Por que esse texto diz "setenta e cinco pessoas", se Êxodo 1:5 diz que eram "setenta pessoas"? Atos 7:14

PROBLEMA: De acordo com Êxodo 1:5, foram apenas 70 descendentes que desceram ao Egito com Jacó. Mas, quando Estêvão relata esse mesmo incidente em Atos 7:14, ele dá o número de 75 pessoas. Isso parece uma clara contradição.


SOLUÇÃO: Há várias possíveis maneiras de se explicar a diferença de números. Alguns eruditos sugerem que Atos 7:14 está incorreto em sua afirmativa de que eram 75 pessoas. Eles observam que tanto a tradução grega da Bíblia (Septuaginta) como um manuscrito hebreu encontrado na região do Mar Morto usam o número 75, tal como Estêvão disse.

Outros sugerem que Lucas, com todo cuidado, registrou o sermão de Estêvão, contudo este teria cometido um erro. Assim, a passagem de Atos é um registro fiel do discurso em que Estêvão cometera esse engano. O relato paralelo de Gênesis 46:27 também dá o número como sendo 70. A maior objeção a essa posição é o fato de que a inclusão feita por Lucas desse discurso traz consigo a implicação de que o que foi dito seja correto. Ainda, o texto afirma que Estêvão estava "cheio do Espírito Santo" quando ele proferiu a sua preleção (7:55).

Outro ponto de vista alega que a diferença pode ser explicada pelo fato de que Estêvão provavelmente estivesse citando com base na Septuaginta (a versão grega do AT), que afirma: "Todas as almas descendentes de Jacó eram setenta e cinco" (Êx 1:5), e não com base na versão hebraica, que afirma: "Todas as pessoas, pois, que descenderam de Jacó foram setenta; José, porém, estava no Egito". A diferença surge em função da maneira como os totais são calculados.

Jacó tinha doze filhos. Acrescentando-se os seus netos e bisnetos, o total é 66. Acrescentando-se Efraim e Manasses, que nasceram de José no Egito, o total chega a 68. Com Jacó e sua esposa dá 70, como o texto hebraico registra. A Septuaginta, contudo, começando com os 12 filhos de Jacó, acrescenta seus 54 netos e bisnetos, que dá 66; acrescenta ainda os sete descendentes de José, que provavelmente eram filhos de Efraim Manasses, e que nasceram algum tempo depois da migração de Jacó ao Egito, mas antes da sua morte. A Septuaginta omitiu também Jacó e sua mulher. Isso dá um total de 75 pessoas, como Estêvão mencionou na passagem de Atos.



TEXTO HEBRAICO
TEXTO GREGO
Jacó e sua esposa
2
Não contados
Filhos de Jacó
12
12
Netos e bisnetos de Jacó
54
54
Filhos de José:
Efraim e Manassés
2
2
Outros descendentes
de José no Egito
Não contatods
7
TOTAL
70
75



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Lucas não comete um erro a respeito de Teudas e Judas? Atos 5:36-37

PROBLEMA: Em Atos, um fariseu chamado Gamaliel faz menção de um tal de Teudas e de um Judas da Galiléia. Contudo, o historiador judeu Josefo, do primeiro século, também se refere a Teudas e a Judas. Alguns pensam que há uma discrepância entre os indivíduos referidos por Gamaliel e os referidos por Josefo.

SOLUÇÃO: Primeiro, com referência a Teudas, o relato de Lucas e o de Josefo não falam da mesma pessoa. O Teudas do relato de Josefo revoltou-se no ano 44 a.D., ao passo que o mencionado em Atos revoltou-se antes do recenseamento que se realizou por volta de 7 a.D. (cf. At 5:37). Em outras palavras, houve dois homens diferentes que se chamavam Teudas. Sabemos disso porque este precedeu Judas da Galiléia, que surgiu durante os dias do recenseamento. Portanto, o Teudas a que Gamaliel se refere não é o mesmo mencionado por Josefo.

Segundo, a respeito de Judas da Galiléia, não há discrepância entre Gamaliel e Josefo. Uma vez esclarecida a questão de Teudas, a de Judas também se esclarece. O Teudas de que fala Gamaliel não é o de que fala Josefo. Contudo, Josefo refere-se ao mesmo Judas mencionado por Gamaliel porque considera-se que este falou por volta do ano 33 a.D., e esse período de tempo é bem anterior ao Judas do ano 44 a.D., referido por Josefo. Não há contradição a respeito de Judas, porque Gamaliel e Josefo referem-se à mesma pessoa.


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O arrependimento é uma dádiva de Deus ou um ato humano? Atos 5:31

(Veja o que é apresentado sobre 2 Timóteo 2:25.)

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Cristo é o único caminho para a salvação? Atos 4:12

PROBLEMA: Pedro declara que "não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos". Mas não é isso um exclusivismo estreito? O que dizer quanto aos pagãos sinceros ou aos budistas? Deus vai mandá-los para o inferno?

SOLUÇÃO: Várias observações são relevantes nessa questão. Primeiramente, a sinceridade não é um bom teste da verdade. Muita gente pode e tem estado sinceramente errada em muitas coisas (Pv 14:12).

Segundo, toda verdade é exclusiva. A verdade que "dois mais três são cinco" é muito exclusiva também. Ela não permite nenhuma outra conclusão. O mesmo é verdade a respeito de afirmativas de valor, tais como "racismo é errado" e "não se deve ser cruel". Tais afirmações não aceitam nenhuma alternativa.

Terceiro, toda declaração de uma verdade é exclusiva. Por exemplo, se o humanismo é verdadeiro, então todo não-humanismo é falso. Se o ateísmo é verdadeiro, então todos os que acreditam em Deus estão errados. Toda afirmativa de uma verdade exclui a que lhe é oposta. Portanto se Jesus é o único caminho para Deus, então não há outros caminhos. Isso não é mais exclusivo do que nenhuma outra afirmativa. A questão é se tal declaração é verdadeira.

Quarto, Jesus e o NT com toda clareza e repetidamente enfatizam Jesus é o único caminho para a salvação. (1) Jesus disse: 


"Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14:6).

Jesus declarou também ser a porta (Jo 10:9), insistindo que "o que não entra pela porta no aprisco das ovelhas... esse é ladrão e salteador" (vj 1)

(3) O apóstolo Pedro acrescentou:

"E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos" (At 4:12). 

(4) Paulo, ainda, argumentou que "há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem" (l Tm 2:5).


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Todas as coisas serão restauradas a Deus, ou apenas algumas coisas? Atos 3:21

PROBLEMA: Por um lado, esse versículo fala da "restauração de todas as cousas", o que parece demonstrar que finalmente todos serão salvos. Por outro lado, as Escrituras declaram que muitos se perderão (Mt 25:41; Ap 19:20-20:15). Será que todos serão realmente salvos?

SOLUÇÃO: Deus deseja que todos se salvem (1 Tm 2:4; 2 Pe 3:9). Entretanto, alguns simplesmente não estão querendo aceitar a graça de Deus (cf. Mt 23:37). Como Deus é amor (1 Jo 4:16) e os seres humanos são livres, Deus não pode forçá-los a amá-lo espontaneamente. Liberdade forçada é uma contradição em si. Portanto, Deus permitirá àquele que não se arrependeu que siga o seu caminho. Aqueles que não dizem a Deus: "faça-se a tua vontade", um dia ouvirão Deus lhes declarar: "seja feita a vontade de vocês". Tal é a natureza do inferno.

Em parte alguma da Bíblia há qualquer base para sustentar esperança por aqueles que se recusam a aceitar o amor de Deus. Um Deus de amor não pode forçar ninguém a amá-lo. Amor forçado também é uma contradição em si. O amor sempre atua de forma persuasiva, mas nunca coercivamente (veja também os comentários de Colossenses 1:20).

O que então significa essa "restauração de todas as cousas"? Nesse versículo, ao falar da "restauração de todas as cousas, de que Deus falou por boca dos seus santos profetas desde a antiguidade" (At 3:21), Pedro está-se referindo à "aliança que Deus estabeleceu com vossos pais [judeus], dizendo a Abraão: 'Na tua descendência, serão abençoadas todas as nações da terra' " (At 3:25). Essa aliança com Abraão era incondicional e incluía a promessa da posse da terra da Palestina "para sempre" (Gn 13:15).

É, portanto, ao cumprimento futuro dessa aliança com Abraão que Pedro se refere, bem como à restauração de todas as coisas a Israel, e não à salvação de todas as pessoas (veja também os comentários de Rm 11:26-27).


