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Como iniciar uma conversa?


Existem diferentes maneiras de se evangelizar, como a pregação pública ou a distribuição de folhetos impressos ou textos e vídeos pela Internet. Mas uma maneira eficaz é também a conversa pessoal, e vemos diversas vezes ela acontecer na Bíblia, como no caso do Senhor com Nicodemos e com a mulher samaritana, ou de Felipe com o eunuco.

A dificuldade pode estar em se iniciar uma conversa ou dirigi-la para o evangelho, caso ela já tenha sido iniciada para falar de assuntos diversos. Em minha última viagem dos EUA para o Brasil sentei-me ao lado de um cientista canadense que gostava de conversar e vi nisso uma oportunidade de falar a ele da salvação pela fé em Jesus.

Por ser bastante culto ele já conhecia a Bíblia e também muitos outros livros, religiões e filosofias. Nossa conversa foi toda em inglês com uma ou outra palavra em espanhol, pois ele falava 5 idiomas, inclusive um idioma africano nativo por ter morado e trabalhado como geólogo em um país da África.

Enquanto conversávamos eu mentalmente buscava o Senhor por uma oportunidade de falar do evangelho. Acredito que seja este o sentido do "Orai sem cessar" (1 Ts 5:17) e outras passagens que falam de uma contínua atitude de oração e dependência de Deus.

Tendo viajado a mais de 50 países, ele falou que em sua lista ainda faltava embrenhar-se nas selvas de Nova Guiné para conhecer os ex-canibais em seu habitat. Foi aí que enxerguei uma oportunidade, e esta é uma maneira bíblica de se iniciar uma conversa.

O Senhor, quando fez contato com a mulher samaritana, não começou logo de cara dizendo que ela vivia em pecado e precisava se converter. Antes ele buscou saber qual era o interesse dela naquele momento (água) e começou daí, colocando-se na condição de humildade ("dá-me de beber") para depois despertar nela o desejo de uma "água" melhor:

"Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva" (João 4).

Lembrei-me de um livro que li há quase 30 anos, "O Totem da Paz", de Don Richardson, um autor também canadense que viveu como missionário na Nova Guiné entre os sawis, uma tribo que na época (anos 60) ainda era de canibais. Como o cientista ao meu lado mencionou seu desejo de conhecer os estranhos costumes dos nativos da Nova Guiné, contei a ele do apuro passado pelo autor do livro que, depois de decifrar a língua da tribo e conseguir se comunicar com eles falando-lhes do evangelho, viu a possibilidade de ser transformado no próximo jantar dos aborígenes.

Ao contrário de ficarem impressionados com Jesus e seu sacrifício, os nativos passaram a considerar Judas um herói. Na cultura da tribo, quando alguém conseguia conquistar a amizade e a total confiança de uma pessoa, para depois traí-la, essa habilidade era grandemente valorizada e o traidor chamado de herói. Antes que você ache esse costume exótico, não se esqueça de que nós brasileiros somos famosos por nossa exaltação da malandragem. Os indígenas tinham até um nome para isso: "engordar o porco para o dia da matança". O missionário logo percebeu que a hospitalidade com que ele, a esposa e os filhos tinham sido recebidos na tribo só podia indicar que não faltava muito para virarem comida dos canibais, e isso o deixou desesperado.

Mas a situação reverteu-se quando, durante a tentativa de ataque por uma tribo vizinha, o chefe da tribo inimiga atravessou o campo de batalha carregando um bebê e o entregou ao chefe da tribo onde morava o missionário. Este pegou um bebê de sua própria tribo e o entregou ao outro chefe e depois se abraçaram. A guerra iminente transformou-se em uma grande festa e amizade entre as tribos outrora inimigas.

Aquele era outro costume que o missionário não conhecia: Quando uma tribo entregava um bebê para a outra, aquilo tinha o caráter de um tratado de paz. Enquanto o bebê fosse mantido vivo e saudável na outra tribo esta não podia ser atacada, e vice-versa. Por isso as crianças, chamadas de "crianças da paz" ou "filhos da paz", eram tratadas como príncipes. Sua sobrevivência era o seguro que tinham de que podiam viver livres de ataques.

Don Richardson viu naquilo a oportunidade para mostrar o sentido do evangelho e reuniu os anciãos da tribo para falar-lhes de como Deus havia enviado o seu Filho ao mundo para nos salvar. Como o Filho ressuscitou e agora vive para sempre, Deus não irá mais "atacar" (ou condenar) aqueles que, pela fé, receberem o Filho ressuscitado.

Muitos nativos entenderam o verdadeiro sentido do evangelho e se converteram. Judas passou de herói a bandido, pois aos olhos dos nativos não havia gente pior do que alguém que fizesse mal ao "filho da paz".

Contando a história dos costumes de uma tribo que o cientista desejava conhecer, ou seja, partindo de seu próprio interesse, apresentei o evangelho e sua reação foi deixar claro que era ateu e que não acreditava em um mundo espiritual. Para ele a noção de "vida eterna" estava em passar seus genes às próximas gerações. Ele, que durante anos, chegou a lecionar a teoria da evolução numa universidade, espantou-se por eu não acreditar em tal teoria (que ele afirma já não ser mais vista como teoria pela ciência).

A conversa então tomou o rumo do ateísmo e do evolucionismo, e cabe aqui um alerta: Nunca se deixe levar pela direção ditada pelo seu interlocutor. Mesmo que que aconteça, como aconteceu comigo, procure vez ou outra introduzir novamente a mensagem do evangelho na conversa. O incrédulo não quer escutar o evangelho e sempre irá apresentar algum argumento que mantenha você ocupado e uma das "bombas de fumaça" mais utilizadas será mexer com seu ego e fazer você partir para a defesa de suas posições pessoais.

Lembre-se de que você não está ali para defender sua honra, reputação, argumentos, religião etc. Você está ali para apresentar a ele o evangelho da salvação. Não é uma competição em que você se empenha para ganhar o debate, mas levá-lo a perder a condenação eterna. É mister que ele ouça a mensagem do evangelho. Se você convencê-lo de que existe um Deus e de que a teoria da evolução está errada, tudo o que você terá conseguido é mais uma pessoa que irá para o lago de fogo acreditando na existência de um Deus Criador. O objetivo da evangelização não é tentar provar a existência de Deus e nem lutar contra uma teoria científica. A mensagem do evangelho é simples:

1Co 15:1-4 Também vos notifico, irmãos, O EVANGELHO que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis. Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão. Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: QUE CRISTO MORREU POR NOSSOS PECADOS, SEGUNDO AS ESCRITURAS, E QUE FOI SEPULTADO, E QUE RESSUSCITOU AO TERCEIRO DIA, SEGUNDO AS ESCRITURAS.

