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Será que Moisés Realmente foi Ressuscitado?


Qual a verdadeira condição de Moisés no momento da transfiguração com Jesus, no monte? De acordo com a posição oficial da Igreja Adventista a passagem de Mt 17 / Mc 9 /Lc 9 não prova a imortalidade da alma, conforme a visão evangélica.

"E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele." Mateus 17:2-3

Concordamos com metade da explicação oferecida por Adventistas, visto que, de acordo com 2 Rs 2.11, Elias não morreu, mas foi elevado aos céus por um redemoinho (e não por um carro de fogo, como muitos imaginam).

No entanto, apologistas Adventistas se complicam ao explicar a condição do falecido Moisés no evento da transfiguração. Para uniformizar o evento com a doutrina adventista conhecida como “sono da alma”, recorrem ao texto de Jd 1.9, a fim de embasar seu raciocínio de que Moisés teria sido ressuscitado por Jesus (na passagem, personificado por Miguel) e, por esse motivo, esteve presente no evento da transfiguração.

“Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda.” Judas 1:9

Ao invés de abordar os falsos pressupostos adventistas de que o Arcanjo Miguel é Jesus, e de que Moisés teria ressuscitado primeiro que Cristo, escolhemos focar nossa atenção na declaração de Judas, na qual o texto diz claramente que Miguel “disputava a respeito do corpo (cadáver) de Moisés”. O que isso quis dizer? Será que está de acordo com o pensamento adventista de que há uma declaração implícita sobre a ressurreição de Moisés?

Nossa análise partirá dos princípios hermenêuticos em que devemos considerar as palavras em seu sentido usual, além de considerá-lo dentro de seu contexto.

É comum usarmos o termo corpo para referirmos ao que resta da pessoa após a morte. Já que não possui mais a personalidade própria de quem está vivo, aquele que faleceu não pode mais ser chamado de pessoa. É apenas um corpo. Assim, considerando o sentido usual da palavra corpo, podemos dizer que somos autorizados a entender que Judas referiu-se ao corpo morto de Moisés.

Já o contexto a ser tomado é o de que Judas adverte a Igreja contra os falsos mestres que causam dissensões. O verso 8 diz que as pessoas já contaminadas não se submetiam às lideranças da Igreja. E é nesse contexto que o verso 9 declara que até no mundo espiritual existe subordinação. E foi por esta razão que Miguel, mesmo sendo um arcanjo divino, resumiu-se a repreender Satanás em nome do Senhor, em vez de ficar proferindo impropérios e maldições contra ele.

Concluímos que o contexto não admite a declaração de que Moisés foi ressuscitado (até por que não é esse o objetivo da carta de Judas). Entretanto, pelo sentido usual da palavra corpo, é possível admitir que o corpo de Moisés era um corpo morto. Afinal, é assim que a humanidade usualmente se refere àqueles que já faleceram.

Recorremos então à busca de clareza em outras passagens que tratem do mesmo assunto e, sobre Moisés, temos declarado que este morreu e Deus o sepultou em local desconhecido pelo homem (Dt 34.6). E esta é a última declaração inequívoca a respeito do estado de Moisés nas Escrituras: está morto e sepultado.

Façamos um último apelo àquilo que os historiadores chamam de crítica externa das fontes literárias. Com ela, os historiadores buscam outros documentos que corroborem a visão apresentada pelos documentos principais. Neste caso, procuraremos realizar a critica da fonte utilizada por Judas ao escrever o verso 9.

Os estudiosos do assunto dizem que Judas lançou mão de diversos escritos que lhe eram contemporâneos. Neste verso, em especial, conjectura-se que Judas o tenha extraído dos escritos conhecidos como A Assunção de Moisés. Para quem lê o título, imagina que Moisés verdadeiramente ascendeu aos céus em seu próprio corpo após sua morte. Será que é assim, mesmo?

Infelizmente, o que sobrou dos tais escritos não é conclusivo a respeito do verdadeiro estado de Moisés após seu enterro. O manuscrito possui trechos ilegíveis e, até mesmo, destruídos. Contudo, como sabemos que a Bíblia é totalmente inspirada, podemos crer que tal informação é verídica, mesmo que tenha origem em um escrito não-canonizado. Mas... como fica Moisés? Está vivo ou morto, no momento da disputa entre Miguel e Satanás?

Bem... em última instância, vejamos o que diz R.H.Charles, em seu livro “The Assumption of Moses”:

Agora, a julgar pelos fragmentos gregos sobreviventes, que daremos na íntegra hoje, a ordem da ação em Assunção original era provavelmente como segue:

I. Miguel é comissionado para enterrar Moisés
II. Satanás se opõe a seu enterro, por dois motivos

(A) Em primeiro lugar, Satanás afirma ser o senhor da matéria (daí o corpo por direito deve ser entregue a ele). Para esta afirmação Miguel responde: "O Senhor te repreenda, pois foi o Espírito de Deus que criou o mundo e toda a humanidade." (Daí não Satanás, mas Deus era o Senhor da matéria).

(B) Em segundo lugar, Satanás traz a acusação de assassinato contra Moisés. (A resposta a esta acusação é requerida)

III. Ao refutar as acusações de Satanás, Miguel então procede a acusação de Satanás como tendo inspirado a serpente para tentar Adão e Eva.

IV. Finalmente, depois de toda a oposição ter sido superada, a Assunção tem lugar na presença de Josué e Calebe, e de uma maneira muito peculiar. Uma apresentação dupla de Moisés aparece: uma é Moisés "vivo em espírito", que é levada para o céu, o outro é o corpo de Moisés, que está enterrado nos recessos das montanhas.

Este esboço é fundada, como temos observado, em cotações e referências que ocorrem em São Judas e escritores subseqüentes. (CHARLES, R.H. The Assumption of Moses, pg 105)

Do que se conclui, as evidências hermenêuticas e críticas apontam para a interpretação evangélica, como a que melhor se harmoniza com os demais escritos da Bíblia. A saber: que Moisés estava morto quando Miguel disputou o corpo dele e assim permanecerá até o dia da primeira ressurreição dos justos.

Abraços a todos,

Diego Romualdo
tenenteromualdo@gmail.com

Mateus 24 - M. Persona

Muita confusão tem havido em torno da profecia, por não se discernir o lugar distinto que Israel e a Igreja ocupam nas Escrituras e nos propósitos de Deus. Temos recebido muitas cartas de leitores com dúvidas acerca do significado do capítulo 24 de Mateus e de outras passagens que falam da tribulação. De um modo geral, este capítulo trata do futuro, do tempo da tribulação e vinda de Cristo para Israel. A Igreja, que é formada por todos os salvos, será arrebatada antes da tribulação (Ap 3:10).

