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Este versículo dá suporte à alegação muçulmana de que Jesus não poderia ter sido anunciado como profeta em Deute­ronômio 18.18? Deuteronômio 34.10

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Esse versículo diz: "E nun­ca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés". Os muçulmanos argumentam que isso prova que o profeta predito não poderia ser um israelita, e que teria sido, portanto, Maomé.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: O "nunca mais" significa desde a morte de Moisés até a ocasião em que esse último capítulo foi escrito, provavelmente por Josué. Mesmo que o livro de Deuteronômio ou essa parte do livro tenham sido escritos muito mais tarde, como acreditam alguns críticos, ainda assim isso aconte­ceu vários séculos antes da época de Cristo e, portanto, não o eliminaria.

Observe que Jesus se constituiu o perfeito cumpri­mento dessa predição referente ao profeta que havia de vir, e não Maomé (leia os nossos comentários a respeito de Dt 18.15-18).

Essa passagem não poderia se referir a Maomé, uma vez que o profeta vindouro seria como Moisés, que fez "todos os sinais e maravilhas que o Senhor o enviou para fazer" (Dt 34.11). Maomé, de acordo com a sua própria confissão, não fez sinais e maravilhas como Moisés e Jesus fizeram (ver Sura 17.90-93).

O profeta vindouro seria como Moisés, que falou com Deus face a face (Dt 34.10). Maomé jamais disse que falou com Deus diretamente, mas obteve as suas revela­ções através de anjos (conforme Sura 2.97). Jesus, por outro lado, como Moisés, foi um mediador direto (1 Tm 2.5; Hb 9.15) que se comunicou diretamente com Deus (conferir Jo 1.18; 12.49; 17).

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Norman G. Geisler e Ron Rhodes - 
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Esta é uma predição a respeito do profeta Maomé? Deuteronômio 33.2

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Muitos estudiosos islâmicos acreditam que esse verso prediz três visitações distintas de Deus — uma a Moisés no Sinai, outra atra­vés de Jesus em Seir (que é uma região próxima ao mar Morto e ao deserto Árabe), e uma terceira em Parã (Arábia) através de Maomé, que veio a Meca com um exército de "dez mil".

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Essa ar­gumentação pode ser facilmente respondida olhando para um mapa bíblico. Parã fica próxima do Egito na penín­sula do Sinai, e Seir no Antigo Testamento é Edom (conferir Gn 14.6; Nm 10.12; 12.16—13.3; Dt 1.1). Nenhum desses está na Palestina, onde Jesus ministrou. Nem Parã era próxima a Meca, mas a centenas de milhas dali, mais perto da região sul da Palestina, na parte noroeste do Sinai.

Além do mais, esse verso está falando da vinda do "Senhor" (Yahweh, e não de Maomé). E a vinda dEle é acompanhada de "dez mil santos", e não dez mil soldados, como fez Maomé. Não existe absolutamen­te qualquer base nesse texto para a argumentação mu­çulmana.

Finalmente, diz-se que essa profecia é aquela "com que Moisés, homem de Deus, abençoou os filhos de Is­rael antes da sua morte" (v. 1). Se fosse uma profecia a respeito do Islã, que tem sido um constante inimigo de Israel, dificilmente poderia ter sido uma bênção para Is­rael. Na verdade, o capítulo segue para pronunciar uma bênção sobre cada uma das tribos de Israel, para que Deus "lance o inimigo de diante de ti" (v. 27).

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A homossexualida­de era condenada apenas por estar ligada à idola­tria? Deuteronômio 23.17

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Algumas pessoas alegam que as condenações bíblicas contra a homossexualidade resultaram do fato de que a prostituição no serviço do templo estava associada a essas práticas idólatras (Dt 23.17). Elas insistem que a homossexualidade como tal não é assim condenada, mas apenas os atos homossexuais que estiverem associados à idolatria, como os da prostituição no santuário (conferir 1 Rs 14.24). (Segundo observado nos comentários referentes a Gênesis 19.8, alguns adep­tos da Nova Era acreditam que, para o "Cristo cósmico", a homossexualidade é tão aceitável quanto a heterosse-xualidade.)

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Práticas homossexuais não são condenadas na Bíblia simplesmente porque estavam ligadas à idolatria. Esse fato se torna evi­dente devido a vários motivos. A condenação de práticas homossexuais está separada das referências ligadas à prá­tica de idolatria explícita (Lv 18.22; Rm 1.26,27).

Quando a homossexualidade é associada à idolatria (como na prostituição no serviço do templo), essa cone­xão não acontece em termos essenciais. São pecados concomitantes, mas não equivalentes.

A infidelidade sexual é freqüentemente utilizada de modo metafórico em relação à idolatria (por exemplo Os 3.1; 4.12), mas não possui necessariamente uma conexão com ela. A idolatria é uma forma espiritual de imoralidade, mas a imoralidade não é errada apenas se praticada em conjunto com a adoração a ídolos.

Também a idolatria leva à imoralidade (conferir Rm 1.22-27), mas são pecados diferentes. Mesmo os Dez Mandamentos fazem distinção entre idolatria na primeira tábua da lei, conforme Êxodo 20.3,4, e pecados de or­dem sexual na segunda tábua, conforme Êxodo 20.14,17.

