da Babilônia mandou chamar o rei Zedequias, que estava preso, para que ele fosse levado aos seus quartéis generais em Ribla (cf. 2 Rs 25:6). Ali, depois de ter visto o rei da Babilônia "face a face" (Jr 34:3), Zedequias teve os olhos vazados. Então ele foi atado em cadeias e levado à Babilônia. Assim Zedequias viu o rei da Babilônia, mas não a cidade da Babilônia.



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Deus teve prazer em relação a Sião (Jerusalém), ou ela provocou a sua ira? Jeremias 32:31

PROBLEMA: O salmista declarou que "o Senhor ama as portas de Sião" (SI 87:2). De fato, "o Senhor escolheu a Sião... [como o seu lugar de repouso para sempre]" (SI 132:13-14). Mas, segundo este texto, Deus está dizendo: "para minha ira e para meu furor me tem sido esta cidade, desde o dia em que a edificaram e até ao dia de hoje" (Jr 32:31). Então, Deus tem o seu prazer em Sião para sempre, ou foi ele provocado por Sião desde o princípio?

SOLUÇÃO: Na verdade as duas situações são verdadeiras, quer sejam consideradas espiritual ou literalmente. Alguns eruditos tomam essas declarações de modo espiritual, como uma referência à bênção eterna de Deus sobre a Sião celestial, a Igreja (cf. Hb 12:22; Ap 21-22).

Outros estudiosos da Bíblia tomam essas declarações literalmente, ou seja, elas se cumprirão quando Israel for restaurada à sua terra para sempre, como Deus prometeu (veja os comentários de Romanos 11:26).

Conseqüentemente, a cidade de Jerusalém, que foi escolhida por Deus como a capital do seu povo Israel, sempre foi um motivo de dor para Deus. Contudo, quando o Messias retornar para estabelecer o seu trono e ali reinar (cf. Zc 13-14; Mt 19:28), Sião será uma eterna fonte de prazer para Deus.


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Jeremias 27:1 refere-se a Jeoaquim ou a Zedequias?

PROBLEMA: Em algumas versões (como na SBTB) este versículo diz: "No princípio do reinado de Jeoiaquim...". Entretanto, os versículos 3 e 12    identificam Zedequias como o rei de Judá, e Jeremias 28:1 mostra que a profecia do capítulo 27 foi dada durante o tempo do reinado de Zedequias, e não de Jeoaquim. Qual o nome que deveria constar então nesta passagem?

SOLUÇÃO: O mais provável é que este seja o caso de um copista ter inadvertidamente cometido o erro de colocar o início do capítulo 26 no início do capítulo 27. Há uma boa evidência dada pelos textos, a partir das versões do AT do siríaco e do grego, de que tenha ocorrido um erro de escriba nesta passagem. Enquanto as versões do siríaco trazem "Zedequias", a versão grega omite totalmente este versículo. Isso pode ser um indício de que tenha havido algum problema nos primeiros estágios da transmissão desta porção do texto de Jeremias, e os tradutores gregos, não podendo decifrar o versículo, simplesmente o deixaram fora do texto. O contexto e a situação histórica mostram que no original deveria constar "Zedequias", e não "Jeoaquim", como assim entende a maioria de nossas versões (ARA, R-IBB, EC, TLH, etc).

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Joaquim não teve filhos, ou teve herdeiros? Jeremias 22:30

PROBLEMA: Jeremias recebeu esta ordem: "registrai este como se não tivera filhos". Entretanto Joaquim (também chamado Jeconias) tinha um filho, Salatiel, relacionado em Mateus 1:12.

SOLUÇÃO: Em primeiro lugar, o versículo não diz que ele não tinha filhos. Jeremias simplesmente recebeu a ordem para escrever o nome dele "como senão tivera filhos". Ademais, isso é explicado na parte final do versículo: "nenhum dos seus filhos prosperará, para se assentar no trono de Davi e ainda reinar em Judá". Isso é verdade em relação a seus sucessores imediatos. E é verdade ainda em relação ao seu sucessor bem posterior, Cristo, que não foi de fato um descendente de Joaquim, mas apenas um descendente segundo a lei, por meio de seu pai, José (veja os comentários de Mateus 1:17). Entretanto, Jesus de fato foi descendente de Davi, por meio de Maria, sua mãe (cf. 2 Sm 7:12ss; Lc 3:23, 31).


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Deus enganou Jeremias? (20:7)

PROBLEMA: A TLH traduz este versículo da seguinte maneira: "Ó Deus Eterno, tu me enganaste, e eu fiquei enganado" (Jr 20:7). Mas Deus é um Deus da verdade, que não pode mentir (Hb 6:18), nem tentar outros a pecar (Tg 1:13). Como foi então que ele enganou Jeremias?

SOLUÇÃO: A palavra hebraica (patah) traduzida nessa versão como o verbo "enganar" não pressupõe um engano moral. Ela pode ser traduzida pelo verbo "seduzir" (R-IBB) ou "persuadir" (ARA, SBTB). O seu sentido é o de que Deus persuadiu ou constrangeu Jeremias a exercer um ministério a respeito do qual ele não tinha plena consciência de todas as conseqüências. Mas esta é uma boa descrição do que ocorre no casamento. E quem, a não ser alguém muito cínico, iria insistir na tese de que todo romance e todo cortejo é moralmente um engano, simplesmente porque o casal não pode antever tudo o que a sua união lhes propiciará?

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Deus se arrepende? Jeremias 15:6

PROBLEMA: O profeta diz que Deus tem se arrependido tantas vezes, que Ele diz: "já estou cansado de me arrepender" (SBTB). Contudo, em outros textos a Bíblia afirma que Deus "não é homem, para que se arrependa" (1 Sm 15:29; cf. Ml 3:6).

SOLUÇÃO: Deus na verdade não muda, mas apenas aparenta mudar quando nós mudamos, assim como o vento parece mudar quando nos viramos e vamos em outra direção (veja os comentários de Gênesis 6:6 e Êxodo 32:14). Deus não pode mudar o seu caráter nem as suas promessas incondicionais (Hb 6:17-18), porque tudo isso se baseia em sua natureza imutável (cf. 2 Tm 2:13). De fato, é porque Deus é imutável em si mesmo que ele aparenta estar mudando em relação aos seres humanos, que sofrem variações em seu caráter e em sua conduta.

A imutabilidade de Deus exige que seus sentimentos e suas ações para com diferentes seres humanos sejam diferentes. Como ele sempre sente a mesma repulsa em relação ao pecado (He 1:13), o sentimento que o Senhor tem para com uma pessoa que acabou de cair em pecado não pode ser o mesmo que sente em relação a essa mesma pessoa quando ela confessa o seu erro e invoca a misericórdia de Deus para sua salvação. Neste caso, não é o Senhor quem muda, mas é a pessoa que muda em relação a ele.