Mateus 24 trata do remanescente judeu que testemunhará durante a tribulação e dos eventos que ocorrerão no mundo naquela época. Ao contrário do que muitos pensam, o termo "levado" que aparece nos versículos 40 e 41 nada tem a ver com o arrebatamento. Muitos tentam aplicar estes versículos ao arrebatamento da Igreja, mas isso é tirá-los de seu contexto. O contexto é o assunto ao qual o Senhor vem Se referindo nos versículos anteriores, ou seja, o dilúvio (v.39) que "levou a todos"; um ato judicial - a morte - ceifando vidas. Da mesma forma, quando Cristo vier para reinar (no final da grande tribulação), a morte passará ceifando a muitos; "levando" a muitos. Os vivos entrarão no milênio, mas não serão cristãos como os conhecemos hoje; serão judeus (ou gentios) que se converterão durante a tribulação e que nunca escutaram o evangelho antes (ou não tinham idade para compreendê-lo).

A palavra "evangelho" que aparece no capítulo é também freqüentemente mal aplicada. Mateus 24.14 fala do "evangelho do reino" e não do "evangelho da graça de Deus" (At 20:24). Há muitos que pensam que é necessário que o evangelho da graça seja pregado por todo o mundo para que Cristo volte para buscar Sua Igreja. Mas não é o que diz a passagem; ali está falando do "evangelho do reino". Cristo virá buscar Sua Igreja depois que se converter o último eleito antes da fundação do mundo para fazer parte dela. Então Ele virá buscar os que são Seus: os santos celestiais. Aí cessa a pregação do evangelho da graça, que é pregado enquanto a Igreja encontra-se na Terra. "Crê no Senhor Jesus e serás salvo" é o evangelho da graça que hoje pregamos. "Arrependei-vos que o reino está próximo" é o evangelho do reino, que foi pregado por João Batista e que será pregado por um remanescente fiel que se converterá após o arrebatamento, sendo por isso perseguido ferozmente.

Outra idéia errônea, de que alguns crentes menos espirituais ou menos maduros serão deixados para a tribulação, é completamente falsa e cai por terra com apenas uma passagem: "Por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade" (1 Ts 2:11-12). Aqueles que ouviram o evangelho e não creram, não terão uma segunda chance. O próprio Deus fará com que creiam na mentira do diabo. Todos os que fazem parte da Igreja têm o Espírito Santo, e, juntamente com o Espírito, serão tirados da Terra quando Cristo vier. Toda a Igreja será arrebatada; Cristo não deixará um "pedaço" da noiva aqui. Hoje, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não é dEle; nunca creu e não está salvo.

Alguns tentam usar Apocalipse 12 para dizer que a Igreja passará pela tribulação, mas aquele capítulo não fala da Igreja. Esta só aparece até o final do capítulo 3 de Apocalipse, para então só voltar a aparecer no final do livro, nas bodas do Cordeiro. Nesse meio tempo Deus estará tratando com Israel. A "mulher" é Israel e o "varão" é Cristo, Aquele que há de reger com vara de ferro e que foi arrebatado para Deus, para o Seu trono (Ap 12:5).

M. Persona

Quantos anjos estavam no túmulo de Jesus: Um ou dois?

A questão tem surgido simplesmente porque Mateus e Marcos mencionam um anjo, enquanto Lucas e João referem-se a dois. Não há nenhuma contradição se havia dois anjos, porém Mateus e Marcos citam o que era o porta-voz.

Tradução: Hélio S. Júnior - Desafio Cristão

Por que a versão de Lucas quanto às bem-aventuranças difere da de Mateus? Lucas 6:20 (cf. Mt 5:3)

PROBLEMA: A versão de Lucas da primeira bem-aventurança afirma: "Bem-aventurados vós, os pobres". Já o relato de Mateus diz: "Bem-aventurados os pobres de espírito" (5:3, SBTB). Lucas parece estar falando sobre pobreza no sentido financeiro e Mateus, sobre pobreza no sentido espiritual.

SOLUÇÃO: Alguns acreditam que as diferenças entre as duas versões se explicam por serem duas ocasiões diferentes. Apontam para o fato de que Mateus diz que o sermão foi pregado a uma multidão que incluía os seus discípulos (Mt 5:1), ao passo que a versão de Lucas diz que o sermão foi dado para os seus discípulos (Lc 6:20). Argumentam ainda que, segundo Mateus, Jesus falou num monte (5:1), ao passo que em Lucas ele falou de uma planura (6:17). Ainda, que o relato de Lucas é muito menor que o de Mateus. (Veja "Solução" do problema de Lucas 6:17.)

Outros, entretanto, observam que os dois sermões foram feitos na mesma hora, na mesma área geográfica, para o mesmo grupo de pessoas e com muitas expressões exatamente iguais. Nos dois relatos o sermão foi precedido de curas especiais, e depois dele em ambos os casos é registrada a ida de Jesus a Cafarnaum. Além disso, embora Lucas faça uma introdução ao sermão dizendo: "levantando ele os olhos para os seus discípulos" (Lc 6:20, SBTB), tal como Mateus, ele observa que as palavras de Jesus foram "dirigidas ao povo" (Lc 7:1; cf. Mt 5:1). Tudo isso torna improvável a suposição de serem dois eventos diferentes.

As diferenças existentes entre os dois relatos podem ser devidas a várias razões. Primeiro, o relato de Lucas está muito mais resumido que o de Mateus. Segundo, naquela ocasião Jesus deve ter falado muito mais do que aquilo que os escritores registraram. Assim, cada um dos autores teve de selecionar, de um conjunto bem mais amplo de coisas que Jesus falou, aquelas que eram mais adequadas ao seu tema.

Terceiro, Lucas dá uma certa ênfase às palavras de Jesus, destacando a referência aos que são pobres. Mateus não exclui a pobreza material, mas fala da pobreza de espírito, que com freqüência os pobres têm, de forma contrária ao que acontece com os ricos (cf. Lc 16; 1 Tm 6:17).


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Norman Geisler - Thomas Howe.

Por que Lucas diz que Jesus os ensinou de pé, ao passo que Mateus declara que ele se sentou para ensiná-los? Lucas 6:17

PROBLEMA: Lucas diz que Jesus "parou numa planura" para pregar, e nada diz quanto a Ele ter se sentado. Mateus registra que "assentando-se... abrindo a sua boca, os ensinava" (Mt 5:1-2, SBTB).

SOLUÇÃO: Estas referências podem ser de momentos diferentes durante o mesmo evento. Uma possibilidade é que a referência de Mateus seja a respeito do começo do evento, quando "aproximaram-se dele os seus discípulos ... e os ensinava" (Mt 5:1-2, SBTB). Então, quando aquela grande multidão que o seguia se reuniu para ouvi-lo, naturalmente Jesus teria de se levantar para projetar a sua voz, de modo que pudessem ouvi-la, como Lucas registra.

Outra possibilidade é que a não-referência de Lucas a Jesus sentar-se pode ter sido pelo fato de que Jesus, antes de fazer o seu sermão, estava curando as pessoas (Lc 6:17-19). Então, porque "todos da multidão procuravam tocá-lo", bem pode ser que ele tenha procurado um lugar para sentar, de onde, "olhando ele para os seus discípulos, disse-lhes... [a sua mensagem] " (6:20).