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Esta é uma pro­fecia a respeito do profeta Maomé? Deuteronômio 18.15-18

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Deus aqui prometeu a Moisés: "Eis que lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos [Israel], como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar" (v. 18). Os muçulmanos acreditam que essa promessa se cumpriu em Maomé, como diz o Alcorão, quando se refere "ao profeta iletrado [Maomé] que eles encontram mencionado em suas próprias escrituras, na Lei nos Evan­gelhos" (Sura 7.157).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Essa pro­fecia não poderia se referir a Maomé. O termo "irmãos" se refere a Israel, e não a seus antagonistas árabes. Por que Deus levantaria para Israel um profeta dentre os seus ini­migos? No texto que está em torno desses versículos, o termo "irmãos" significa "companheiros" ou "concida­dãos israelitas". Foi dito aos levitas que eles "não terão herança no meio de seus irmãos" (v. 2).

Em todas as demais passagens de Deuteronômio, o termo "irmãos" também significa "concidadãos israelitas", e não "estrangeiros". Deus lhes disse que es­colhessem um rei "dentre os seus irmãos", e não um "estrangeiro". Israel nunca escolheu um rei que não fosse judeu.

Além disso, Maomé é descendente de Ismael, como os próprios muçulmanos admitem, e os herdeiros do trono judaico vieram de Isaque. Quando Abraão orou: "Tomara que viva Ismael diante de teu rosto!", Deus respondeu enfaticamente: "O meu concerto, porém, estabelecerei com Isaque" (Gn 17.18,21). Mais tarde Deus repetiu: "Em Isaque será chamada a tua semente" (Gn 21.12).

O próprio Alcorão declara que a descendência profética veio através de Isaque, e não de Ismael: "E con­cedemos nele Isaque e Jacó, e estabelecemos o minis­tério profético e as Escrituras dentre a sua semente" (Sura 29.27).

O estudioso muçulmano Yusuf Ali adiciona o nome Abraão, mudando o significado, como a seguir: "Demos (Abraão) Isaque e Jacó, e ordenamos que dentre a sua descendência estivesse o ministério profético e a revela­ção". Adicionando o nome Abraão, pai de Ismael, ele passou a poder incluir Maomé, que é descendente de Ismael, na descendência profética. Mas o nome de Abraão não é encontrado no texto original.

Jesus cumpriu perfeitamente esse verso, uma vez que Ele era do meio de seus irmãos judeus (conferir Gl 4.4). Ele cumpriu perfeitamente Deuteronômio 18.18:"E ele lhes falará tudo o que eu [Deus] lhe ordenar". Jesus dis­se: "Nada faço por mim mesmo; mas falo como o Pai me ensinou" (Jo 8.28); "Porque eu não tenho falado de mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele me deu manda­mento sobre o que hei de dizer e sobre o que hei de falar" (Jo 12.49). Ele chamou-se a si mesmo "profeta" (Lc 13.33), e o povo o considerava como profeta (Mt 21.11; Lc 7.16; 24.19;Jo 4.19; 6.14; 7.40; 9.17). Como Filho de Deus, Jesus foi Profeta (falando aos homens, da parte de Deus), Sacerdote (Hb 7—10, falando a Deus em favor dos homens) e Rei (reinando sobre os homens conforme a vontade de Deus, Ap 19—20).

Outras características de um "profeta" combinam ape­nas com Jesus, e não com Maomé. Por exemplo, Jesus falou com Deus "face a face" e fez "sinais e maravilhas" (leia os comentário acerca de Deuteronômio 34.10).

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Como é que os falsos profetas podem ser distinguidos dos verdadei­ros profetas? Deuteronômio 18.10-22

A MÁ INTERPRETAÇÃO: A Bíblia contém muitas profecias que nos foram dadas para que nelas creiamos, porque vieram de Deus. Contudo, a Bíblia também mostra a existência de falsos profetas (Mt 7.15). Na ver­dade, muitas religiões e seitas — incluindo as Testemu­nhas de Jeová e os mórmons, alegam ter profetas. Daí, a Bíblia exorta os crentes a "provar" aqueles que se dizem profetas (1 Jo 4.1a). Qual é a diferença entre um falso profeta e um verdadeiro profeta de Deus, de acordo com Deuteronômio 18.10-22?

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Exis­tem muitos testes para provar um falso profeta. Vários deles estão listados na passagem bíblica em questão. Co­locando-os em forma de perguntas, os testes são:

1. Eles sempre entregam falsas profecias? Cem por cento de suas predições em relação ao futuro se cum­prem? (Dt 18.21,22)

2. Contatam espíritos de mortos? (Dt 18.11)

3. Utilizam meios de adivinhação? (Dt 18.11)

4. Envolvem médiuns ou feiticeiras? (Dt 18.11)

5. Seguem a falsos deuses ou ídolos? (Êx 20.3,4; Dt 13.1-3)

6. Negam a divindade de Jesus Cristo? (Cl 2.8,9)

7. Negam a humanidade de Jesus Cristo? (1 Jo 4.1,2)

8. As suas profecias desviam a atenção da pessoa de Jesus Cristo? (Ap 19.10)

9. Defendem a abstenção de certos alimentos e car­nes por razões espirituais? (1 Tm 4.3,4)

10. Criticam ou negam a necessidade do casamento? (1 Tm 4.3)

11. Promovem a imoralidade? (Jd 4,7)

12. Encorajam a renúncia pessoal legalista? (Cl 2. 16-23)

Uma resposta positiva a qualquer das questões acima é uma indicação de que o profeta não está falando por parte de Deus. Deus não fala e nem encoraja qualquer coisa que seja contrária ao seu próprio caráter e manda­mentos conforme registrados nas Escrituras. E com ab­soluta certeza, o Deus da verdade não dá falsas profecias (Dt 18.21-23).