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O ímpio prospera, ou não? Jeremias 12:1

PROBLEMA: Jeremias queixou-se: "Por que prospera o caminho dos perversos...?" Ouve-se a mesma queixa em outras partes das Escrituras (cf. Jó 12:6; SI 73:7). Entretanto, outras passagens bíblicas afirmam que o ímpio não prospera; que, ao contrário, "a desventura persegue os pecadores" (Pv 13:21) e que "o infortúnio matará o ímpio" (SI 34:21).

SOLUÇÃO: Jeremias está falando da prosperidade temporária, de que o ímpio freqüentemente desfruta. A natureza transitória de sua prosperidade, entretanto, é devida à longanimidade de Deus, por ele protelar o juízo em favor da sua misericórdia, na esperança de arrependimento (2 Pe 3:9). Quando a Bíblia fala que Deus mata o ímpio, não quer dizer que isso sempre ocorra de imediato, mas que por fim acontecerá. Assim entendidas, realmente não há conflito entre essas passagens.



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Os profetas posteriores desabonaram o primitivo sistema de sacrifícios estabelecido por Moisés? Jeremias 6:20


(Veja os comentários de Oséias 6:6.)


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Os pecados de Israel eram extirpáveis, ou não? Jeremias 2:22

PROBLEMA: Jeremias parece dar a entender que nada poderia remover os pecados de Israel: "Pelo que ainda que te laves com salitre, e amontoes potassa, continua a mácula da tua iniqüidade perante mim, diz o Senhor Deus" (Jr 2:22). Entretanto, mais adiante Jeremias muda de idéia e os invoca, dizendo: "Lava o teu coração da malícia, ó Jerusalém, para que sejas salva!" (Jr 4:14). Por que essa diferença?

SOLUÇÃO: A solução parece encontrar-se no fato de que a primeira passagem está falando de uma lavagem apenas externa, que não limpa o coração. Isto é, nenhum ritual externo pode purificar um coração em pecado. Como o profeta disse também, eles precisavam "circuncidar" o coração, não apenas a sua carne (Jr 4:4; cf. Dt 10:16). O que havia de errado neles poderia ser purificado tão-somente por um verdadeiro arrependimento, e não por práticas não autênticas.


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Deus habita na eternidade ou com os homens? Isaías 57:15

PROBLEMA: Isaías fala de Deus como "o Alto, o Sublime, que habita a eternidade". Contudo João declara: "Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles" (Ap 21:3). Deus está na eternidade ou habita entre os homens?

SOLUÇÃO: Deus está nessas duas situações. Ele está "lá", como também está "aqui". Em termos técnicos, o Senhor tanto transcende o universo como também é imanente a ele. Tudo o que é de Deus acha-se em toda parte, no céu e na terra (Sl 139:7-10). Ele está acima de tudo e em tudo. Ele criou o universo e manifestou-se em sua criação, mas ele não se identifica com o universo (Cl 1:15-16). Deus está no mundo, mas Deus não é o mundo. Como um pintor e a sua pintura, Deus pôs algo de si mesmo em sua criação, mas Ele ainda é muito mais do que ela.



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Isaías previu que haveria homossexuais no reino? Isaías 56:5

PROBLEMA: De acordo com alguns intérpretes partidários do homossexualismo, Isaías 56:5 profetizou que homossexuais seriam trazidos ao reino de Deus. O Senhor disse: "darei na minha casa e dentro dos meus muros, um memorial e um nome melhor do que filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará". Isto deve ser entendido como uma previsão do dia em que os homossexuais serão aceitos no reino de Deus?

SOLUÇÃO: A Bíblia não faz previsão alguma quanto a homossexuais serem aceitos no reino de Deus. Em primeiro lugar, a profecia de Isaías é sobre "eunucos"(v. 3), e não homossexuais. E eunucos são assexuados, e não homossexuais.

Segundo, os "eunucos" de que o texto trata provavelmente são espirituais, não físicos. Jesus falou de "eunucos" espirituais que tinham renunciado à possibilidade do casamento em virtude do reino de Deus (Mt 19:11-12).

Terceiro, este é um clássico exemplo de se ler no texto as próprias crenças (isogese), ao invés de tirar o sentido do próprio texto (exegese). É a mesma coisa de que os homossexuais acusam os heterossexuais de estarem fazendo com as Escrituras.

Finalmente, a Bíblia diz enfaticamente que "nem adúlteros, nem homossexuais... herdarão o Reino de Deus" (1 Co 6:9, NVI). As Escrituras repetida e consistentemente condenam as práticas homossexuais (veja os comentários de Levítico 18:22; Romanos 1:26). Deus ama todas as pessoas, inclusive os homossexuais; mas detesta o homossexualismo.


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Jesus foi desprezado pelos homens, ou foi respeitado por eles? Isaías 53:3

PROBLEMA: Segundo Isaías, Jesus foi "desprezado e o mais rejeitado entre os homens". Contudo, no Evangelho, até mesmo os inimigos do Jesus pareciam respeitá-lo, como fez Pilatos ao dizer: "Eu não acho nele crime algum" (Jo 18:38). Os soldados romanos que crucificaram Jesus exclamaram: "Verdadeiramente, este homem era justo" (Lc 23:47). De fato, Lucas diz que Jesus "crescia em... graça, diante do Deus e dos homens" (Lc 2:52). Qual é a verdade, então: Jesus foi respeitado ou desprezado?

SOLUÇÃO: Ambas as colocações são verdadeiras. De uma maneira geral, ele foi respeitado por seus amigos e rejeitado por seus inimigos. Ele foi honrado por seus discípulos, mas crucificado por seus inimigos.

Além disso, em geral Jesus foi mais aceito no seu ministério inicial, mas o antagonismo tornou-se mais intenso no seu ministério posterior. Assim, depende de quem esteja falando e a que período esteja se referindo, no que diz respeito à questão de Jesus ter sido desprezado ou respeitado.


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Deus é o autor do mal? Isaías 45:7

PROBLEMA: De acordo com este versículo, Deus forma a luz e cria as trevas, faz a paz e cria o mal (cf. também Jr 18:11 e Lm 3:38; Am 3:6). Mas muitos outros textos das Escrituras nos informam que Deus não é mau (1 Jo 1:5), que ele não pode nem mesmo ver o mal (Hc 1:13), nem pode ser tentado pelo mal (Tg 1:13).

SOLUÇÃO: A Bíblia é clara ao dizer que Deus é moralmente perfeito (cf. Dt 32:4; Mt 5:48), e que lhe é impossível pecar (Hb 6:18). Ao mesmo tempo, sua absoluta justiça exige que ele puna o pecado. Este juízo assume ambas as formas: temporal e eterna (Mt 25:41; Ap 20:11-15).

Na sua forma temporal, a execução da justiça de Deus às vezes é chamada de "mal", porque parece ser um mal aos que estão sujeitos a ela (cf. Hb 12:11). Entretanto, a palavra hebraica correspondente a "mal" (rá) empregada no texto nem sempre tem o sentido moral. De fato, o contexto mostra que ela deveria ser traduzida como "calamidade" ou "desgraça", como algumas versões o fazem (por exemplo, a BJ). Assim, se diz que Deus é o autor do "mal" neste sentido, mas não no sentido moral - pelo menos não de forma direta.