Isso explicaria a ordem dos acontecimentos registrada por Lucas, e esclareceria também por que Mateus disse que Jesus estava sentado quando falava aos seus discípulos. De qualquer modo, não há uma incompatibilidade entre esses dois relatos, mesmo admitindo que se refiram à mesma ocasião.


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Por que Lucas diz que Jesus fez esse sermão num lugar plano, e Mateus declara que foi num monte? Lucas 6:17

PROBLEMA: Lucas afirma que Jesus "parou numa planura" quando fez esse famoso sermão. Porém Mateus diz que ele "subiu ao monte" e depois passou a ensiná-los (Mt 5:1-2). Como esta discrepância pode ser resolvida?

SOLUÇÃO: Admitindo-se que os dois relatos estejam se referindo ao mesmo acontecimento (veja os comentários de Lucas 6:20), eles podem ser conciliados se observarmos que o monte refere-se à área geral era que todos estavam, ao passo que o lugar plano denota o ponto específico de onde Jesus falou. O texto diz que Ele "parou numa planura". Não diz que todo o povo estava sentado num lugar plano. Uma planura de onde pregar para uma multidão nas encostas de um monte simularia um anfiteatro natural.



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A Imortalidade da Alma e o Castigo Eterno - Conclusão

COMPREENDENDO A NATUREZA E O DESTINO HUMANO (Parte 5)

CONCLUSÃO FINAL

Ao discorrer sobre aquilo que acontece com a pessoa no momento da morte, Jesus, em Mateus 10.28, deixou-nos preciosas informações sobre a natureza e o destino humanos. 

Ao empregar a palavra “alma-psyche” literalmente, nosso Senhor revelou Sua crença na imortalidade da alma. 

E, como conseqüência natural disso, Ele, ao utilizar o verbo apolesai, disse que Deus castigará os ímpios interminavelmente na Geenna. Nessas duas declarações, portanto, nota-se que os assuntos “Natureza Humana” e “Destino Humano” estão intimamente relacionados. Se o homem tem uma alma imortal, segue-se que os perdidos serão atormentados infindavelmente.

Deixamos a seguir algumas lições sobre a constituição e o destino humanos extraídas de Mateus 10.28, lições estas que se constituem num perfeito resumo daquilo que o restante da Bíblia ensina sobre esses dois temas.

1. Jesus disse que a natureza humana consiste de dois elementos: corpo e alma.

2. Na ocasião da morte, a alma separa-se do corpo, não morrendo com ele, o que demonstra ser ela um elemento imaterial e imortal. Isso já refuta o conhecido argumento dos ASD (e das TJ) de que a Bíblia não ensina, em lugar algum, que o homem tem uma alma imperecível que vive à parte do corpo.

3. Se Jesus disse que a alma não morre com o corpo, segue-se que ela é um elemento dotado de vida própria. Ou seja, um corpo sem alma é um corpo morto; porém, uma alma sem um corpo não é uma alma morta, mas uma alma viva.

4. A fonte de vida para o corpo está na alma; ou seja, ela é o elemento que vivifica o corpo, como tantos outros textos bíblicos ensinam.

5. No dia ressurreição, corpo e alma, que se desligaram na morte, religar-se-ão, pois Jesus disse que Deus lançará na Geenna esses dois componentes, ou seja, a pessoa integral. Isso contesta a alegação dos ASD de que as Escrituras jamais falam em almas retornando aos corpos no momento da ressurreição.

6. Se a alma e o corpo dos mortos serão religados futuramente, depreende-se que o estado desincorporado de existência é uma anormalidade temporária, que será corrigida na circunstância da ressurreição.

7. Se a “alma” mencionada por Jesus em Mateus 10.28 é imortal, e se Ele não usou      o verbo apolesai para falar de aniquilamento, então essas duas constatações, juntas, formam um testemunho robusto e coerente em prol da idéia de que a Geenna não é um lugar de extinção, mas de punição eterna e consciente.

8. A advertência de Jesus aos Seus discípulos, de que eles deveriam temer a Deus, só se reveste de sentido se Ele tinha como certo que Deus atormentará os maus infindavelmente na Geenna.

Quando analisamos as muitas passagens bíblicas que tratam do destino derradeiro de ímpios e demônios,[12] fica evidente que os autores bíblicos não economizaram palavras nem recursos lingüísticos para nos comunicar o quão inimaginavelmente terrível será o fim de todos os inimigos do Todo-Poderoso. Tais autores não apenas foram explícitos, mas também usaram uma linguagem altamente aterradora, horripilante para falar sobre esse assunto. Essa linguagem empregada pressupõe, obrigatória e logicamente, um castigo sem fim para os réprobos, e, por conseguinte, a imortalidade da alma, como vimos nas palavras de Jesus que constam em Mateus 10.28.

Contudo, se essa linguagem clara e terrível pressupusesse “aniquilamento”, então as declarações que os profetas, Jesus e os apóstolos fizeram, a fim de enfatizar a advertência de que “horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb 10.31), ficariam destituídas de sentido, pois teriam servido, estranhamente, para enfatizar que os réprobos não serão, em hipótese alguma, punidos infindavelmente. 

Em outras palavras, Deus, por meio dessas declarações, teria tido a intenção de deixar bem claro para ímpios e demônios a seguinte mensagem: “Atenção, inimigos do SENHOR! Certamente vocês serão condenados. Porém, eu, o SENHOR, de forma alguma castigarei vocês interminavelmente na Geenna! A doutrina do tormento eterno, pregada pela maioria dos cristãos, é uma grande mentira. Fiquem tranqüilos, pois vocês sofrerão só um pouco na Geenna, mas depois serão aniquilados”. Não haveria sentido algum em Deus enviar diversas mensagens explícitas e aterrorizadoras sobre o destino final de ímpios e anjos caídos, se a Sua intenção tivesse sido enfatizar que tais seres não serão, de maneira alguma, atormentados eternamente, mas aniquilados.

Como se percebe, embora agradável e coerente para o homem sem Cristo, a tese do aniquilamento não somente faz com que ninguém tema a Deus (o que contraria as palavras de Jesus em Mt 10.28), mas também se constitui numa excelente notícia para ímpios e anjos caídos. Afinal, ser aniquilado é infinitamente melhor que ser atormentado pelos séculos dos séculos. Dessa maneira, por mais incrível, surpreendente e absurdo que possa parecer, os apóstolos do aniquilacionismo conseguiram, sem ter consciência disso, transformar a mensagem horripilante acerca da ira divina vindoura numa espécie de “boas-novas” para todos os inimigos de Deus. 

A equivocada leitura que fazem dos textos que tratam do juízo final conduz, inevitavelmente, a esta absurda conclusão: quanto mais aterradoras e explícitas forem as advertências acerca do juízo divino, mais alegres e consolados os réprobos ficarão, pois terão certeza absoluta de que essas advertências não passam de uma garantia, dada pelo próprio Deus, de que eles jamais serão castigados eternamente, não importa o quão perversos sejam agora. Deus lhes assegura que eles serão aniquilados. 