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Este versículo contra­diz a doutrina da Trindade? Deuteronômio 6.4

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Deuteronômio 6.4 é o shemá hebraico: "Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor". As Testemunhas de Jeová dizem que por­que Deus é "único", não é possível que seja trino. "O shemá exclui a Trindade do credo cristão por ser uma violação à unidade de Deus" (Mankind's search for God, 1990,pág.219). A seita Unidade Pentecostal também cita esse verso contra a doutrina da Trindade. Robert Sabin, líder da seita Unidade Pentecostal, diz que a doutrina da Trindade "viola o shemá" e "nega... a exclusiva e supre­ma divindade de Jesus" (Oneness News, vol. 4.4, e Irrefutable reasons why theory of the Trinity cannot stand, preparados pelo Ministério Oneness). Será que essa é a correta com­preensão do texto?

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Deute­ronômio 6.4 não nega a Trindade, mas, pelo contrário, estabelece um de seus pontos fundamentais: existe um Deus. É importante compreender que as Escrituras in­terpretam as próprias Escrituras. Interpretando Deute­ronômio 6.4 em conjunto com outros versículos, apren­demos que o único Deus verdadeiro é trino em sua perso­nalidade (2 Co 13.13), isto é, existem três pessoas nessa natureza única.

Cada uma das três pessoas da Trindade é chamada de Deus nas Escrituras. O Pai (1 Pe 1.2), o Filho (Jo 20.28), e o Espírito Santo (At 5.3,4). Além disso, todos possuem atributos de divindade — incluindo a onipresença (Sl 139.7; Mt 28.20; Hb 4.13), a Onisciência (Mt 9.4; Rm 11.33; 1 Co 2.10) e a onipotência (Mt 28.18; Rm 15.19; 1 Pe 1.5).

Pode-se observar claramente os três em unidade den­tro da mente de Deus, em passagens como Mateus 28.19: "Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo". O termo "nome" no grego é singular, indicando que há um só Deus. Porém, existem três pessoas diferentes em Deus, conforme indicado pelos três artigos definidos no grego — o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Essa tri-unidade também é refletida em 2 Coríntios 13.13. Então existe um só Deus, mas existe uma pluralidade dentro dessa unidade — uma pluralidade de pessoas dentro da unida­de da natureza.

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Deuteronômio 34:10 dá suporte à alegação muçulmana de que Jesus não poderia ter sido o profeta predito em Deuteronômio 18:18?

PROBLEMA: Este versículo afirma que "nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés". Os muçulmanos argumentam que isto prova que o profeta anunciado não poderia ser então um israelita, mas, sim, Maomé.

SOLUÇÃO: Em resposta, algumas coisas poderiam ser observadas. Primeiro, o "nunca mais" significa desde a morte de Moisés até o tempo em que este último capítulo foi escrito, provavelmente por Josué (veja os comentários de Deuteronômio 34:lss). Mesmo que Deuteronômio tenha sido escrito muito mais tarde, como acreditam alguns críticos, ainda assim ele teria sido composto muitos séculos antes do tempo de Jesus e, portanto, não eliminaria Cristo.

Segundo, Jesus foi o perfeito cumprimento dessa profecia, e não Maomé (veja os comentários em Deuteronômio 18:15-18).

Terceiro, este texto não poderia referir-se a Maomé, já que o profeta que viria seria como Moisés, que fez "todos os sinais e maravilhas... por mando do Senhor" (Dt 34:11). Maomé, conforme ele mesmo confessou, não realizou sinais e maravilhas como fizeram Moisés e Jesus (veja Sura 17:90-93).

Finalmente, o profeta que viria seria como Moisés, que falou com Deus "face a face" (Dt 34:10). Maomé nunca alegou ter falado com Deus diretamente, mas obteve a sua revelação através de anjos (cf. Surá 2:97). Jesus, por outro lado, como Moisés, foi um mediador direto (1 Tm 2:5; Hb 9:15), que se comunicava diretamente com Deus (cf. Jo 1:18; 12:49).

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Moisés foi um homem sem paralelo entre os demais profetas, ou existiram outros como ele? Deuteronômio 34:10


PROBLEMA: Este texto afirma que "nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés". Entretanto, outros, como Elias e Eliseu, tiveram revelações de Deus e realizaram milagres, tal como Moisés os fez (cf. 1 Rs 17:22; 2 Rs 1:10; 2:14; 4:34).

Como este capítulo poderia ter sido escrito por Moisés, se ele fala da sua morte? Deuteronômio 34:1ss


PROBLEMA: Deuteronômio 34 é um registro da morte de Moisés no vale de Moabe. Entretanto, a autoria do livro de Deuteronômio tradicionalmente tem sido atribuída a Moisés. Como ele poderia ter escrito este capítulo que relata a sua própria morte e o seu enterro?

Esta é uma profecia do profeta Maomé? Deuteronômio 33:2

PROBLEMA: Muitos eruditas islamitas acreditam que este versículo profetiza três distintas visitações de Deus: uma no "Sinai" a Moisés; outra em "Seir" por meio de Jesus; e uma terceira em "Para" (Arábia) através de Maomé, que veio a Meca com um exército de "dez milhares" (SBTB).

Como poderia haver no deserto pasto suficiente para os rebanhos de dois milhões de pessoas? Deuteronômio 32:13-14

PROBLEMA: A Bíblia nos informa de que os filhos de Israel vaguearam pelo "deserto" por 40 anos (cf. Êx 19:2; 23:31). Eles eram em número de mais de 600.000 homens adultos (Êx 12:37; Nm 1:1-4:49), o que significa que no total seriam mais de dois milhões de pessoas. Mas em Deuteronômio 32:13-14 é dito que havia abundância para eles e para a manada, o que parece muito improvável para toda aquela gente e seus rebanhos num "deserto".

