Quem foi Jorge?

Em torno do século III D.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge de Anicii. Filho de pais cristãos, converteu-se a Cristo ainda na infância, quando passou a temer a Deus e a crer em Jesus como seu único e suficiente salvador pessoal.

Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe, após a morte de seu pai. Tendo ingressado para o serviço militar, distinguiu-se por sua inteligência, coragem, capacidade organizativa, força física e porte nobre. Foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade.

Tantas qualidades chamaram a atenção do próprio Imperador, que decidiu lhe conferir o título de Conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções. Nessa mesma época, o Imperador Diocleciano traçou planos para exterminar os cristãos.

No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses. Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande coragem sua fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens.

Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: “O QUE É A VERDADE?”. Jorge respondeu:

“A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e nEle confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade.” 

Como Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o Imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Porém, este santo homem de DEUS jamais abriu mão de suas convicções e de seu amor ao SENHOR Jesus. Todas as vezes em que foi interrogado, sempre declarou-se servo do DEUS Vivo, mantendo seu firme posicionamento de somente a Ele temer e adorar.

Em seu coração, Jorge de Capadócia discernia claramente o própósito de tudo o que lhe ocorria:

"… Vos hão de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Isso vos acontecerá para que deis testemunho”. (Lucas 21.12:13 – Grifo nosso).

A fé deste servo de DEUS era tamanha que muitas pessoas passaram a crer em Jesus e confessa-lo como SENHOR por intermédio da pregação do jovem soldado romano. Durante seu martírio, Jorge mostrou-se tão confiante em Cristo Jesus e na obra redentora da cruz, que a própria Imperatriz alcançou a Graça da salvação eterna, ao entregar sua vida ao SENHOR. Seu testemunho de fidelidade e amor a DEUS arrebatou uma geração de incrédulos e idólatras romanos.

Por fim, Diocleciano mandou degolar o jovem e fiel discípulo de Jesus, em 23 de abril de 303. Logo a devoção a “São” Jorge tornou-se popular. Celebrações e petições a imagens que o representavam se espalharam pelo Oriente e, depois das Cruzadas, tiveram grande entrada no Ocidente. Além disso, muitas lendas foram se somando a sua história, inclusive aquela que diz que ele enfrentou e amansou um dragão que atormentava uma cidade…

Em 494, a idolatria era tamanha que a Igreja Católica o canonizou, estabelecendo cultos e rituais a serem prestados em homenagem a sua memória. Assim, confirmou-se a adoração a Jorge, até hoje largamente difundida, inclusive em grandes centros urbanos, como a cidade do Rio de Janeiro, onde desde 2002 faz-se feriado municipal na data comemorativa de sua morte.

Jorge é cultuado através de imagens produzidas em esculturas, medalhas e cartazes, onde se vê um homem vestindo uma capa vermelha, montado sobre um cavalo branco, atacando um dragão com uma lança. E ironicamente, o que motivou o martírio deste homem foi justamente sua batalha contra a adoração a ídolos…

Apesar dos engano e da cegueira espiritual das gerações seguintes, o fato é que Jorge de Capadócia obteve um testemunho reto e santo, que causou impacto e ganhou muitas almas para o SENHOR. Por amor ao Evangelho, ele não se preocupou em preservar a sua própria vida; em seu íntimo, guardava a Palavra:

 "…Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte” (Filipenses 1.20).

Deste modo, cumpriu integralmente o propósito eterno para o qual havia nascido: manifestou o caráter do SENHOR e atraiu homens e mulheres para Cristo, estendendo a salvação a muitos perdidos.

Se você é devoto deste celebrado mártir da fé cristã, faça como ele e atribua toda honra, glória e louvor exclusivamente a Jesus Cristo, por quem Jorge de Capadócia viveu e morreu. Para além das lendas que envolvem seu nome, o grande dragão combatido por ele foi a idolatria que infelizmente hoje impera em torno de seu nome.

Por Bispo Hermes C. Fernandes
Publicado em Cristianismo Subversivo

Será que Moisés Realmente foi Ressuscitado?


Qual a verdadeira condição de Moisés no momento da transfiguração com Jesus, no monte? De acordo com a posição oficial da Igreja Adventista a passagem de Mt 17 / Mc 9 /Lc 9 não prova a imortalidade da alma, conforme a visão evangélica.

