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Isaías 53.4,5 indica que a cura física durante o espaço de tempo da vida mortal é garantida através da expiação, como alegam os ensinadores da seita Palavra da Fé?


A MÁ INTERPRETAÇÃO: Isaías 53.4,5 afirma: "Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados." Os ensinadores da seita Palavra da Fé crêem que essa passagem significa que a cura Física durante o espaço de tempo da vida mortal é garantida através da expiação. Daí, um verdadeiro crente nunca deveria ficar doente. É responsabilidade do crente tomar posse da cura que está garantida e que foi disponibilizada na expiação. Se ao crente falta a fé, ou se estiver em pecado, então essa cura que está disponível é impedida (Hagin, Word of faith, agosto de 1977, pág.9).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Enquanto a cura física suprema está incluída na expiação (a cura que experimentaremos em nossos corpos ressurretos), a cura de nossos corpos enquanto no estado mortal (que antecede a nossa morte e ressurreição) não é garantida na expiação. Além disso, é importante notar que o termo hebraico empregado para "sarar" (napha) pode se referir não apenas à cura física mas também à cura espiritual. O contexto de Isaías 53.4 indica que a cura espiritual está em foco. O verso 5 nos diz claramente: "Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados" (v. 5 — as ênfases foram adicionadas). Devido ao fato de "transgressões" e "iniqüidades" darem forma ao contexto, a cura espiritual da miséria do pecado está em foco.

Uma quantidade numerosa de versos nas Escrituras comprova a visão de que a cura física, durante o espaço de tempo da vida mortal não é garantida através da expiação, e que nem sempre a vontade de Deus é curar. O apóstolo Paulo não pôde curar o problema estomacal de Timóteo (1 Tm 5.23), e também não pôde curar Trófimo em Mileto (2Tm 4.20),ou Epafrodito (Fp 2.25-27). Paulo falou a respeito de uma "fraqueza da carne" que ele teve (Gl 4.13-15). Ele também sofreu "um espinho na carne" o qual Deus permitiu que ele retivesse (2 Co 12.7-9). Deus certamente permitiu que Jó passasse por um período de sofrimento físico (Jó 1,2). Em nenhum desses casos foi declarado que a enfermidade fora causada por pecado ou falta de fé. Nem Paulo ou qualquer das outras pessoas mencionadas agiu como se pensassem que a sua cura estivesse garantida pela expiação. Eles aceitaram a sua situação e confiaram na graça de Deus para obter sustento. Digno de nota é o fato de que Jesus, em duas ocasiões, disse que as enfermidades seriam para a glória de Deus (Jo 9.3; 11.4).

Outras passagens das Escrituras revelam que os nossos corpos físicos estão continuamente submetidos à fadiga e a várias indisposições. Diz-se que o corpo que cada um de nós atualmente possui é perecível e fraco (1 Co 15.42-44). Paulo disse: "Ainda que o nosso homem exterior se corrompa" (2 Co 4.16). A morte e as enfermidades serão parte da condição humana, até o tempo em que recebamos os corpos da ressurreição, que são imunes a tais fraquezas (1 Co 15.51-55).Veja neste livro os comentários sobre Filipenses 2.25.

N.T.: Ler Mateus 8.16,17 para enriquecimento de conhecimentos e discussões a respeito do tema.


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Norman G. Geisler e Ron Rhodes - 
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Isaías 40.12 indica que Deus é um ser de proporções humanas, como sugerem alguns ensinadores da seita Palavra da Fé?


A MÁ INTERPRETAÇÃO: Isaías 40.12 diz: "Quem mediu com o seu punho as águas, e tomou a medida dos céus aos palmos, e recolheu em uma medida o pó da terra, e pesou os montes e os outeiros em balanças?" Os ensinadores da seita Palavra da Fé dizem que uma vez que Deus mediu as águas "com o seu punho", Ele deve ter proporções humanas. Deus é alguém "muito parecido com você e comigo... um ser que deve ter cerca de dois metros de altura, alguém cujo peso deve estar na casa de centenas de quilos, um pouco melhor, [e] possui um palmo [de mão] de cerca de 22,8 centímetros" (Copeland, Espírito, alma e corpo I, 1985, fita de áudio).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Esse verso não indica que Deus é um ser de proporções humanas. As Escrituras são claras ao dizer que Deus é espírito (Jo 4.24), e um espírito não tem carne e ossos (Lc 24.39). Uma vez que Deus não possui nem carne e nem ossos, Ele não possui literalmente uma mão ou um palmo. Deus não é um homem (Os 11.9) e não possui uma forma passível de ser vista pelo povo (Dt 4.12;Jo 1.18; Cl 1.15). "O palmo" de Deus é simplesmente uma linguagem antropomórfica — isto é, uma linguagem que, de modo figurado, descreve Deus em termos semelhantes aos humanos. As Escrituras freqüentemente utilizam tais linguagens metafóricas para nos auxiliar a melhor compreender a Deus.


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A profecia de Isaías 29:1-4 fala a respeito do Livro de Mórmon?