Diante dessas “boas-novas” de consolo, alegria e segurança quanto ao seu destino final, por que os réprobos haveriam de temer “aquele que pode fazer perecer na Geena a alma e o corpo” (Mt 10.28)? Por causa de uma interpretação das Escrituras puramente humana e materialista, os proponentes da espúria teoria do aniquilamento conseguiram, lamentavelmente, perverter o claro ensinamento bíblico acerca do juízo divino futuro, transformando-o num evangelho para ímpios contumazes e demônios, cuja mensagem central para estes seres reprovados é: “Não se preocupem, pois Deus jurou, em Sua palavra, que jamais castigará vocês eternamente! Vocês terão um ‘final feliz’: serão aniquilados!”.


(Parte 1) - Jesus acreditava na imortalidade da alma e no castigo eterno dos perdidos? (Mt 10.28)
(Parte 2) - A Alma e o Inferno - Análise de Mateus 10.28
(Parte 4) - Qual o significado de Destruir (apolesai) em Mateus 10.28?
(Parte 5) - A Imortalidade da Alma e o Castigo Eterno - Conclusão
(Estudo Adicional)- O que é a Geenna?

Paulo Sérgio de Araújo 
www.imortalidadedaalma.com




[12] Is 66.24; Dn 12.2; Mt 3.7; 5.22, 29, 30; 10.28; 13.42, 50; 18.8, 9; 22.13; 23.33; 25.41, 46; 26.24; Mc 9.43-48; 14.21; Lc 3.7, 17; 12.4, 5; Rm 2.5-9; 5.8, 9; 1Ts 1.10; 2Ts 1.7-9; Hb 10.28-31; 2Pe 2.4-9, 17; Jd 6, 7, 13; Ap 6.16, 17; 14.9-11; 19.20; 20.10, 14, 15; 21.8, etc


Qual o significado de destruir (apolesai) em Mateus 10.28, tormento eterno ou aniquilamento?

COMPREENDENDO A NATUREZA E O DESTINO HUMANO (Parte 4)

DESTINO HUMANO

- Destruir não é aniquilar. Logo, Jesus acreditava no castigo eterno dos perdidos - 

No tópico precedente, a fim de aprendermos sobre a natureza humana, nosso objetivo foi descobrir com qual sentido Jesus usou o substantivo “alma-psyche” em Mateus 10.28. 


Agora, nossa atenção se volta totalmente para o sentido com o qual Ele empregou o verbo grego apolesai, para que possamos saber como será o destino final dos perdidos. Será que Jesus acreditava no tormento eterno dos maus? Ou no aniquilamento deles?

Deparando-se com esse vocábulo, Bacchiocchi imediatamente conclui que Mateus 10.28 não ensina nem a imortalidade da alma, nem o tormento sem fim dos perdidos, pois Jesus disse que Deus destruirá a alma humana na Geenna:

A referência ao poder de Deus de destruir a alma [psychê] e o corpo no inferno nega a noção de uma alma imortal, imaterial. Como pode a alma ser imortal se Deus a destrói com o corpo no caso dos pecadores impenitentes? Oscar Cullmann apropriadamente observa que “ouvimos na declaração de Jesus em Mateus 10:28 que a alma pode ser morta. A alma não é imortal”. [...] A advertência de Cristo dificilmente ensina a imortalidade da alma. Antes, declara que Deus pode destruir a alma bem como o corpo. [...] O fato de que Jesus claramente fala de Deus destruir tanto o corpo quanto a alma no inferno demonstra que o inferno é o lugar onde pecadores são por fim aniquilados, e não atormentados eternamente.[9] (itálicos acrescentados)

De acordo com Bacchiocchi, o verbo apolesai (oriundo de apollymi), traduzido em muitas versões por “fazer perecer” ou “destruir”, tem apenas um sentido: “aniquilar”. Isso seria prova inequívoca de que Jesus não acreditava no eterno sofrer dos ímpios na Geenna, mas, sim, no aniquilamento deles.

Todavia, esse sentido conferido ao vocábulo apolesai, na segunda parte de Mateus 10.28, não se sustenta, por diversas razões. Em primeiro lugar, vejam abaixo alguns textos que trazem variações de apollymi ou substantivos e adjetivos relacionados a esse verbo. Em todas essas ocorrências, percebam que apollymi jamais denota “aniquilamento”, “extinção”, o que comprova que Jesus usou apolesai, em Mateus 10.28, para falar de sofrimento consciente e infindável.

"E, tendo eles se retirado, eis que o anjo do Senhor apareceu a José em sonhos, dizendo: Levanta-te, e toma o menino [Jesus] e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até que eu te diga; porque Herodes há de procurar o menino para o matar [gr. apolesai]." (Mt 2.13)

Referindo-se à intenção de Herodes de “matar-apolesai” o recém-nascido Jesus, Mateus usou um verbo idêntico ao que usou em Mateus 10.28 para falar da sorte final dos perdidos. Portanto, se apolesai significa mesmo “aniquilar”, como defende Bacchiocchi, então devemos concluir que Herodes pretendia aniquilar o menino Jesus?

"Então Jesus lhes disse: Uma coisa vos hei de perguntar: É lícito nos sábados fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou matar [gr. apolesai]?" (Lc 6.9)

Se o emprego de apolesai, em Mateus 10.28, indica que os perdidos serão aniquilados na Geenna, então Jesus, aqui em Lucas 6.9, teria perguntado aos fariseus se era lícito, num dia de sábado, aniquilar ou não uma pessoa?

"Aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, com ungüento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa. E os seus discípulos, vendo isto, indignaram-se, dizendo: Por que é este desperdício [gr. apoleia]?" (Mt 26.7, 8)

Será que os discípulos acreditavam que o ungüento derramado sobre a cabeça do Senhor havia sido aniquilado?

"Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido [gr. apololos]." (Lc 19.10)

Nosso Senhor veio ao mundo para salvar as pessoas que já foram aniquiladas?

"Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu [gr. apolesen] a todos. Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam. Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu [apolesen] a todos." (Lc 17.27-29).

Acaso Jesus quis dizer que os pecadores dos dias de Noé foram aniquilados pelas águas do dilúvio? Ou, então, que os imundos moradores de Sodoma foram aniquilados assim que foram atingidos pelo fogo e enxofre enviados por Deus?

"Pelas quais coisas pereceu [gr. apoleto] o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio." (2Pe 3.6)

Será que todos aqueles que morreram “com as águas do dilúvio” já foram aniquilados?

Ainda poderíamos exibir muitos outros textos que demonstram que apollymi, tanto em Mateus 10.28 quanto em outras partes do Novo Testamento, não tem nada a ver com algum aniquilamento que os perdidos experimentarão na Geenna. E se não tem esse sentido, então Jesus usou esse verbo com o sentido de “fazer perecer”, “arruinar”, “desgraçar”. Ou seja, a Geenna é um lugar de eterna dor e desgraça para os iníquos. Isso se harmoniza perfeitamente com tudo aquilo que Jesus disse em Mateus 10.28. Em Mateus 10.28, de maneira alguma Jesus associou o termo apolesai a “aniquilamento”, mas, sim, a “sofrimento”.

