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A Biblia do meu Vizinho


Eu sou a Bíblia do meu vizinho,
Pois me lê sempre ao me encontrar;
Hoje me lê, se estou de caminho,
E amanhã, quando vier ao meu lar.

Parente, amigo, ou colega há de ser,
Ou é, talvez, só meu conhecido;
Poderá, meu nome, nem saber dizer,
Mas, certo estou: ele me tem lido!

Quem será este que é meu vizinho
Que está a me ler, quando nem ligo,
A fim de ver quais são meus caminhos
E se estou andando do jeito que digo?

É aquele que está sempre por perto
Pra tecer críticas e até blasfemar;
Que está seguro que seu pensar é certo,
Porém, é mais um prá Cristo salvar.

Esteja ciente, querido irmão,
Que o mundo inteiro está a nos ver
Buscando em nós um claro sermão,
Não só nas palavras, mas sim no viver.

Em linhas bem retas busquemos copiar,
Aquilo que Deus por nós quer dizer,
A fim de o vizinho podermos ganhar
Prá Cristo Jesus, depois de nos ler.


Adaptado de "Helps For Young Believers"

Existem dois tipos de testemunho: os lábios e a vida. E os lábios deveriam ser apenas a expressão daquilo que primeiramente foi produzido na própria vida. Deveríamos desejar uma realidade intensa; sermos possuídos e controlados pela verdade que professamos possuir, e assim evitar o uso de frases e sentenças que nunca tenham sido aplicadas em nós mesmos -- que nunca tenham sido por nós comidas, digeridas e experimentadas como verdade em nossa própria alma. E.D.

Manjar Celestial 
Mario Persona

Descansando no Senhor - Hebreus 4.9



“Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus”. (Hb 4.9)  

Meu caro(a) participante entre os sabatistas, eu não conheço você. Mas gostaria que você pudesse ler as linhas que eu e minha esposa, de todo coração, enviamos a você. Não queremos ofendê-lo,mas falar sobre o que Deus fez em nossas vidas. Ainda existem pessoas que amamos que são adventistas. Temos orado por elas. Deus te abençoe ao ler estas poucas linhas.

Tentando conseguir a salvação

Quando vivíamos sob o julgo do credo sabatista-judaizante não entendíamos nem discerníamos (1ªCo-2.14) o que Deus pretendia ao estabelecer um dia como o dia de sabath. Isto nos afligia a alma. Deus havia descansado no dia sétimo e, isso indicava que deveríamos descansar no sábado, conforme a argumentação sabatista feita pela Sra.White, levando nos ombros uma sobrecarga adicional imposta pelos homens? Deveríamos carregá-la e viver como um cristão-judeu fiel, policiando cada passo nos dias do sábado semanal como o conhecemos hoje, enquanto nossos pensamentos nos traíam a cada segundo? Sentíamos que, se abandonássemos a igreja, o espírito de profecia, o sábado como entendem os adventistas, a abstenção de comidas, as doutrinas da Sra White, perderíamos a única chance que tínhamos de escapar de tão terrível sentimento de condenação eterna. Ali estava aquele “barco da salvação” tal qual nos dias de Noé, a igreja remanescente, o lugar em que estávamos protegidos, ainda que não tivéssemos tanta certeza disso.

Misturavam-se aos nossos dias o apego sincero às pessoas que conhecíamos dentro da igreja, uma enorme vontade de encontrar um descanso espiritual, a frustração e a angústia de olharmos para nós mesmos e percebemos que ainda estávamos vazios e sem nenhuma certeza de que Deus aceitaria nosso sacrifício. A única certeza real de tudo era a de que merecíamos um inferno que nos negávamos a acreditar que existia, embora sobre ele encontrássemos mais passagens na Bíblia do que passagens que nos falavam sobre o céu. Como aquelas que encontramos em Deuteronômio 32:22; Salmos 9:17; Provérbios 5:5; 9:18; 15:24; 23:14; 27:20, Oséias 13:14 e I Coríntios 15:55; Mateus 3:10 e 12; 5:22; 10:28; 16:18; 18:8-9; 25:41-46; Marcos 9:43-48; Lucas 3:17; 16:19 a 31; João 15:6; II Pedro 2:4; Apocalipse 1:18; 6:8; 14:11; 20:10 e 14, dentre algumas outras tantas mais.

Era como se a cada semana houvesse uma obrigatoriedade de se escalar um paredão íngreme, frio e escorregadio, com nossas próprias forças, diante de um Deus amoroso que nos olhava distante, dentro de um santuário, cheio de compaixão, Juiz Investigativo, que nos entregava à nossa própria luta pessoal pela salvação, pois Jesus havia feito a parte que Lhe cabia e agora devíamos fazer a nossa própria parte. E enquanto rolávamos paredão abaixo, escorregando pela nossa incapacidade e sendo arrastados pela corrente que nos prendia ao peso do pecado, acumulado aos nossos pés em centenas de pegajosas toneladas, o inferno permanecia com suas labaredas vívidas e assustadoras, logo abaixo de nós, nos dando a certeza de que lá merecíamos ir, não importa o que fizéssemos de bom. Não éramos bons, afinal de tudo. Não éramos! Não somos! E imundos, despencávamos a cada dia. (Isaías 64:6)

E enquanto assim vivíamos, débeis, cobertos por uma capa de religiosidade, porém perdidos e angustiados, incansavelmente repetíamos frases como: “Inferno não existe, inferno não existe! Mas se eu largar o sábado, se eu sair da igreja, se eu não fizer minha parte, é lá que eu vou cair”. Seria patético senão fosse extremamente trágico.