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Os cristãos primitivos praticaram o comunismo? Atos 2:44-45; 4:34-35

PROBLEMA: Alguns concluíram que os cristãos primitivos estavam praticando uma forma de comunismo, porque eles "vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos" e "tinham tudo em comum". Entretanto, até mesmo os Dez Mandamentos pressupõem o direito à propriedade privada, proibindo o "roubo" e até mesmo a "cobiça" do que pertence a outra pessoa (Êx 20:15,17).

SOLUÇÃO: Há várias razões para se acreditar que essa passagem não está ensinando uma permanente forma de comunismo ou socialismo cristão. Primeiro, essa passagem não é prescritiva, ela é simplesmente descritiva. Em parte alguma ela estabelece essas coisas como sendo normativas. Ela tão-somente descreve o que os crentes estavam fazendo.

Segundo, até onde o texto indica, aquele procedimento era apenas temporário, e não permanente. Aparentemente eles estavam juntos em Jerusalém, já que foi lá que o Espírito Santo desceu e a primeira grande conversão a Cristo ocorreu. A necessidade de viverem juntos longe de casa ocasionam tais medidas na comunidade.

Terceiro, as medidas para a comunidade eram voluntárias. Não há indicação no texto de que seriam compulsórias. Aparentemente era apenas uma conveniência temporária e voluntária para o progresso do Evangelho naqueles primeiros e cruciais dias da Igreja cristã.

Quarto, a venda de propriedades e a entrega do dinheiro era apenas parcial. No texto está implícito que eram vendidas apenas as terras e outras propriedades excedentes, e não suas próprias residências. Por fim, todos eles acabaram deixando Jerusalém, para onde tinham ido por causa da festa de Pentecostes (At 2:1), e voltaram para suas casas, que se espalhavam por todo o mundo (cf. At 2:5-13).



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Pedro declarou que o batismo é necessário para a salvação? Atos 2:38

PROBLEMA: Pedro parece estar dizendo que aqueles que responderam à sua palavra teriam de arrepender-se e ser batizados antes de receberem o Espírito Santo. Mas isso é contrário ao ensino de Paulo, de que o batismo não é parte do Evangelho (1 Co 1:17) e que somos salvos pela fé somente (Rm 4:4; Ef 2:8-9).

SOLUÇÃO: Isso se resolve quando consideramos o possível significado de ser batizado "para" a remissão dos pecados, à luz do seu uso, de todo o contexto e do resto das Escrituras. Considere o seguinte:

Primeiro, a palavra "para" (eis) pode significar "com vistas a" ou até mesmo "por causa de". Nesse caso, o batismo na água seria por causa de eles terem sido salvos, não para que fossem salvos.

Segundo, as pessoas são salvas por receberem a palavra de Deus, e os que ouviram a Pedro "aceitaram a palavra com prazer" antes de serem batizados (At 2:41).

Terceiro, o versículo 44 fala de "todos os que creram" como constituintes da igreja primitiva, e não fala de todos os que foram batizados.

Quarto, mais tarde, pessoas que creram na mensagem de Pedro claramente receberam o Espírito Santo antes de terem sido batizadas. Pedro disse: "Porventura, pode alguém recusar a água, para que não sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo?" (At 10:47).

Quinto, Paulo separa o batismo do Evangelho, dizendo: “Porque não me enviou Cristo para batizar, mas para pregar o Evangelho (1 Co 1:17), pois é o Evangelho que nos salva (Rm 1:16)”. Portanto, o batismo não faz parte do que nos salva.

Sexto, Jesus referiu-se ao batismo como uma obra de justiça (Mt 3:l5).- Mas a Bíblia com clareza declara que não é "por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo a sua misericórdia, ele nos salvou".(Tt 3:5)

Sétimo, nem uma só vez em todo o Evangelho de João, escrito explicitamente para que as pessoas pudessem crer e ser salvas (Jo 20:31), ele menciona o batismo como necessário para a salvação. Ele simplesmente diz vez após vez que as pessoas têm de "crer" para serem salvas (cf. Jo3:16, 18, 36).

Em vista de todos esses fatores é melhor entendermos as palavras de Pedro da seguinte forma: "Arrependei-vos e sede batizados considerando o perdão dos pecados". Fica claro - pelo contexto e pelo restante das Escrituras - que esta "consideração" é retrospectiva, ou seja, feita à luz dos pecados, já perdoados após a salvação. Crer (ou arrepender-se) e ser batizado são colocados juntos, já que o batismo deve vir depois da crença. Mas em parte alguma está escrito: "aquele que não é batizado será condenado" (cf. Mc 16:16). Contudo, Jesus disse enfaticamente que "o que não crê já está julgado" (Jo 3:18). Portanto, nem Pedro nem o restante das Escrituras fazem do batismo uma condição para a salvação.



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Davi está no céu, ou não? Atos 2:34

PROBLEMA : Pedro parece querer dizer que Davi não estava no céu. Ele disse: "Davi não subiu aos céus". Contudo, a Bíblia indica que Davi foi um servo escolhido por Deus (At 13:22), que obviamente foi estar com o seu Senhor quando morreu (cf. Mt 22:42-46).

SOLUÇÃO: Pedro não está falando da alma de Davi, mas do seu corpo. A alma de Davi está no céu junto com todos os outros crentes, mas o seu corpo está ainda na sepultura (At 2:29). Como o corpo de Davi ainda não ressuscitou, é claro que ele ainda não "ascendeu" corporalmente ao céu. É por essa mesma razão que Jesus disse a Maria: "Ainda não subi para meu Pai" (Jo 20:17).

No dia em que Jesus morreu, o seu espírito foi estar com o Pai (veja Lc 23:43, 46). Assim, o seu espírito estava com o Pai, mas o seu corpo não tinha ainda ascendido ao céu quando Ele falou com Maria. A ascensão corporal aconteceu algumas semanas depois (cf. At 1:3; 9-10). (Veja ainda os comentários de Efésios 4:9.)


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O Dalai Lama será salvo?

Você viu meu vídeo "O caminho" e sua dúvida é se o Dalai Lama será salvo. Sim, o Dalai Lama será salvo, desde que creia em Jesus como seu Salvador. Embora apenas Deus conheça o coração do homem, ao que tudo indica o Dalai Lama ainda não creu no Salvador, e isto se deduz de sua permanência na religião budista tibetana (uma das muitas correntes do budismo).

Não é simples analisar o budismo, pois assim como aconteceu com o cristianismo, o budismo descambou em tantas crendices e diferentes formas de idolatria que hoje qualquer ocidental menos avisado poderá achar uma maravilha seguir sua versão diluída e adaptada ao gosto ocidental.

Além disso, hoje é "in" dizer que é budista, graças aos livros como "Comer, Rezar e Amar", que servem uma salada de budismo, hinduísmo e outros ismos. Ai daquele que ousar dizer que as celebridades que adotam tais crenças estão erradas. Por outro lado, é "out" dizer que é cristão ou "crente", graças aos mercadores da fé que vendem suas soluções milagrosas no rádio e TV.

Basicamente há duas correntes maiores no budismo, uma mais antiga e tradicional, e uma moderna e liberal. É preciso lembrar também que o budismo se misturou ao hinduísmo em alguns países.

Cristãos que "namoram" o budismo do Dalai Lama realmente não conhecem a Bíblia ou o cristianismo bíblico. Talvez você não saiba, mas nos anos 70 eu peregrinei pelas crenças espiritualistas. Antes de minha conversão a Cristo, quando andava metido em espiritualismo, o budismo estava em minha prateleira de energéticos religiosos. Ele ficava ao lado de outras drogas (no sentido medicinal) como hinduísmo, espiritismo, teosofia, xintoísmo etc.

Sidarta Gautama (o Buda) estava entre os ídolos que eu prezava, um nível acima de John Lennon ("Imagine") e ao lado de outros "espíritos elevados", como Madame Blavatsky, Carlos Castañeda, Sri Aurobindo, Alan Kardek, Swami Prabhupada, Krishnamurti, Masaharu Taniguchi, George Ohsawa, Ellen G. White, Michel Quoist, Erich von Däniken, Pietro Ubaldi, Saint Germain, Huberto Rohden, Khalil Gibran, Hermógenes, Louis Pawels, Jaques Bergier, Lobsang Rampa, Tomio Kikuchi, J. J. Benitez, Lao-Tzu, Rudolf Steiner e outros. Nessa época eu tinha Jesus na mesma prateleira dos "espíritos elevados" ou "evoluídos", antes de transferi-lo para Seu lugar de Senhor em meu coração.

Na época eu lia religiosamente (é até gozado falar "religiosamente") todos os exemplares da revista "Planeta", comia só macrobiótica e me fantasiava de humilde, vestido num camisão feito de pano de saco de farinha, jeans surradas e sandálias monásticas. Uma bolsa de lona com um pão integral dentro completava minha santa, piedosa e desprendida aparência.