Em segundo lugar, o próprio contexto de Mateus 10.28 já comprova que apolesai de forma alguma significa “aniquilar”. Se na primeira parte desse versículo Jesus empregou “alma” para falar de um elemento imortal (ou seja, que não morre), só podemos concluir que essa “alma” não pode ser extinta. Seria uma contradição dizer que um componente imortal pode morrer, deixar de existir. Logo, apolesai não tem nada a ver com extinção. A imortalidade da alma, ensinada na primeira parte de Mateus 10.28, conduz, inevitavelmente, ao tormento eterno, conceito este claramente exposto na segunda parte desse versículo.

Em terceiro lugar, temos defendido que o verbo apolesai, em Mateus 10.28, refere-se à desgraça eterna e consciente que os perdidos experimentarão na Geenna. Para nós, essa palavra foi usada por Jesus para falar apenas dos sofrimentos que Deus infligirá aos iníquos, motivo pelo qual ela não traz em si qualquer idéia de “aniquilamento”, “extinção”. No entanto, a fim de tentar defender seu ponto de vista aniquilacionista, Bacchiocchi se vê obrigado a concluir que esse vocábulo grego diz respeito apenas a um ato único e instantâneo que Deus praticará contra os réprobos, a saber: o aniquilamento. Para esse estudioso adventista, o verbo apolesai está completamente desvinculado de qualquer idéia de sofrimentos, não importa se esses sofrimentos sejam temporários ou infindáveis.[10] Para Bacchiocchi (assim como para os demais aniquilacionistas), apolesai, em Mateus 10.28, significa “aniquilar”, mas de forma alguma “sofrer”.

Todavia, se Jesus, ao usar apolesai, estivesse dizendo que Deus aniquilará (e não castigará eternamente) os perdidos na Geena, então para que temer a Deus? Afinal, quando os réprobos estiverem sofrendo temporariamente na Geenna, como acredita Bacchiocchi, seguramente implorarão para que Deus os aniquile o mais rápido possível, a fim de que suas angústias e dores cessem imediatamente. Nesse caso, torna-se claro que o aniquilamento dos perdidos que Jesus supostamente teria ensinado em Mateus 10.28 servir-lhes-á de grande alívio, pois ser aniquilado (“destruir-apolesai”) instantaneamente é infinitamente melhor que permanecer sofrendo, nem que seja por um minuto, nas mãos de Deus. Em suma, por que os ímpios haveriam de temer a Deus, se o aniquilamento que Ele lhes ministrará será muito bom e desejado?[11]

Portanto, tudo isso só vem corroborar, ainda mais, a interpretação que estamos defendendo: que apolesai, em Mateus 10.28, de forma alguma significa “aniquilar”, mas, sim, “sofrer eternamente”.

Em quarto lugar, o texto paralelo de Lucas 12.4, 5 vai claramente contra a interpretação proposta por Bacchiocchi (e pelos demais aniquilacionistas), pois declara:

"E digo-vos, amigos meus: Não temais os que matam o corpo e, depois, não têm mais que fazer. Mas eu vos mostrarei a quem deveis temer; temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno [gr. geenna]; sim, vos digo, a esse temei."

De acordo com Jesus, o juízo divino é tão severo e terrível, que Deus, mesmo “depois de matar [o corpo]”, ainda fará algo infinitamente pior: lançará o ímpio na Geenna. Ora, essa afirmação contraria a visão que Bacchiocchi mantém acerca da (1) condição da pessoa no período entre a morte e a ressurreição e (2) do destino final dos ímpios. Para esse pensador adventista, quando os ímpios morrem, eles são lançados numa condição de completa e literal inexistência. Porém, no dia ressurreição, eles serão trazidos novamente à vida consciente apenas para sofrerem nas mãos de Deus por um período proporcional ao tempo que viveram neste mundo. Ao final desse terrível período de suplícios, os ímpios serão aniquilados, retornando ao estado anterior de inexistência, para nunca mais sair dele. Como fica claro, para Bacchiocchi tanto a morte do corpo quanto o aniquilamento do qual Jesus teria falado, em Mateus 10.28, fazem com que os perdidos caiam numa condição de inexistência.

Contudo, se o estado dos ímpios durante o período entre a morte e a ressurreição é idêntico ao estado em que eles mergulharão após serem aniquilados, então isso colide frontalmente com a declaração de Cristo, que consta em Lucas 12.4, 5. E por quê? Porque nosso Senhor afirmou que “fazer perecer na Geenna/ser lançado na Geenna” é infinitamente pior que morrer corporalmente. Em outras palavras, a condição dos ímpios, após Deus lançá-los, em corpo e alma, na Geena, será inimaginavelmente pior que a condição em que estavam durante o intervalo entre a morte e a ressurreição. Portanto, como que Bacchiocchi resolve esse conflito entre sua interpretação e as declarações de Jesus?

A única maneira de solucionar isso é admitir que Jesus, ao empregar o termo apolesai, em Mateus 10.28, concebia a Geenna como um local de castigos infindáveis para os perdidos, não de aniquilamento. Se a primeira morte, experimentada por crentes e ímpios, e a segunda morte (= aniquilamento), que será experimentada apenas pelos ímpios, arremessam o indivíduo na mesmíssima condição, então não há diferença alguma em Deus matar o corpo de um ímpio ou “aniquilar-apolesai a alma e o corpo” dele na Geenna, pois em ambos os casos esse ímpio cairá num estado de inexistência. 

Portanto, é evidente que Jesus, no texto de Mateus 10.28 (assim como em Lc 12.4, 5), estava dizendo aos Seus discípulos que eles não deveriam temer seus perseguidores, pois o castigo máximo que estes poderiam lhes fazer era matar seus corpos. Após isso, eles não mais poderiam lhes causar dano algum. Os discípulos deveriam temer, isso sim, somente a Deus, pois Ele pode aplicar um castigo infinitamente pior: Deus não apenas tem poder para matar um corpo, mas, também, para lançar esse corpo, juntamente com sua alma, na Geena, para que a pessoa completa sofra eternamente nesse terrível lugar. 

Entender esse ensinamento categórico de Jesus de forma diferente leva-nos a concluir, equivocadamente, que tanto os homens quanto Deus possuem poder para lançar alguém numa condição de inexistência. Portanto, torna-se notório que apolesai, em Mateus 10.28, nada tem a ver com “aniquilamento”, mas com “sofrimento consciente e interminável”.

Conclusão

Ao empreender uma investigação em torno do verbo grego apolesai, no contexto de Mateus 10.28, constatamos que Jesus não o empregou com o sentido de “aniquilar”, “extinguir”. Esse vocábulo refere-se ao castigo sem fim e consciente a que serão submetidos todos aqueles que forem precipitados na Geenna.

