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A mediação de Moisés a favor de Israel dá suporte à crença católica em um "tesou­ro de méritos" do qual se pode fazer retiradas? Êxodo 32.30-32

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Nessa passagem, Moisés fala a Israel:"Agora, porém, subirei ao Senhor; porventura, farei propiciação por vosso pecado". Então ele ora ao Senhor: "Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito". Os estudio­sos católicos citam essa passagem para dar substância a seu argumento a favor da existência de um "tesouro da igreja", isto é, um "tesouro de méritos" guardado no céu, do qual aqueles que estiverem em necessidades podem fazer retiradas através de indulgências. Ludwig Ott rei­vindica: "Como Cristo, o cabeça, em seu sofrimento expiatório, tomou o lugar dos membros, então um mem­bro pode tomar o lugar de outro. A doutrina de indul­gências é baseada na possibilidade e na realidade da ex­piação vicaria" (Ott, 1960, 317).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Não existe absolutamente nada nesse texto que se refira a qual­quer depósito de méritos no céu — de maneira literal ou figurativa — para o qual se possa contribuir por boas obras, e desse depósito outros possam fazer retiradas. Na melhor hipótese, essa passagem apenas revela o louvável desejo de uma pessoa disposta a sofrer por outra. Em lugar algum a passagem diz que Deus aceitou a oferta de Moisés — de ser riscado do livro de Deus em favor de Israel. Na realidade, Deus não o riscou de seu livro. O que Deus fez foi aceitar o desejo sacrificial de Moisés como indicação da sinceridade de seu coração, como fizera no caso de Abraão (conferir Gn 22).

Mas Deus não aceitou qualquer oferta de desistência de ser incluí­do no livro divino. Deus não aceitou a vida de Moisés como expiação em favor de Israel; Ele somente aceitou a disposição de Moisés de ser sacrificado em favor deles. Moisés nunca teve o seu nome retirado do livro de Deus, sem falar de qualquer sofrimento temporal pelos peca­dos de Israel. Do mesmo modo, o apóstolo Paulo ex­pressou a disposição de ir para o inferno em favor da salvação de Israel (Rm 9.3). Esse também foi um desejo admirável, porém impossível de ser cumprido. Deus nunca aceitou a oferta de Paulo. Foi uma oferta admirável, sem dúvida indicativa da paixão de Paulo pelo seu povo, po­rém realmente impossível.

O conceito de um tesouro de méritos, para o qual os santos podem contribuir através de suas boas obras, é contrário à completamente suficiente e meritória morte de Cristo a nosso favor (conferir Jo 19.30; Hb 1.3; 2.14,15).


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O uso de querubins sobre a arca justifica a visão católica de que as imagens podem ser veneradas? Êxodo 25.18

A MÁ INTERPRETAÇÃO: De acordo com esse versí­culo, Moisés recebeu de Deus a seguinte ordem: "Farás dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório". É óbvio que se trata de uma imagem sagrada. Os estudiosos católicos argumen­tam que esse verso justifica a veneração deles por ima­gens sagradas.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Esse verso não justifica a veneração por imagens sagradas. Por um detalhe, o contexto deixa claro que a imagem dos querubins não deve ser venerada ou adorada de maneira alguma. Na verdade, a posição dos querubins no lugar mais santo, onde apenas o sumo sacerdote poderia entrar, uma vez por ano no Dia da Expiação (Lv 16), tor­nou-os inacessíveis e, portanto, impossíveis de serem ado­rados ou venerados pelo povo.

Note também que esses querubins não foram dados a Israel como imagens de Deus; eles são representações de anjos. Não foram dados com o propósito de adoração ou veneração; foram dados por motivos de decoração — como arte religiosa. Os católicos romanos estão lendo algo nesse versículo que na verdade não está lá.

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Como ainda foi possível haver poligamia entre o povo de Deus após o mandamento de se possuir apenas um cônjuge? Êxodo 20.14

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Os mandamentos dizem de maneira explícita: "Não adulterarás" (Êx 20.14) e "Não cobiçarás a mulher do teu próximo" (Êx 20.17). Embo­ra seja possível perdoar a poligamia daqueles que vive­ram antes que os Dez Mandamentos fossem dados, não é o caso para o povo de Deus, que viveu após esse even­to, como o rei Davi e o rei Salomão. Como é que Deus pôde abençoar esses homens quando, de acordo com esses mandamentos, eles estavam vivendo em adultério? Essa é uma importante questão, pois os mórmons ale­gam que o profeta Joseph Smith recebeu uma "revela­ção" do Senhor dizendo que a pluralidade no matrimô­nio era a vontade de Deus para os seus seguidores (Smith, 1835,132.61,62).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: A Bí­blia fala enfaticamente contra a poligamia (leia comen­tários sobre 1 Rs 11.1). Jesus deixou claro em Mateus 19.9 que o plano original de Deus para o casamento desde a criação foi a monogamia. Isso se mostra evi­dente a partir do fato de Deus ter criado apenas uma esposa para Adão. Deuteronômio 17.17 proíbe a poli­gamia entre reis, que normalmente eram aqueles que a praticavam em alianças internacionais."Tampouco para si multiplicará mulheres". Em cada caso de poligamia encontramos um fracasso em termos de viver de acor­do com o plano divino. Não faz parte do ideal de Deus que um homem se divorcie de sua esposa (Mt 19.9), contudo, por causa da dureza do coração das pessoas, Moisés permitiu o divórcio sob determinadas condi­ções. De modo semelhante, a poligamia no matrimô­nio nunca foi o ideal de Deus para o casamento, mas devido à dureza dos corações, foi tolerada. Porém, o fato de Deus ter tolerado a poligamia não prova que Ele a prescreveu ou a aprovou.

A Bíblia registra muitas coisas que ela mesma não aprova. Gênesis 3.4 registra a mentira de Satanás, mas em nenhuma passagem essa mentira é aprovada. Não existe nenhum exemplo nas Escrituras onde Deus aben­çoe um homem por ter muitas esposas. Na verdade, encontramos que um polígamo pagou amargamente por seu pecado. Em 1 Reis 11.4 está escrito que as mulheres de Salomão "lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era perfeito para com o Senhor seu Deus". Deus abençoa seu povo, a despeito do fato de que esse povo freqüentemente se encontra abaixo do seu ideal. Deus abençoou Davi e Salomão, não por causa da poligamia deles, mas apesar do pecado deles.

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Por que os cristãos adoram aos domingos quando o mandamento designa o sábado como dia de adoração? Êxodo 20.8-11

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Esse mandamento ordena que o sétimo dia da semana, o sábado, seja o dia do Se­nhor, separado para repouso e adoração. Contudo, no Novo Testamento, a igreja cristã começou a adorar e repousar no primeiro dia da semana, que é o domingo. Os cristãos estão violando o mandamento do sábado, adorando no primeiro dia da semana ao invés de fazê-lo no sétimo dia? Grupos como Adventistas do Sétimo Dia pensam assim.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: A base para o mandamento de observar o sábado, conforme es­crito em Êxodo 20.11, é que Deus repousou no sétimo dia após seis dias de trabalho, e que Deus abençoou e santificou o sétimo dia. O dia de sábado foi instituído como um dia de repouso e adoração. O povo de Deus deveria seguir como exemplo o modelo de trabalho e repouso de Deus. Contudo, Jesus — corrigindo a visão distorcida dos fariseus — disse: "O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado" (Mc 2.27). O ponto destacado por Jesus foi que o sába­do não foi instituído para escravizar pessoas, mas para beneficiá-las. O espírito de observância ao sábado teve continuidade no Novo Testamento mediante a obser­vância do repouso e da adoração no primeiro dia da semana (At 20.7; 1 Co 16.2).