Além disso, há um sentido indireto no qual Deus é o autor do mal em seu sentido moral. Deus criou seres morais com livre escolha, e a livre escolha é a origem do mal de ordem moral no universo. Assim, em última instância Deus é responsável por fazer criaturas morais, que são responsáveis pelo mal de ordem moral. Deus tornou o mal possível ao criar criaturas livres, mas estas em sua liberdade fizeram com que o mal se tornasse real. E claro que a possibilidade do mal (i.e., a livre escolha) é em si mesma uma boa coisa.

Portanto, Deus criou apenas boas coisas, uma das quais foi o poder da livre escolha, e as criaturas morais é que produziram o mal. Entretanto, Deus é o autor de um universo moral, e neste sentido indireto, ele, em última instância, é o autor da possibilidade do mal. É claro, Deus apenas permitiu o mal, jamais o promoveu, e por fim irá produzir um bem maior através dele (cf. Gn 50:20; Ap 21-22).

A relação de Deus com o mal pode ser resumida da seguinte maneira:

DEUS NÃO É O AUTOR DO MAL
DEUS É O AUTOR DO MAL
No sentido de pecado
No sentido de calamidade
Mal de ordem moral
Mal de ordem não moral
Perversidade
Pragas
Diretamente
Indiretamente
Concretização do mal
Possibilidade do mal



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Se nada se compara a Deus, então como o homem pode ser a imagem de Deus? Isaías 40:25

PROBLEMA: Isaías escreveu: "A quem, pois, me comparareis para que eu lhe seja igual? - diz o Santo". Contudo a Bíblia diz: "Criou Deus, pois, o homem à sua imagem" (Gn 1:27).

SOLUÇÃO: Isaías não está negando toda semelhança entre Deus e suas criaturas. De fato, a Bíblia afirma também: "O que fez o ouvido, acaso, não ouvirá? E o que formou os olhos será que não enxerga?" (Sl 94:9), Com efeito, Deus se reflete no espelho da sua criação (cf. Sl 19:1; Rm 1:19-20). Isaías está afirmando simplesmente que o Deus transcendente é mais do que a sua criação, embora ele não seja totalmente dissemelhante dela.



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O ímpio verá a glória de Deus? Isaías 40:5

PROBLEMA: Isaías declara que "a glória do Senhor se manifestará, e toda a carne a vera" (Is 40:5). Entretanto, anteriormente ele mesmo declarou que o ímpio "não atenta para a majestade do Senhor". Como conciliar estas duas afirmações?

SOLUÇÃO: Primeiro, a resposta recai sobre o fato de que o ímpio voluntariamente não reconhece a glória de Deus, como os justos o fazem. Além disso, no tempo presente o ímpio não reconhece a majestade de Deus, mas um dia todo joelho - dos justos e dos ímpios - se dobrará perante ele (Is 45:23; cf. Fp 2:10). Com esse entendimento, não há desarmonia alguma entre esses dois textos.


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A luz do sol e da lua aumentará ou diminuirá no reino futuro? Isaías 30:26


PROBLEMA: Isaías faz duas previsões aparentemente contraditórias entre si. Uma é que a luz dos corpos celestes será sete vezes maior (Is 30:26). Outra é que sua luz "se envergonhará" diante da luz do Senhor (Is 24:23).

SOLUÇÃO: Alguns eruditos acreditam que essas são previsões poéticas mutuamente compatíveis, que dizem que, embora a luz do sol e da lua seja aumentada várias vezes (talvez de forma figurada), não obstante a luz do Senhor prevalecerá sobre ela.

Outros consideram essas previsões como referentes a dois eventos futuros diferentes. Sustentam que a luz natural dos corpos celestes será aumentada durante os "mil anos" (Ap 20:4-6) do reino de Cristo. Depois disso, quando "novo céu e nova terra" (Ap 21:1) tiverem sido criados, se cumprirá a palavra: "a cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou" (Ap 21:23).

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Esta passagem contradiz o ensino bíblico da ressurreição? Isaías 26:14


(Veja os comentários de Jó 7:9.)

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Esta passagem de Isaías 21:7 prediz a vinda de Maomé?

PROBLEMA: Alguns muçulmanos consideram que aquele que vai nos "jumentos" é Jesus, e que aquele que vai nos "camelos" é Maomé, que crêem ter suplantado Jesus.

SOLUÇÃO: Esta é uma especulação totalmente infundada, não tendo base no texto nem no contexto. Na verdade, a passagem está falando da queda da Babilônia (v.9), e as notícias de sua queda espalharam-se de várias maneiras, ou seja, por meio dos que foram em cavalos, em jumentos e em camelos. Não há absolutamente nada a respeito de Maomé neste versículo.



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Quem é Lúcifer neste versículo? Isaías 14:12

PROBLEMA: Muitos comentaristas consideram esta passagem como uma referência a Satanás, porque algumas versões (como a Vulgata) traduzem "filho da alva" com o nome "Lúcifer". Entretanto, segundo Isaías 14:4, toda esta passagem, que vai de 14:4 até 14:27, é um provérbio contra o rei da Babilônia. Como pode ser então uma referência a Satanás, já que é uma profecia contra o rei da Babilônia?

SOLUÇÃO: Esta passagem é literalmente uma referência ao rei da Babilônia, mas o seu significado inclui a derrota final e a queda de Satanás. Muitas são as opiniões quanto à identidade desse rei da Babilônia. Alguns propõem que seja uma referência a Senaqueribe, um cruel inimigo do povo de Deus. Outros vêem uma figura poética que personifica o reino da Babilônia como um todo.

A palavra hebraica que corresponde a "Lúcifer" neste versículo tem o sentido de "brilhante", como traduz a TLH: "Rei da babilônia, brilhante estrela da manhã", Porque o rei da Babilônia desejou elevar-se como se fosse Deus, sua queda seria como se fosse do céu.

Os paralelos entre esta passagem e outras do NT, tais como Lucas 10:18 e Apocalipse 20:2 indicam que ela pode ter uma aplicação mais ampla. A profecia foi dada àqueles que viviam nos dias de Isaías, e seu significado foi imediato para eles. Deus estava prometendo-lhes que seu inimigo, o rei da Babilônia e o próprio império que lhes era maléfico, seria por fim derrubado. Contudo, podemos tomar esta profecia como sendo uma descrição da derrota final do príncipe do mal que governa neste mundo, a quem por fim Deus destruirá (Ap 20:10).



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Por que Jesus é chamado de 'Pai da Eternidade", se ele é o Filho de Deus? Isaías 9:6

PROBLEMA: A tradicional doutrina da Trindade sustenta que Deus é uma só essência em três Pessoas - o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Entretanto, Isaías 9:6 chama o Messias de "Pai da Eternidade". Como Jesus pode ser tanto o Pai como o Filho?