"E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele." Mateus 17:2-3

Concordamos com metade da explicação oferecida por Adventistas, visto que, de acordo com 2 Rs 2.11, Elias não morreu, mas foi elevado aos céus por um redemoinho (e não por um carro de fogo, como muitos imaginam).

No entanto, apologistas Adventistas se complicam ao explicar a condição do falecido Moisés no evento da transfiguração. Para uniformizar o evento com a doutrina adventista conhecida como “sono da alma”, recorrem ao texto de Jd 1.9, a fim de embasar seu raciocínio de que Moisés teria sido ressuscitado por Jesus (na passagem, personificado por Miguel) e, por esse motivo, esteve presente no evento da transfiguração.

“Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda.” Judas 1:9

Ao invés de abordar os falsos pressupostos adventistas de que o Arcanjo Miguel é Jesus, e de que Moisés teria ressuscitado primeiro que Cristo, escolhemos focar nossa atenção na declaração de Judas, na qual o texto diz claramente que Miguel “disputava a respeito do corpo (cadáver) de Moisés”. O que isso quis dizer? Será que está de acordo com o pensamento adventista de que há uma declaração implícita sobre a ressurreição de Moisés?

Nossa análise partirá dos princípios hermenêuticos em que devemos considerar as palavras em seu sentido usual, além de considerá-lo dentro de seu contexto.

É comum usarmos o termo corpo para referirmos ao que resta da pessoa após a morte. Já que não possui mais a personalidade própria de quem está vivo, aquele que faleceu não pode mais ser chamado de pessoa. É apenas um corpo. Assim, considerando o sentido usual da palavra corpo, podemos dizer que somos autorizados a entender que Judas referiu-se ao corpo morto de Moisés.

Já o contexto a ser tomado é o de que Judas adverte a Igreja contra os falsos mestres que causam dissensões. O verso 8 diz que as pessoas já contaminadas não se submetiam às lideranças da Igreja. E é nesse contexto que o verso 9 declara que até no mundo espiritual existe subordinação. E foi por esta razão que Miguel, mesmo sendo um arcanjo divino, resumiu-se a repreender Satanás em nome do Senhor, em vez de ficar proferindo impropérios e maldições contra ele.

Concluímos que o contexto não admite a declaração de que Moisés foi ressuscitado (até por que não é esse o objetivo da carta de Judas). Entretanto, pelo sentido usual da palavra corpo, é possível admitir que o corpo de Moisés era um corpo morto. Afinal, é assim que a humanidade usualmente se refere àqueles que já faleceram.

Recorremos então à busca de clareza em outras passagens que tratem do mesmo assunto e, sobre Moisés, temos declarado que este morreu e Deus o sepultou em local desconhecido pelo homem (Dt 34.6). E esta é a última declaração inequívoca a respeito do estado de Moisés nas Escrituras: está morto e sepultado.

Façamos um último apelo àquilo que os historiadores chamam de crítica externa das fontes literárias. Com ela, os historiadores buscam outros documentos que corroborem a visão apresentada pelos documentos principais. Neste caso, procuraremos realizar a critica da fonte utilizada por Judas ao escrever o verso 9.

Os estudiosos do assunto dizem que Judas lançou mão de diversos escritos que lhe eram contemporâneos. Neste verso, em especial, conjectura-se que Judas o tenha extraído dos escritos conhecidos como A Assunção de Moisés. Para quem lê o título, imagina que Moisés verdadeiramente ascendeu aos céus em seu próprio corpo após sua morte. Será que é assim, mesmo?

Infelizmente, o que sobrou dos tais escritos não é conclusivo a respeito do verdadeiro estado de Moisés após seu enterro. O manuscrito possui trechos ilegíveis e, até mesmo, destruídos. Contudo, como sabemos que a Bíblia é totalmente inspirada, podemos crer que tal informação é verídica, mesmo que tenha origem em um escrito não-canonizado. Mas... como fica Moisés? Está vivo ou morto, no momento da disputa entre Miguel e Satanás?

Bem... em última instância, vejamos o que diz R.H.Charles, em seu livro “The Assumption of Moses”:

Agora, a julgar pelos fragmentos gregos sobreviventes, que daremos na íntegra hoje, a ordem da ação em Assunção original era provavelmente como segue:

I. Miguel é comissionado para enterrar Moisés
II. Satanás se opõe a seu enterro, por dois motivos

(A) Em primeiro lugar, Satanás afirma ser o senhor da matéria (daí o corpo por direito deve ser entregue a ele). Para esta afirmação Miguel responde: "O Senhor te repreenda, pois foi o Espírito de Deus que criou o mundo e toda a humanidade." (Daí não Satanás, mas Deus era o Senhor da matéria).