A MÁ INTERPRETAÇÃO: Os mórmons acreditam que essa passagem está falando sobre a descoberta do Livro de Mórmon sob o solo americano. Argumentam que a passagem se refere aos chamados nefitas, dos quais se alega que vieram habitar na América do Norte. A frase "de debaixo da terra" seria supostamente uma referência ao Livro de Mórmon, que teria sido traduzido a partir de placas de ouro extraídas do solo (Talmage, 1982, 278).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Essa passagem não lida com os chamados "nefitas", mas com o julgamento de Deus contra os israelitas rebeldes. Jerusalém é chamada de "Ariel" (confira Is 29.1,2; 2 Sm 5.6-9), que literalmente significa "coração de Deus". O juízo de Deus sobre Jerusalém seria tão horrível que o sangue derramado e as chamas fariam com que a cidade se assemelhasse a um altar no qual os sacrifícios estariam sendo consumidos. Esse julgamento teve o seu cumprimento durante o cerco de Senaqueribe à cidade em 701 a.C. Em seguida a esse cerco sangrento, Jerusalém se encon-trou prostrada ao solo, enterrada sob as gigantescas ondas do poderio assírio. Em lugar da orgulhosa ostentação que os habitantes da cidade haviam previamente expressado, eles agora cochichavam ou sussurravam do solo. A excelente cidade havia sido humilhada. No contexto, o verso não tem nada a ver com o Livro de Mórmon saindo da terra em solo americano.


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Isaías 21.7 prediz a vinda de Maomé?


A MÁ INTERPRETAÇÃO: Alguns comentaristas mu­çulmanos consideram Jesus como sendo o que vem montado em "jumentos", e Maomé, a quem consideram aquele que suplantou a Jesus, montado em "camelos".

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Tal es­peculação não tem qualquer base, seja no texto ou no contexto. Essa passagem está falando da queda de Babilônia (v. 9) e as notícias dessa queda que se espalha­riam através de vários meios, isto é, através dos que mon­tavam cavalos, jumentos e camelos. Não existe aqui ab­solutamente nada a respeito do profeta Maomé.

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A referência a Jesus como "Deus forte" em Isaías 9.6 indica que Jesus é um Deus menor do que Deus o Pai?


A MÁ INTERPRETAÇÃO: As Testemunhas de Jeová concordam que Jesus é o "Deus forte", conforme Isaías 9.6 indica, mas dizem que Ele não é Deus Todo-Podero­so como é Jeová. O fato de referir-se a Jesus como sendo o "Deus forte" indica que Ele é um Deus menor do que o Pai? (Reasoning from the Scriptures, 1989, 413, pág.14).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: O po­sicionamento tolo da Torre de Vigia é evidenciado de uma só vez pelo fato de Jeová ser chamado de "Deus forte" no capítulo seguinte de Isaías (10.21).Tanto Jeová como Jesus sendo chamados de "Deus forte" no mesmo livro e dentro da mesma seção demonstra a igualdade dos dois.

Uma boa referência cruzada é Isaías 40.3, onde Jesus é profeticamente chamado tanto de "Deus forte" (Elohim) e Jeová (Yahweh): "Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor [Yahweh]; endireitai no ermo ve­reda a nosso Deus [Elohim]" (confira Jo 1.23). Jesus cla­ramente não é um Deus menor do que o Pai.

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Isaías 9.6 indica que o Filho de Deus é também Deus, o Pai, mostrando assim que a doutrina da Trindade é falsa, como acreditam os adeptos da seita Unidade Pentecostal?

A MÁ INTERPRETAÇÃO: A doutrina cristã ortodoxa mantém a respeito da Trindade a idéia de que Deus é um único Deus formado por três pessoas — o Pai, o Filho, e o Espírito Santo. Contudo, Isaías 9.6 chama o Messias de "Pai da eternidade". Como é que Jesus é ca­paz de ser simultaneamente o Pai e o Filho? Os adeptos da Unidade Pentecostal freqüentemente citam esse ver­so na tentativa de provar que o Filho de Deus é também Deus o Pai, e dessa maneira tentar contradizer a doutri­na da Trindade (Sabin, veja Boyd, 1992, 32).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: É im­portante compreender que as Escrituras interpretam as Escrituras. O Pai é considerado por Jesus, mais de 200 vezes no Novo Testamento, como uma outra pes­soa que não Ele mesmo. Mais de 50 vezes no Novo Testamento, o Pai e o Filho são vistos como pessoas distintas dentro do mesmo verso (veja Rm 15.6; 2 Co 1.3,4; Gl 1.3; Fp 2.10,11; 1 Jo 2.1 e 2 Jo 3). Uma vez que a Palavra de Deus não se contradiz, esses fatos devem ser mantidos em mente quando se interpreta Isaías 9.6.

Em segundo lugar, a frase em questão "Pai da eterni­dade", referindo-se a Jesus, pode significar várias coisas:

Alguns acreditam que a frase é utilizada aqui em con­cordância com o pensamento hebraico que diz que aquele que possui algo é o pai disso. Por exemplo, ser o pai do saber significa ser "inteligente", e ser o pai da glória sig­nifica ser "glorioso". De acordo com esse procedimento habitual, o significado de ser o Pai da eternidade em Isaías 9.6 é ser "eterno". Cristo como "Pai da eternida­de" é um ser eterno.

