Como Ler e Estudar a Bíblia?


Muitas pessoas possuem Bíblias. Mas quantas pessoas a leem e a estudam?

Muitas dúvidas: Por onde começo a ler? Não consigo entende-la.

PLANO

Reserve tempo para ler a Bíblia cada dia.

É bom guardar sempre a mesma hora. Dedique tanto tempo quanto seja possível, cuidando para que outras coisas não interrompam ou atrapalhem seu tempo de leitura e reflexão. Antes de começar a leitura, peça a orientação e a bênção de Deus. Algumas pessoas acham útil anotar em um caderno um resumo daquilo que refletiram a partir da leitura bíblica. Dê os seguintes passos para tirar o maior proveito possível das suas leituras diárias.

1. Selecione um texto bíblico (você pode fazê-lo seguindo um plano de leitura).

2. Examine seu conteúdo:

a. A que classe de livros ele pertence? (Um livro biográfico, como um dos Evangelhos, que narram a vida de Jesus; um livro histórico, como o Segundo Livro de Samuel, que relata o reinado do Rei; Davi ou uma carta breve a uma pessoa, como as enviadas a Timóteo ou a uma igreja específica, como as epístolas aos Coríntios.)

b. Qual é o enfoque geral do livro? (Não há necessidade de fazer estudos extensos sobre o livro. É possível fazer isso lendo o primeiro e o último parágrafo do livro ou os subtítulos e as introduções, quando a Bíblia utilizada os tem.)

c. Qual o acontecimento ou qual o assunto registrado nos textos lidos?

3. Leia todo o texto para formar uma idéia do que está sendo tratado nele.

4. Identifique palavras e frases. Há alguma palavra ou frase que se repete através do texto? É possível observar alguma relação de causa e efeito? (As frases repetidas quase sempre são precedidas de "se", "então", "por isso", "porque", etc.) Foi feita alguma comparação? Pessoas, coisas ou conceitos são contrapostos?

5. Leia o texto novamente e pergunte pela sua intenção ou propósito. Procure encontrar o que o autor está querendo dizer. Seja honesto. Não procure encontrar apenas o que você esteja querendo ouvir. A Bíblia contém mensagens que podem mudar vidas.

6. O que você aprendeu sobre Deus neste texto? O que aprendeu sobre a natureza humana? Pergunte-se como esta mensagem se aplica à sua própria vida. Existe algo em sua vida que precisa mudar, por você ser filho de Deus? O que você pode fazer por amor ao próximo? Peça a ajuda de Deus para fazer as mudanças necessárias em sua vida, para chegar a ser uma pessoa melhor.

7. Leia o texto mais uma vez. Memorize: Há algum versículo que queira memorizar? Por que não o escreve em um pedaço de papel e o leva consigo para poder estudá-lo?

8. Aplicação: Agradeça a Deus o que aprendeu e peça-lhe ajuda para poder aplicá-lo em sua vida.

9. Edificação: Compartilhe com outras pessoas o que está aprendendo.



A Bíblia em um Ano

Você já leu alguma vez toda a Bíblia? Procure por um plano de leitura que possa ajudá-lo a ler toda a Bíblia em um ano, reserve para isso vinte a trinta minutos por dia. Comece a ler sua Bíblia hoje mesmo e descubra as riquezas da palavra de Deus.

História da Bíblia


OS ORIGINAIS

Grego, hebraico e aramaico foram os idiomas utilizados para escrever os originais das Escrituras Sagradas. O Antigo Testamento foi escrito em hebraico. Apenas alguns poucos textos foram escritos em aramaico. O Novo Testamento foi escrito originalmente em grego, que era a língua mais utilizada na época.

Os originais da Bíblia são a base para a elaboração de uma tradução confiável das Escrituras. Porém, não existe nenhuma versão original de manuscrito da Bíblia, mas sim cópias de cópias de cópias. Todos os autógrafos, isto é, os livros originais, como foram escritos pelos seus autores, se perderam. As edições do Antigo Testamento hebraico e do Novo Testamento grego se baseiam nas melhores e mais antigas cópias que existem e que foram encontradas graças às descobertas arqueológicas.

Para a tradução do Antigo Testamento, a Comissão de Tradução da SBB usa a Bíblia Stuttgartensia, publicada pela Sociedade Bíblica Alemã. Já para o Novo Testamento é utilizado The Greek New Testament, editado pelas Sociedades Bíblicas Unidas. Essas são as melhores edições dos textos hebraicos e gregos que existem hoje, disponíveis para tradutores.

O ANTIGO TESTAMENTO EM HEBRAICO

Muitos séculos antes de Cristo, escribas, sacerdotes, profetas, reis e poetas do povo hebreu mantiveram registros de sua história e de seu relacionamento com Deus. Estes registros tinham grande significado e importância em suas vidas e, por isso, foram copiados muitas e muitas vezes e passados de geração em geração.

Com o passar do tempo, esses relatos sagrados foram reunidos em coleções conhecidas por A Lei, Os Profetas e As Escrituras. Esses três grandes conjuntos de livros, em especial o terceiro, não foram finalizados antes do Concílio Judaico de Jamnia, que ocorreu por volta de 95 d.C. A Lei continha os primeiros cinco livros da nossa Bíblia. Já Os Profetas, incluíam Isaías, Jeremias, Ezequiel, os Doze Profetas Menores, Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel e 1 e 2 Reis. E As Escrituras reuniam o grande livro de poesia, os Salmos, além de Provérbios, Jó, Ester, Cantares de Salomão, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Daniel, Esdras, Neemias e 1 e 2 Crônicas.