SOLUÇÃO: Este versículo não é uma fórmula trinitariana que chama Jesus Cristo de Pai. A primeira parte do versículo 6 faz referência à encarnação de Jesus. A parte que relaciona os nomes pelos quais ele é chamado expressa o relacionamento dele com o seu povo. Ele é para nós o Maravilhoso Conselheiro, o Deus Forte, o Pai da Eternidade, o Príncipe da Paz.

Com este enfoque, vemos que Jesus é aquele que nos dá a vida eterna. Por meio de sua morte, sepultamento e ressurreição, ele trouxe à luz vida e imortalidade. Verdadeiramente ele é o Pai da eternidade para o seu povo. O nome "Pai da Eternidade" quer dizer que, tal como o pai amoroso tudo provisiona a seus filhos, assim também Jesus nos ama e nos provisionou, dando-nos vida eterna.


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Este versículo (Isaías 7:14) é uma profecia do nascimento virginal de Jesus Cristo?

PROBLEMA: A profecia de Isaías 7:14 refere-se à concepção de uma virgem e ao nascimento de um filho cujo nome seria Emanuel. Entretanto, o versículo 16 parece colocar o nascimento de tal criança antes da invasão dos exércitos da Assíria e da queda de Samaria, que ocorreu em 722 a.C., e Isaías 8 parece ser o cumprimento dessa profecia. Como então pode ser essa uma profecia sobre o nascimento virginal de Jesus?

SOLUÇÃO: Esta profecia pode ter tido um duplo cumprimento. Devido ao estado desesperador em que se encontrava o povo de Israel, Deus prometeu dar-lhe um sinal de que ele libertaria por fim o seu povo da escravidão. Muitos eruditos acreditam que esse sinal veio sob duas formas. Primeiro, como um sinal da libertação física de Israel da escravidão a que estariam se submetendo com a invasão dos assírios. Segundo, como um sinal da libertação espiritual da escravidão a Satanás.

O primeiro aspecto desse sinal foi cumprido com o nascimento de Rápido-Despojo-Presa-Segura, como registrado em Isaías 8:3. O segundo aspecto desse sinal foi cumprido com o nascimento de Jesus Cristo em Belém, como registrado no Evangelho.

A palavra que corresponde a "virgem" (almah) refere-se a uma jovem que nunca manteve relação sexual com um homem. A esposa de Isaías que teve a criança em cumprimento do primeiro aspecto da profecia era virgem até ter concebido de Isaías. Entretanto, de acordo com Mateus 1:23-25, Maria, mãe de Jesus, era virgem mesmo quando concebeu e deu a luz Jesus. A concepção física e o nascimento do filho de Isaías foi um sinal a Israel de que Deus os libertaria da escravidão física em relação aos assírios. Mas a concepção sobrenatural e o nascimento do Filho de Deus foi um sinal a todo o povo de Deus de que o Senhor os libertaria da escravidão espiritual do pecado e da morte.


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O profeta Isaías desabona o sistema de sacrifícios estabelecido por meio de Moisés? Isaías 1:11-13


(Veja os comentários de Oséias 6:6.)

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Não foi demonstrado que Isaías na verdade são dois ou mais livros, e que ele não foi totalmente escrito por um mesmo Isaías no século VIII a.C.?

PROBLEMA: A posição tradicional quanto ao livro de Isaías é que ele foi escrito por Isaías, filho de Amoz, entre 739 e 681 a.C. Entretanto, críticos da atualidade têm argumentado que Isaías na verdade é composto pela junção de pelo menos dois livros. O que tem sido chamado de 1 Isaías engloba os capítulos de 1 a 39; enquanto que 2 Isaías abrange os capítulos de 40 a 66. Este livro é então a junção de dois ou mais livros, ou trata-se de um único livro, que foi escrito por um determinado profeta de nome Isaías, que viveu no século VIII a.C.?

SOLUÇÃO: A posição tradicional quanto ao livro de Isaías - de que ele foi uma única obra escrita pelo profeta Isaías - apóia-se em vários argumentos. Primeiro, a posição crítica que divide Isaías em dois ou mais livros baseia-se na suposição de que não exista o que se chama de profecia preditiva.

Eruditos da atualidade declaram que as profecias dos capítulos 40 a 55 relativas ao rei Ciro devem ter sido escritas depois do reinado dele na Pérsia. Esta visão é contrária ao sobrenatural e procura explicar esses capítulos de Isaías como relato histórico e não como uma profecia preditiva. Entretanto, como Deus sabe desde o princípio o que por fim vai acontecer (Is 46:10), não é absolutamente necessário ter-se que negar o elemento sobrenatural nas profecias de Isaías.

Segundo, as diferenças entre as duas partes do livro podem ser explicadas de outras maneiras que não a teoria de que houve dois autores. Os capítulos 1 a 39 preparam o leitor para as profecias contidas nos capítulos 40 a 66. Sem esses capítulos preparatórios, a última seção do livro não faria muito sentido.

Os capítulos de 1 a 35 advertem quanto à ameaça de destruição do povo de Deus representada pela Assíria. Os capítulos 36 a 39 constituem uma transição da seção anterior para os capítulos 40 a 66, antevendo a invasão de Senaqueribe (capítulos 36-37) e contemplando o declínio espiritual do passado, que veio a causar a queda de Jerusalém (capítulos 38-39). Esses quatro capítulos intermediários não se acham em ordem cronológica porque o autor faz uso deles a fim de preparar o leitor para o que se segue.

Terceiro, as diferenças nas palavras e no estilo entre as duas seções do livro têm sido usadas como argumento pelos críticos eruditos para suas declarações de que são pelo menos dois livros diferentes. Entretanto, essas diferenças não são assim tão grandes como se tem dito, e aquelas que realmente ocorrem podem ser explicadas como decorrentes do fato de que o assunto e, portanto, a ênfase são diferentes.

Nenhum autor escreve seguindo exatamente um mesmo estilo nem empregando precisamente o mesmo vocabulário, quando aborda diferentes assuntos. Entretanto, certas frases são encontradas nas duas seções, o que atesta a unidade do livro. Por exemplo, o título "o Santo de Israel" é encontrado doze vezes nos capítulos 1 a 39 e quatorze vezes nos capítulos 40 a 66. A seguir temos uma ilustração de tais semelhanças:

CAPÍTULOS 1-39
CAPÍTULOS 40-66
1:15 - "...as vossas mãos estão cheias de sangue."
59:3 - "Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue."
28:5 - "...será a coroa de glória e o formoso diadema para os restantes de seu povo."
62:3 - "Serás uma coroa de glória na mão do Senhor, um diadema real na mão do teu Deus."
35:6 - "...pois águas arrebentarão no deserto, e ribeiros, no ermo."
41:18 - "...tornarei o deserto em açudes de águas e a terra seca, em mananciais."