Quando me converti (em 1978) dei uma verdadeira cambalhota e entendi a grande diferença entre o verdadeiro cristianismo bíblico e aquela bobagem toda que me fez vagar no limbo da incerteza por alguns anos. Tinha uma biblioteca considerável desses autores, mas minha conversão não apenas me tornou uma nova criatura em Cristo Jesus, como também deu aos livros um novo destino. Como na época a reciclagem ainda não era moda, hoje eles ocupam um estrato profundo do solo de algum lixão no Guarujá, onde morava quando me converti.

Mas vamos aos fatos: o budismo é totalmente incompatível com o cristianismo por negar justamente sua essência: DEUS. Apesar de você encontrar similaridades, como o amor e respeito ao próximo, na essência as duas coisas não têm nada em comum. Não existe Deus no budismo. Alguém poderá contestar talvez por estar seguindo uma corrente moderninha da crença, mas se pesquisar a fundo irá ver que é isso mesmo.

Além disso, o budismo tradicional não inclui coisas como fé, adoração, oração, louvor, perdão de pecados e outras coisas tão comuns a uma civilização judaico-cristã. Obviamente, como eu já disse, o budismo original descambou em inúmeras crenças e hoje você encontra até divindades budistas e o próprio Sidarta Gautama sendo considerado um deus onisciente por alguns de seus seguidores.

Por outro lado, toda a fé cristã está concentrada na crença básica de que existe um Deus Criador e pessoal, isto é, capaz de interagir com os seres humanos. O budismo não tem nada a ver com Deus, portanto qualquer pessoa que diz crer em Deus não é budista, e vice-versa. Este é um grande problema nos países orientais, principalmente em momentos trágicos como o do tsunami no Japão.

Qualquer ocidental, criado numa cultura judaico-cristã, que se visse livre da tragédia poderia dizer "graças a Deus"; se tivesse perdido tudo e todos, poderia clamar "meu Deus, me ajude!; se tivesse esperança de recomeçar, poderia dizer "Se Deus quiser... com a ajuda de Deus...". É assim que fazemos, nem tanto por fé pessoal, mas até por bagagem cultural. Mas já é um conforto.

Agora pense em um japonês budista e no quanto ele está sozinho nessa hora. É claro que estou falando do budismo original, e não da versão tibetana do Dalai Lama ou "lamaísmo", que é cheia de divindades, espíritos, ídolos e pequenos deuses. Basta ler um pouco sobre aqueles monastérios tibetanos para ver o quanto estão imersos em superstição e demonismo.

Há muitas outras diferenças. O budismo crê na reencarnação, a Bíblia diz que "aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo" Hb 9:27.

O budismo acredita no carma, que mal traduzido seria uma ideia de pecados, e que é possível desfazer-se deles por meio de muitas reencarnações e pelo esforço individual. No cristianismo o homem é pecador e não há nada que ele próprio possa fazer para se livrar desse estigma. Assim como a justiça humana demanda uma pena ou juízo para o infrator, a justiça divina é mais que perfeita neste sentido. Ninguém escapa do juízo de Deus, a menos que o próprio Deus forneça um réu substituto, que foi exatamente o que fez ao enviar o Seu Filho para pagar o preço devido pelo pecador. Jesus sofreu, na cruz, o juízo divino contra o pecado. Para entender melhor como Deus pode ser justo e misericordioso ao mesmo tempo, sugiro que leia o texto "Um Deus Justo e Salvador" por J. N. Darby.

"Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos." Rom 5:18-19 

Porque Jesus morreu para cumprir as exigências da justiça divina, agora Deus oferece o perdão completo (tipo anistia ampla, geral e irrestrita), mas apenas àqueles que aceitam o Filho de Deus como Salvador e sua morte na cruz como a obra consumada ou acabada (ou suficiente) para atender as demandas de Deus. Isso inclui o Dalai Lama, se ele crer. Aquele que crê recebe o perdão completo, e aí vem um detalhe importante.

O cristianismo prega a graça, que é o favor imerecido (independente de nossas obras) que Deus disponibiliza para os que creem. Deus perdoa o pecador. No entanto, as crenças reencarnacionistas falam muito de perdoar o próximo, porém eliminam qualquer ideia de que Deus, o principal ofendido, possa perdoar alguém (isso quando creem na existência de Deus). Isso cria uma situação constrangedora para os reencarnacionistas, que transformam Deus em algo menor que os homens. O homem, apesar de todas as suas imperfeições, seria capaz de perdoar. Deus não.

A meta do budista é alcançar o Nirnava, que é mais um estado ou condição do que um lugar específico. Seria a condição ideal, quando o budista que fez a lição de casa durante uma infinidade de reencarnações se veria livre do ciclo de reencarnações para desfrutar de um estado de descanso completo.

A Bíblia ensina que depois da morte vem o juízo, a menos que se creia em Jesus para ser salvo. Antes que me pergunte se antes de Cristo também existiam pessoas que morreram crendo em Jesus, a resposta é sim. Elas morreram crendo que Deus iria prover um sacrifício eficaz para salvá-las, nós hoje cremos que Deus já proveu. Aqueles morreram crendo no Cordeiro de Deus, sem saber quem seria. Nós temos o privilégio de saber.

A Bíblia ensina que depois virá a ressurreição, indo os ressuscitados salvos para a presença de Deus eternamente, e os condenados para o fogo eterno, um lugar de terrível solidão em meio às trevas (esqueça aqueles infernos de gibi, com um monte de gente conversando e um diabo sentado num trono).

Outro detalhe importante é que no Nirvana não existe a individualidade, enquanto a Bíblia ensina que as pessoas que estiverem no novo céu, na nova terra ou no lago de fogo (os lugares do estado eterno segundo a Bíblia) continuarão existindo como indivíduos. E mesmo antes que esse estado eterno seja estabelecido, ninguém volta ao mundo com uma identidade diferente (como acreditam os reencarnacionistas). Embora não se trate de uma suposta reencarnação, no monte da transfiguração os discípulos viram Moisés e Elias, os mesmos do Antigo Testamento, com suas identidades preservadas séculos depois de terem partido deste mundo.

Creio que não precisaremos nos aprofundar mais no budismo para sabermos que nada tem a ver com o cristianismo. Eu não preciso beber um litro de vinagre para saber que é vinagre. Basta ler o rótulo, e o rótulo do budismo deixa claro que sua essência, ingredientes e objetivos são completamente diferentes do que a Bíblia ensina. Aliás, são completamente antagônicos.

Quando nos deparamos com versículos da Bíblia que falam da exclusividade da salvação em Cristo, isso parece dar uma bofetada em nossa mente politicamente correta, a qual prevê a inclusão e a aceitação de todas as crenças. Mas isso é o mesmo que alguém dizer que todos os resultados são válidos para o prêmio da loteria. Não são. Quando uma coisa é certa, a outra é errada.

Alegar que todas as religiões levam a Deus é, antes de tudo, uma alegação soberba. Quem pode dizer que conhece todas as religiões para alegar tal coisa? E se todas as religiões levassem a Deus, não seria este também um caminho exclusivista? Quero dizer, se a pessoa não estivesse em uma dessas "todas religiões" ela estaria excluída.

O que diz a Bíblia? Que só em Jesus há salvação, quer a gente goste, quer não. Se o Dalai Lama crer que é um pecador necessitado de salvação, e que não há nada que ele possa fazer para mudar isso, a menos que creia que Jesus veio pagar por seus pecados, então ele será salvo. Mas aí ele automaticamente irá refutar sua crença no budismo e precisará passar uma borracha em muito do que escreveu. E, o que é pior, ele precisará abrir mão de ser o Dalai Lama! O título é algo com um "Sumo Pontífice", algo inconcebível no cristianismo que já tem o seu "Sumo Pastor" ou "Sumo Sacerdote": Jesus.

Veja algumas passagens que falam do "exclusivismo" de Jesus como único Caminho:

"E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compara-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda." Mat 7:26-27

"E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo; Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou. Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida." João 5:22-24

"Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida." João 8:12

"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto." João 14:6-7 

"E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos." Atos 4:12 

"Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo." 1Tm 2:5-6

"Porque para isto trabalhamos e lutamos, pois esperamos no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, principalmente dos fiéis." 1Tm 4:10 

"Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse, E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus. A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou No corpo da sua carne, pela morte, para perante ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis," Col 1:19-22 

Se todos os caminhos levassem a Deus, não haveria necessidade de Paulo exortar as pessoas a se converterem ao Deus vivo, como fez nesta ocasião:

"E dizendo: Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, e a terra, o mar, e tudo quanto há neles;" Atos 14:15


Mario Persona

Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai - Jo 20.17



Na manhã de Sua ressurreição, nosso Senhor, ao ser abraçado por Maria Madalena, disse-lhe:

“Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai” (Jo 20.17).[1] 

Por causa dessa declaração, os defensores da antibíblica teoria da inconsciência dos mortos alegam que o homem não possui nenhum componente imaterial e indestrutível em sua constituição, que, no caso dos salvos, seguiria para o céu no momento da morte, para desfrutar da presença de Deus. Veja como pensam os adventistas do sétimo dia e as testemunhas de Jeová, por exemplo:

“Se o próprio Jesus declarou, após ter ressurgido dentre os mortos, que não havia subido ao Pai, então devemos concluir que os remidos que morrem, em vez de irem ao céu como almas desincorporadas, ficam completamente inconscientes. Isso só vem fortalecer a idéia de que o homem não tem uma alma imortal em sua estrutura, que sobrevive conscientemente à morte”.