Uma outra visão sugere que a primeira parte do ver­so 6 refere-se à encarnação de Jesus. A parte que lista os nomes pelos quais Ele é chamado expressa o seu relaci­onamento com o seu povo. Ele é para nós o Maravilho­so, o Conselheiro, o Deus forte, o Pai da eternidade e o Príncipe da paz.

Nesse sentido da palavra Pai, Jesus é o provedor da vida eterna. Por sua morte, sepultamento e ressurreição, Ele trouxe à luz a vida e a imortalidade (2 Tm 1.10). Verdadeiramente Ele é o Pai ou provedor da eternidade para o seu povo.

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O Senhor é um Deus de Paz ou de Guerra?

1. Deus de Paz

A. (Isaías 2.4) – “E Ele julgará entre os povos, e corrigirá muitas nações; estas converterão as suas espadas em relhas de arados e suas lanças, em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.”

B. (Romanos 15.33) – “E o Deus da paz seja com todos vós. Amém!”

2. Deus de Guerra

A. (Êxodo 15.3) – “O Senhor é homem de guerra; Senhor é o seu nome.”

B. (Joel 3.9-10) – “Proclamai isto entre as nações: Apregoai guerra santa e suscitai os valentes; cheguem-se, subam todos os homens de guerra. Forjai espadas das vossas relhas de arado e lanças, das vossas podadeiras; diga o fraco: Eu sou forte.”

Qualquer pessoa pode tomar versículos fora de contexto, compará-los com outros versículos fora de contexto e assim ter uma “contradição”. Mas dessa forma o contexto é sacrificado e a verdade perdida. Em Isaías 2.4 Deus está dando uma mensagem profética de um tempo futuro em que Ele é quem definirá disputas e que não haverá mais guerra. Em Romanos 15.33 é simplesmente dito que Deus é um Deus de paz. De fato é.

No entanto temos versículos que revelam o lado inquisidor de Deus. Em Êxodo vemos Deus como um guerreiro. Mas o contexto é a destruição do exército egípcio. Como todos sabemos, o Egito escravizou a nação israelita e assim Deus simplesmente tornou-se o seu guerreiro e os libertou. Em Joel 3.9-10 vemos uma declaração profética, até porque o livro de Joel é de natureza profética. Em outras palavras, chegará o tempo em que será necessário lutar.

Não há contradição em Deus ser tanto o Senhor que combate inflexivelmente como também o Senhor que ama a paz. Isso é da mesma forma verdadeiro com pessoas que, pacíficas por natureza, vão lutar quando a situação assim exige.

Matt Slick

Traduzido por: Marcelo Herberts
06 de Outubro de 2005.
Fonte: http://www.monergismo.com/.

Por que Jesus não cita essa passagem com exatidão? Lucas 4:19

PROBLEMA: Quando Jesus citou a profecia de Isaías 61:2, ele deixou de fora o restante do versículo, que diz: "e o dia da vingança do nosso Deus". Por que Jesus não citou corretamente?

SOLUÇÃO: Jesus citou essa passagem com exatidão, sim; ele apenas não a citou completamente. Isso não é nem incomum, nem inaceitável, pois é feito até mesmo por autores nos dias de hoje. Na verdade, nós mesmos fizemos isso muitas vezes neste livro, o que geralmente é indicado por reticências (...). Além disso, Jesus tinha uma razão muito boa para não citar o restante daquele versículo - seria uma mentira. Ele disse aos que o ouviam que a citação limitava-se ao que eles tinham acabado de ouvir (Lc 4:21). A única parte do versículo que se cumpria na sua primeira vinda era exatamente a que ele citou. Se ele tivesse continuado e dito: "e o dia da vingança do nosso Deus" (que se refere à sua segunda vinda, Isaías 61:2), então não estaria dizendo a verdade.



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Deus habita na eternidade ou com os homens? Isaías 57:15

PROBLEMA: Isaías fala de Deus como "o Alto, o Sublime, que habita a eternidade". Contudo João declara: "Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles" (Ap 21:3). Deus está na eternidade ou habita entre os homens?

SOLUÇÃO: Deus está nessas duas situações. Ele está "lá", como também está "aqui". Em termos técnicos, o Senhor tanto transcende o universo como também é imanente a ele. Tudo o que é de Deus acha-se em toda parte, no céu e na terra (Sl 139:7-10). Ele está acima de tudo e em tudo. Ele criou o universo e manifestou-se em sua criação, mas ele não se identifica com o universo (Cl 1:15-16). Deus está no mundo, mas Deus não é o mundo. Como um pintor e a sua pintura, Deus pôs algo de si mesmo em sua criação, mas Ele ainda é muito mais do que ela.