Quarto, em Lucas 4:17 vemos que, ao levantar-se o Senhor para ler na sinagoga, "lhe deram o livro do profeta Isaías". As pessoas da sinagoga e o próprio Jesus admitiram que este livro era do profeta Isaías. Outros autores do NT também aceitaram Isaías como o autor do livro todo. João 12:38 afirma que Isaías foi quem fez a declaração que se encontra em Isaías 53:1. Outros exemplos de passagens do NT que atribuem textos dos capítulos 40 a 66 a Isaías incluem: Mt 3:3 (Is 40:3), Mc 1:2-3 (Is 40:3), Jo 1:23 (Is 40:3), Mt 12:17-21 (Is 42:1-4), At 8:32-33 (Is 53:7-8) e Rm 10:16 (Is 53:1).

Quinto, os Papiros do Mar Morto incluem uma cópia completa do livro de Isaías, e não há interrupção alguma entre os capítulos 39 e 40. Isso significa que a comunidade de Qumran aceitava a profecia de Isaías como sendo um único livro, no século II a.C. A versão grega da Bíblia hebraica, que também data do século II a.C., considera o livro de Isaías como um único livro, escrito por um único autor, o profeta Isaías.


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Como Isaías pôde usar termos tão específicos para referir-se a um rei que viveria cerca de 200 anos depois? Isaías 44:28

PROBLEMA: Em Isaías 44:28 e 45:1, o profeta cita especificamente o nome de Ciro, ligando-o à futura restauração de Israel e ao assentamento das fundações do templo. Entretanto, Isaías desempenhou o seu ministério entre 739 e 681 a.C., ao passo que Ciro veio a ser rei da Pérsia em 539 a.C. Há entre eles um período de pelo menos 150 anos. Como Isaías pôde mencionar até mesmo o nome de Ciro, muito antes de sua existência?

SOLUÇÃO: Este é um exemplo de profecia sobrenatural. Embora Isaías não tivesse poder para olhar para o futuro, Deus certamente possui esse poder e declara: "desde o princípio anuncio o que há de acontecer" (Is 46:10). Deus não somente sabe quem assumirá o poder, mas "o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer" (Dn 4:32). É Deus quem estabelece reinos, e é ele quem os desfaz. Não é de se admirar, portanto, que o Senhor seja capaz de citar o nome de um rei quase 200 anos antes de ele subir ao seu trono. (Veja os comentários de Daniel 1:1.)


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Idolatria Católica

A Igreja Católica Romana insiste em dizer que não comete o pecado de idolatria quando os católicos se prostram diante da imagem de um suposto santo.

Ensina a Igreja Católica:

"Que é idolatria ?
"Chama-se idolatria o prestar a alguma criatura, por exemplo, a uma estátua, a uma imagem, a um homem, o culto supremo de adoração, devido só a Deus." ("Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 358).

"Como está expressa na Sagrada Escritura esta proibição?"
"Na Sagrada Escritura está expressa esta proibição com as palavras: Não farás para ti imagem de escultura, nem figura alguma de tudo o que há em cima, no céu, e do que há embaixo, na terra. E não adorarás a tais coisas, nem lhes dará culto." ("Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 359, p. 74).

"Que diferença há entre o culto que prestamos a Deus, e o culto que prestamos aos santos?"
"Entre o culto que prestamos a Deus e o culto que prestamos aos santos há esta diferença: que a Deus adoramo-Lo pela sua infinita excelência, ao passo que aos santos não os adoramos, mas só os honramos e veneramos como amigos de Deus e nossos intercessores junto dEle. O culto que prestamos a Deus chama-se latria, isto é, de adoração, e o culto que prestamos aos santos chama-se dulia, isto é, de veneração aos servos de Deus; enfim o culto especial que prestamos a Maria Santíssima chama-se hiperdulia, isto é, de especialíssima veneração, como Mãe de Deus." ("Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 371, p. 76).

1. Adoração Piramidal

Entendendo a Estrutura Piramidal do Culto da Igreja Católica Romana:

LATRIA - ADORAÇÃO A DEUS
HIPERDULIA - DEVOÇÃO A MARIA
DULIA - DEVOÇÃO AOS SANTOS E AOS ANJOS

A Dificuldade do Catolicismo Romano em Justificar essa Teoria

Se os católicos romanos se limitassem a exaltar os heróis da fé e a propô-los como modelo a ser seguido, não haveria nenhum problema. Assim agem também os cristãos genuínos. Infelizmente não é isso que acontece, por mais que os líderes católicos romanos se esforcem nas suas infindáveis apologias. Suas explicações não passam de tentativas vãs e superficiais. 

Exemplo dessa tentativa é a teoria de três tipos de devoção: a latria, hiperdulia e dulia. Perguntamos: 

"Qual a diferença que pode haver entre a dulia e a hiperdulia? Qual a diferença das duas com a latria?" 

A realidade é que os três termos se confundem, os dois termos (dulia e hiperdulia) podem ser envolvidos com a latria e tudo se torna uma distinção que não distingue coisa alguma. Será que as pessoas que se prostram diante de uma imagem da Conceição Aparecida, ou de São João ou de São Sebastião ou de Jesus, sabem que estão cultuando em níveis diferentes? Ou para elas é tudo a mesma coisa? 

Imagine um católico romano bem instruído que vai para seu culto. Primeiramente ele pretende cultuar São João, então dobra seus joelhos diante da imagem de São João e oferece a dulia. Depois ele irá prestar culto a Maria, então ele deixa de praticar a dulia e passa a praticar a hiperdulia e finalmente ele deseja cultuar a Deus, então ele começa a praticar a latria.

Não acreditamos que o povo católico romano saiba diferenciar a dulia, a hiperdulia e latria, e mesmo que soubesse diferenciá-las, dificilmente conseguiria respeitar os limites de cada uma.

Qual é a Diferença?

Adoração e veneração. Há diferença entre adorar e prestar culto de veneração? Prostrar-se diante de uma imagem, dirigir a ela orações e ações de graça, fazer-lhe pedidos, cantar-lhe hinos de louvor se não for adoração, fica difícil saber o que o catolicismo romano entende por adoração. Chamar a isso de veneração é subestimar a inteligência humana.

Resposta Apologética:

Definindo a palavra idolatria. Essa palavra vem do grego eidolon, ídolo, e latreuein, adorar. Esse termo refere-se à adoração ou veneração a ídolos ou imagens, quando usado em seu sentido primário. Porém, em um sentido mais lato, pode indicar a veneração ou adoração a qualquer objeto, pessoa, instituição, ambição etc, que tome o lugar de Deus, ou que lhe diminua a honra que lhe devemos. 

Assim, idolatria consiste na adoração a algum falso deus, ou a prestação de honras divinas ao mesmo. Esse deus falso pode ser representado por algum objeto ou imagem. A idolatria é má porque seus devotos, em vez de depositarem sua confiança em Deus, depositam-na em algum objeto, de onde não pode provir o bem desejado; e, em vez de se submeterem a Deus, em algum sentido submetem-se a valores representados por aquela imagem.