Também vimos que o sentido de apolesai, em Mateus 10.28, determina se as pessoas terão ou não medo do juízo divino. Se Jesus usou esse verbo para referir-se a um ato único e instantâneo de Deus que aniquilará os réprobos, então não há razão alguma para temê-Lo, pelo que a advertência de Cristo torna-se vazia. Porém, se usou apolesai para referir-se a um sofrimento infindável que Deus ministrará aos iníquos, então aí as pessoas têm, sem dúvida, motivo para tremer diante do juízo do Todo-Poderoso.

Jesus, pois, empregou apolesai nessa segunda acepção do termo, a fim de advertir-nos de que não devemos temer os homens, pois o máximo que podem fazer é matar o nosso corpo. Somente Deus deve ser temido, pois Ele tem poder para lançar uma pessoa, em corpo e alma, na Geenna, fazendo-a padecer por toda a eternidade. Indubitavelmente, a possibilidade de receber semelhante punição é infinitamente mais aterradora que a de receber um desejado e aliviador aniquilamento.

(Parte 1) - Jesus acreditava na imortalidade da alma e no castigo eterno dos perdidos? (Mt 10.28)
(Parte 2) - A Alma e o Inferno - Análise de Mateus 10.28
(Parte 4) - Qual o significado de Destruir (apolesai) em Mateus 10.28?
(Parte 5) - A Imortalidade da Alma e o Castigo Eterno - Conclusão
(Estudo Adicional)- O que é a Geenna?

Paulo Sérgio de Araújo
www.imortalidadedaalma.com
 



[9] ibid., pgs. 77, 197.

[10] Bacchiocchi (pg. 234) e demais ASD acreditam na estranha teoria de que os ímpios que já morreram, mas que agora estão inconscientes, serão ressuscitados apenas para sofrerem terrivelmente nas mãos de Deus por um período. Ao final dessa sessão de torturas, serão aniquilados, ou seja, retornarão à condição de inconsciência da qual haviam saído.

[11] O que mais aterroriza uma pessoa: (1) a possibilidade de Deus aniquilá-la instantaneamente na Geenna, ou (2) a possibilidade de Deus atormentá-la eternamente nesse lugar? Inquestionavelmente, a segunda alternativa é aquela que impõe mais temor em qualquer pessoa. Portanto, é evidente que nosso Senhor, ao dizer que Deus pode “fazer perecer-apolesai no inferno a alma e o corpo”, aludia ao castigo infindável dos perdidos, e não ao aniquilamento deles. A perspectiva de ser aniquilado por Deus não impõe medo algum em ninguém.

Qual o sentido de Alma - psyche - em Mateus 10.28?

COMPREENDENDO A NATUREZA E O DESTINO HUMANO (Parte 3)

NATUREZA HUMANA

- Jesus usou “alma” literalmente. Logo, Ele acreditava na imortalidade da alma -

Neste tópico, toda a discussão girará em torno de uma única questão: Com qual sentido Jesus empregou a palavra “alma” em Mateus 10.28? Dar uma resposta a essa pergunta será determinante para este debate.

Como já deve ser de conhecimento da maioria dos leitores da Bíblia, a palavra “alma” (heb. nephesh; gr. psyche) possui vasta carga semântica, razão pela qual o contexto em que aparece é essencial para determinar seu significado. Na maior parte dos contextos em que é usada na Bíblia, essa palavra nada fala sobre antropologia, e aí alma assume diversos sentidos, tais como “ser”, “criatura” (Gn 2.7; Ap 16.3, etc.), “sangue” (Gn 9.4; Lv 17.11, etc.), “vida” (Ex 21.23; Rm 11.3, etc.), “desejo”, “apetite” (Ex 15.9, Dt 23.24, etc.), “pessoa”, “indivíduo” (Ex 1.5; At 2.41, etc.), etc

Porém, há uns poucos contextos em que as Escrituras empregam alma para falar de nossa natureza, referindo-se à porção imaterial e imortal de nosso ser que se mantém consciente após a dissolução do corpo (Gn 35.18; 1Rs 17.21, 22; Mt 10.28, etc.). Nesses contextos, alma é utilizada em seu sentido literal, o que nos impede de substituí-la pelos diferentes sentidos mencionados acima, sob pena de tornarmos o texto não apenas sem sentido, mas também de criarmos absurdos teológicos.

E é isso o que acontece quando Samuele Bacchiocchi, em vez de interpretar “alma” em Mateus 10.28 literalmente, interpreta-a simbolicamente, atribuindo-lhe o sentido de “vida eterna”. Acompanhem as implicações que surgem quando “alma” é substituída por “vida eterna”:

"Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a vida eterna. Antes, tenham medo daquele que pode destruir tanto a vida eterna como o corpo no inferno." (NVI)

Em primeiro lugar, se “alma-psyche” em Mateus 10.28 significa “vida eterna”, então Jesus teria dito aos Seus discípulos que os perseguidores poderiam matar os corpos deles, mas não a “vida eterna” que haviam adquirido. Até aqui, o sentido de “alma” proposto por Bacchiocchi não causou problema algum ao texto. Entretanto, quando chegamos à segunda parte de Mateus 10.28, aí então teríamos que concluir, absurdamente, que Deus destruirá-apolesai a “vida eterna” na Geenna.[4] Em nossa opinião, somente essa implicação já seria mais que suficiente para sepultar a tentativa de atribuir o significado de “vida eterna” à palavra “alma” nesse versículo do evangelho de Mateus.

Em segundo lugar, somente os salvos possuem a “vida eterna”. Diante disso, será que Jesus teria declarado que o “corpo” e a “vida eterna” dos salvos seriam destruídos na Geenna? Ora, qualquer pessoa discordará desse disparate teológico gerado pelo sentido de “alma” sugerido pelo estudioso adventista. Se o “inferno é o lugar de punição final, que resulta na destruição total do ser integral, alma e corpo”,[5] então a interpretação de Bacchiocchi leva-nos a concluir que todos os salvos serão arremessados na Geenna. Provavelmente, os perdidos é que ingressarão no Paraíso.

Em terceiro lugar, ao analisar o texto paralelo de Lucas 12.4, 5, Bacchiocchi aponta para o fato de Lucas não ter usado a palavra “alma-psyche”. Segundo ele, essa omissão seria evidência de que esse evangelista não apenas não acreditava na imortalidade da alma, mas também queria que seus leitores gentios não corressem o risco de crerem nessa doutrina:

Lucas reproduz a declaração de Cristo omitindo a referência à alma. “Não temais os que matam o corpo e, depois, nada mais podem fazer. Eu, porém, vos mostrarei a quem deveis temer: Temei aquele que depois de matar, tem poder para lançar no inferno” (Lc 12.4, 5). Lucas omite a palavra alma-psychê, referindo-se, em vez disso, à pessoa integral que Deus pode destruir no inferno. É possível que a omissão do termo “alma-psychê” fosse intencional para impedir um mal-entendido na mente de leitores gentios acostumados a pensar na alma como um componente independente e imortal que sobrevive à morte. Para tornar claro que nada sobrevive à destruição divina de uma pessoa, Lucas evita empregar o termo “alma-psychê” que poderia ser confuso para seus leitores gentios.[6]

Todavia, esse arrazoado não possui amparo bíblico, pois mais adiante, em Lucas 16.19-31, ficamos sabendo de dois homens, o rico e Lázaro, que morreram e, em seguida, foram transportados para um lugar espiritual chamado “Hades” (v. 23). Ora, se é verdade que Lucas omitiu a palavra “alma” em Lucas 12.5 para “impedir um mal-entendido na mente de leitores gentios acostumados a pensar na alma como um componente independente e imortal que sobrevive à morte”, então por que ele registrou em seu evangelho a história desses dois homens mortos que estavam conscientes no Hades?