A fim de desfazer essa interpretação equivocada de João 20.17, elaborei este estudo. Ao final, os leitores perceberão que essa declaração de Jesus não tem força alguma para negar a noção da sobrevivência consciente da alma ante a morte do corpo material. Boa leitura.

“Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai (Jo 20.17) 

[Os mortos estão inconscientes?]

"Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus." (Jo 20.17)

Por causa dessas palavras que Jesus proferiu a Maria Madalena, no domingo da ressurreição, os partidários da tese da inconsciência dos mortos concluem que o ser humano não tem um elemento imaterial e indestrutível em sua composição, que seguiria para o céu por ocasião da morte. Dizem:

“Se Jesus não subiu ao Pai, então isso contradiz a idéia de que o homem possui uma alma imortal que, no caso dos salvos, segue para o céu no momento da morte. E se Jesus não subiu ao Pai, então nenhum dos justos que morreram também subiu. Todos aqueles que morrem ficam inconscientes nas sepulturas”.

No entanto, esse argumento ignora que nosso Senhor tão-somente se referia à Sua ascensão corporal ao céu, evento este que só aconteceu quarenta dias após Sua ressurreição (At 1.1-3). Ou seja, Jesus, em Seu corpo glorificado, ainda não havia subido ao Pai.[2]

E com relação à alma de Jesus, onde ela ficou durante aqueles três dias em que Seu corpo repousou no sepulcro? Jesus, em Suas palavras registradas em João 20.17, não disse absolutamente nada sobre essa questão. Contudo, sabemos, por meio de textos como o Salmo 16.10 e Atos 2.27, 31, que enquanto Seu corpo jazia no sepulcro, Sua alma foi para o lado bem-aventurado do Hades (= Sheol).

Em sua equivocada interpretação de João 20.17, os defensores da idéia da inconsciência dos mortos não perceberam que esse texto não foi escrito para falar sobre a condição da pessoa no período entre a morte e a ressurreição, se a mesma ficaria consciente ou não. Ele apenas diz que o corpo glorificado de nosso Senhor, naquela manhã da ressurreição, ainda não havia ascendido ao céu. A expressão “ainda não subi para meu Pai” não serve para apoiar nem para combater a noção da consciência dos mortos.


Paulo Sérgio de Araújo

[1] A citação bíblica deste estudo foi extraída da Bíblia Almeida Corrigida e Revisada (1994), traduzida por João Ferreira de Almeida, e publicada pela Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil.

[2] Os proponentes da tese da inconsciência dos mortos são forçados a concordar que Jesus referiu-se apenas à Sua ascensão corporal, do contrário terão que concluir que nosso Senhor estava dizendo que Sua alma não havia subido ao Pai.


Jesus, Sócrates e a imortalidade da alma



As atitudes de Jesus e Sócrates perante a morte e a imortalidade da alma 
[Compreendendo o destino humano]


Após mencionar a descrição que o teólogo Oscar Cullmann fez da atitude de Sócrates diante da morte, quando esse filósofo grego, a fim de demonstrar aos seus discípulos sua crença na imortalidade da alma, suicidou-se bebendo cicuta em “perfeita paz e compostura”, o estudioso adventista Samuele Bacchiocchi declarou:

Para Sócrates, a morte era o maior amigo da alma porque a põe em liberdade das cadeias do corpo. Quão diferente foi a atitude de Jesus para com a morte! Na véspera de sua morte, Jesus achava-se no Getsêmani “tomado de pavor e de angústia” (Mc 14:33) e disse a seus discípulos: “A minha alma está profundamente triste até à morte” (Mc 14:34). Para Jesus, a morte não era um grande amigo, mas um temível inimigo, porque o separaria de seu Pai. Ele não encarou a morte com a compostura de Sócrates, que a defendeu pacificamente como uma amiga. […] Se a morte libertasse a alma do corpo e assim tornasse possível que esta desfrutasse comunhão com Deus, então Cristo a teria acolhido muito bem por lhe oferecer a oportunidade de reunir-se com o Pai.[1] (itálico acrescentado)
Por meio desse contraste entre Sócrates e Jesus, fica evidente que Bacchiocchi e Cullmann pretendem defender a teoria da inconsciência dos mortos, ou seja, a idéia de que a morte lança a pessoa num estado de completa e literal inexistência, pois o homem não teria uma alma imaterial e imortal, que permanece consciente após a dissolução do corpo. Segundo eles, a atitude positiva de Sócrates diante da morte deveu-se à crença pagã desse filósofo na imortalidade da alma. A atitude negativa de Jesus, porém, comprovaria que Ele sabia que Sua morte O lançaria num estado de inconsciência, separando-o do Pai.

No entanto, essa postura negativa de Cristo, diante de Sua morte, de maneira alguma pode ser usada como argumento contra a imortalidade da alma, por pelo menos dois motivos. Em primeiro lugar, a falha fundamental desse arrazoado consiste no fato de que a morte de Jesus, muito ao contrário da de Sócrates, foi (e é) única na história da humanidade, não podendo, portanto, ser utilizada para efeitos de comparação com a morte de nenhum outro homem, tampouco servir de exemplo aos cristãos. Cristo foi o único homem que, ao morrer, levou sobre Si os nossos pecados (Is 53.11, 12; Jo 1.29; Rm 3.25; Jo 2.2, etc.). Nesse caso, é evidente que a Sua atitude, momentos antes de Sua morte vicária, só poderia ter sido de “pavor e de angústia”, bem diferente da “perfeita paz e compostura” reveladas por Sócrates. Ou será que Bacchiocchi e Cullmann queriam que Jesus, mesmo ciente de que carregaria os pecados de todos nós, tivesse ficado feliz? Logo, percebe-se a falta de sentido em usar a postura de Cristo perante a morte para dizer que Ele não acreditava na imortalidade da alma.

Em segundo lugar, se Bacchiocchi e Cullmann argumentam que o cristão deve encarar a morte assim como Jesus encarou-a, com grande “pavor” e “angústia”, pois Jesus (supostamente) acreditava que Sua morte “o separaria de seu Pai”, então como que eles harmonizam isso com a declaração de Paulo, na qual ele expressou seu “desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (Fp 1.23)? Aqui, fica claro que a posição do apóstolo, diante da possibilidade de sua morte, foi, no mínimo, idêntica à que Sócrates demonstrara séculos antes. Portanto, se uma atitude positiva perante a morte está associada à crença na imortalidade da alma, então Bacchiocchi e Cullmann, por questão de coerência, vêem-se forçados a concluir que o apóstolo Paulo também acreditava nessa doutrina.[2]

Ao apresentarem esse tipo de argumento, Bacchiocchi e Cullmann demonstram não conhecer aprofundadamente aquilo que a Bíblia ensina acerca da imortalidade da alma, nem como que nós, imortalistas, encaramos essa doutrina à luz da morte. Nós, cristãos imortalistas, ao contrário de Sócrates ou qualquer outro pagão, não consideramos a morte nossa “amiga”, tampouco lhe atribuímos um caráter libertador, como se ela fosse livrar nossa alma “das cadeias do corpo”. Nossa “perfeita paz e compostura” em relação à morte está firmada, não na idéia de que temos uma alma imortal, mas unicamente na certeza de que estamos unidos a Jesus, nosso verdadeiro amigo e libertador. Imbuídos dessa fé, quando a morte bater à nossa porta, podemos, com confiança, enfrentá-la sem temor algum, pois sabemos que absolutamente nada nem ninguém pode nos separar do Senhor (Rm 8.31-39).