Talvez você ache que esta breve mensagem (acima em maiúsculas) seja muito pouco para convencer um ateu evolucionista, mas se pensa assim é porque ainda não entendeu que o poder para a salvação não está em seus argumentos, mas no EVANGELHO (BOAS NOVAS), e o evangelho resume-se em "Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação" e tudo mais que está embutido aí, ou seja, a totalidade da Palavra de Deus. Se ele crer nisto com o tempo o resto virá no pacote.

Rom_1:16 Porque NÃO ME ENVERGONHO DO EVANGELHO DE CRISTO, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.

Ao contrário do que muitos pensam, Paulo NÃO está dizendo "não me envergonho DE PREGAR O EVANGELHO", mas "não me envergonho DO EVANGELHO". A diferença é enorme.

Por causa da timidez, você pode se envergonhar de sair numa praça distribuindo notas de cem dólares para as pessoas, mas você jamais se envergonharia das notas de cem dólares em si, pois sabe o valor delas. Mas, mesmo que você fosse a pessoa mais desinibida do mundo, teria vergonha de sair pela praça distribuindo notas de cem dólares desenhadas à mão em papel higiênico, pois nem você e nem ninguém levaria a sério um dinheiro assim. É do evangelho que Paulo não se envergonha, não do ato de pregá-lo.

Portanto, o poder não está na sua argumentação, na sua oratória, na sua desenvoltura, na sua sabedoria, nos diplomas de teologia que coleciona ou no seu conhecimento do grego e do hebraico etc. O PODER ESTÁ NO EVANGELHO, nesta simples mensagem de que Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação. É isso que vai atingir o coração do incrédulo como um raio, porque é do céu que virá a energia e o poder para fazê-lo.

Por isso ao longo de toda a nossa conversa, que deve ter durado umas duas horas, eu nunca deixei de reintroduzir com diferentes palavras, analogias e em diferentes momentos a mesma mensagem:

"Jesus morreu por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação". 

Esta notícia é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, e quando diz "primeiro do judeu, e também do grego (gentio)" está afirmando que a mesma mensagem serve tanto para os que buscam sabedoria (gregos) como para os que buscam sinais (judeus) (1 Co 1:22). Para ambos basta o evangelho, o resto (sabedoria, sinais ou seja lá o que for) é só glacê, mas o que salva mesmo é o bolo.

Como a conversa obviamente foi cheia de argumentos pró e contra o ateísmo e o evolucionismo, cuidei de responder mas sempre ciente de que não seriam minhas respostas ou contra-argumentos que tocariam o coração de meu interlocutor, mas sim o EVANGELHO (como já expliquei). Veja abaixo os principais pontos que conversamos, colocados aqui muito resumidamente:

Argumento: "Sou ateu".

Resposta: Ateus não existem, pois Deus colocou a eternidade no coração do homem.

"Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem" Ec 3:11 ARA. 

Alguém só se torna ateu pela negação daquilo que traz no coração, que é um conhecimento inato de Deus. Por isso não perco meu tempo tentando argumentar longamente com um ateu e o trato como qualquer outra pessoa, sabendo que lá no fundo ele sabe que Deus existe. Ele SABE que é pecador e precisará dar contas de seu pecado a Deus.

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Argumento: "Todas as religiões buscam por sensações, seja em transes, meditações, orações ou até alucinógenos". Ele falava dos diferentes indígenas que conheceu e mencionou querer visitar os seguidores do "Santo Daime" da Amazônia, que bebem um alucinógeno (Timothy Leary pregava o uso do LSD para isso) como forma de alcançar outros níveis de consciência.

Resposta: O cristianismo não está baseado no que eu sinto mas na PESSOA em quem eu creio, que é Cristo. Ainda que eu não tenha qualquer sensação, veja qualquer manifestação ou ouça alguma voz ou trovoada, posso crer porque "a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem" (Hb 11:1). É aí que o evangelista pentecostal tem dificuldade, por sua fé estar tão carregada de visões, manifestações, curas, sensações etc. Uma pessoa esclarecida não vai se deixar levar por pretensos "testemunhos" da TV. Quer um conselho? Evangelize com o puro evangelho.

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Argumento: "Existem religiões mais antigas que o cristianismo e o próprio judaísmo, que já falavam de Adão e Eva, do dilúvio, dos sacrifícios etc."

Resposta: É claro que tudo isso já era conhecido antes mesmo de Moisés escrever o Pentateuco! Afinal, todo esse conhecimento, ainda que muitas vezes distorcido, tem uma única origem: Deus. Todos os povos ainda retêm reminiscências do Éden, do dilúvio e de muitas outras coisas que foram passadas de geração a geração. Tal argumento não invalida o cristianismo, mas só ajuda a mostrar sua veracidade. Se nenhum outro povo antigo tivesse falado dessas coisas aí poderíamos pensar que tudo não passa de criação de Moisés. Outra dica: Evite bater de frente com os argumentos dos incrédulos, mas pegue neles algum elemento comum e parta daí, como Paulo fez com o "altar ao Deus desconhecido" dos gregos, ao invés de gastar saliva falando mal das centenas de falsos deuses que eles adoravam (Atos 17:23). O próprio Don Richardson (autor de "O Totem da Paz") tem um livro excelente sobre o assunto, "O Fator Melquisedeque".

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Argumento: "A ciência já provou a evolução por todas as evidências já encontradas nas diferentes camadas geológicas".

Resposta: Este pensamento não é científico, porque a ciência nunca pode chegar a uma conclusão sem uma experimentação, ou seja, ver acontecer, medir, cheirar, pesar etc. Isto é impossível de ser conseguido na teoria da evolução. Além disso todo cientista deve ter a mente aberta, pois ciência é como moda: na década de 70 achávamos estar na última moda, usando calças boca-de-sino listradas e cabelos longos ou black-power. Hoje rimos das fotos. Daqui a 40 anos os cientistas irão rir das fotos de muitas conclusões que tiraram em 2013 achando que elas eram a última bolacha do pacote.

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Argumento: "Você é cristão porque nasceu em um país cristão e foi condicionado a acreditar que existe um Deus e tudo mais. Se tivesse nascido num país muçulmano seria muçulmano e se tivesse nascido na Índia acreditaria em muitos deuses".

Resposta: Em todas as sociedades as pessoas se convertem a Cristo, independente da cultura em que foram criadas. O mesmo argumento do ateu, porém, vale para o ateísmo. Alguém só é ateu por ter nascido em uma sociedade judaico-cristã fortemente influenciada pelo pensamento grego que incluía em sua filosofia o ateísmo de Protágoras e o ceticismo de Aristóteles, que escreveu que "os homens criam deuses à sua própria imagem".

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Argumento: "Se você crê na Bíblia então deveria vender sua filha como ensina o Pentateuco ou apedrejar seu filho".

