A Tentação no Deserto (Mateus 4)
MINISTÉRIO PALAVRA E LOUVOR - HÉLIO JÚNIOR & JANNA
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A referência a Jesus como "Deus forte" em Isaías 9.6 indica que Jesus é um Deus menor do que Deus o Pai?
CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: O posicionamento tolo da Torre de Vigia é evidenciado de uma só vez pelo fato de Jeová ser chamado de "Deus forte" no capítulo seguinte de Isaías (10.21).Tanto Jeová como Jesus sendo chamados de "Deus forte" no mesmo livro e dentro da mesma seção demonstra a igualdade dos dois.
Uma boa referência cruzada é Isaías 40.3, onde Jesus é profeticamente chamado tanto de "Deus forte" (Elohim) e Jeová (Yahweh): "Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor [Yahweh]; endireitai no ermo vereda a nosso Deus [Elohim]" (confira Jo 1.23). Jesus claramente não é um Deus menor do que o Pai.
Resposta as Seitas -
Norman G. Geisler e Ron Rhodes -
CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus
Jesus foi criado por Deus? Provérbios 8.22-31
A MÁ INTERPRETAÇÃO: As Testemunhas de Jeová alegam que a pessoa identificada como "sabedoria" em Provérbios 8.22-31 é Jesus. Uma vez que foi dito que a sabedoria foi criada (v. 24), isso significa que Jesus teria sido um ser criado. "Ele era uma pessoa muito especial, pois foi criado por Deus antes de todas as outras coisas... Por incontáveis bilhões de anos, antes mesmo que o universo físico fosse criado, Jesus viveu como um ser espiritual no céu, e desfrutou de íntima comunhão com o seu Pai, Jeová Deus, o Grande Criador — Provérbios 8.22" (Thegreatest Man who e er lived, 1991, pág.11).
CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Essa passagem tem sido o tema de muitas disputas tanto entre amigos como entre inimigos da divindade de Cristo. Parece melhor — em vista do contexto e da natureza poética do livro de Provérbios — não tomar essa passagem como uma referência direta a qualquer pessoa. Expressões poéticas freqüentemente falam de uma idéia abstrata, como se esta fosse uma pessoa. Essa "personificação" é um modelo comum da literatura de sabedoria hebraica. A sabedoria a que o texto se refere em Provérbios 8 não é Jesus. Antes, é a personificação da virtude ou do caráter da sabedoria com o propósito de dar ênfase e gerar impacto.
Além disso, os nove capítulos iniciais do livro de Provérbios personificam a sabedoria. E não faria muito sentido dizer que qualquer desses capítulos se refere diretamente a Jesus. Depois de tudo, a sabedoria é retratada como uma mulher que clama nas ruas (1.20,21), da qual diz-se que "habita" com a prudência (8.12). É digno de nota que nenhum dos escritores do Novo Testamento aplica Provérbios 8 a Jesus Cristo.
A parte a questão do verso se referir ou não a Jesus, o bom senso nos diz que a sabedoria deve obrigatoriamente ser tão eterna quanto o próprio Deus, que é a fonte suprema de toda a sabedoria. Nesse sentido, não podemos permitir que Provérbios 8 sequer dê suporte à idéia de que a sabedoria tenha sido criada. Mais precisamente, o termo hebraico utilizado nessa passagem indica que a sabedoria foi "trazida à luz" para desempenhar um papel na criação do universo. Conforme Provérbios 3.19 posiciona: "O Senhor, com sabedoria, fundou a terra; preparou os céus com inteligência". Desse modo, alguns comentaristas têm visto apenas um paralelo entre essa passagem e Jesus, a sabedoria de Deus (1 Co 1.24; Cl 2.3), que foi o instrumento através de quem o universo foi criado (confira Jo 1.3; Cl 1.16).
CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Essa passagem tem sido o tema de muitas disputas tanto entre amigos como entre inimigos da divindade de Cristo. Parece melhor — em vista do contexto e da natureza poética do livro de Provérbios — não tomar essa passagem como uma referência direta a qualquer pessoa. Expressões poéticas freqüentemente falam de uma idéia abstrata, como se esta fosse uma pessoa. Essa "personificação" é um modelo comum da literatura de sabedoria hebraica. A sabedoria a que o texto se refere em Provérbios 8 não é Jesus. Antes, é a personificação da virtude ou do caráter da sabedoria com o propósito de dar ênfase e gerar impacto.
Além disso, os nove capítulos iniciais do livro de Provérbios personificam a sabedoria. E não faria muito sentido dizer que qualquer desses capítulos se refere diretamente a Jesus. Depois de tudo, a sabedoria é retratada como uma mulher que clama nas ruas (1.20,21), da qual diz-se que "habita" com a prudência (8.12). É digno de nota que nenhum dos escritores do Novo Testamento aplica Provérbios 8 a Jesus Cristo.
A parte a questão do verso se referir ou não a Jesus, o bom senso nos diz que a sabedoria deve obrigatoriamente ser tão eterna quanto o próprio Deus, que é a fonte suprema de toda a sabedoria. Nesse sentido, não podemos permitir que Provérbios 8 sequer dê suporte à idéia de que a sabedoria tenha sido criada. Mais precisamente, o termo hebraico utilizado nessa passagem indica que a sabedoria foi "trazida à luz" para desempenhar um papel na criação do universo. Conforme Provérbios 3.19 posiciona: "O Senhor, com sabedoria, fundou a terra; preparou os céus com inteligência". Desse modo, alguns comentaristas têm visto apenas um paralelo entre essa passagem e Jesus, a sabedoria de Deus (1 Co 1.24; Cl 2.3), que foi o instrumento através de quem o universo foi criado (confira Jo 1.3; Cl 1.16).
Resposta as Seitas -
Norman G. Geisler e Ron Rhodes -
CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus
Este versículo dá suporte à alegação muçulmana de que Jesus não poderia ter sido anunciado como profeta em Deuteronômio 18.18? Deuteronômio 34.10
A MÁ INTERPRETAÇÃO: Esse versículo diz: "E nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés". Os muçulmanos argumentam que isso prova que o profeta predito não poderia ser um israelita, e que teria sido, portanto, Maomé.
CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: O "nunca mais" significa desde a morte de Moisés até a ocasião em que esse último capítulo foi escrito, provavelmente por Josué. Mesmo que o livro de Deuteronômio ou essa parte do livro tenham sido escritos muito mais tarde, como acreditam alguns críticos, ainda assim isso aconteceu vários séculos antes da época de Cristo e, portanto, não o eliminaria.
Observe que Jesus se constituiu o perfeito cumprimento dessa predição referente ao profeta que havia de vir, e não Maomé (leia os nossos comentários a respeito de Dt 18.15-18).
Essa passagem não poderia se referir a Maomé, uma vez que o profeta vindouro seria como Moisés, que fez "todos os sinais e maravilhas que o Senhor o enviou para fazer" (Dt 34.11). Maomé, de acordo com a sua própria confissão, não fez sinais e maravilhas como Moisés e Jesus fizeram (ver Sura 17.90-93).
O profeta vindouro seria como Moisés, que falou com Deus face a face (Dt 34.10). Maomé jamais disse que falou com Deus diretamente, mas obteve as suas revelações através de anjos (conforme Sura 2.97). Jesus, por outro lado, como Moisés, foi um mediador direto (1 Tm 2.5; Hb 9.15) que se comunicou diretamente com Deus (conferir Jo 1.18; 12.49; 17).
CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: O "nunca mais" significa desde a morte de Moisés até a ocasião em que esse último capítulo foi escrito, provavelmente por Josué. Mesmo que o livro de Deuteronômio ou essa parte do livro tenham sido escritos muito mais tarde, como acreditam alguns críticos, ainda assim isso aconteceu vários séculos antes da época de Cristo e, portanto, não o eliminaria.
Observe que Jesus se constituiu o perfeito cumprimento dessa predição referente ao profeta que havia de vir, e não Maomé (leia os nossos comentários a respeito de Dt 18.15-18).
Essa passagem não poderia se referir a Maomé, uma vez que o profeta vindouro seria como Moisés, que fez "todos os sinais e maravilhas que o Senhor o enviou para fazer" (Dt 34.11). Maomé, de acordo com a sua própria confissão, não fez sinais e maravilhas como Moisés e Jesus fizeram (ver Sura 17.90-93).
O profeta vindouro seria como Moisés, que falou com Deus face a face (Dt 34.10). Maomé jamais disse que falou com Deus diretamente, mas obteve as suas revelações através de anjos (conforme Sura 2.97). Jesus, por outro lado, como Moisés, foi um mediador direto (1 Tm 2.5; Hb 9.15) que se comunicou diretamente com Deus (conferir Jo 1.18; 12.49; 17).