Deve ser lembrado que, de acordo com Colossenses 2.17, o sábado estava na condição de "sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo. A observância ao sába­do estava associada à redenção em Deuteronômio 5.15, onde Moisés declarou: "Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão forte e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado". O sábado era uma sombra da redenção que se­ria dada em Cristo. Simbolizava o descanso de nossos trabalhos e a nossa entrada no repouso de Deus, dada através da obra consumada por Ele.

Embora os princípios morais expressos nos manda­mentos sejam reafirmados no Novo Testamento, o man­damento de se separar o sábado como um dia de repou­so e adoração é o único que não foi repetido. Existem razões muito boas para isso. Aqueles que crêem no Novo Testamento não estão sujeitos à lei do Antigo Testamen­to (Rm 6.14; 2 Co 3.7,11,13; Gl 3.24,25; Hb 7.12). A partir da ressurreição de Jesus no primeiro dia da semana (Mt 28.1), suas contínuas aparições nos domingos que se seguiram (Jo 20.26), e a descida do Espírito Santo em um domingo (At 2.1), a Igreja Primitiva passou a ter como modelo o domingo como dia dedicado à adora­ção. Isso faziam regularmente. A adoração aos domingos foi posteriormente consagrada por nosso Senhor, que apareceu a João na última grande visão no "Dia do Se­nhor" (Ap 1.10). É por essas razões que os cristãos ado­ram aos domingos, ao invés de adorar no sábado judaico. Sobre o mesmo assunto, veja os nossos co­mentários acerca de Atos 17.1-3.


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A preservação dos ossos de José dá suporte à crença católica romana da veneração de relíquias? Êxodo 13.19

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Em Êxodo 13.19 lemos: "E tomou Moisés os ossos de José [para fora do Egito] consigo, porquanto havia este estreitamente ajuramentado aos filhos de Israel" (leia Gn 50.25). Os estudiosos cató­licos romanos utilizam esse verso para apoiar o seguinte dogma: "É permissível e proveitoso venerar as relíquias dos santos" (Ott, 1960, 319). O Concilio de Trento de­clarou: "Também os santos corpos dos santos mártires e daqueles que habitam com Cristo... devem ser honrados pelos fiéis" (Denzinger, 1957, n° 985). Ott diz:"A razão para a veneração das relíquias encontra-se nisto, em que os corpos dos santos foram membros vivos de Cristo e templos do Espírito Santo; que eles serão novamente despertados e glorificados e através deles Deus concede muitos benefícios à humanidade" (Ibid).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: O dogma católico de veneração de relíquias e imagens não tem fundamento nessa passagem das Escrituras e nem em qualquer outra.

A passagem de Êxodo mostra claramente o propósito de levar os ossos de José para fora do Egito, e não o propósito de venerá-los. Lemos: "E tomou Moisés os ossos de José consigo, porquanto havia esse estreitamen­te ajuramentado aos filhos de Israel". Ele havia dito:"Certamente Deus vos visitará; fazei, pois, subir daqui os meus ossos convosco" (Êx 13.19).

Mesmo a notável autoridade católica Ludwig Ott admite que "as Sagradas Escrituras não mencionam a veneração de relíquias" (Ibid). E os chamados "prece­dentes" nas Escrituras não provam o ponto de vista católico — os ossos de José não foram venerados; foram sim­plesmente preservados (Êx 13.19). Daí, usar esse episó­dio como uma prova bíblica para venerar relíquias é ar­rancar violentamente o versículo para fora do contexto.

Ainda mais, Deus condena a veneração de objetos sa­grados. Quando a serpente de bronze, que Deus ordena­ra para a salvação dos israelitas no deserto, foi posterior­mente venerada, o ato foi considerado como idolatria (2 Rs 18.4).

Deus claramente ordenou ao seu povo que não fizes­sem imagens de escultura e nem se curvassem diante delas em um ato de devoção religiosa (Êx 20.4,5). Esse é o mesmo erro dos pagãos que "honraram e serviram mais a criatura do que o Criador" (Rm 1.25). A Bíblia nos proíbe, em qualquer tempo, fazer ou mesmo "nos curvar" diante de uma "imagem" de qualquer criatura em um ato de devoção religiosa. "Não farás para ti ima­gem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás" (Êx 20.4,5, ênfases adicionadas pelos autores).

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Como é que os sábios e encantado­res de faraó foram capazes de realizar os mesmos feitos poderosos que Deus mandou que Moisés fi­zesse? Esse fato dá crédito ao ocultismo? Êxodo 7.11

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Três passagens no livro de Êxodo (7.11,22; 8.7) parecem dizer que os sábios, os encantadores e os magos de faraó fizeram, através de suas "artes secretas" ou "encantamentos", algumas das mes­mas obras que Deus mandou Moisés e Arão fazerem. Contudo, Moisés e Arão reivindicaram haverem sido enviados por Deus. Como é que esses homens foram capazes de fazer as mesmas maravilhas que Moisés e Arão fizeram pelo poder de Deus? Esse fato indica que os ocultistas têm poderes sobrenaturais?

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: A Bí­blia indica que uma das táticas de Satanás em seu esforço para enganar a humanidade é empregar falsos milagres (leia 2 Ts 2.9 e comentários sobre Ap 16.14). Êxodo 7.11 afirma: "E Faraó também chamou os sábios e encantadores; e os magos do Egito fizeram também o mes­mo com os seus encantamentos". Cada um dos outros versículos faz uma alegação similar. A passagem afirma que os feitos dos magos de faraó foram alcançados por "seus encantamentos [de magia]".

Alguns comentaristas chegam a afirmar que os feitos dos mágicos foram meros truques. Talvez os magos te­nham lançado encantamentos sobre serpentes de modo que ficaram rijas, parecendo terem se tornado cajados.

Quando lançadas ao solo, saíram de seu transe, vol­tando a moverem-se como serpentes. Alguns dizem ter sido obra de Satanás o que teria transformado os cajados dos mágicos em serpentes. Contudo, isso não é plausível, tendo em vista o fato de que somente Deus é capaz de criar vida, como os próprios magos reconheceram mais tarde (Êx 8.18,19).

Seja qual for a explicação que alguém assuma refe­rente à maneira como esses feitos foram realizados, exis­te um ponto comum a todas as possíveis explicações en­contrado no próprio texto. Seja qual for o poder pelo qual alcançaram esses feitos, está claro que não foram realizados através do poder de Deus. Pelo contrário, fo­ram alcançados pelos "seus encantamentos".

A finalidade desses atos foi convencer faraó de que os seus mágicos possuíam tanto poder quanto Moisés e Arão, e não era necessário que faraó se rendesse à sua exigên­cia de deixar ir Israel. Funcionou, ao menos durante os três primeiros encontros (a vara de Arão, a praga de san­gue, e a praga das rãs). Contudo, quando Moisés e Arão, pelo poder de Deus, trouxeram piolhos da areia, os mágicos não foram capazes de imitar esse milagre. Apenas foram capazes de exclamar: "Isto é o dedo de Deus" (Êx 8.19).

Existem vários pontos pelos quais é possível discernir as diferenças entre um sinal satânico e um milagre divi­no.