(B) Em segundo lugar, Satanás traz a acusação de assassinato contra Moisés. (A resposta a esta acusação é requerida)

III. Ao refutar as acusações de Satanás, Miguel então procede a acusação de Satanás como tendo inspirado a serpente para tentar Adão e Eva.

IV. Finalmente, depois de toda a oposição ter sido superada, a Assunção tem lugar na presença de Josué e Calebe, e de uma maneira muito peculiar. Uma apresentação dupla de Moisés aparece: uma é Moisés "vivo em espírito", que é levada para o céu, o outro é o corpo de Moisés, que está enterrado nos recessos das montanhas.

Este esboço é fundada, como temos observado, em cotações e referências que ocorrem em São Judas e escritores subseqüentes. (CHARLES, R.H. The Assumption of Moses, pg 105)

Do que se conclui, as evidências hermenêuticas e críticas apontam para a interpretação evangélica, como a que melhor se harmoniza com os demais escritos da Bíblia. A saber: que Moisés estava morto quando Miguel disputou o corpo dele e assim permanecerá até o dia da primeira ressurreição dos justos.

Abraços a todos,

Diego Romualdo
tenenteromualdo@gmail.com

Breve Introdução ao Adventismo do Sétimo Dia

Será que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é como muita gente pensa, uma denominação igual às outras, tendo como única diferença a guarda do Sábado?

Muitos cristãos, na melhor das hipóteses, vagamente estão conscientes de que o Adventismo é de alguma forma, diferente.

Este site desafia o leitor a perguntar e responder para si mesmo duas questões centrais: As diferenças são reais? E se assim for, são importantes?

Nosso compromisso é alertar o povo de Deus sobre esse movimento que afirma e promove muitos e graves erros como a inspiração dos escritos de Ellen G. White (comprometendo o Sola Scriptura), a doutrina do Juízo Investigativo (comprometendo a Justificação pela Fé), e a doutrina de que aqueles que não guardam o Sábado (para a IASD o Selo de Deus), serão marcados pelo anticristo por adorarem a Deus no Domingo (para a IASD a Marca da Besta). Desviando sutilmente assim nosso olhar de Cristo e sua obra na cruz, para a guarda da Lei (Antigo Pacto) e nossas próprias obras (comprometendo a Graça).

Apresentaremos muitas evidências bíblicas de que a Igreja Adventista do Sétimo Dia vem anunciando, desde sua origem conturbada, um "outro evangelho", muito semelhante ao registrado na epístola aos Gálatas.

"Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema." Gálatas 1:6,9 

Ao expormos seus erros doutrinários temos grande esperança de que o Espírito de Cristo liberte da escravidão espiritual incontáveis Adventistas que precisam ouvir o Evangelho proclamado como Deus planejou. Vem Senhor Jesus!

A VERDADE SOBRE O ADVENTISMO

Muitas pessoas tem dificuldades em compreender os Adventistas do Sétimo Dia. Isso ocorre porque a partir da década de 1950 eles começaram a buscar a aceitação das igrejas evangélicas, Cristãos nascidos de novo. Começaram um diálogo com Walter Martin (apologista cristão que fundou o Christian Research Institute, no Brasil ICP) por insistência de Donald Grey Barnhouse.

O que se seguiu foi uma espetacular operação de relações públicas, iniciando um encobrimento das verdadeiras doutrinas do Adventismo. Adventistas querem desesperadamente ser aceitos como evangélicos para que possam fazer seu proselitismo (converter Cristãos). Esse blog ajudará você a conhecer muitas coisas que andam escondendo de você.

História Adventista


O mundo estava para acabar em 1844 com a Segunda Vinda de Cristo, prevista por William Miller, um pregador itinerante da igreja Batista da Nova Inglaterra. Seguidores de Miller condenaram todas as igrejas da época como apóstatas e "Babilônia", advertindo os cristãos a saírem delas. Um grande número de pessoas aderiram ao movimento do "advento", o qual cresceu rapidamente. (Melton, J. Gordon, Encyclopedia of American Religions, Vol. 2, pp. 21–22).