Parecia óbvio, do ponto de vista humano, que nossa obrigação era obedecer, mas era desgastante o contraste entre aquilo que vivíamos, para aquilo que deveríamos realizar, o que líamos nos escritos da Sra White como novas revelações e o que nos é dito na Palavra de Deus (Hebreus 1:1, Apocalipse 22:18-19). As pregações que ouvíamos utilizavam certas passagens que, usadas e modo a serem forçadas a nos pressionar, distorcidas par nos subjugar, criavam em nós a sensação de maior distância do céu, embora quiséssemos conseguir salvação, e a queríamos entre os adventistas, ela não estava lá, mais precisávamos continuar procurando lá. Era nossa única alternativa! Ou isso ou o mundo! E quão orgulhosos e arrogantes ficávamos por assim pensar. “Ou aqui ou o mundo, não havia outro lugar!”. Cheios de nossas próprias incredulidades, soberbos, enganados e desesperados.

Essa lavagem cerebral nos empurrava ladeira abaixo e, mais ainda, em um esmagador desalento, já que não tínhamos para onde ir, nem outra resposta ou caminho, ou profeta maior que a Sra White e seus ensinos, sua práticas (João 14:6, Atos 4:12, Gálatas 1:6-10; 3:1-14; 5:10; I Timóteo 1:3-11). E o que mais nos impressionava era que no fundo a odiávamos, embora abraçássemos suas doutrinas, suas regras, seus pontos de vista sobre a Bíblia, nosso coração ardia de ódio e rancor por ela. E embora lêssemos a Bíblia, era como se algumas palavras nos fossem obscurecidas, e não pudéssemos ver e enxergar o que elas queriam realmente dizer (II Coríntios 2:44). Que descanso poderíamos lá encontrar para nossas almas? Que descanso você poderá achar para a sua? Eu lhe respondo: nenhum! Nem no mundo, nem no seio desta terrível seita.

O mais impressionante disto tudo, era que não queríamos ir a JESUS para termos vida (João 5:40). O que quero dizer com isso? Nosso desejo não era de crer simplesmente em Jesus e em Sua obra, Seu sacrifício. Somente crer era pouco demais, simples demais. Todas as células e átomos do nosso corpo se recusavam a ir na direção apontada pela Bíblia, enquanto lutávamos por manter-nos dentro dos padrões da seita.

Tínhamos que continuar a acreditar naquelas doutrinas da Sra White e não abríamos mão daquilo por nada, nem pela Bíblia, nem por Jesus Cristo. Toda nossa vontade era contrária ao que diz a Palavra de Deus, embora soubéssemos nossa condição de condenados. Para nós, até mesmo algumas passagens da Bíblia, não queríamos que estivessem lá. Um dos mais claros exemplos era a passagem de Lucas 16:19 a 31. Se pudéssemos arrancaríamos aquela página. Não ouvíamos, não queríamos. Não havia como decidir entre crer ou não. Tudo em nós, cada molécula de nosso corpo, cada porção de vontade era contrária a tudo que Deus revelou na Sua Palavra. Queríamos que a Bíblia apenas confirmasse aquilo que acreditávamos e não queríamos acreditar naquilo que ela estava dizendo.

Tudo em nós sendo mal e perverso (Gênesis 6:5; 8:21; Eclesiastes 9:3; Jeremias 17:9-10; Marcos 7:21-23; João 3:19; Romanos 8:7-8; I Coríntios 2:14; Efésios 4:17-19; 5:8; Tito 1:15). Nosso livre-arbítrio era apenas um escravo da nossa natureza pecaminosa. Não queríamos ir a Cristo para termos vida (João 5:40).

Outro profeta, outra igreja verdadeira

Certa manhã, estávamos em casa. Eu havia sido demitido da empresa em que trabalhava e fazia algum tempo ministrava aulas em uma faculdade particular. Ouvimos alguém bater à porta. Eram dois “élderes” da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos Dias, os mórmons. Os recebemos algumas vezes, eles sendo muito simpáticos. E, de certa forma, eles pregavam o que todos pregam, de forma superficial. Sutil, seria uma palavra adequada. Até que chegou o dia em que deixaram de lado a Bíblia e passaram a nos mostrar o Livro dos Mórmons, escrito pelo profeta Joseph Smith. Joseph Smith havia sido escolhido por Deus, segundo eles, para restaurar a igreja remanescente. A igreja onde estavam, a verdadeira e fiel igreja. Deveríamos ir até lá ou não seríamos salvos, estaríamos perdido por recusar a verdade. Ora, a verdade em outra igreja senão a adventista? Não tínhamos nossa profetisa? Não eram os adventistas o remanescente fiel? Lembro-me como naquela noite um sentimento de que algo estava errado invadiu nossas vidas. Retiramos da sala os livros da Sra White, colocamos a Bíblia sobre o sofá, e nos ajoelhamos. Dissemos em nossa oração:

“Deus, aqui está a Tua Palavra. Sabemos que temos tentando ganhar a salvação por nossas próprias forças. Nos arrependemos de tão grande pecado e de todo o pecado que há em nós. Aqui, em nosso lar, a partir de hoje, só valerá o que está escrito na Tua Palavra. Mostra-nos, Senhor, a Tua Salvação. Salva-nos, pois estamos perdidos e não temos como realizar obras para nos salvarmos. Salva-nos, clamamos a Ti. Faremos o que Tu desejares.”

Minha esposa derramava muitas lágrimas. Toda a família dela era adventista. Eu havia, por 20 anos, defendido a fé adventista, e chorava também. Não sabíamos o que estava acontecendo, mas estávamos repudiando parentes, amigos, igreja e própria vida para darmos ouvido à voz de Deus.

Conversões

Tão vívida em minha mente permanece aquela manhã. Lembro-me de que era pouco mais de nove horas. Eu estava lendo a Bíblia e eu a havia lido tantas vezes. Mas um sentimento tão diferente tomava conta de mim. Como adventista eu sempre acreditei que sabia sobre a Bíblia mais do que muitas pessoas que eu conhecia. Mas naquela manhã eu tinha certeza de que nunca havia entendido nada sobre a Palavra de Deus, nunca. E comecei a ler a Epístola aos Efésios, não sei até hoje por que. Foi quando me deparei com Efésios 2:8-9.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”.