Milagre divino                    Sinal satânico
Sobrenatural                         Acima do normal
Ligado à verdade                   Ligado ao erro
Associado ao bem                 Associado ao mal
Nunca associado ao oculto    Freqüentemente associado ao oculto 
Sempre bem-sucedido           Nem sempre bem-sucedido

Tais diferenças podem ser vistas nessas passagens no livro de Êxodo. Embora os magos fossem capazes de transformar as suas varas em serpentes, estas foram engolidas pela vara de Arão, indicando superioridade. Embora os magos fossem capazes de transformar água em sangue, não eram capazes de reverter esse processo. Embora pudessem trazer rãs, não podiam livrar-se de­las. Os seus atos eram acima do normal, porém não eram sobrenaturais.

Embora os magos fossem capazes de copiar alguns dos milagres de Moisés e Arão, a sua mensagem era liga­da ao erro. Eles basicamente tentaram copiar os milagres dos homens escolhidos por Deus com a finalidade de convencer faraó de que o Deus dos hebreus não era mais poderoso do que o deus dos egípcios. Embora os magos de faraó tenham sido capazes de simular os três primei­ros milagres feitos por Deus através de Moisés e Arão, chegou-se a um ponto em que os seus encantamentos não mais foram capazes de imitar o poder de Deus.

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Paulo cometeu um erro ao citar quantas pessoas morreram? 1 Coríntios 10:8

PROBLEMA: Paulo diz nesse versículo que 23.000 pessoas morreram. Em Êxodo 32:28, o número de pessoas referidas como tendo sido mortas é 3.000. Isso parece ser um erro.

SOLUÇÃO: Primeiro, em Êxodo 32:28 as pessoas foram mortas à espada, e as que Paulo menciona morreram pela espada e por causa de uma praga. Êxodo 32:35 diz: "Feriu, pois, o Senhor ao povo, porque fizeram o bezerro que Arão fabricara". Paulo dá o total incluindo os que foram mortos pela espada e pelo ferimento do Senhor (pela praga). Mas Êxodo 32:28 nos fornece apenas o número dos que foram mortos pela espada.

Segundo, alguns acham que o número de pessoas mortas que Paulo fornece relaciona-se com um relato de juízo ocorrido em Números 25:9, que diz terem sido mortas 24.000 pessoas. Isso pode ser respondido de duas maneiras. Primeiramente, a passagem de Números não dá um período de tempo específico dentro do qual tantas pessoas morreram, mas o apóstolo Paulo disse que 23.000 morreram num só dia. A passagem de Números, entretanto, não especifica quantos foram mortos num só dia, mas fornece o número total de mortes. Além disso, alguns estudiosos dizem que Paulo não se refere a Números, porque 1 Coríntios 10:7 cita Êxodo 32:6, enquadrando-se assim o contexto de 1 Coríntios com Êxodo 32:28.

MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia -
Norman Geisler - Thomas Howe.

O Senhor é um Deus de Paz ou de Guerra?

1. Deus de Paz

A. (Isaías 2.4) – “E Ele julgará entre os povos, e corrigirá muitas nações; estas converterão as suas espadas em relhas de arados e suas lanças, em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.”

B. (Romanos 15.33) – “E o Deus da paz seja com todos vós. Amém!”

2. Deus de Guerra

A. (Êxodo 15.3) – “O Senhor é homem de guerra; Senhor é o seu nome.”

B. (Joel 3.9-10) – “Proclamai isto entre as nações: Apregoai guerra santa e suscitai os valentes; cheguem-se, subam todos os homens de guerra. Forjai espadas das vossas relhas de arado e lanças, das vossas podadeiras; diga o fraco: Eu sou forte.”

Qualquer pessoa pode tomar versículos fora de contexto, compará-los com outros versículos fora de contexto e assim ter uma “contradição”. Mas dessa forma o contexto é sacrificado e a verdade perdida. Em Isaías 2.4 Deus está dando uma mensagem profética de um tempo futuro em que Ele é quem definirá disputas e que não haverá mais guerra. Em Romanos 15.33 é simplesmente dito que Deus é um Deus de paz. De fato é.

No entanto temos versículos que revelam o lado inquisidor de Deus. Em Êxodo vemos Deus como um guerreiro. Mas o contexto é a destruição do exército egípcio. Como todos sabemos, o Egito escravizou a nação israelita e assim Deus simplesmente tornou-se o seu guerreiro e os libertou. Em Joel 3.9-10 vemos uma declaração profética, até porque o livro de Joel é de natureza profética. Em outras palavras, chegará o tempo em que será necessário lutar.

Não há contradição em Deus ser tanto o Senhor que combate inflexivelmente como também o Senhor que ama a paz. Isso é da mesma forma verdadeiro com pessoas que, pacíficas por natureza, vão lutar quando a situação assim exige.

Matt Slick

Traduzido por: Marcelo Herberts
06 de Outubro de 2005.
Fonte: http://www.monergismo.com/.

Por que esse texto diz "setenta e cinco pessoas", se Êxodo 1:5 diz que eram "setenta pessoas"? Atos 7:14

PROBLEMA: De acordo com Êxodo 1:5, foram apenas 70 descendentes que desceram ao Egito com Jacó. Mas, quando Estêvão relata esse mesmo incidente em Atos 7:14, ele dá o número de 75 pessoas. Isso parece uma clara contradição.


SOLUÇÃO: Há várias possíveis maneiras de se explicar a diferença de números. Alguns eruditos sugerem que Atos 7:14 está incorreto em sua afirmativa de que eram 75 pessoas. Eles observam que tanto a tradução grega da Bíblia (Septuaginta) como um manuscrito hebreu encontrado na região do Mar Morto usam o número 75, tal como Estêvão disse.

Outros sugerem que Lucas, com todo cuidado, registrou o sermão de Estêvão, contudo este teria cometido um erro. Assim, a passagem de Atos é um registro fiel do discurso em que Estêvão cometera esse engano. O relato paralelo de Gênesis 46:27 também dá o número como sendo 70. A maior objeção a essa posição é o fato de que a inclusão feita por Lucas desse discurso traz consigo a implicação de que o que foi dito seja correto. Ainda, o texto afirma que Estêvão estava "cheio do Espírito Santo" quando ele proferiu a sua preleção (7:55).

Outro ponto de vista alega que a diferença pode ser explicada pelo fato de que Estêvão provavelmente estivesse citando com base na Septuaginta (a versão grega do AT), que afirma: "Todas as almas descendentes de Jacó eram setenta e cinco" (Êx 1:5), e não com base na versão hebraica, que afirma: "Todas as pessoas, pois, que descenderam de Jacó foram setenta; José, porém, estava no Egito". A diferença surge em função da maneira como os totais são calculados.

Jacó tinha doze filhos. Acrescentando-se os seus netos e bisnetos, o total é 66. Acrescentando-se Efraim e Manasses, que nasceram de José no Egito, o total chega a 68. Com Jacó e sua esposa dá 70, como o texto hebraico registra. A Septuaginta, contudo, começando com os 12 filhos de Jacó, acrescenta seus 54 netos e bisnetos, que dá 66; acrescenta ainda os sete descendentes de José, que provavelmente eram filhos de Efraim Manasses, e que nasceram algum tempo depois da migração de Jacó ao Egito, mas antes da sua morte. A Septuaginta omitiu também Jacó e sua mulher. Isso dá um total de 75 pessoas, como Estêvão mencionou na passagem de Atos.