Entretanto, essa atitude negativa acerca da morte, estranha e incoerentemente proposta por Bacchiocchi e Cullmann, é proveniente da equivocada idéia de que a morte quebra, literalmente, a comunhão entre o crente e Deus. Tal maneira de conceber o pós-túmulo colide, frontalmente, não apenas com a Bíblia, mas também com a postura positiva que os servos de Deus de todos os tempos e lugares demonstraram no momento que partiram desta vida.[3]

É lamentável que Oscar Cullmann, um dos grandes nomes da Teologia do século vinte, ao abraçar e, assim, tentar apoiar a antibíblica teoria da inconsciência dos mortos, não tenha percebido o equívoco em contrastar as atitudes de Sócrates e Jesus diante da morte. Mais uma prova de que por mais inteligentes, sábios, zelosos, respeitados e conhecidos que sejam, os teólogos também cometem, assim como qualquer um de nós, deslizes naquilo que declaram (Tg 3.2). Se Sócrates, que era pagão, demonstrou “perfeita paz e compostura” antes de morrer, então que dirá nós, cristãos, que estamos inseparavelmente unidos a Jesus, nosso Senhor e Salvador! Se Aquele que venceu a morte está ao nosso lado em todos os momentos, então encarar a morte com “pavor” e “angústia” seria uma atitude de incredulidade de nossa parte, e não uma demonstração de que sabemos que a morte nos separa do Pai, pois ela supostamente nos lançaria numa condição de inconsciência, inexistência.


Paulo Sérgio de Araújo

[1] BACCHIOCCHI, Samuele. Imortalidade ou Ressurreição: Uma abordagem bíblica sobre a natureza e o destino eterno. Unaspress, 1ª edição, 2007, pg. 125. 2

[2] Não podemos nos esquecer de mencionar os milhares de mártires cristãos que, mesmo quando estavam sendo torturados por seus algozes, lançados aos leões ou queimados vivos, ainda sim riam da morte, despedindo-se desta vida com hinos ao Senhor. Se uma postura positiva diante da morte é sinal de que a pessoa acredita na imortalidade da alma, então todos esses heróis da fé criam nessa doutrina. Nenhum deles encarou a morte com “pavor” e “angústia”.

[3] Encontra-se disponível neste site [Imortalidade da Alma] o estudo “’Partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor’ (Fp 1.23) : Os salvos que já morreram estão conscientes”, no qual são apresentados outros obstáculos que se levantam quando se acredita que a morte lança o cristão num estado de completa e literal inexistência, quebrando sua comunhão com o Senhor.



Como saber se sou Salvo? - Paul Washer


Paul Washer relata algumas experiências que evidenciam se uma pessoa é salva ou não; se Deus realmente fez uma obra de regeneração no coração do crente.

Existe uma cronologia profetica nas cartas as 7 igrejas?


Sim, tudo indica que não sejam apenas cartas descrevendo igrejas que existiam na época do apóstolo João, mas também apontam para as sucessivas eras na história da igreja.

1. ÉFESO mergulhou em um estado de apatia por ter deixado seu primeiro amor (Jesus). Cronologicamente falando representa a igreja do primeiro século, na qual já nas Escrituras é possível encontrar desvios.

2. ESMIRNA não recebeu reprovação, mas consolo por ser perseguida pelo que era. Representa o período do primeiro ao quarto século, quando a igreja sofreu perseguição dos imperadores romanos.

3. PÉRGAMO fez uma aliança com o mundo e suas instituições, colocando-se à sombra do poder secular. Passou a habitar no mundo, onde está o trono de seu príncipe, Satanás. Também tem no seu meio pessoas com o espírito de Balaão, que visava lucrar com as coisas de Deus fazendo tropeçar o povo de Deus. Também tem um embrião de clericalismo (doutrina dos nicolaítas). Repreasenta o quarto e quinto séculos, quando o cristianismo foi transformado em religião oficial pelo império romano por iniciativa do imperador Constantino.

4. TIATIRA tem muito amor, serviço, fé, paciência e muitas obras, porém permite o ensino errado (uma mulher ensinando), além de estimular a idolatria. Também se prostitui, ou seja, se corrompe e contamina em troca de favores. Representa o período do século 6 ao 15, o domínio do catolicismo romano (a "mulher" - igreja - que ensina e estimula idolatria). Vai até o advento do protestantismo.

5. SARDES tem nome de que vive, mas está morta. Parece ter feito coisas boas, mas também se deteriorou por ter se afastado do que tinha recebido e ouvido. Não anseia pela volta do Senhor, tanto é que será surpreendida por Ele como se fosse um ladrão inesperado. Representa o período do século 16 ao período pós reforma, quando a própria luz do protestantismo perdeu seu brilho.

6. FILADÉLFIA também não recebe reprovação, mas consolo e a certeza de que tem diante de si uma porta aberta, apesar da pouca força, do apego à Palavra e ao nome de Jesus (o inverso dessas três características - muita força e sem compromisso com a Palavra e com o nome de Jesus - pode denotar também erro eclesiástico). Durante os séculos 18 e 19 ocorreu um reavivamento e um resgate das verdades há muito esquecidas, como o arrebatamento da igreja e a importância do nome do Senhor como centro de reunião.

7. LAODICEIA é tudo de ruim: mornidão, justiça própria, interesse em lucro, contaminação (por isso é exortada a comprar vestes brancas). O Senhor está do lado de fora buscando a comunhão individual, já que coletivamente Laodiceia é um desastre (o versículo "estou à porta e bato" é muito usado em evangelismo, mas ali nos fala de comunhão com alguém que já crê). Laodiceia representa os últimos dias e o início da apostasia. O arrebatamento vem tipificado em seguida, no capítulo 4:

"Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz que, como de trombeta, ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. E logo fui arrebatado no Espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono." Apo 4:1-2

Mario Persona

Adventistas do Sétimo Dia: A “Igreja do fim” ou o Fim da Igreja?


“E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo.” – Apocalipse 12:17

Introdução

Um jovem, uma escolha, uma “Igreja”[1]. A capa da revista adventista apresenta sutilmente a própria igreja do sétimo dia como a “Esperança Para as Grandes Cidades”[2]. Ao mesmo tempo em que um jovem universitário, russo e negro, aparece ao lado dos dizeres “Escolhi o Sábado”[3] – sábado aqui escrito com letra maiúscula e em bastante destaque.

Para os desavisados, inclusos os que não se importam em averiguar a verdade a respeito da seita da qual fazem parte, não são evidentes e nem sequer notadas, as tentativas de minimizar o racismo propalado por seus fundadores e a evidente substituição do Senhor Jesus Cristo como Salvador, pelo sétimo dia que salva, arrastado por todas as doutrinas embasadas em um arminianismo craso e descabidamente dissimulado.

Embora apresentem um discurso que levaria qualquer crente verdadeiro, mas pouco interessado em confrontar as heresias sabatistas, a acreditar que eles são inofensivos por fazerem afirmações tais como: “temos hoje 66 livros na Bíblia, contendo todo o conhecimento necessário para a salvação”[4] ou “em Seu sofrimento (referindo-se a Cristo), morte e ressurreição, Deus proveu o único meio de expiação do pecado humano, de modo que os que aceitam essa expiação pela fé possam ter vida eterna”[5], suas doutrinas são completamente contrárias às Sagradas Escrituras e ao cristianismo bíblico.

Este pequeno estudo tem por objetivo demonstrar, através da Bíblia, os falsos ensinos sabatistas a respeito do remanescente que deverá enfrentar a grande tribulação dos últimos dias. Que Deus abençoe a todos os que lerem estas linhas dando-lhes verdadeiro discernimento espiritual.

A Igreja do Fim?

Para não perdermos muito tempo e irmos direto ao assunto, enumeremos rapidamente algumas doutrinas básicas dos adventistas, que se apresentam como a “Igreja do Fim”. Os adventistas afirmam que:

I. A Bíblia é revelação de Deus, mas a verdade se perdeu com o passar dos séculos.
II. “A estratégia de Satanás” foi criar “muitas igrejas falsas: A prostituta e suas filhas – Apocalipse 17”[6].
III. “O plano de Deus” se resume a “uma igreja verdadeira: a mulher virtuosa de Apocalipse 12”[7].
IV. “Com o objetivo de restaurar a verdade Deus estabeleceu uma igreja que deveria cumprir a missão descrita em Isaías 58:12”[8] (restaurar a guarda do sétimo dia, o sábado cerimonial judaico no meio cristão gentílico).
V. “Deus restaurou a verdade (a guarda do sábado) por meio da Sua Igreja”[9] (os próprios adventistas) .
VI. Para a restauração da Igreja do fim, Deus convocou Ellen Gould Harmon (depois que se casou com James White, tornou-se Ellen Gould White), para ser a profetisa do fim dos tempos.
VII. O selo de Deus é o sábado velho testamentário.
VIII. O Espírito de Profecia são os escritos “proféticos” da Sra White.
IX. Atualmente Jesus Cristo está observando os que guardam o sábado e os que guardam o domingo, em um santuário celestial, para complementar a salvação somente dos que são obedientes em guardar o sábado.
X. O sábado é o selo de Deus, o domingo a marca da besta.
XI. A tribulação começará com um “Decreto Dominical”. Quando isso acontecer, a porta da graça será fechada e somente os adventistas fiéis serão salvos.
XII. Os adventistas fiéis serão perseguidos por se recusarem a deixar de guardar o sábado durante a grande tribulação.