Resposta: Sim, eu faria isso dentro do contexto, da cultura e das circunstâncias do Pentateuco, mas como vivo hoje dentro do cristianismo (a dispensação da graça de Deus) não devo fazê-lo. Mesmo o pensamento ateísta se baseia na cultura judaico-cristã para decidir o que é certo e o que é errado. O que faz um ateu pensar que seja errado vender a filha como escrava ou apedrejar um filho? De onde tirou tal ideia? Há muitas coisas que aqui e agora aceitamos como normais que jamais seriam normais em uma sociedade ou época diferente. Na sociedade moderna ocidental que se afasta a passos largos da moral cristã é normal homens e mulheres terem relações sexuais fora do casamento, mas isto seria impensável no Afeganistão. Porém lá e em outros lugares é perfeitamente normal para os radicais islâmicos castrar meninas, extraindo seu clítoris para não sentirem prazer, algo abominável aos olhos ocidentais. Para entender melhor o assunto "escravidão" e a passagem citada por meu interlocutor, veja este link http://www.respondi.com.br/2013/02/a-biblia-incentiva-venda-da-filha-como.html

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Talvez neste ponto você esteja esperando eu dizer que o cientista ao meu lado caiu em prantos, reconheceu-se pecador e se converteu a Cristo. Não, nada disso aconteceu, mas quando ele disse que jamais acreditaria nas coisas que lhe falei, disse a ele que Deus poderia fazer com que cresse no evangelho, e aí ele não teria como escapar. Quando pregamos o evangelho não devemos nos preocupar com os resultados, pois existe ALGUÉM que está mais preocupado com isso do que nós jamais poderíamos estar. É Deus quem convence um pecador e é Deus quem salva, portanto devemos deixar nas mãos dele. Não devemos querer converter as pessoas com nossa oratória ou capacidade de persuasão, porque se conseguirmos ela terá se convertido apenas exteriormente e pelo poder da carne, não do Espírito Santo de Deus.

É errado querer colecionar números e troféus, do tipo "tantas pessoas se converteram com minha pregação" ou "pesquei um peixe grande" (alguns usam esta expressão para se gabar de ter convertido algum rico ou famoso). Quando lemos Paulo dizer "Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus" 1 Co 3:6  entendemos que ninguém faz a obra de Deus sozinho. Se aquele homem porventura vier a se converter aquele nosso encontro eu posso ter sido apenas mais uma pedrinha em um grande moisaico de pessoas que Deus usou. Talvez ele tenha escutado o evangelho de sua mãe ou na escola dominical, mais tarde recebeu um folheto evangelístico de alguém ou ouviu uma pregação no rádio ou... as possibilidades são infinitas e ninguém deveria querer se gabar de ter sido o único meio usado por Deus.

Eu particularmente acho que a mensagem encontrou algum cantinho no coração e na mente de meu interlocutor e sua reação demonstrou isso. Quando uma pessoa é confrontada com o evangelho da graça sua reação é a mesma de Adão e Eva no Éden: fazer para si aventais de folhas de figueira para cobrir sua nudez diante de Deus. Os inúteis aventais de folhas geralmente são costurados por boas obras apresentadas pela pessoa que ouve o evangelho, algo do tipo "eu vou à igreja", "eu ajudo os pobres" etc. No caso de meu interlocutor ateu percebi um avental de folhas quando ele começou a se justificar dizendo que, apesar de não acreditar em Deus, tinha um senso de espiritualidade no sentido de deixar seu DNA para a posteridade e praticar yoga todas as manhãs, fazer meditação e procurar ser uma boa pessoa e salvar o planeta. Achei esse avental um bom sinal de que sua consciência havia sido alcançada e oro para que meu amigo de viagem um dia também chegue ao destino final que Cristo me reservou por sua obra na cruz: o céu.

Eu poderia continuar aqui com muito da conversa que tive com ele, mas sairia do foco deste texto que é a abordagem  e início de conversa na evangelização pessoal. Para mais sobre ateísmo sugiro os links abaixo:

http://www.respondi.com.br/2009/08/se-nao-existe-deus-tudo-esta-liberado.html
http://www.respondi.com.br/2006/07/e-quem-ateu.html
http://www.respondi.com.br/2006/07/devo-crer-no-humanismo.html
http://www.respondi.com.br/2009/07/o-que-acha-do-que-diz-o-ateu-richard.html
http://www.respondi.com.br/2010/03/moises-quem-inventou-deus.html
http://www.respondi.com.br/2009/08/moral-faria-sentido-sem-deus.html
http://www.respondi.com.br/2009/08/pra-que-deus-se-temos-as-regras-de-ouro.html
http://www.respondi.com.br/2010/05/por-que-o-deus-onisciente-permitiu.html

Sobre evolução escrevi algo em:

http://www.respondi.com.br/2009/08/como-conciliar-biblia-e-teoria-da.html
http://www.respondi.com.br/2008/08/se-23-da-humanidade-cre-na-reencarnacao.html
http://www.respondi.com.br/2010/04/o-que-biblia-diz-dos-dinossauros.html
http://www.respondi.com.br/2010/04/existia-morte-antes-da-queda-do-homem.html

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. 

Este verso prova que todas as pessoas serão salvas, conforme alegam os universalistas? Salmos 110.1

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Davi disse (e Cristo repetiu essas palavras): "Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés" (Sl 110.1; confira Mt 22.44). Alguns liberais e universalistas citam esse verso para dar suporte à sua crença de que ao final todas as pessoas serão salvas. Essa é a maneira apropriada de se utilizar esse verso?

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: As mes­mas objeções feitas ao universalismo citadas na discussão de 1 Coríntios 15.25-28 são aplicáveis a essa situação. Além do mais, os indivíduos aqui sendo descritos como "inimigos" que são "subjugados" (e não salvos) são cha­mados de "escabelo dos pés" de Deus — dificilmente uma descrição apropriada de santos que são co-herdeiros com Cristo e que possuem todas as bênçãos nos lu­gares celestiais em Cristo (Rm 8.17; Ef 1.3).

Nesse contexto, Davi não está falando a respeito da salvação dos perdidos. Antes, está se referindo explicita­mente à ira de Deus sobre os seus inimigos (Sl 110.1-5), e não às suas bênçãos sobre o seu povo.

Resposta as Seitas - 
Norman G. Geisler e Ron Rhodes - 
CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus

Serão salvas as pessoas de religiões não cristãs?

Algumas pessoas acreditam que as religiões mundiais o islamismo, o cristianismo, o hinduismo, etc. são, apenas diferentes, mas igualmente boas, maneiras de adorar a Deus. Elas dizem que o hinduismo é o caminho de Deus para os orientais; que o islamismo é o caminho de Deus para os árabes; e que o cristianismo é o caminho de Deus para as civilizações ocidentais, etc.

