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Este verso indica que seres hu­manos são capazes de se tornarem Deus, como alega Maharishi Mahesh Yogi? Salmos 46.10

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Em Salmos 46.10, Deus diz: "Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus". Maharishi Mahesh Yogi, fundador da seita Meditação Transcendental, interpreta esse verso da seguinte maneira: "'Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus'. Aquietem-se e saibam que vocês são Deus, e quando tiverem consciência de que são Deus, começarão a viver a Divindade, e vivendo a Divindade não existe razão para sofrer" (Meditações de Maharishi Mahesh Yogi, pág. 178). É possível que esse ver­so, compreendido de forma correta, signifique que os seres humanos podem tornar-se Deus?

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Esse é um salmo hebraico, e entre os judeus, a idéia de que um ser humano possa tornar-se um deus é a mais alta blasfê­mia. Tal idéia não se encontra em lugar algum desse sal­mo, sem mencionar que tampouco em qualquer outra passagem da Bíblia.

Mesmo um olhar de relance para o restante desse salmo indica que um Deus verdadeiro está sendo retra­tado como distinto e exaltado acima da terra criada (e também do homem). Por exemplo, nos versos 10 e 11 lemos: "Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações; serei exaltado sobre a terra. O Senhor dos Exércitos está conosco; O Deus de Jacó é o nosso refúgio".

O consistente testemunho das Escrituras é que exis­te apenas um único Deus verdadeiro, e que a humani­dade não é no presente e jamais se tornará Deus (veja Dt 6.4; 32.39; 2 Sm 7.22; 1 Rs 8.60; Sl 86.10; Is 44.6; Jl 2.27; 1 Tm 2.5; Tg 2.19). Veja a discussão referente a Gênesis 1.26 para argumentação bíblica con­tra a idéia de que um ser humano é capaz de tornar-se um deus.

Resposta as Seitas - 
Norman G. Geisler e Ron Rhodes - 
CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus

Os cristãos deveriam meditar ou essa é uma prática budista e hindu? Salmos 1.2

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Davi declarou nessa passa­gem que devemos "meditar de dia e de noite". Contudo, a meditação transcendental está associada às religiões orientais, tais como o budismo, o hinduísmo e a filosofia da Nova Era, que são contrárias ao cristianismo (Ferguson, 1980, 315,16). Os cristãos deveriam aderir à meditação?

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Existe uma diferença significativa entre a meditação cristã e a meditação mística encontrada em muitas religiões orien­tais, popularmente conhecidas como as religiões da Nova Era. As diferenças são destacadas na seguinte comparação:


NO CRISTIANISMO
NAS RELIGIÕES ORIENTAIS
Objeto           
Alguma coisa (Deus)
Nada (esvaziamento)
Propósito
Cultuar a Deus
Unir-se a Deus
Meio
Revelação divina
Intuição humana
Esfera
Por meio da razão
Além da razão
Poder
Pela graça de Deus
Pelo esforço humano
Experiência
Realidade objetiva
Puramente subjetiva
Estado imediato
Concentração
Relaxamento



(Veja Geisler e Amano, 135)

Observe a grande diferença: uma coisa é esvaziar a mente de alguém para que medite em nada, e outra coi­sa é preencher o pensamento de uma pessoa com a Pala­vra de Deus, para que esta passe a meditar no Deus vivo. Davi disse que meditava na "lei" de Deus — na Palavra, e não no vazio. O propósito dele era uma comunhão espiritual com Yahweh, e não uma união mística com o Brahma ou com o Tao das religiões orientais.


Resposta as Seitas - 
Norman G. Geisler e Ron Rhodes - 
CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus

O que Jesus queria dizer quando afirmou que nós deveríamos comer a sua carne? João 6:53-54

PROBLEMA: Os cristãos evangélicos crêem que a Bíblia deve ser tomada literalmente. Mas Jesus disse: "se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos" (Jo 6:53). Isso também deve ser tomado literalmente?