É Deus quem circuncida o coração, ou seria Israel que teria de circuncidar seu próprio coração? Deuteronômio 30:6

PROBLEMA: De acordo com este versículo, "o Senhor teu Deus circuncidará o teu coração". Entretanto, anteriormente, neste mesmo livro, Moisés apelou a Israel dizendo: "Circuncidai, pois, o vosso coração, e não mais endureçais a vossa cerviz" (Dt 10:16). Mas como a circuncisão pode se dar de duas maneiras?

SOLUÇÃO: A verdade é que na salvação há tanto um papel ativo como um papel passivo para os homens. Nós somos ativos no receber a dádiva de Deus, mas não fomos ativos no ato da dádiva em si. Numa postura ativa, submetemos o nosso coração a Deus, mas não estamos sendo ativos na salvação de nosso coração.

Em resumo, mesmo sendo ativos em receber ou aceitar a salvação, nós não fizemos absolutamente nada para proporcionar e realizar a nossa salvação. Muito embora aquele que é salvo de um perigo é ativo ao receber a corda da salvação, não obstante ele é passivo no processo de ser resgatado pelo salvador, que o puxa pela corda. De igual modo, nós ativamente nos submetemos a uma cirurgia que pode salvar a nossa vida, mas somos totalmente passivos em tudo o que o médico faz, somos passivos às suas habilidades para a salvação da nossa vida. A situação pode ser sintetizada como se segue:


NOSSO PAPEL
ATIVO NA SALVAÇÃO
NOSSO PAPEL
PASSIVO NA SALVAÇÃO
Recebendo a dádiva
No conceder a dádiva
Submetendo-nos à salvação
Sendo salvo
Crendo
Sendo redimido
Aceitando a salvação
Realizando a salvação


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Como pode Deuteronômio 24:16 estabelecer que os filhos não serão mortos por causa dos pecados de seus pais, se há casos em que isso ocorreu, segundo outras passagens?

PROBLEMA: Deuteronômio 24:16 estabelece com clareza que os filhos não serão mortos em lugar dos pais, e que cada qual será morto pelo seu pecado. Entretanto, em 2 Samuel 12:15-18, o filho de Davi e Bate-Seba morreu em decorrência do pecado de Davi. Como então Deuteronômio 24:16 pode afirmar que os filhos não serão mortos pelos pecados de seus pais, se foi isso o que aconteceu com o filho de Davi?

O ensino de Moisés quanto ao divórcio é contrário ao ensino de Jesus e de Paulo? Deuteronômio 24:1-4

PROBLEMA: De acordo com Deuteronômio 24:1-4, era permitido a um homem conceder divórcio à sua mulher se ele descobrisse que ela tinha sido infiel. Entretanto, de acordo com o ensino de Jesus em Marcos 10:1-12, e o de Paulo em 1 Coríntios 7:10-16, parece que não é permitido o divórcio nem um novo casamento posterior. O ensino encontrado em Deuteronômio é então contrário ao ensino de Jesus e ao de Paulo?

SOLUÇÃO: Seria um erro admitir que as afirmações de Moisés tenham dado uma sanção divina ao divórcio. A passagem apresenta uma situação hipotética que tinha grande probabilidade de acontecer entre o povo. Ela simplesmente diz que se um homem se divorciar de sua mulher por causa de impureza dela, e se ela casar-se novamente com outro, e se esse seu novo marido morrer ou dela se divorciar, não é permitido ao primeiro marido recebê-la de volta. Não se trata de uma aprovação ao divórcio. Pelo contrário, é o reconhecimento do fato do divórcio e a aplicação de uma regulamentação concernente ao casamento pela segunda vez.

Como Jesus disse em Marcos 10:5, Moisés concedeu o divórcio e deu tal preceito "por causa da dureza" do coração deles, mas não é este o ideal de Deus. O plano perfeito de Deus para o casamento sempre foi o do compromisso entre o marido e a mulher por toda a vida. Não há contradição entre o ensino de Moisés e o ensino de Jesus e de Paulo. Moisés simplesmente reconheceu o fato do divórcio, ao passo que Jesus e Paulo apresentaram o ideal de Deus para o casamento, como foi desde o princípio.

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Por que a usura (receber juros) foi proibida para os judeus em alguns casos e não em outros? Deuteronômio 23:19

PROBLEMA: Em Êxodo 22:25, emprestar dinheiro a juros somente era proibido quando fosse para um pobre. Mas em Deuteronômio 23:19 a proibição referia-se a quando o empréstimo era feito para qualquer outro judeu, indiscriminadamente. Isso levanta dois problemas. Primeiro, por que a mudança? Segundo, por que a parcialidade?

SOLUÇÃO: Primeiro, a alteração feita em Deuteronômio em relação ao que Êxodo estabelecia foi necessária porque as circunstâncias mudaram. Talvez tenha sido porque veio a se mostrar difícil determinar quem deveria ser considerado pobre. Assim, considerou-se necessário estender a proibição a todos os hebreus. Se assim não fosse, nenhum pobre teria chance alguma de conseguir um empréstimo, pois os empréstimos acabariam sendo feitos somente àqueles que pagassem juros.

É claro, a usura não foi proibida em relação a estrangeiros (não-judeus), mas somente em relação a irmãos (outros judeus). Se isso parece ser discriminatório, é apenas porque as leis que proibiam a usura em relação aos pobres (ou em relação aos irmãos) constituíam um ato de benevolência estabelecido por Deus, e não precisamente uma questão de negócios. Quando se trata de negócios, tem-se direito a um razoável lucro pelo investimento feito. Como o risco de perda (pelo não pagamento) do empréstimo concedido precisa ser coberto, é justo pagar ao investidor uma certa quantia pelo risco.