Entrando no Descanso de Deus: Um Estudo de Hebreus 3 e 4

Um estudo sobre o "Descanso de Deus na Criação" (Gn 2:2-3). Você ficará maravilhado ao descobrir que o sábado semanal [1] que Deus deu aos filhos de Israel (Ex 20:8) era na verdade uma representação de toda a mensagem evangélica (Lv 23, Cl 2:16-17). A mensagem bíblica da salvação pela graça, não por obras (Ef 2:8), "pois todo aquele que entra no descanso de Deus, também descansa das suas obras, como Deus descansou das suas." Hebreus 4:10.

Três fatos cruciais para entender a existência dos fósseis

Por Institute for Creation Research  - ICR

1º: Fósseis mostram rápido e catastrófico soterramento

Superfícies inclinadas abaixo e seqüência de espessas camadas de extrato acima fornecem evidência de rápida inundação e erosão pós-inundação. Os fósseis fornecem evidência universal de rápido soterramento e até mesmo de morte agonizante.  

Rápido soterramento é imprescindível para sepultar organismos como o primeiro passo no processo de fossilização. Os abundantes fósseis de invertebrados marinhos encontrados por todos os extratos de terra demonstram uma extraordinária condição de soterramento.

Polistratos de troncos fósseis (troncos de árvores em posição vertical atravessando várias camadas sedimentares) são comuns em camadas fósseis e é clara evidência de rápido soterramento.

Fósseis de vertebrados mostram rigidez cadavérica e sua posição é indicativa de sufocamento – asfixia repentina do animal.

2º: Fósseis são encontrados em todas as camadas 

A Terra é coberta de camadas de rocha sedimentar, muitas contendo fósseis microscópicos tais como plâncton, pólen e esporos.

A totalidade de registros fósseis consiste principalmente de invertebrados marinhos (animais sem espinha dorsal), incluindo moluscos, águas-vivas e corais. O que é surpreendente é que este oceano de criaturas são encontrados principalmente nos continentes e raramente em profundas bacias oceânicas.  Mais conchas são encontradas em picos de montanhas do que sobre o leito do oceano.

Das camadas mais profundas até as camadas mais altas a maior parte dos fósseis são de criaturas marinhas. Os níveis superiores apresentam um crescente número de vertebrados, tais como peixes e anfíbios, répteis e mamíferos, mas os fósseis encontrados nas camadas mais profundas são igualmente tão complexas como qualquer animal de hoje.

Todos os tipos de fósseis aparecem repentinamente, plenamente formados e plenamente funcionais, sem ancestrais menos complexos nas camadas abaixo deles.

O registro fóssil é forte evidência de súbito surgimento de vida pela criação, seguido de rápido soterramento durante uma enchente global.

3º: Fósseis mostram formas estáticas e não formas transicionais

O registro fóssil reflete a diversidade de vida original, não uma evolução de aumento de complexidade. Há muitos exemplos de “fósseis vivos”, onde as espécies que estão vivas hoje são encontradas igualmente em registros fósseis.

De acordo com o modelo evolucionista para explicar a existência de registros fósseis, existem três prognósticos:


  1. Mudança em larga escala de organismos através do tempo
  2. Organismos primitivos deram origem a organismos complexos
  3. Derivação gradual de novos organismos produziram forma transicionais.


Porém, estes prognósticos não são confirmados pelos dados do registro fóssil.

O trilobite, uma espécie de crustáceo, por exemplo, aparece repentinamente no registro fóssil sem qualquer forma transicional. Não há fósseis entre organismos simples como seres unicelulares, tais como bactérias e complexos invertebrados, como o trilobite.

Os extintos trilobites tinham uma complexidade organizacional como qualquer invertebrado dos dias atuais. Em adição aos trilobites, bilhões de outros fósseis encontrados subitamente apareceram plenamente formados, como mariscos, caracóis, esponjas e medusas. Mais de 300 tipos diferentes de estruturas foram encontradas sem qualquer fóssil transicional entre eles e organismos unicelulares.

Peixes não tem ancestrais ou formas transicionais para mostrar como invertebrados, com esqueleto exterior tornaram-se vertebrados com esqueleto interior.

Fósseis de uma grande variedade de insetos voadores e terrestres aparecem sem qualquer forma transicional. Por exemplo, a libélula, aparece repentinamente no registro fóssil. O altamente complexo sistema que capacita as habilidades aerodinâmicas da libélula não apresenta nenhum ancestral no registro fóssil.