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Isaías previu que haveria homossexuais no reino? Isaías 56:5

PROBLEMA: De acordo com alguns intérpretes partidários do homossexualismo, Isaías 56:5 profetizou que homossexuais seriam trazidos ao reino de Deus. O Senhor disse: "darei na minha casa e dentro dos meus muros, um memorial e um nome melhor do que filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará". Isto deve ser entendido como uma previsão do dia em que os homossexuais serão aceitos no reino de Deus?

SOLUÇÃO: A Bíblia não faz previsão alguma quanto a homossexuais serem aceitos no reino de Deus. Em primeiro lugar, a profecia de Isaías é sobre "eunucos"(v. 3), e não homossexuais. E eunucos são assexuados, e não homossexuais.

Segundo, os "eunucos" de que o texto trata provavelmente são espirituais, não físicos. Jesus falou de "eunucos" espirituais que tinham renunciado à possibilidade do casamento em virtude do reino de Deus (Mt 19:11-12).

Terceiro, este é um clássico exemplo de se ler no texto as próprias crenças (isogese), ao invés de tirar o sentido do próprio texto (exegese). É a mesma coisa de que os homossexuais acusam os heterossexuais de estarem fazendo com as Escrituras.

Finalmente, a Bíblia diz enfaticamente que "nem adúlteros, nem homossexuais... herdarão o Reino de Deus" (1 Co 6:9, NVI). As Escrituras repetida e consistentemente condenam as práticas homossexuais (veja os comentários de Levítico 18:22; Romanos 1:26). Deus ama todas as pessoas, inclusive os homossexuais; mas detesta o homossexualismo.


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Jesus foi desprezado pelos homens, ou foi respeitado por eles? Isaías 53:3

PROBLEMA: Segundo Isaías, Jesus foi "desprezado e o mais rejeitado entre os homens". Contudo, no Evangelho, até mesmo os inimigos do Jesus pareciam respeitá-lo, como fez Pilatos ao dizer: "Eu não acho nele crime algum" (Jo 18:38). Os soldados romanos que crucificaram Jesus exclamaram: "Verdadeiramente, este homem era justo" (Lc 23:47). De fato, Lucas diz que Jesus "crescia em... graça, diante do Deus e dos homens" (Lc 2:52). Qual é a verdade, então: Jesus foi respeitado ou desprezado?

SOLUÇÃO: Ambas as colocações são verdadeiras. De uma maneira geral, ele foi respeitado por seus amigos e rejeitado por seus inimigos. Ele foi honrado por seus discípulos, mas crucificado por seus inimigos.

Além disso, em geral Jesus foi mais aceito no seu ministério inicial, mas o antagonismo tornou-se mais intenso no seu ministério posterior. Assim, depende de quem esteja falando e a que período esteja se referindo, no que diz respeito à questão de Jesus ter sido desprezado ou respeitado.


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Deus é o autor do mal? Isaías 45:7

PROBLEMA: De acordo com este versículo, Deus forma a luz e cria as trevas, faz a paz e cria o mal (cf. também Jr 18:11 e Lm 3:38; Am 3:6). Mas muitos outros textos das Escrituras nos informam que Deus não é mau (1 Jo 1:5), que ele não pode nem mesmo ver o mal (Hc 1:13), nem pode ser tentado pelo mal (Tg 1:13).

SOLUÇÃO: A Bíblia é clara ao dizer que Deus é moralmente perfeito (cf. Dt 32:4; Mt 5:48), e que lhe é impossível pecar (Hb 6:18). Ao mesmo tempo, sua absoluta justiça exige que ele puna o pecado. Este juízo assume ambas as formas: temporal e eterna (Mt 25:41; Ap 20:11-15).

Na sua forma temporal, a execução da justiça de Deus às vezes é chamada de "mal", porque parece ser um mal aos que estão sujeitos a ela (cf. Hb 12:11). Entretanto, a palavra hebraica correspondente a "mal" (rá) empregada no texto nem sempre tem o sentido moral. De fato, o contexto mostra que ela deveria ser traduzida como "calamidade" ou "desgraça", como algumas versões o fazem (por exemplo, a BJ). Assim, se diz que Deus é o autor do "mal" neste sentido, mas não no sentido moral - pelo menos não de forma direta.

Além disso, há um sentido indireto no qual Deus é o autor do mal em seu sentido moral. Deus criou seres morais com livre escolha, e a livre escolha é a origem do mal de ordem moral no universo. Assim, em última instância Deus é responsável por fazer criaturas morais, que são responsáveis pelo mal de ordem moral. Deus tornou o mal possível ao criar criaturas livres, mas estas em sua liberdade fizeram com que o mal se tornasse real. E claro que a possibilidade do mal (i.e., a livre escolha) é em si mesma uma boa coisa.

Portanto, Deus criou apenas boas coisas, uma das quais foi o poder da livre escolha, e as criaturas morais é que produziram o mal. Entretanto, Deus é o autor de um universo moral, e neste sentido indireto, ele, em última instância, é o autor da possibilidade do mal. É claro, Deus apenas permitiu o mal, jamais o promoveu, e por fim irá produzir um bem maior através dele (cf. Gn 50:20; Ap 21-22).