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O homossexualismo foi condenado por relacionar-se com a idolatria? Deuteronômio 23:17 -

PROBLEMA: Alguns argumentam que a condenação bíblica do homossexualismo foi por causa das prostitutas cultuais e das práticas homossexuais que havia em templos idolatras (Dt 23:17). Insistem em dizer que o homossexualismo em si não é condenado, mas apenas os atos homossexuais associados à idolatria, tais como os praticados pelas prostitutas do templo (1 Reis 14:24).

Há diferentes métodos para testar a castidade?


Por que em Deuteronômio 22:13-21 o método para qual testar a castidade é diferente daquele mencionado em Números 5?
PROBLEMA: O texto de Números instruía que a castidade fosse testada fazendo-se a mulher tomar água amarga para ver se o seu estômago incharia ou não (veja os comentários de Números 5:13-22). Mas Deuteronômio 22 faz uso do lençol da noite de núpcias manchado de sangue como evidência da virgindade (cf. vv. 14-17).

SOLUÇÃO: As duas situações são diferentes. A passagem de Números refere-se a um teste para a comprovação de uma possível impureza após o casamento. E o texto de Deuteronômio trata do caso de uma possível infidelidade antes do casamento.

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Por que Deus declarou ser uma abominação um homem vestir-se como mulher, e vice-versa? Deuteronômio 22:5



PROBLEMA: O que há de errado em se vestir como alguém do sexo oposto? Não se trata apenas de uma questão de preferência cultural, nada havendo intrinsecamente imoral nisso?

Os prisioneiros deveriam ser poupados ou mortos? Deuteronômio 20:16-18

PROBLEMA: Em Deuteronômio 20:11, 15, Moisés ordenou que os israelitas poupassem a vida de seus prisioneiros e os tornassem seus servos. Mas logo em seguida ele os instruiu a não deixar ninguém com vida (cf. v. 16).

Como justificar a ordem de se fazer uma matança indiscriminada de vidas inocentes? Deuteronômio 20:16-18

(Veja os comentários de Josué 6:21.)

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É esta uma profecia acerca do profeta Maomé? Deuteronômio 18:15-18

PROBLEMA: Deus prometeu a Moisés: "Suscitar-lhes-ei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti, em cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo o que eu lhes ordenar". Os muçulmanos acreditam que esta profecia cumpriu-se com Maomé, como declara o Alcorão, ao referir-se a "O iletrado Profeta [Maomé], o qual é encontrado em suas próprias [escrituras], na Lei e nos Evangelhos" (Surá 7:157).

SOLUÇÃO: Esta profecia não pode ser uma referência a Maomé por várias razões.

Primeiro, o termo "irmãos" refere-se aos filhos de Israel, não aos seus antagonistas árabes. Por que iria Deus despertar um profeta para Israel que proviesse de seus inimigos?

Segundo, no contexto deste mesmo versículo, o termo "irmãos" aplica-se aos que são israelitas. Pois aos levitas foi dito: "não terão herança no meio de seus irmãos"(v.2).

Terceiro, em qualquer outro lugar neste livro do AT o termo "irmãos" refere-se também aos israelitas, e não a estrangeiros. Deus disse-lhes para escolher um rei "de entre os teus irmãos", e não a um estrangeiro. Israel nunca escolheu um rei que não fosse judeu.

Quarto, Maomé veio da linhagem de Ismael, como os próprios muçulmanos admitem, mas a bênção de Deus estava sobre a linhagem de Isaque. Quando Abraão orou: "Tomara viva Ismael diante de ti", Deus respondeu enfaticamente: "A minha aliança... estabelecê-la-ei com Isaque..."(Gn 17:18,21). Posteriormente Deus repetiu: "Por Isaque será chamada a tua descendência" (Gn 21:12).

Quinto, o próprio texto do Alcorão estabelece que a linha profética veio através de Isaque, e não de Ismael: "E nós concedemos Isaque e Jacó, e nós estabelecemos os profetas e as escrituras em sua semente" (Surá 29:27). O erudito muçulmano Yusuf Ali acrescenta a palavra "Abraão" e muda o significado da seguinte maneira: "Nós demos (Abraão), Isaque e Jacó, e ordenamos entre os seus descendentes os Profetas e a Revelação". Ao acrescentar "Abraão", que foi o pai de Ismael, ele pôde então incluir Maomé, descendente de Ismael, na linha profética! Mas o nome de Abraão não é encontrado no texto árabe original.

Sexto, Jesus foi quem perfeitamente cumpriu aquele versículo, já que: (1) Ele foi um judeu, no meio de seus irmãos judeus (cf. Gl 4:4). (2) Ele cumpriu Deuteronômio 18:18 perfeitamente: "ele lhes falará tudo o que eu lhes ordenar". Jesus disse: "nada faço por mim mesmo; mas falo como o Pai me ensinou" (Jo 8:28). E, "porque eu não tenho falado por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, esse me tem prescrito o que dizer e o que anunciar" (Jo 12:49). (3) Ele referiu-se a si mesmo como "profeta" (Lc 13:33), e as pessoas o consideravam profeta (Mt 21:11; Lc 7:16; 24:19; Jo 4:19; 6:14; 7:40; 9:17). Como Filho de Deus, Jesus era profeta (aquele que fala aos homens, da parte de Deus), era também sacerdote (Hb 7-10, o que fala a Deus, da parte dos homens) e rei (o que reina sobre os homens, como Deus, Ap 19-20).