Senti como se um tapa-olhos ou escamas houvessem caído dos meus olhos. Um peso enorme saiu dos meus ombros. A imagem vívida de um homem carregando o peso da cruz em meu lugar tomou conta de mim, me absorvendo, me envolvendo. Eu me senti livre do peso do pecado, da lei que condena e não pode salvar. Eu me senti um cego que via a luz pela primeira vez. Eu não precisava guardar o sábado e ser um adventista fiel para ser salvo!

Uma força maior que eu mesmo me fez ajoelhar e em lágrimas compreendi que não era por obras, mas pela fé.

“Eu creio, Senhor! E eu aceito tua oferta. Aceito Jesus como meu Único e Suficiente Salvador! Me arrependo de toda minha arrogância de querer salvar a mim mesmo. Jesus levou a cruz em meu lugar e com ela o meu pecado e a lei que me condenava. Eu creio Senhor. Eu creio”.

Nunca havia sentindo tanta alegria e leveza em toda minha vida. Nunca havia compreendido o que significava a oração por receber a salvação. Não meras palavras, mas crer realmente, sem nada a temer. Naquela manhã tive outra certeza além daquela que me perseguia quando procurava me justificar pela lei. Sabia que o inferno não era mais o meu lugar. Deus havia me dado a Salvação e vida eterna, pois cri que Ele morreu para me salvar. E sem as obras da lei, mas pela fé, Ele me deu de graça da água da vida (João 4:14; 11:25-25). Foi maravilhoso. Mas minha esposa, naquele dia, não entendeu nada daquela minha alegria transbordante. Eu mostrava para ela e ela repetia: “Eu não entendo!” Orei por ela naquela noite para que Deus a salvasse também.

Cerca de dois dias depois, pela manhã, voltando de uma reunião na faculdade, minha esposa estava sorridente e seu rosto parecia estar brilhando. Ela olhou para mim e me disse: “Veja o que encontrei na Bíblia!” E mostrou-me João 10:27-30.

”As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um”.

Jesus Cristo dá vida eterna, o verbo no presente, não está no futuro condicional. Ele dá. Minha esposa recebeu a salvação. Nos abraçamos e nos alegramos, com tão grande misericórdia do Senhor. Éramos como aqueles esfarrapados que não queriam ir para Deus e só foram porque Deus os obrigou. (Lucas 14:21-23). Tudo foi obra de Deus. Nada deveu-se a nós. Sentíamos sede da Palavra verdadeira. Queríamos aprender. Mas para onde ir? A única certeza que tínhamos era que não mais para a seita dos adventistas, pois a verdade não é uma igreja. É uma pessoa. (João 14:6)

“Do SENHOR vem a Salvação”. Jonas 2:9

O descanso

Você já se perguntou o por quê de que quando Moisés registrou o relato da Criação, Deus o inspirou a escrever que “Houve tarde e manhã...” cada um dos seis dias da criação (Gênesis 1:5, 8, 13, 19, 23, 31) e , no entanto, não há menção de haver tarde ao fim do dia sétimo (Gênesis 2:2 e 3)?

A palavra sabath tem o sentido de cessação. Quando Deus terminou sua criação Ele “cessou”, nada mais foi criado. Ele encerrou sua criação. Descansou da Sua Obra que havia feito. Esse é o sentido.

Existe uma tradição rabínica que o fim do dia da cessação de Deus, a tarde que faltou ser mencionada para o dia sétimo, nos mostra que o descanso de Deus continua para sempre. Esse descanso de Deus foi concluído na criação, ao terminar (cessar) Ele a Sua obra, Ele providenciou, antes da fundação do mundo (João 17:24; Efésios 1:4; I Pedro 1:20, Apocalipse 13:8) um descanso perpétuo, eterno (Hebreus 4:9). Não houve, nunca jamais, qualquer possibilidade de Cristo falhar em realizar a Sua Obra de Redenção.

E durante todo o capítulo 4 da Epístola de Hebreus, o apóstolo Paulo traça um paralelo com o descanso da criação para que possamos atentar espiritualmente para a verdade grandiosa e maravilhosa de que Deus está disponível a todo aquele que crer, em qualquer lugar, em qualquer época, através de Cristo. A porta da graça ainda está aberta. Ela não se fechou como nos faziam crer os ensinos da Sra White. Havíamos aprendido que só os adventistas fiéis seriam salvos. E pasmem os incautos, eles não existem, nunca existiram! Mesmo a Sra White profetizou até a sua morte, cada ano, uma data para a volta de Cristo (Deuteronômio 18:22, Eclesiastes 7:26). Ela foi uma mentirosa até a sua morte (Apocalipse 21:8, 27).

No paralelo demonstrado no relato de que os Hebreus que acamparam em Cades Barnéia (Números 13 e 14; Hebreus 3 e 4) falharam no acesso à Canaã por causa da sua incredulidade é que nós aprendemos com as lições que aconteceram com Israel a não sermos incrédulos. Esse descanso não tem nenhuma referência com o sábado semanal adventista e não existe nenhuma uma obrigatoriedade de guardá-lo a fim de ganharmos o céu. Mas Deus nos mostrou que qualquer um que creia pode ter este descanso.

Deus terminou sua criação e providenciou o livramento, um descanso eterno para nós. E tudo o que devíamos fazer era crer (João 3:16-18 e 36; 10:27-29; 11:25-26; Efésios 2:8-9; Atos 2:37-39; Romanos 3:21-24; 5:8 e 9; 7:6; 8:1; 10:9-11).

Conclusão

Meu/Minha caro(a) desconhecido(a), se você for adventista recomendo ler todo a epístola de Romanos 1...2...3...4...n vezes, e também a epístola de Gálatas 1...2...3...4...n vezes em contrição, humildemente, atentando para as palavras do Senhor (Hebreus 3:7-11). Nós nos arrependemos de termos tentado salvar-nos por nosso próprios méritos e obras. Aceitamos a Jesus como Único e Suficiente Salvador e Senhor.