Na idolatria, há certos elementos da criação que usurpam a posição que cabe somente a Deus. Podemos fazer da autoglorifícação um ídolo, como também das honrarias, do dinheiro, das altas posições sociais (Cl 3.5). Praticamente, tudo quanto se torne excessivamente importante em nossa vida pode vir a ser um ídolo para nós. A idolatria não requer a existência de qualquer objeto físico. Se alguém adora a um deus falso, sem transformar esse deus em alguma imagem, ainda assim é culpado de idolatria, porquanto fez de um conceito uma falsa divindade. Nesse caso há diferença entre ídolo e imagem.

Deus condenou os ídolos (Sl 115.4-8), e também condenou as imagens (Ex 20.1-6). Era expressamente proibido ao povo de Israel fabricar imagens esculpidas ou fundidas (Ex 20.4; Dt 5.8). Imagens ou representações de deuses imaginários eram feitas em materiais como pedra, madeira, pedras preciosas, argila, mármore etc. A lei mosaica proibia tal ação (Êx 34.17; Is 44.10-18; Lv 19.4). Os profetas condenaram a prática com qualquer forma de idolatria (Is 30.22; 42.17; 45.20; Os 13.2; Hb 2.18). 

Essa legislação, como é óbvio, impedia que Israel se tornasse uma nação que cultivasse as artes plásticas, embora, estritamente falando, estas não fossem proibidas por lei. Tais leis não se aplicam às artes enquanto os produtos dessa atividade não forem venerados ou adorados. Ainda sobre a imagem há de se entender que em Êx 25.18.22, Deus ordenou que fizesse como ornamento e representação algumas figuras, mas não para adoração ou culto, nem para olhar para elas e homenagear ou admirar seus feitos poderosos. Trata-se de figuras de ornamento, artístico e não objetos de culto ou adoração.

Serpente de Bronze - Sobre a serpente de bronze, no hebraico, nachash nechosheth. A expressão é empregada exclusivamente em 2 Reis 18.4 para denotar a serpente feita de bronze, ou melhor, de cobre, por Moisés (Nm 21.4-9). Nossa versão portuguesa diz serpente de bronze. O motivo para a fabricação da serpente de bronze foi o incidente no qual os israelitas se queixaram diante de Moisés do tratamento imposto por Deus. O povo de Israel, evidentemente, sem se importar muito diante das suas anteriores tragédias, queixou-se de que estava recebendo uma alimentação inadequada. E Deus os castigou com as serpentes venenosas, que já haviam matado muitos israelitas.

Quando o povo se arrependeu, Deus ordenou que Moisés fizesse uma serpente de bronze, que muitos estudiosos preferem pensar que fosse de cobre. Aos israelitas foi prometido que todo aquele que tivesse sido picado por uma serpente e contemplasse a serpente de bronze, movido pela fé, seria curado da mordida da serpente e não morreria.

Isso não é culto à serpente, nem veneração nem adoração, o que evidentemente Deus jamais admitiria. Prova disso foi que, posteriormente, indivíduos idolatras e supersticiosos entre os israelitas começaram a adorar a serpente de bronze, até que, nos dias do rei Josias, essa figura de bronze foi destruída (2 Rs 18.4), por haver-se tornado um objeto idolatra. Josias a chamou de Neustã (pedaço de cobre), dando a entender que a tal serpente era cobre e nada mais.

O fato de o próprio Senhor Jesus comparar a sua morte na cruz ao levantamento da serpente de bronze no deserto, por Moisés, não significa idolatria ou justificativa para colocar objetos ou imagens para veneração ou adoração, já que o uso aqui é figurado. Assim como tantos foram curados de seu envenenamento físico, assim também, em Jesus Cristo, aqueles que olharem para ele, impelidos pela fé, são salvos das eternas conseqüências do pecado e da morte. 

Assim, em João 3.14, nas palavras de Jesus, a serpente de metal torna-se um símbolo de Cristo como nosso Remidor, portanto, ao ser levantado (o que sucedeu na cruz, no caso de Jesus), Ele atrairia todos os homens a si (Jo 12.32), e a redenção por Ele preparada prove cura para o pecado e para a morte espiritual produzida pelo pecado.

Há também casos de ornamentação do templo de Deus ricamente construído por Salomão, como (1 Rs 6.23-30; 2 Cr 3.10-14) ou ainda a profecia da restauração do templo (Ez 41.17-20). Porém, todos esses objetos e imagens não eram para invocação, intercessão, culto ou adoração, mas apenas ornamento.

Assim, um ídolo representa alguma divindade, ou então é aceito como se tivesse qualidades divinas por si mesmo. Em qualquer desses casos, aquele objeto recebe adoração. Contudo, é possível haver uma imagem, sem que essa seja adorada, como no caso dos querubins que havia no templo de Jerusalém. 

Sem dúvida, esses querubins não eram adorados, nem eram padroeiros dos hebreus, nem intercediam por eles, nem eram recordação de alguém que eles amavam, tornaram-se uma exceção acerca da proibição de imagens. Uma imagem também pode ser um amuleto que é concebido como dotado de alguma forma de poder de proteger, de ajudar ou de permitir alguma realização.

E, naturalmente é possível a posse de uma imagem esculpida ou pintada, representando algum santo ou herói, religioso ou não, sem que a mesma seja adorada, por ser apenas um lembrete de que se deveria emular as qualidades morais e espirituais de tal pessoa. 

Por outro lado, quando tais imagens são veneradas então é provável que, na maioria dos casos, esteja sendo praticada a idolatria. As estátuas dos heróis no Brasil são comuns, mas nunca veneradas como deuses ou poderes divinos nem se fazem elaboradas cerimônias ou procissões com elas. Eles são relembrados como grandes mestres, cidadãos, líderes, e suas imagens são apenas memoriais desse fato.

O problema do catolicismo romano é que o fiel crê na intercessão feita por aquele santo, representado na imagem, pensam que o espírito daquele santo pode ajudar, proteger, guardar etc, daí todo tipo de objeto e representação material daquele santo passa a ser venerado, cultuado, adorado, e isso é idolatria. Além disso, as imagens desses santos são veneradas ou adoradas mediante alguma forma de cerimônia que supostamente lhes transmitem a honra e reverência do povo. 

Ora, se a imagem é apenas recordações dos nossos irmãos de fé, então por que se presta consagração à imagem, se faz procissão, se oferece flores, se beija, curva-se diante dela? Por que se ora a ela, faz pedidos, faz-se poesias e cânticos a ela? Assim sendo, a declaração católica romana de que a honra devolvida nas santas imagens é uma veneração respeitosa, não uma adoração, parece mais com uma charada teológica ou talvez o desejo de errar (Gl 6.7).

A Igreja Romana tem ensinado há séculos que os santos e Maria intercedem pelos fiéis. Ora, se eles estão mortos e seus espíritos são invocados, isso é invocação de pessoas que já morreram e isso é pecado (Is 8.19). Isso parece mais com espiritismo que com Cristianismo, além do mais, há um só mediador ou intercessor entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem (1 Tm 2.5).