A relação de Deus com o mal pode ser resumida da seguinte maneira:

DEUS NÃO É O AUTOR DO MAL
DEUS É O AUTOR DO MAL
No sentido de pecado
No sentido de calamidade
Mal de ordem moral
Mal de ordem não moral
Perversidade
Pragas
Diretamente
Indiretamente
Concretização do mal
Possibilidade do mal



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Se nada se compara a Deus, então como o homem pode ser a imagem de Deus? Isaías 40:25

PROBLEMA: Isaías escreveu: "A quem, pois, me comparareis para que eu lhe seja igual? - diz o Santo". Contudo a Bíblia diz: "Criou Deus, pois, o homem à sua imagem" (Gn 1:27).

SOLUÇÃO: Isaías não está negando toda semelhança entre Deus e suas criaturas. De fato, a Bíblia afirma também: "O que fez o ouvido, acaso, não ouvirá? E o que formou os olhos será que não enxerga?" (Sl 94:9), Com efeito, Deus se reflete no espelho da sua criação (cf. Sl 19:1; Rm 1:19-20). Isaías está afirmando simplesmente que o Deus transcendente é mais do que a sua criação, embora ele não seja totalmente dissemelhante dela.



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O ímpio verá a glória de Deus? Isaías 40:5

PROBLEMA: Isaías declara que "a glória do Senhor se manifestará, e toda a carne a vera" (Is 40:5). Entretanto, anteriormente ele mesmo declarou que o ímpio "não atenta para a majestade do Senhor". Como conciliar estas duas afirmações?

SOLUÇÃO: Primeiro, a resposta recai sobre o fato de que o ímpio voluntariamente não reconhece a glória de Deus, como os justos o fazem. Além disso, no tempo presente o ímpio não reconhece a majestade de Deus, mas um dia todo joelho - dos justos e dos ímpios - se dobrará perante ele (Is 45:23; cf. Fp 2:10). Com esse entendimento, não há desarmonia alguma entre esses dois textos.


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A luz do sol e da lua aumentará ou diminuirá no reino futuro? Isaías 30:26


PROBLEMA: Isaías faz duas previsões aparentemente contraditórias entre si. Uma é que a luz dos corpos celestes será sete vezes maior (Is 30:26). Outra é que sua luz "se envergonhará" diante da luz do Senhor (Is 24:23).

SOLUÇÃO: Alguns eruditos acreditam que essas são previsões poéticas mutuamente compatíveis, que dizem que, embora a luz do sol e da lua seja aumentada várias vezes (talvez de forma figurada), não obstante a luz do Senhor prevalecerá sobre ela.

Outros consideram essas previsões como referentes a dois eventos futuros diferentes. Sustentam que a luz natural dos corpos celestes será aumentada durante os "mil anos" (Ap 20:4-6) do reino de Cristo. Depois disso, quando "novo céu e nova terra" (Ap 21:1) tiverem sido criados, se cumprirá a palavra: "a cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou" (Ap 21:23).

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Esta passagem contradiz o ensino bíblico da ressurreição? Isaías 26:14


(Veja os comentários de Jó 7:9.)

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Esta passagem de Isaías 21:7 prediz a vinda de Maomé?

PROBLEMA: Alguns muçulmanos consideram que aquele que vai nos "jumentos" é Jesus, e que aquele que vai nos "camelos" é Maomé, que crêem ter suplantado Jesus.

SOLUÇÃO: Esta é uma especulação totalmente infundada, não tendo base no texto nem no contexto. Na verdade, a passagem está falando da queda da Babilônia (v.9), e as notícias de sua queda espalharam-se de várias maneiras, ou seja, por meio dos que foram em cavalos, em jumentos e em camelos. Não há absolutamente nada a respeito de Maomé neste versículo.



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Quem é Lúcifer neste versículo? Isaías 14:12

PROBLEMA: Muitos comentaristas consideram esta passagem como uma referência a Satanás, porque algumas versões (como a Vulgata) traduzem "filho da alva" com o nome "Lúcifer". Entretanto, segundo Isaías 14:4, toda esta passagem, que vai de 14:4 até 14:27, é um provérbio contra o rei da Babilônia. Como pode ser então uma referência a Satanás, já que é uma profecia contra o rei da Babilônia?

SOLUÇÃO: Esta passagem é literalmente uma referência ao rei da Babilônia, mas o seu significado inclui a derrota final e a queda de Satanás. Muitas são as opiniões quanto à identidade desse rei da Babilônia. Alguns propõem que seja uma referência a Senaqueribe, um cruel inimigo do povo de Deus. Outros vêem uma figura poética que personifica o reino da Babilônia como um todo.

A palavra hebraica que corresponde a "Lúcifer" neste versículo tem o sentido de "brilhante", como traduz a TLH: "Rei da babilônia, brilhante estrela da manhã", Porque o rei da Babilônia desejou elevar-se como se fosse Deus, sua queda seria como se fosse do céu.