Resposta as Seitas -
Norman G. Geisler e Ron Rhodes -
CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus
Jesus é o nosso sacerdote ou o nosso sacrifício? Hebreus 8:1
PROBLEMA: Cristo é apresentado como o "sumo sacerdote" dos crentes (cf 7:21). Entretanto, mais adiante Jesus é descrito como sendo "o sacrifício" pelos nossos pecados (Hb 9:26, 28; 10:10). O que é ele então?
SOLUÇÃO: Jesus é corretamente representado por essas duas figuras. Ele é o nosso sacerdote por dirigir-se a Deus em favor do homem. Contudo, ele é o nosso sacrifício, por ter oferecido a si mesmo na cruz por nossos pecados. Ele é o ofertante e também a oferta; é o que sacrifica e o que é sacrificado. Ele "a si mesmo se ofereceu" (Hb 7:27).
SOLUÇÃO: Jesus é corretamente representado por essas duas figuras. Ele é o nosso sacerdote por dirigir-se a Deus em favor do homem. Contudo, ele é o nosso sacrifício, por ter oferecido a si mesmo na cruz por nossos pecados. Ele é o ofertante e também a oferta; é o que sacrifica e o que é sacrificado. Ele "a si mesmo se ofereceu" (Hb 7:27).
MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia -
Norman Geisler - Thomas Howe.
Esse versículo apóia a reencarnação? Hebreus 7:3
PROBLEMA: Hebreus nos diz que Melquisedeque "não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto, feito semelhante ao Filho de Deus... permanece sacerdote perpetuamente" (Hb 7:3). Como Jesus assumiu este sacerdócio (7:21), alguns que aceitam a reencarnação usam a passagem citada para provar que ele é uma reencarnação de Melquisedeque. Será que eles têm razão?
SOLUÇÃO: Não, isso é um mau uso dessa passagem, o que está claro por diversas razões. Em primeiro lugar, ela diz apenas que Melquisedeque foi "feito semelhante" a Jesus, e não diz que Jesus era Melquisedeque (Hb 7:3). Em segundo lugar, diz apenas que Cristo foi um sacerdote "segundo a ordem de Melquisedeque" (Hb 7:17), e não que ele era Melquisedeque.
Finalmente, o fato de que Melquisedeque tenha sido misterioso em seu nascimento e morte, sem genealogia (Hb 7:3), não prova a reencarnação - isso foi usado apenas como uma analogia ao eterno Messias, Jesus Cristo.
SOLUÇÃO: Não, isso é um mau uso dessa passagem, o que está claro por diversas razões. Em primeiro lugar, ela diz apenas que Melquisedeque foi "feito semelhante" a Jesus, e não diz que Jesus era Melquisedeque (Hb 7:3). Em segundo lugar, diz apenas que Cristo foi um sacerdote "segundo a ordem de Melquisedeque" (Hb 7:17), e não que ele era Melquisedeque.
Finalmente, o fato de que Melquisedeque tenha sido misterioso em seu nascimento e morte, sem genealogia (Hb 7:3), não prova a reencarnação - isso foi usado apenas como uma analogia ao eterno Messias, Jesus Cristo.
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Norman Geisler - Thomas Howe.
Jesus vacilou diante da morte ou a enfrentou com coragem? Hebreus 5:7b
PROBLEMA: Por um lado, parece que Cristo vacilou diante da morte, já que ele fez "com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte" (Hb 5:7). Ele disse: "Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice!" (Mt 26:39). Por outro lado, somos levados a acreditar que em obediência Cristo corajosamente enfrentou a morte, pois "manifestou, no semblante, a intrépida resolução de ir para Jerusalém" (Lc 9:51), e com calma enfrentou a sua prisão, o seu julgamento, a sua crucificação, tendo muitas vezes assegurado aos seus discípulos que rei suscitaria de entre os mortos (Mt 12:40-42; Jo 10:18).
SOLUÇÃO: Cristo enfrentou a morte com coragem, mas não com ansiedade. Ele a encontrou desejando-a, não com indiferença. Cristo foi "obediente até à morte e morte de cruz" (Fp 2:8). Ele se aproximou dela com coragem e destemor, declarando: "Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la" (Jo 10:18). Ele se submeteu voluntariamente ao Pai, dizendo: "não seja como eu quero, e sim como tu queres" (Mt 26:39).
Apesar de toda a disposição e coragem que tinha, Cristo sentiu na carne todo o impacto emocional de sua morte iminente. De fato ele orou "com forte clamor e lágrimas", mas o escritor de Hebreus acrescenta que ele foi "ouvido por causa da sua piedade" (Hb 5:7).
Como homem, Jesus desejava que aquele cálice (a morte) passasse de si ( Mt 26:39), mas ele queria, tal como o Pai, que aquilo se realizasse para a salvação do mundo. Mesmo quando sua alma estava "angustiado" com a perspectiva da morte, ele não orou para que o Pai o salvasse daquela hora. Ele apenas disse: "que direi eu? Pai, salva-me desta hora?" E ele mesmo respondeu: "Mas precisamente com este propósito vim para esta hora. Pai, glorifica o teu nome" (Jo 12:27-28).
Ele nunca temeu a morte como tal, mas temeu ser expulso da presença do Pai (Mt 27:46). Com efeito, por sua morte Jesus venceu o poder e o temor da morte, sendo vitorioso sobre o diabo (Hb 2:14).
SOLUÇÃO: Cristo enfrentou a morte com coragem, mas não com ansiedade. Ele a encontrou desejando-a, não com indiferença. Cristo foi "obediente até à morte e morte de cruz" (Fp 2:8). Ele se aproximou dela com coragem e destemor, declarando: "Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la" (Jo 10:18). Ele se submeteu voluntariamente ao Pai, dizendo: "não seja como eu quero, e sim como tu queres" (Mt 26:39).
Apesar de toda a disposição e coragem que tinha, Cristo sentiu na carne todo o impacto emocional de sua morte iminente. De fato ele orou "com forte clamor e lágrimas", mas o escritor de Hebreus acrescenta que ele foi "ouvido por causa da sua piedade" (Hb 5:7).
Como homem, Jesus desejava que aquele cálice (a morte) passasse de si ( Mt 26:39), mas ele queria, tal como o Pai, que aquilo se realizasse para a salvação do mundo. Mesmo quando sua alma estava "angustiado" com a perspectiva da morte, ele não orou para que o Pai o salvasse daquela hora. Ele apenas disse: "que direi eu? Pai, salva-me desta hora?" E ele mesmo respondeu: "Mas precisamente com este propósito vim para esta hora. Pai, glorifica o teu nome" (Jo 12:27-28).
Ele nunca temeu a morte como tal, mas temeu ser expulso da presença do Pai (Mt 27:46). Com efeito, por sua morte Jesus venceu o poder e o temor da morte, sendo vitorioso sobre o diabo (Hb 2:14).
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Norman Geisler - Thomas Howe.
Cristo teve um corpo de carne apenas antes da sua ressurreição? Hebreus 5:7a
PROBLEMA: Referindo-se aos "dias da sua carne" (de Jesus) como se fosse passado, pode parecer que Jesus não ressuscitou com um corpo da carne nem subiu ao céu com o mesmo corpo físico com que morreu. Contudo, o próprio Jesus disse que seu corpo ressurreto era de "carne e ossos" (Lc 24:31), e o Credo dos Apóstolos confessa a "ressurreição da carne".
SOLUÇÃO: A frase "dias da sua carne" simplesmente refere-se a permanência temporária de Jesus neste mundo. Nada tem que ver com a natureza do seu corpo ressurreto. Está claro em muitas passagens que Jesus ressuscitou com um corpo literalmente de carne, um corpo físico e humano (veja os comentários de Lucas 24:39; 1 João 4:2-3).
SOLUÇÃO: A frase "dias da sua carne" simplesmente refere-se a permanência temporária de Jesus neste mundo. Nada tem que ver com a natureza do seu corpo ressurreto. Está claro em muitas passagens que Jesus ressuscitou com um corpo literalmente de carne, um corpo físico e humano (veja os comentários de Lucas 24:39; 1 João 4:2-3).
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Norman Geisler - Thomas Howe.
Cristo poderia ter pecado? Hebreus 2:17-18
PROBLEMA: O escritor de Hebreus diz, a respeito de Cristo, que "convinha que, em todas as coisas, [ele] se tornasse semelhante aos irmãos... Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados (Hb 2:17-18). Isso quer dizer que Cristo poderia ter pecado?