Em todo o registro fóssil, não há uma simples forma transicional inequívoca provando uma casual relação entre duas espécies quaisquer. Dos bilhões de fósseis que se tem descoberto, deveria haver milhões de claros exemplos, se eles existissem.

A falta de transições entre espécies no registro fóssil é o que seria esperado se a vida foi criada.


Traduzido por Edimilson de Deus Teixeira
Fonte: Institute for Creation Research - ICR

Isaías 53.4,5 indica que a cura física durante o espaço de tempo da vida mortal é garantida através da expiação, como alegam os ensinadores da seita Palavra da Fé?


A MÁ INTERPRETAÇÃO: Isaías 53.4,5 afirma: "Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados." Os ensinadores da seita Palavra da Fé crêem que essa passagem significa que a cura Física durante o espaço de tempo da vida mortal é garantida através da expiação. Daí, um verdadeiro crente nunca deveria ficar doente. É responsabilidade do crente tomar posse da cura que está garantida e que foi disponibilizada na expiação. Se ao crente falta a fé, ou se estiver em pecado, então essa cura que está disponível é impedida (Hagin, Word of faith, agosto de 1977, pág.9).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Enquanto a cura física suprema está incluída na expiação (a cura que experimentaremos em nossos corpos ressurretos), a cura de nossos corpos enquanto no estado mortal (que antecede a nossa morte e ressurreição) não é garantida na expiação. Além disso, é importante notar que o termo hebraico empregado para "sarar" (napha) pode se referir não apenas à cura física mas também à cura espiritual. O contexto de Isaías 53.4 indica que a cura espiritual está em foco. O verso 5 nos diz claramente: "Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados" (v. 5 — as ênfases foram adicionadas). Devido ao fato de "transgressões" e "iniqüidades" darem forma ao contexto, a cura espiritual da miséria do pecado está em foco.

Uma quantidade numerosa de versos nas Escrituras comprova a visão de que a cura física, durante o espaço de tempo da vida mortal não é garantida através da expiação, e que nem sempre a vontade de Deus é curar. O apóstolo Paulo não pôde curar o problema estomacal de Timóteo (1 Tm 5.23), e também não pôde curar Trófimo em Mileto (2Tm 4.20),ou Epafrodito (Fp 2.25-27). Paulo falou a respeito de uma "fraqueza da carne" que ele teve (Gl 4.13-15). Ele também sofreu "um espinho na carne" o qual Deus permitiu que ele retivesse (2 Co 12.7-9). Deus certamente permitiu que Jó passasse por um período de sofrimento físico (Jó 1,2). Em nenhum desses casos foi declarado que a enfermidade fora causada por pecado ou falta de fé. Nem Paulo ou qualquer das outras pessoas mencionadas agiu como se pensassem que a sua cura estivesse garantida pela expiação. Eles aceitaram a sua situação e confiaram na graça de Deus para obter sustento. Digno de nota é o fato de que Jesus, em duas ocasiões, disse que as enfermidades seriam para a glória de Deus (Jo 9.3; 11.4).

Outras passagens das Escrituras revelam que os nossos corpos físicos estão continuamente submetidos à fadiga e a várias indisposições. Diz-se que o corpo que cada um de nós atualmente possui é perecível e fraco (1 Co 15.42-44). Paulo disse: "Ainda que o nosso homem exterior se corrompa" (2 Co 4.16). A morte e as enfermidades serão parte da condição humana, até o tempo em que recebamos os corpos da ressurreição, que são imunes a tais fraquezas (1 Co 15.51-55).Veja neste livro os comentários sobre Filipenses 2.25.

N.T.: Ler Mateus 8.16,17 para enriquecimento de conhecimentos e discussões a respeito do tema.


Resposta as Seitas - 
Norman G. Geisler e Ron Rhodes - 
CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus



Isaías 40.12 indica que Deus é um ser de proporções humanas, como sugerem alguns ensinadores da seita Palavra da Fé?