SOLUÇÃO: O significado literal (i.e., real) de um texto é o significado correto, mas o sentido literal não implica que tudo deva ser tomado literalmente. Por exemplo, o sentido literal da afirmativa de Jesus "Eu sou a videira verdadeira"(Jo 15:1) é que ele é a real fonte da nossa vida espiritual. Mas não quer dizer que Jesus seja literalmente uma videira com folhas crescendo de seus braços e de suas orelhas! Um significado literal pode ser transmitido por meio de figuras de linguagem. Cristo é o real fundamento da Igreja (1 Co 3:11; Ef 2:20), mas ele não é literalmente uma pedra angular de granito, com inscrições gravadas.

Há muitas indicações em João 6 de que Jesus literalmente queria dizer que a sua ordem para comer a sua carne deveria ser considerada de uma maneira figurada. Primeiro, Jesus afirmou que a sua declaração não deveria ser tomada com um sentido materialista, quando ele disse: "as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida" (Jo 6:63). Segundo, seria um absurdo e um canibalismo considerá-la com um sentido físico. Terceiro, ele não estava falando da vida física, mas da "vida eterna" (Jo 6:54).

Quarto, ele chamou a si mesmo de "o pão da vida" (Jo 6:48) e contrastou esse pão com o pão físico (o maná) que no passado os judeus comeram no deserto (Jo 6:58). Quinto, ele usou a figura do "comer" a sua carne paralelamente à idéia de "permanecer" nele (cf. Jo 15:4-5), que representa outra figura de linguagem. Nenhuma dessas figuras é para ser entendida literalmente. Sexto, se comer a sua carne e beber o seu sangue fosse tomado literalmente, isso iria contradizer outros mandamentos das Escrituras, que ensinam a não comer carne humana nem sangue (cf. At 15:20).

Finalmente, em vista do sentido figurado, esse versículo não pode ser usado em apoio ao conceito católico romano da transubstanciação, ou sep, de comer o real corpo de Jesus na comunhão (ver os comentários de Lucas 22:19).


MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia - 
Norman Geisler - Thomas Howe. 

Os cristãos devem meditar, ou a meditação é uma prática budista? Salmo 1:2


PROBLEMA: Davi declarou que o justo "medita de dia e de noite" (Sl 1:2). Entretanto, a meditação acha-se associada às religiões orientais, tais como o budismo e o hinduísmo, que são contrários ao cristianismo. Os cristãos devem então praticar + a meditação?

SOLUÇÃO: Há uma diferença bastante significativa entre a meditação cristã e a meditação mística encontrada em muitas das religiões orientais, popularmente conhecidas no Ocidente como religiões da "Nova Era". As diferenças ficam evidenciadas no seguinte contraste:


NO CRISTIANISMO
NAS RELIGIÕES ORIENTAIS
Objeto           
Alguma coisa (Deus)
Nada (esvaziamento)
Propósito
Cultuar a Deus
Unir-se a Deus
Meio
Revelação divina
Intuição humana
Esfera
Por meio da razão
Além da razão
Poder
Pela graça de Deus
Pelo esforço humano
Experiência
Realidade objetiva
Puramente subjetiva
Estado imediato
Concentração
Relaxamento


(Veja Geisler e Amano, The Infiltration of the New Age [A Infiltração da Nova Era], Tyndale, 1989, p. 135.)

Há uma grande diferença entre esvaziar a mente para meditar em nada e preenchê-la com a Palavra de Deus para meditar no Deus vivo. Davi disse que meditava na "lei" de Deus-na Palavra, não num vazio, O seu propósito era ter uma comunhão espiritual com Yahveh, não uma união mística com Brahma ou com Tao, das religiões orientais. As duas formas de meditação são completamente diferentes.

MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia - 
Norman Geisler - Thomas Howe.

Meditação Transcendental - Resumo


Fundador

Maharishi Mahesh Yogi. Fundada e, 1959, na Califórnia. EUA. Baseada no Hinduísmo e ioga. A sede se encontra em Washington, EUA.

Escrituras

Escrituras hindus, incluindo o Bhagavat-Gita. As Meditações de Maharishi Mahesh Yogi. A ciência de Ser e a Arte de Viver e outras escrituras do fundador.