Os católicos romanos insistem em dizer que não adoram nenhuma imagem, nenhum objeto e nenhuma pessoa humana, mas só a Deus, porém, na prática não é isso que se verifica. Os intelectuais romanistas, tal como seus colegas budistas, dizem que as imagens de escultura são apenas memórias de qualidades dignas de emulação, de santos ou heróis espirituais, o que, presumivelmente, ajudaria os religiosos sinceros a copiarem tais virtudes. 

Entretanto, o povo comum não é sofisticado o bastante para separar a imagem da adoração à autêntica distinção entre a adoração e veneração. O resultado disso é que a idolatria tornou-se muito comum na Igreja Católica, tanto no Oriente como no Ocidente.

De acordo com uma teologia católica, a imagem seria apenas um memorial de alguma verdade ou pessoa espiritual; e a veneração assim prestada seria dirigida àquela verdade ou pessoa, e não à imagem propriamente dita. Entretanto, no nível popular, as pessoas realmente veneram as próprias imagens, e a cuidadosa distinção entre adoração e veneração é forçada ao máximo, para dizermos o mínimo. Na verdade, a veneração de imagens, nas igrejas ocidentais e orientais, que foi tão vigorosa e corretamente repelida pela Reforma Protestante, é precisamente aquilo que os judeus e os islamitas diziam - é idolatria. Esse é um dos maiores escândalos da cristandade. 

Teólogos católicos romanos têm chegado ao extremo de afirmar que os objetos materiais assemelham-se a entidades dotadas de espírito, capazes de atuar como pontes de ligação entre o que é material e o que é espiritual. Assim, não se trata apenas da imagem em si, mas o que está por detrás delas. 

Se os que morreram não podem interceder pelos que estão vivos, nem voltar para a terra (Lc 16.19-31; 1 Tm 2.5; Hb 9.27), como fica a situação dos romanistas que pedem ajuda e proteção, e mediação aos santos e Maria? Não estariam eles invocando espíritos? Se os mortos em Cristo estão com Cristo e os mortos no pecado estão no Hades, quem pode responder a essas invocações e orações? Não seriam os espíritos deste mundo, conforme nos escreve o apóstolo Paulo (1 Co 10.14-24 e 1 Co 8.4-6)?

É inevitável que, à proporção que os homens crescem em sua espiritualidade (oração e estudo da Palavra de Deus), que sua abordagem à pessoa de Deus torne-se cada vez mais mística e cada vez menos materialista. Os ritos vão perdendo mais e mais a sua importância, e as imagens terminam por ser abertamente rejeitadas. 

E, quando se obtém o contato direto com o Espírito Santo de Deus, de tal modo que se estabelece uma comunhão viva entre o Espírito de Deus e o espírito humano, então os homens não mais sentem qualquer necessidade de agência intermediária. Que isso ainda não tenha acontecido, no caso dos católicos romanos e outros, após tantos séculos de existência da Igreja Romana, somente demonstra o fato de que os homens, a despeito de tantas vantagens, não têm progredido muito em sua espiritualidade.

Assim, por trás do ensinamento romanista de que a honra devolvida nas santas imagens é uma veneração respeitosa, está a intenção de se ver protegido, guardado, ou que o santo representado na imagem venha a interceder pelo pedinte, e isso é pecado de idolatria, pois só há um mediador (1 Tm 2.5) e de feitiçaria, pois os espíritos dos mortos não podem ser invocados pelos vivos (Is 8.19).

"Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém." (1 Jo 5.21)

Portanto, a palavra idolatria é: Prestar culto divino a uma criatura ou prestado a um objeto fabricado, no qual se supõe qualquer coisa de Deus. Os católicos procuram minimizar o problema afirmando que não prestam adoração às imagens, mas apenas as veneram.

Argumento católico:

Defendem-se dizendo que Deus mandou fazer dois querubins de ouro e colocá-los por cima da arca da aliança (Ex 25.18-20); que mandou fazer a serpente de bronze (Nm 21.8-9); e o templo de Salomão foi enfeitado com imagens de querubins, palmas, flores, bois e leões (1 Rs 6.23-35; 7.29). Afirmam que Deus proíbe apenas fazer deuses falsos e adorá-los, mas Ele não proíbe outras imagens.

Os querubins. A passagem bíblica dos querubins do propiciatório da arca da aliança (Ex 25.18-20), advogada pelos teólogos romanistas, não se reveste de sustentação alguma. Porque não existe na Bíblia uma passagem, sequer, de um judeu dirigir suas orações aos querubins, ou depositar sua fé neles, ou pagar-lhes promessas. Esse propiciatório era a figura da redenção em Cristo (Hb 9.5-9). 

A Bíblia condena terminantemente o uso de imagem de escultura como meio de cultuar a Deus (Êx 20.4-5; Deuteronômio 5.8-9). O culto aos santos e a adoração a Maria, à luz da Bíblia, desclassificam o catolicismo) romano como religião cristã. É idolatria (1 Jo 5.21). 

"Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás." (Mt 4.10)

Em Apocalipse de João lemos: 

"E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus-Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus éo espírito de profecia." (Ap 19.10; 22.9) 

Pedro recusou ser adorado por Cornélio (At 10.25-26).

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Os 7 Sacramentos da Igreja Católica - Refutação


"Pela palavra sacramento entende-se um sinal sensível e eficaz da graça instituído por Jesus Cristo, para santificar nossas almas." ("Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, p. 100, resposta à pergunta 516).

Os sacramentos são sete: Batismo, Confirmação ou Crisma, Eucaristia, Penitência, Extrema-unção, Ordem e Matrimônio. ("Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, p. 101, resposta à pergunta 519)


Argumentação Católica:

P: Quais são os sacramentos mais necessários para nossa salvação?
R: Os sacramentos mais necessários para nossa salvação são dois: o batismo e a penitência; o batismo é necessário absolutamente para todos, e a penitência é necessária para todos aqueles que pecaram mortalmente depois do batismo.
P: Qual é o maior de todos os sacramentos"?
R: O maior de todos os sacramentos é o sacramento da Eucaristia, porque contém não só a graça, mas também o mesmo Jesus Cristo, autor da graça e dos sacramentos ("Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã", Editora Vera Cruz Ltda., 1 edição, agosto de 1976, p. 104).
Vejamos agora o pensamento católico sobre os Sacramentos e a refutação de seus argumentos:

1. Batismo


"O batismo é o sacramento pelo qual renascemos para a graça de Deus e nos tornamos cristãos. O sacramento do batismo confere a primeira graça santificante, que apaga o pecado original e também o atual, se o há; perdoa toda a pena por eles devida; imprime o caráter cristão faz – nos filhos de Deus, membros da Igreja e herdeiros do Paraíso, e torna-nos capazes de receber os outros sacramentos. O batismo é absolutamente necessário para a salvação, porque o Senhor disse expressamente: Quem não renascer na água e no Espírito, não poderá entrar no reino dos céus." ("Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, pp.105-106,108 resposta às perguntas 549-550, 564).