A MÁ INTERPRETAÇÃO: Isaías 40.12 diz: "Quem mediu com o seu punho as águas, e tomou a medida dos céus aos palmos, e recolheu em uma medida o pó da terra, e pesou os montes e os outeiros em balanças?" Os ensinadores da seita Palavra da Fé dizem que uma vez que Deus mediu as águas "com o seu punho", Ele deve ter proporções humanas. Deus é alguém "muito parecido com você e comigo... um ser que deve ter cerca de dois metros de altura, alguém cujo peso deve estar na casa de centenas de quilos, um pouco melhor, [e] possui um palmo [de mão] de cerca de 22,8 centímetros" (Copeland, Espírito, alma e corpo I, 1985, fita de áudio).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Esse verso não indica que Deus é um ser de proporções humanas. As Escrituras são claras ao dizer que Deus é espírito (Jo 4.24), e um espírito não tem carne e ossos (Lc 24.39). Uma vez que Deus não possui nem carne e nem ossos, Ele não possui literalmente uma mão ou um palmo. Deus não é um homem (Os 11.9) e não possui uma forma passível de ser vista pelo povo (Dt 4.12;Jo 1.18; Cl 1.15). "O palmo" de Deus é simplesmente uma linguagem antropomórfica — isto é, uma linguagem que, de modo figurado, descreve Deus em termos semelhantes aos humanos. As Escrituras freqüentemente utilizam tais linguagens metafóricas para nos auxiliar a melhor compreender a Deus.


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Norman G. Geisler e Ron Rhodes - 
CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus



A profecia de Isaías 29:1-4 fala a respeito do Livro de Mórmon?


A MÁ INTERPRETAÇÃO: Os mórmons acreditam que essa passagem está falando sobre a descoberta do Livro de Mórmon sob o solo americano. Argumentam que a passagem se refere aos chamados nefitas, dos quais se alega que vieram habitar na América do Norte. A frase "de debaixo da terra" seria supostamente uma referência ao Livro de Mórmon, que teria sido traduzido a partir de placas de ouro extraídas do solo (Talmage, 1982, 278).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Essa passagem não lida com os chamados "nefitas", mas com o julgamento de Deus contra os israelitas rebeldes. Jerusalém é chamada de "Ariel" (confira Is 29.1,2; 2 Sm 5.6-9), que literalmente significa "coração de Deus". O juízo de Deus sobre Jerusalém seria tão horrível que o sangue derramado e as chamas fariam com que a cidade se assemelhasse a um altar no qual os sacrifícios estariam sendo consumidos. Esse julgamento teve o seu cumprimento durante o cerco de Senaqueribe à cidade em 701 a.C. Em seguida a esse cerco sangrento, Jerusalém se encon-trou prostrada ao solo, enterrada sob as gigantescas ondas do poderio assírio. Em lugar da orgulhosa ostentação que os habitantes da cidade haviam previamente expressado, eles agora cochichavam ou sussurravam do solo. A excelente cidade havia sido humilhada. No contexto, o verso não tem nada a ver com o Livro de Mórmon saindo da terra em solo americano.


Resposta as Seitas - 
Norman G. Geisler e Ron Rhodes - 
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Mateus 24 - M. Persona

Muita confusão tem havido em torno da profecia, por não se discernir o lugar distinto que Israel e a Igreja ocupam nas Escrituras e nos propósitos de Deus. Temos recebido muitas cartas de leitores com dúvidas acerca do significado do capítulo 24 de Mateus e de outras passagens que falam da tribulação. De um modo geral, este capítulo trata do futuro, do tempo da tribulação e vinda de Cristo para Israel. A Igreja, que é formada por todos os salvos, será arrebatada antes da tribulação (Ap 3:10).

Mateus 24 trata do remanescente judeu que testemunhará durante a tribulação e dos eventos que ocorrerão no mundo naquela época. Ao contrário do que muitos pensam, o termo "levado" que aparece nos versículos 40 e 41 nada tem a ver com o arrebatamento. Muitos tentam aplicar estes versículos ao arrebatamento da Igreja, mas isso é tirá-los de seu contexto. O contexto é o assunto ao qual o Senhor vem Se referindo nos versículos anteriores, ou seja, o dilúvio (v.39) que "levou a todos"; um ato judicial - a morte - ceifando vidas. Da mesma forma, quando Cristo vier para reinar (no final da grande tribulação), a morte passará ceifando a muitos; "levando" a muitos. Os vivos entrarão no milênio, mas não serão cristãos como os conhecemos hoje; serão judeus (ou gentios) que se converterão durante a tribulação e que nunca escutaram o evangelho antes (ou não tinham idade para compreendê-lo).