SOLUÇÃO: Alguns argumentam que Cristo não poderia ter pecado. Acreditam que o nosso Senhor foi tentado como nós somos tentados, e que Ele pode "compadecer-se das nossas fraquezas" (Hb 4:15), mas que era incapaz de pecar.
Na defesa dessa posição argumentam, em primeiro lugar, que por ele ser Deus, e por Deus não poder pecar (Hb 6:17; Tg 1:13), Cristo também não poderia pecar. Segundo, já que Cristo não possuía a natureza humana decaída, como acontece conosco, não tinha propensão alguma para o pecado. Finalmente, observam que a sua tentação era apenas proveniente de fora de si mesmo, e nunca de seu interior. Daí, Cristo podia ser tentado sem ter a real possibilidade de pecar.
Outros estudiosos acreditam que Cristo poderia pecar (já que ele tinha livre-arbítrio), mas que mesmo assim não pecou. Em poucas palavras, o pecado lhe era possível, mas não aconteceu na vida de Jesus. Negar essa possibilidade "dizem" seria negar sua plena humanidade, sua habilidade de "compadecer-se das nossas fraquezas"(Hb 4:15), e isso ainda transformaria as tentações de Jesus numa charada. Observam que, mesmo sendo verdade que Jesus, como Deus, não podia pecar, não obstante ele podia ter pecado como homem (mas não pecou).
Como Jesus tinha duas naturezas, uma divina e outra humana, deve-se distinguir o que ele poderia fazer em cada natureza. Por exemplo, Como Deus, ele não poderia cansar-se, ter fome nem sono, mas como homem sentiu tudo isso. A sua natureza divina não podia morrer, mas como homem ele morreu. De igual modo, argumentam que, como Deus, Cristo não poderia pecar, mas como homem poderia.
SOLUÇÃO: Alguns argumentam que Cristo não poderia ter pecado. Acreditam que o nosso Senhor foi tentado como nós somos tentados, e que Ele pode "compadecer-se das nossas fraquezas" (Hb 4:15), mas que era incapaz de pecar.
Na defesa dessa posição argumentam, em primeiro lugar, que por ele ser Deus, e por Deus não poder pecar (Hb 6:17; Tg 1:13), Cristo também não poderia pecar. Segundo, já que Cristo não possuía a natureza humana decaída, como acontece conosco, não tinha propensão alguma para o pecado. Finalmente, observam que a sua tentação era apenas proveniente de fora de si mesmo, e nunca de seu interior. Daí, Cristo podia ser tentado sem ter a real possibilidade de pecar.
Outros estudiosos acreditam que Cristo poderia pecar (já que ele tinha livre-arbítrio), mas que mesmo assim não pecou. Em poucas palavras, o pecado lhe era possível, mas não aconteceu na vida de Jesus. Negar essa possibilidade "dizem" seria negar sua plena humanidade, sua habilidade de "compadecer-se das nossas fraquezas"(Hb 4:15), e isso ainda transformaria as tentações de Jesus numa charada. Observam que, mesmo sendo verdade que Jesus, como Deus, não podia pecar, não obstante ele podia ter pecado como homem (mas não pecou).
Como Jesus tinha duas naturezas, uma divina e outra humana, deve-se distinguir o que ele poderia fazer em cada natureza. Por exemplo, Como Deus, ele não poderia cansar-se, ter fome nem sono, mas como homem sentiu tudo isso. A sua natureza divina não podia morrer, mas como homem ele morreu. De igual modo, argumentam que, como Deus, Cristo não poderia pecar, mas como homem poderia.
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Norman Geisler - Thomas Howe.
Se Jesus já era perfeito, como pôde Ele ter sido aperfeiçoado por meio do sofrimento? Hebreus 2:10
PROBLEMA: A Bíblia declara que Jesus era absolutamente perfeito e sem pecado, mesmo em sua natureza humana (2 Co 5:21; Hb 4:15; 1 Fe 2:22; 3:18; 1 Jo 3:3). Mas, de acordo com Hebreus 2:10, Jesus foi aperfeiçoado "por meio de sofrimentos". Ser aperfeiçoado, porém, implica que ele não era perfeito antes de ser aperfeiçoado, havendo assim uma contradição.
SOLUÇÃO: Jesus era absoluta e imutavelmente perfeito em sua natureza divina. Deus é perfeito (Mt 5:48), e Ele não pode mudar (Ml 3:6; Hb! 6:18). Mas Jesus foi também homem, e, como tal, sujeito a mudanças, embora sem pecado. Por exemplo, "crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça" (Lc 2:52). Se o seu conhecimento como homem crescia então a sua experiência também crescia. Desse modo, ele "aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu" (Hb 5:8). Nesse sentido ele foi "aperfeiçoado" por ter experimentado o sofrimento na sua própria vida sem pecado (cf. Jó 23:10; Hb 12:11; Tg 1:2-4). Isto é, ganhou todos os benefícios decorrentes da experiência do sofrimento sem ter pecado (Hb 4:15), portanto ele pode realmente confortar e encorajar aqueles que sofrem.
SOLUÇÃO: Jesus era absoluta e imutavelmente perfeito em sua natureza divina. Deus é perfeito (Mt 5:48), e Ele não pode mudar (Ml 3:6; Hb! 6:18). Mas Jesus foi também homem, e, como tal, sujeito a mudanças, embora sem pecado. Por exemplo, "crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça" (Lc 2:52). Se o seu conhecimento como homem crescia então a sua experiência também crescia. Desse modo, ele "aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu" (Hb 5:8). Nesse sentido ele foi "aperfeiçoado" por ter experimentado o sofrimento na sua própria vida sem pecado (cf. Jó 23:10; Hb 12:11; Tg 1:2-4). Isto é, ganhou todos os benefícios decorrentes da experiência do sofrimento sem ter pecado (Hb 4:15), portanto ele pode realmente confortar e encorajar aqueles que sofrem.
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Norman Geisler - Thomas Howe.
Se Jesus destruiu a morte, por que ainda morremos? 2 Timóteo 1:10
PROBLEMA: Paulo afirma nesse texto que Cristo "não só destruiu a morte; como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o Evangelho". Mas a morte não foi destruída, pois "a morte passou a todos os homens" (Rm 5:12), e "aos homens está ordenado morrerem uma só vez" (Hb 9:27).
SOLUÇÃO: Em primeiro lugar, Cristo não destruiu a morte física imediatamente, mas pela sua morte e ressurreição ela será finalrnente abolida. Cristo foi o primeiro a experimentar a ressurreição num corpo imortal (1 Co 15:20) - o resto da humanidade vai experimentar isso mais tarde, na sua segunda vinda (1 Co 15:50-56).
Segundo, Cristo destruiu a morte oficialmente quando ele mesmo a derrotou, pela ressurreição. Entretanto, a morte física não estará de fato completamente abolida até que ele volte, quando "se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória" (l Co 15:54). Paulo acrescenta, ainda: "O último inimigo a ser destruído é a morte" (1 Co 15:26).
SOLUÇÃO: Em primeiro lugar, Cristo não destruiu a morte física imediatamente, mas pela sua morte e ressurreição ela será finalrnente abolida. Cristo foi o primeiro a experimentar a ressurreição num corpo imortal (1 Co 15:20) - o resto da humanidade vai experimentar isso mais tarde, na sua segunda vinda (1 Co 15:50-56).
Segundo, Cristo destruiu a morte oficialmente quando ele mesmo a derrotou, pela ressurreição. Entretanto, a morte física não estará de fato completamente abolida até que ele volte, quando "se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória" (l Co 15:54). Paulo acrescenta, ainda: "O último inimigo a ser destruído é a morte" (1 Co 15:26).
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Norman Geisler - Thomas Howe.
Paulo contradiz Jesus quando exorta os filhos a obedecerem a seus pais em tudo? Colossenses 3:20
PROBLEMA: Paulo disse aos filhos que em tudo obedecessem a seus pais, Jesus por sua vez falou: "Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim" (Mt 10:37). Certamente os filhos não devem obedecer a um pai ou uma mãe que lhes ordene amaldiçoar a Deus, ou odiar Jesus, ou ainda matar um irmão.
SOLUÇÃO: Um texto tem de ser compreendido dentro do seu contexto. A expressão "em tudo" de Colossenses 3:20 não inclui as coisas que desagradam ao Senhor, já que logo a frase seguinte diz: "pois isso agrada ao Senhor" (3:20, NVI). Além disso, na passagem paralela de Efésios, escrita no mesmo tempo, Paulo explicitamente qualifica esse mandamento, dizendo: "Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor" (Ef 6:1). Isso torna claro que um filho não deve obedecer a seus pais se eles lhe mandarem fazer alguma coisa contrária à vontade de Deus.