Os livros do Antigo Testamento foram escritos em longos pergaminhos confeccionados em pele de cabra e copiados cuidadosamente pelos escribas. Geralmente, cada um desses livros era escrito em um pergaminho separado, embora A Lei freqüentemente fosse copiada em dois grandes pergaminhos. O texto era escrito em hebraico - da direita para a esquerda - e, apenas alguns capítulos, em dialeto aramaico.

Hoje se tem conhecimento de que o pergaminho de Isaías é o mais remoto trecho do Antigo Testamento em hebraico. Estima-se que foi escrito durante o Século II a.C. e se assemelha muito ao pergaminho utilizado por Jesus na Sinagoga, em Nazaré. Foi descoberto em 1947, juntamente com outros documentos em uma caverna próxima ao Mar Morto.

O NOVO TESTAMENTO EM GREGO

Os primeiros manuscritos do Novo Testamento que chegaram até nós são algumas das cartas do Apóstolo Paulo destinadas a pequenos grupos de pessoas de diversos povoados que acreditavam no Evangelho por ele pregado.

A formação desses grupos marca o início da igreja cristã. As cartas de Paulo eram recebidas e preservadas com todo o cuidado. Não tardou para que esses manuscritos fossem solicitados por outras pessoas. Dessa forma, começaram a ser largamente copiados e as cartas de Paulo passaram a ter grande circulação.

A necessidade de ensinar novos convertidos e o desejo de relatar o testemunho dos primeiros discípulos em relação à vida e aos ensinamentos de Cristo resultaram na escrita dos Evangelhos que, na medida em que as igrejas cresciam e se espalhavam, passaram a ser muito solicitados. Outras cartas, exortações, sermões e manuscritos cristãos similares também começaram a circular.

O mais antigo fragmento do Novo Testamento hoje conhecido é um pequeno pedaço de papiro escrito no início do Século II d.C. Nele estão contidas algumas palavras de João 18.31-33, além de outras referentes aos versículos 37 e 38. Nos últimos cem anos descobriu-se uma quantidade considerável de papiros contendo o Novo Testamento e o texto em grego do Antigo Testamento.

OUTROS MANUSCRITOS

Além dos livros que compõem o nosso atual Novo Testamento, havia outros que circularam nos primeiros séculos da era cristã, como as Cartas de Clemente, o Evangelho de Pedro, o Pastor de Hermas, e o Didache (ou Ensinamento dos Doze Apóstolos). Durante muitos anos, embora os evangelhos e as cartas de Paulo fossem aceitos de forma geral, não foi feita nenhuma tentativa de determinar quais dos muitos manuscritos eram realmente autorizados. Entretanto, gradualmente, o julgamento das igrejas, orientado pelo Espírito de Deus, reuniu a coleção das Escrituras que constituíam um relato mais fiel sobre a vida e ensinamentos de Jesus. No Século IV d.C. foi estabelecido entre os concílios das igrejas um acordo comum e o Novo Testamento foi constituído.

Os dois manuscritos mais antigos da Bíblia em grego podem ter sido escritos naquela ocasião - o grande Codex Sinaiticus e o Codex Vaticanus. Estes dois inestimáveis manuscritos contêm quase a totalidade da Bíblia em grego. Ao todo temos aproximadamente vinte manuscritos do Novo Testamento escritos nos primeiros cinco séculos.

Quando Teodósio proclamou e impôs o cristianismo como única religião oficial no Império Romano no final do Século IV, surgiu uma demanda nova e mais ampla por boas cópias de livros do Novo Testamento. É possível que o grande historiador Eusébio de Cesaréia (263 - 340) tenha conseguido demonstrar ao imperador o quanto os livros dos cristãos já estavam danificados e usados, porque o imperador encomendou 50 cópias para as igrejas de Constantinopla. Provavelmente, esta tenha sido a primeira vez que o Antigo e o Novo Testamentos foram apresentados em um único volume, agora denominado Bíblia.

HISTÓRIA DAS TRADUÇÕES

A Bíblia - o livro mais lido, traduzido e distribuído do mundo -, desde as suas origens, foi considerada sagrada e de grande importância. E, como tal, deveria ser conhecida e compreendida por toda a humanidade. A necessidade de difundir seus ensinamentos através dos tempos e entre os mais variados povos, resultou em inúmeras traduções para os mais variados idiomas e dialetos. Hoje é possível encontrar a Bíblia, completa ou em porções, em mais de 2.000 línguas diferentes.