Há um hino que aprendemos depois de nossa conversão e gostamos muito de cantar. Ele diz assim em uma de suas estrofes e em seu coro:

Obras não me salvam!
Meus esforços sem cessar
Não me podem transformar,
Nem meu males expiar;
Obras não me salvam!
Foi Jesus que padeceu,
Sobre a cruz por mim morreu;
Por seu sangue que verteu
Pôde assim salvar-me! (Coro)
[Hino 186, Cantor Cristão]

Hoje, eu e minha esposa, damos glória a Deus por Ele nos ter dado acesso ao descanso eterno que há na Sua salvação e em consequência em prazeirosa comunhão. Hoje O servimos em santo temor e amor, mas em fé e confiança, apresentando nossas vidas e sendo transformados pela renovação do entendimento (Rm-12.1). E não mais tememos, mas confiamos (Rm-8.1). E nada disso foi obra nossa. DEUS nos chamou e aproximou d’Ele, toda obra é d’Ele (Sl-65.4;Jô-6.44e 45;Jr-31.3;Os-11.4).

Este é o evangelho da salvação, da completa obra redentora, sem adição das tradições humanas, límpido, translúcido, verdadeiro e eterno. DEUS salva os pecadores, DEUS os chama, pois os escolheu desde a fundação do mundo, os elegeu para crerem (Rm-9.11;11.5a7;11.28a36;1ªTs-1.4;2ªPe-1.10).

Cristo realizou na cruz do calvário o pagamento cobrado pela justiça de Deus, derramando Seu sangue, para remissão dos pecados entregando Sua vida em favor dos que crêem,algo que nunca jamais será repetido e pode salvar completamente aos que se achegam a Ele, pela fé, não pela obras (Ef-2.8e9,Jô-1.12e13).

E há um dia para a entrega total, plena, completa, pelo atuar do Espírito Santo,oferecen-do um coração arrependido, que crê em Cristo como único e suficiente Salvador, e Senhor? Sim. O dia é hoje!

“Determina outra vez um certo dia, HOJE, dizendo por Davi, muito tempo depois, como está dito: HOJE, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais os vossos corações”. Hb 4.7

Há muito ainda o que podemos lhe dizer. Mas gostaríamos de que essas poucas linhas possam despertar em você o desejo de livrar-se de um jugo insuportável e da mentira disfarçada de verdade, despindo-se de toda arrogância e reconhecendo que não consegue ouvir a voz de Cristo (Jo-10.26 e 27). Mas ainda há oportunidade para você.

O nosso desejo e oração é que esta carta chegue até você e Deus abra os teus olhos e entendimento, dando-te discernimento espiritual, para receber dele o descanso eterno que há em Cristo Jesus, Salvador e Senhor (At-16.29a31).

Reconhecendo-se incapaz, arrependendo-se de seus pecados e arrogâncias e entregando sua vida a Jesus Cristo, terás o verdadeiro descanso de Deus, a saber, a salvação.

“Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus”. Hb 4.9 


Com amor cristão, Miguel Ângelo e Eunice Maciel, ex-adventistas, salvos pela Graça de Deus que há em Cristo Jesus, o Senhor.- E-mail: michael_angelo7ArrobaYahoo.com

Bibliografia Consultada e Recomendada

Bíblia Sagrada, Edição Corrigida e revisada, Fiel ao texto Original. Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil.
HENRICHSEN, A. Walter., Depois do Sacrifício – Estudo Prático da Carta ao Hebreus. Editora Vida. 1985.
KITTLE, Edward. O Livro de Hebreus. Editora Presidente Prudente. Sp. 2002.
SPURGEON, Charles H. Livre Arbítrio, Um Escravo. PES. 2002.
BAALEN, Jan Karen Van. O Caos das Seitas. Imprensa Batista Regular. SP. 1989.
MALGO, Win. Sete Características de Um Verdadeiro Cristão. Chamada da Meia Noite. Porto Alegre. 1999.
JUSTOS, Amilto. Trinta Razões Por Que Não Guardo o Sábado. LEC. Porto Alegre. 1996.
Site Sola Scriptura. http://solascriptura-tt.org
Site Obreiro Aprovado. http://br.geocities.com/batistacatanduva
Site Espada do Espírito. http://www.espada.eti.br

Seminarista Miguel Ângelo Luiz Maciel-Congregação Batista Regular de Águas Claras - (Afiliada à Igreja Batista Regular da Graça) - Manaus-AM. Deus nos abençoe, à medida que nos esforçamos para melhor obedecê-Lo. Hélio de Menezes Silva
http://solascriptura-tt.org/

Viver na Terra Santa é um Privilégio e um Desafio

Jerusalém

Ser luz e sal em regiões da Palestina é um grande desafio para nossos irmãos e irmãs. Portanto, somos agradecidos por sermos capazes de apoiar um dos professores da Faculdade de Bíblica de Belém por intermédio da generosidade de nossos parceiros. Dr. Raed Abdul Masih gostaria de compartilhar um pouco de sua vida conosco.

"Viver na Terra Santa é, ao mesmo tempo, um privilégio e um desafio. É um privilégio viver na terra onde Jesus nasceu, viveu, morreu e ressuscitou. É um desafio ser uma testemunha do Senhor para muçulmanos e judeus. Nenhuma dessas religiões "monoteístas" se relaciona com os cristãos locais de maneira positiva e respeitosa. Nossas experiências (ao longo de muitos anos) com os vizinhos muçulmanos na área de Ramallah, assim como nossas experiências com o sistema político israelense, é uma cruz a ser carregada todos os dias.

Meus pais, assim como meus avós, tinham esperança de que esse conflito político pudesse ter um fim, de que nossa terra perdida em 1948, nas guerras de 1967, pudesse ser recuperada, de que a vida pudesse ser mais estável e de que as pessoas pudessem ser tratadas com mais dignidade. Mais tarde, minhas esperanças, já como homem feito, ecoaram as deles. Agora, à medida que envelheço e tenho minha própria família, passo essas esperanças para meu filho, embora eu ainda não vislumbre uma solução para esse conflito.

Desde que acabei meus estudos, voltei a lecionar na Faculdade Bíblica de Belém. A vida em família, depara-se com os tempos difíceis em que temos de lidar com a situação e o sistema desse país. A situação econômica, em muitos aspectos, está ligada à política. Sendo uma pessoa de Jerusalém, o sistema apresentou vários obstáculos para providenciar os documentos de nossa família. Renovar nosso visto foi difícil.