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Norman Geisler - Thomas Howe.
SOLUÇÃO: Um texto tem de ser compreendido dentro do seu contexto. A expressão "em tudo" de Colossenses 3:20 não inclui as coisas que desagradam ao Senhor, já que logo a frase seguinte diz: "pois isso agrada ao Senhor" (3:20, NVI). Além disso, na passagem paralela de Efésios, escrita no mesmo tempo, Paulo explicitamente qualifica esse mandamento, dizendo: "Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor" (Ef 6:1). Isso torna claro que um filho não deve obedecer a seus pais se eles lhe mandarem fazer alguma coisa contrária à vontade de Deus.
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Norman Geisler - Thomas Howe.
Como a morte de Cristo na cruz pode ser suficiente para a salvação, se Paulo fala acerca do que resta das aflições de Cristo? Colossenses 1:24
PROBLEMA: A Bíblia declara que a morte de Jesus na cruz foi suficiente e também completa para a nossa salvação (Jo 19:30; Hb 1:3). Contudo, Paulo afirma que temos de preencher "o que resta das aflições de Cristo". Mas se a cruz é totalmente suficiente, então como pode estar faltando ainda alguma coisa no sofrimento de Cristo por nós?
SOLUÇÃO: A morte de Cristo na cruz é suficiente para a nossa salvação. A Bíblia dá um grande destaque, com muita clareza, a esta verdade. Antevendo a cruz, Jesus disse ao Pai: "eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer" (Jo 17:4). Na cruz ele exclamou: "Está consumado!" (Jo 19:30). O livro de Hebreus declara inequivocamente que "com uma única oferta [na cruz], aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados" (Hb 10:14). E isso ele o fez "por si mesmo" (Hb 1:3,SBTB), sem a ajuda de ninguém.
Não obstante, há um sentido em que Cristo ainda sofre mesmo depois de haver morrido. Jesus disse a Paulo: "Por que me persegues?" Nesse sentido, nós também podemos sofrer por ele, já que Paulo diz: "vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele" (Fp 1:29). Mas de modo algum o nosso sofrimento por Cristo é um meio de expiação. Somente Jesus sofreu pelo pecado. Nós sofremos por causa do pecado (nosso e dos outros), mas nunca pelo pecado.
Cada pessoa tem de levar a culpa de seu próprio pecado (Ez 18:20) e aceitar o fato de que Cristo sofreu pelo seu pecado (1 Pe 2:21; 3:18; 2 Go 5:21). Quando sofremos por Cristo, experimentamos uma dor como parte do seu corpo espiritual, que é a Igreja; mas somente o que Cristo sofreu no seu corpo físico na cruz é eficaz em relação aos nossos pecados. O nosso sofrimento, então, é em serviço, não para a salvação.
SOLUÇÃO: A morte de Cristo na cruz é suficiente para a nossa salvação. A Bíblia dá um grande destaque, com muita clareza, a esta verdade. Antevendo a cruz, Jesus disse ao Pai: "eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer" (Jo 17:4). Na cruz ele exclamou: "Está consumado!" (Jo 19:30). O livro de Hebreus declara inequivocamente que "com uma única oferta [na cruz], aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados" (Hb 10:14). E isso ele o fez "por si mesmo" (Hb 1:3,SBTB), sem a ajuda de ninguém.
Não obstante, há um sentido em que Cristo ainda sofre mesmo depois de haver morrido. Jesus disse a Paulo: "Por que me persegues?" Nesse sentido, nós também podemos sofrer por ele, já que Paulo diz: "vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele" (Fp 1:29). Mas de modo algum o nosso sofrimento por Cristo é um meio de expiação. Somente Jesus sofreu pelo pecado. Nós sofremos por causa do pecado (nosso e dos outros), mas nunca pelo pecado.
Cada pessoa tem de levar a culpa de seu próprio pecado (Ez 18:20) e aceitar o fato de que Cristo sofreu pelo seu pecado (1 Pe 2:21; 3:18; 2 Go 5:21). Quando sofremos por Cristo, experimentamos uma dor como parte do seu corpo espiritual, que é a Igreja; mas somente o que Cristo sofreu no seu corpo físico na cruz é eficaz em relação aos nossos pecados. O nosso sofrimento, então, é em serviço, não para a salvação.
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Norman Geisler - Thomas Howe.
Jesus desceu até o inferno? Efésios 4:9
PROBLEMA: Paulo declara que Jesus desceu "até as regiões inferiores da terra" e o Credo dos Apóstolos declara que, depois de ter sido morto, Jesus "desceu ao inferno". Entretanto, quando Cristo estava morrendo, entregou o seu espírito nas mãos do Pai (Lc 23:46) e disse ao ladrão que este estaria com ele no "paraíso" (Lc 23:43), ou seja, no "terceiro céu" (2 Co 12:2, 4). Para onde Jesus foi então: para o céu ou para o inferno?
SOLUÇÃO: Há duas posições a respeito do lugar para onde Jesus foi durante os três dias em que o seu corpo permaneceu no túmulo, antes da ressurreição: uns defendem que ele foi para o Hades; outros, que foi para o céu.
Para o Hades. Os partidários dessa posição afirmam que o espírito de Cristo foi ao mundo espiritual, enquanto o seu corpo permanecia no túmulo. Crêem que Jesus "pregou aos espíritos em prisão" (1 Pe 3:19), que estavam num lugar de cativeiro temporário, aguardando a sua chegada para "levar cativo o cativeiro", isto é, levá-los para o céu.
De acordo com essa posição, havia dois compartimentos no Hades (ou sheol), uma para os salvos e outra para os perdidos. Eles estavam separados por "um grande abismo" (Lc 16:26), que ninguém podia ultrapassar. A seção dos salvos era chamada de "o seio de Abraão" (Lc 16:23). Quando Cristo, "sendo ele as primícias" da ressurreição (1 Cor 15:20), ascendeu, Ele levou esses santos do AT consigo pela primeira vez.
Para o Céu. Esse parecer sustenta que as almas dos crentes do AT foram diretamente para o céu no momento de sua morte. Em favor disso tem-se os seguintes argumentos. Primeiro, Jesus afirmou que o seu espírito estava indo diretamente para o céu, quando disse: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito" (Lc 23:46).
Segundo, Jesus prometeu ao ladrão na cruz: "Hoje estarás comigo no paraíso" (Lc 23:43); mas "paraíso" é definido como sendo "o terceiro céu" em 2 Coríntios 12:2, 4.
Terceiro, quando os santos do AT deixaram esta vida, foram diretamente para o céu. Deus tomou a Enoque para si (Gn 5:24; cf. Hb 11:5), e Elias foi tomado "ao céu" quando partiu (2 Rs 2:1).
Quarto, "o seio de Abraão"(Lc 16:23) é uma descrição do céu. Em nenhum ponto ele é descrito como sendo o inferno. É o lugar para onde Abraão foi, que é o "reino dos céus" (Mt 8:11).
Quinto, antes da cruz, quando os santos do AT apareciam, era do céu que vinham, como aconteceu com Moisés e Elias no Monte da Transfiguração (Mt 17:3).
Sexto, os santos do AT tiveram de esperar a ressurreição de Cristo para que seus corpos fossem ressuscitados (1 Co 15:20; cf. Mt 27:53), mas suas almas foram diretamente para o céu. Cristo foi o Cordeiro morto "desde a fundação do mundo" (Ap 13:8), e eles para lá foram pelos méritos que Deus sabia que Cristo cumpriria.
Sétimo, a expressão "até as regiões inferiores da terra" não é uma referência ao inferno, mas ao túmulo. Até mesmo o ventre de uma mulher é descrito como sendo "profundezas da terra" (Sl 139:15). Essa expressão significa simplesmente covas, túmulos, lugares fechados na terra, em oposição a partes altas, como montanhas. Além disso, o inferno não se localiza nas partes mais baixas da terra - mas "debaixo da terra" (Fp 2:10).
Oitavo, a frase "desceu ao inferno" não constava do Credo Apostólico primitivo. Ela foi acrescentada somente no século IV a. D. Além disso, um credo como tal não é inspirado, mas apenas uma confissão humana de fé.
Nono, os "espíritos em prisão" não eram salvos, mas seres perdidos. Na verdade, essa pode ser uma referência a anjos, não a seres humanos (veja os comentários de 1 Pedro 3:19).
Finalmente, quando Cristo "levou cativo o cativeiro", não estava levando amigos para o céu, mas trazendo inimigos a uma prisão. E uma referência à sua vitória sobre as forças do inimigo. Os cristãos não são "cativos" no céu. Não somos forçados a ir para lá contra a nossa própria e livre escolha (veja Mt 23:37; 2 Pe 3:9).