A PRIMEIRA TRADUÇÃO

Estima-se que a primeira tradução foi elaborada entre 200 a 300 anos antes de Cristo. Como os judeus que viviam no Egito não compreendiam a língua hebraica, o Antigo Testamento foi traduzido para o grego. Porém, não eram apenas os judeus que viviam no estrangeiro que tinham dificuldade de ler o original em hebraico: com o cativeiro da Babilônia, os judeus da Palestina também já não falavam mais o hebraico.
Denominada Septuaginta (ou Tradução dos Setenta), esta primeira tradução foi realizada por 70 sábios e contém sete livros que não fazem parte da coleção hebraica; pois não estavam incluídos quando o cânon (ou lista oficial) do Antigo Testamento foi estabelecido por exegetas israelitas no final do Século I d.C. A igreja primitiva geralmente incluía tais livros em sua Bíblia. Eles são chamados apócrifos ou deuterocanônicos e encontram-se presentes nas Bíblias de algumas igrejas.

Esta tradução do Antigo Testamento foi utilizada em sinagogas de todas as regiões do Mediterrâneo e representou um instrumento fundamental nos esforços empreendidos pelos primeiros discípulos de Jesus na propagação dos ensinamentos de Deus.

OUTRAS TRADUÇÕES

Outras traduções começaram a ser realizadas por cristãos novos nas línguas copta (Egito), etíope (Etiópia), siríaca (norte da Palestina) e em latim - a mais importante de todas as línguas pela sua ampla utilização no Ocidente.

Por haver tantas versões parciais e insatisfatórias em latim, no ano 382 d.C, o bispo de Roma nomeou o grande exegeta Jerônimo para fazer uma tradução oficial das Escrituras.

Com o objetivo de realizar uma tradução de qualidade e fiel aos originais, Jerônimo foi à Palestina, onde viveu durante 20 anos. Estudou hebraico com rabinos famosos e examinou todos os manuscritos que conseguiu localizar. Sua tradução tornou-se conhecida como "Vulgata", ou seja, escrita na língua de pessoas comuns ("vulgus"). Embora não tenha sido imediatamente aceita, tornou-se o texto oficial do cristianismo ocidental. Neste formato, a Bíblia difundiu-se por todas as regiões do Mediterrâneo, alcançando até o Norte da Europa.

Na Europa, os cristãos entraram em conflito com os invasores godos e hunos, que destruíram uma grande parte da civilização romana. Em mosteiros, nos quais alguns homens se refugiaram da turbulência causada por guerras constantes, o texto bíblico foi preservado por muitos séculos, especialmente a Bíblia em latim na versão de Jerônimo.

Não se sabe quando e como a Bíblia chegou até as Ilhas Britânicas. Missionários levaram o evangelho para Irlanda, Escócia e Inglaterra, e não há dúvida de que havia cristãos nos exércitos romanos que lá estiveram no segundo e terceiro séculos. Provavelmente a tradução mais antiga na língua do povo desta região é a do Venerável Bede. Relata-se que, no momento de sua morte, em 735, ele estava ditando uma tradução do Evangelho de João; entretanto, nenhuma de suas traduções chegou até nós. Aos poucos as traduções de passagens e de livros inteiros foram surgindo.

AS PRIMEIRAS ESCRITURAS IMPRESSAS

Na Alemanha, em meados do Século 15, um ourives chamado Johannes Gutemberg desenvolveu a arte de fundir tipos metálicos móveis. O primeiro livro de grande porte produzido por sua prensa foi a Bíblia em latim. Cópias impressas decoradas a mão passaram a competir com os mais belos manuscritos. Esta nova arte foi utilizada para imprimir Bíblias em seis línguas antes de 1500 - alemão, italiano, francês, tcheco, holandês e catalão; e em outras seis línguas até meados do século 16 - espanhol, dinamarquês, inglês, sueco, húngaro, islandês, polonês e finlandês.

Finalmente as Escrituras realmente podiam ser lidas na língua destes povos. Mas essas traduções ainda estavam vinculadas ao texto em latim. No início do século 16, manuscritos de textos em grego e hebraico, preservados nas igrejas orientais, começaram a chegar à Europa ocidental. Havia pessoas eruditas que podiam auxiliar os sacerdotes ocidentais a ler e apreciar tais manuscritos.

Uma pessoa de grande destaque durante este novo período de estudo e aprendizado foi Erasmo de Roterdã. Ele passou alguns anos atuando como professor na Universidade de Cambridge, Inglaterra. Em 1516, sua edição do Novo Testamento em grego foi publicada com seu próprio paralelo da tradução em latim. Assim, pela primeira vez estudiosos da Europa ocidental puderam ter acesso ao Novo Testamento na língua original, embora, infelizmente, os manuscritos fornecidos a Erasmo fossem de origem relativamente recente e, portanto, não eram completamente confiáveis.

DESCOBERTAS ARQUEOLÓGICAS

Várias foram as descobertas arqueológicas que proporcionaram o melhor entendimento das Escrituras Sagradas. Os manuscritos mais antigos que existem de trechos do Antigo Testamento datam de 850 d.C. Existem, porém, partes menores bem mais antigas como o Papiro Nash do segundo século da era cristã. Mas sem dúvida a maior descoberta ocorreu em 1947, quando um pastor beduíno, que buscava uma cabra perdida de seu rebanho, encontrou por acaso os Manuscritos do Mar Morto, na região de Jericó.

Durante nove anos vários documentos foram encontrados nas cavernas de Qumrân, no Mar Morto, constituindo-se nos mais antigos fragmentos da Bíblia hebraica que se têm notícias. Escondidos ali pela tribo judaica dos essênios no Século I, nos 800 pergaminhos, escritos entre 250 a.C. a 100 d.C., aparecem comentários teológicos e descrições da vida religiosa deste povo, revelando aspectos até então considerados exclusivos do cristianismo.