Finalmente, há outras características do "Profeta" que estão de acordo apenas com a vida de Jesus, e não com a de Maomé, tais como: Jesus falou com Deus "face a face" e realizou "sinais e maravilhas" (veja os comentários de Deuteronômio 34:10).

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Como distinguir os falsos profetas dos verdadeiros profetas? Deuteronômio 18:10-22



PROBLEMA: A Bíblia contém muitas profecias em que cremos porque elas provêm de Deus. Entretanto, a Escritura reconhece também a existência de falsos profetas (Mt 7:15). Com efeito, muitas religiões e seitas declaram ter profetas. Em conseqüência, a Bíblia exorta os crentes a "testarem" aqueles que se dizem profetas (1 Jo 4:1-3). Mas qual é a diferença entre um falso profeta e um verdadeiro profeta de Deus?

O cordeiro pascal deveria ser morto em casa ou no santuário? Deuteronômio16:5

PROBLEMA: Êxodo 12:7 instruiu que o cordeiro pascal fosse morto na residência de cada um, mas Deuteronômio declara que ele não deveria ser sacrificado "em nenhuma das tuas cidades".

SOLUÇÃO: Este é um exemplo de avanço dentro do processo de revelação progressiva de Deus (veja Introdução, "Erro Número 17") por causa de uma mudança de condições. Quando a instrução para a Páscoa foi dada pela primeira vez (Êx 12), os filhos de Israel não tinham um santuário. Mais tarde, segundo Deuteronômio, eles o tinham e foram instruídos a matar o cordeiro pascal "no lugar que o Senhor escolher para ali fazer habitar o seu nome"(cf. Dt 16:2).

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Como pode Deuteronômio15:4 declarar que não haveria pobres entre eles, se o versículo 11 diz que sempre haveria pobres na terra?

PROBLEMA: Segundo Deuteronômio 15:4, Deus prometeu que não haveria pobres entre o povo. Entretanto, o versículo 11 com clareza diz: "Pois nunca deixará de haver pobres na terra". Como uma passagem pode dizer que não haveria pobres entre o povo, e outra dizer que sempre haveria pobres na terra?

Como é que esta passagem permite o uso de bebida forte, quando outras passagens condenam o seu consumo? Deuteronômio 14:26

PROBLEMA: De acordo com Deuteronômio 14:26, Deus permite a compra de vinho ou bebida forte para celebrar uma festa perante o Senhor. Entretanto, Levítico 10: 8-9 proíbe o uso de bebida forte pelos sacerdotes, e passagens como Provérbios 20:1, 23:29-35 e, 31:4-5 parecem proibir o uso de bebida forte, quando as outras condenam claramente o seu uso?

Isto não contradiz um outro mandamento dado por Moisés, de não resgatar animais com dinheiro? Deuteronômio 14:22ss

PROBLEMA: Em Números 18:17, a lei ordena: "Mas o primogênito do gado, ou primogênito de ovelhas, ou primogênito de cabra, não resgatarás, são santos". Entretanto, em Deuteronômio 14:25, a instrução é a de que devia vendê-los e levar o dinheiro. Isso está em total discordância com a instrução anterior.

O sangue era para ser derramado como água ou coberto com pó? Deuteronômio 12:24

PROBLEMA: De acordo com este versículo, o sacerdote deveria derramar o sangue na terra como água. Anteriormente, em Levítico 17:13, porém, a instrução era para cobri-lo com pó. Como conciliar isso?

Esta não é uma profecia falsa? Deuteronômio 11:25

PROBLEMA: Moisés disse aos filhos de Israel: "ninguém vos poderá resistir; o Senhor vosso Deus porá sobre toda terra que pisardes o vosso terror e o vosso temor, como já vos tem dito". Mas isto parece ser falso, tanto a curto como a longo prazo. Mesmo sob a liderança de Josué, Israel perdeu algumas batalhas (Js 7:4). E a longo prazo eles foram vencidos pelos assírios (2 Rs 16:9) e pelos babilônios (2 Rs 25:22).

SOLUÇÃO: Isto não foi uma falsa profecia - era uma promessa condicional. Observe-se que ela foi antecedida pela condição: "se diligentemente obedecerdes a meus mandamentos que hoje vos ordeno..." (v. 13), e "se diligentemente guardardes todos estes mandamentos..." (v. 22). Em resumo, não se tratava de uma profecia do que iria acontecer inexoravelmente, mas de uma projeção condicional. Quando o povo de Israel obedecia a Deus, ele tornava-se invencível diante de seus inimigos, por poderosos que fossem (cf. Js 6). Mas quando o povo não obedecia a Deus, ele era derrotado até mesmo pelo adversário mais frágil (cf. Js 7).

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Os sacerdotes são distintos dos levitas, ou não? Deuteronômio 10:8-9


PROBLEMA:
Nesta passagem os sacerdotes e os levitas não são distintos entre si, mas em outros lugares são (cf. Lv 1:5, 8,11; Nm 6:23).

Onde foi que Arão morreu: em Moserá ou no topo do monte Hor? Deuteronômio 10:6

PROBLEMA: De acordo com Deuteronômio 10:6, Arão morreu em Moserá e lá foi enterrado. Entretanto, segundo Números 20:27-28 e 33:38, Arão morreu no cume do monte Hor, tendo sido enterrado ali. Onde foi então que Arão morreu, em Moserá ou no monte Hor?