Após alguns anos nesta luta (dentre outras), o conflito ficou mais sofisticado, com tiroteios e bombas aqui e ali. Ir trabalhar para cumprir o chamado do ministério educacional tornou-se um risco de vida. Levo quatro horas para ir e voltar do trabalho, isto é, para percorrer uma distância de 25 quilômetros. Até em nossa própria casa, testemunhamos "invasões" militares e tiroteios. Podemos dizer que vivíamos e ainda vivemos a "via dolorosa" todos os dias. Mas Deus sempre é fiel. E nós mantemos a esperança. Por Sua graça, estamos dispostos a carregar a cruz e continuar nosso chamado no ministério. Ainda temos esperança de treinar futuros líderes para o futuro que virá. Eu posso afirmar o mesmo que Paulo disse: "Quem nos separará do amor de Cristo?..." (Rm 8.35-39)".

Tradução: Texto traduzido por Missão Portas Abertas
ISRAEL (*) - Este país não se enquadra entre os 50 mais intolerantes ao cristianismo. 

O Testemunho de David A. Reed - Ex-Testemunha de Jeová

A minha educação religiosa foi numa grande igreja unitária rural, na Nova Inglaterra, ao sul de Boston, Estados Unidos. Ainda me lembro da vez em que, em minha inocência infantil, expressei ao pastor minha convicção de que Deus tinha realmente partido o Mar Vermelho para permitir que Moisés e os israelitas atravessassem. Ele voltou-se para o pastor assistente e disse com um sorriso: "Este garoto tem muito o que aprender"


À medida que crescia, realmente aprendi o que aquela igreja ensinava. Encontrando seu panfleto, Em Que os Unitários Acreditam, li que "alguns unitários acreditam em Deus, e outros não" - e rapidamente compreendi que os ministros deveriam ter estado entre aqueles que não acreditavam.

Por volta dos meus 14 anos, cheguei à minha própria conclusão que religião era "o ópio do povo", um pensamento conveniente para um adolescente que preferia não ter Deus o observando todo o tempo. E quando fui para a Universidade de Harvard, descobri que ateísmo e agnosticismo floresciam lá, também. Portanto, entre a Igreja Unitária e minha liga Ivy da escola, quase nunca encontrava qualquer incentivo para acreditar em Deus.

Mas por volta dos meus 20 anos, cheguei ao âmago do ateísmo: uma existência sem graça, seguida da morte. Apesar de tudo, se os humanos não são nada mais do que os últimos em uma série de acidentes químicos e biológicos, portanto qualquer significado ou propósito que pudéssemos encontrar na vida seria simplesmente uma ficção auto-ilusória produzida em nossas próprias mentes. Não teria nenhuma conexão real com a desagradável e fria realidade do universo onde nada realmente importa. Desta forma, me vi entre duas escolhas: Deus ou suicídio. Uma vez que o suicídio seria uma solução fácil para mim (acreditava que não existia nada depois da morte) mas deixaria àqueles que se importavam comigo a dor que causaria, comecei a pensar em Deus.

Coincidentemente (talvez?), uma testemunha de Jeová foi designada para trabalhar ao meu lado no meu emprego. Uma vez que Deus estava na minha mente, comecei a lhe fazer perguntas acerca de sua convicção. Suas respostas me interessaram. Era a primeira vez que ouvia pensamentos religiosos apresentados em sólidas estruturas lógicas. Tudo que ela dizia se encaixava. Visto que tinha tido uma resposta para cada pergunta, continuei introduzindo mais perguntas. Dentro em pouco ela estava conduzindo um estudo comigo duas vezes por semana com um novo livro (1968) da Sociedade Torre de Vigia, The Truth That Leads to Eternal Life (A Verdade Que Conduz à Vida Eterna).

Em pouco tempo me tornei uma testemunha de Jeová muito zelosa. Depois de ter recebido minha instrução inicial e ter sido batizado, servi como um "ministro pioneiro" de tempo integral. Isto requeria que passasse pelo menos 100 horas por mês pregando de casa em casa e conduzindo estudos bíblicos nos lares - realmente era um compromisso de muito mais de 100 horas mensais, uma vez que o tempo de viagem não poderia ser incluído no meu relatório mensal de trabalho no campo. Mantive-me "pioneiro" até 1971, quando casei com Penni, que tinha crescido dentro da organização e também era "pioneira".

Meu zelo por Jeová e minha competência na pregação foram recompensados depois de alguns anos com uma nomeação como ancião. Nesta habilitação ensinei 150 pessoas na minha congregação no lar em bases regulares e fiz visitas freqüentes a outras congregações como orador nas manhãs de domingo. Ocasionalmente, também era designado para falar em audiência com milhares nas assembléias das Testemunhas de Jeová.

Entre outras responsabilidades que tinha se incluíam presidir os outros anciãos locais, manipular a correspondência entre a congregação local e o escritório central da Sociedade no Brooklyn e servir na organização de Comitês Judiciais para lidar com casos de delitos nas congregações. (Lembro-me de ter excluído pessoas das congregações por ofensas variadas, tais como vender drogas no Salão do Reino, fumar cigarros, troca de esposas, e por ter decoração de Natal em casa.)

Apesar de nós não podermos continuar "pioneiros" depois do casamento, Penni e eu permanecemos zelosos no trabalho de pregação. Nós dois fazíamos estudos bíblicos com dúzias de pessoas e trouxemos bem mais que vinte delas para a organização como testemunhas de Jeová batizadas. Também colocamos "o Reino" em primeiro lugar em nossas vidas pessoais mantendo nosso emprego secular ao mínimo e vivendo em um apartamento barato de três cômodos para que pudéssemos devotar mais tempo a atividades de pregação de casa em casa.