Os ensinos básicos acima apresentados (restauração da verdade perdida, uma igreja verdadeira estabelecida por Deus nos últimos dias, um grupo perseguido por suas crenças exrtra-bíblicas, um fundador ou fundadora detentor da última mensagem dada por Deus, ou profeta próprio) são muito semelhantes em seu âmago aos ensinos apresentados pelas Testemunhas de Jeová, pelos Mórmons, pela Ciência Cristã e muitos outros, com uma ou outra modificação descritiva.

Podemos afirmar, de modo bem direto, sem a casca bem disfarçada de suas publicações bem trabalhadas, que fica evidente para qualquer diligente estudante da bíblia que há algumas contradições diretas de seus ensinos mirabolantes com a Palavra de Deus. Por exemplo, podemos questionar:

I. Se a verdade foi perdida ao longo dos séculos e a igreja de Deus naufragou, então Jesus Cristo mentiu, contradizendo- se em Mateus 16:18, pois segundo o Senhor a igreja prevaleceria ao longo dos tempos até a consumação dos séculos - Mateus 28:20.
II. Se o selo de Deus é o sábado estabelecido para os judeus, então Paulo mentiu, contradizendo- se em Efésios1:13, quando apresentou o Espírito Santo como o selo de Deus.
III. Se Jesus Cristo precisa complementar a salvação, então Ele mentiu, quando na sua morte afirmou que o sacrifício estava consumado - João 19:30, isto é, que tudo o que deveria ser feito para a salvação foi realizado.
IV. Se a porta da Graça se fechará e apenas os adventistas fiéis ganharão a sua própria salvação, obedecendo preceitos da Lei mosaica, então Paulo mentiu em todas as suas epístolas (veja como exemplo Gálatas 5:4 e Efésios 2:8-9), onde afirmou categoricamente que a salvação nunca ocorre pela guarda da Lei mas sim pela Graça.
V. Se o adventista se salvará por guardar a Lei, então observar apenas os 10 mandamentos contradiz toda a Bíblia, que reconhece todo o Pentateuco como a Lei de Deus (II Crônicas 34:14; Neemias 8:8; Lucas 24:44; João 1:17, 10:34; Atos 13:39);
VI. E, finalmente: Se os adventistas são a Igreja do Fim então devemos rasgar vários textos da Bíblia, inclusive Apocalipse 22:18-19, invalidando assim todas a Sagradas Escrituras.

Vamos um pouco mais fundo em uma das doutrinas adventistas, verificando a interpretação que fazem de Apocalipse 12, onde afirmam que a profecia se refere a eles como a mulher que dará a luz ao messias e ao remanescente.

O Fim da igreja?

O livro que está sendo utilizado para as campanhas “evangelísticas” dos adventistas em 2009[10], apresenta mais detalhadamente a doutrina de que são a “igreja remanescente”. O capitulo 9 do livro tem como título “Uma Estranha Perseguição”. Vejamos algumas declarações do Sr Bullón.

Segundo o autor após a idade média “um grupo de cristãos voltaria a ser perseguido por sua insistência em obedecer à Bíblia e somente á Bíblia” [11].

Como satanás levou a raça humana por um caminho de mentira, atualmente “existe um grupo de pessoas que estuda a Bíblia e não se deixa enganar”[12] .

Segundo as explicações dadas pelo Sr Bullón, em Apocalipse 12 a “mulher perseguida é um símbolo da igreja de Deus”[13], e a “obstinação desse povo perseguido está relacionada principalmente com um assunto que a imensa maioria considera um detalhe tolo”[14] e que Apocalipse 12:17 refere-se à “igreja dos últimos dias”[15], a “igreja do tempo do fim”[16].

Essa igreja do fim teria um selo, que a identificaria com Deus e a diferenciaria dos enganos de Satanás. Ainda mais, “por trás do selo de Deus está o desejo de se salvar”[17] e “estão o Pai, o Filho e o Espírito Santo”[18]. Qual seria o selo de Deus, então? Então categoricamente diz que “a Bíblia afirma que é o sábado”[19] enquanto apresenta a marca da besta como sendo o domingo.

Se você é um adventista e está lendo este texto, deve estar muito eufórico, pois crê piamente nestas doutrinas. Acredita de todo coração que sua salvação está garantida se permanecer fiel à “Igreja Remanescente”, não é mesmo?

Saiba que eu compreendo sua euforia. Eu mesmo já cri, durante muito tempo, nesta armadilha. Antes de minha conversão também acreditava que se “apostatasse” da “igreja do fim dos tempos” perderia a salvação. Dou Graças a Deus que o Senhor Jesus Cristo me abriu os olhos e me deu a vida eterna pela Graça, sem as obras da Lei – cerimonial ou moral como queira, embora a Lei seja uma só - (Por favor, leia Efésios 2:8-9).

Oro para que ocorra o mesmo com você. Por favor, sei que será difícil continuar por causa da revolta que você sente no coração ao ver tudo que você acredita ser confrontado. Eu também entendo isso, me sentia assim todas as vezes que alguém me apresentava as doutrinas bíblicas que são contrárias às interpretações adventistas. Era como uma espada enfiada em meu coração (Hebreus 4:12).

Sejamos sinceros, se os adventistas estivessem certos, durante séculos o mundo contemplou o fracasso da igreja de Cristo e satanás triunfou sobre a igreja de Cristo. E se a interpretação dos adventistas de Apocalipse 12 está correta, isto representara o fim da igreja estabelecida por Cristo, invalidando assim todo o Novo Testamento, fazendo dos escritos de Ellen White substitutivos para toda a Bíblia!

Isto tudo é mais que heresia, é BLASFÊMIA!

Quem é a mulher de Apocalipse 12?

Se você não é adventista deve estar estupefato. Não é para menos, podemos resumir assim:

I. Os adventistas crêem que podem garantir a salvação guardando o sábado;
II. Os adventistas crêem que, se deixarem a igreja, perdem a chance de se salvar – ou a salvação que julgavam ter sendo fiéis à guarda do sábado;
III. Os adventistas crêem que a única solução para o mundo é a conversão de todos os demais crentes para suas fileiras – guardando o sábado;
IV. Os adventistas crêem que, todos aqueles que não guardam o sábado não poderão se salvar.

Toda esta problemática interpretação pode causar arrepios se pensarmos mais demoradamente nas conseqüências de suas reivindicações. Homens como Charles H. Spurgeon, D. Martin L. Jones e outros tantos defensores da verdade que creram apenas em Cristo para salvação estariam perdidos, pelo simples fato de não terem feito parte das fileiras adventistas. Tais homens, que confrontaram os falsos ensinos relacionados à seita, não teriam acesso à porta da Graça e, de dentro do santuário celestial, Jesus Cristo teria ficado sem qualquer ação, já que toda a salvação dependia de um “detalhe tolo”, a guarda do sábado.

Um verdadeiro ABSURDO!

Se atentarmos para a linha de interpretação de Apocalipse 12, também encontramos vários problemas antes de partirmos para um exegese mais acurada, a saber:

I. Se a mulher representa a igreja adventista, formada em meados do século 19, como poderia ela ter “dado à luz” ao messias, claramente identificado no versículo 5? Foi Jesus que fundou a Sua igreja e não o contrário.
II. Se a igreja adventista dará a luz ao messias, então Jesus Cristo não é o verdadeiro messias, pois ele veio 18 séculos antes dos adventistas existirem. Logo, os adventistas ainda estariam esperando o nascimento do messias, e a igreja estaria sentido as dores do parto conforme o versículo 2. Será que os adventistas não estão na verdade esperando outro (anti) Cristo?
III. Se a igreja adventista é a mulher e voa para o deserto, como farão os adventistas que moram na América do Sul e em outros países que não possuem desertos? Deverão tomar um avião durante a perseguição em direção a um deserto? Podemos imaginar as empresas fazendo promoções das mais diversificadas (desculpe, não resisto ao comentário hilário). Qualquer deserto serviria? Qual deserto os adventistas deveriam procurar?
IV. Se a igreja adventista é alvo da guerra do dragão, mas o dragão faz guerra ao “remanescente da sua semente” conforme o versículo 17, então não fica claro que somente os que nasceram adventistas, em famílias adventistas, seriam perseguidos, excluindo todos os que não são descendentes de adventistas?

Caro amigo adventista, não fica claro que a interpretação está totalmente fora de contexto, destituída de uma linha cronológica correta, fora do literalismo com que devem ser tratadas as Sagradas Escrituras?

