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Salmos 146.3,4 prova que não há uma existência consciente após a morte?

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Salmos 146.3,4 diz: "Não confieis em príncipes nem em filhos de homens, em quem não há salvação. Sai-lhes o espírito, e eles tornam para sua terra; naquele mesmo dia, perecem os seus pensa­mentos". As Testemunhas de Jeová acreditam que o sig­nificado dessa passagem é de que não há uma existência consciente após a morte (Reasoning from the Scriptures, I989,pág.383).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Esse ver­so não quer dizer que as pessoas não tenham mais pensa­mentos após a morte. Antes, ele significa que os planos das pessoas, as suas ambições, os seus propósitos e as suas idéias para o futuro cessam, e passam a ser como nada no momento da morte. Esse é o significado que o termo hebraico empregado para "pensamentos" comunica em Salmos 146.3,4. Os planos e idéias de uma pessoa para o futuro morrem com ele ou ela. Daí, ao invés de confiar em príncipes mortais, esse verso diz que a nossa confian­ça deve estar em Deus.

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Norman G. Geisler e Ron Rhodes - 
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Salmos 132.8 pressagia a ascensão corpórea de Maria, conforme reivindicam alguns estudiosos católicos?

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Tem sido reivindicado por alguns estudiosos católicos que passagens como essa re­ferem-se "tipicamente ao mistério da ascensão do corpo físico: 'Levanta-te, Senhor, no teu repouso, tu e a arca da tua força'". Eles argumentam que "a arca do concerto feita de madeira incorruptível, [era] ... um tipo do incorruptível corpo de Maria" (Ott, 1960,209; veja tam­bém Madrid, 1991, 9f).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: A utili­zação de passagens como essa para argumentar a favor da ascensão corpórea de Maria apenas confirma a impres­são de que os católicos romanos estão ávidos por textos que provem as suas crenças.

Em primeiro lugar, admitem que essa não é uma in­terpretação literal do texto, mas apenas uma alegação "típica" que, nesse caso, se torna um argumento inválido para traçar qualquer analogia. Até mesmo os proponen­tes dessa visão têm que admitir que nada disso "prova" a imaculada ascensão (Madrid,12).

Em segundo lugar, a analogia entre a arca e Maria é forçada. Um apologista católico refere-se a essa compa­ração como "a mais constrangedora tipificação da imaculada concepção de Maria" (Ibid.). Mas só é cons­trangedora quando alguém faz da antibíblica e injustificada hipótese uma analogia válida. O fato de ha­ver algumas similaridades não prova nada. Existem mui­tas similaridades entre o dinheiro caprichosamente falsi­ficado e as notas genuínas. O absurdo desses tipos de analogia vem à tona na pergunta de Madrid: "Se você pudesse criar a sua própria mãe [como Deus fez com Maria], não a teria feito a mais bonita, virtuosa, a mulher mais perfeita possível?" (Ibid.). Sem dúvida, a maioria de nós teria feito muitas coisas de maneira diferente das que Deus fez. Se eu fosse Deus e pudesse ter criado o mais bonito e perfeito lugar para que neste o meu filho nascesse, então este lugar certamente não teria sido uma malcheirosa e suja estrebaria de animais!

Em terceiro lugar, em lugar algum nas Escrituras tal comparação está declarada ou implícita. A criação de analogias como essa não prova nada, exceto que não se tem suporte bíblico real para tal dogma. Verdadeiramen­te, através do mesmo tipo de argumentos, é possível pro­var praticamente qualquer coisa.

Em quarto lugar, o argumento está baseado em outra crença sem base de que o corpo de Maria foi incorruptível após a sua morte e antes de sua suposta ascensão. A Bíblia diz que esse fato foi verdadeiro em relação a Cristo (At 2.30,31), mas nenhuma passagem afirma o mesmo tratando-se de Maria. Mesmo se, como argumentam alguns, esse texto (vide a expectativa de Davi a respeito de seu livramento em Salmos 16.10) incluísse a ressurreição do corpo de Maria, não seria contudo aplicável a ela em qualquer sentido mais especial do que aquele empregado para a ressurreição de toda a raça hu­mana no tempo do fim (confira Jo 5.28,29; 11.24; 1 Co 15.20,21).

Finalmente, a Bíblia equipara a morte à corrupção de todos os seres humanos exceto Cristo (confira 1 Co 15.42,53). Contudo, a maioria dos sacerdotes e teólo­gos da igreja católica acredita que "Maria sofreu uma morte temporal" (Ott, 1960,207) como os outros mor­tais. Por que deveríamos então acreditar que ela foi isenta da corrupção física, ou até, em maior medida, isenta da morte física que foi acarretada pela queda do homem (Rm 5.12)?

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Este verso significa que muitas pessoas que fazem parte do povo de Deus viverão para sempre em um paraíso na terra, e não no céu? Salmos 115.16

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Salmos 115.16 diz: "Os céus são os céus do Senhor; mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens". As Testemunhas de Jeová acreditam que esse versículo significa que as "outras ovelhas" de Deus têm como destino viver para sempre em um paraíso na terra (Let your name be sanctified, 1961, pág.34).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Esse ver­so não indica que Deus tenha dado a terra a um limitado grupo de "outras ovelhas", mas que Deus deu a terra para toda a humanidade. Deus criou a terra, e depois criou pessoas para habitarem sobre ela e subjugarem-na (veja Gn 1.28; confira Sl 8.6-8).
Outras passagens da Escritura ensinam que todos os verdadeiros crentes anseiam por um destino celestial, onde viverão na própria presença de Deus. Verdadeiramente, todos aqueles que crêem em Cristo são herdeiros do reino eterno (Mt 5.5; Gl 3.29; 4.28-31;Tt 3.7;Tg 2.5).

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Este verso prova que todas as pessoas serão salvas, conforme alegam os universalistas? Salmos 110.1

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Davi disse (e Cristo repetiu essas palavras): "Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés" (Sl 110.1; confira Mt 22.44). Alguns liberais e universalistas citam esse verso para dar suporte à sua crença de que ao final todas as pessoas serão salvas. Essa é a maneira apropriada de se utilizar esse verso?

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: As mes­mas objeções feitas ao universalismo citadas na discussão de 1 Coríntios 15.25-28 são aplicáveis a essa situação. Além do mais, os indivíduos aqui sendo descritos como "inimigos" que são "subjugados" (e não salvos) são cha­mados de "escabelo dos pés" de Deus — dificilmente uma descrição apropriada de santos que são co-herdeiros com Cristo e que possuem todas as bênçãos nos lu­gares celestiais em Cristo (Rm 8.17; Ef 1.3).

Nesse contexto, Davi não está falando a respeito da salvação dos perdidos. Antes, está se referindo explicita­mente à ira de Deus sobre os seus inimigos (Sl 110.1-5), e não às suas bênçãos sobre o seu povo.

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Esta é uma oração dirigida aos mortos, como alegam alguns estudiosos católicos romanos? Salmos 103.20,21

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Os católicos romanos ape­lam para esse texto buscando argumento para o dogma de orar aos mortos. O texto de Salmos 103.20,21 diz: "Bendizei ao Senhor, anjos seus... Bendizei ao Senhor, todos os seus exércitos".

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Essa não é uma oração para anjos e santos, mas um apelo poético semelhante à doxologia cantada pelos protestantes: "Louvai-o nas alturas, vós hostes celestiais". Tanto a na­tureza poética do livro de Salmos, como o seu contexto, indicam que o salmista está simplesmente utilizando um recurso literário como apelo para que toda a criação louve a Deus.

O objetivo dessa passagem é exaltar a Deus. A sua utilização como um texto que prove a doutrina de orar a anjos ou a santos já falecidos é totalmente estranha ao sentido claramente expresso dessa passagem.

A Bíblia fala fortemente contra a prática de orar a quaisquer criaturas, insistindo que Deus sozinho deve ser o objeto de toda a devoção religiosa em oração (Êx 20.2-4; Dt 6.13). Inquestionavelmente, não existe nas Escrituras nem um exemplo sequer de oração que seja dirigida a alguém, a não ser a Deus.

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Este verso ensina que todas as terapias físicas são inúteis, como alega a seita Ciên­cia Cristã? Salmos 103.3

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Os cientistas cristãos apontam para essa promessa do Senhor de "sarar todas as tuas enfermidades", para apoiar a crença deles de que "remédios, higiene e tratamentos médicos" são inúteis (Eddy, 4).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Nada está dito no texto que diga respeito à inutilidade da me­dicina. O texto simplesmente diz que Deus sara todas as nossas enfermidades.

É literalmente verdadeiro que Deus é quem nos cura, mesmo que utilizemos medicamentos. O melhor que a medicina é capaz de fazer é ajudar no processo natural de cura que Deus criou no corpo humano. E nos casos em que a cura se constitui um ato especial da providên­cia de Deus ou no resultado de uma intervenção direta, ela também vem de Deus. Até mesmo a cura de doenças legitimamente psicossomáticas (nas quais as crenças e ou atitudes da pessoa afetam as funções de seu organis­mo) são parte do maravilhoso processo que Deus criou. Então, seja a cura natural, psicológica, providencial ou sobrenatural, ela sempre pertence a Deus.

A Bíblia não declara que a medicina é inútil, mas re­comenda a sua utilização (veja os comentários a respeito de 2 Cr 16.12).

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O fato de que os ímpios perece­rão significa que eles serão aniquilados? Salmos 99.10

Veja neste blog os nossos comentários a respeito de Sal­mos 37.20 e 2 Tessalonicenses 1.9.

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Os mortos possuem a lembrança de algo? Salmos 88.11


Veja os comentários feitos a respeito de Eclesiastes 9.5.

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Este verso quer dizer que seres humanos são capazes de tornarem-se deuses? Salmos 82.6

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Salmos 82.6 diz: "Eu disse: Vós sois deuses, e vós outros sois todos filhos do Altíssimo". Os mórmons acreditam que esse verso dá suporte à idéia de que os seres humanos podem se tor­nar deuses (McConkie, 1966, 321).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Não existe qualquer evidência nesse verso que dê suporte à crença politeísta mórmon de que homens são deuses. Diferentemente do termo utilizado para Senhor (Yahweh) que sempre significa Deus, o termo utilizado para "deu­ses" (elohim) pode ser utilizado para Deus (Gn 1.1), para anjos (Sl 8.4-6; Hb 2.7), ou para seres humanos (como nessa passagem).

Esse salmo tem como foco um grupo de juizes israelitas que, pelo fato de tomarem decisões de vida ou morte sobre o povo, eram livremente chamados de "deuses". Mas tais juizes se tornaram corruptos e eram injustos. Então Asafe, o autor desse salmo, disse que, mesmo sen­do esses juizes popularmente chamados de deuses, mor­reriam como homens que realmente eram (v.7).

Asafe provavelmente deve ter falado com ironia quan­do chamou esses juizes malignos de "deuses". Se assim foi, então não existe qualquer justificativa para chamá-los de "deuses" em qualquer sentido sério. Seja qual for o caso, a reivindicação politeísta não se justifica, uma vez que tal verso é expresso no contexto do judaísmo monoteísta, no qual é uma blasfêmia qualquer ser hu­mano comum ser chamado de Deus, no sentido divino (veja os comentários referentes a João 10.34).
Além disso em Isaías 44.8, o próprio Deus pergunta: "Há outro Deus além de mim? Não! Não há outra Ro­cha que eu conheça". Do mesmo modo, Isaías 43.10 retrata Deus dizendo: "Antes de mim Deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá". Está claro que seres humanos não podem se tornar deuses.

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Este texto é uma predição a respeito de Maomé? Salmos 45.3-5

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Tendo em vista que esses versos falam de alguém que vem com a "espada" para subjugar os seus inimigos, os muçulmanos às vezes ci­tam-nos como uma predição a respeito de seu profeta, Maomé, que era conhecido como "o profeta da espada". Eles insistem que esses versos não podem se referir a Jesus, uma vez que Ele jamais veio com uma espada (Mt 26.52).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: O pró­prio verso seguinte (v. 6) identifica que a pessoa de quem se está falando é Deus, que Jesus declarou ser (Jo 8.58; 10.30). Maomé negou que ele mesmo fosse Deus, di­zendo que era apenas um profeta humano. O Novo Tes­tamento afirma que essa passagem refere-se a Cristo (Hb 1.8). Embora Jesus não tenha vindo na primeira vez com uma espada, Ele a trará em sua segunda vinda (confira Ap 19.11-16).

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Quando os ímpios forem ex­terminados, serão aniquilados? Salmos 37.9, 34

A MÁ INTERPRETAÇÃO: O salmista afirma que "Os malfeitores serão desarraigados". Em outras passagens (Sl 73.27; Pv 21.28), as Escrituras dizem que eles perecerão (veja comentários sobre 2 Ts 1.9). Será que "ser exter­minado para sempre" significa que os malfeitores serão aniquilados, como crêem muitas seitas (como por exem­plo, as Testemunhas de Jeová) e outros grupos que se constituem verdadeiras aberrações (Reasoning from the Scriptures, 1989, pág. 162) ?

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Ser "ex­terminado" não significa ser aniquilado. Se significasse, então o próprio Messias teria sido aniquilado quando morreu, uma vez que o mesmo termo hebraico karath é empregado referindo-se à morte do Messias (Dn 9.26). Mas sabemos que Cristo não foi de maneira alguma ani­quilado; Ele está vivo por todo o sempre após a sua mor­te (Ap 1.18).Veja também 2 Tessalonicenses 1.9.

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Este versículo significa que Jesus nasceu como um espírito gerado por pais celestiais? Salmos 2.7

A MÁ INTERPRETAÇÃO: O Salmo 2.7 diz: "Recita­rei o decreto: O Senhor me disse: Tu és meu Filho; eu hoje te gerei". Os mórmons pensam que esse verso dá suporte à idéia de que Jesus nasceu como um espírito infante (por procriação), como descendente de pais celestiais (Gospel principies, 1986, pág.9).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: A visão que os mórmons têm sobre essa Escritura não tem o apoio nem do próprio texto nem das demais passagens da Bí­blia. Duas coisas precisam ser mantidas em mente: a pri­meira é que o contexto aqui não está falando a respeito de um espírito que está nascendo no mundo espiritual, mas dos "reis da terra" que "conspirariam" contra o "Ungido" de Deus (o Messias) para livrarem-se dEle (isto é, para o matarem). Daí o sentido mais natural de Ele ter sido "ge­rado" por Deus para reinar sobre as nações (w.7,8) é que Ele foi ressuscitado dentre os mortos.

A segunda é um princípio básico de interpretação bíblica que ensina que o Antigo Testamento deve ser interpretado de acordo com a luz maior do Novo Testa­mento. Atos 13.33,34 indica que o ato de ressurreição dentre os mortos que o Pai praticou para com Jesus é o cumprimento da declaração feita em Salmos 2.7: "Tu és meu Filho; eu hoje te gerei". Dessa maneira o verso não tem nada a ver com a suposta procriação de Cristo, con­forme eles alegam.

Outras passagens das Escrituras deixam claro que Cris­to jamais veio à existência em determinada ocasião no tempo, mas que Ele verdadeiramente é um ser eterno. Jesus é tão eterno quanto Deus o Pai (Jo 1.1) e sempre existiu como o eterno "Eu Sou" (confira Êx 3.14), antes mesmo de Abraão (Jo 8.58). Ele não foi "nascido" em forma de espírito em determinado instante. Ele apenas nasceu como homem em Belém, mesmo sendo eterno (confira Mq 5.2).

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Os cristãos deveriam meditar ou essa é uma prática budista e hindu? Salmos 1.2

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Davi declarou nessa passa­gem que devemos "meditar de dia e de noite". Contudo, a meditação transcendental está associada às religiões orientais, tais como o budismo, o hinduísmo e a filosofia da Nova Era, que são contrárias ao cristianismo (Ferguson, 1980, 315,16). Os cristãos deveriam aderir à meditação?

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Existe uma diferença significativa entre a meditação cristã e a meditação mística encontrada em muitas religiões orien­tais, popularmente conhecidas como as religiões da Nova Era. As diferenças são destacadas na seguinte comparação:


NO CRISTIANISMO
NAS RELIGIÕES ORIENTAIS
Objeto           
Alguma coisa (Deus)
Nada (esvaziamento)
Propósito
Cultuar a Deus
Unir-se a Deus
Meio
Revelação divina
Intuição humana
Esfera
Por meio da razão
Além da razão
Poder
Pela graça de Deus
Pelo esforço humano
Experiência
Realidade objetiva
Puramente subjetiva
Estado imediato
Concentração
Relaxamento



(Veja Geisler e Amano, 135)

Observe a grande diferença: uma coisa é esvaziar a mente de alguém para que medite em nada, e outra coi­sa é preencher o pensamento de uma pessoa com a Pala­vra de Deus, para que esta passe a meditar no Deus vivo. Davi disse que meditava na "lei" de Deus — na Palavra, e não no vazio. O propósito dele era uma comunhão espiritual com Yahweh, e não uma união mística com o Brahma ou com o Tao das religiões orientais.


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Como podemos explicar a citação do Salmo 40, feita de forma distorcida? Hebreus 10:5-7

PROBLEMA: O Salmo 40:6 cita o Messias dizendo: "abriste os meus ouvidos", mas o escritor de Hebreus cita-o como: "um corpo me formaste" (Hb 10:5). Não há semelhança alguma entre essas citações. O NT parece distorcer completamente a passagem do AT.

SOLUÇÃO: Essa dificuldade surge do fato de que o autor de Hebreus cita uma versão grega do AT (a Septuaginta), ao passo que o Salmo 40 originalmente foi escrito em hebraico. Entretanto, isso não resolve a dificuldade para todo aquele que crê na inspiração da Bíblia, já que uma vez que uma passagem é citada no NT, tem-se a garantia de sua veracidade. Como, então, esse aparente erro de citação pode ser explicado?

A solução pode recair no fato de que Hebreus é uma versão livre, e o Salmo é uma tradução mais literal da mesma idéia, a saber: "Tu me tens preparado para um serviço obediente". A frase do Salmo - "abriste os meus ouvidos" - pode ser uma figura de linguagem que se refere ao ato de furar a orelha de um escravo como sinal de submissão ao seu senhor. Nesse caso, Hebreus na verdade torna mais claro o sentido dessa obscura figura de linguagem, com sua versão mais "livre".

Outros declaram que isso é uma sinédoque, na qual uma parte está pelo todo. Isso quer dizer, se Deus está para "abrir as orelhas" (de forma que o Messias obedeça a Deus e se torne um sacrifício pelo pecado), então ele tem de "preparar um corpo" para si, no qual possa entrar no mundo e realizar a sua divina missão (cf. Hb 10:5). De qualquer modo, tem-se uma solução satisfatória para essa dificuldade, atendendo também ao princípio de que as citações do NT não precisam ser referências exatas, contanto que sejam fiéis à verdade contida no texto do AT.

MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia - 
Norman Geisler - Thomas Howe.

Paulo foi incorreto em sua citação do Salmo 68:18? Efésios 4:8

PROBLEMA: Paulo cita o Salmo 68:18 da seguinte forma: "Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens" (Ef 4:8). Entretanto, esse Salmo do AT diz: "Subiste às alturas, levaste cativo o cativeiro, recebeste homens por dádivas". Não há uma divergência entre esses dois textos?

SOLUÇÃO: Alguns dizem que Paulo não citou a partir do texto da Septuaginta, mas do Targum em aramaico, que era utilizado pelos judeus ortodoxos para interpretar o texto. A Septuaginta traduz o hebraico com o verbo "tomaste", enquanto o Targum o traduz "deste".

De qualquer modo, a idéia transmitida por essas duas traduções do hebraico é que Deus recebeu ou tomou dádivas para que elas pudessem ser distribuídas aos homens. Já que essas duas idéias acham-se no texto, as duas versões estão corretas. Assim, Paulo diz: "Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres" (Ef 4:11).

Em outras palavras, Paulo cita essa passagem do AT para mostrar que Cristo foi vitorioso sobre os nossos inimigos espirituais, tomando deles os despojos da batalha e concedendo dons aos crentes; e que estes, pêlo uso desses dons, podem vencer esses inimigos. Portanto, a forma camo Paulo cita esse salmo não é discrepante, uma vez que foi precisamente isso que Davi fez quando saqueou os bens do inimigo e os deu aós seus homens.


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Com base neste verso (Salmo 139:13-16), pode-se concluir que a Bíblia considera o aborto como um assassinato?

PROBLEMA: Segundo esta passagem, Deus considera um ser humano aquele que ainda não nasceu. Entretanto, se o feto é realmente um ser humano, então o aborto provocado é a execução deliberada da morte de uma pessoa inocente. Esta passagem nos mostra então que Deus considera o aborto provocado como um assassinato?

SOLUÇÃO: Sim. Muitas outras passagens reforçam esta posição. Primeiro, aquele que ainda não nasceu é intimamente conhecido por Deus, e recebe o chamado de Deus. Em Jeremias 1:5, Deus diz: "Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações".

Segundo, o que ainda não nasceu é referido como tendo características de uma pessoa: pecado, como no Salmo 51:5; ou alegria, como em Lucas 1:44.

Terceiro, aquele que fere um feto recebe a mesma punição do que fere um adulto. Em outra parte (Veja os comentários de Êxodo 21:22-23), a mesma punição é dada pelo mal causado à mulher ou à criança que está em gestação. Deus considera o não-nascido como um perfeito ser humano. E tomar deliberadamente a vida de um ser humano inocente é assassinato.


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Como o salmista podia regozijar-se com o pensamento de crianças sendo esmagadas nas rochas? Salmo 137:9

PROBLEMA: Quando o salmista considera o juízo final que virá sobre a Babilônia, aparentemente ele se regozija com o dano causado a bebês. Como podia um homem de Deus alegrar-se com um evento assim tão cruel e trágico?

SOLUÇÃO: O salmista não estava regozijando-se pelas crianças que seriam esmagadas. Antes, ele regozijava-se pela justiça de Deus que por fim retribuiria à crueldade dos babilônios na forma de um castigo justo pelos crimes que tinham cometido. Os babilônios haviam tratado os hebreus e seus filhos com atos de brutalidade equivalentes. Por fim Deus haveria de trazer os medos e os persas para infligir o seu juízo sobre a Babilônia. Nas mãos de Deus, os exércitos dos medos e persas seriam instrumentos de justiça, e os babilônios colheriam o que tinham plantado (Veja os comentários do Salmo 109:1ss).

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É verdade que Davi nunca se desviou dos preceitos de Deus, ou será que ele se desviou? Salmo 119:110

PROBLEMA: Davi parece estar se contradizendo no mesmo salmo. Primeiro ele diz a Deus: "não me desvio dos teus preceitos" (v. 110). Mais adiante, porém, ele admite o contrário, quando diz: "ando errante como ovelha desgarrada" (v. 176). Essas duas afirmações não podem ser corretas.

SOLUÇÃO: Davi tinha em mente duas coisas diferentes. No primeiro caso ele estava falando de maneira geral e no segundo, em particular. No versículo 110, Davi declarou que de maneira geral ele vinha sendo fiel a Deus. Mas no versículo 176, ele afirmou o que todos nós temos de reconhecer, isto é, a verdade universal de que "todos nós andávamos desgarrados como ovelhas" (Is 53:6). Com este entendimento, não há nenhuma contradição. (Veja também os comentários de 1 Reis 11:4.)

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Os mortos podem cultuar a Deus, ou eles estão inconscientes? Salmo 115:17


(Veja os comentários de Eclesiastes 9:5 e 2 Reis 14:29. )

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Como um Deus de amor, tal como revelado no NT, pode ser conciliado com o Deus vingativo deste salmo cheio de maldições? Salmo 109:lss

PROBLEMA: Este salmo, assim como muitos outros no AT (por exemplo, os salmos 35 e 69), pronuncia maldições sobre os inimigos de alguém. Por isso ele e também os demais dessa linha são chamados de salmos imprecatorios (com maldições). Davi diz: "Fiquem órfãos os seus filhos, e viúva, a sua esposa" (109:9). Em contraste, Jesus disse: "amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem" (Mt 5:44). Como o Deus de vingança do AT pode ser o mesmo Deus de amor do NT ( 1 João 4:16)?

SOLUÇÃO: Para entender esses salmos imprecatórios, que contêm maldições, alguns importantes fatores precisam ser considerados.

Primeiro, o juízo que é pedido baseia-se na justiça divina e não no ódio humano. Davi disse com clareza a respeito de seus inimigos neste salmo: "Pagaram me o bem com o mal; o amor, com ódio" (v. 5). Ao mesmo tempo em que Davi de fato orava pelo castigo (maldição) sobre seus inimigos, não obstante ele os amava e os entregou à justiça de Deus pela devida recompensa que os atos maus por eles praticados lhes acarretaram.

Quando Davi poupou a vida de Saul, deu uma prova prática de que a vingança não era a motivação que estava por trás deste salmo. Apesar do fato de Saul ter perseguido Davi para tirar-lhe a vida, este perdoou a Saul e até mesmo poupou a sua vida (cf. 1 Sm 24; 26).

Segundo, o juízo nestes salmos é expresso nos termos da cultura daqueles dias. Como a condição de órfão ou de viuvez era considerada uma tragédia, a maldição é expressa segundo essas categorias de fácil entendimento na época.

Terceiro, como a cultura hebraica não fazia uma clara distinção entre o pecador e o seu pecado, o juízo é expresso em termos pessoais muito mais do que de forma abstrata. Além disso, como a família hebraica era algo solidário, a família toda era salva (cf. Noé, Gn 7-8) ou era objeto de um juízo para todos os seus membros (cf. Acã, Js 7:24).

Quarto, o fenômeno da imprecação não ocorre apenas no AT. Jesus recomendou que seus discípulos amaldiçoassem as cidades que não recebessem o Evangelho (Mt 10:14). O próprio Jesus lançou juízo sobre Betsaida e sobre Cafarnaum, segundo Mateus 11:21-24. Paulo declarou anátema todo aquele que não amasse o Senhor (1 Co 16:22). E até mesmo os santos no céu clamaram a Deus por vingança sobre aqueles que martirizaram crentes (Ap 6:9-10).

Quinto, as imprecações não são um fenômeno primitivo ou apenas do AT. A aplicação da justiça sobre o mal pertence a Deus, assim como a bênção sobre o que é reto. Essas duas coisas são verdadeiramente de Deus, tanto no AT como no NT. De fato, Deus é mencionado como tendo a característica do amor com maior freqüência no AT do que no NT.

Sexto, pelo fato de que no AT a ênfase recaía sobre recompensas terrenas ligadas à família, à prosperidade e à terra, também as maldições eram expressas nesses termos. Como a revelação do NT expressa-se mais em termos de destino eterno, havia menos necessidade de formular as imprecações nesses termos terrenos.

Mesmo nessas imprecações do AT pode-se perceber uma antevisão de Cristo. Deus confiou todo juízo ao Filho (Jo 5:22). Dessa forma, os que esperam por justiça não o fazem apenas por seu justo reino, mas esperam pacientemente pelo Senhor, que rapidamente virá para exercê-lo com justiça (Ap 22:12).

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A terra permanecerá para sempre, ou será destruída? Salmo 104:5

PROBLEMA: Este versículo e muitos outros (cf. Sl 78:69; Ec 1:4) dizem que a terra foi estabelecida para sempre. Em contraste, a Bíblia ensina também que os céus e a terra "perecerão" (Sl 102:26) ou que "passará o céu e a terra" (Lc 21:33), ou ainda que "se desfarão abrasados" (2 Pe 3:10).

SOLUÇÃO: Primeiro, a palavra hebraica correspondente a "para sempre" (olam) com freqüência significa simplesmente um longo período ou um tempo indefinido. Portanto, os versículos que falam da terra como tendo uma duração "para sempre" não precisam ser entendidos necessariamente como referindo-se a uma duração sem fim. 

Além disso, mesmo tomando de modo literal aquela expressão, uma distinção importante tem de ser feita. Ainda que a terra não permaneça para sempre em sua forma presente, seus elementos constitutivos permanecerão, e tudo se transformará num "novo céu e nova terra" (Ap 21:1), onde não haverá enfermidade, morte ou decadência de coisa alguma (cf. Ap 21-22).

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O Salmo 97:7 não dá a entender que há muitos deuses?

PROBLEMA: O salmista ordena: "prostrem-se diante dele todos o deuses". Contudo a Bíblia ensina também que há apenas um só Deus (Dt 6:4).

SOLUÇÃO: Há apenas um só Deus verdadeiro, mas há muitos falsos deuses. De fato, Paulo declara que há demônios por trás dos falsos deuses (1 Co 10:20), E um dia até mesmo os demônios terão de se prostrar diante do Deus vivo e verdadeiro, e confessarão que ele é o Senhor (Fp 2:10).

Além disso, anjos bons às vezes são chamados de "deuses" (elohim) na Bíblia (Sl 8:5; cf. Hb 2:7). O verso em pauta (Sl 97:7) pode ser uma ordem para que os anjos adorem a Deus, tal como acontece no Salmo 148:2: "Louvai-o, todos os seus anjos".

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Os mortos têm lembrança de alguma coisa? Salmo 88:11


(Veja os comentários de Eclesiastes 9:5.)

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Como este verso pode falar de Deus se despertando, se o Salmo 121:3 diz que ele nunca dorme? Salmo 73:20


(Veja os comentários do Salmo 44:23.)

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Como uma criança inocente pode ser ímpia desde o ventre materno? Salmo 58:3

PROBLEMA: A Bíblia sempre fala da inocência e da isenção de culpa das criancinhas (cf. Dt 1:39), que não sabem "desprezar o mal e escolher o bem" (Is 7:15), e que fazem parte do reino de Deus (Mt 18:3-4; cf. Rm 9:11). Contudo, neste verso, Davi declara: "Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras". Mas se uma criancinha é moralmente isenta de culpa, então como proferirá mentiras?

SOLUÇÃO: É claro que a referência não pode ser a pecados efetivos, mas somente a pecados potenciais, já que a criancinha ainda não desenvolveu sua consciência moral nem sua responsabilidade. As Escrituras falam claramente: "não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal" (Rm 9:11). O sentido implícito quando se diz que uma pessoa nasce "em iniqüidade" (Sl 51:5) refere-se à sua inclinação ao pecado, não a uma ação pecaminosa que tenha praticado.

Todos os seres humanos são "por natureza filhos da ira" (Ef 2:3), porque todos nascem com a tendência para o pecado, mas não nascem em pecado na realidade. A condenação que recai sobre cada um que vem à raça adâmica é uma culpa judicial, não uma culpa pessoal. Todos estão condenados diante de Deus porque "todos pecaram" em Adão, nosso representante (Rm 5:12). Essa situação pode ser resumida como se segue:


NÃO NASCEMOS EM PECADO
NASCEMOS EM PECADO
Efetivamente
Potencialmente
Por ação
Por inclinação
Na realidade
Por tendência
Pessoalmente
Judicialmente



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Este verso (Salmo 53:5) não contradiz a si mesmo?

PROBLEMA: O salmista disse: "Tomam-se de grande pavor, onde não há a quem temer". Como poderiam temer com grande pavor, se não havia a quem temer?

SOLUÇÃO: Os críticos falham aqui em dois pontos muito sérios - total presunção de que o escritor bíblico seja estúpido a ponto de contra-dizer-se numa mesma sentença e completa ignorância do fato de que a mesma palavra com freqüência é empregada com diferentes sentidos, ainda que na mesma oração. Por exemplo: "Você sabe perfeitamente bem que não se sabe coisa alguma com perfeição". (Veja também os comentários de Provérbios 26:4-5 e Filipenses 3:15). O sentido deste salmo está mais claro na TLH: "Mas eles vão tremer de medo mesmo quando não houver motivo para isso".

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Davi desabona o sistema sacrificial de Moisés? Salmo 51:16


(Veja os comentários de Oséias 6:6).

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Este verso dá respaldo à posição de que um feto que ainda não nasceu é apenas um ser humano em potencial? Salmo 51:5

PROBLEMA: Davi declarou: "em pecado me concebeu minha mãe". Entretanto, ele não pode ter realmente pecado no momento de sua concepção, uma vez que ele não tinha consciência moral alguma, nem uma livre vontade, que é necessária para atos de ordem moral (veja Is 7:15; Jo 9:41).

SOLUÇÃO: Este texto não dá suporte ao ponto de vista de que um embrião humano é meramente um ser humano em potencial, e não um ser humano real. Isso é evidente por várias razões. 

Primeiro, mesmo que o texto estivesse ensinando que os seres humanos são pecadores em potencial desde o momento da concepção, isso não significaria que os fetos são seres humanos em potencial.

Segundo, não importando em que sentido seja dito que os fetos têm pecado desde o momento da concepção, isso revela, contudo, que eles são seres humanos, ou seja, que eles fazem parte da raça humana decaída. É apenas em virtude de pertencermos à raça humana adâmica que somos concebidos em pecado (veja os comentários de Romanos 5:12).

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O homem nasce em iniqüidade, ou Deus o fez reto? Salmo 51:5

PROBLEMA: Davi disse: "eu nasci em iniqüidade", mas Salomão ensinou que "Deus fez o homem reto" (Ec 7:29).Qual é a afirmação verdadeira?

SOLUÇÃO: As duas afirmações estão corretas, mas cada uma delas fala de algo diferente. Salomão refere-se a criação original do homem, antes de ele se meter "em muitas astúcias" (Ec 7:29). Davi fala da situação de como os homens têm nascido, desde a concepção ocorrida no ventre da mãe, a partir da queda.

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É esta uma profecia a respeito de Maomé? Salmo 45:3-5

PROBLEMA: Como este texto fala de alguém vindo com a "espada" para subjugar seus inimigos, os muçulmanos às vezes citam-no como sendo uma profecia de seu profeta Maomé, que foi conhecido como "o profeta da espada". Insistem em dizer que o texto não pode referir-se a Jesus, uma vez que Ele nunca veio com uma espada (Mt 26:52).

SOLUÇÃO: Esta pretensão, entretanto, falha por diversas razões. Primeiro, logo no versículo seguinte (v. 6) a pessoa de quem o texto está falando é identificada como sendo "Deus", quem Jesus disse ser (Jo 8:58; 10:30). Mas Maomé negou ser Deus; disse ser apenas um profeta humano. Segundo, o NT afirma que esta passagem refere-se a Cristo (Hb 1:8). Terceiro, embora da primeira vez Jesus não tenha vindo com a espada, isso acontecerá na sua segunda vinda (cf. Ap 19:11-16).

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Deus dorme? Salmo 44:23


PROBLEMA: De acordo com o Salmo 121:4, Deus "não dormita, nem dorme". Contudo, neste versículo o salmista clama a Deus:

"Desperta! Por que dormes, Senhor? Desperta!" (Sl 44:23).

SOLUÇÃO: O salmista usa o verbo dormir como uma figura de linguagem, que se referia ao fato de que Deus vinha atrasando o seu juízo, não mostrando até aquele momento sinal algum de atividade (cf, Sl 44:9-10).

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Há justos que mendigam o pão? Salmo 37:25

PROBLEMA: Davi declara: "...jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão" (Sl 37:25). Mas obviamente isso não é sempre verdade. Muitos dos milhares que passam fome no mundo hoje são cristãos. Até mesmo a Bíblia falou de "um certo mendigo, chamado Lázaro" que estava no céu (Lc 16:20). A afirmação de Davi parece ser claramente falsa.

SOLUÇÃO: Várias coisas devemos ter em conta com relação à afirmação de Davi. Antes de mais nada, a rigor esta não é uma declaração universal - é simplesmente o que Davi disse sobre sua própria experiência. Ele começa dizendo "fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi..." (v. 25),

Segundo, ele não diz que o justo nunca passa fome, mas simplesmente que ele, Davi, jamais viu o justo "mendigar o pão". Há uma diferença.

Terceiro, o contexto de sua afirmação era a economia judaica no AT, em que ninguém precisaria passar fome, uma vez que a lei permitia que o necessitado rebuscasse nos campos (cf. Lv 19:10; Dt 24:21). Com esse sistema, geralmente não havia necessidade de se "mendigar o pão" - ele podia ser respigado de graça nos campos.

Finalmente, como ocorre no livro de Provérbios, esta afirmação não é para ser tomada de forma universal, mas apenas como uma regra geral numa sociedade organizada de acordo com a lei de Deus, segundo a qual aqueles que vivem retamente em geral não terão necessidade de mendigar o pão.

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Quando os ímpios forem exterminados, eles serão aniquilados? Salmo 37:9, 34

PROBLEMA: O salmista afirma que "os malfeitores serão exterminados". Em outros textos (Sl 73:27; Pv 21:28) é dito que eles perecerão (veja os comentários de 2 Tessalonicenses 1:9). Mas esse extermínio, para sempre, significa que eles serão aniquilados?

SOLUÇÃO: Ser "exterminado" não significa ser aniquilado. Se assim fosse, então o Messias teria sido aniquilado quando morreu, já que a mesma palavra (karath) é empregada no caso da morte dele (Dn 9:26). Mas sabemos que Cristo não foi aniquilado, e que ele vive para todo o sempre, depois de sua morte (cf. Ap 1:18; veja também os comentários de 2 Tessalonicenses 1:9).

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Por que no subtítulo deste Salmo consta o nome de Abimeleque, quando deveria constar Aquis? Salmo 34

PROBLEMA: O subtítulo do Salmo 34 é: "Salmo de Davi, quando se fingiu amalucado na presença de Abimeleque, e, por este expulso, ele se foi". Entretanto, o ato de maluquice de Davi, registrado em 1 Samuel 21:13, foi diante de Aquis, e não de Abimeleque. Não se trata então de um erro?

SOLUÇÃO: Temos de lembrar que os títulos e subtítulos não faziam parte do texto original, inspirado, dos salmos. Portanto, é possível que quem tenha acrescentado esses títulos tenha cometido um erro neste caso.

Mas há também quem tenha proposto que talvez Abimeleque seja outro nome da mesma pessoa, Aquis. Não era incomum nos tempos antigos uma pessoa ter dois nomes. Gideão se chamava tam­bém Jerubaal (Jz 6:32; 7:1), e Salomão tinha também o nome Jedidias (2 Sm 12:25). E possível que Abimeleque tenha sido um segundo nome numa certa dinastia dos filisteus.

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Por que o subtítulo do Salmo 30 faz referência à dedicação da casa de Davi, se o salmo nada diz a esse respeito? Salmo 30


PROBLEMA:
O subtítulo do Salmo 30 é: "Cântico da dedicação da casa" (de Davi). Entretanto, o salmo em si não faz referência alguma à casa de Davi, e o seu conteúdo diz respeito a uma experiência pessoal da graça de Deus em tempo de tribulação. Este subtítulo não estaria errado?

SOLUÇÃO: Os títulos e subtítulos que aparecem em nossas Bíblias não constavam dos salmos originais, inspirados. Eles foram acrescentados num tempo posterior, da mesma forma como Bíblias de estudo hoje nos dão títulos e subtítulos a várias seções de um determinado livro. Em muitos casos eles nos trazem informações importantes sobre os salmos a que dizem respeito.

Entretanto, alguns eruditos acreditam que algumas das sentenças que têm sido consideradas como título de um salmo passaram a ser vistas como sendo um "post-scriptum" do salmo anterior. Pode ser que este seja o caso do título do Salmo 30. Alguns acham que o Salmo 29 é bem mais parecido com um salmo de dedicação, e que talvez, o que se considerava ser o subtítulo do Salmo 30 na verdade seja o "post-scriptum" do Salmo 29.

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A terra é fundada sobre os mares, ou sobre o nada? Salmo 24:2

PROBLEMA: O salmista declara que a terra foi fundada "sobre os mares". Mas Jó disse: "Ele... faz pairar a terra sobre o nada" (Jó 26:7).

SOLUÇÃO: O primeiro texto fala do fato óbvio de que a terra situa-se acima dos mares, de forma que eles não a invadam nem a destruam. O versículo de Jó pode referir-se ao fato científico de que a terra está suspensa no espaço, o que poderia ter sido inferido por meio da obser­vação de outros corpos celestes visíveis a olho nu, bem como por deduções a partir dos eclipses. Foi assim que Aristóteles (século IV a.C.) concluiu que a terra é redonda.

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