SOLUÇÃO: Há duas posições a respeito do lugar para onde Jesus foi durante os três dias em que o seu corpo permaneceu no túmulo, antes da ressurreição: uns defendem que ele foi para o Hades; outros, que foi para o céu.
Para o Hades. Os partidários dessa posição afirmam que o espírito de Cristo foi ao mundo espiritual, enquanto o seu corpo permanecia no túmulo. Crêem que Jesus "pregou aos espíritos em prisão" (1 Pe 3:19), que estavam num lugar de cativeiro temporário, aguardando a sua chegada para "levar cativo o cativeiro", isto é, levá-los para o céu.
De acordo com essa posição, havia dois compartimentos no Hades (ou sheol), uma para os salvos e outra para os perdidos. Eles estavam separados por "um grande abismo" (Lc 16:26), que ninguém podia ultrapassar. A seção dos salvos era chamada de "o seio de Abraão" (Lc 16:23). Quando Cristo, "sendo ele as primícias" da ressurreição (1 Cor 15:20), ascendeu, Ele levou esses santos do AT consigo pela primeira vez.
Para o Céu. Esse parecer sustenta que as almas dos crentes do AT foram diretamente para o céu no momento de sua morte. Em favor disso tem-se os seguintes argumentos. Primeiro, Jesus afirmou que o seu espírito estava indo diretamente para o céu, quando disse: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito" (Lc 23:46).
Segundo, Jesus prometeu ao ladrão na cruz: "Hoje estarás comigo no paraíso" (Lc 23:43); mas "paraíso" é definido como sendo "o terceiro céu" em 2 Coríntios 12:2, 4.
Terceiro, quando os santos do AT deixaram esta vida, foram diretamente para o céu. Deus tomou a Enoque para si (Gn 5:24; cf. Hb 11:5), e Elias foi tomado "ao céu" quando partiu (2 Rs 2:1).
Quarto, "o seio de Abraão"(Lc 16:23) é uma descrição do céu. Em nenhum ponto ele é descrito como sendo o inferno. É o lugar para onde Abraão foi, que é o "reino dos céus" (Mt 8:11).
Quinto, antes da cruz, quando os santos do AT apareciam, era do céu que vinham, como aconteceu com Moisés e Elias no Monte da Transfiguração (Mt 17:3).
Sexto, os santos do AT tiveram de esperar a ressurreição de Cristo para que seus corpos fossem ressuscitados (1 Co 15:20; cf. Mt 27:53), mas suas almas foram diretamente para o céu. Cristo foi o Cordeiro morto "desde a fundação do mundo" (Ap 13:8), e eles para lá foram pelos méritos que Deus sabia que Cristo cumpriria.
Sétimo, a expressão "até as regiões inferiores da terra" não é uma referência ao inferno, mas ao túmulo. Até mesmo o ventre de uma mulher é descrito como sendo "profundezas da terra" (Sl 139:15). Essa expressão significa simplesmente covas, túmulos, lugares fechados na terra, em oposição a partes altas, como montanhas. Além disso, o inferno não se localiza nas partes mais baixas da terra - mas "debaixo da terra" (Fp 2:10).
Oitavo, a frase "desceu ao inferno" não constava do Credo Apostólico primitivo. Ela foi acrescentada somente no século IV a. D. Além disso, um credo como tal não é inspirado, mas apenas uma confissão humana de fé.
Nono, os "espíritos em prisão" não eram salvos, mas seres perdidos. Na verdade, essa pode ser uma referência a anjos, não a seres humanos (veja os comentários de 1 Pedro 3:19).
Finalmente, quando Cristo "levou cativo o cativeiro", não estava levando amigos para o céu, mas trazendo inimigos a uma prisão. E uma referência à sua vitória sobre as forças do inimigo. Os cristãos não são "cativos" no céu. Não somos forçados a ir para lá contra a nossa própria e livre escolha (veja Mt 23:37; 2 Pe 3:9).
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Norman Geisler - Thomas Howe.
Cristo foi abençoado ou amaldiçoado? Gálatas 3:13
PROBLEMA: Paulo declara que perante Deus Cristo foi amaldiçoado, "fezendo-se ele próprio maldição em nosso lugar". Entretanto, a Bíblia declara repetidamente que Jesus é "bem-aventurado" (cf. Sl 72:17), o único digno de receber "glória e louvor" eternamente (Ap 5:12).
SOLUÇÃO: Essas passagens focalizam Cristo sob diferentes aspectos. Ele é abençoado no céu, mas na terra tornou-se uma maldição por nossa causa. Ele é abençoado em si mesmo, mas foi amaldiçoado em nosso lugar na cruz. Realmente, como o perfeito Filho de Deus, Cristo é o miais bem-aventurado de todos os homens. Contudo, judicialmente, ao tornar-se o nosso substituto, foi o mais amaldiçoado de todos. A diferença manifesta-se no seguinte contraste:
SOLUÇÃO: Essas passagens focalizam Cristo sob diferentes aspectos. Ele é abençoado no céu, mas na terra tornou-se uma maldição por nossa causa. Ele é abençoado em si mesmo, mas foi amaldiçoado em nosso lugar na cruz. Realmente, como o perfeito Filho de Deus, Cristo é o miais bem-aventurado de todos os homens. Contudo, judicialmente, ao tornar-se o nosso substituto, foi o mais amaldiçoado de todos. A diferença manifesta-se no seguinte contraste:
CRISTO FOI BEM-AVENTURADO PERANTE DEUS | CRISTO FOI AMALDIÇOADO PERANTE DEUS |
Realmente | Judicialmente |
Por quem ele é | Pelo que fez por nós |
No céu | Na cruz |
Pela pessoa que é | Pela morte que sofreu |
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Como Jesus foi feito pecado, sendo ele sem pecado? 2 Coríntios 5:21
PROBLEMA: Paulo afirma, a respeito de Jesus, que Deus "o fez pecado por nós". Entretanto, muitos outros textos das Escrituras insistem em que Jesus estava "sem pecado" (Hb 4:15; cf. 1 Pe 3:18). Mas como Jesus poderia estar sem pecado, se ele foi feito pecado por nós?
SOLUÇÃO: Jesus realmente sempre esteve sem pecado, mas foi feito pecado por nós judicialmente. Isto é, pela sua morte na cruz, ele pagou a penalidade por nossos pecados, cancelando o débito do pecado que havia contra nós. Assim, mesmo não tendo Jesus jamais cometido um pecado pessoalmente, ele se fez pecado por nós como nosso substituto. A questão pôde ser resumida da seguinte maneira:
SOLUÇÃO: Jesus realmente sempre esteve sem pecado, mas foi feito pecado por nós judicialmente. Isto é, pela sua morte na cruz, ele pagou a penalidade por nossos pecados, cancelando o débito do pecado que havia contra nós. Assim, mesmo não tendo Jesus jamais cometido um pecado pessoalmente, ele se fez pecado por nós como nosso substituto. A questão pôde ser resumida da seguinte maneira:
CRISTO ERA SEM PECADO | CRISTO FOI FEITO PECADO |
Em si mesmo | Por nós |
Pessoalmente | Como nosso substituto |
Realmente | Judicialmente |
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Cristo, depois de sua ressurreição, passou a ser um espírito vivificante, ou obteve ele um corpo físico? 1 Coríntios 15:45
PROBLEMA: Paulo afirma aqui que Cristo foi feito "espírito vivificante" depois da sua ressurreição. Alguns têm até mesmo usando esta passagem para provar que o corpo ressurreto de Jesus não era físico.
SOLUÇÃO: Não é este o caso, por várias razões.
Primeira, "espírito vivificante" não fala da natureza do corpo ressurreto, mas da origem divina da ressurreição. O corpo físico de Jesus veio de volta à vida somente pelo poder de Deus (cf. Rm 1:4). Assim, Paulo está falando de uma origem espiritual, não de sua substância física como corpo material (veja também os comentários de 1 Co 15:44).
Segunda, se "espírito" descrevesse a natureza do corpo ressurreto de Cristo, então Adão (com quem ele é contrastado) não teria uma alma, ja que ele é descrito como "formado da terra, terreno" (v. 47). A Bíblia, porém, diz com clareza que Adão era "uma alma vivente" (Gn2:7).
A terceira razão é que o corpo ressuscitado de Jesus é chamado de "corpo espiritual"(v. 44), sendo que esta palavra "espiritual", conforme discutido em 1 Coríntios 15:44, é a mesma palavra empregada por Paulo para descrever alimentos materiais e uma rocha física (1 Co 10:4).