Se os adventistas estão claramente enganados, ludibriando multidões, quem seria a mulher de apocalipse 12? É o que procuraremos responder no item seguinte.

Igreja ou Nação?

Neste ponto podemos fazer as devidas correções quanto á interpretação dada pelos adventistas para Apocalipse 12, com um comentário bem resumido do mesmo.

v.1a “E viu-se um grande sinal...”

A palavra no grego para sinal é shmeion (semeion), que tem o sentido de símbolo. Respeitando o literalismo da Bíblia, a mulher é um símbolo. Este grande sinal que aparece no céu tem um sentido espiritual. Sem discernimento podemos dar à mulher qualquer sentido que pudermos imaginar: Maria, Ellen White, Jerusalém, a igreja adventista, etc. Precisamos seguir a exegese para não nos tornarmos arbitrários.

v.1b “...uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos seus pés,e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça”.

Comparando a Bíblia com a própria Bíblia não erraremos. Estes detalhes fazem referência ao sonho de José em Gênesis 37:9.

“E teve José outro sonho, e o contou a seus irmãos, e disse: Eis que tive ainda outro sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim.”

As estrelas não podem ser os apóstolos, pois seguindo a linha do tempo, a mulher ainda geraria o messias. Portanto, a mulher não simboliza a igreja fundada por Cristo, muito menos a igreja adventista que arrogantemente se identifica com ela.

A mulher é símbolo de uma nação, como em Ezequiel 23:2. Indubitavelmente a mulher de Apocalipse 12 é a nação de ISRAEL. As doze estrelas são as doze tribos de Israel. A continuidade do capítulo confirma isto.

v.2 “E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar á luz.”

É inegável que há um resumo de todo o Velho Testamento, de tudo aquilo que Israel teve de passar aguardando o Messias. O período de escravidão no Egito, a peregrinação no deserto, a conquista da terra prometida, os juízes, os reis, a nação dividida, o cativeiro, a destruição do templo, o retorno e a reedificação dos muros e do segundo templo, os impérios dominantes, a sujeição sob Roma. Não há dúvida alguma que foi esta a nação que deu à luz ao Messias que foi assunto ao céu (v.5).

v.17 “E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo.”

A Bíblia claramente faz distinção entre a dispensação da Igreja de Cristo e o tempo determinado em que Israel voltará a ser restaurado. O capítulo 11 da Epístola de Paulo aos Romanos nos fornece mais que suficiente instrução quanto a este fato. Israel permanecerá endurecido até que o tempo dos gentios se complete (Rom. 11:25). Isto ocorrerá com o arrebatamento da igreja de Cristo (todos os salvos) descrito em I Tess. 4:17, quando a apostasia no meio cristão se completar (a negação completa de que Jesus é o Cristo) e revelar o homem do pecado (II Tess. 2:3), o anticristo.

Não há qualquer elemento bíblico que impeça a clara distinção entre a Igreja e a nação de Israel. O versículo 17 de Apocalipse 12 nos diz claramente que os perseguidos são os descentes remanescentes de Israel e não os adventistas. Os 144 mil são da tribo de Israel (Apoc. 7:4). Quando o Templo for reconstruído e o sacrifício ritualístico restabelecido, a igreja de Cristo (todos os verdadeiramente salvos) já terá sido arrebatada, pois a perseguição é para os judeus, a angústia é de Jacó (Jeremias 30:7) são para os filhos do povo de Daniel, os judeus (Daniel 12:1).

Então tudo o mais na profecia de Apocalipse 12 não fica fora do contexto. A revelação de Deus é perfeita. A mulher não é a igreja adventista, graças a Deus! Glória ao Senhor!

Cabe enfatizar que, se o Anticristo vai estabelecer uma aliança com o povo judeu, é muito provável que ele estabelece um “Decreto Sabático”, promovendo, apoiando e estabelecendo o Sábado como dia de descanso oficial e não um “Decreto Dominical”, algo que frustraria seus planos de reconstruir o Templo com o auxílio e o apoio da nação de Israel.

Conclusão

Evidentemente, utilizando de uma tendenciosa interpretação, isolando textos, rejeitando as dispensações, tomando para si o papel de “mártires” incompreendidos, os adventistas conseguem perverter a clareza da Palavra de Deus.

Tudo isso acontece ao mesmo tempo em que negam uma averiguação mais diligente de sua própria história e de suas doutrinas, produzindo uma verdadeira lavagem cerebral característica de qualquer seita.

Sob o disfarce de um cristianismo mistificado nas interpretações da sua própria profetisa, Ellen G. White segundo a qual teve “aproximadamente 2.000 visões e sonhos proféticos”[20], continuam perpetuando heresias contrárias às Sagradas Escrituras.

Vale ressaltar que, durante todo o tempo em que permaneci na seita jamais tomei conhecimento de sequer uma (apenas uma) das propaladas milhares de profecias e sonhos da Sra White, que houvesse se cumprido.

Muito pelo contrário, soube de muitas falcatruas, distorções, alterações, plágios, engodos, e toda sorte de proselitismo criminoso, mentiroso e fraudulento. Mesmo com sinceridade de coração aliada a uma contínua cegueira espiritual, fui impedido de aceitar um confronto sincero com a verdade bíblica durante muito tempo. Não faça o mesmo! Seja diligente e Deus te esclarecerá! (Atos 17:11)

Além de várias profecias da Sra White que falharam muitas outras foram contraditadas, pois ela teve de voltar atrás com sua palavra. Lembrando que para um profeta ser considerado falso ele precisa apenas de uma (apenas uma) profecia que não tenha se cumprido. A Sra White, além de não possuir sequer uma profecia que tenha se cumprido, profetizou sobre absurdos que jamais se cumpriram, como por exemplo:

I. Que Jesus Cristo voltaria em seu tempo, profecia publicada em “O Testemunho de Jesus”, página 108 e em “Primeiros Escritos”, página 15. Depois acabou se contradizendo em “Mensagens Escolhidas”, Volume I, página 76 e “Testemunhos Seletos”, Volume II, página 359.
II. Que ocorreria um nova Guerra Civil Americana, profecia publicada em “Testimony for the Church”, Volume I e “Testemunhos Seletos”, Volume II, página 359. iii. Que haveriam pessoas vivendo em Saturno - inclusive Enoque, profecia publicada em “Primeiros Escritos”, páginas 96 e 97, edição de 1967. Lembrando que Joseph Smith, dos Mórmons, profetizou que haveriam pessoas vivendo na lua – inclusive Adão.

“E se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o Senhor falou? Quando o profeta falar em nome do Senhor, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é a palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele.” – Deuteronômio 18:21-22

Um apelo final sincero

Caro(a) leitor(a) adventista, não há nada que o homem possa fazer para salvar-se. Nenhuma igreja pode prover essa salvação. Um dia, tudo o que eu acreditava e amava veio abaixo. Minha fé adventista foi derrubada pela doutrina bíblica da salvação pela graça. Deus precisou de apenas dois versículos para fazer a obra (Efésios 2:8-9) e, atualmente como pastor, continuo me deliciando e me maravilhando na plena e completa revelação de Deus contida na Bíblia,a Palavra de Deus.

Saiba que você não terá uma segunda chance se vier a morrer confiando no deus que salva os adventistas, o Sábado! Isso mesmo. Para os adventistas Jesus Cristo apenas abriu uma porta que logo se fechará, mas o que realmente salva os adventistas é a guarda do Sábado. Para os adventistas que conheci (talvez até mesmo para você) eu estou perdido, por confiar unicamente e apenas em Cristo para minha salvação, sem as obras da Lei e rejeitar as doutrinas adventistas.

Mas saiba é justamente isso o que a Bíblia diz que cabe ao homem, arrepender-se e crer em Cristo (João 3:16, 11:25-26; Romanos 10:4; I João 5:5 e 10).

Quanto ao sábado, veja o que as escrituras dizem: Jesus Cristo não guardava o sábado, antes o quebrantava! Por isso os judeus o odiavam e desejavam matá-lo!

“Por isso, pois os judeus perseguiram a Jesus, e procuravam matá-lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus.” – João 5:18
“Então alguns dos fariseus diziam: Este homem não é de Deus, pois não guarda o sábado.” – João 9:16a

Você consegue compreender? Jesus Cristo jamais seria adventista! Leia as Epístolas de Paulo aos Romanos e aos Gálatas, com um coração contrito espiritualmente, e com toda humildade ore para que o Espírito Santo lhe mostre a salvação bíblica e lhe liberte das garras desta terrível seita. Terrívle por que se veste de pele de ovelha, mas não passam de lobos devoradores (Mateus 7:15). Seita por que acrescenta às Escrituras ensinos que não estão contidos nela, diminuindo o sacrifício de Cristo e acrescentando obras para salvação.