Jesus, porém, disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14:6). Em outra ocasião, Jesus afirmou: "Se não crerdes que eu sou, morrereis nos vossos pecados" (João 8:24). Jesus enviou seus discípulos para pregar a todas as nações, ordenando a cada homem que se arrependa e obedeça ao evangelho (Mateus 28:18-20). Paulo disse que Deus ordena a todos os homens, em qualquer lugar, que se arrependam, porque o mundo será julgado por Jesus Cristo (Atos 17:30-31). O mínimo que pode ser dito é que Jesus declarou ser o caminho exclusivo da salvação para todas as pessoas, de todas as raças, em todas as nações. Você pode decidir rejeitar isto, mas já não crerá mais em Jesus, se fizer isso.

Realmente, se os homens pudessem ser salvos pelo islamismo, o hinduismo, o budismo, o taoismo ou qualquer outra coisa, Jesus não precisaria ter sido crucificado. O sacrifício de Cristo seria desnecessário, se um homem seguindo, cuidadosamente, os princípios do hinduismo pudesse ser salvo. Há um só Deus, um só Salvador, um só Senhor, um único caminho da salvação, um só evangelho, uma única esperança (veja Efésios 4:4-6). Muitas são as invenções e perversões dos homens.

Gary Fisher

Por que não pôde Esaú arrepender-se, se ele buscou isso com lágrimas? Hebreus 12:17

PROBLEMA: A Bíblia nos informa de que Esaú "foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado". Mas por que Deus não aceitaria seu arrependimento sincero, já que ordena a todos os homens em toda parte que se arrependam (At 17:30), ficando pacientemente à espera de que as pessoas assim procedam (2 Pe 3:9)?

SOLUÇÃO: Há duas coisas importantes a observar com relação a essa passagem. Primeiro, a expressão "não achou lugar de arrependimento" pode referir-se à não-disposição de seu pai de mudar de idéia quanto a dar a herança a Jacó, e não ao arrependimento de Esaú. De qualquer modo, as circunstâncias não permitiram que Esaú tivesse a oportunidade de reverter a situação, obtendo a bênção.

Segundo, lágrimas não constituem um sinal seguro de que alguém tenha se arrependido de verdade. Pode-se ter até mesmo lágrimas de pesar e de remorso, que não alcançam o verdadeiro arrependimento nem a mudança de pensamento (cf. Judas, em Mateus 27:3).

Finalmente, esse texto não fala da bênção espiritual (salvação), mas da bênção terrena (herança). Deus sempre honra o arrependimento sincero de pecadores e lhes propicia a salvação (At 10:35; Hb 11:6).

MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia - 
Norman Geisler - Thomas Howe.

Essa passagem ensina que os crentes podem perder a salvação? Hebreus 6:4-6 (cf. 10:26-31)

PROBLEMA: Hebreus 6:4-6 parece ter sido escrito para os crentes porque contém certas características que somente são verdadeiras em relação a eles, tais como "participantes do Espírito Santo"(v. 4). Mas esse texto declara que, se eles caírem, "é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia" (v. 6). Isso quer dizer então que os crentes podem perder a salvação?

SOLUÇÃO: Há basicamente duas interpretações dessa passagem. Há os que a tomam como referindo-se aos crentes, e há os que a consideram como referindo-se aos que não são crentes.

Aqueles que dizem que essa passagem se refere aos que não são crentes argumentam que todas essas características poderiam ser daqueles que professam meramente o cristianismo, mas que de fato não possuem o Espírito Santo. Observam que as pessoas referidas no texto não são descritas da maneira usual como um crente é caracterizado, como, por exemplo: quem nasceu "de novo" (Jo 3:3); ou quem está "em Cristo" (Ef 1:3); ou quem foi selado no Espírito Santo (Ef 4:30). Apontam para Judas Iscariotes como o exemplo clássico dessa situação. Ele andou com o Senhor, foi enviado e comissionado por Jesus em missões, tendo recebido "autoridade sobre espíritos imundos para os expelir e para curar toda sorte de doenças e enfermidades" (Mt 10:1). Entretanto, em sua oração no Evangelho de João, Jesus falou de Judas como o "filho da perdição" (Jo 17:12).

Vários problemas surgem quando se toma essa passagem como relativa a não-crentes, mesmo para aqueles que sustentam a posição de que o crente pode perder a salvação (i.e., os arminianos). Primeiro, a passagem declara enfaticamente que "é impossível outra vez renová-los para arrependimento" (Hb 6:4,6). Mas poucos arminianos crêem que, uma vez tendo alguém apostatado, lhe seja possível ser salvo de novo.

Apesar de a descrição de tais pessoas no texto ser um pouco diferente das formas empregadas em outras partes do NT, algumas das expressões utilizadas muito dificilmente poderiam aplicar-se a pessoas não salvas. Por exemplo, (1) tais pessoas tinham experimentado o "arrependimento" (Hb 6:6), que é a condição para a salvação (At 17:30); (2) o texto refere-se àqueles "que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial" (Hb 6:4); (3) eles "se tornaram participantes do Espírito Santo" (v. 4); (4) "provaram a boa palavra de Deus" (v. 5); e (5) também "os poderes do mundo vindouro ' (v. 5).

É claro que, se eles são crentes, então a questão que surge é a respeito da sua situação depois que "caíram" (v. 6). Aqui a interpretação varia conforme a linha teológica adotada. Os arminianos argumentam freqüentemente que tais pessoas perderam de fato a salvação. Entretanto o texto parece indicar que elas não podem ser salvas de novo, o que a maioria dos arminianos rejeita.

Por outro lado, aqueles que sustentam um ponto de vista calvinista (como os autores deste blog) apontam para alguns fatos. Primeiro, a palavra correspondente ao verbo "cair" que aparece no texto (para-peiontas) não indica uma ação sem retorno. É, sim, uma palavra para "desviar-se do rumo", indicando que a situação daquelas pessoas não é desesperadora.

Segundo, o fato de que é "impossível" que eles de novo se arrependa n indica a natureza do arrependimento, ou seja, que é uma vez para sempre. Em outras palavras, eles não necessitam arrepender-se novamente, já que isso foi feito uma vez e é suficiente para a "eterna redenção" (Hb 9:12).

Terceiro, o texto parece indicar que não há necessidade de que os que se "desviaram" (apóstatas) se arrependam de novo para serem salvos, assim como não é mais necessário que Cristo morra de novo na cruz (Hb 6:6).

Finalmente, o autor de Hebreus chama de "amados" aqueles a quem ele está levando essa advertência, termo este que dificilmente poderia ser considerado apropriado para descrentes.

De qualquer forma, não há problema algum nessa passagem, a respeito da inspiração da Escritura. É simplesmente uma questão de interpretação da Bíblia por cristãos que têm em comum a crença de que ela é a inspirada Palavra de Deus em tudo o que afirma.

MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia - 
Norman Geisler - Thomas Howe.

O arrependimento é uma dádiva de Deus ou um ato humano? 2 Timoteo 2:25

PROBLEMA: Paulo fala nesse versículo: "que Deus lhes conceda... o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade" (cf. At 5:31). Contudo, em outras passagens, o arrependimento é considerado um ato próprio de uma pessoa. Jesus, por exemplo, apela às pessoas: "arrependei-vos e crede no Evangelho" (Mc 1:15). Paulo nos diz que Deus "notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam" (At 17:30). Afinal, arrepender-se é uma dádiva de Deus, ou um ato da pessoa?

SOLUÇÃO: Há duas possíveis respostas para essa questão, as quais não negam a responsabilidade dada por Deus ao homem de ele exercer o seu livre-arbítrio. Primeiro, o arrependimento pode ser entendido como um dom ou uma dádiva de Deus. Mas tal como acontece com todas as demais dádivas, para ser desfrutado, ele tem de ser recebido. Desse modo, Deus oferece a todos os que querem a dádiva do arrependimento para a vida eterna. Aqueles que não querem essa dádiva não recebem o arrependimento. Dessa maneira, Deus é imparcial em sua oferta, mas o homem ainda é responsável por aceitar ou rejeitar a dádiva do arrependimento, que é necessária para a salvação.

Um segundo modo de ver esse ponto apenas observa os dois diferentes sentidos em que a palavra arrependimento é usada nesses versículos aparentemente contraditórios. Um grupo de versículos fala do arrependimento como sendo uma oportunidade, e outro grupo fala dele como sendo um ato. No primeiro, o sentido é de ser uma disposição dada por Deus, deixando o ato do arrependimento propriamente dito com a pessoa. É, assim, uma provisão de Deus, ao passo que no outro a palavra refere-se a uma decisão humana. Essa posição pode resumir-se da seguinte maneira:

DOIS SENTIDOS DIFERENTES DE ARREPENDIMENTO

Como uma oportunidade  dada por Deus
Como um ato do livre arbítrio humano
Como uma disposição provinda de Deus
Como um ato da pessoa
Como uma provisão de Deus
Como uma decisão da pessoa

Assim entendidos, não há contradição entre os diversos textos sobre arrependimento. Qualquer que seja a interpretação, uma coisa é certa: não há nenhum versículo que diga que Deus se arrepende por nós. Cada criatura, que é moralmente livre, é responsável por arrepender-se. O mesmo pode ser dito a respeito do fato de ser ou não ser a fé um dom de Deus.

MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia - 
Norman Geisler - Thomas Howe.

Como a morte de Cristo na cruz pode ser suficiente para a salvação, se Paulo fala acerca do que resta das aflições de Cristo? Colossenses 1:24

PROBLEMA: A Bíblia declara que a morte de Jesus na cruz foi suficiente e também completa para a nossa salvação (Jo 19:30; Hb 1:3). Contudo, Paulo afirma que temos de preencher "o que resta das aflições de Cristo". Mas se a cruz é totalmente suficiente, então como pode estar faltando ainda alguma coisa no sofrimento de Cristo por nós?

SOLUÇÃO: A morte de Cristo na cruz é suficiente para a nossa salvação. A Bíblia dá um grande destaque, com muita clareza, a esta verdade. Antevendo a cruz, Jesus disse ao Pai: "eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer" (Jo 17:4). Na cruz ele exclamou: "Está consumado!" (Jo 19:30). O livro de Hebreus declara inequivocamente que "com uma única oferta [na cruz], aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados" (Hb 10:14). E isso ele o fez "por si mesmo" (Hb 1:3,SBTB), sem a ajuda de ninguém.

Não obstante, há um sentido em que Cristo ainda sofre mesmo depois de haver morrido. Jesus disse a Paulo: "Por que me persegues?" Nesse sentido, nós também podemos sofrer por ele, já que Paulo diz: "vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele" (Fp 1:29). Mas de modo algum o nosso sofrimento por Cristo é um meio de expiação. Somente Jesus sofreu pelo pecado. Nós sofremos por causa do pecado (nosso e dos outros), mas nunca pelo pecado.

Cada pessoa tem de levar a culpa de seu próprio pecado (Ez 18:20) e aceitar o fato de que Cristo sofreu pelo seu pecado (1 Pe 2:21; 3:18; 2 Go 5:21). Quando sofremos por Cristo, experimentamos uma dor como parte do seu corpo espiritual, que é a Igreja; mas somente o que Cristo sofreu no seu corpo físico na cruz é eficaz em relação aos nossos pecados. O nosso sofrimento, então, é em serviço, não para a salvação.

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Esse versículo ensina que todos serão salvos (universalismo)? Colossenses 1:20

PROBLEMA: O apóstolo Paulo escreveu aos colossenses: "porque aprouve a Deus que,... havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele [Cristo], reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus" (Cl 1:19-20). Se Paulo diz que todas as coisas são reconciliadas com Cristo, mediante a sua morte e ressurreição, isso parece implicar que todas as pessoas serão salvas. Mas outros textos das Escrituras declaram que muitos se perderão (por exemplo, Mt 7:13-14; 25:41; Ap 20:11-15).

SOLUÇÃO: Antes de tudo, Paulo não está falando acerca da salvação universal, mas apenas da soberania universal de Jesus Cristo. Em outras palavras, toda autoridade foi dada a Jesus Cristo no céu e na terra (Mt 28:18). Em virtude de sua morte e ressurreição, Cristo, como o Ultimo Adão, é Senhor sobre tudo o que foi perdido pelo Primeiro Adão (cf. 1 Co 15:45-49).

Note o contraste entre essas duas passagens cruciais de Paulo:


EFÉSIOS / COLOSSENSES
FILIPENSES
Todos que estão em Cristo

Todos que se dobrarão diante de Cristo

Todos
Todos
no céu
no céu

na terra
na terra

...
debaixo da terra

Todos os que são salvos
Todos os que lhe estão sujeitos



Quando Paulo fala dos que estão "em Cristo" (i.e., dos que são salvos), não inclui "os que estão debaixo da terra" (i.e., os perdidos). Entretanto, todas as pessoas, salvas e não salvas, um dia se dobrarão diante de Cristo e reconhecerão o seu senhorio universal. Mas em parte alguma das Escrituras há o ensino de que todas as pessoas serão salvas. A muitos Jesus dirá: "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos" (Mt 25:41).

João disse que o diabo, a besta e o falso profeta, e todos aqueles cujos nomes não estão escritos no Livro da Vida serão lançados no lago de fogo para sempre (Ap 20:10-15). Lucas fala do grande e intransponível abismo existente entre o céu e o lugar, chamado inferno, em que os que rejeitaram a Deus vivem em tormentos (Lc 16:19-31). Paulo fala a respeito da punição dos ímpios como sendo "eterna destruição, banidos da face do Senhor" (2 Ts 1:7-9). Jesus declarou que Judas estava perdido, e chamou-o de "filho da perdição" (Jo 17:12). É evidente, por todas essas passagens, que nem todos serão salvos.