Quando a arca foi construída? Deuteronômio 10:1-3


PROBLEMA: De acordo com muitos outros versículos, a arca da aliança foi construída antes dos 40 anos de peregrinação (Êx 25:10; 35:12; 37:1). Mas, de acordo com esta passagem, Moisés fez a arca da aliança depois dos 40 anos de peregrinação.

SOLUÇÃO: Alguns acreditam que a primeira arca tenha sido temporária, e a outra permanente (cf. Êx 33:7,8). Alguns comentaristas judeus acreditam que houve duas arcas, uma para ser levada à guerra, e outra que permanecia no tabernáculo. Outros eruditos acreditam que Moisés tenha determinado a construção da arca por Bezalel (Êx 37:1) antes de subir no monte Sinai. Ainda outros acreditam que Moisés estivesse combinando (em Deuteronômio 10:1-3) coisas fortemente relacionadas em conceito, mas separadas no tempo. Assim, a frase "faze uma arca de madeira" referir-se-ia à ordem dada anteriormente (Êx 25:10) com a determinação de lavrar as duas novas tábuas de pedra, depois de Moisés ter visto a glória de Deus (Êx 33).

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Os cananeus foram destruídos rapidamente ou não? Deuteronômio 9:3


PROBLEMA: Este versículo afirma que os cananeus seriam destruídos "depressa" (maher), mas em passagem anterior (Dt 7:22) é dito que não seria rapidamente, mas "pouco a pouco".

Deus não sabia o que Israel iria fazer? Deuteronômio 8:2

PROBLEMA: Esta passagem diz que Deus conduziu Israel no deserto "para saber" o que eles iriam fazer. Mas se Deus é conhecedor de todas as coisas (SI 139:7-10; Jr 17:10), então por que ele teve de fazer isso para saber se eles o obedeceriam ou não?

O sábado foi instituído por causa do descanso de Deus em relação à criação, ou por causa da libertação do Egito que ele deu a Israel? Deuteronômio 5:15

PROBLEMA: Quando Moisés primeiramente deu a Lei a Israel, a razão citada para a observação do sábado foi porque "em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra... e ao sétimo dia descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou" (Êx 20:11). Mas quando Moisés repetiu a Lei à nova geração que estava prestes a entrar na Terra Prometida, a razão dada foi que "o Senhor teu Deus te tirou dali [do Egito] com mão poderosa, e braço estendido: pelo que o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado" (Dt 5:15).

SOLUÇÃO: Estas são simplesmente duas razões para a mesma observância. A primeira razão foi estabelecida conforme o descanso de Deus após a criação, e a segunda, conforme o seu ato de redenção. Ambas são razões verdadeiras e legítimas. A primeira foi a razão inicial, e a segunda foi a razão subseqüente. Como foi Deus quem realizou esses dois atos, ele tinha todo o direito de estabelecer ambos como razões para a observação do seu mandamento.

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Como poderia Moisés alterar as exatas palavras dos Dez Mandamentos, que lhe tinham sido dadas por Deus? Deuteronômio 5:6-21


PROBLEMA: Em Deuteronômio 5:6-21 Moisés repete os Dez Mandamentos a Israel. Na revisão da aliança que Deus fez com Israel, Moisés reviu os mandamentos que o Senhor dera ao seu povo no monte Sinai. Entretanto, as palavras que Moisés emprega nessa passagem não são exatamente as mesmas, nem na mesma exata seqüência daquelas dadas em Êxodo 20:2-17. Como poderia Moisés então introduzir essas alterações nos Dez Mandamentos, em relação à versão original dada por Deus?

A lei foi dada em Horebe ou no monte Sinai? Deuteronômio 4:10-15

PROBLEMA: Êxodo 19:1 afirma que Moisés recebeu a Lei no monte Sinai (cf. v. 18). Mas em Deuteronômio 4:10 afirma-se que Moisés a recebeu "em Horebe". Onde foi, realmente, que ele recebeu a Lei?

SOLUÇÃO: Várias são as explicações possíveis para esta divergência. Alguns eruditos acreditam que Sinai possa ter sido o nome mais antigo o Horebe, o menos antigo do mesmo lugar. Outros sustentam que Horebe possa ter sido o nome da serra em geral e Sinai, o nome específico de um dos montes pertencentes a ela. Ainda outros crêem que Sinai é que era o nome do conjunto de todas as montanhas da região, sendo Horebe um determinado monte ali. Ou, ainda, que os dois nomes oram intercambiáveis.

Seja como for, os autores bíblicos, muito mais próximos dos eventos originais do que nós hoje, não viram problema algum em usar os dois nomes. Horebe é usado 17 vezes e monte Sinai, 21 vezes no AT. O uso de dois nomes não é algo fora do comum. O nome oficial do pico mais alto da América do Norte, o monte McKinley, no Alasca, é chamado de Denali por nativos americanos e por muitos outros.

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A terra de Amom foi ou não dada a Israel? Deuteronômio 2:19

PROBLEMA: Deus disse a Moisés: "da terra dos filhos de Amom te não darei possessão"(Dt 2:19). Mas em outra parte é dito que Josué deu a Israel "metade da terra dos filhos de Amom" como uma possessão dada por Deus (Js 13:25).