Os paralelos entre esta passagem e outras do NT, tais como Lucas 10:18 e Apocalipse 20:2 indicam que ela pode ter uma aplicação mais ampla. A profecia foi dada àqueles que viviam nos dias de Isaías, e seu significado foi imediato para eles. Deus estava prometendo-lhes que seu inimigo, o rei da Babilônia e o próprio império que lhes era maléfico, seria por fim derrubado. Contudo, podemos tomar esta profecia como sendo uma descrição da derrota final do príncipe do mal que governa neste mundo, a quem por fim Deus destruirá (Ap 20:10).



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Por que Jesus é chamado de 'Pai da Eternidade", se ele é o Filho de Deus? Isaías 9:6

PROBLEMA: A tradicional doutrina da Trindade sustenta que Deus é uma só essência em três Pessoas - o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Entretanto, Isaías 9:6 chama o Messias de "Pai da Eternidade". Como Jesus pode ser tanto o Pai como o Filho?

SOLUÇÃO: Este versículo não é uma fórmula trinitariana que chama Jesus Cristo de Pai. A primeira parte do versículo 6 faz referência à encarnação de Jesus. A parte que relaciona os nomes pelos quais ele é chamado expressa o relacionamento dele com o seu povo. Ele é para nós o Maravilhoso Conselheiro, o Deus Forte, o Pai da Eternidade, o Príncipe da Paz.

Com este enfoque, vemos que Jesus é aquele que nos dá a vida eterna. Por meio de sua morte, sepultamento e ressurreição, ele trouxe à luz vida e imortalidade. Verdadeiramente ele é o Pai da eternidade para o seu povo. O nome "Pai da Eternidade" quer dizer que, tal como o pai amoroso tudo provisiona a seus filhos, assim também Jesus nos ama e nos provisionou, dando-nos vida eterna.


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Este versículo (Isaías 7:14) é uma profecia do nascimento virginal de Jesus Cristo?

PROBLEMA: A profecia de Isaías 7:14 refere-se à concepção de uma virgem e ao nascimento de um filho cujo nome seria Emanuel. Entretanto, o versículo 16 parece colocar o nascimento de tal criança antes da invasão dos exércitos da Assíria e da queda de Samaria, que ocorreu em 722 a.C., e Isaías 8 parece ser o cumprimento dessa profecia. Como então pode ser essa uma profecia sobre o nascimento virginal de Jesus?

SOLUÇÃO: Esta profecia pode ter tido um duplo cumprimento. Devido ao estado desesperador em que se encontrava o povo de Israel, Deus prometeu dar-lhe um sinal de que ele libertaria por fim o seu povo da escravidão. Muitos eruditos acreditam que esse sinal veio sob duas formas. Primeiro, como um sinal da libertação física de Israel da escravidão a que estariam se submetendo com a invasão dos assírios. Segundo, como um sinal da libertação espiritual da escravidão a Satanás.

O primeiro aspecto desse sinal foi cumprido com o nascimento de Rápido-Despojo-Presa-Segura, como registrado em Isaías 8:3. O segundo aspecto desse sinal foi cumprido com o nascimento de Jesus Cristo em Belém, como registrado no Evangelho.

A palavra que corresponde a "virgem" (almah) refere-se a uma jovem que nunca manteve relação sexual com um homem. A esposa de Isaías que teve a criança em cumprimento do primeiro aspecto da profecia era virgem até ter concebido de Isaías. Entretanto, de acordo com Mateus 1:23-25, Maria, mãe de Jesus, era virgem mesmo quando concebeu e deu a luz Jesus. A concepção física e o nascimento do filho de Isaías foi um sinal a Israel de que Deus os libertaria da escravidão física em relação aos assírios. Mas a concepção sobrenatural e o nascimento do Filho de Deus foi um sinal a todo o povo de Deus de que o Senhor os libertaria da escravidão espiritual do pecado e da morte.


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Norman Geisler - Thomas Howe.

O profeta Isaías desabona o sistema de sacrifícios estabelecido por meio de Moisés? Isaías 1:11-13


(Veja os comentários de Oséias 6:6.)

MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia - 
Norman Geisler - Thomas Howe.

Não foi demonstrado que Isaías na verdade são dois ou mais livros, e que ele não foi totalmente escrito por um mesmo Isaías no século VIII a.C.?

PROBLEMA: A posição tradicional quanto ao livro de Isaías é que ele foi escrito por Isaías, filho de Amoz, entre 739 e 681 a.C. Entretanto, críticos da atualidade têm argumentado que Isaías na verdade é composto pela junção de pelo menos dois livros. O que tem sido chamado de 1 Isaías engloba os capítulos de 1 a 39; enquanto que 2 Isaías abrange os capítulos de 40 a 66. Este livro é então a junção de dois ou mais livros, ou trata-se de um único livro, que foi escrito por um determinado profeta de nome Isaías, que viveu no século VIII a.C.?

SOLUÇÃO: A posição tradicional quanto ao livro de Isaías - de que ele foi uma única obra escrita pelo profeta Isaías - apóia-se em vários argumentos. Primeiro, a posição crítica que divide Isaías em dois ou mais livros baseia-se na suposição de que não exista o que se chama de profecia preditiva.