Estes documentos tiveram grande impacto na visão da Bíblia, pois fornecem espantosa confirmação da fidelidade dos textos massoréticos aos originais. O estudo da cerâmica dos jarros e a datação por carbono 14 estabelecem que os documentos foram produzidos entre 168 a.C. e 233 d.C. Destaca-se, entre estes documentos, uma cópia quase completa do livro de Isaías, feita cerca de cem anos antes do nascimento de Cristo. Especialistas compararam o texto dessa cópia com o texto-padrão do Antigo Testamento hebraico (o manuscrito chamado Codex Leningradense, de 1008 d.C.) e descobriram que as diferenças entre ambos eram mínimas.

Outros manuscritos também foram encontrados neste mesmo local, como o do profeta Isaías, fragmentos de um texto do profeta Samuel, textos de profetas menores, parte do livro de Levítico e um targum (paráfrase) de Jó.

As descobertas arqueológicas, como a dos manuscritos do Mar Morto e outras mais recentes, continuam a fornecer novos dados aos tradutores da Bíblia. Elas têm ajudado a resolver várias questões a respeito de palavras e termos hebraicos e gregos, cujo sentido não era absolutamente claro. Antes disso, os tradutores se baseavam em manuscritos mais "novos", ou seja, em cópias produzidas em datas mais distantes da origem dos textos bíblicos.

ORIGEM DO DIA DA BÍBLIA

O Dia da Bíblia surgiu em 1549, na Grã-Bretanha, quando o Bispo Cranmer, incluiu no livro de orações do Rei Eduardo VI um dia especial para que a população intercedesse em favor da leitura do Livro Sagrado. A data escolhida foi o segundo domingo do Advento - celebrado nos quatro domingos que antecedem o Natal. Foi assim que o segundo domingo de dezembro tornou-se o Dia da Bíblia. No Brasil, o Dia da Bíblia passou a ser celebrado em 1850, com a chegada, da Europa e dos Estados Unidos, dos primeiros missionários evangélicos que aqui vieram semear a Palavra de Deus.

Durante o período do Império, a liberdade religiosa aos cultos protestantes era muito restrita, o que impedia que se manifestassem publicamente. Por volta de 1880, esta situação foi se modificando e o movimento evangélico, juntamente com o Dia da Bíblia, se popularizando.

Pouco a pouco, as diversas denominações evangélicas institucionalizaram a tradição do Dia da Bíblia, que ganhou ainda mais força com a fundação da Sociedade Bíblica do Brasil, em junho de 1948. Em dezembro deste mesmo ano, houve uma das primeiras manifestações públicas do Dia da Bíblia, em São Paulo, no Monumento do Ipiranga.

Hoje, o dia dedicado às Escrituras Sagradas é comemorado em cerca de 60 países, sendo que em alguns, a data é celebrada no segundo Domingo de setembro, numa referência ao trabalho do tradutor Jerônimo, na Vulgata, conhecida tradução da Bíblia para o latim. As comemorações do segundo domingo de dezembro mobilizam, todos os anos, milhões de cristãos em todo o País.

Fonte: http://www.ilumina.com/

Como iniciar uma conversa?


Existem diferentes maneiras de se evangelizar, como a pregação pública ou a distribuição de folhetos impressos ou textos e vídeos pela Internet. Mas uma maneira eficaz é também a conversa pessoal, e vemos diversas vezes ela acontecer na Bíblia, como no caso do Senhor com Nicodemos e com a mulher samaritana, ou de Felipe com o eunuco.

A dificuldade pode estar em se iniciar uma conversa ou dirigi-la para o evangelho, caso ela já tenha sido iniciada para falar de assuntos diversos. Em minha última viagem dos EUA para o Brasil sentei-me ao lado de um cientista canadense que gostava de conversar e vi nisso uma oportunidade de falar a ele da salvação pela fé em Jesus.

Por ser bastante culto ele já conhecia a Bíblia e também muitos outros livros, religiões e filosofias. Nossa conversa foi toda em inglês com uma ou outra palavra em espanhol, pois ele falava 5 idiomas, inclusive um idioma africano nativo por ter morado e trabalhado como geólogo em um país da África.

Enquanto conversávamos eu mentalmente buscava o Senhor por uma oportunidade de falar do evangelho. Acredito que seja este o sentido do "Orai sem cessar" (1 Ts 5:17) e outras passagens que falam de uma contínua atitude de oração e dependência de Deus.

Tendo viajado a mais de 50 países, ele falou que em sua lista ainda faltava embrenhar-se nas selvas de Nova Guiné para conhecer os ex-canibais em seu habitat. Foi aí que enxerguei uma oportunidade, e esta é uma maneira bíblica de se iniciar uma conversa.

O Senhor, quando fez contato com a mulher samaritana, não começou logo de cara dizendo que ela vivia em pecado e precisava se converter. Antes ele buscou saber qual era o interesse dela naquele momento (água) e começou daí, colocando-se na condição de humildade ("dá-me de beber") para depois despertar nela o desejo de uma "água" melhor:

"Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva" (João 4).