TEXTO HEBRAICO
TEXTO GREGO
Jacó e sua esposa
2
Não contados
Filhos de Jacó
12
12
Netos e bisnetos de Jacó
54
54
Filhos de José:
Efraim e Manassés
2
2
Outros descendentes
de José no Egito
Não contatods
7
TOTAL
70
75



MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia - 
Norman Geisler - Thomas Howe.

A Bíblia Não Diz Que Moisés Pecou Porque Feriu a Rocha, ou Porque a Feriu Duas Vezes

Qual terá sido o verdadeiro pecado de Moisés, o qual impediu-o de entrar na terra pro­metida? O que terá levado Deus a proibir seu profeta e libertador de gozar daquela conquista tão maravilhosa? Deve ter sido um ato bem maior do que o que normalmente se comenta a respeito. Va­mos analisá-lo.

O que mais se afirma é que Moisés teria ferido a rocha para dela tirar água, quando Deus apenas havia dito para ele FALAR à rocha. Há quem diga que o verdadeiro pecado de Moisés foi o de ferir a rocha DUAS VEZES, quando deveria tê-la ferido apenas uma.

Em Meribá, Deus diz para ele tomar a vara (Êxodo 17:5) e ferir a rocha (17:6). Em Refidim Deus manda novamente que ele tome a vara (Nú­meros 20:8) e fale à rocha (mesmo versículo). Moisés, então, levantou a sua mão e feriu a rocha DUAS VEZES (Números 20:11).

Deus chega a Moisés e Arão e afirma algo tremendamente duro. Fica até difícil de ser enten­dido o porquê. Veja o que ele diz:

- Porquanto não me crestes em mim, PARA ME SANTIFICAR diante dos filhos de Israel, por isso não metereis esta congregação na terra que lhes tenho dado (Números 20:12).

No livro de Deuteronômio (32:51), encon­tramos uma repetição do que Deus falara, desta vez com mais detalhes:

- Porquanto prevaricastes contra mim no meio dos filhos de Israel, nas águas da contenção em Cades, no deserto de Zim, pois ME NÃO SANTIFICASTES no meio dos filhos de Israel.

A primeira coisa que entendemos é que o problema maior foi o de NÃO SANTIFICAR A DEUS, o que significa deixar de dar-lhe glória por algum motivo.

Outra coisa que também entendemos é que na segunda vez Deus mandou Moisés TOMAR A VARA. Se não fosse para ferir a rocha pela segun­da vez, para que tomar a vara? Se fosse apenas para falar, não haveria qualquer necessidade de DEUS MESMO mandar Moisés tomar a vara.

Quanto a ter ferido uma ou duas vezes (e as duas vezes indicam provavelmente uma certa dose de ira), não vem tanto ao caso, porque Deus não se referiu a tal.

O problema, com já dissemos, foi mais profundo, algo mais sério. A Bíblia mostra sem sombras de dúvidas o que sucedeu. Antes de ver­mos diretamente o texto, vamos ver outra ênfase que se encontra em Salmos 106:32,33, falando a respeito do mesmo assunto:

"Indignaram-no também junto às águas da contenda, de sorte que sucedeu mal a Moisés, por causa deles, porque irritaram o seu espírito, de modo que FALOU IMPRUDENTEMENTE com seus lábios."

Vê como o caso foi relacionado com o FALAR IMPRUDENTEMENTE? Tem a ver com algo que Moisés falou que desagradou profundamente a Deus. Vamos, agora a Números 20:10, onde se reconhece facilmente o que aconteceu:

"E Moisés e Arão reuniram a congregação diante da rocha, e disse-lhes: Ouvi agora, rebeldes, porventura TIRAREMOS água desta rocha para vós?"

Vemos aqui uma expressão egoísta ("tiraremos"), uma dúvida ("porventura"), e uma ausência total da glória devida a Deus, o que deveria ser expressão tal como:


"Ouvi agora, rebeldes, COM CERTEZA Deus tirará água desta rocha para vós!"

Esta imprudência no falar, deixando de dar glória a Deus, para lançar aquele feito sobre si mesmo e Arão, fez com que Moisés perdesse a bênção de penetrar com o povo na terra Prometida.

O que a Bíblia NÃO DIZ
...mas muitos pregadores e mestres dizem!
Paulo de Aragão Lins

A Bíblia Não Diz Que a Vara De Moisés Virou Serpente Diante de Faraó


É muito comum acreditar-se, e até muitos pregam, que Moisés lançou a vara DELE diante de Faraó e ela se transformou em serpente. Isto, po­rém, JAMAIS ACONTECEU! A vara que se trans­formou em serpente foi a de Arão e não a de Moisés. Foi Arão quem lançou a vara diante de Faraó, por ordem de Deus, através de Moisés.

O mais incrível, porém verdadeiro, é que foi Arão também quem tocou com a vara nas águas, as quais se transformaram em sangue. Confira com o texto da Bíblia:

"E o Senhor falou a Moisés e a Arão, dizen­do: Quando Faraó vos falar, dizendo: Fazei por vós algum milagre, dirás a Arão: Toma a TUA vara, e lança-a diante de Faraó, e se tornará em serpente. E Faraó também chamou os sábios e encantadores e os magos do Egito fizeram também o mesmo com os seus encantamentos. Porque cada um lançou sua vara e tornaram-se em serpentes. mas A VARA DE ARÃO tragou as varas deles.

Disse mais o Senhor a Moisés: Dize a Arão: Toma tu a vara, e estende a tua mão sobre as águas do Egito, sobre as suas correntes, sobre os seus rios, sobre os seus tanques e sobre todo o ajuntamento das suas águas, para que se tornem em sangue. e haja sangue em toda a terra do Egito, assim nos vasos de madeira como nos de pedra.

E Moisés e Arão fizeram assim como o Senhor tinha mandado. e levantou a vara, e feriu as águas que estavam no rio, diante dos olhos de Faraó, e diante dos olhos de seus servos e todas as águas do rio se tornaram em sangue." (Êxodo 8-12,19,20).

Além disso, foi Arão quem, por ordem de Deus, fez vir rãs sobre o Egito e feriu o pó da terra, transformando-o em piolhos.

Moisés esteve presente quando tudo isto aconteceu. Porém, foi pelas mãos de Arão, seu ir­mão, e com a vara de Arão e não pelas mãos de Moisés e com a vara de Moisés que tais coisas acon­teceram. Veja também este texto:

"E disse mais o Senhor a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua vara e fere o pó da terra, para que se torne em piolhos por toda a terra do Egito. E fizeram assim: porque Arão estendeu a sua mão com a sua vara e feriu o pó da terra, e havia muitos piolhos nos homens e no gado. todo o pó da terra se tornou em piolhos em toda a terra do Egito." (Êxodo 8:16,17).

Houve uma praga, a das úlceras, sobre os homens e os animais, que foi gerada por cin­za do forno, que Moisés e Arão tomaram seus punhos cheios e MOISÉS a lançou para cima. (Êxodo 9:8-10).

As pragas que foram concitadas por Moisés, foram: a das úlceras, conforme vimos acima, a da saraiva (Êxodo 9:23), a dos gafanhotos (Êxodo 10: 13). e a das trevas (Êxodo 10:22). Portanto qua­tro pragas. Arão, por sua vez, concitou três pragas. Isto soma sete pragas. E as outras três?

As outras três foram realizadas diretamente por Deus, sem qualquer um dos dois varões - Moisés ou Arão - levantarem a mão ou utilizarem a vara. Estas foram: a praga das moscas, a da peste nos ani­mais e a da morte dos primogênitos.