Na Bíblia, o Espírito Santo é também chamado: Espírito de Deus (Êx. 31:3; Jó 33:4), espírito de Sabedoria (Deut. 34:9), espírito do Senhor (Juízes 14:6; I Samuel 10:6; I Reis 18:12), espírito de conselho, de conhecimento, de inteligência (Isaías 11:2), espírito de virtude (Lucas 1:17), espírito de profecia (Apocalipse 19:10). Este Espírito Santo é dado a todos os crentes, no momento da salvação (Romanos 5:5), para nos selar (II Coríntios 1:22; Efésios 1:13), nos ensinar e nos guiar em toda a verdade (João 16:13).

Creia em Jesus Cristo, arrependendo- se de seus pecados e recebendo-O como Seu Único e Suficiente Salvador. Ou então creia no sábado, no dia santo como tua tábua de salvação para juízo investigativo. Embora nada disso esteja na Bíblia. Se confiares no sábado para te salvares, Jesus Cristo não te é suficiente (Hebreus 7:25).

Mas, se confiares totalmente em Cristo, estarás livre da Lei e de nada te servirá o sábado judaico. Ninguém poderá te condenar (Romanos 8:1)

Que Deus te abençoe.


Pr. Miguel Ângelo Luiz Maciel
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[1] Os adventistas gostam de grafar igreja com “I” maiúsculo ao se referirem a si mesmos como o remanescente que passará pela tribulação, pois são amilenistas e não crêem no arrebatamento.

[2]Revista Adventist World - Capa . Fevereiro de 2009. Review and Herald Publishing Asociation.

[3] Idem.

[4] Lição da Escola Sabatina, página 7. – Adultos/Professor; O Dom Profético – Nas Escrituras e na história adventista. Janeiro-Fevereiro- Março 2009.Casa Publicadora Brasileira.

[5] Revista Adventist World – página 21. Janeiro de 2009. Review and Herald Publishing Asociation.

[6] Série de Estudos Para Pequenos Grupos – Relacionando- se com Deus. União Norte Brasileira. Série 2,folheto 9.

[7] Idem.

[8] Idem.

[9] Idem.

[10] Sinais de Esperança, Alejandro Bullón. Casa Publicadora Brasileira. 2008. [Claro que o objetivo é bem mais comercial. Aumentando a arrecadação e diminuindo o “encalhe” com a venda dos exemplares - as igrejas são obrigadas a adquirirem os livros – e com a chegada dos novos prosélitos, aumenta-se a fonte de recursos e matam-se dois coelhos - ou seriam vários?- com uma cajadada só].

[11] Idem, página 89. [Puxa, mais isso deixaria os próprios adventistas de fora, já que aceitam, além da Bíblia, os escritos da Sra White como inspirados e no mesmo nível que a revelação Bíblica. Que grande contradição!!!]

[12] Idem.

[13] Idem, página 90.

[14] Idem, página 91.

[15] Idem.

[16] Idem.

[17] Idem, página 93.

[18] Idem. [Afirmar que o Sábado está à frente da Trindade, além de heresia, é idolatria!]

[19] Idem, página 95.

[20] Série de Estudos Para Pequenos Grupos – Relacionando- se com Deus. União Norte Brasileira. Série 3,folheto 3.

Pedro errou ao citar Joel? Atos 2:16-21

PROBLEMA: Em Atos 2, chega o Pentecostes, e os discípulos são cheios do Espírito Santo. Em resposta às críticas, Pedro diz que o que eles ouvem e vêem "é o que foi dito por intermédio do profeta Joel" (cf. Jl 2:28-32). Contudo, na passagem que Pedro cita, há eventos que não aconteceram no dia de Pentecostes, como a conversão da lua em sangue. Será que Pedro errou nessa ocasião?

SOLUÇÃO: Primeiro, Pedro estava simplesmente mostrando que o Pentecostes envolvia um cumprimento parcial ou inicial de Joel 2:28-32. Esse cumprimento parcial refere-se à habitação interior do Espírito Santo nos crentes. E foi precisamente isso que aconteceu no dia de Pentecostes. Em Joel, Deus diz: "derramarei o meu Espírito sobre toda a carne... derramarei o meu Espírito naqueles dias" (Jl 2:28-29). E de fato Deus derramou o seu Espírito naquele dia de Pentecostes.

Segundo, a referência de Pedro foi para indicar que os últimos dias tinham começado (cf. Hb 1:1-2; 2:4). As maravilhas lá no céu e os sinais em baixo na terra (At 19-21) deverão acontecer mais tarde na história deste mundo, no tempo da segunda vinda de Cristo. Observe que tais coisas acontecerão "antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor" (v. 20), o que ainda está no futuro (cf. Mt 24:lss).

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Essa passagem dá suporte à posição católica de que os seus sacerdotes têm o poder de perdoar pecados? João 20:22-23

PROBLEMA: Os católicos romanos declaram que Jesus deu aos seus discípulos o poder de perdoar pecados, e que esse poder passou para os sacerdotes católicos através dos séculos. Esse texto dá suporte a tal posição?

SOLUÇÃO: Jesus de fato deu aos seus discípulos o poder para perdoar pecados, e esse poder ainda permanece até hoje. Entretanto, ele não é exclusivo dos sacerdotes católicos. Todo crente em Jesus possui o mesmo poder com base em sua confiança na obra completa realizada por Cristo. Observe o contexto da passagem.

Primeiro, muitos vêem isso como uma extensão do poder prometido em Mateus 18:18 de ligar e desligar com "as chaves do reino dos céus" (Mt 16:19). Esse poder é dado a todos os apóstolos, e não somente a Pedro (veja os comentários de Mateus 16:19). À medida que a missão da Igreja se estende "até a consumação do século" (Mt 28:20), Cristo está "presente" para perdoar pecados com todos aqueles que pregarem o Evangelho, em qualquer tempo ou lugar.

Além disso, é nesse versículo que está a passagem paralela de João à respeito da grande comissão. Jesus a introduz com as palavras: "Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio" (Jo 20:21). Mas não são apenas os clérigos (oficiais da igreja) que são comissionados a servir a Cristo; cada crente é chamado para ser uma testemunha (cf. Mt 28:18-20; 2Co4:lss).

Finalmente, esse poder está presente somente pelo Espírito Santo. Jesus disse em João 20:22: "Recebei o Espírito Santo" e novamente em Atos 1:8: disse depois:

"Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra". 

Todos os crentes, portanto, têm esse mesmo poder de pronunciar o perdão de pecados, como testemunhas das boas novas de Cristo por todo o mundo. Nesse versículo não há absolutamente nenhuma menção de que esse poder fosse ficar residente em apenas um grupo sacerdotal ou num determinado grupo de clérigos. É apenas o equivalente da passagem de João que se refere à grande comissão, dada a todos os crentes, para que proclamem a mensagem do perdão de Jesus Cristo a todo o mundo (cf. Lc 24:47).


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O Espírito Santo foi dado aos discípulos antes do Pentecostes? João 20:22

PROBLEMA: Em Atos, os apóstolos foram informados de que deveriam esperar até que recebessem o Espírito Santo, o que aconteceu no dia de Pentecostes (At 1:4-8; cf. 2:1-2). Contudo, mesmo antes de sua ascensão, Jesus soprou sobre os seus discípulos e disse: "Recebei o Espírito Santo"(Jo 20:22). Foi então que eles receberam o Espírito Santo, e não no dia de Pentecostes?

SOLUÇÃO: Primeiro, a passagem de João é uma daquelas difíceis, que não possui outras paralelas, e não é fácil saber exatamente o seu significado. Como deve ser com toda passagem obscura, não devemos basear nela nenhum ensino importante.

Segundo, alguns eruditos acreditam que o imperativo "recebei" tem a intenção de denotar um futuro "recebereis". Sendo assim, não há conflito algum.

Terceiro, mesmo que Jesus estivesse dizendo que eles estariam recebendo o Espírito Santo naquele momento (em João 20:22), aparentemente havia um sentido diferente nesse recebimento. O Espírito estava sendo dado para que eles perdoassem os pecados (cf. v. 23). Mas depois o Espírito seria dado para capacitá-los com "poder", para serem "testemunhas" de Jesus "até os confins da terra" (At 1:8).

Quarto, a promessa em João era de que o Espírito viria habitar neles (cf. Jo 14:16), não que os estivesse batizando (At 1:5; cf. 1 Co 12:13), que é um ato diferente do Espírito Santo. Nesse sentido, então não há conflito algum entre as duas passagens, já que elas falam de diferentes atividades do Espírito, que os discípulos receberam em tempos diferentes.



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