Deus

Cada fragmento da criação é Deus (Brahma). O ser supremo não é pessoal. Toda criação é divina: todos são um e tudo é deus.

Jesus 

Jesus Cristo é um mestre, um guru, um avatar (uma encarnação de Vishnu). Ele é um filho de Deus como os outros. Sua morte não expia pecados. Cristo não ressuscitou dentre os mortos.

Espírito Santo

O Espírito Santo não é mencionado.

Salvação

Liberdade do ciclo de encarnação, recebido através de ioga e meditação. A salvação final é a absorção e a união com Brahma.

Morte

A rencarnação será um estado melhor (carma bom) se a pessoa agir bem, caso contrário, ela poderá voltar e nascer e pagará pelos seus pecados (carma mau) com o sofrimento.

Outras características

Alguns discípulos usam roupas alaranjadas e têm a cabeça raspada, deixando um birote no alto da cabeça. Muitos hindus adoram ídolos de pedra e madeira em seus templos. Os gurus exigem obediência toral. Os discípulos meditam em suas palavras, frases e fotografia. A ioga inclui a meditação transcendental, cânticos, postura e exercícios de respiração, astrologia hindu e uso de cristais.
Fonte: Internet

Seduzidos pela Meditação


Por Samuel Costa

A vida acelerada e estressante talvez seja a característica mais marcante deste início de século. A humanidade rompeu a aurora do século 21 vivendo ou sobrevivendo com a adrenalina a mil por hora. As pessoas têm uma vida de qualidade precária como conseqüência do corre-corre das obrigações que as cercam, do estresse da vida moderna e eletrizante, dos traumas físicos e psicológicos, de decisões importantes e constantes a serem tomadas, da angústia e da ansiedade com o dia de amanhã, da instabilidade no emprego, do desemprego alarmante e das freqüentes crises de depressão. As pessoas estão chegando ao limite da exaustão! O ser humano quer paz e tranqüilidade!

Portanto, está pronta a mente perfeita (o palco perfeito) para a meditação esotérica entrar em cena, disfarçada de uma super-técnica milenar que reivindica ser capaz de devolver a harmonia de viver.

Meditação Transcendental


O famoso guru Mahesh Yogi:
considerado por seus adeptos como uma divindade 

Por Natanael Rinaldi

A segunda vinda de Cristo é aguardada com ansiedade pelos cristãos. Em seu sermão profético, em Mateus 24, Jesus fez várias advertências para os últimos dias. Disse Ele:
“Acautelai-vos, que ninguém vos engane; porque muitos virão no meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos” (v. 4,5).
Paralelamente à expectativa desse acontecimento, que é chamado de a “bem-aventurada esperança” (Tt 2.13), o cristão deve manter-se vigilante, para que não aceite um falso cristo no lugar do verdadeiro Cristo, chamado na Bíblia de o “Príncipe da Paz”.

Em Apocalipse 19.11 em diante, lemos sobre a majestade do Cristo verdadeiro em sua segunda vinda:
“E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama de fogo; sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia, senão ele mesmo. E estava vestido de uma veste salpicada de sangue; e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus”.
Em seguida, trava-se a batalha do Armagedom (v. 17-21), e Cristo sai vitorioso. Satanás é preso e lançado no poço do abismo (Ap 20.1-3) e, por fim, tem início o reino milenial de Jesus Cristo: “... e reinaram com Cristo durante mil anos” (Ap 20.4).

Falsa promessa de paz mundial

Em cumprimento às palavras proféticas de Jesus sobre o surgimento dos falsos cristos, o jornal O Estado de São Paulo, em sua edição de 30 de agosto de 2002, publicou a seguinte manchete: “A paz mundial dá lucro. O guru dos Beatles que o diga”.

O maharishi (líder espiritual) Mahesh Yogi, famoso na década de 60 por ser o guru dos Beatles, tem um novo projeto: vai produzir a paz mundial e lucrar com isso.