Lembrei-me de um livro que li há quase 30 anos, "O Totem da Paz", de Don Richardson, um autor também canadense que viveu como missionário na Nova Guiné entre os sawis, uma tribo que na época (anos 60) ainda era de canibais. Como o cientista ao meu lado mencionou seu desejo de conhecer os estranhos costumes dos nativos da Nova Guiné, contei a ele do apuro passado pelo autor do livro que, depois de decifrar a língua da tribo e conseguir se comunicar com eles falando-lhes do evangelho, viu a possibilidade de ser transformado no próximo jantar dos aborígenes.

Ao contrário de ficarem impressionados com Jesus e seu sacrifício, os nativos passaram a considerar Judas um herói. Na cultura da tribo, quando alguém conseguia conquistar a amizade e a total confiança de uma pessoa, para depois traí-la, essa habilidade era grandemente valorizada e o traidor chamado de herói. Antes que você ache esse costume exótico, não se esqueça de que nós brasileiros somos famosos por nossa exaltação da malandragem. Os indígenas tinham até um nome para isso: "engordar o porco para o dia da matança". O missionário logo percebeu que a hospitalidade com que ele, a esposa e os filhos tinham sido recebidos na tribo só podia indicar que não faltava muito para virarem comida dos canibais, e isso o deixou desesperado.

Mas a situação reverteu-se quando, durante a tentativa de ataque por uma tribo vizinha, o chefe da tribo inimiga atravessou o campo de batalha carregando um bebê e o entregou ao chefe da tribo onde morava o missionário. Este pegou um bebê de sua própria tribo e o entregou ao outro chefe e depois se abraçaram. A guerra iminente transformou-se em uma grande festa e amizade entre as tribos outrora inimigas.

Aquele era outro costume que o missionário não conhecia: Quando uma tribo entregava um bebê para a outra, aquilo tinha o caráter de um tratado de paz. Enquanto o bebê fosse mantido vivo e saudável na outra tribo esta não podia ser atacada, e vice-versa. Por isso as crianças, chamadas de "crianças da paz" ou "filhos da paz", eram tratadas como príncipes. Sua sobrevivência era o seguro que tinham de que podiam viver livres de ataques.

Don Richardson viu naquilo a oportunidade para mostrar o sentido do evangelho e reuniu os anciãos da tribo para falar-lhes de como Deus havia enviado o seu Filho ao mundo para nos salvar. Como o Filho ressuscitou e agora vive para sempre, Deus não irá mais "atacar" (ou condenar) aqueles que, pela fé, receberem o Filho ressuscitado.

Muitos nativos entenderam o verdadeiro sentido do evangelho e se converteram. Judas passou de herói a bandido, pois aos olhos dos nativos não havia gente pior do que alguém que fizesse mal ao "filho da paz".

Contando a história dos costumes de uma tribo que o cientista desejava conhecer, ou seja, partindo de seu próprio interesse, apresentei o evangelho e sua reação foi deixar claro que era ateu e que não acreditava em um mundo espiritual. Para ele a noção de "vida eterna" estava em passar seus genes às próximas gerações. Ele, que durante anos, chegou a lecionar a teoria da evolução numa universidade, espantou-se por eu não acreditar em tal teoria (que ele afirma já não ser mais vista como teoria pela ciência).

A conversa então tomou o rumo do ateísmo e do evolucionismo, e cabe aqui um alerta: Nunca se deixe levar pela direção ditada pelo seu interlocutor. Mesmo que que aconteça, como aconteceu comigo, procure vez ou outra introduzir novamente a mensagem do evangelho na conversa. O incrédulo não quer escutar o evangelho e sempre irá apresentar algum argumento que mantenha você ocupado e uma das "bombas de fumaça" mais utilizadas será mexer com seu ego e fazer você partir para a defesa de suas posições pessoais.

Lembre-se de que você não está ali para defender sua honra, reputação, argumentos, religião etc. Você está ali para apresentar a ele o evangelho da salvação. Não é uma competição em que você se empenha para ganhar o debate, mas levá-lo a perder a condenação eterna. É mister que ele ouça a mensagem do evangelho. Se você convencê-lo de que existe um Deus e de que a teoria da evolução está errada, tudo o que você terá conseguido é mais uma pessoa que irá para o lago de fogo acreditando na existência de um Deus Criador. O objetivo da evangelização não é tentar provar a existência de Deus e nem lutar contra uma teoria científica. A mensagem do evangelho é simples:

1Co 15:1-4 Também vos notifico, irmãos, O EVANGELHO que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis. Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão. Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: QUE CRISTO MORREU POR NOSSOS PECADOS, SEGUNDO AS ESCRITURAS, E QUE FOI SEPULTADO, E QUE RESSUSCITOU AO TERCEIRO DIA, SEGUNDO AS ESCRITURAS.

Talvez você ache que esta breve mensagem (acima em maiúsculas) seja muito pouco para convencer um ateu evolucionista, mas se pensa assim é porque ainda não entendeu que o poder para a salvação não está em seus argumentos, mas no EVANGELHO (BOAS NOVAS), e o evangelho resume-se em "Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação" e tudo mais que está embutido aí, ou seja, a totalidade da Palavra de Deus. Se ele crer nisto com o tempo o resto virá no pacote.