O que interrompeu esta vida de total devoção à Sociedade Torre de Vigia e guiou-nos ao caminho que nos levaria para fora? Em uma palavra, foi Jesus. Deixe-me explicar:

Quando Penni e eu estávamos em uma grande convenção, nós vimos um punhado de opositores fazendo piquete do lado de fora. Um deles carregava um cartaz que dizia:

"LEIA A BÍBLIA, NÃO A SENTINELA". 

Nós não tínhamos simpatia pelos piqueteiros, mas nos sentimos convictos a respeito deste cartaz, porque sabíamos que tínhamos estado lendo as publicações da Torre de Vigia excluindo a leitura da Bíblia. (Mais tarde, nós realmente contamos todo o material que a organização esperava que as testemunhas lessem. Os livros, revistas, lições, etc., somavam mais de três mil páginas cada ano, comparadas com menos de 200 páginas fixas da Bíblia - e a maioria delas do Antigo Testamento. A maior parte das testesmunhas estava tão saturada com as três mil páginas de leitura da organização, que nunca tinha tempo para a leitura da Bíblia.)

Depois deter visto o cartaz do piquete, Penni se voltou para mim e disse: "Nós deveríamos estar lendo a Bíblia e o material da Torre de Vigia". Eu concordei e começamos a fazer leituras pessoais regulares da Bíblia.

Foi quando começamos a pensar em Jesus. Não que nós começássemos a questionar os ensinamentos da Torre de Vigia de que Cristo era apenas o arcanjo Miguel na forma humana - questionar tal fato nem mesmo nos ocorreu. Mas realmente estávamos impressionados com Jesus como pessoa: o que ele disse e fez, como ele tratou as pessoas. Nós queríamos ser seus seguidores. Estávamos tocados, especialmente, pela forma com que Jesus respondia a líderes religiosos hipócritas da época, os escribas e fariseus. Lembro-me de ter lido, repetidamente, o relato de como os fariseus faziam objeção às curas de Jesus no sábado, seus discípulos comendo sem lavar as mãos e outros detalhes de seu comportamento que violavam suas tradições. Como gostava da resposta de Jesus:


"Hipócritas! Isaías profetizou aptamente a vosso respeito, quando disse: ‘Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está muito longe de mim. É em vão que persistem em adorar-me, porque ensinam por doutrinas os mandados dos homens’". (Mat. 15:7-9, Tradução do Novo Mundo).

Por doutrinas os mandados dos homens! Este pensamento se fixou em minha mente. Comecei a entender que, desempenhando minha função como um ancião, estava agindo mais como um fariseu do que como um seguidor de Jesus. Por exemplo, os anciãos eram os que impunham todos os tipos de regras insignificantes a respeito de vestuário e modo de se arrumar. Nós dizíamos às "irmãs" o comprimento de seus vestidos e dizíamos aos "irmãos" como pentear o cabelo, como aparar as costeletas e que alargamento poderiam usar em suas calças. Nós realmente dizíamos às pessoas que não poderiam agradar a Deus a menos que obedecessem. Isto me lembra os fariseus que condenaram os discípulos de Jesus por comerem sem lavar as mãos.

Meu próprio vestuário e modo de me arrumar obedeciam à risca às instruções da Torre de Vigia. Mas tive problemas com alguns jovens que recentemente se mostravam interessados, os quais eu trouxe ao Salão do Reino. Ao invés de dizer-lhes para comprar uma camisa branca e um paletó esporte e cortar seus cabelos curto, disse-lhes:

"Não se incomodem se as pessoas no Salão do Reino vestem-se e arrumam-se antiquadamente. Vocês podem continuar como são. Deus não julga as pessoas pelo seu corte de cabelo ou seu vestuário". 

Mas isso não funcionou. Alguém teria dito a eles para cortarem o cabelo ou se oferecido para dar-lhes uma camisa branca - ou, simplesmente, se sentiram tão desambientados que saíram, sem nunca retornar.

Este fato me aborreceu, porque eu cria que a vida deles dependia de se juntarem à "organização de Deus". Se nós, testemunhas, agíamos como fariseus ao ponto de afastar jovens do único caminho da salvação, o sangue inocente deles estaria sobre nossas mãos. Conversar com os outros anciãos a respeito, não adiantou. Achavam que o estilo antiquado era inerentemente correto. Mas então o exemplo de Jesus me veio à mente:

"Partindo dali, entrou Jesus na sinagoga deles. E eis que estava ali um homem que tinha uma das mãos atrofiada; e eles, para poderem acusar a Jesus, o interrogaram dizendo: É lícito curar nos sábados? E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que, tendo uma só ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não há de lançar mão dela, e tirá-la? Ora, quanto mais vale um homem do que uma ovelha! Portanto, é lícito fazer bem nos sábados. Então disse àquele homem: Estende atua mão... " (Mat. 12:9-13)

Se eu fosse realmente seguir a Jesus e não aos homens, via apenas um caminho aberto para mim. Pessoalmente violei a tradição dos anciãos deixando meu cabelo crescer dois centímetros sobre as orelhas. Meu argumento era: como podem pressionar um recém-chegado a cortar o cabelo, agora que um dos anciãos está usando o mesmo estilo?

Bem, os outros anciãos reagiram da mesma forma que os fariseus reagiram quando Jesus disse ao homem para estender a mão. A Escritura diz:

"Os fariseus, porém, saindo dali, tomaram conselho contra ele, para o matarem" (Mat. 12:14).

Levou algum tempo para que reagissem, mas os anciãos realmente me colocaram em julgamento, convocando testemunhas para comprovar, e gastaram muitas horas discutindo dois centímetros de cabelo.

A maneira de se arrumar não era realmente o que importava. Para mim a questão era de quem seria eu discípulo. Era um seguidor de Jesus ou um servo obediente de uma hierarquia humana? O ancião que me levou a julgamento também sabia que esta era a causa real. Continuavam perguntando:

"Você acredita que a Torre de Vigia é a organização de Deus?" 


"Você acredita que a Sociedade fala como porta-voz de Jeová?" 

Naquele momento, respondi sim porque ainda acreditava que a Sociedade era uma organização de Deus - mas que tinha se tornado corrupta, como o sistema religioso judeu no tempo em que os fariseus faziam oposição a Jesus.