Resposta Apologética:

O batismo é uma ordenança de Jesus, mas não um sacramento. Batizamo-nos porque somos salvos e não nos batizamos para sermos salvos (Mt 28.19; Mc 16.15-16). O versículo 16 declara que quem não crer será condenado e não quem não for batizado (Lc 5.24-34, 23.43; At 16.30-31) Jesus ensinou sobre as crianças que elas não se perdem (Mt 18.1-4; 19.13-14).

2. Confirmação ou Crisma

"A Confirmação, ou Crisma, é um sacramento que nos dá o Espírito Santo, imprime na nossa alma o caráter de soldados de Cristo, e nos faz perfeitos cristãos." ("Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã", Editora Vera Cruz Ltda., 1a edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 575, p. 110).

Resposta Apologética:

O Espírito Santo é dado ao que aceita o Senhor Jesus como Salvador (Jo 16.7-9; 14.16-18-26; 16.13-14) e não a incrédulos. Como confirmar o batismo de alguém que não foi biblicamente batizado. A fé precede o batismo (At 8.36-38) e o batismo precede a fé. Uma criança recém-nascida não tem condições de crer e confessar Jesus como Salvador.

3. Eucaristia:

Ensinando sobre a Eucaristia, diz a Igreja Católica: 

"A Eucaristia é um sacramento que, pela admirável conversão de toda a substância do pão no Corpo de Jesus Cristo, e de toda a substância do vinho no seu precioso sangue, contém verdadeira, real e substancialmente o Corpo, Sangue, Alma e Divindade do mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, debaixo das espécies de pão e de vinho, para ser nosso alimento espiritual. Ensina que na Eucaristia está o mesmo Jesus Cristo que está no céu. Esclarece ainda que essa mudança conhecida como transubstanciação ocorre no ato em que o sacerdote, na santa Missa, pronuncia as palavras de consagração: Isto é o meu Corpo; este é o meu sangue."

Deve-se adorar a Eucaristia?

"A Eucaristia deve ser adorada por todos, porque ela contém verdadeira, real e substancialmente o mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor." ("Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 619).

Resposta Apologética:

Esta doutrina é contrária ao bom senso e ao testemunho dos sentidos - o bom senso não pode admitir que o pão e o vinho oferecidos pelo Senhor aos seus discípulos, na Ceia, fossem a sua própria carne e o seu sangue, ao mesmo tempo em que permanecia em pé diante deles vivo, em carne e osso. E manifesto que Jesus, segundo seu costume, empregou uma linguagem simbólica, que queria dizer: este pão que parti representa meu corpo que vai ser partido por vossos pecados; o vinho neste cálice representa meu sangue, que vai ser derramado para apagar os vossos pecados. 

Não há ninguém, de mediano bom senso, que compreenda, no sentido literal, estas expressões simbólicas do Salvador: Eu sou a porta, eu sou a videira, eu sou o caminho. A razão humana não pode admitir tampouco o pensamento de que o corpo de Jesus, tal qual se encontra no céu (Lc 24.39; Fp 3.20), esteja nos elementos da Ceia. Como se admitir que Jesus desça aos altares romanistas revestido do corpo que teve sobre a terra, e se deixe prender nos altares católicos.

A Ceia é uma ordenança e não Eucaristia; era usado pão e não hóstia; é um memorial como se lê em 1 Coríntios 11.25-26; o Senhor Jesus usou muitas palavras de forma figurada: Eu sou a luz do mundo(Jo 8.12); Eu sou a porta (Jo 10.9); Eu sou a videira verdadeira (Jo 15.1). Jesus chamou na última Ceia os elementos de pão e vinho, sem dar qualquer motivo para se crer na transubstanciação. Adorar a Eucaristia é um ato de idolatria.

4. Penitência:

"A penitência, chamada também confissão, é o sacramento instituído por Jesus Cristo para perdoar os pecados cometidos depois do batismo. Depois defeito o sinal da Cruz, o católico deve dizer: Eu me confesso a Deus todo-poderoso, à bem-aventurada sempre Virgem Maria, a todos os Santos, e a vós, Padre, porque pequei. As obras de penitência podem reduzir-se a três espécies: à oração, ao jejum, à esmola. Os que morrem depois de ter recebido absolvição não vão logo para o céu vão para o purgatório, para ali satisfazer a justiça de Deus e se purificarem inteiramente. As almas podem ser aliviadas no Purgatório com orações, com esmolas, com todas as demais obras boas e com as indulgências, mas, sobretudo, com o Santo Sacrifício da missa." ("Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã", Editora Vera Cruz Ltda., 1a edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 788, p. 144)

Resposta Apologética:

Não há um só caso de alguém que tenha confessado os seus pecados a homens ou mesmo aos apóstolos. Em 1 João 1.7-9, João ensinou que devemos confessar nossos pecados a Jesus e que Ele é suficiente para perdoar. Se Pedro estivesse investido do poder de perdoar pecados, por que não pediu a Simão que se ajoelhasse em confissão, para resgate do seu pecado? Exortou a Simão que recorresse a quem tinha tal poder de perdoar pecados (At 8.22). 

Jesus disse à mulher pecadora, perdoados são os teus pecados (Lc 7.48), não ouviu Ele a confissão da mulher. Jesus ensinou a oração do Pai-nosso ao dizer: Perdoa-nos as nossas dívidas, assim, como nós perdoamos aos nossos devedores (Mt 6.12). Na celebração da Ceia, Paulo recomendou que cada um de nós fizesse exame introspectivo (1 Co 11.28).

5. Extrema-unção:

"A extrema-unção é o sacramento instituído para alívio espiritual e também temporal dos enfermos em perigo de vida." ("Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 805, p. 147).

Resposta Apologética:

Em Tiago 5.14-16, se recomenda chamar o presbítero para orar pelo enfermo para sua cura e não receber extrema-unção como uma recomendação do corpo sem a qual não se procede ao sepultamento cristão do corpo.

6. Ordem:

"A ordem é o sacramento que dá o poder de exercitar os ministérios sagrados que se referem ao culto de Deus e à salvação das almas, e que imprime na alma de quem o recebe o caráter de Deus." ("Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 811, pp. 148-149).

Resposta Apologética:

No Antigo Testamento, o sacerdócio era exercido por uma classe especial de homens que eram os descendentes de Arão. Hoje no Novo Concerto o sacerdócio é exercido por todos os cristãos e não por uma classe sacerdotal intermediária entre Deus e os homens. 

O apóstolo Pedro escreveu que como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo (1 Pe 2.5). Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1 Pe 2.9).

7. Matrimônio:

"O matrimônio é um sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, que estabelece uma união santa e indissolúvel entre o homem e a mulher, e lhes dá a graça de se amarem um ao outro santamente, e de educarem cristãmente seus filhos." ("Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 826, p. 151).

Resposta Apologética:

O casamento é uma instituição divina e não um sacramento (Gn 2.18-24; Mt 19.4-6). Pedro foi considerado o primeiro papa e, entretanto, era casado (Mt 8.14-15). Paulo recomenda que o ministro seja casado (1 Tm 3.1-3).

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