Rom_1:16 Porque NÃO ME ENVERGONHO DO EVANGELHO DE CRISTO, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.

Ao contrário do que muitos pensam, Paulo NÃO está dizendo "não me envergonho DE PREGAR O EVANGELHO", mas "não me envergonho DO EVANGELHO". A diferença é enorme.

Por causa da timidez, você pode se envergonhar de sair numa praça distribuindo notas de cem dólares para as pessoas, mas você jamais se envergonharia das notas de cem dólares em si, pois sabe o valor delas. Mas, mesmo que você fosse a pessoa mais desinibida do mundo, teria vergonha de sair pela praça distribuindo notas de cem dólares desenhadas à mão em papel higiênico, pois nem você e nem ninguém levaria a sério um dinheiro assim. É do evangelho que Paulo não se envergonha, não do ato de pregá-lo.

Portanto, o poder não está na sua argumentação, na sua oratória, na sua desenvoltura, na sua sabedoria, nos diplomas de teologia que coleciona ou no seu conhecimento do grego e do hebraico etc. O PODER ESTÁ NO EVANGELHO, nesta simples mensagem de que Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação. É isso que vai atingir o coração do incrédulo como um raio, porque é do céu que virá a energia e o poder para fazê-lo.

Por isso ao longo de toda a nossa conversa, que deve ter durado umas duas horas, eu nunca deixei de reintroduzir com diferentes palavras, analogias e em diferentes momentos a mesma mensagem:

"Jesus morreu por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação". 

Esta notícia é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, e quando diz "primeiro do judeu, e também do grego (gentio)" está afirmando que a mesma mensagem serve tanto para os que buscam sabedoria (gregos) como para os que buscam sinais (judeus) (1 Co 1:22). Para ambos basta o evangelho, o resto (sabedoria, sinais ou seja lá o que for) é só glacê, mas o que salva mesmo é o bolo.

Como a conversa obviamente foi cheia de argumentos pró e contra o ateísmo e o evolucionismo, cuidei de responder mas sempre ciente de que não seriam minhas respostas ou contra-argumentos que tocariam o coração de meu interlocutor, mas sim o EVANGELHO (como já expliquei). Veja abaixo os principais pontos que conversamos, colocados aqui muito resumidamente:

Argumento: "Sou ateu".

Resposta: Ateus não existem, pois Deus colocou a eternidade no coração do homem.

"Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem" Ec 3:11 ARA. 

Alguém só se torna ateu pela negação daquilo que traz no coração, que é um conhecimento inato de Deus. Por isso não perco meu tempo tentando argumentar longamente com um ateu e o trato como qualquer outra pessoa, sabendo que lá no fundo ele sabe que Deus existe. Ele SABE que é pecador e precisará dar contas de seu pecado a Deus.

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Argumento: "Todas as religiões buscam por sensações, seja em transes, meditações, orações ou até alucinógenos". Ele falava dos diferentes indígenas que conheceu e mencionou querer visitar os seguidores do "Santo Daime" da Amazônia, que bebem um alucinógeno (Timothy Leary pregava o uso do LSD para isso) como forma de alcançar outros níveis de consciência.

Resposta: O cristianismo não está baseado no que eu sinto mas na PESSOA em quem eu creio, que é Cristo. Ainda que eu não tenha qualquer sensação, veja qualquer manifestação ou ouça alguma voz ou trovoada, posso crer porque "a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem" (Hb 11:1). É aí que o evangelista pentecostal tem dificuldade, por sua fé estar tão carregada de visões, manifestações, curas, sensações etc. Uma pessoa esclarecida não vai se deixar levar por pretensos "testemunhos" da TV. Quer um conselho? Evangelize com o puro evangelho.

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Argumento: "Existem religiões mais antigas que o cristianismo e o próprio judaísmo, que já falavam de Adão e Eva, do dilúvio, dos sacrifícios etc."

Resposta: É claro que tudo isso já era conhecido antes mesmo de Moisés escrever o Pentateuco! Afinal, todo esse conhecimento, ainda que muitas vezes distorcido, tem uma única origem: Deus. Todos os povos ainda retêm reminiscências do Éden, do dilúvio e de muitas outras coisas que foram passadas de geração a geração. Tal argumento não invalida o cristianismo, mas só ajuda a mostrar sua veracidade. Se nenhum outro povo antigo tivesse falado dessas coisas aí poderíamos pensar que tudo não passa de criação de Moisés. Outra dica: Evite bater de frente com os argumentos dos incrédulos, mas pegue neles algum elemento comum e parta daí, como Paulo fez com o "altar ao Deus desconhecido" dos gregos, ao invés de gastar saliva falando mal das centenas de falsos deuses que eles adoravam (Atos 17:23). O próprio Don Richardson (autor de "O Totem da Paz") tem um livro excelente sobre o assunto, "O Fator Melquisedeque".

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Argumento: "A ciência já provou a evolução por todas as evidências já encontradas nas diferentes camadas geológicas".

Resposta: Este pensamento não é científico, porque a ciência nunca pode chegar a uma conclusão sem uma experimentação, ou seja, ver acontecer, medir, cheirar, pesar etc. Isto é impossível de ser conseguido na teoria da evolução. Além disso todo cientista deve ter a mente aberta, pois ciência é como moda: na década de 70 achávamos estar na última moda, usando calças boca-de-sino listradas e cabelos longos ou black-power. Hoje rimos das fotos. Daqui a 40 anos os cientistas irão rir das fotos de muitas conclusões que tiraram em 2013 achando que elas eram a última bolacha do pacote.