Quarta, o corpo ressurreto, referido como "corpo" (Sõma), e relativo a um ser humano em particular, sempre indica tratar-se de um corpo físico.
Em resumo, o corpo ressurreto é chamado de "espiritual" e "espírito vivificante" porque provém do mundo espiritual, não porque sua substância é imaterial. O corpo ressurreto sobrenatural de Cristo "é do céu", assim como o corpo natural de Adão era "da terra" (v. 47). Mas da mesma forma como aquele que era "da terra" tem uma alma imaterial, também aquele "do céu" tem um corpo material.
SOLUÇÃO: Não é este o caso, por várias razões.
Primeira, "espírito vivificante" não fala da natureza do corpo ressurreto, mas da origem divina da ressurreição. O corpo físico de Jesus veio de volta à vida somente pelo poder de Deus (cf. Rm 1:4). Assim, Paulo está falando de uma origem espiritual, não de sua substância física como corpo material (veja também os comentários de 1 Co 15:44).
Segunda, se "espírito" descrevesse a natureza do corpo ressurreto de Cristo, então Adão (com quem ele é contrastado) não teria uma alma, ja que ele é descrito como "formado da terra, terreno" (v. 47). A Bíblia, porém, diz com clareza que Adão era "uma alma vivente" (Gn2:7).
A terceira razão é que o corpo ressuscitado de Jesus é chamado de "corpo espiritual"(v. 44), sendo que esta palavra "espiritual", conforme discutido em 1 Coríntios 15:44, é a mesma palavra empregada por Paulo para descrever alimentos materiais e uma rocha física (1 Co 10:4).
Quarta, o corpo ressurreto, referido como "corpo" (Sõma), e relativo a um ser humano em particular, sempre indica tratar-se de um corpo físico.
Em resumo, o corpo ressurreto é chamado de "espiritual" e "espírito vivificante" porque provém do mundo espiritual, não porque sua substância é imaterial. O corpo ressurreto sobrenatural de Cristo "é do céu", assim como o corpo natural de Adão era "da terra" (v. 47). Mas da mesma forma como aquele que era "da terra" tem uma alma imaterial, também aquele "do céu" tem um corpo material.
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Foi Jesus o primeiro, de todos os tempos, a ser ressuscitado de entre os mortos? 1 Coríntios 15:20
PROBLEMA: A Bíblia parece declarar que Cristo foi o primeiro de todos os que ressuscitaram de entre os mortos, chamando-o de "as primícias dos que dormem". Entretanto, há muitas outras ressurreições registradas na Bíblia, que aconteceram antes da ressurreição de Jesus, tanto no AT (cf. 1 Rs 17:22; 2 Rs 13:21) como no NT (cf. Jo 11:43-44; At 20:9). Como então a ressurreição de Jesus pode ter sido a primeira?
SOLUÇÃO: Quando Jesus retornou dos mortos, esta foi a primeira ressurreição real. Todas as demais foram simplesmente casos de ressuscitamento ou de revivificação de um corpo morto. Há cruciais diferenças entre a ressurreição e um simples ressuscitamento.
A ressurreição é para um corpo imortal, ao passo que o ressuscitamento é meramente a volta para o corpo mortal (cf. 1 Co 15:53). Isso quer dizer que Lázaro e qualquer outro que tenha ressuscitado dos mortos, que não Cristo, um dia vieram a morrer de novo. A ressurreição de Cristo foi a primeira que é referida como a de quem vive "pelos séculos dos séculos" (Ap 1:18).
Além disso, o corpo ressurreto tem certas qualidades sobrenaturais, não inerentes ao corpo mortal, tais como a possibilidade de aparecer e desaparecer da vista imediatamente (Lc 24:31) ou entrar num quarto fechado (Jo 20:19).
Finalmente, mesmo sendo a ressurreição mais que o ressuscitamento, ela implica também no revivificar o corpo, porém acrescido ce outras características. Corpos ressuscitados morrem de novo, mas o corpo ressurreto de Jesus é imortal. Ele conquistou a morte (Hb 2:14; 1 Co 15:54-55), ao passo que corpos que foram simplesmente revivificados um dia acabarão por ser conquistados pela morte. Entretanto, o fato de Jesus ter sido o primeiro a ressuscitar com um corpo imortal não significa que esse corpo que ascendeu seja imaterial. A ressurreição é muito mais do que reanimar um cadáver, embora isto também ocorra. Foi o mesmo corpo de "carne e ossos" (Lc 24:39) que ressuscitou.
SOLUÇÃO: Quando Jesus retornou dos mortos, esta foi a primeira ressurreição real. Todas as demais foram simplesmente casos de ressuscitamento ou de revivificação de um corpo morto. Há cruciais diferenças entre a ressurreição e um simples ressuscitamento.
A ressurreição é para um corpo imortal, ao passo que o ressuscitamento é meramente a volta para o corpo mortal (cf. 1 Co 15:53). Isso quer dizer que Lázaro e qualquer outro que tenha ressuscitado dos mortos, que não Cristo, um dia vieram a morrer de novo. A ressurreição de Cristo foi a primeira que é referida como a de quem vive "pelos séculos dos séculos" (Ap 1:18).
Além disso, o corpo ressurreto tem certas qualidades sobrenaturais, não inerentes ao corpo mortal, tais como a possibilidade de aparecer e desaparecer da vista imediatamente (Lc 24:31) ou entrar num quarto fechado (Jo 20:19).
Finalmente, mesmo sendo a ressurreição mais que o ressuscitamento, ela implica também no revivificar o corpo, porém acrescido ce outras características. Corpos ressuscitados morrem de novo, mas o corpo ressurreto de Jesus é imortal. Ele conquistou a morte (Hb 2:14; 1 Co 15:54-55), ao passo que corpos que foram simplesmente revivificados um dia acabarão por ser conquistados pela morte. Entretanto, o fato de Jesus ter sido o primeiro a ressuscitar com um corpo imortal não significa que esse corpo que ascendeu seja imaterial. A ressurreição é muito mais do que reanimar um cadáver, embora isto também ocorra. Foi o mesmo corpo de "carne e ossos" (Lc 24:39) que ressuscitou.
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Por que Jesus apareceu a apenas uns poucos? 1 Coríntios 15:5-8
PROBLEMA: Alguns críticos sugeriram que o fato de somente alguns terem visto Jesus após a ressurreição indica que ele necessariamente teria que estar invisível ao olho humano, materializando-se a algumas pessoas, em determinadas ocasiões. Mas isso é contrário à posição que temos do tradicionalmente defendida pelos cristãos de que a ressurreição de Jesus foi literal e física.
SOLUÇÃO: Primeiro, Jesus não apareceu a apenas uns poucos. Ele apareceu a mais de 500 pessoas (1 Co 15:6), inclusive a muitas mulheres, a seus próprios apóstolos, a seu irmão Tiago e a Saulo de Tarso (que então era quem mais se opunha aos cristãos).
Segundo, Jesus não apareceu apenas em poucas ocasiões. Ele apareceu em pelo menos doze ocasiões diferentes, durante um período de quarenta dias (At 1:3) e em muitas localidades geográficas diferentes. (Veja o diagrama na questão sobre Mateus 28:9).
Terceiro, Jesus não permitiu que ninguém lançasse mãos sobre ele, mesmo antes de sua ressurreição. Numa ocasião, uma multidão descrente tentou pegá-lo para "o precipitarem abaixo. Jesus, porém, passando por entre eles, retirou-se" (Lc 4:29-30; cf. Jo 8:59; 10:39).
Quarto, mesmo antes de sua ressurreição, Jesus escolhia aqueles para quem Ele realizava milagres. Ele recusou-se a fazer milagres na sua terra natal "por causa da incredulidade deles" (Mt 13:58). Ele ainda desapontou Herodes, que esperava vê-lo praticar alguma maravilha (Lc 23:8). A verdade é que Jesus recusou-se a lançar pérolas aos porcos (Mt 7:6). Em submissão à vontade do Pai (Jo 5:30), Ele era soberano a respeito do que fazia, antes e depois da ressurreição. Mas isso de modo algum prova que Ele teria de necessariamente estar invisível e imaterial tanto antes como depois da ressurreição.
SOLUÇÃO: Primeiro, Jesus não apareceu a apenas uns poucos. Ele apareceu a mais de 500 pessoas (1 Co 15:6), inclusive a muitas mulheres, a seus próprios apóstolos, a seu irmão Tiago e a Saulo de Tarso (que então era quem mais se opunha aos cristãos).
Segundo, Jesus não apareceu apenas em poucas ocasiões. Ele apareceu em pelo menos doze ocasiões diferentes, durante um período de quarenta dias (At 1:3) e em muitas localidades geográficas diferentes. (Veja o diagrama na questão sobre Mateus 28:9).