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Quando Paulo falou de se batizar pelos mortos, ele não está contradizendo o ensino de que cada pessoa individualmente tem de crer? 1 Coríntios 15:29

PROBLEMA: Paulo disse: "que farão os que se batizam por causa dos mortos?" Isso parece dizer que, se alguém se batiza por uma pessoa morta, então esse morto é salvo. Mas isso está em total conflito com o claro ensino das Escrituras de que todos - que têm idade suficiente para entender - têm de crer por si mesmos para serem salvos (Jo 3:16; Sm 10:9-13; cf. Ez 18:20).

SOLUÇÃO: Essa é uma passagem obscura e isolada. Não é sábio basear nenhuma doutrina numa passagem assim. Antes, deve-se sempre usar as passagens claras das Escrituras para interpretar as que não são claras.

A Bíblia é enfática na questão de que o batismo não salva (veja os comentários de Atos 2:38). Somos salvos pela graça mediante a fé, não por obras (Ef 2:8-9; Tt 3:5-7; Rm 4:5). Além disso, nada podemos fazer para obter a salvação para outra pessoa. Cada um tem de pessoalmente crer (Jo 1:12). Cada pessoa tem de fazer a sua livre escolha (Mt 23:37; 2 Fe 3:9).

Os eruditos têm diferentes opiniões quanto ao que Paulo quis dizer nessa passagem. As seguintes interpretações são possíveis:

Alguns crêem que Paulo esteja se referindo a uma prática herética que havia entre os coríntios, que tinham ainda muitas outras falsas crenças (cf. 1 Co 5; 12). Com efeito, Paulo estaria dizendo: "Se vocês não acreditam na ressurreição, por que então se empenham na prática de se batizarem pelos mortos? Vocês são inconsistentes em suas próprias (falsas) crenças." Os que entendem assim pensam que, por ser tal prática do batismo pelos mortos — tão obviamente errada, Paulo nem precisou condená-la de modo explícito. Observam ainda que Paulo disse que "eles" (subentendido) se batizam por causa dos mortos; ele não disse que "nós" nos batizamos pelos mortos (v. 29).

Outros sugerem que Paulo está se referindo simplesmente ao fato de que o batismo de novos convertidos está suprindo as vagas deixadas pelos crentes que já morreram e foram estar com o Senhor. Se for isso, então o sentido dessa passagem será: "Por que vocês continuam a encher a igreja de novos convertidos, que são batizados, que tomam o lugar daqueles que já morreram, se vocês realmente não crêem que há esperança para eles além do túmulo?"

Ainda outros acham que Paulo está apontando o fato de que o batismo simboliza a morte do crente com Cristo (Rm 6:3-5). A palavra grega traduzida como "por causa dos" (eis) pode ter o sentido também de "com vistas a". Assim, ele estaria dizendo: "Por que vocês se batizam com vistas à sua morte e ressurreição com Cristo, se vocês nem mesmo crêem na ressurreição?"

Outros mais há que mostram que a preposição grega (huper) significa, como as versões de Almeida traduzem, "por causa dos" não no sentido de "pelos" mortos, mas expressando um ato feito "para os" que estão mortos. Eles se baseiam no fato de que Paulo diz: "Se, absolutamente, os mortos não ressuscitam, por que se batizam por causa deles?" (v. 29).

Como era comum no tempo do NT a pessoa ser batizada assim que recebia o Evangelho, o batismo era um sinal de sua fé em Cristo; portanto, Paulo estaria dizendo: "Por que ser batizado, se não há ressurreição? Por que batizar para ficar morto?" Pois mais tarde ele diz que se não há ressurreição, então "comamos e bebamos, que amanhã morreremos" (v. 32).

Qualquer que seja a correta interpretação, não há razão para acreditar que Paulo estivesse contradizendo o seu claro ensino feito em outras partes da Escritura, ou o ensino de toda a Bíblia, segundo o qual é patente que cada pessoa tem de, por sua livre vontade, receber ou rejeitar o dom gratuito de Deus, que é a salvação.



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Essa passagem dá suporte à doutrina católica do purgatório? 1 Coríntios 3:13-15

PROBLEMA: Os católicos romanos apelam para essa passagem como base da doutrina de uma punição temporária daqueles que não são suficientemente bons para irem diretamente para o céu. Apontam para o fato de que a passagem fala de pessoas que sofrerão "dano" quando suas obras se queimarem com o fogo, mas que acabarão sendo salvas (1 Co 3:15). Será que a Bíblia ensina que há um inferno temporário (purgatório), onde as pessoas sofrem por causa de seus pecados, antes de poderem ir ao céu?

SOLUÇÃO: Em parte alguma a Bíblia ensina a doutrina do purgatório. Essa doutrina é contrária a muitos fatos das Escrituras. Primeiro, o inferno é um lugar permanente de "fogo eterno" (Mt 25:41). Ele impõe uma "penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor" (2 Ts 1:9; veja os comentários deste versículo). Jesus declarou ser o inferno um lugar em que nunca "o fogo se apaga" e onde o corpo nào "morre" (Mc 9:45-48).

Segundo, uma vez no inferno, ninguém pode sair dele. Jesus disse que "está posto um grande abismo,... de sorte que os que quiserem passar" de um lado para o outro não têm como fazê-lo (Lc 16:26). Isso é verdadeiro mesmo que eles lastimem estar lá (Lc 16:23, 28).

Terceiro, a doutrina do purgatório é uma afronta à completa e suficiente obra de Cristo na cruz, com a sua morte. Quando Jesus morreu por nossos pecados (1 Co 15:3), Ele proclamou: "Está consumado!" (Jo 19:30). Olhando para o que iria acontecer na cruz, Jesus orou ao Pai, dizendo: "eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer" (Jo 17:4). O livro de Hebreus nos informa de que "tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, [Jesus] assentou-se à destra de Deus" (Hb 10:12). "Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados" (Hb 10:14).

Quarto, o único purgatório por que alguém passou foi o purgatório de Cristo na cruz, quando ele purgou os nossos pecados. O autor de Hebreus declara que "depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas" (Hb 1:3).

Quinto, a doutrina do purgatório baseia-se no livro apócrifo de 2 Macabeus (12:46), o qual diz que rezar pelos mortos, para que sejam absolvidos de seus pecados, é um modo de pensar santo e piedoso. Mas esse livro, do segundo século antes de Cristo, não diz ser inspirado, como também não afirma isso nenhum dos demais livros apócrifos. O livro de 1 Macabeus até mesmo nega a sua inspiração (1 Mac 9:27).