Como isto pode ter sido escrito por Moisés, se há referência à terra da promessa, na qual ele não entrou? Deuteronômio 2:10-12


PROBLEMA: Moisés morreu antes da entrada na Terra Prometida, e foi enterrado fora dela, ao leste do rio Jordão (Dt 34). Mas esta passagem refere-se à "terra da sua possessão, que o Senhor lhes tinha dado", como sendo uma terra que Israel já possuísse na época em que foi escrita. Desse modo, tem-se a idéia de que Deuteronômio não poderia ter sido escrito por Moisés, como tradicionalmente é admitido.
SOLUÇÃO: Alguns eruditos declaram que estes versículos são parentéticos e que podem ter sido acrescentados posteriormente por um editor. Esta posição é plausível diante da brevidade dos versículos, do fato de estarem entre parênteses e da condição de Moisés ter sido enterrado antes de os filhos de Israel adentrarem a Terra Prometida (Dt 34:4-6). Esse fato era óbvio para todos os leitores. Entretanto, não há necessidade de se concluir que Moisés não escreveu estas seções, já que "a terra da sua possessão" pode simplesmente referir-se às dez tribos que já tinham recebido a sua possessão ao leste do rio Jordão, antes de Moisés morrer (Dt 3:12-17).

Conquanto os eruditos evangélicos em sua maioria reconheçam que pode haver pequenas e explanatórias alterações editoriais no texto, tais como atualizações de nomes, eles se opõem ao que os críticos afirmam com relação a Moisés não ter escrito os cinco primeiros livros do AT (com exceção de Deuteronômio 34). Estes versículos parecem ser não mais do que uma inserção explanatória, com vistas a leitores posteriores.

Os eruditos evangélicos destacam a diferença que há entre pequenas revisões editoriais, feitas em plena sintonia com o sentido originalmente dado pelo autor, e o que poderiam ser posteriores alterações na redação, contrárias ao sentido original do texto. O seguinte quadro ilustra as diferenças entre essas duas possibilidades:

POSIÇÃO EVANGÉLICA
POSIÇÃO DOS CRÍTICOS
Revisões editoriais
Nova redação
Mudanças gramaticais
Mudanças teológicas
Mudanças na forma
Mudanças em fatos
Transmissão da verdade
Distorção da verdade
Alteração no meio utilizado
Alteração na mensagem
Atualização de nomes
Revisão dos acontecimentos

Há sérios problemas com as reivindicações dos críticos segundo as quais os redatores posteriores alteraram o conteúdo do que tinha sido previamente redigido:

1. Isso é contrário à repetida advertência de Deus: "Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela" (Dt 4:2; cf. Pv 30:6; Ap 22:18-19).

2. A teoria de novas redações confunde a canonicidade com pequenas críticas textuais. A questão das alterações introduzidas pelos escribas de um para outro manuscrito de um livro inspirado é uma questão de crítica textual, e não de canonicidade.

3. Â teoria de "redatores inspirados" é contrária ao sentido dado pela Bíblia à palavra "inspirado" (2 Tm 3:16). A Bíblia não fala de escritores inspirados, mas apenas de escrituras inspiradas (o que foi escrito). Ainda, "inspirado" (theopneustos) não significa que algo foi "aspirado" pelos que escreveram, mas que lhes foi "soprado" diretamente o que escrever.

4. A teoria de novas redações contraria a posição evangélica de que apenas os textos originais são inspirados. Se apenas a versão final redigida é que foi inspirada, então a redação original não teria sido aquela "soprada" por Deus.

5. Uma nova redação inspirada eliminaria também o meio pelo qual toda palavra profética poderia ser testada por aqueles para quem ela foi dada.

6. A teoria de novas redações altera ainda a posição da autoridade divina que, estando na mensagem profética original (dada por Deus através do profeta), passa para a comunidade dos crentes em gerações posteriores. Isso é contrário ao verdadeiro princípio da canonicidade, segundo o qual Deus determina a canonicidade e o povo de Deus simplesmente descobre o que ele determinou e inspirou.

7. Essa postura de aceitar a canonicidade de textos que teriam sido reescritos ocasiona a aceitação do engano como sendo um meio para a comunicação divina. Essa teoria afirma que a mensagem ou livro, que reivindica ter provindo de um profeta (tal como Isaías ou Daniel), na verdade não proveio dele em sua totalidade, mas sim de redatores posteriores.

8. Tal postura confunde ainda a legítima atividade dos escribas - que envolvia o zelo pelas formas gramaticais, a atualização de nomes e a fidelidade ao conteúdo profético - com alterações ilegítimas de conteúdo, feitas sobre os escritos da mensagem de um profeta.

9. A teoria de novas redações considera que houve textos do AT reescritos e inspirados em épocas posteriores, quando não havia mais profetas (ou seja, no quarto século a.C). Não pode haver textos inspirados, a menos que haja profetas. (Veja Geisler e Nix, A General Introduction to the Bible [Uma Introdução Geral à Bíblia], Moody Press, 1986, pp. 250-55.)


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As condições de Israel no deserto eram boas ou eles sofreram necessidades? Deuteronômio 2:7

PROBLEMA: Muitas passagens falam das privações no deserto (cf. Êx 16:2, 3; Nm 11:4-6). Entretanto, Moisés declara que Deus lhe disse: "cousa nenhuma te faltou"(Dt 2:7).

Foi Moisés ou o povo que escolheu os juízes? Deuteronômio1:13

PROBLEMA: Êxodo 18:25 declara: "Escolheu Moisés homens capazes, de todo o Israel, e os constituiu por cabeças sobre o povo". Entretanto, Moisés disse ao povo que escolhesse os juízes (Dt 1:13).

SOLUÇÃO: As duas opções são corretas, conforme é indicado dois versículos depois, onde se lê que Moisés tomou os cabeças das tribos, e os fez cabeças sobre eles. O povo tinha escolhido os que seriam seus líderes, e Moisés os constituiu juízes. Assim, é correto dizer que tanto Moisés como o povo escolheram os juízes.

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