O que a Bíblia NÃO DIZ
...mas muitos pregadores e mestres dizem!
Paulo de Aragão Lins

EU SOU O QUE SOU - Êxodo 3:14



"Respondeu Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU." Êxodo 3:14. Disse mais: "Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós."

Os cristãos universalmente reconhecem que Jesus Cristo estava afirmando ser a Divindade quando ele refere-se a si mesmo com EU SOU: 

"Disseram-lhe, pois, os judeus: Ainda não tens cinqüenta anos, e viste Abraão? Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou" (João 8:57,58).

Mesmo os inimigos de Jesus compreendiam o que ele estava dizendo. O versículo seguinte nos diz que quando eles ouviram isto, "então pegaram em pedras para lhe atirarem..." (v. 59). Os judeus incrédulos viam esta declaração de Jesus (de ser o EU SOU) como uma blasfêmia, um crime pelo qual eles queriam apedrejá-lo até, a morte.

No entanto, as Testemunhas de Jeová ensinam que Jesus Cristo é, realmente, apenas o arcanjo Miguel e que Cristo nunca declarou ser Deus. Assim, para fazer com que as Escrituras estejam de acordo com sua doutrina, elas mudaram o texto de ambos os versículos em sua Bíblia. A Tradução da Torre de Vigia diz: 

"Isto é o que deve dizer aos filhos de Israel: MOSTRAREI SER enviou me a vós" (Êx.3:14), Tradução do Novo Mundo, e "Digo-vos em toda a verdade: Antes de Abraão vir à existência, eu tenho sido" (João 8:58, Tradução do Novo Mundo).

Assim, na Bíblia das Testemunhas de Jeová, as palavras de Jesus aparecem sem nenhuma conexão com Êxodo 3:14.

Mas você não precisa ser um erudito em grego ou hebraico para provar que a Sociedade Torre de Vigia distorceu estes versículos. A própria Bíblia de estudo das Testemunhas de Jeová prova que Jesus estava declarando ser o EU SOU.

Sua grande edição da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas com Referências, de 1984, tem uma nota de rodapé em Êxodo 3:14, admitindo que o hebraico seria traduzido em grego como "Ego eimi" - "EU SOU".

E a sua Tradução Interlinear do Reino das Escrituras Gregas de 1985 (Kingdom Interlinear Translation of the Greek Scriptures) revela que as palavras de Jesus em João 8:58 são as mesmas: "égo eimi" (nota de rodapé), "eu sou" (texto interlinear).

As Testemunhas de Jeová Refutadas Versículo por Versículo - 
David A. Reed

Os animais imundos deveriam ser mortos ou resgatados com dinheiro? Êxodo 34:20



PROBLEMA: Números 18:15-16 instrui que animais imundos deveriam ser resgatados com dinheiro. Mas Êxodo tinha ordenado que fossem mortos. Como conciliar esta divergência?

Deus mudou de idéia quanto a ir com os israelitas até a Terra Prometida? Êxodo 33:3

PROBLEMA: Deus declara: "eu não subirei no meio de ti" (Êx 33:3). Contudo, mais tarde Deus foi com eles de forma poderosa e vitoriosa, levando-os à vitória sob o comando de Josué (veja Josué 1-11).

SOLUÇÃO: Essas passagens falam de tempos diferentes. A primeira refere-se à primeira geração de israelitas, a segunda fala da segunda geração que creu em Deus e que seguiu Josué até a terra. Nem todas as advertências (ou promessas) de Deus são incondicionais. Esta, em particular, foi condicional. Deus iria com eles se e quando eles confiassem no Senhor (o que a segunda geração fez); mas Deus não iria com eles se e quando eles não confiassem nele (o que a primeira geração fez). O propósito irreversível de Deus de levá-los à Terra Prometida dava lugar a certas condições temporárias que poderiam ser alteradas de forma que tal propósito fosse atingido. (Quanto a Deus mudar de idéia, veja também a questão anterior).

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Norman Geisler - Thomas Howe.

Deus muda de idéia? Êxodo 32:14

PROBLEMA: Enquanto Moisés estava no monte recebendo a Lei de Deus, o povo estava ao pé do monte adorando um bezerro de ouro que tinham construído (32:4-6). Quando Deus instruiu Moisés a descer até eles, o Senhor lhe disse que os consumiria, fazendo de Moisés "uma grande nação" (32:10). Moisés, porém, ao ouvir isso, suplicou ao Senhor que abrandasse a sua ira.

O versículo 14 diz: "Então se arrependeu o Senhor do mal que dissera havia de fazer ao povo". Isso quer dizer, então, que Deus mudou de idéia. Entretanto, em 1 Samuel 15:29, Deus diz que "não é homem, para que se arrependa"; e em Malaquias 3:6 ele diz: "Porque eu, o Senhor, não mudo". Ainda, no NT, Deus demonstrou a "imutabilidade do seu propósito"(Hb 6:17), fazendo um juramento. Afinal, Deus muda ou não muda de idéia?

Deus tem dedos? Êxodo 31:18



PROBLEMA: Este versículo diz que as tábuas dos Dez Mandamentos foram "escritas pelo dedo de Deus". Mas a Bíblia diz também com firmeza que "Deus é espírito" (Jo 4:24) e que espíritos não têm "carne nem ossos"(Lc 24:39). Como, então, pode Deus ter dedos?

Deus pode se cansar? Êxodo 31:17

(Veja os comentários de Gênesis 2:1.)


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Se é errado fazer imagens de escultura, por que então Deus ordenou a Moisés que fizesse uma? Êxodo 25:18ss


PROBLEMA: Deus claramente ordenou em Êxodo 20:4: "Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra". Contudo, Moisés é instruído por Deus a fazer "dois querubins de ouro; de ouro batido" (v. 25:18). Se é errado fazer qualquer tipo de imagem, então por que Deus ordenou que Moisés fizesse imagens para pôr na arca da aliança?

SOLUÇÃO: A proibição de se fazer imagens de escultura foi especificamente determinada no contexto da adoração a ídolos. Há, então, várias razões pelas quais fazer um querubim não conflita com o mandamento de não se curvar diante de imagens esculpidas. Primeiro, não havia como o povo de Israel dobrar-se diante do querubim, no Santo dos Santos, já que as pessoas eram proibidas de entrar naquele lugar a qualquer tempo. Até mesmo o sumo sacerdote ia ao Santo dos Santos somente uma vez por ano, no Dia da Expiação (Lv 16).

Além disso, a proibição não é de se fazer qualquer imagem de escultura para fins decorativos, mas de fazer imagens para qualquer tipo de adoração religiosa. Em outras palavras, a ordem era para não adorar nenhum outro Deus nem imagem de qualquer deus. Aqueles querubins não foram dados a Israel como imagens de Deus, mas de anjos. Nem foram dados para serem adorados. Daí a conclusão de que não há como a ordem de fabricá-los possa violar o mandamento de Êxodo 20.