Terceiro, Jesus não permitiu que ninguém lançasse mãos sobre ele, mesmo antes de sua ressurreição. Numa ocasião, uma multidão descrente tentou pegá-lo para "o precipitarem abaixo. Jesus, porém, passando por entre eles, retirou-se" (Lc 4:29-30; cf. Jo 8:59; 10:39).
Quarto, mesmo antes de sua ressurreição, Jesus escolhia aqueles para quem Ele realizava milagres. Ele recusou-se a fazer milagres na sua terra natal "por causa da incredulidade deles" (Mt 13:58). Ele ainda desapontou Herodes, que esperava vê-lo praticar alguma maravilha (Lc 23:8). A verdade é que Jesus recusou-se a lançar pérolas aos porcos (Mt 7:6). Em submissão à vontade do Pai (Jo 5:30), Ele era soberano a respeito do que fazia, antes e depois da ressurreição. Mas isso de modo algum prova que Ele teria de necessariamente estar invisível e imaterial tanto antes como depois da ressurreição.
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Quem é o fundamento da igreja: Cristo ou os apóstolos? 1 Coríntios 3:11
PROBLEMA: Nesse texto, Paulo insiste em dizer que "ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo". Por outro lado, ele disse aos efésios que a Igreja é edificada "sobre o fundamento dos apóstolos" (Ef 2:20). Qual é então o fundamento da igreja?
SOLUÇÃO: A resposta está logo em seguida, no versículo da última citação: "sendo ele mesmo, Jesus Cristo, a pedra angular" (Ef 2:20). Cristo é o fundamento num sentido primário, e os apóstolos por ele escolhidos são o fundamento num sentido secundário. Cristo é, por assim dizer, o alicerce, e os apóstolos são o fundamento sobre ele construído (veja Mt 16:16-18).
Cristo é o elo central que mantém o fundamento apostólico da Igreja. Foram os seus feitos (sua morte e sua ressurreição) e a doutrina dos apóstolos (cf. At 2:42) a respeito dele que constituíram o fundamento da igreja cristã.
SOLUÇÃO: A resposta está logo em seguida, no versículo da última citação: "sendo ele mesmo, Jesus Cristo, a pedra angular" (Ef 2:20). Cristo é o fundamento num sentido primário, e os apóstolos por ele escolhidos são o fundamento num sentido secundário. Cristo é, por assim dizer, o alicerce, e os apóstolos são o fundamento sobre ele construído (veja Mt 16:16-18).
Cristo é o elo central que mantém o fundamento apostólico da Igreja. Foram os seus feitos (sua morte e sua ressurreição) e a doutrina dos apóstolos (cf. At 2:42) a respeito dele que constituíram o fundamento da igreja cristã.
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Como Paulo pôde dizer que os poderosos deste século não conheceram a Cristo, se Jesus apresentou-se diante deles no seu julgamento? 1 Coríntios 2:8
PROBLEMA: O apóstolo afirma que "nenhum dos poderosos deste século conheceu [a sabedoria de Deus, que é Cristo]; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória". Contudo, Jesus apresentou-se diante das autoridades dos judeus e dos gentios, inclusive Pilatos, Herodes e Caifás (cf. Mt 26-27; Mc 14-15; Lc 22-23; Jq 18-19).
SOLUÇÃO: Primeiro, Paulo não disse que eles não conheceram a Cristo, mas que não conheceram o "mistério" sobre a redenção de Cristo, que permanecera escondido por tanto tempo (1 Co 2:7-8; cf. Ef 3:3-4).
Segundo, eles sabiam que tinham consentido que Cristo fosse crucificado (cf. Mt 21:38), mas o fizeram "por ignorância" (cf. At 3:17), desconhecendo as implicações de sua decisão. Eles estavam moralmente cegos (cf. Jo 16:3), embora tivessem tido a compreensão do fato físico e social que foi a crucificação de Jesus de Nazaré.
SOLUÇÃO: Primeiro, Paulo não disse que eles não conheceram a Cristo, mas que não conheceram o "mistério" sobre a redenção de Cristo, que permanecera escondido por tanto tempo (1 Co 2:7-8; cf. Ef 3:3-4).
Segundo, eles sabiam que tinham consentido que Cristo fosse crucificado (cf. Mt 21:38), mas o fizeram "por ignorância" (cf. At 3:17), desconhecendo as implicações de sua decisão. Eles estavam moralmente cegos (cf. Jo 16:3), embora tivessem tido a compreensão do fato físico e social que foi a crucificação de Jesus de Nazaré.
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O nosso mediador é Cristo ou o Espírito Santo? Romanos 8:26
PROBLEMA: Em 1 Timóteo 2:5 vemos que "há... um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem". Mas Romanos 8:26 nos informa de que o Espírito Santo intercede por nós a Deus "com gemidos inexprimíveis". Como pode então ser Cristo o único mediador, se o Espírito Santo também se interpõe entre nós e Deus?
SOLUÇÃO: Cristo é o único mediador; o Espírito Santo é apenas um intercessor. Foi Cristo, e somente ele, que morreu por nossos pecados (Hb 1 :l-2), tornando possível a nossa reconciliação com Deus (2 Co 5:19). O Espírito Santo não morreu por nossos pecados; ele ora ao Pai em nosso favor, com base na obra redentora de Cristo. Além disso, a intercessão do Espírito Santo não é feita no céu, como a obra de Cristo é (1 Jo 2:1-2), mas é feita em nos. O Espírito que em nós habita intercede por nós ao Pai baseado na obra mediadora do Filho.
SOLUÇÃO: Cristo é o único mediador; o Espírito Santo é apenas um intercessor. Foi Cristo, e somente ele, que morreu por nossos pecados (Hb 1 :l-2), tornando possível a nossa reconciliação com Deus (2 Co 5:19). O Espírito Santo não morreu por nossos pecados; ele ora ao Pai em nosso favor, com base na obra redentora de Cristo. Além disso, a intercessão do Espírito Santo não é feita no céu, como a obra de Cristo é (1 Jo 2:1-2), mas é feita em nos. O Espírito que em nós habita intercede por nós ao Pai baseado na obra mediadora do Filho.
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Jesus veio realmente num corpo humano de carne, ou apenas em sua semelhança? Romanos 8:3
PROBLEMA: Paulo afirma que Jesus veio "em semelhança de carne pecaminosa", mas não declara que ele é feito de carne humana, ainda que a Bíblia cite repetidamente o fato de Jesus ter sido encarnado em carne humana, ou seja, de ser verdadeiramente humano, não apenas semelhante a um humano.
SOLUÇÃO: Jesus não foi apenas semelhante aos homens - ele foi um homem. Ele não veio só em semelhança à carne humana, mas veio com um corpo de carne realmente humana. Nesse ponto as Escrituras são claras. João declarou: "E o Verbo [Cristo] se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1:14). Posteriormente ele advertiu que todo aquele que não confessa "que Jesus Cristo veio em carne" não é de Deus (1 Jo 4:2-3; cí 2 Jo 7). De igual forma, Paulo insistiu que "Deus se manifestou em carne" (1 Tm 3:16, SBTB).
Noutra parte, nesse mesmo livro, Paulo usa a expressão "semelhança" no sentido de "ser realmente como", não como apenas tendo a "aparência de ser como" (Rm 1:23; 5:14; 6:5). Assim, bem pode ser que Paulo não estivesse fazendo diferenciação entre "semelhança" e "tal como". Ou, quando Paulo afirmou (em Romanos 8:3) que Jesus veio "em semelhança de carne", talvez ele não estivesse se referindo à carne humana como tal, mas à "carne humana pecaminosa". Jesus tinha verdadeiramente carne humana, mas sua carne era apenas semelhante à carne humana pecaminosa, porque ele não tinha pecado (Hb 4:15; 1 Pe 3:18; 1 Jo 3:3).
De qualquer modo, em Filipenses 2, Paulo fala de Cristo ter-se tornado "em semelhança de homens", com o sentido de que ele era um ser humano (v. 7). Assim, mesmo sem o adjetivo "pecaminosa" (colocado após "carne" em 8:3), Paulo fala da "semelhança" aos homens como sendo o mesmo que "ser humano".
SOLUÇÃO: Jesus não foi apenas semelhante aos homens - ele foi um homem. Ele não veio só em semelhança à carne humana, mas veio com um corpo de carne realmente humana. Nesse ponto as Escrituras são claras. João declarou: "E o Verbo [Cristo] se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1:14). Posteriormente ele advertiu que todo aquele que não confessa "que Jesus Cristo veio em carne" não é de Deus (1 Jo 4:2-3; cí 2 Jo 7). De igual forma, Paulo insistiu que "Deus se manifestou em carne" (1 Tm 3:16, SBTB).