Seu plano é o seguinte: construirá três mil “palácios da paz” em todo o mundo. Em cada palácio, centenas de seus seguidores estarão empenhados, em tempo integral, em “vôos iogues”, ou seja, versões avançadas de Meditação Transcendental. Os meditadores saltarão em torno do salão, sentados em posição de lótus. Essa prática, segundo Yogi, envia poderosas vibrações positivas que reduzem o estresse, o crime e a violência. Com centenas de pessoas fazendo vôo iogue em três mil lugares diferentes, a paz surgirá em todos os lugares.

Em 2001, após os ataques de 11 de setembro nos EUA, o maharishi informou que se algum governo lhe desse US$ 1 bilhão ele acabaria com o terrorismo e criaria a paz contratando 40 mil voadores iogues para começarem a saltar em tempo integral. Nenhum governo quis pagar para ver, o que claramente o irritou.

Embora irritado, ele não desistiu: “Vou implantar esses grupos, que criarão coesão em todos os países”. Por meio de títulos emitidos pelo País Global da Paz Mundial, fundado por ele como uma nação virtual sem um território real, Yogi pôs à venda títulos que pagarão juros de 6% a 7%. Um de seus seguidores, Sam Katz, explicou o plano: “cada Palácio da Paz será rodeado por uma fazenda de cultura orgânica para produzir alimentos que gerarão lucros que pagarão os detentores dos títulos”. Acredite se quiser, mas o que é esse movimento conhecido como Meditação Transcendental?

O que é a meditação transcendental?

Meditação Transcendental (MT) é uma seita de origem hinduísta. A palavra transcendental significa “o que transcende ou ultrapassa as coisas sensíveis para atingir o âmago do ser a fim de conseguir paz e felicidade interior”. Consiste numa técnica mental que leva a pessoa primeiramente a procurar se colocar em estado de relax ou distensão interior. O indivíduo tenta esquecer todas as realidades sensíveis e esvaziar a mente de todas as imagens materiais que habitualmente o distraem.

A maior parte de suas práticas e ensinos deriva do hinduísmo. Procura despistar a opinião pública ocidental de que não se trata de uma seita, mas apenas uma técnica de exercício mental. Para isso, a MT mudou sua personalidade jurídica para Ciência da Inteligência Criativa (CIC). Essa providência não surtiu efeito, pois o Tribunal Federal de New Jersey, em 1977, ainda assim reconheceu a CIC/MT como uma seita hinduísta.

O fundador

Seu fundador é conhecido pelo nome de Maharishi Mahesh Yogi. Mas Yogi nasceu em 1911, em Jabalpur, Madhya Pradesh, norte da Índia, com o nome de Madhya Brasad Warma. Freqüentou a Universidade e, com sucesso, formou-se em física, em 1942. Logo depois de diplomar-se, conheceu Swami Brahmananda Saraswati, Jagadguru e Bhagovan Shankaracharya, também conhecido como guru Dev, que se tornara um avatar sob os ensinamentos de Swami Krishanand Saraswati.

Durante a década seguinte, Yogi uniu-se ao guru e logo se tornou seu aluno mais importante. Com a morte do guru Dev, em 1953, Yogi se retirou para meditação nas montanhas do Himalaia, onde permaneceu por dois anos.

Na Índia, berço de praticamente todas as correntes religiosas místicas, faz parte da cultura cada família ter o seu guru para consultas e orientações espirituais

Em 1958, Yogi levou sua seita para a América e começou a ensinar em Los Angeles. Mais tarde, com adesão do grupo musical conhecido como os Beatles, a seita de Yogi experimentou grande crescimento.

O ritual de iniciação

A pessoa é convencida a encontrar-se a si mesma por meio do ritual de iniciação e isso se dá quando ela recebe o seu mantra.1 Normalmente, a pessoa não entende uma palavra do que vai repetir por várias vezes na língua sânscrita.