Finalmente, a proibição em Êxodo 20 não foi contra a arte religiosa como tal, o que inclui coisas no céu (anjos) e na terra (homens e animais). Ela foi contra o uso de qualquer imagem como ídolo. Que se pode depreender que o texto tinha em mente a idolatria é evidente, pelo fato de haver a instrução: "não te encurvarás a elas, nem as servirás" (Êx 20:5, SBTB). A distinção entre o uso não-religioso e o uso religioso de imagens é importante:


O USO DE IMAGENS

PROIBIDO
PERMITIDO
Objeto de adoração
Designadas pelo homem
Com propósito religioso
Para representar a essência de Deus
Sem qualificações
Não um objeto de adoração Designadas por Deus
Com propósito educacional
Para afirmar a verdade
Com qualificações


Até mesmo a linguagem utilizada para referir-se a Deus na Bíblia contém imagens. Ele tanto é pastor como pai. Mas essas duas imagens qualificam-no de forma apropriada, Deus não é simplesmente um pai qualquer. Ele é o nosso Pai Celestial. De igual modo, Jesus não é um mero pastor, mas o Bom Pastor, que deu a sua vida por suas ovelhas (Jo 10:11). Nenhuma imagem finita, sem qualificação, pode ser aplicada apropriadamente ao Deus infinito. Fazer isso é idolatria. E ídolos são ídolos, quer sejam mentais ou de metais.

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Deus pode ser visto? Êxodo 24:10



PROBLEMA: De acordo com este versículo, Moisés e os anciãos "viram o Deus de Israel". Contudo, Deus disse a Moisés que ele não podia ver a face de Deus (Êx 33:20), e João deixa bem claro:

"Ninguém jamais viu a Deus" (Jo 1:18).

Já que Deus disse em Êxodo 33:20: "homem nenhum verá a minha face, e viverá", como essas pessoas puderam vê-lo? Êxodo 24:9-11



PROBLEMA: Êxodo 24:9-11 registra que Moisés, Arão, Nadabe, Abiú e setenta dos anciãos de Israel subiram ao monte de Deus e "viram o Deus de Israel". Entretanto, Êxodo 19:12-13 diz que as pessoas nem mesmo podiam tocar na base do monte sem que com isso morressem. E em Êxodo 33:20 Deus diz que ninguém poderá vê-lo e continuar a viver. Como então estas pessoas puderam subir no monte e ver Deus, e continuar vivas?

Foi realmente Moisés quem escreveu isto, já que vários eruditos modernos dizem que a autoria é de várias pessoas? Êxodo 24:4

PROBLEMA: Críticos eruditos modernos, acompanhando Julius Wellhausen (século XIX), afirmam que os cinco primeiros livros do AT foram escritos por várias pessoas, identificadas como J (Jeovista), E (Eloimista), S (sacerdotista) e D (deuteronomista), dependendo de quais seções refletem a característica peculiar de tais supostos autores. Entretanto, este versículo declara que "Moisés escreveu todas as palavras do Senhor" (Êx 24:4). Com efeito, muitos outros versículos na Bíblia atribuem este livro a Moisés (veja os itens 6 e 9 a seguir).

SOLUÇÃO: Aqui temos outro exemplo de que a crítica negativa da Bíblia está errada. Há uma evidência muito forte de que foi mesmo Moisés quem escreveu Êxodo.

Primeiro, nenhuma outra pessoa daquela época tinha o tempo, o interesse e a habilidade para compor esse registro histórico.

Segundo, Moisés foi testemunha ocular dos eventos e, como tal, estava qualificado para descrevê-los. Com efeito, o que está escrito é um relato expressivo de quem viu com os próprios olhos os espetaculares acontecimentos descritos, tais como a travessia do Mar Vermelho e O recebimento dos Dez Mandamentos.

Terceiro, o mais antigo ensinamento judeu atribui este livro a Moisés. Isso acontece no Talmude judeu, bem como assim procederam vários escritores judeus, entre os quais Filo e Josefo.

Quarto, o autor demonstra possuir um conhecimento detalhado da geografia do deserto (cf. Ex 14). Isso é altamente improvável para qualquer um que, diferentemente de Moisés, não tivesse muitos anos de experiência de vida naquela área. Isso também é verdade com relação ao conhecimento do autor quanto aos costumes e práticas do povo descrito em Êxodo.

Quinto, o livro declara explicitamente que "Moisés escreveu todas as palavras" (Êx 24:4). Se não fosse ele que tivesse escrito, então isso seria uma mentira, que não poderia ser aceita, e não poderia ser a Palavra de Deus.

Sexto, o sucessor de Moisés, Josué, declarou que foi Moisés quem escreveu a Lei. De fato, quando Josué assumiu a liderança depois de Moisés, ele exortou o povo de Israel dizendo que eles não deveriam deixar de falar desse "Livro da Lei" (Js 1:8), e que deveriam ter "o cuidado de fazer segundo toda a lei que... Moisés... ordenou" (Js 1:7).

Sétimo, uma série de personagens do AT, depois de Moisés, atribuiu o livro de Êxodo a ele, inclusive Josué (1:7-8); Josias (2 Cr 34:14); Esdras (6:18); Daniel (9:11) e Malaquias (4:4).

Oitavo, Jesus citou Êxodo 20:12, com a seguinte introdução: "Pois Moisés disse" (Mc 7:10 cf. Lc 20:37). Assim, ou Cristo está certo, ou os críticos é que estão. Como há forte evidência de que Cristo é o Filho de Deus, a questão é clara (veja Geisler and Brooks, When Skeptics Ask -Quando os Cépticos Perguntam -, 1990, capítulo 6).

Nono, o apóstolo Paulo declarou: "Moisés escreveu que o homem que praticar a justiça decorrente da lei viverá por ela" (Rm 10:5, citando Ez 20:11). Temos assim base na autoridade apostólica e na autoridade de Cristo para assegurar que foi Moisés quem escreveu Êxodo.

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Por que foi proibido cozer o filhote no leite de sua própria mãe? Êxodo 23:19

PROBLEMA: Este versículo ordena: "Não cozerás o cabrito no leite da sua própria mãe" (Êx 23:19). O que isso significa, e por que esta ordem foi dada aos israelitas?

SOLUÇÃO: Aqui há duas perguntas distintas, que precisam ser separadas. Primeiro: o que esta passagem quer dizer? Segundo: por que Deus se opôs a que eles assim procedessem? A resposta à primeira pergunta é fácil. Cada palavra da sentença está bem clara. Os israelitas sabiam exatamente o que fazer. Eles não deveriam nunca cozinhar um filhote de cabrito no leite de sua mãe. Assim, não havia absolutamente problema algum relacionado ao que Deus não queria que eles fizessem. O problema real é o porquê da questão: por que Deus proibiu isso? Os comentaristas dão várias possíveis razões:

1. Porque seria uma prática idolatra.
2. Porque seria uma prática do ocultismo, feita para tentar fazer com que a terra se tornasse mais produtiva.
3. Porque seria cruel destruir um filhote de cabrito no próprio leite que o sustentava.
4. Porque leite e carne juntos não têm uma fácil digestão.
5. Porque demonstraria desprezo para com o relacionamento mãe e filho.
6. Porque simbolicamente profanaria a Festa da Colheita.
7. Porque Deus queria que cozinhassem com óleo de oliva, e não com manteiga.
8. Porque seria uma luxúria, um ato de epicurismo.

A verdade é que não sabemos ao certo por que Deus deu essa ordem. Mas isso realmente não tem importância, já que os israelitas sabiam exatamente o que eles não deveriam fazer, mesmo não entendendo bem o porquê. Assim, embora haja dificuldade em se entender o propósito da passagem, não é difícil entender o seu significado. Ela significa exatamente o que diz.

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Por que a pena de morte era comutada, no caso de alguns assassinos? Êxodo 21:29-30

PROBLEMA: Números 35:31 ordena: "Não aceitareis resgate pela vida do homicida, que é culpado de morte: antes, será ele morto". Entretanto, com respeito ao culpado, Êxodo 21:30 diz: "Se lhe for exigido resgate, dará então como resgate da sua vida tudo o que lhe for exigido". Mas, no que diz respeito à punição de assassinos, estas instruções se contradizem.

SOLUÇÃO: A razão da diferença está claramente estabelecida no texto -num caso, tratava-se de um assassinato intencional e, no outro, era apenas um homicídio devido a uma negligência. No primeiro caso havia malícia, mas no segundo não havia intenção de cometer o mal. De fato, neste último, o culpado realmente não tinha ele mesmo tirado a vida de outra pessoa. Ele simplesmente fora negligente ao confinar um touro que tinha a fama de chifrar as pessoas (Êx 21:28-29). Então, nesse caso, uma multa podia ser aplicada no lugar da pena de morte.

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Esta passagem mostra que um ser ainda não nascido tem menos valor do que um ser adulto? Êxodo 21:22-23

PROBLEMA: De acordo com algumas traduções da Bíblia, este texto ensina que, se dois homens brigarem, e a mulher de um deles tiver um aborto, o responsável "será obrigado a indenizar segundo o que lhe exigir o marido da mulher" (v. 22). Mas, se da briga resultar a morte da mulher, a penalidade seria a pena capital (v. 23). Isto não prova então que o feto não era considerado um ser humano, como o era a mãe?

SOLUÇÃO: Antes de mais nada, há aqui uma tradução inadequada. O grande erudito em hebraico, Umberto Cassuto, traduziu este texto corretamente, da seguinte maneira:

"Se homens brigarem, e ferirem não intencionalmente uma mulher com criança, e seus filhos forem dados à luz, porém sem maior dano - isto é, nem a mulher nem as crianças morrerem -aquele que feriu será obrigado a indenizar segundo o que lhe exigir o marido da mulher; e pagará como os juízes lhe determinarem. Mas, se houver dano grave, isto é, a mulher ou as crianças morrerem, então, darás vida por vida." (Commentary on the Book of Exodus - Comentário do Livro de Êxodo -Magnes Press, 1967).

A tradução acima torna o sentido bem claro. É uma passagem de peso contra o aborto, afirmando que um feto tem o mesmo valor que um ser humano adulto.

Segundo, a palavra hebraica (yatsa), erroneamente traduzida pelo verbo "abortar", na verdade significa "sair" ou "dar à luz". No AT, é a palavra regularmente empregada com o sentido de dar à luz com vida. De fato, ela não tem nenhum emprego no sentido de "aborto provocado", embora tenha o sentido de dar à luz um natimorto. Mas nessa passagem, como em praticamente todos os textos do AT, a referência é a um nascimento com vida, embora prematuro.

Terceiro, há uma outra palavra hebraica para "aborto" (shakol), que não é usada. Já que ela era disponível e não foi empregada, tendo sido preferida a palavra que expressa um nascimento com vida, não há razão para supor que o sentido não seja realmente este: o de dar à luz uma criança com vida.

Quarto, a palavra usada com referência a que a mulher deu à luz é yeled, que significa "criança". A Bíblia usa a mesma palavra para "bebês" e para "criancinhas" (Gn 21:8; Êx 2:3). Daí, o não nascido é considerado um ser humano igual a uma criancinha.

Quinto, se qualquer dano acontecesse, seja para a mãe, seja para o filho, a mesma punição era devida: "vida por vida" (v. 23). Isso demonstra que o feto possuía o mesmo valor que sua mãe. Sexto, outras passagens do AT ensinam que o feto é um ser humano em seu sentido mais completo (veja os comentários de Salmo 51:5 e 139:13ss). O NT confirma esta mesma posição (cf. Mt 1:20; Lc 1:41,44).

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O altar era feito de terra ou de madeira? Êxodo 20:24

PROBLEMA: Segundo Êxodo 20:24, o altar era construído de terra, mas em Êxodo 27:1 ele era construído de "madeira de acácia".

SOLUÇÃO: O altar em si era apenas uma cavidade feita de acácia, e era coberto com bronze (Êx 27:2). Mas, quando era usado, nele se colocava terra ou pedras para formar um leito para as brasas.

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Como pôde Deus dar o mandamento de não matar, se depois, em Êxodo 21:12, ele ordenou que os assassinos fossem mortos? Êxodo 20:13


PROBLEMA: Nos Dez Mandamentos, Deus proíbe matar, ao dizer: "Não matarás". Entretanto, em Êxodo 21:12 Ele ordenou que aquele que ferisse um outro homem, e este morresse, deveria também ser morto. Isto não é uma contradição, Deus ordenar que não matemos, e depois ordenar que matemos?

Por que os cristãos fazem culto no Domingo, já que o mandamento separa o dia de Sábado como o dia para o culto a Deus? Êxodo 20:8-11



PROBLEMA: Este mandamento estabelece que o sétimo dia da semana, o sábado, é o dia que o Senhor escolheu como o dia de descanso e de culto. Entretanto, no NT a igreja cristã começou a cultuar e a descansar no primeiro dia da semana, no domingo. Os cristãos não estão violando o mandamento do sábado por cultuarem a Deus no primeiro dia da semana, e não no sétimo dia?

SOLUÇÃO: Primeiro, a base para o mandamento de observar o sábado, como estabelecido em Êxodo 20:11, é que Deus descansou no sétimo dia, depois de seis dias de trabalho, e que ele abençoou e santificou o sétimo dia. O dia do sábado foi instituído como um dia de descanso e culto.

O povo de Deus deveria seguir o exemplo do próprio Deus, no seu trabalho e descanso. Entretanto, como Jesus disse, corrigindo a visão distorcida dos fariseus.

"O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado" (Mc 2:27). 

O que Jesus quis dizer é que o sábado não foi instituído para escravizar as pessoas, mas para beneficiá-las. O espírito da observância do sábado é preservado no NT com a observância do descanso e do culto no primeiro dia da semana.

Segundo, deve-se lembrar que, de acordo com Colossenses 2:17, o sábado era uma "sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo". A observância do sábado estava associada com a redenção citada em Deuteronômio 5:15, onde Moisés determinou:

"Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão poderosa, e braço estendido: pelo que o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado". 

O sábado era uma sombra da redenção que viria com Cristo; simbolizava o descanso de nossas obras e a entrada no descanso que Deus propiciou com a sua obra consumada.

Finalmente, embora os princípios morais expressos nos mandamentos sejam reafirmados no NT, o mandamento de separar o sábado como o dia de descanso e de culto a Deus é o único mandamento que não é repetido. Há muito boas razões para isso. Os crentes do Novo Testamento não estão debaixo da Lei do AT (Rm 6:14; Gl 3:24-25).

Pela ressurreição de Jesus no primeiro dia da semana (Mt 28:1), por suas contínuas aparições em vários domingos (Jo 20:26), e pela descida do Espírito Santo num dia de domingo (At 2:1), a igreja primitiva passou a cultuar no domingo, regularmente (At 20:7; 1 Co 16:2).

O culto no domingo foi ainda consagrado pelo Senhor quando ele apareceu a João naquela última grande visão "no dia do Senhor" (Ap 1:10). É por estas razões que os cristãos cultuam no domingo, em vez de o fazerem no sábado dos judeus.

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Norman Geisler - Thomas Howe.


Para saber mais a respeito do Sábado, leia as postagens abaixo:

- Por que guardo o Domingo e não o Sábado? Respondendo os Adventistas
- SÁBADO - 20 Questões Adventistas Refutadas
- DOMINGO - Dia do Senhor ou Dia do Sol?
- Entrevista com o Apóstolo Paulo a um Judaizante, Sabatista e Legalista
- A Bíblia Não Diz Que Jesus Veio Cumprir a Lei em Nosso Lugar
- Só 9 Mandamentos?

Deus pune uma pessoa pelos pecados de outra? Êxodo 20:5

(Veja os comentários de Ezequiel 18:20.)

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Deus fica com ciúmes? Êxodo 20:5a

PROBLEMA: A Bíblia não apenas diz que Deus é um "Deus zeloso", mas declara também que "o nome do Senhor é Zeloso; sim, Deus zeloso é ele" (Êx 34:14). Ora, ser zeloso não é ter ciúmes? E o ciúme não é pecado? Assim, se Deus é absolutamente santo, então como pode ser ele ciumento? 

SOLUÇÃO: Deus é "ciumento" no bom sentido da palavra; ou melhor, ele é zeloso, como o texto de nossa versão diz, e não "ciumento" no sentido comum da palavra. Ele é zeloso pelo amor e devoção do seu povo (cf. Êx 20:5). Paulo falou de um "zelo de Deus" (2 Co 11:2). Esses versículos que falam do zelo de Deus estão todos no contexto da idolatria. Como um verdadeiro ser que ama, Deus zela para que ninguém roube a devoção que lhe dá aquele a quem ele ama.

O zelo de Deus não é por causa de algo que não lhe pertença; pelo contrário, o seu zelo é para a proteção do que de fato lhe pertence, a saber, a sua total supremacia. Não é pecado Deus reivindicar lealdade de suas criaturas, porque ele é o Criador e sabe que é melhor para elas não fazerem um compromisso decisivo com o que nada representa (ídolos). Somente um compromisso total com aquele que tudo representa é que satisfará completamente o coração humano. Deus é zeloso para proteger isso.

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Por que Deus deu o mandamento de não fazer imagens de escultura, se ele mesmo ordenou que fossem feitos dois querubins para a Arca da Aliança? Êxodo 20:4




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Como foi que dois milhões de pessoas puderam atravessar o Mar Vermelho num tempo tão curto? Êxodo 14:21-29


PROBLEMA: De acordo com o relato da travessia do Mar Vermelho, toda aquela multidão de israelitas fugitivos deve ter tido não mais do que 24 horas para atravessar a parte do Mar Vermelho que Deus preparou para que por ela passassem. Entretanto, de acordo com os números disponíveis, havia cerca de dois milhões de pessoas (veja Nm 1:45-46). Mas, para uma multidão desse tamanho, 24 horas não seriam suficientes para a travessia.


SOLUÇÃO: Primeiro, embora a passagem possa dar a idéia de que o tempo necessário para que a nação de Israel fizesse aquela travessia fosse curto, esta não é uma conclusão obrigatória. O texto afirma que Deus fez com que um forte vento oriental soprasse e recuasse as água "toda aquela noite" (Êx 14:21).

O versículo 22 parece indicar que logo na manhã seguinte a multidão de israelitas começou a caminhada pelo leito feito dentro do mar. O versículo 24 afirma também: "Na vigília da manhã, o Senhor... viu o acampamento dos egípcios". Finalmente, de acordo com o versículo 26, Deus disse a Moisés: "Estende a mão sobre o mar, para que as águas se voltem sobre os egípcios". Entretanto, não há referência alguma sobre o tempo em que este comando foi dado, e não é obrigatória a conclusão de que Israel tenha completado a ultrapassagem naquela mesma manhã.

Segundo, mesmo que admitamos que a travessia tenha levado 24 horas, isso não é assim tão impossível como pode parecer. A passagem não diz que o povo cruzou o mar numa fila indiana, ou que tenham tido de passar por uma faixa de terra seca da largura de uma rodovia dos nossos dias. De fato, é muito mais provável que Deus tenha aberto uma secção de alguns quilômetros de largura no mar. Isso certamente estaria de acordo com a situação, já que é muito provável que o acampamento dos israelitas nas margens do Mar Vermelho se estendesse por uns cinco quilômetros. Quando chegou a hora de o povo marchar sobre solo seco, provavelmente eles se moveram como uma grande multidão, avançando como um exército que estivesse invadindo as linhas do inimigo.

Em Êxodo 13:18, o mar é chamado de Mar Vermelho. Em hebraico é yam suph, que pode ser traduzido por "Mar dos juncos". Esta era possivelmente uma referência a uma parte do mar bem mais ao norte do que hoje se chama Golfo de Suez. Parece ser este o caso, por várias razões. Primeiro, o Golfo de Suez não era conhecido por ter juncos. Segundo, ele é muito mais ao sul do que Pi-Hairote e Migdol, onde Israel acampou junto ao mar, de acordo com o versículo 2. Terceiro, para que Israel atingisse a extremidade mais ao norte do Golfo de Suez, eles teriam de ter atravessado uma grande extensão de deserto, e tal tipo de jornada não é indicado no texto.

O Mar de juncos não era simplesmente uma extensão de terra pantanosa e rasa. Isto é evidente por pelo menos duas razões. Primeiro, o versículo 22 afirma que quando o mar foi repartido, "as águas lhes foram qual muro à sua direita e à sua esquerda". Isso obviamente não aconteceria se o mar fosse apenas um pântano. Segundo, depois que os egípcios entraram pelo mar em perseguição a Israel, Deus instruiu Moisés a estender a mão sobre o mar, e as águas voltaram ao seu nível normal e "cobriram os carros e os cavalarianos de todo o exército de Faraó, que os haviam seguido no mar" (14:28). Esta não teria sido uma descrição correta se o "Mar de juncos" fosse simplesmente uma extensão de terra pantanosa e rasa.

É possível que o mar tenha sido o que se conhecia como o Lago Ballah. Este lago, embora tenha desaparecido em decorrência da construção do Canal de Suez, provavelmente não tinha mais do que 20 ou 25 quilômetros de largura. É claro que não haveria problema algum para que toda aquela multidão pudesse atravessar esta distância em um dia.

Mesmo que suponhamos que Israel tenha atravessado pela parte mais larga do Golfo de Suez, isto também não é um problema. Se admitirmos que a extensão atual do golfo é comparável com a sua extensão naquele tempo, é provável que ele tivesse, em média, não mais do que 65 quilômetros. Teria sido necessário caminhar a uma velocidade inferior a 3 quilômetros por hora para cruzar aquela extensão de 65 quilômetros em 24 horas.

Se Deus é amor, como pôde ele matar os primogênitos de todos os egípcios? Êxodo 12:29

PROBLEMA: Êxodo 12:29-30 descreve aquela terrível noite quando Deus feriu, na terra do Egito, "desde o primogênito de Faraó, que se assentava no seu trono, até o primogênito do cativo que estava na enxovia; e todos os primogênitos dos animais". Esse juízo miraculoso foi levado ao Egito porque Faraó se recusara a deixar o povo ir. Entretanto, o povo do Egito não tinha controle sobre os atos de Faraó. Como um Deus de amor poderia então ferir os primogênitos dos egípcios, que não eram responsáveis pelas decisões de Faraó?

SOLUÇÃO: Primeiro, não é certo presumir que, pelo fato de o povo egípcio não ter tido controle sobre as decisões de Faraó, eles eram completamente inocentes. Cada pessoa egípcia teve, de certo, a oportunidade de, por toda a dura prova dada por Deus sobre o Egito, fugir para Moisés e os hebreus atrás de proteção daqueles juízos. De fato, Êxodo 12:38 afirma que "subiu também com eles [os filhos de Israel] um misto de gente".
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