Contudo, foi o que eu disse nos encontros da congregação que me colocou realmente em dificuldades. Ainda era um ancião, assim - quando fui convocado para pregar por quinze minutos sobre o Livro de Zacarias no encontro de quinta-feira à noite da Escola Ministerial Teocrática - aproveitei a oportunidade para encorajar o público a ler a Bíblia. De fato, disse-lhes que se o tempo deles era limitado, e tinham que escolher entre ler a Bíblia e ler a revista A Sentinela, deveriam escolher a Bíblia, porque esta era inspirada por Deus, enquanto A Sentinela não era inspirada e freqüentemente induzia a erros que tinham de ser corrigidos mais tarde.

Não admira que esta foi a última vez que me permitiram pregar. Mas, eu ainda podia falar do meu lugar durante os períodos de perguntas e respostas nos encontros. Era esperado que respondêssemos em nossas próprias palavras, mas não com nossos próprios pensamentos. Você daria o conselho encontrado no parágrafo da lição que estava sendo discutida. Mas, depois que disse algumas coisas que eles não gostaram, pararam de me dar o microfone. Com as novas perspectivas que estava adquirindo com a leitura da Bíblia, me aborreceu ver a organização elevar-se acima das Escrituras, como fez quando A Sentinela, edição norte-americana, 01/12/1981, declarou:

"O Deus Jeová também nos deu sua organização visível... A menos que nós estejamos em contato com este canal de comunicação que Deus está usando, nós não alcançaremos progresso na estrada para a vida, não importa o quanto leiamos a Bíblia" (p. 27, parágrafo 4). 

Realmente me perturbou ver aqueles homens se elevando acima da Palavra de Deus. Uma vez que não podia falar nos encontros, decidi tentar escrever.

Foi quando comecei a publicar o boletim Comments from the Friends (Comentários dos Amigos). Escrevi artigos questionando o que a organização estava ensinando e os assinei com o pseudônimo de "Bill Tyndale, Jr." - uma referência ao tradutor da Bíblia inglesa do século XVI, William Tyndale, que foi queimado em uma estaca pelo que escreveu. Para evitar ser apanhado, Penni e eu dirigíamos através dos limites da estrada à noite para uma agência dos correios fora do estado, e enviávamos os artigos em envelopes sem marcas. Enviávamos para as testemunhas locais e também centenas de Salões do Reino por todo o país, dos quais tínhamos obtido os endereços de catálogos telefônicos na biblioteca da cidade.

Penni e eu sabíamos que tínhamos que deixar as Testemunhas de Jeová. Para nós, porém, isso era semelhante à questão do que fazer em um prédio de apartamentos se incendiando. Você escapa através da saída mais próxima? Ou bate às portas primeiro, acordando os vizinhos e os ajuda a escapar também? Nós nos sentimos na obrigação de ajudar os outros a saírem - especialmente nossas famílias e nossos "estudantes" que trouxemos para a organização. Se tivéssemos apenas saído, nossas famílias deixadas para trás seriam proibidas de se associarem conosco. Mas depois de algumas semanas, um amigo descobriu o que estava fazendo e me delatou.

Então, uma noite, quando Penni e eu estávamos voltando para casa depois de ter conduzido um estudo bíblico, dois anciãos saíram de um carro estacionado, nos abordaram na rua, e nos questionaram a respeito do boletim. Queriam nos colocar em julgamento por publicá-lo, mas simplesmente paramos de ir ao Salão do Reino. Nessa época quase todos os nossos antigos amigos tinham se tornado bem hostis em relação a nós. Um jovem ligou para nossa casa certa vez e ameaçou de "aparecer e dar um jeito em mim" se recebesse outro de nossos boletins. E uma outra testemunha realmente deixou algumas ameaças de morte registradas na secretária eletrônica. Os anciãos prosseguiram e nos julgaram à revelia e nos desassociaram.

Embora fosse um grande alívio estar fora do jugo opressivo daquela organização, agora teríamos que enfrentar uma mudança imediata a respeito de para onde ir e em que acreditar. Leva algum tempo para você repensar a percepção religiosa que teve durante toda a sua vida. Antes de deixar a Torre de Vigia, nós tínhamos rejeitado a alegação de que a organização era "o canal de comunicação" de Deus, que Cristo retornou invisivelmente em 1914, e de que a "grande multidão" de crentes desde 1935 não deveria participar da comunhão do pão e do cálice. Mas estávamos apenas começando a reexaminar outras doutrinas. E ainda não estávamos em comunhão com outros cristãos fora da Sociedade das Testemunhas de Jeová.

Tudo que Penni e eu sabíamos é que desejávamos seguir a Jesus, e que a Bíblia continha toda a informação de que precisávamos. Assim, realmente nos dedicamos à leitura da Bíblia e à oração. Também convidamos nossas famílias e os amigos que restavam para se reunirem no nosso apartamento aos domingos pela manhã. Enquanto as testemunhas se encontravam no Salão do Reino para ouvir uma palestra e estudo da revista A Sentinela, nós nos encontrávamos para ler a Bíblia. Quinze pessoas participaram desses encontros - a maior parte delas eram familiares, mas também havia alguns amigos.

Estávamos maravilhados a respeito do que encontramos em nossas muitas leituras do Novo Testamento - coisas a que nunca tínhamos dado valor antes, como a intimidade que os primeiros discípulos tinham com o Senhor ressurreto, a atuação do Espírito Santo na igreja primitiva, e as palavras de Jesus sobre o "nascer de novo".

Em todos aqueles anos como “testemunha de Jeová”, a Sociedade Torre de Vigia sempre nos apresentou um estudo dirigido da Bíblia. Aprendemos muito sobre o Antigo Testamento, e podíamos citar muitos versículos bíblicos, mas nunca aprendemos sobre o evangelho da salvação em Cristo. Nunca aprendemos a depender de Jesus para nossa salvação e encará-lo pessoalmente como nosso Senhor. Tudo girava em torno dos programas de trabalho da Torre de Vigia e esperava-se que as pessoas viessem a Deus Jeová através da organização.