Noutra parte, nesse mesmo livro, Paulo usa a expressão "semelhança" no sentido de "ser realmente como", não como apenas tendo a "aparência de ser como" (Rm 1:23; 5:14; 6:5). Assim, bem pode ser que Paulo não estivesse fazendo diferenciação entre "semelhança" e "tal como". Ou, quando Paulo afirmou (em Romanos 8:3) que Jesus veio "em semelhança de carne", talvez ele não estivesse se referindo à carne humana como tal, mas à "carne humana pecaminosa". Jesus tinha verdadeiramente carne humana, mas sua carne era apenas semelhante à carne humana pecaminosa, porque ele não tinha pecado (Hb 4:15; 1 Pe 3:18; 1 Jo 3:3).
De qualquer modo, em Filipenses 2, Paulo fala de Cristo ter-se tornado "em semelhança de homens", com o sentido de que ele era um ser humano (v. 7). Assim, mesmo sem o adjetivo "pecaminosa" (colocado após "carne" em 8:3), Paulo fala da "semelhança" aos homens como sendo o mesmo que "ser humano".
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Norman Geisler - Thomas Howe.
Se todos são feitos justos por Cristo, por que não são todos salvos? Romanos 5:19
PROBLEMA: Os eruditos concordam que, pelo contraste feito por Paulo entre "um só" e "muitos" nesse versículo, estes "muitos" deve significar "todos". Porque diz também que "muitos" se "tornaram pecadores" pelo pecado de "um só" (de Adão), e Paulo já tinha concluído que "todos pecaram" [em Adão], uns poucos versículos antes (Rm 5:12). Mas já que todos "se tornaram pecadores" significa que todos de fato pecaram, então por que nesse mesmo versículo todos "se tornarão justos" não significa que todos serão salvos?
SOLUÇÃO: Há duas respostas que sintetizam essa questão: o universalismo e o particularismo. Isto é, aqueles que alegam que esse versículo é uma prova de que todas as pessoas acabarão sendo salvas e aqueles que crêem que apenas alguns serão salvos. Como a Bíblia claramente rejeita o universalismo (veja os comentários de Colossenses 1:20), vamos ater-nos aqui às duas colocações feitas pelos particularistas.
A posição potencial: Alguns eruditos acreditam que Paulo está se referindo simplesmente a que "muitos se tornarão justos", pela morte de Cristo, num sentido potencial. Isso significa que, pela cruz, todas as pessoas se tornam passíveis da salvação, mas que nem todas se salvarão. Os que defendem essa posição apontam para o fato de que o paralelo não é perfeito, pois nos "tornamos pecadores" em Adão sem a nossa livre escolha pessoal. Não obstante, não podemos nos tornar justos em Cristo se não aceitarmos, por nossa livre escolha, esse "dom" de Deus (5:16-17).
A posição judicial: De acordo com essa posição, todos os homens "se tornaram pecadores" no mesmo sentido de que "se tornarão justos", ou seja, judicialmente. Isto é, tanto Cristo como Adão foram nossos representantes legais. E como em Adão toda a humanidade que dele proveio tornou-se oficialmente pecadora perante Deus, não obstante, em Cristo todos se tornam oficialmente justos, embora não pessoalmente numa condição de fato. E assim como toda pessoa que atinge a idade da responsabilidade (veja os comentários de 2 Samuel 12:23 e Romanos 5:14) tem de pecar ela mesmo para tornar-se culpada, cada um precisa aceitar individualmente a Cristo para ser pessoalmente salvo.
Cristo removeu a culpa oficial e judicial que estava imposta à humanidade por causa do pecado de Adão. Isso não significa que todos estão de fato salvos, mas somente que não mais se acham legalmente condenados.
SOLUÇÃO: Há duas respostas que sintetizam essa questão: o universalismo e o particularismo. Isto é, aqueles que alegam que esse versículo é uma prova de que todas as pessoas acabarão sendo salvas e aqueles que crêem que apenas alguns serão salvos. Como a Bíblia claramente rejeita o universalismo (veja os comentários de Colossenses 1:20), vamos ater-nos aqui às duas colocações feitas pelos particularistas.
A posição potencial: Alguns eruditos acreditam que Paulo está se referindo simplesmente a que "muitos se tornarão justos", pela morte de Cristo, num sentido potencial. Isso significa que, pela cruz, todas as pessoas se tornam passíveis da salvação, mas que nem todas se salvarão. Os que defendem essa posição apontam para o fato de que o paralelo não é perfeito, pois nos "tornamos pecadores" em Adão sem a nossa livre escolha pessoal. Não obstante, não podemos nos tornar justos em Cristo se não aceitarmos, por nossa livre escolha, esse "dom" de Deus (5:16-17).
A posição judicial: De acordo com essa posição, todos os homens "se tornaram pecadores" no mesmo sentido de que "se tornarão justos", ou seja, judicialmente. Isto é, tanto Cristo como Adão foram nossos representantes legais. E como em Adão toda a humanidade que dele proveio tornou-se oficialmente pecadora perante Deus, não obstante, em Cristo todos se tornam oficialmente justos, embora não pessoalmente numa condição de fato. E assim como toda pessoa que atinge a idade da responsabilidade (veja os comentários de 2 Samuel 12:23 e Romanos 5:14) tem de pecar ela mesmo para tornar-se culpada, cada um precisa aceitar individualmente a Cristo para ser pessoalmente salvo.
Cristo removeu a culpa oficial e judicial que estava imposta à humanidade por causa do pecado de Adão. Isso não significa que todos estão de fato salvos, mas somente que não mais se acham legalmente condenados.
MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia -
Norman Geisler - Thomas Howe.
Se Jesus é Deus, então para quem ele orava?
Essa é uma pergunta bem comum, e a resposta é encontrada no entendimento da Trindade, e da encarnação de Jesus.
A Trindade
A Trindade é a doutrina onde só existe um Deus em toda a existência. Esse único Deus existe como três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Eles não são três deuses, são um só. Cada um é uma pessoa separada, mas cada um é, em sua essência, divino por natureza.
Uma analogia próxima à Trindade pode ser encontrada olhando para o conceito de tempo. Tempo pode ser passado, presente e futuro. Existem três aspectos, ou partes do tempo. Isso não significa que existem três 'tempos', só existe um. Cada parte é separada, mas ao mesmo tempo compartilha a mesma natureza, ou essência. De uma forma similar, a Trindade consiste em três pessoas separadas que compartilham a mesma natureza.
A Encarnação
A doutrina cristã da encarnação é o ensinamento que Jesus, que é a segunda pessoa da Trindade, adicionou a si mesmo uma natureza humana, e se tornou um homem.
A Bíblia diz que Jesus é Deus encarnado, "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.....E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós..." (João 1:1,14); e "porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade,"(Cl 2:9). Jesus, portanto, tem duas naturezas. Ele é Deus e homem.
Jesus é completamente humano, mas Ele também tem uma natureza divina.
Como homem, Jesus precisava orar. Quando Ele orava, ele não estava orando para Si mesmo, mas para Deus o pai.
A Trindade
A Trindade é a doutrina onde só existe um Deus em toda a existência. Esse único Deus existe como três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Eles não são três deuses, são um só. Cada um é uma pessoa separada, mas cada um é, em sua essência, divino por natureza.
Uma analogia próxima à Trindade pode ser encontrada olhando para o conceito de tempo. Tempo pode ser passado, presente e futuro. Existem três aspectos, ou partes do tempo. Isso não significa que existem três 'tempos', só existe um. Cada parte é separada, mas ao mesmo tempo compartilha a mesma natureza, ou essência. De uma forma similar, a Trindade consiste em três pessoas separadas que compartilham a mesma natureza.
A Encarnação
A doutrina cristã da encarnação é o ensinamento que Jesus, que é a segunda pessoa da Trindade, adicionou a si mesmo uma natureza humana, e se tornou um homem.
A Bíblia diz que Jesus é Deus encarnado, "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.....E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós..." (João 1:1,14); e "porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade,"(Cl 2:9). Jesus, portanto, tem duas naturezas. Ele é Deus e homem.
Jesus é completamente humano, mas Ele também tem uma natureza divina.
Como homem, Jesus precisava orar. Quando Ele orava, ele não estava orando para Si mesmo, mas para Deus o pai.
Matt Slick
Jesus Cristo - Uma História de Amor
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." João 3:16
Fonte: http://chickbrasil.no.comunidades.net/
O Verbo se fez Carne
"NO princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." (João 1 : 1)
"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade." (João 1 : 14)
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