Na iniciação, a pessoa se posta diante de um altar com a figura do guru Dev. Então, a cerimônia tem início. O desenvolvimento consta de três fases. A saber:

Recitação de nomes

São nomes de mestres por meio dos quais o santo conhecimento dos mantras da MT tem passado. Todos os nomes são considerados como deuses e dignos de adoração. Reverentemente, são denominados de: “Redentor”, “Emancipador do mundo”, “Supremo mestre”, “O puro” e “Adornado com imensurável glória”. Esses títulos constituem verdadeira blasfêmia, pois pertencem exclusivamente ao Deus da Bíblia. O iniciante, entretanto, desconhece essa situação.

Oferendas

São 17 itens ao todo. Dentre eles, os mais oferecidos, freqüentemente: flores, frutas frescas e lenço branco novo.
“Ao oferecer um lugar aos pés de loto de Shri Guru Dev, me inclino”.
“Ao oferecer uma ablução aos pés de loto de Shri Guru Dev, me inclino”.
“Ao oferecer uma flor aos pés de loto de Shri Guru Dev, me inclino”.
“Ao oferecer luz aos pés de loto de Shri Guru Dev, me inclino”.
“Ao oferecer água aos pés de loto de Shri Guru Dev, me inclino”.
Hinos de louvor e adoração

Os hinos são oferecidos ao guru Dev, considerado como deus na mesma glória dos outros deuses hindus, como, por exemplo, Brahma, Vishnu e Shiva. O iniciante é convidado a seguir o exemplo do seu guru e inclinar-se perante ele.
“Guru que está na glória de Brahma, guru que está na glória de Vishnu, guru que está na glória do grande Senhor Shiva, guru que está na glória da plenitude transcendental personificada de Brahma, ante o Shri Guru Dev, adornado de glória, me inclino”.
O grupo pop Beatles: responsável pela popularização do maharishi no mundo

As crenças religiosas

Sendo a MT de natureza religiosa e ligada ao hinduísmo, sua teologia contrasta abertamente com o cristianismo. Vejamos os pontos conflitantes:

Deus

O ensino da MT diz que Deus é impessoal e faz parte da própria natureza. Doutrina classificada como panteísmo. Ou seja, Deus é tudo e tudo é Deus. Declara Yogi: “O divino transcendental, onipresente, é, por virtude de sua onipresença, o Ser essencial de todos nós. Forma a base de todas as vidas; não é outro senão o nosso próprio ser ou Ser. Deus é impessoal e mora no coração de cada ser. Tudo o que há na criação é manifestação do ser impessoal absoluto e não manifesto. Cada pessoa é, em sua verdadeira natureza, o Deus impessoal”.

O conceito de Deus e do homem na MT é completamente diferente do conceito oferecido pela Bíblia em relação a Deus e ao homem. Deus é essencialmente distinto do homem, pois Deus é o Criador (Gn 1.1,26), enquanto o homem é apenas um ser criado. O salmista Davi exaltava a Deus por sua criação e reconhecia sua fragilidade como ser humano: “Tu reduzes o homem à destruição; e dizes: Tornai-vos, filhos dos homens [...] Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando” (Sl 90.3,10).

Por outro lado, Isaías fala da eternidade de Deus como um ser imutável: “Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento. Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não têm nenhum vigor. Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os moços certamente cairão; mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão” (40.28-31).

Reencarnação

Após várias encarnações, com o propósito de se tornar espírito puro e alcançar esse estado, cessam os renascimentos. Com isso, a pessoa se liberta da lei do carma e entra em fusão com a divindade Brahma. Para a frustração dos que assim crêem, certo é que ninguém tem lembrança dos pecados cometidos em existências anteriores e, daí, não poder se arrepender e corrigir-se dos erros cometidos. A salvação no cristianismo foi trazida por Jesus (Jo 3.16-18,36;5.24). Para realizar a obra da redenção do homem, Jesus morreu por nós (Rm 5.8), levando em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro (1Pe 2.24) e, por fim, ressuscitou vitoriosamente e ascendeu aos céus, assentando-se à destra de Deus (At 1.9-11)

Jesus Cristo

Diz Maharishi Mahesh Yogi: “Como não entendo a vida de Cristo nem compreendo sua mensagem, não creio que realmente tivesse sofrido em alguma época de sua vida; nem mesmo pudesse sofrer [...] É lamentável que se fale de Cristo em términos de sofrimento [...] Aqueles que confiam na sua obra redentora por meio do sofrimento na cruz possuem uma interpretação equivocada da vida de Cristo e de sua mensagem”.

