A mediação de Moisés a favor de Israel dá suporte à crença católica em um "tesou­ro de méritos" do qual se pode fazer retiradas? Êxodo 32.30-32

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Nessa passagem, Moisés fala a Israel:"Agora, porém, subirei ao Senhor; porventura, farei propiciação por vosso pecado". Então ele ora ao Senhor: "Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito". Os estudio­sos católicos citam essa passagem para dar substância a seu argumento a favor da existência de um "tesouro da igreja", isto é, um "tesouro de méritos" guardado no céu, do qual aqueles que estiverem em necessidades podem fazer retiradas através de indulgências. Ludwig Ott rei­vindica: "Como Cristo, o cabeça, em seu sofrimento expiatório, tomou o lugar dos membros, então um mem­bro pode tomar o lugar de outro. A doutrina de indul­gências é baseada na possibilidade e na realidade da ex­piação vicaria" (Ott, 1960, 317).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Não existe absolutamente nada nesse texto que se refira a qual­quer depósito de méritos no céu — de maneira literal ou figurativa — para o qual se possa contribuir por boas obras, e desse depósito outros possam fazer retiradas. Na melhor hipótese, essa passagem apenas revela o louvável desejo de uma pessoa disposta a sofrer por outra. Em lugar algum a passagem diz que Deus aceitou a oferta de Moisés — de ser riscado do livro de Deus em favor de Israel. Na realidade, Deus não o riscou de seu livro. O que Deus fez foi aceitar o desejo sacrificial de Moisés como indicação da sinceridade de seu coração, como fizera no caso de Abraão (conferir Gn 22).

Mas Deus não aceitou qualquer oferta de desistência de ser incluí­do no livro divino. Deus não aceitou a vida de Moisés como expiação em favor de Israel; Ele somente aceitou a disposição de Moisés de ser sacrificado em favor deles. Moisés nunca teve o seu nome retirado do livro de Deus, sem falar de qualquer sofrimento temporal pelos peca­dos de Israel. Do mesmo modo, o apóstolo Paulo ex­pressou a disposição de ir para o inferno em favor da salvação de Israel (Rm 9.3). Esse também foi um desejo admirável, porém impossível de ser cumprido. Deus nunca aceitou a oferta de Paulo. Foi uma oferta admirável, sem dúvida indicativa da paixão de Paulo pelo seu povo, po­rém realmente impossível.

O conceito de um tesouro de méritos, para o qual os santos podem contribuir através de suas boas obras, é contrário à completamente suficiente e meritória morte de Cristo a nosso favor (conferir Jo 19.30; Hb 1.3; 2.14,15).


Resposta as Seitas - 
Norman G. Geisler e Ron Rhodes - 
CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus

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