Os livros apócrifos jamais foram aceitos pelo judaísmo como sendo inspirados. Nem Jesus nem os autores do NT jamais os citaram como in inspirados. Até mesmo Jerônimo, o católico romano tradutor da importante Bíblia em latim chamada Vulgata, rejeitou 2 Macabeus juntamente com os demais livros apócrifos. Além disso, 2 Macabeus não foi oficialmente acrescentado à Bíblia pela Igreja Católica Romana senão em l546 a.D., cerca de 29 anos depois que Lutero deu início à Reforma, durante a qual ele falou contra o purgatório e contra as orações em favor dos mortos.

Finalmente, mesmo quando 2 Macabeus foi acrescentado por Roma na Bíblia (junto com os demais livros apócrifos), ela rejeitou outro livro apócrifo, que fala contra orações pelos mortos. O livro de 2 Esdras (chamado de 4 Esdras pelos católicos), falando do dia da morte, declara: "ninguém jamais orará por outro naquele dia" (2 Esdras 7:105). Rejeitando este livro e aceitando Macabeus, a Igreja Católica manifestou arbitrariedade na decisão da escolha de livros que suportassem as doutrinas que ela tinha acrescentado à Bíblia.

Concluindo, em 1 Coríntios, Paulo não está falando de purgatório, mas do "tribunal de Cristo", perante o qual todos os crentes comparecerão para receber sua recompensa "segundo o bem ou o mal que tiver fé to por meio do corpo" (2 Co 5:10). Toda nossa "obra" vai ser "revelada pelo fogo" e "se permanecer a obra de alguém,... esse receberá galardão (1 Co 3:13-14).

Sendo que a salvação do inferno é pela graça, não por obras (Rm 4:5; Ef 2:8-9; Tt 3:5-7), está claro que essa passagem está falando da "obra" e do "galardão" do crente, por servir a Cristo, e não de um possível purgatório onde o cristão (em vez de Cristo) tivesse de sofrer pelos pecados que praticou.

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Paulo se opôs ao batismo nas águas? 1 Coríntios 1:17

PROBLEMA: Paulo declara que Cristo não o enviou para batizar. Contudo, Cristo comissionou os seus seguidores a fazer "discípulos de todas ag nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo)" (Mt 28:19). Então Paulo contradisse Cristo?

SOLUÇÃO: Paulo não se opunha ao batismo, mas ele não cria ser o batismo uma condição para a salvação (veja os comentários de Atos 2:38). O próprio Paulo foi batizado nas águas (Atos 9:18; 22:16) e ensinou sobre o batismo em suas epístolas (cf. Rm 6:3-4; Cl 2:12). De fato, nessa passagem (1 Co 1), Paulo admite ter batizado várias pessoas (vv. 14,16), como o fez como carcereiro de Filipos depois de sua salvação (At 16:31-33). Conquanto acreditasse que o batismo com água fosse um símbolo da salvação, ele não cria que o batismo fizesse parte do Evangelho ou que fosse essencial para a salvação.



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Cumprir a lei traz vida? Romanos 10:5

PROBLEMA: Paulo parece dizer que cumprir a lei traz vida, quando ele cita Levítico (18:5): "o homem que praticar a justiça decorrente da lei viverá por ela" (Rm 10:5). Mas em outra passagem o próprio Paulo a chama de "lei do pecado e da morte" (Rm 8:2). Ele afirma categoricamente: "o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para morte" (Rm 7:10).

SOLUÇÃO: Cumprir a lei não traz a vida da salvação a ninguém. Nisso a Bíblia é clara como um cristal. Paulo disse aos gálatas: "se fosse promulgada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, seria procedente de lei" (Gl 3:21). Ele acrescentou: "ninguém será justificado diante dele por obras da lei" (Rm 3:20). Pois "pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo vivera' pela fé" (Gl 3:11).

Como entender então aquelas passagens que parecem dizer que a lei trará vida? Elas têm de ser entendidas sob o enfoque de uma condição hipotética, não como uma realidade. Teoricamente, aquele que cumprisse a lei de forma perfeita seria perfeito, mas na realidade ninguém consegue fazer isso. Pois "todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm 3:23). E "qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos" (Tg 2:10). Para resumir: cumprir a lei traz vida?

SIM
NÃO
Hipoteticamente
Teoricamente
Se for cumprida
Na realidade
Na prática
Ma não há quem a cumpra




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Todos os que foram chamados são salvos, ou apenas parte deles? Romanos 8:30

PROBLEMA: Paulo mostra que todos a quem Deus "chamou" também "justificou" e "glorificou" (Rm 8:30). Mas Jesus disse que "muitos são chamados, mas poucos escolhidos" (Mt 20:16).

SOLUÇÃO: A palavra "chamou" está sendo usada em sentidos diferentes. Isso não é algo incomum nas diversas línguas humanas. Considere, por exemplo, a seguinte sentença: "O suco da manga que ele saboreava caiu e manchou a manga da sua camisa". Obviamente a palavra "manga" está sendo usada em dois sentidos diferentes. Da mesma maneira, Paulo e Jesus estão empregando o verbo "chamar" com sentidos diferentes, o que pode ser evidenciado da seguinte maneira:

CHAMADA GERAL
CHAMADA ESPECIFICA
Chamada para a salvação
Chamada de salvação
Para todos os homens
Somente para crentes
Não efetiva
Efetiva para a salvação

Em resumo, quando Jesus referiu-se a que muitos são "chamados", ele estava falando de um convite geral para que todos viessem a crer. Paulo, entretanto, refere-se àqueles que receberam uma chamada específica de Deus, pela qual Deus leva os crentes à salvação. O primeiro caso é a chamada a todos para a salvação; o segundo é a chamada de salvação a alguns.

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Se todos são feitos justos por Cristo, por que não são todos salvos? Romanos 5:19

PROBLEMA: Os eruditos concordam que, pelo contraste feito por Paulo entre "um só" e "muitos" nesse versículo, estes "muitos" deve significar "todos". Porque diz também que "muitos" se "tornaram pecadores" pelo pecado de "um só" (de Adão), e Paulo já tinha concluído que "todos pecaram" [em Adão], uns poucos versículos antes (Rm 5:12). Mas já que todos "se tornaram pecadores" significa que todos de fato pecaram, então por que nesse mesmo versículo todos "se tornarão justos" não significa que todos serão salvos?

SOLUÇÃO: Há duas respostas que sintetizam essa questão: o universalismo e o particularismo. Isto é, aqueles que alegam que esse versículo é uma prova de que todas as pessoas acabarão sendo salvas e aqueles que crêem que apenas alguns serão salvos. Como a Bíblia claramente rejeita o universalismo (veja os comentários de Colossenses 1:20), vamos ater-nos aqui às duas colocações feitas pelos particularistas.