Eruditos da atualidade declaram que as profecias dos capítulos 40 a 55 relativas ao rei Ciro devem ter sido escritas depois do reinado dele na Pérsia. Esta visão é contrária ao sobrenatural e procura explicar esses capítulos de Isaías como relato histórico e não como uma profecia preditiva. Entretanto, como Deus sabe desde o princípio o que por fim vai acontecer (Is 46:10), não é absolutamente necessário ter-se que negar o elemento sobrenatural nas profecias de Isaías.

Segundo, as diferenças entre as duas partes do livro podem ser explicadas de outras maneiras que não a teoria de que houve dois autores. Os capítulos 1 a 39 preparam o leitor para as profecias contidas nos capítulos 40 a 66. Sem esses capítulos preparatórios, a última seção do livro não faria muito sentido.

Os capítulos de 1 a 35 advertem quanto à ameaça de destruição do povo de Deus representada pela Assíria. Os capítulos 36 a 39 constituem uma transição da seção anterior para os capítulos 40 a 66, antevendo a invasão de Senaqueribe (capítulos 36-37) e contemplando o declínio espiritual do passado, que veio a causar a queda de Jerusalém (capítulos 38-39). Esses quatro capítulos intermediários não se acham em ordem cronológica porque o autor faz uso deles a fim de preparar o leitor para o que se segue.

Terceiro, as diferenças nas palavras e no estilo entre as duas seções do livro têm sido usadas como argumento pelos críticos eruditos para suas declarações de que são pelo menos dois livros diferentes. Entretanto, essas diferenças não são assim tão grandes como se tem dito, e aquelas que realmente ocorrem podem ser explicadas como decorrentes do fato de que o assunto e, portanto, a ênfase são diferentes.

Nenhum autor escreve seguindo exatamente um mesmo estilo nem empregando precisamente o mesmo vocabulário, quando aborda diferentes assuntos. Entretanto, certas frases são encontradas nas duas seções, o que atesta a unidade do livro. Por exemplo, o título "o Santo de Israel" é encontrado doze vezes nos capítulos 1 a 39 e quatorze vezes nos capítulos 40 a 66. A seguir temos uma ilustração de tais semelhanças:

CAPÍTULOS 1-39
CAPÍTULOS 40-66
1:15 - "...as vossas mãos estão cheias de sangue."
59:3 - "Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue."
28:5 - "...será a coroa de glória e o formoso diadema para os restantes de seu povo."
62:3 - "Serás uma coroa de glória na mão do Senhor, um diadema real na mão do teu Deus."
35:6 - "...pois águas arrebentarão no deserto, e ribeiros, no ermo."
41:18 - "...tornarei o deserto em açudes de águas e a terra seca, em mananciais."

Quarto, em Lucas 4:17 vemos que, ao levantar-se o Senhor para ler na sinagoga, "lhe deram o livro do profeta Isaías". As pessoas da sinagoga e o próprio Jesus admitiram que este livro era do profeta Isaías. Outros autores do NT também aceitaram Isaías como o autor do livro todo. João 12:38 afirma que Isaías foi quem fez a declaração que se encontra em Isaías 53:1. Outros exemplos de passagens do NT que atribuem textos dos capítulos 40 a 66 a Isaías incluem: Mt 3:3 (Is 40:3), Mc 1:2-3 (Is 40:3), Jo 1:23 (Is 40:3), Mt 12:17-21 (Is 42:1-4), At 8:32-33 (Is 53:7-8) e Rm 10:16 (Is 53:1).

Quinto, os Papiros do Mar Morto incluem uma cópia completa do livro de Isaías, e não há interrupção alguma entre os capítulos 39 e 40. Isso significa que a comunidade de Qumran aceitava a profecia de Isaías como sendo um único livro, no século II a.C. A versão grega da Bíblia hebraica, que também data do século II a.C., considera o livro de Isaías como um único livro, escrito por um único autor, o profeta Isaías.


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Como Isaías pôde usar termos tão específicos para referir-se a um rei que viveria cerca de 200 anos depois? Isaías 44:28

PROBLEMA: Em Isaías 44:28 e 45:1, o profeta cita especificamente o nome de Ciro, ligando-o à futura restauração de Israel e ao assentamento das fundações do templo. Entretanto, Isaías desempenhou o seu ministério entre 739 e 681 a.C., ao passo que Ciro veio a ser rei da Pérsia em 539 a.C. Há entre eles um período de pelo menos 150 anos. Como Isaías pôde mencionar até mesmo o nome de Ciro, muito antes de sua existência?

SOLUÇÃO: Este é um exemplo de profecia sobrenatural. Embora Isaías não tivesse poder para olhar para o futuro, Deus certamente possui esse poder e declara: "desde o princípio anuncio o que há de acontecer" (Is 46:10). Deus não somente sabe quem assumirá o poder, mas "o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer" (Dn 4:32). É Deus quem estabelece reinos, e é ele quem os desfaz. Não é de se admirar, portanto, que o Senhor seja capaz de citar o nome de um rei quase 200 anos antes de ele subir ao seu trono. (Veja os comentários de Daniel 1:1.)