A palavra "evangelho" que aparece no capítulo é também freqüentemente mal aplicada. Mateus 24.14 fala do "evangelho do reino" e não do "evangelho da graça de Deus" (At 20:24). Há muitos que pensam que é necessário que o evangelho da graça seja pregado por todo o mundo para que Cristo volte para buscar Sua Igreja. Mas não é o que diz a passagem; ali está falando do "evangelho do reino". Cristo virá buscar Sua Igreja depois que se converter o último eleito antes da fundação do mundo para fazer parte dela. Então Ele virá buscar os que são Seus: os santos celestiais. Aí cessa a pregação do evangelho da graça, que é pregado enquanto a Igreja encontra-se na Terra. "Crê no Senhor Jesus e serás salvo" é o evangelho da graça que hoje pregamos. "Arrependei-vos que o reino está próximo" é o evangelho do reino, que foi pregado por João Batista e que será pregado por um remanescente fiel que se converterá após o arrebatamento, sendo por isso perseguido ferozmente.

Outra idéia errônea, de que alguns crentes menos espirituais ou menos maduros serão deixados para a tribulação, é completamente falsa e cai por terra com apenas uma passagem: "Por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade" (1 Ts 2:11-12). Aqueles que ouviram o evangelho e não creram, não terão uma segunda chance. O próprio Deus fará com que creiam na mentira do diabo. Todos os que fazem parte da Igreja têm o Espírito Santo, e, juntamente com o Espírito, serão tirados da Terra quando Cristo vier. Toda a Igreja será arrebatada; Cristo não deixará um "pedaço" da noiva aqui. Hoje, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não é dEle; nunca creu e não está salvo.

Alguns tentam usar Apocalipse 12 para dizer que a Igreja passará pela tribulação, mas aquele capítulo não fala da Igreja. Esta só aparece até o final do capítulo 3 de Apocalipse, para então só voltar a aparecer no final do livro, nas bodas do Cordeiro. Nesse meio tempo Deus estará tratando com Israel. A "mulher" é Israel e o "varão" é Cristo, Aquele que há de reger com vara de ferro e que foi arrebatado para Deus, para o Seu trono (Ap 12:5).

M. Persona

Quando Será o Fim do Mundo?

Volta e meia nós ouvimos alguém gritar: O fim do mundo chegou! Na verdade, basta um cataclisma acontecer ou uma tragédia vir sobre parte da humanidade que muitos começam a advogar de que o mundo está prestes a acabar.

Foi assim com os Testemunhas de Jeová que anunciaram o fim do mundo para 1914; ou como os ”Borboletas Azuis“ de Campina Grande, na Paraíba que previram um dilúvio que marcaria o fim do mundo para 13 de maio de 1980; ou ainda como ocorreu no Japão onde um grupo responsável por um atentado no metrô de Tóquio previa o fim do planeta para 15 de abril de 1995.

A preocupação com fim o do mundo é coisa antiga. No reveillon de 999 muitos europeus aguardavam o apocalipse. A crença no fim do mundo no ano 1000 vinha de uma interpretação literal de um dos textos bíblicos, o Apocalipse de João. Ali se lê que ‘depois de se consumirem mil anos, Satanás seria solto da prisão“ para ”seduzir as nações do mundo". Ora, bastou na época o surgimento de um eclipse, de um incêndio inexplicável, de pragas agrícolas, do nascimento de um bebê monstruoso, da passagem de um cometa no céu, do relato da aparição de uma baleia do tamanho de uma ilha na costa francesa, da grande epidemia de 997, para que se interpretasse a proximidade do fim do mundo.

Há pouco a indústria cinemátográfica lançou no cenário mundial o filme 2012. A película baseia-se na crença Maia de que o mundo iria acabar em 2012. A teoria "maiana" revela que o fim da terra começa com o alinhamento planetário e uma inversão dos pólos da terra após um grande tsunami. Após isto o caos se instala e o planeta terra começa a se tornar inabitável.

Pois é, a Bíblia nos ensina a ficarmos de olho nos sinais que antecedem a volta de Cristo, no entanto, existe uma enorme diferença entre observar o que acontece em nosso planeta e determinar o fim de todas as coisas.

Cristo nos chamou a pregar o Evangelho da Salvação Eterna e não nos tornarmos detetives miticulosos tentando descobrir o dia final do planeta.

Caro leitor, vamos combinar uma coisa? