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Paulo não dá esse poeta pagão como inspirado, pelo simples fato de fazê-lo parte da Escritura? Tito l:12

PROBLEMA: Os cristãos acreditam que somente a Bíblia é a Palavra de Deus (2 Tm 3:16). Contudo, o apóstolo Paulo cita poetas pagãos em pelo menos três ocasiões. Mas ao fazer isso ele parece estar então considerando essas fontes como sendo inspiradas, tal como acontece quando ele cita as Escrituras do AT como sendo a Palavra de Deus (cf. Mt4:4,7,10).

SOLUÇÃO: Paulo não está citando essa fonte não cristã como sendo inspirada, mas simplesmente como sendo uma verdade. Toda verdade é uma verdade de Deus, não importa quem a tenha dito. Caifás, o sumo sacerdote judeu, proferiu uma verdade acerca de Cristo (Jo 11:49).

A Bíblia usa com freqüência fontes não inspiradas (cf. Nm 21:14; Js 10:13; 1 Rs 15:31). Por três vezes Paulo cita pensadores não cristãos (At 17:28; 1 Co 15:33; Tt 1:12). Judas refere-se a verdades encontradas em livros não canônicos (Jd 9, 14). A Bíblia, porém, nunca faz tais citações como tendo autoridade da parte de Deus, mas simplesmente por conterem a verdade que é citada.

As frases usuais, tais como "assim disse o Senhor" (cf. Is 7:7; Jr 2:5) ou "está escrito" (Mt 4:4,7,10) nunca são encontradas quando há citações dessas fontes não inspiradas. Não obstante, verdade é verdade, onde quer que seja encontrada. E não há razão alguma, portanto, para que um autor bíblico, por direção do Espírito Santo, não possa utilizar uma verdade seja de que fonte for.



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Nesse versículo, Paulo não se envolve num paradoxo ou numa contradição? Tito 1:12

PROBLEMA: Paulo citou um cretense "que disse: Cretenses, sempre mentirosos..." (Tt 1:12). Mas se isso foi dito por um cretense, e se os cretenses são sempre mentirosos, então essa pessoa também mentiu. E se esse cretense mentiu quando disse que os cretenses são sempre mentirosos, então os cretenses nem sempre mentem, e há uma mentira na Escritura. Se, por outro lado, esse cretense falou a verdade a respeito dos cretenses, então não é sempre que os cretenses mentem, pelo menos esse cretense não mentiu. Seja como for, por incorporar essa afirmação à Escritura, o apóstolo parece ter incluído nela uma mentira.

SOLUÇÃO: Paulo deve ter visto esse dilema, e depressa acrescentou: "Tal testemunho é exato" (v. 13). Em outras palavras, os cretenses geralmente mentem, mas pelo menos nessa ocasião particular um cretense proferiu uma verdade, quando caracterizou os cretenses como mentirosos. Dessa forma o paradoxo é quebrado, e nenhuma mentira é então incluída na Escritura.

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Paulo recomendou que os crentes tomem vinho? 1 Timóteo 5:23

PROBLEMA: A Bíblia repetidamente nos adverte contra o abuso de bebidas fortes e contra a embriaguez (Pv 20:1; 31:4-5; Is 24:9; 1 Co 6:9-10; Ef 5:18). Entretanto, Paulo diz a Timóteo: "Não continues a beber somente água; usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades". Isso não está em favor de se beber vinho?

SOLUÇÃO: Se entendido todo o contexto, não há nessa passagem base alguma para os crentes se comprometerem bebendo socialmente vinho (e outras bebidas alcoólicas). Primeiro, Paulo fala de "um pouco", e não de muito vinho. Em outra passagem ele recomenda aos líderes cristãos que sejam moderados (1 Tm 3:3,8).

Segundo, era para "suas freqüentes enfermidades", não para o prazer. Em outras palavras, a recomendação tinha propósitos medicinais, não propósitos sociais.

Terceiro, a Bíblia fala com freqüência do mal que há em se beber vinho. Ela lança imprecações sobre aqueles que bebem excessivamente (Is 5:11; Am 6:6; Mq 2:11). Todos são advertidos de que muito álcool levará à desgraça e ao juízo (Am 6:6-7).

Finalmente, o vinho que era usado nos tempos bíblicos era misturado, usando-se três partes de água para uma parte de vinho, assim reduzindo o teor alcoólico a um nível relativamente não prejudicial. Quando assim tomado junto com uma refeição, poucas eram as chances de o vinho ser prejudicial para a pessoa ou para a sociedade, naquele ambiente de uma sociedade não alcoolizada.

O mesmo não é verdade hoje, já que o vinho, a cerveja e o uísque que estão sendo consumidos são, pelos padrões bíblicos, "bebidas fortes". E isso é ainda mais problemático numa cultura alcoolizada, em que um de cada dez que começam a beber se torna alcoólico. Nesse contexto, é melhor seguir o conselho de Paulo dado em outra passagem, em que ele diz: "É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa com que teu irmão venha a tropeçar [ou se ofender ou se enfraquecer]" (Rm 14:21).

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A Bíblia limita o ministério das mulheres? 1 Timóteo 2:12-14

PROBLEMA: Paulo disse: "E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio". De igual modo, em 11 Coríntios 14:34, ele acrescentou: "conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina" (cf. 1 Pe 3:5-6). Isso não proíbe o ministério das mulheres, e não degrada a personalidade delas?

SOLUÇÃO: De forma nenhuma. Quando devidamente compreendidas em seu contexto, essas e muitas outras passagens na Bíblia exaltam o papel da mulher e lhes dão um tremendo ministério no Corpo de Cristo Temos de ter em mente várias coisas concernentes a essa questão do papel da mulher na igreja.

Primeiro, a Bíblia declara que as mulheres, tal como os homens, são imagem de Deus (Gn 1:27). Isto é, elas estão em igualdade com os homens por natureza. Não há nenhuma diferença essencial - tanto o macho como a fêmea são igualmente seres humanos por criação.

Segundo, o homem e a mulher são iguais por redenção. Ambos têm o mesmo Senhor e partilham exatamente da mesma salvação. Pois em Cristo "não pode haver... nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus" (Gl 3:28).

Terceiro, não há distinção de sexo nos dons ministeriais apresentados na Bíblia. Ela não diz: "dom de ensino: para homens; dom de socorros: para mulheres". Em outras palavras, as mulheres têm os mesmos dons que os homens têm para ministrar no Corpo de Cristo.

Quarto, por toda a Bíblia, Deus deu dons, abençoou e usou muito as mulheres no ministério. Isso inclui Miriã, a primeira ministra de música (Êx 15:20); Débora (Jz 4:4); Hulda, a profetiza (2 Cr 34:22); Ana, a profetiza (Lc 2:36); Priscila, uma professora da Bíblia (At 18:26); e Febe, a diaconisa (Rm 16:1).

Quinto, Jesus teve muitas mulheres que o assistiram em seu ministério (cf. Lc 23:49; Jo 11). Com efeito, é bastante significativo, naquela cultura patriarcal, ter Jesus escolhido mulheres em suas duas primeiras aparições depois da ressurreição (Mt 28:1-10; Jo 20:10-18). Nisso o apóstolo Pedro ficou em terceiro lugar! (1 Co 15:5).

Sexto, seja o que for que o apóstolo Paulo tenha querido dizer com a frase "que a mulher... esteja... em silêncio", é certo que ele não queria dizer que elas não devessem ter ministério algum na Igreja. Isso é claro por várias razões. Antes de mais nada, numa mesma carta (1 Coríntios), Paulo instruiu as mulheres sobre como elas deveriam orar e profetizar na igreja, a saber, de maneira ordeira e decente (cf. 11:5). Também, ele disse que em certos momentos todos os homens deveriam permanecer em silêncio, da mesma forma, ou seja, quando outra pessoa estivesse ministrando a palavra de Deus (cf. 14:28). Finalmente, Paulo não hesitou em usar mulheres para assisti-lo em seu ministério, como fica evidente por ter ele dado a Febe o importante encargo de levar até o seu destino a grande epístola aos Romanos (Rm 16:1).

Sétimo, quando entendidas em seu contexto, as passagens "do silêncio feminino" não estão negando o ministério das mulheres, mas estão limitando a autoridade delas. Paulo afirma que as mulheres não devem ter "autoridade sobre o homem" (1 Tm 2:12, NVI). De igual modo, depois de sua exortação às mulheres de permanecerem caladas (1 Co 14:34), ele as lembra de permanecerem "submissas". É claro, os homens também estavam debaixo de uma autoridade, e tinham de se submeter à supremacia de Cristo sobre eles (1 Co 11:3). De fato, a prova cabal de que não há nada de degradante em se estar submisso a alguém é que Cristo, que foi Deus em carne humana, sempre é submisso ao Pai, tanto na terra (Fp 2:5-8) como no céu (1 Co 15:28).

É também evidente que a supremacia e liderança do homem não é simplesmente uma questão cultural devido ao fato de se basear na própria ordem da criação (1 Co 11:9; 1 Tm 2:13). Assim, os oficiais da Igreja devem ser homens, cada um sendo "esposo de uma só mulher" (1 Tm 3:2). Isso, contudo, de forma alguma desmerece ou diminui o papel das mulheres, tanto no âmbito familiar como na Igreja. O fato de os homens não poderem dar à luz a bebês não os desmerece em sua humanidade nem no que diz respeito ao papel que exercem na família, apenas Deus não lhes preconizou tal função, mas sim outras.

Oitavo, Deus deu às mulheres uma gloriosa função, tanto pela ordem de criação como pela redenção. Primeiramente, Eva não foi criada do pé de Adão, para ser por ele pisada, nem de sua cabeça, para governar sobre ele, mas sim do seu lado, para estar em igualdade com ele e ser-lhe companheira (cf. Gn 2:19-25). Além disso, todo homem foi gerado no ventre de uma mulher (1 Co 11:12), e assim a grande maioria dos homens foi nutrida por uma mulher quando eram bebês, crianças, jovens, até a idade adulta. Adicionalmente, quando Deus escolheu o vaso mediante o qual ele próprio se fez carne (Jo 1:14), não foi pela direta criação de um corpo (como no caso de Adão), nem por assumir uma forma visível (como o anjo do Senhor), nem por fazer um clone de um homem; não, foi por meio de uma concepção milagrosa, levada até o fim da gestação no ventre de uma mulher, a abençoada virgem Maria (Mt 1:20-21; Gl 4:4).

Quanto ao processo do nascimento e da nutrição, Deus dotou a mulher com o papel mais maravilhoso, o de gerar todos os seres humanos, homens incluídos, e os alimentar, no momento mais delicado e sensível da suas vidas, tanto antes como depois do nascimento (cf. Sl 139:13-18).

Finalmente, na Igreja, Deus fez com que as mulheres viessem a ser, com os demais, "um em Cristo Jesus" (Gl 3:28), e concedeu a elas os dons do Espírito (1 Co 12; 14; Rm 12), mediante os quais elas podem edificar o corpo de Cristo. Entre esses dons acham-se o da profecia (cf. At 2:17-ld; 21:9) e o do ensino (At 18:26; Tt 2:4).

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Paulo ensinou que ele estaria vivo quando Cristo retornasse? 1 Tessalonicenses 4:15

PROBLEMA: Paulo falou aos cristãos de Tessalônica que "nós, os vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor...", o que dá a entender que ele estava afirmando que Cristo voltaria antes de sua morte. Mas Cristo não voltou antes da morte de Paulo (2 Tm 4:6-7). Paulo então cometeu um erro?

SOLUÇÃO: Há dois modos de entendermos esse versículo sem considerar que Paulo tenha cometido um erro. Em primeiro lugar, o pronome "nós" pode ter sido apenas editorial. Isto é, pode ser uma expressão literária equivalente a "aqueles" que estiverem vivos. Esse é um modo de expressão perfeitamente aceitável, que os autores usam com freqüência. Por exemplo, em face da morte de um amigo, posso dizer: "nunca sabemos quando tal eventualidade pode se dar conosco", sem estar expressando nenhuma crença ou esperança de que isso venha a ocorrer comigo.

Em segundo lugar, Paulo pode estar apenas expressando sua própria esperança, sem afirmar propriamente que ele estaria vivo quando Cristo retornasse. Afinal de contas, a volta de Cristo é a "bendita esperança" (cf. Tt 2:13) de todo crente. Se Paulo quisesse mesmo afirmar que estaria vivo quando Cristo retornasse, ele teria dito com muita clareza "estarei vivo até a volta do Senhor". Mas ele não disse isso. O "nós" deve ter sido decorrente da esperança que ele tinha, sem porém afirmar que ele estaria vivo ou não até o dia do arrebatamento.

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Paulo contradiz Jesus quando exorta os filhos a obedecerem a seus pais em tudo? Colossenses 3:20

PROBLEMA: Paulo disse aos filhos que em tudo obedecessem a seus pais, Jesus por sua vez falou: "Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim" (Mt 10:37). Certamente os filhos não devem obedecer a um pai ou uma mãe que lhes ordene amaldiçoar a Deus, ou odiar Jesus, ou ainda matar um irmão.

SOLUÇÃO: Um texto tem de ser compreendido dentro do seu contexto. A expressão "em tudo" de Colossenses 3:20 não inclui as coisas que desagradam ao Senhor, já que logo a frase seguinte diz: "pois isso agrada ao Senhor" (3:20, NVI). Além disso, na passagem paralela de Efésios, escrita no mesmo tempo, Paulo explicitamente qualifica esse mandamento, dizendo: "Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor" (Ef 6:1). Isso torna claro que um filho não deve obedecer a seus pais se eles lhe mandarem fazer alguma coisa contrária à vontade de Deus.

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Se Paulo tinha o dom de curar, por que ele não pôde curar o seu cooperador Epafrodito? Filipenses 2:25

PROBLEMA: No livro de Atos, Paulo curou os enfermos e até mesmo fez um morto reviver (At 20:9-10). Em certa ocasião ele até mesmo curou a todos de uma cidade inteira (At 28:9). Mas, segundo Filipenses 2:25-27, aparentemente ele não pôde curar nem mesmo um cooperador seu, que era necessário para a obra.

SOLUÇÃO: Há duas possíveis respostas para essa questão. Alguns crêem que o fato de alguém possuir o dom de curar não lhe garante o poder de sempre curar quem quer que seja. Em certa ocasião os discípulos não puderam curar um jovem endemoninhado (Mt 17:16). Os que pensam assim insistem em que a pessoa que tem o dom de curar não alcança cem por cento de sucesso, assim como o dom do ensino não torna ninguém infalível.

Outros insistem em dizer que o dom de curar sempre foi exercido com sucesso, observando que Jesus curou aquele endemoninhado (em Mateus 17) e ainda repreendeu os discípulos por não terem usado o poder de Deus que lhes havia sido dado, deixando de curá-lo (vv. 17-18). Alegam, ainda, que o dom de curar se manifesta em cem por cento dos casos, da mesma forma como alguém com o dom de profecia não pode expressar uma falsa profecia, pois seria a prova de que a pessoa não estava exercendo o dom da profecia (Dt 18:22).

A razão por que Epafrodito não foi curado não é mencionada no texto. Mas também não se sabe se Paulo de fato tentou curá-lo e não foi bem-sucedido. Isso também não está escrito no texto.

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Será que Paulo errou a respeito do tempo decorrido de Abraão até quando a Lei foi dada? Gálatas 3:17

PROBLEMA: Em Gálatas 3:17, o apóstolo afirmou que decorreu um período de 430 anos de quando Deus fez suas promessas a Abraão (Gn 12:1-3) - o que foi por cerca do ano 2000 a.C. - até o momento em que ele deu a Lei a Moisés- o que foi por volta de 1450 a.C. Isso seria um erro, pois a diferença é de mais de 100 anos.

SOLUÇÃO: O tempo a que Paulo se referiu não foi a partir de quando Deus de início fez a aliança com Abraão (Gn 12-15), mas de quando ela posteriormente foi confirmada a Jacó (Gn 46), o que se deu por volta de 1877 a.C. Como o êxodo ocorreu por volta de 1447 a.C. (cf. 1 Rs 6:1), resulta uma diferença de exatamente 430 anos.

Há uma boa indicação de que Paulo estaria referindo-se ao tempo da confirmação feita com Jacó, e não ao tempo de quando ela foi estabelecida com Abraão. O texto refere-se com clareza aos 430 anos depois de ser a aliança "confirmada por Deus" (Gl 3:17). Assim, esse período é o que decorre de quando Deus reafirmou as promessas que fizera a Abraão, para a sua descendência (sua semente), na pessoa de Jacó. Isso está em Gênesis 46:2-4, e ocorreu cerca de 430 anos antes dos filhos de Israel saírem do Egito.



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Paulo foi o maior ou o menor dos apóstolos? 2 Coríntios 11:5

PROBLEMA: Paulo disse a seu respeito: "Porque penso que em nada fui inferior aos mais excelentes apóstolos" (2 Co 11:5, SBTB). Mas em outro versículo ele nos fez acreditar que ele era "o menor dos apóstolos" (1 Co 15:9). Uma dessas duas afirmativas não pode ser então verdadeira.

SOLUÇÃO: Paulo está falando em diferentes contextos. Numa das passagens ele está falando a respeito de sua capacidade, de seu treinamento e de seu zelo. Entretanto, diferentemente dos demais apóstolos, Paulo tinha perseguido a Igreja de Cristo antes da sua conversão e, portanto, considerava-se indigno até mesmo de ser um apóstolo (cf. Gl 1:13; At 9:1). Assim, a respeito de seu antagonismo a Cristo anteriormente à conversão, ele corretamente considerou-se "o menor dos apóstolos".



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Erros imperdoáveis do Apóstolo Paulo!


Percebemos muitos erros e citaremos alguns poucos por enquanto. Muitos outros podem ser encontrados se pegarmos a Bíblia para conferir o que ele escreveu.

O Apóstolo errou feio quando não orientou corretamente em suas cartas sobre o melhor desempenho do grupo de coreografia, quais os momentos e onde poderiam atuar e quantas pessoas poderiam participar do grupo! E o Apóstolo que mais escreveu e orientou a Igreja jamais poderia ter sido relapso com esse assunto importantíssimo!

Ele escreveu tantas outras coisas sem tamanha importância, ou pelo menos que algumas igrejas não consideram importantes, ocupando as páginas da Bíblia com essas coisas, quando poderia ter gasto melhor o seu tempo com essas orientações. Ficou perdendo o tempo dele e o nosso com bobagens qual a valorização de um Evangelho, dizendo que é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, considerando que não temos mais nenhuma preocupação tola com esse assunto sobre salvação ou perdição, porque isso não faz mais parte dos nossos propósitos atuais porque o que queremos é o aumento dos membros e das finanças.

Além do mais, quem é que está se importando com esse assunto? Ele até nos atrapalha, porque ninguém mais quer ser confrontado com o pecado e suas conseqüências. E esse tipo de coisa, falar sobre pecado, constrange e acaba afastando as pessoas de dentro das igrejas. E sem elas não conseguiremos executar os nossos planos e atingir as nossas metas de crescimento.

Errou ao não evidenciar e orientar sobre o "ministério profético de dança" e suas funções! E sem esse ministério importantíssimo, como é que poderíamos atrair as pessoas para os "shows gospel" proporcionando as vendas de Cds, camisas, bonés, fitas adesivas e outras quinquilharias? Está nessa falta de orientação uma prova da falta de capacidade de avaliação e fé para com a igreja do futuro. Ele não foi capaz de projetar isso para aquelas igrejas.

Errou ainda por evidenciar a possibilidade de alguém pregar outro evangelho! Esse erro é considerado hoje com um dos mais grotescos do Apóstolo Paulo. Como os espertalhões farão para enganar os desatentos ou aqueles que desejam as práticas carnais participando de uma igreja, se não for com um evangelho falso, com fábulas, visões e outras coisas que cativem as pessoas?

Também errou ao cantar um hino, ao invés de cantar uma coisa qualquer que servisse para sacudir os ossos e animar a galera na hora do "momento de louvor". Perdeu o seu tempo enquanto poderia deixar algo para os jovens, além de orientar mal os jovens, impedindo-os de aproveitar a sua sexualidade, normal entre os jovens. Disse um monte de bobagens sem entender nada sobre psicologia e necessidades natas do ser humano.

Parece que faltou visão ao Apóstolo Paulo para que visse além do seu tempo! Além das suas convicções pessoais e que deixasse de ser presunçoso, com uma mente fechada e retrógrada!

O cara (Apóstolo Paulo) não orientou direito ao Timóteo para que ele fizesse um projeto de crescimento da igreja para que alcançasse os dez mil membros. Que animasse as mulheres para que assumissem o pastorado de uma igreja e que deixassem os gregos praticarem seus costumes de ensinar os meninos, recebendo deles o pagamento que estavam acostumados a receber como mestres, que era o "carinho" dos meninos.

E o que tinha esse Paulo com a vida sexual do camarada que dormia com a sua madrasta? Preconceituoso demais ele foi meter-se numa situação que não tem nada a ver com a igreja por ser um problema do lar e do pai com a madrasta. Ele queria se meter em tudo.

Convencido e inconveniente esse que se dizia ser Apóstolo!

E nem era tanta coisa assim porque não conseguia nem prosperar. Não tinha nem uma carruagem e quando não conseguia algumas esmolas tinha de trabalhar.

Já naquela época ele era deixado de lado. Por que iríamos dar crédito ao que ele escreveu? Só porque está na Bíblia?

Qualquer um poderia escrever e arrumar um jeito de fazer constar na Bíblia naquela época. E ele escreveu umas cartinhas medíocres para amedrontar algumas igrejas e aqueles que não conheciam o poder da mente e a força do pensamento positivo, coitados!

E aquelas igrejinhas (talvez já cantassem felizes "somos um pequeno povo mui feliz...") sem saber dos excelentes métodos de crescimento de igrejas, pobres gentes infelizes, ficavam esperando que as pessoas aparecessem do nada, apenas com o testemunho ridículo quando eram jogados às feras ou queimadas vivas.

Para que tanto sacrifício se poderiam viver muito mais tranqüilas e crescerem através de uma boa estratégia de marketing e tomando posse do que era deles porque eram príncipes e princesas, cabeças e jamais caudas?!

Talvez seja por isso que alguns se dizem e são considerados apóstolos em algumas igrejas enormes; para corrigir tamanho equívoco provocado pela displicência do Apóstolo Paulo. Consideram, por certo, que o tal Apóstolo verdadeiramente caiu do cavalo pouco antes de morrer porque estava tonto com tantas exortações sem sentido.

Ainda há muitos erros que podem ser apontados por aqueles que querem acabar com a Igreja e serem usados pelo inimigo da Igreja para que a Igreja deixe de cumprir o propósito pelo qual existe.

Se a liderança da Igreja que você é membro está pensando assim é hora de agir e mostrar o erro enquanto é tempo. Reúna-se com outros membros para conversar e agir, senão vocês experimentarão o que significa "um abismo chama outro abismo!"

Fonte: http://www.obereano.blogspot.com/

Paulo se vangloriou, o que é contrário ao ensino das Escrituras? 1 Coríntios 15:10

PROBLEMA: Paulo vangloriou-se, quando declarou: "trabalhei muito mais do que todos eles". Em 2 Coríntios 11:16, Paulo até mesmo admitiu que estava se gloriando um pouco, declarando que em nada ele era inferior aos demais apóstolos (cf. 2 Co 12:11). Mas o próprio Paulo admitiu que a jactância é algo errado, e que "ninguém se vanglorie na presença de Deus" (1 Co 1:29). E Provérbios exorta: "Seja outro o que te louve, e não a tua boca" (Pv 27:2).

SOLUÇÃO: Antes de mais nada é importante notar que, quando vangloriou-se, Paulo admitiu: "O que falo, não o falo segundo o Senhor e sim como por loucura, nesta confiança de gloriar-me" (2 Co 11:17). Além disso, Paulo qualificava suas vanglorias com frases do tipo: "ainda que nada sou" (2 Co 12:11) e "não eu, mas a graça de Deus comigo" (1 Co 15:10) e sua motivação não era o louvor a si mesmo nem a autodefesa, mas a defesa e a difusão do Evangelho.

Finalmente, Paulo não se gloriou na carne. Ele se gloriou, porém, no Senhor e no privilégio de se humilhar e de ser perseguido por causa dele (2 Co 11:22ss). Tal tipo de "vangloria" está em perfeita harmonia com uma verdadeira humildade.



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Paulo cometeu um erro ao citar quantas pessoas morreram? 1 Coríntios 10:8

PROBLEMA: Paulo diz nesse versículo que 23.000 pessoas morreram. Em Êxodo 32:28, o número de pessoas referidas como tendo sido mortas é 3.000. Isso parece ser um erro.

SOLUÇÃO: Primeiro, em Êxodo 32:28 as pessoas foram mortas à espada, e as que Paulo menciona morreram pela espada e por causa de uma praga. Êxodo 32:35 diz: "Feriu, pois, o Senhor ao povo, porque fizeram o bezerro que Arão fabricara". Paulo dá o total incluindo os que foram mortos pela espada e pelo ferimento do Senhor (pela praga). Mas Êxodo 32:28 nos fornece apenas o número dos que foram mortos pela espada.

Segundo, alguns acham que o número de pessoas mortas que Paulo fornece relaciona-se com um relato de juízo ocorrido em Números 25:9, que diz terem sido mortas 24.000 pessoas. Isso pode ser respondido de duas maneiras. Primeiramente, a passagem de Números não dá um período de tempo específico dentro do qual tantas pessoas morreram, mas o apóstolo Paulo disse que 23.000 morreram num só dia. A passagem de Números, entretanto, não especifica quantos foram mortos num só dia, mas fornece o número total de mortes. Além disso, alguns estudiosos dizem que Paulo não se refere a Números, porque 1 Coríntios 10:7 cita Êxodo 32:6, enquadrando-se assim o contexto de 1 Coríntios com Êxodo 32:28.

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Paulo encoraja, ou não, a corrida para obter um alvo espiritual? 1 Coríntios 9:24

PROBLEMA: Nesse texto, o apóstolo encoraja o crente a correr "de tal maneira que o alcanceis". Entretanto, em Romanos, Paulo nos informa de que "não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia" (9:16).

SOLUÇÃO: A primeira passagem está falando de galardões que realmente dependem de nossas obras (cf. 1 Co 3:1 lss e 2 Co 5:10), ao passo que a outra fala da salvação, a qual é pela graça e não por obras (Rm 4:5; Ef 2:8-9; Tt 3:5-7).



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Como as palavras de Paulo podem ser inspiradas, se ele diz estar apenas dando a sua opinião? 1 Coríntios 7:12 (cf. 7:40)

PROBLEMA: Em duas passagens de 1 Coríntios (7:12, 40), o apóstolo Paulo parece dar a entender que ele estava escrevendo sob sua própria autoridade, não com a do Senhor. Primeiro ele diz: "Aos mais digo eu, não o Senhor" (l Co 7:12). E em 7:40 ele diz: "e penso que também eu tenho o Espírito de Deus", o que pode dar a entender que Paulo não está seguro quanto a ter o Espírito Santo. Como esses versículos poderão então harmonizar-se com a autoridade divina reclamada por Paulo em suas epístolas? (cf. Gl 1:11-17; 2 Tm 3:16-17).

SOLUÇÃO: Primeiro, a respeito de 1 Coríntios 7:12, Paulo está referindo-se ao fato de que o Senhor não abordou diretamente essa questão quando ele falou do divórcio e do casamento (Mt 5:31-32; 19:4-12). Assim, Paulo aborda precisamente essa questão, dando a sua visão, com autoridade, quanto a uma esposa crente permanecer com um marido descrente.

Segundo, Paulo não tinha dúvida alguma quanto a possuir o Espírito Santo nessa questão, já que ele disse claramente: "também eu tenho o Espírito de Deus" (1 Co 7:40). Assim, essa passagem não pode ser usada para mostrar que Paulo estaria dizendo não ter autoridade divina.

Finalmente, Paulo de modo claro afirmou sua autoridade divina nessa mesma carta, declarando o que ele escreveu como sendo "palavras... ensinadas pelo Espírito" (1 Co 2:13). De fato, ele conclui a carta dizendo "ser mandamento do Senhor o que vos escrevo" (14:37). Dessa for-m a, suas palavras no capítulo 7 devem ser consideradas em harmonia com essas enfáticas declarações.

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A condenação do homossexualismo feita por Paulo foi simplesmente uma opinião pessoal dele? 1 Coríntios 6:9

PROBLEMA: Paulo disse aos coríntios que "nem imorais,... nem homossexuais ativos ou passivos... herdarão o Reino de Deus" (6:9-10, N VI). Mas nesse mesmo livro ele admitiu estar dando a sua "opinião" pessoal (l Co 7:25). De fato, Paulo admitiu: "não tenho mandamento do Senhor" (v. 25); e "digo eu, não o Senhor" (v. 10). Não foi isso então, por sua própria confissão, simplesmente uma opinião pessoal de Paulo, não obrigatória, a respeito dessa questão?

SOLUÇÃO: A condenação do homossexualismo feita por Paulo tem autoridade divina e não é apenas sua opinião particular. Isso se torna claro ao examinarmos com cuidado a evidência de que dispomos. Em primeiro lugar, a condenação mais clara da homossexualidade feita por Paulo acha-se em Romanos 1:26-27, e ninguém que aceita a inspiração das Escrituras contesta a autoridade divina desse texto.

Em segundo lugar, as credenciais apostólicas de Paulo estão firmemente estabelecidas nas Escrituras. Ele declarou em Gálatas que as suas revelações não tinham sido inventadas por homem algum, mas tinham sido recebidas "mediante revelação de Jesus Cristo" (Gl 1:12).

Em terceiro lugar, Paulo declarou aos coríntios: "as marcas de um apóstolo - sinais, maravilhas e milagres - foram demonstradas entre vocês" (2 Co 12:12, NVI). Em resumo, ele tinha exercitado a sua autoridade apostólica no seu ministério para com os cristãos de Corinto.

Em quarto lugar, mesmo no livro de 1 Coríntios, em que a autoridade de Paulo é severamente contestada pelos críticos, sua autoridade divina torna-se evidente por três razões. (1) Ele começa o livro declarando possuir "palavras... ensinadas pelo Espírito" (1 Co 2:13). (2) Ele conclui o livro dizendo: "o que lhes estou escrevendo é mandamento do Senhor" (14:37, NVI). (3) Mesmo no controvertido capítulo 7, em que dizem que Paulo está dando a sua opinião pessoal não inspirada, ele declara: "também eu tenho o Espírito de Deus" (v. 40).

De fato, quando ele disse: "eu, não o Senhor", ele não queria dizer que as suas palavras não eram inspiradas pelo Senhor; isso iria contradizer tudo o mais que ele falasse. Pelo contrário, aquelas palavras significavam que Jesus não tinha falado diretamente acerca daqueles pontos quando na terra, mas ele prometera a seus apóstolos que enviaria o Espírito Santo para os guiar "a toda a verdade" (Jo 16:13). E o ensino de Paulo em 1 Coríntios foi um cumprimento daquela promessa.


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Se Paulo escreveu outra epístola inspirada, por que Deus permitiu que ela se perdesse? 1 Coríntios 5:9

PROBLEMA: Paulo refere-se a uma epístola anterior escrita por ele aos coríntios, da qual não se tem conhecimento. Mas desde que ela foi escrita por um apóstolo a uma igreja e continha instruções espirituais de quem possuía autoridade, tal carta deve ser considerada inspirada. Isso levanta a seguinte questão: Como pôde então Deus permitir o extravio de uma epístola inspirada.

SOLUÇÃO: Há três possibilidades nessa questão. Primeiro, pode ser que nem todas as cartas apostólicas tenham tido o propósito de estar no cânon das Escrituras. Lucas refere-se a "muitos" outros evangelhos (1;1). João dá a entender que houve muitas coisas mais, que Jesus fez, mas que não foram registradas (20:30; 21:25). É possível que Deus não pretendesse que essa assim chamada "carta perdida" aos coríntios integrasse o cânon dos livros que foram preservados para a fé e prática das futuras gerações, como aconteceu com os demais 27 livros do NT (e com os 39 do AT).

Segundo, alguns crêem que a carta referida (em 1 Co 5:9) pode não estar perdida afinal, mas ser uma parte de um livro existente na Bíblia. Pór exemplo, ela poderia ser parte do trecho que conhecemos como sendo 2 Coríntios (capítulos de 10 a 13), que alguns acreditam ter sido posto junto com os capítulos de 1 a 9. Para isso baseiam-se no fato de que os capítulos de 1 a 9 têm notoriamente um tom diferente em relação ao restante do livro de 2 Coríntios (capítulos de 10 a 13).

Isso pode indicar que o trecho foi escrito numa ocasião diferente. Além disso, apontam para o uso da palavra "agora" ( em 1 Co 5:11), em contraste com um implícito "então", quando o livro anterior fora escrito Observam também que Paulo refere-se a "cartas" (no plural) que ele tinha escrito, em 2 Coríntios 10:10.

Terceiro, outros acreditam que em 1 Coríntios 5:9 Paulo esteja se referindo ao presente livro de 1 Coríntios, ou seja, ao mesmo livro que ele estava escrevendo naquela hora. Em apoio a isso observam o seguinte:

1) Embora o tempo verbal grego empregado aqui, o aoristo ("escrevi"), possa referir-se a uma carta do passado, ele poderia referir-se também ao mesmo livro. Isso é chamado de um "aoristo epistolar", porque se refere ao mesmo livro em que ele está sendo usado.

2) Em grego, o aoristo não é um tempo do passado como tal. Ele refere-se ao tipo de ação, e não propriamente ao tempo da ação. Ele identifica uma ação completa, que pode até mesmo ter levado muito tempo para ser realizada (cf. Jo 2:20).

3) tempo aoristo com freqüência implica uma ação decisiva, sendo que no caso Paulo estaria dizendo mais ou menos o seguinte: "Estou escrevendo-lhes em caráter decisivo..." Isso certamente está de acordo com o contexto dessa passagem, na qual ele está instando a Igreja a tomar uma medida imediata de excomungar um membro impuro.

4) Outro "aoristo epistolar" foi usado por Paulo nessa mesma carta, quando ele disse: "Não estou escrevendo na esperança de que vocês façam isso por mim" (1 Co 9:15, NVI).

5) Não há absolutamente indicação alguma na história da igreja primitiva de que uma tal carta de Paulo, além das conhecidas 1 e 2 Coríntios, tenha existido. A referência em 2 Coríntios 10:10, dizendo: "as cartas... são graves", pode significar tão somente "o que ele escreve é grave". E o "agora" de 1 Coríntios 5:11 não indica necessariamente que era uma carta posterior. Esta palavra pode ser traduzida por "não" (BJ), ou como uma expressão de ênfase: "o que eu digo é que..." (TLH e, com pequena variação, BV).

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Como Paulo pôde considerar inspiradas as palavras de Elifaz, se Deus o repreendeu por dizê-las a Jó? 1 Coríntios 3:19

PROBLEMA: Em 1 Coríntios 3:19 o apóstolo Paulo cita do livro de Jó uma afirmativa feita por Elifaz, um dos amigos de Jó, a saber: "porquanto está escrito: 'Ele apanha os sábios na própria astúcia deles'" (cf. Jó 5:13). Contudo, no livro de Jó, Deus disse a Elifaz: "A minha ira se acendeu contra ti e contra os teus dois amigos; porque não dissestes de mim o que era reto, como o meu servo Jó" (Jó 42:7). Se o que Elifaz disse não era reto, então as suas palavras podem ser consideradas inspiradas?

SOLUÇÃO: Primeiro, Deus não disse que tudo que tinha sido falado por Elifaz era falso, mas apenas as suas acusações de que Deus estaria punindo Jó por causa dos pecados dele. Nesse ponto Elifaz e seus amigos não falaram o que era correto segundo Deus. Porque Deus considerava Jó um homem "íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal" (Jó 2:3).

Satanás pensou que, diante de determinadas circunstâncias, Jó blasfemaria contra Deus (2:4-5). Portanto, tudo o que aconteceu a Jó foi permitido por Deus para mostrar que ele não blasfemaria. O que aconteceu não foi por Jó ter pecado. À luz disso, os amigos de Jó estavam errados. Mas isso não significa que eles não tenham dito nada que fosse verdadeiro em seus discursos. Por exemplo, certamente Elifaz estava correto ao dizer que Deus "faz chover sobre a terra e envia águas sobre os campos" (5:10). De igual modo, foi correto o que ele disse ao afirmar que Deus "apanha os sábios na sua própria astúcia" (Jó 5:13).

Segundo, Paulo emprega a frase "está escrito" ao referir-se ao texto citado. Essa é uma prática padrão do NT para mostrar que uma determinada passagem tem autoridade (cf. Mt 4:4,7,10). Assim, o inspirado NT aprova aquela declaração como sendo verdadeira. Realmente, o fato de que Deus faz uso dessa mesma verdade básica na sua declaração a Jó (37:24) dá a sua divina aprovação a ela, tornando-a apropriada para que Paulo a cite como inspirada.



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Como Paulo pôde dizer que os poderosos deste século não conheceram a Cristo, se Jesus apresentou-se diante deles no seu julgamento? 1 Coríntios 2:8

PROBLEMA: O apóstolo afirma que "nenhum dos poderosos deste século conheceu [a sabedoria de Deus, que é Cristo]; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória". Contudo, Jesus apresentou-se diante das autoridades dos judeus e dos gentios, inclusive Pilatos, Herodes e Caifás (cf. Mt 26-27; Mc 14-15; Lc 22-23; Jq 18-19).

SOLUÇÃO: Primeiro, Paulo não disse que eles não conheceram a Cristo, mas que não conheceram o "mistério" sobre a redenção de Cristo, que permanecera escondido por tanto tempo (1 Co 2:7-8; cf. Ef 3:3-4).

Segundo, eles sabiam que tinham consentido que Cristo fosse crucificado (cf. Mt 21:38), mas o fizeram "por ignorância" (cf. At 3:17), desconhecendo as implicações de sua decisão. Eles estavam moralmente cegos (cf. Jo 16:3), embora tivessem tido a compreensão do fato físico e social que foi a crucificação de Jesus de Nazaré.



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Paulo se opôs ao batismo nas águas? 1 Coríntios 1:17

PROBLEMA: Paulo declara que Cristo não o enviou para batizar. Contudo, Cristo comissionou os seus seguidores a fazer "discípulos de todas ag nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo)" (Mt 28:19). Então Paulo contradisse Cristo?

SOLUÇÃO: Paulo não se opunha ao batismo, mas ele não cria ser o batismo uma condição para a salvação (veja os comentários de Atos 2:38). O próprio Paulo foi batizado nas águas (Atos 9:18; 22:16) e ensinou sobre o batismo em suas epístolas (cf. Rm 6:3-4; Cl 2:12). De fato, nessa passagem (1 Co 1), Paulo admite ter batizado várias pessoas (vv. 14,16), como o fez como carcereiro de Filipos depois de sua salvação (At 16:31-33). Conquanto acreditasse que o batismo com água fosse um símbolo da salvação, ele não cria que o batismo fizesse parte do Evangelho ou que fosse essencial para a salvação.



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Paulo foi incorreto em sua citação do Salmo 68:18? Efésios 4:8

PROBLEMA: Paulo cita o Salmo 68:18 da seguinte forma: "Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens" (Ef 4:8). Entretanto, esse Salmo do AT diz: "Subiste às alturas, levaste cativo o cativeiro, recebeste homens por dádivas". Não há uma divergência entre esses dois textos?

SOLUÇÃO: Alguns dizem que Paulo não citou a partir do texto da Septuaginta, mas do Targum em aramaico, que era utilizado pelos judeus ortodoxos para interpretar o texto. A Septuaginta traduz o hebraico com o verbo "tomaste", enquanto o Targum o traduz "deste".

De qualquer modo, a idéia transmitida por essas duas traduções do hebraico é que Deus recebeu ou tomou dádivas para que elas pudessem ser distribuídas aos homens. Já que essas duas idéias acham-se no texto, as duas versões estão corretas. Assim, Paulo diz: "Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres" (Ef 4:11).

Em outras palavras, Paulo cita essa passagem do AT para mostrar que Cristo foi vitorioso sobre os nossos inimigos espirituais, tomando deles os despojos da batalha e concedendo dons aos crentes; e que estes, pêlo uso desses dons, podem vencer esses inimigos. Portanto, a forma camo Paulo cita esse salmo não é discrepante, uma vez que foi precisamente isso que Davi fez quando saqueou os bens do inimigo e os deu aós seus homens.


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