Quando compreendi ao ler Romanos 8 e João 3 que precisava "nascer do Espírito", a minha primeira reação foi de temor. As Testemunhas de Jeová afirmam que aquelas pessoas nascidas de novo, que alegam ter o Espírito Santo, são, na verdade, possuídas por demônios. Por isso temia que se clamasse entregando minha vida para Jesus Cristo algum demônio pudesse estar ouvindo e então saltar e me possuir fingindo ser o Espírito Santo. (Muitas testemunhas de Jeová vivem em constante medo dos demônios. Alguns de nossos amigos chegavam até mesmo a jogar fora roupas e móveis, temendo que demônios pudessem entrar em suas casas através desses objetos). Mas então li as palavras de Jesus em Lucas 11:9-13. No contexto no qual de estava ensinando sobre a oração e a expulsão de demônios imundos, Jesus disse:

"Pelo que eu vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrirse-vos-á; pois todo o que pede, recebe; e quem busca, acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á. E qual o pai dentre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, te dará por peixe uma serpente? Ou, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai Celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?"

Eu sabia, depois de ler estas palavras, que poderia seguramente clamar pelo Espírito de Cristo (Rom. 8:9), sem temer que pudesse receber um demônio. Assim, bem de manhã, na privacidade da nossa cozinha, confessei a minha necessidade de salvação e dediquei minha vida a Cristo.

Cerca de meia hora mais tarde, ao sair para trabalhar, comecei a orar de novo. Tinha sido meu costume por muitos anos iniciar minhas orações dizendo: "Deus Jeová..." Mas, dessa vez, ao abrir a boca para orar, comecei assim: "Pai..." Não que eu tivesse raciocinado sobre o assunto e chegado à conclusão de que deveria me dirigir a Deus de outra forma; a palavra Pai, simplesmente, surgiu, sem que ao menos pensasse nela. Imediatamente, entendi por quê: "E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai" (Gál. 4:6). Chorei de alegria ante a confirmação de Deus desta nova e mais íntima relação com ele.

Penni e eu logo desenvolvemos o desejo de adorar e louvar o Senhor em uma congregação de crentes e de nos beneficiarmos da sabedoria de cristãos maduros. Uma vez que o pequeno grupo de ex-testemunhas ainda estava se encontrando em nosso apartamento nas manhãs de domingo para a leitura da Bíblia, e a maior parte delas ainda não estava pronta para se juntar a uma igreja, começamos a visitar igrejas que tinham serviços vespertinos. Uma igreja que nós visitamos era tão legalista que quase nos sentimos como se estivéssemos de volta ao Salão do Reino. Outra era tão liberal que o sermão sempre parecia ser nobre filosofia ou política -em lugar de ser sobre Jesus. Finalmente, contudo, o Senhor nos colocou em uma congregação onde nos sentíamos confortáveis, e onde a ênfase era sobre Jesus Cristo e o seu evangelho, e não sobre assuntos paralelos.

Penni hoje é professora da sexta série em uma escola cristã que tem estudantes de cerca de onze igrejas diferentes. Realmente gosta do que faz, porque pode ligar as Escrituras a todos os tipos de assuntos. E, além do meu trabalho secular, continuo publicando Comments from the Friends como um boletim trimestral, objetivando alcançar as testemunhas de Jeová com o evangelho e ajudar cristãos que se encontram com testemunhas de Jeová. O boletim também contém artigos de interesse pessoal para ex-testemunhas de Jeová. Temos assinantes de vários países, bem como dos Estados Unidos e Canadá. Além de escrever sobre o assunto, ocasionalmente falo a grupos de igrejas interessados em aprender como responder às testemunhas de Jeová de maneira a levá-las para Cristo.

Nós também fornecemos semanalmente, pelo telefone, uma mensagem gravada para as testemunhas de Jeová. Vinte e quatro horas por dia, as testemunhas de Jeová podem ligar para nossa casa para ouvirem uma breve mensagem dirigindo-as para a Bíblia e ajudando-as a contestar os ensinamentos da Torre de Vigia. Algumas testemunhas ligam até mesmo de madrugada. Desta forma, os membros de sua família não as observarão e não as denunciarão para os anciãos. Até agora já recebemos mais de 6 mil chamadas. Ao final de cada chamada, as pessoas que ligaram são convidadas a deixar seu nome e endereço para que possam receber literatura grátis pelo correio - e muitas deixam!

O que impulsiona o nosso ministério é ajudar as testesmunhas de Jeová a se libertarem do engano e colocar sua fé no evangelho original de Cristo como é apresentado na Bíblia. A mais importante lição que Penni e eu aprendemos desde que deixamos as Testemunhas de Jeová é que Jesus não é apenas uma figura histórica do qual nós lemos a respeito. Está vivo e está ativamente envolvido com os cristãos hoje, da mesma forma que estava no primeiro século. Pessoalmente nos salva, nos ensina e nos guia. Esta relação pessoal com Deus, através de seu Filho, Jesus Cristo, é maravilhosa! O indivíduo que conhece Jesus e o segue nem mesmo pensará em seguir outro qualquer.

"Mas de modo algum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos... As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem; eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecerão; e ninguém as arrebatará da minha mão." (João 10:5: 27,28)

David A. Reed está interessado em suas perguntas e observações sobre o material encontrado neste livro. Você pode lhe escrever no seguinte endereço: Comments from the Friends, P. O. Box 840 Stoughton - MA 020 72 – USA

As Testemunhas de Jeová Refutadas Versículo por Versículo - 
David A. Reed

Tempo para mudar - Ex-TJ

(Testemunho de um ex-Testemunha de Jeová)

Minha vida como TJ

Todos nós em algum tempo nos confrontamos com uma mudança que poderá afetar significativamente nossas vidas. Esta é minha história e porque de absolutamente convicto de que conhecia a " Religião Verdadeira ", consegui discernir que eu também fui uma vítima do sistema religioso, talvez o pior de todos que é ser membro da seita " Testemunhas de Jeová ".

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