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Argumento: "Você é cristão porque nasceu em um país cristão e foi condicionado a acreditar que existe um Deus e tudo mais. Se tivesse nascido num país muçulmano seria muçulmano e se tivesse nascido na Índia acreditaria em muitos deuses".

Resposta: Em todas as sociedades as pessoas se convertem a Cristo, independente da cultura em que foram criadas. O mesmo argumento do ateu, porém, vale para o ateísmo. Alguém só é ateu por ter nascido em uma sociedade judaico-cristã fortemente influenciada pelo pensamento grego que incluía em sua filosofia o ateísmo de Protágoras e o ceticismo de Aristóteles, que escreveu que "os homens criam deuses à sua própria imagem".

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Argumento: "Se você crê na Bíblia então deveria vender sua filha como ensina o Pentateuco ou apedrejar seu filho".

Resposta: Sim, eu faria isso dentro do contexto, da cultura e das circunstâncias do Pentateuco, mas como vivo hoje dentro do cristianismo (a dispensação da graça de Deus) não devo fazê-lo. Mesmo o pensamento ateísta se baseia na cultura judaico-cristã para decidir o que é certo e o que é errado. O que faz um ateu pensar que seja errado vender a filha como escrava ou apedrejar um filho? De onde tirou tal ideia? Há muitas coisas que aqui e agora aceitamos como normais que jamais seriam normais em uma sociedade ou época diferente. Na sociedade moderna ocidental que se afasta a passos largos da moral cristã é normal homens e mulheres terem relações sexuais fora do casamento, mas isto seria impensável no Afeganistão. Porém lá e em outros lugares é perfeitamente normal para os radicais islâmicos castrar meninas, extraindo seu clítoris para não sentirem prazer, algo abominável aos olhos ocidentais. Para entender melhor o assunto "escravidão" e a passagem citada por meu interlocutor, veja este link http://www.respondi.com.br/2013/02/a-biblia-incentiva-venda-da-filha-como.html

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Talvez neste ponto você esteja esperando eu dizer que o cientista ao meu lado caiu em prantos, reconheceu-se pecador e se converteu a Cristo. Não, nada disso aconteceu, mas quando ele disse que jamais acreditaria nas coisas que lhe falei, disse a ele que Deus poderia fazer com que cresse no evangelho, e aí ele não teria como escapar. Quando pregamos o evangelho não devemos nos preocupar com os resultados, pois existe ALGUÉM que está mais preocupado com isso do que nós jamais poderíamos estar. É Deus quem convence um pecador e é Deus quem salva, portanto devemos deixar nas mãos dele. Não devemos querer converter as pessoas com nossa oratória ou capacidade de persuasão, porque se conseguirmos ela terá se convertido apenas exteriormente e pelo poder da carne, não do Espírito Santo de Deus.

É errado querer colecionar números e troféus, do tipo "tantas pessoas se converteram com minha pregação" ou "pesquei um peixe grande" (alguns usam esta expressão para se gabar de ter convertido algum rico ou famoso). Quando lemos Paulo dizer "Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus" 1 Co 3:6  entendemos que ninguém faz a obra de Deus sozinho. Se aquele homem porventura vier a se converter aquele nosso encontro eu posso ter sido apenas mais uma pedrinha em um grande moisaico de pessoas que Deus usou. Talvez ele tenha escutado o evangelho de sua mãe ou na escola dominical, mais tarde recebeu um folheto evangelístico de alguém ou ouviu uma pregação no rádio ou... as possibilidades são infinitas e ninguém deveria querer se gabar de ter sido o único meio usado por Deus.

Eu particularmente acho que a mensagem encontrou algum cantinho no coração e na mente de meu interlocutor e sua reação demonstrou isso. Quando uma pessoa é confrontada com o evangelho da graça sua reação é a mesma de Adão e Eva no Éden: fazer para si aventais de folhas de figueira para cobrir sua nudez diante de Deus. Os inúteis aventais de folhas geralmente são costurados por boas obras apresentadas pela pessoa que ouve o evangelho, algo do tipo "eu vou à igreja", "eu ajudo os pobres" etc. No caso de meu interlocutor ateu percebi um avental de folhas quando ele começou a se justificar dizendo que, apesar de não acreditar em Deus, tinha um senso de espiritualidade no sentido de deixar seu DNA para a posteridade e praticar yoga todas as manhãs, fazer meditação e procurar ser uma boa pessoa e salvar o planeta. Achei esse avental um bom sinal de que sua consciência havia sido alcançada e oro para que meu amigo de viagem um dia também chegue ao destino final que Cristo me reservou por sua obra na cruz: o céu.