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Vós sois minhas testemunhas - Isaías 43:10


"Vós sois minhas testemunhas, é a pronunciação de Jeová..." (Isaías 43:10 - Tradução do Novo Mundo).

As Testemunhas de Jeová acreditam que apenas elas, entre todos os grupos religiosos da terra, são o povo de Deus e chamadas de suas testemunhas. Elas adoram erguer o seu dedo acusando luteranos, menonitas e outras denominações de seguidores dos homens segundo os quais foram denominadas - Lutero, Menno, e assim por diante - enquanto apenas as Testemunhas de Jeová são seguidoras do Deus Jeová.

Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz - Isaías 9:6


"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz." (Imprensa Bíblica Brasileira. Isaías 9:6) 

As testemunhas de Jeová não questionam que este versículo fale profeticamente de Jesus Cristo, identificando-o como "Deus Poderoso" (Tradução do Novo Mundo). Mas elas acreditam que o Filho é meramente "um deus" - um dos "muitos deuses e muitos senhores" (1 Cor. 8:5, Tradução do Novo Mundo) - assim como Satanás, o demônio, é chamado de "o deus deste sistema de coisas" (II Cor. 4:4, Tradução do Novo Mundo). Elas vêem Jesus Cristo como um ser criado, um anjo. Segundo a teologia da Torre de Vigia, ele, definitivamente, não é o Poderoso Deus Jeová.

As Testemunhas de Jeová na realidade têm dois deuses, um "Todo-Poderoso Deus", Jeová - e um "poderoso deus", Jesus Cristo. Na prática, no entanto, Jeová recebe toda adoração, e Jesus é apenas chamado de "um deus", por concessão.

Você pode começar perguntando à testemunha de Jeová se ela acredita que há apenas um Deus verdadeiro. Ela irá responder "sim". Pergunte-lhe quem é ele, e lhe irá responder "Jeová". Então peça-lhe que leia Isaías 9:6, e pergunte quem é o Deus Poderoso mencionado ali - "o menino que nos nasceu... um filho que se nos deu" (Tradução do Novo Mundo). Ela irá admitir que Jesus é o Deus Poderoso. Então pergunte-lhe se Jesus é o Deus verdadeiro. Ela responderá: "não!" - que Jesus é meramente "um deus".

Neste momento, pondere com a testemunha que sua teologia leva a uma de duas conclusões: (1) não sendo o Deus verdadeiro, Jesus teria que ser um falso deus, ou (2) as testemunhas de Jeová tem dois Deuses verdadeiros.

Agora volte-se para a Bíblia para mostrar às testemunhas de Jeová que o Deus Poderoso e o Deus Todo-Poderoso são o mesmo.

Primeiro, mostre que o Cristo ressurreto não é apenas poderoso, mas é Todo-Poderoso; segundo, mostre que Jeová, o Deus Todo Poderoso, é também chamado de Deus Poderoso.

Primeiro: Peça à testemunha que leia em Hebreus 1:3 que Jesus Cristo está "sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder". Como poderia alguém ser mais todo-poderoso? Então volte-se para Mateus 28:18 e mostre que Jesus Cristo "tem toda autoridade" (Tradução do Novo Mundo) ou "todo poder... no céu e na terra". Por definição, isto é o que a expressão todo poderoso significa. Desta maneira, Jesus é todo-poderoso.

Segundo: Pergunte à testemunha: "Já que Isaías era um judeu e por isso acreditava em um único Deus - Jeová - quem Isaías acreditava ser o Deus Todo-Poderoso?" 

Certamente, Isaías entendia que o Deus Todo-Poderoso era Jeová. Em seguida, convide a testemunha a ler Isaías 10:20, 21 em sua própria Tradução do Novo Mundo:

"...Os restantes de Israel... certamente se apoiarão em Jeová, o Santo de Israel, em veracidade. Um mero restante retornará, o restante de Jacó, ao Deus Poderoso". 

Sim, a palavra inspirada escrita através de Isaías chama Jeová de "o Deus Poderoso".

Finalmente, para reforçar este ponto, peça à testemunha que abra sua Bíblia em sua própria Tradução do Novo Mundo. Mas antes que ela leia, lembre-lhe que a Torre de Vigia ensina que o Deus Poderoso e o Deus Todo-Poderoso são diferentes -Jesus sendo o Deus Poderoso e Jeová o Todo-Poderoso. Então peça-lhe que leia o que Jeremias escreveu sobre "o verdadeiro Deus, o Grande, o Poderoso, cujo nome é Jeová dos exércitos..." (Jer. 32:18, Tradução do Novo Mundo). Então, uma vez que Jesus é o Deus Poderoso, e Jeová é o Deus Poderoso, quem é Jesus? (Deixe as testemunhas de Jeová chegarem à inescapável conclusão em suas próprias mentes que Jesus é Jeová).

(Veja também as nossas considerações sobre João 1:1, 20:28 e Apocalipse 1:7,8.)

As Testemunhas de Jeová Refutadas Versículo por Versículo - 
David A. Reed

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