No livro de Atos, o mesmo Lucas, falando sobre o Cristo, disse que Sua “alma­-psyche não foi deixada no hades” (2.27, 31). Aqui, Lucas não somente usou a palavra “alma”, mas também hades. Mais adiante, relatando a ressurreição que Deus, por intermédio do apóstolo Paulo, operou no dorminhoco Êutico, Lucas escreveu: “Paulo, porém, descendo, inclinou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, que a sua alma-psyche nele está” (20.10). Ora, se Bacchiocchi está certo no que alega, então por que Lucas não omitiu as palavras “alma” e hades aqui em Atos, a fim de que seus “leitores gentios” não viessem a acreditar na imortalidade da alma?

Desse modo, essa objeção do pensador adventista verga-se ante o peso das evidências fornecidas pelo próprio Lucas. O fato de psyche-alma não constar em Lucas 12.5, texto paralelo de Mateus 10.28, não indica que Lucas repelia a imortalidade da alma. Ao contrário do que declarou Bacchiocchi, o uso de “alma” e hades, tanto no evangelho de Lucas quanto em Atos, demonstra justamente o oposto: que Lucas cria na sobrevivência consciente da alma ante a morte do corpo!

Conclusão

Na análise em torno do sentido de “alma-psyche”, no contexto de Mateus 10.28, notamos que o ser humano tem uma alma imortal em sua natureza. O fato de Jesus ter mencionado “corpo” e “alma”, lado a lado, reveste-se de grande relevância para a interpretação desse versículo, pois isso comprova que essas duas palavras foram usadas literalmente, para falar sobre antropologia. Se esse “corpo” de carne e ossos que Jesus mencionou refere-se indubitavelmente a um elemento material e mortal da constituição humana, segue-se que essa “alma” que Ele mencionou também é outro elemento, só que imaterial e imortal.[7] Em decorrência desse uso literal de “corpo” e “alma”, exclui-se qualquer tentativa de atribuir algum sentido simbólico a esta última palavra. Ao empregar “alma” literalmente em Mateus 10.28, Jesus demonstrou Sua crença na imortalidade da alma.[8]


(Parte 1) - Jesus acreditava na imortalidade da alma e no castigo eterno dos perdidos? (Mt 10.28)
(Parte 2) - A Alma e o Inferno - Análise de Mateus 10.28
(Parte 3) - Qual o sentido de Alma - psyche - em Mateus 10.28?
(Parte 4) - Qual o significado de Destruir (apolesai) em Mateus 10.28?
(Parte 5) - A Imortalidade da Alma e o Castigo Eterno - Conclusão
(Estudo Adicional)- O que é a Geenna?

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[4] É indiscutível que a “alma” mencionada na segunda parte de Mateus 10.28 (assim como o “corpo”) trata-se da mesmíssima “alma” citada na primeira parte desse versículo. Portanto, se na primeira parte de Mateus 10.28 essa palavra significa “vida eterna”, como defende Bacchiocchi, então obrigatoriamente terá esse mesmo sentido na segunda parte.

[5] BACCHIOCCHI, Samuele. Imortalidade ou RessurreiçãoUma abordagem bíblica sobre a natureza e o destino eterno. Unaspress, 1ª edição, 2007, pg. 197. Conforme Bacchiocchi, Deus destruirá a pessoa integral na Geenna. Contudo, se “alma” em Mateus 10.28 significa “vida eterna”, então a segunda parte desse texto estaria ensinando que a natureza humana consiste de dois componentes: “corpo” e “vida eterna”, que, juntos, formam a “pessoa integral” que será destruída na Geenna.

[6] ibid., pg. 78.

[7] Segundo a antropologia materialista de ASD e TJ, o homem não tem uma alma, mas ele é uma alma. Ou, declarado em outros termos: o homem não tem um corpo, mas ele é um corpo. Ou seja, para esses dois grupos religiosos (assim como para outros grupos de menor expressão e para muitos pensadores isolados), alma e corpo são uma só coisa, de modo que a morte deste assinala a morte daquela. Contudo, Mateus 10.28 é um dos diversos textos bíblicos que contrariam esse antibíblico ensinamento, pois declara inequivocamente que o homem tem, em sua constituição, uma alma imaterial e imortal, que não perece juntamente com o corpo.

[8] É bastante comum ASD e TJ lançarem mão do argumento de que a Bíblia jamais usa o adjetivo “imortal” para referir-se à alma humana, o que comprovaria ser a doutrina da imortalidade da alma antibíblica. No entanto, essa objeção é por demais falaciosa e frágil, uma vez que a formulação de uma doutrina não requer que os termos que dão nome a essa doutrina apareçam, escritos, nas Escrituras. A palavra “Trindade” (assim como “encarnação”, “auto-existente”, etc.), por exemplo, jamais é mencionada na Bíblia. Contudo, nós, cristãos, acreditamos nessa doutrina. E por quê? Por que os ensinamentos que dão base para essa doutrina encontram-se expressos ao longo das Escrituras. O mesmo ocorre com a doutrina da imortalidade da alma. Embora a palavra “alma” (ou “espírito”) jamais venha acompanhada pelo adjetivo “imortal”, existem diversos textos (como Mt 10.28, por exemplo) que mostram que a alma não morre juntamente com o corpo. Logo, se a alma não morre, só podemos concluir que ela é imortal. Eis aí, pois, o fundamento bíblico-teológico para a doutrina da imortalidade da alma. Por fim, é oportuno fazer aqui uma última observação: em lugar algum da Bíblia é declarado que os anjos são imortais. Logo, será que ASD e TJ acreditam que tais seres espirituais (sejam eles bons ou maus) morrem assim como acontece com seres humanos e animais?


A Alma e o Inferno - Análise de Mateus 10.28

COMPREENDENDO A NATUREZA E O DESTINO HUMANO (Parte 2)

ANÁLISE DE MATEUS 10.28 

"E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma [gr. psyche]; temei antes aquele que pode fazer perecer [apolesaino inferno [geennaa alma e o corpo." (Mt 10.28)

Após escolher Seus doze apóstolos (Mt 10.1-4), Jesus encarregou-lhes de sair e pregar a mensagem do reino dos céus (vs. 5-13). Antes, porém, nosso Senhor os advertiu das fortes perseguições que eles haveriam de sofrer (vs. 14-31). Entretanto, mesmo diante desse mundo hostil, os discípulos deveriam manter-se fiéis, até o fim, ao Senhor que lhes enviou (vs. 32-42).