Eu poderia continuar aqui com muito da conversa que tive com ele, mas sairia do foco deste texto que é a abordagem  e início de conversa na evangelização pessoal. Para mais sobre ateísmo sugiro os links abaixo:

http://www.respondi.com.br/2009/08/se-nao-existe-deus-tudo-esta-liberado.html
http://www.respondi.com.br/2006/07/e-quem-ateu.html
http://www.respondi.com.br/2006/07/devo-crer-no-humanismo.html
http://www.respondi.com.br/2009/07/o-que-acha-do-que-diz-o-ateu-richard.html
http://www.respondi.com.br/2010/03/moises-quem-inventou-deus.html
http://www.respondi.com.br/2009/08/moral-faria-sentido-sem-deus.html
http://www.respondi.com.br/2009/08/pra-que-deus-se-temos-as-regras-de-ouro.html
http://www.respondi.com.br/2010/05/por-que-o-deus-onisciente-permitiu.html

Sobre evolução escrevi algo em:

http://www.respondi.com.br/2009/08/como-conciliar-biblia-e-teoria-da.html
http://www.respondi.com.br/2008/08/se-23-da-humanidade-cre-na-reencarnacao.html
http://www.respondi.com.br/2010/04/o-que-biblia-diz-dos-dinossauros.html
http://www.respondi.com.br/2010/04/existia-morte-antes-da-queda-do-homem.html

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. 

Cuidado, Seitas!


Você já foi enganado alguma vez? Talvez isso tenha acontecido à porta de sua casa, quando algum vendedor treinado para persuadir e usando de artimanhas o fez comprar algo inútil. O engano é geral! Há engano em todas as áreas da vida, e especialmente no setor religioso!

Vivemos numa época em que muitas seitas se propagam em velocidade inacreditável. Os representantes das seitas sabem muito bem como podem vender suas heresias a pessoas de boa-fé por meio de palavras convincentes. Muitas vezes as seitas apelam para a Palavra de Deus e usam o nome de Jesus Cristo. Em um primeiro momento, freqüentemente, suas palavras parecem convincentes e verdadeiras. Mas: Cuidado – é engano! A Bíblia nos adverte seriamente a respeito:

“Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (1 João 4.1).

De que consiste a diferença entre uma seita e a verdadeira fé bíblica em Jesus Cristo? Como se reconhece uma seita? Faça a prova com três perguntas:

1. Quem é Jesus Cristo?

As seitas negam a pessoa do Senhor Jesus – elas falam de um “Cristo cósmico” ou negam a Sua soberania divina. Nelas não é Jesus que está no centro, mas a pessoa do seu “guia”, “profeta”, “apóstolo”ou “guru”. Entretanto, a Bíblia declara que Jesus Cristo é o único Deus verdadeiro. Ele se tornou homem para morrer na cruz por todos os homens. Ele ressuscitou corporalmente e vive por toda a eternidade (1 João 5.20; Colossenses 2.9; Marcos 10.45 e 1 Coríntios 15.3ss).

2. O que é a Bíblia?

Muitas vezes as seitas usam, de fato, partes da Bíblia, mas além dela ainda têm as suas doutrinas especiais, “novas revelações” e “visões”, que colocam no mesmo nível da Palavra de Deus, a Bíblia. Porém, a própria Bíblia legitima-se como a Palavra de Deus inspirada. Tudo o que precisamos saber sobre Deus, sobre Jesus Cristo e Seu grandioso plano com este mundo e com nossa vida é revelado exclusivamente pela Sagrada Escritura (2 Timóteo 3.16). Deus nos adverte para não irmos além do que está escrito na Bíblia (Apocalipse 22.18-19; 1 Coríntios 4.6).

3. Como posso encontrar a Deus? Como alcanço a vida eterna?

As seitas condicionam a salvação à filiação a sua organização. Seus membros devem treinar certas práticas de meditação ou cumprir outras normas de conduta. A Bíblia, pelo contrário, ensina: você é salvo e recebe a vida eterna de Deus única e exclusivamente pela fé pessoal em Jesus Cristo e por Sua graça (João 3.16; 14.6; 1 Timóteo 2.5; Atos 4.12).

Cuidado para não cair nas armadilhas de qualquer seita. Por isso, informe-se. Leia a Bíblia. Conheça a Jesus Cristo e confie nEle! O Seu amor vale também para você. Ele quer trazer luz às trevas de sua vida. Jesus Cristo diz:

“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida” (João 8.12).

Você pode vir a Ele em oração e pedir-Lhe que assuma a direção de sua vida. Ter a Jesus significa ter vida verdadeira, vida com significado, vida eterna com Deus.

Peter Bronclik – http://www.chamada.com.br

Como Evangelizar Adventistas?

Amados irmãos,

Graça e Paz!

"Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos." Judas 1:3

Embora considere algumas doutrinas ensinadas pela a IASD como heterodoxas, não concordo com as atitudes de alguns irmãos apologistas que defendem o Evangelho da Graça de Deus, atacando pessoas ao invés de combaterem suas doutrinas errôneas.

Sim, existem certas doutrinas ensinados pela IASD que um verdadeiro seguidor de Jesus Cristo precisa colocar "Na Mira da Verdade" (João 17:17), no entanto isso deve ser feito sem denegrir ou ofender as pessoas que professam a fé Adventista.

Devemos motiva-los a fazerem seu próprio estudo diligente das Escrituras, para que possam sanar suas dúvidas e tirar suas próprias conclusões a respeito da enorme diferença entre o Adventismo e o simples Evangelho da Nova Aliança da Graça de Deus em Cristo Jesus.

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