A posição potencial: Alguns eruditos acreditam que Paulo está se referindo simplesmente a que "muitos se tornarão justos", pela morte de Cristo, num sentido potencial. Isso significa que, pela cruz, todas as pessoas se tornam passíveis da salvação, mas que nem todas se salvarão. Os que defendem essa posição apontam para o fato de que o paralelo não é perfeito, pois nos "tornamos pecadores" em Adão sem a nossa livre escolha pessoal. Não obstante, não podemos nos tornar justos em Cristo se não aceitarmos, por nossa livre escolha, esse "dom" de Deus (5:16-17).

A posição judicial: De acordo com essa posição, todos os homens "se tornaram pecadores" no mesmo sentido de que "se tornarão justos", ou seja, judicialmente. Isto é, tanto Cristo como Adão foram nossos representantes legais. E como em Adão toda a humanidade que dele proveio tornou-se oficialmente pecadora perante Deus, não obstante, em Cristo todos se tornam oficialmente justos, embora não pessoalmente numa condição de fato. E assim como toda pessoa que atinge a idade da responsabilidade (veja os comentários de 2 Samuel 12:23 e Romanos 5:14) tem de pecar ela mesmo para tornar-se culpada, cada um precisa aceitar individualmente a Cristo para ser pessoalmente salvo.

Cristo removeu a culpa oficial e judicial que estava imposta à humanidade por causa do pecado de Adão. Isso não significa que todos estão de fato salvos, mas somente que não mais se acham legalmente condenados.



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Os pagãos estão perdidos? Romanos 1:19-20

PROBLEMA: Jesus disse: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14:6). Também, Atos 4:12 diz a respeito de Cristo: "E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos". Mas, e se alguém nunca ouviu o Evangelho de Cristo, estará ele eternamente perdido? Paulo parece responder a essa pergunta dizendo que sim. Mas é justo condenar as pessoas que nunca ouviram nada acerca de Cristo?

SOLUÇÃO: A resposta de Paulo é clara. Ele disse que os pagãos são "indesculpáveis" (1:20) porque "o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas" (1:19-20).

Dessa forma, os pagãos com justiça são condenados, por várias razões. Primeiro, Romanos 2:12 afirma: "Assim, pois, todos os que pecaram sem lei também sem lei perecerão; e todos os que com lei pecaram, mediante lei serão julgados". Essa passagem ensina que o judeu é julgado pela Lei, as Escrituras hebraicas, mas o gentio é condenado pela "lei gravada no seu coração".

"Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os" (Rm 2:14-15, SBTB).

Segundo, a pergunta pressupõe inocência por parte do homem não salvo, que nunca ouviu o Evangelho. Mas a Bíblia nos diz que "todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm 3:23). Além disso, Romanos 1:18-20 diz que Deus se mostra claramente por meio da revelação natural, de forma que "tais homens são, por isso, indesculpáveis". Os seres humanos não são inocentes, tendo em vista a revelação natural de Deus.

Terceiro, se uma pessoa que nunca ouviu o evangelho na sua vida faz o melhor que pode, tal pessoa apenas está fazendo obras para a salvação. Mas a salvação é pela graça, "porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus" (Ef 2:8). De nenhuma maneira alguém pode fazer qualquer coisa para ter acesso ao céu. Se houvesse um jeito, então a obra de Cristo na cruz teria sido inútil.

Finalmente, um ponto importante é que a Bíblia diz: "buscai e achareis". Isto é, aqueles que buscarem a luz que têm na natureza, a qual não é suficiente para a salvação, encontrarão a luz de que necessitam para a salvação. Hebreus 11:6 diz: "De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam". Atos 10:35 acrescenta: "pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável".

Deus tem muitas maneiras de fazer com que a verdade acerca da salvação por meio de Cristo chegue àqueles que o buscarem. Ele pode enviar um missionário (At 10) ou uma Bíblia (Sl 119:130), pode dar-lhes uma visão (Dn 2; 7) ou enviar-lhes um anjo (Ap 14). Mas aqueles que derem as costas à luz que têm (pela natureza), e acharem-se perdidos nas trevas, não têm a quem culpar senão a si mesmos. Pois "os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más" (Jo 3:19).

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Norman Geisler - Thomas Howe.

Como devo evangelizar a alguém que pertence a uma denominação, que eu suspeito não estar confiando no Salvador?

A maneira mais eficaz de falar sobre as questões da eternidade para uma pessoa religiosa, é não se desviar do foco: a Salvação. Após ouvir a crença de uma pessoa, podemos sentir a obrigação de falar sobre questões como o batismo infantil, a transubstanciação, etc. No entanto, é aconselhável antes estabelecer os pontos de concordância entre a Bíblia e a denominação da pessoa, tais como o nascimento virginal, a cruz, e assim por diante. Um ponto de concordância certamente será os Dez Mandamentos. Eles são a chave para trazer qualquer pessoa religiosa a um conhecimento salvífico do evangelho.

Depois que alguém é convertido a Jesus Cristo, a Bíblia ganha vida e ele será conduzido a toda a Verdade pelo Espírito Santo que nele habita. A Palavra de Deus, então, dar-lhe-a luz, e ele vai abandonar a tradição religiosa, pois agora ele é guiado por Deus. Embora existam fortes argumentos bíblicos que podem convencer as pessoas não regeneradas que as tradições de sua igreja contradizem a Sagrada Escritura, existe uma dificuldade. Algumas pessoas religiosas mantem os ensinamentos de sua igreja em pé de igualdade com, ou de maior autoridade do que, a Sagrada Escritura. É, portanto, muitas vezes inútil tentar convencê-los intelectualmente que a sua confiança deve estar na pessoa de Jesus Cristo, e não em sua própria justiça ou nas tradições de sua igreja. Por esta razão, deve-se visar a consciência da pessoa, ao invés do intelecto. Levá-los através da Lei de Deus (os Mandamentos) mostrando que eles estão condenados apesar de suas boas obras, e enfatizar fortemente que somos salvos pela graça, e graça somente e não por confiar em nossa própria justiça ou tradições religiosas.

Caso estejam abertos ao evangelho, e estiverem interessados ​​no que a Palavra de Deus diz, em relação aos ensinamentos de sua igreja, eles irão escutar a Escritura. Por exemplo, em Mateus 8:14, vemos que Pedro (a quem a Igreja Católica Romana afirma ser o primeiro papa) era casado, assim como muitos dos outros apóstolos (veja 1 Coríntios 9:5).

Tradução: Hélio S. Júnior - Desafio Cristão

Veja um exemplo de evangelismo usando os 10 mandamentos:

Você é uma boa pessoa?



Saiba mais sobre esse método:



Fonte: http://www.livingwaters.com/
Tradução: Hélio S. Júnior - Desafio Cristão

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