Como homem natural, não regenerado, Yogi não pode mesmo entender a vida e a obra de Cristo como Salvador e Senhor (1Co 2.14). A Bíblia declara que o propósito principal de Jesus ter vindo ao mundo foi salvar o mundo por sua morte na cruz. “... o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” (Mt 20.28). “Porque o Filho do homem veio para buscar e salvar o que se havia perdido”( Lc 19.10). “Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (1Tm 1.15).

Meditação bíblica

A meditação bíblica é diferente da meditação transcendental. Enquanto esta, como a própria palavra define, é ir além da própria consciência, a meditação bíblica não é voltada para o interior do homem, vai mais além.

Os homens de Deus do passado tiveram momentos de êxtase espiritual ao meditarem na grandeza do Deus, na grandeza dos seus feitos e na sua palavra escrita.
“Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, SENHOR, Rocha minha e Redentor meu!” (Sl 19.30).
“Meditarei também em todas as tuas obras, e falarei dos teus feitos” (Sl 77.12).
“Lembro-me dos dias antigos; considero todos os teus feitos; medito na obra das tuas mãos” (Sl 143.5).
Terapia ayurvédica indiana conhecida como shirodhara, amplamente divulgada nas clínicas holísticas. Com óleo quente busca-se equilibrar o funcionamento do cérebro.
“O coração do justo medita no que há de responder, mas a boca dos ímpios jorra coisas más” (Pv 15.28).
Como já expusemos, a MT é uma seita hinduísta e está familiarizada com literaturas como Vedas2 e Bhagavah-gita3 , mas interessada em fazer discípulos no mundo ocidental faz citação do Sl 1.2 para dar apoio à meditação. Entretanto, o Salmo em pauta indica outro tipo de meditação:
“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite”.
O objetivo da meditação bíblica é a comunhão com Deus: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra” (Cl 3.1,2). O meio usado é a palavra de Deus: “Medita estas coisas, ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos” (1Tm 4.15). E de modo racional: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12.1).

A paz sem preço

Os profetas bíblicos vaticinaram sobre o futuro rei do universo que traria paz verdadeira à humanidade, e gratuitamente:
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do SENHOR dos exércitos fará isso” (Is 9.6,7).
“Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e agirá sabiamente, e praticará o juízo e a justiça na terra” (Jr 23.5).
Quando Jesus nasceu vieram os magos do Oriente a Jerusalém e foram à casa de Herodes perguntar pelo rei que traria a paz, dizendo: “Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo. E, entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra” (Mt 2.2,11).

Mais tarde, diante de Pilatos, Jesus não negou sua condição de rei: “Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade” (Jo 18.37). Mas Jesus explicou que o seu reino seria ainda futuro. Quanto a esse assunto, vejamos o que diz Apocalipse: “Os reinos do mundo vieram a ser de nosso SENHOR e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre” (11.15).

Bibliografia

MCDowell, Josh – Estúdio de Las Sectas, Editora Vida

Mather, George A – Dicionário de religiões, crenças e ocultismo, Editora Vida

Melo, Fernando dos Reis – Religião & religiões, Editora Santuário

Notas

1 Mantra: uma ou mais palavras que se repetem freqüentemente por meio do canto ou não.

2 Vedas: grande conjunto de literatura sagrada hindu, compilado entre os anos 1500 e 1200 a.C. Esta coleção consiste de três Vedas (conhecimento) – Rigveda, Samaveda e Yajurveda. Posteriormente, foi acrescentada uma quarta, chamadaAtharvaveda. Há três seções principais de exposição literária nos vedas. São as Brahmanas, Aranyakas e Upanixades.

3 A “Canção Sagrada”. Talvez seja a jóia mais preciosa da literatura hindu e indiana; contém os elementos mais importantes do pensamento hindu. O Bhagavad Gita, com certas ramificações, representa para o hinduísmo o que a bíblia é para o cristianismo.

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