Foi dentro desse contexto que Jesus proferiu as célebres palavras transcritas acima, nas quais Ele encoraja Seus discípulos a não temerem os homens maus, mas apenas a Deus. Ao examiná-las, deparamo-nos com uma valiosa fonte de lições sobre a natureza e o destino humanos. Na primeira parte de Mateus 10.28, notamos que o homem é formado por um “corpo” material e uma “alma” imaterial e imortal. Na ocasião da morte, ocorre uma separação entre esses dois elementos. Na segunda parte, nosso Senhor disse que Deus lançará os perdidos, em corpo e alma, no inferno, para que sofram eternamente.

Entretanto, por discordar dessa interpretação que o Cristianismo tem dado a essas palavras de Jesus, o pensador adventista Samuele Bacchiocchi interpreta assim o texto de Mateus 10.28:

A referência ao poder de Deus de destruir a alma [psychê] e o corpo no inferno nega a noção de uma alma imortal, imaterialComo pode a alma ser imortal se Deus a destrói com o corpo no caso dos pecadores impenitentes? [...] Quando temos em mente o sentido ampliado com que Cristo usa o termo “alma”, sua declaração torna-se clara. Matar o corpo significa tirar a vida presente de sobre a Terra. Entretanto isso não mata a alma, ou seja, a vida eterna recebida por aqueles que aceitaram a provisão da salvação de Cristo. [...] Cristo ampliou o sentido de alma-psychê para incluir o dom da vida eterna recebida por aqueles que estão dispostos a sacrificar sua vida terrena por Ele, mas nunca sugeriu que a alma seja uma entidade imaterial, imortal. Pelo contrário, Jesus ensinava que Deus pode destruir a alma, tanto quanto o corpo (Mt 10.28) dos pecadores impenitentes. [...] O fato de que Jesus claramente fala de Deus destruir tanto o corpo quanto a alma no inferno demonstra que o inferno é o lugar onde pecadores são por fim aniquilados, e não atormentados eternamente.[3] (itálicos acrescentados)

Segundo Bacchiocchi, Jesus teria mencionado “alma”, no contexto de Mateus 10.28, para referir-se à “vida eterna” dos crentes, e não para falar de algum elemento imaterial e imortal comum a todos os homens. Portanto, se os homens não são dotados de tal componente, e se Cristo disse que Deus pode “fazer perecer” (ou “destruir”) a pessoa integral, segue-se que “o inferno é o lugar onde pecadores são por fim aniquilados, e não atormentados eternamente”. Tudo isso comprovaria que Jesus não acreditava nem na imortalidade da alma, nem tampouco em sua implicação, a ideia do tormento eterno dos réprobos.

A fim de contestar essa interpretação, elaboramos os dois tópicos que compõem este estudo. Por meio deles, ficará comprovado que as palavras de Cristo, registradas em Mateus 10.28, só podem ser compreendidas à luz das doutrinas da imortalidade da alma e do castigo interminável dos maus.

(Parte 1) - Jesus acreditava na imortalidade da alma e no castigo eterno dos perdidos? (Mt 10.28)
(Parte 2) - A Alma e o Inferno - Análise de Mateus 10.28
(Parte 3) - Qual o sentido de Alma - psyche - em Mateus 10.28?
(Parte 4) - Qual o significado de Destruir (apolesai) em Mateus 10.28?
(Parte 5) - A Imortalidade da Alma e o Castigo Eterno - Conclusão
(Estudo Adicional)- O que é a Geenna?

Paulo Sérgio de Araújo
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[3] BACCHIOCCHI, Samuele. Imortalidade ou RessurreiçãoUma abordagem bíblica sobre a natureza e o destino eterno. Unaspress, 1ª edição, 2007, pgs. 77, 78, 107, 197.


Jesus acreditava na imortalidade da alma e no castigo eterno dos perdidos? (Mt 10.28)


COMPREENDENDO A NATUREZA E O DESTINO HUMANO (Parte 1)

INTRODUÇÃO

A natureza humana consiste de dois elementos: o corpo físico e a alma imaterial e imortal (Gn 2.7; 1Rs 17.21, 22; Ec 12.7; Mt 10.28; Lc 8.55; At 7.55, etc.). No momento em que o corpo morre, essa alma dele se desliga, passando, a partir daí, a viver conscientemente num domínio espiritual (1Sm 28; Mt 17.1-9; 2Co 5.1-8; Fp 1.21-23; Ap 6.9-11, etc.). À idéia de que possuímos uma alma imortal dá-se o nome de “imortalidade da alma”.

Como conseqüência lógica da imortalidade da alma, a Bíblia ensina o tormento eterno dos perdidos. Afinal, se o homem possui uma alma imortal, segue-se que ele jamais deixará de existir. O ser humano tem um começo, porém não terá um fim. Desse modo, os perdidos passarão a eternidade longe da presença de Deus, encerrados no inferno (Dn 12.2; Mt 10.28; 18.8, 9; 25.41, 46; Mc 9.43-48, Ap 14.10, 11, etc.).

No entanto, nem todos acreditam na imortalidade da alma e em suas implicações, como é o caso, por exemplo, dos adventistas do sétimo dia (ASD) e das testemunhas de Jeová (TJ). Para eles, o homem não tem nenhuma porção espiritual e imortal em sua estrutura, que permaneceria consciente após a destruição do corpo. Em decorrência dessa visão antropológica, a condição da pessoa no período entre a morte e a ressurreição é vista como de literal inexistência, inconsciência.[2]

Ademais, como o homem não seria dotado de uma parte imperecível, os perdidos não serão submetidos a castigos infindáveis, mas serão aniquilados. “Aniquilar” é o ato por meio do qual Deus fará com que ímpios (e anjos caídos) sejam extintos, ou seja, deixem definitivamente de existir como seres conscientes.

Neste estudo, enquanto expomos a interpretação que a Igreja tradicionalmente oferece a Mateus 10.28, também apresentamos uma crítica à abordagem que o teólogo adventista, Samuele Bacchiocchi, fez desse versículo bíblico. A leitura que esse erudito realizou de Mateus 10.28 representa, de certa forma, o ponto de vista oficialmente ensinado pela denominação religiosa à qual ele pertenceu, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, bem como o ponto de vista de outros grupos religiosos de menor expressão e de muitos estudiosos isoladamente.

(Parte 2) - A Alma e o Inferno - Análise de Mateus 10.28
(Parte 3) - Qual o sentido de Alma - psyche - em Mateus 10.28?
(Parte 4) - Qual o significado de Destruir (apolesai) em Mateus 10.28?
(Parte 5) - A Imortalidade da Alma e o Castigo Eterno - Conclusão
(Estudo Adicional)- O que é a Geenna?

Paulo Sérgio de Araújo
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[1] A menos que haja outra indicação, todas as citações bíblicas deste estudo foram extraídas da Bíblia Almeida Corrigida e Revisada (1994), traduzida por João Ferreira de Almeida, e publicada pela Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil.

[2] Esse ponto de vista acerca da natureza e destino humanos é conhecido por “holismo”, “imortalidade condicional” ou “monismo”.

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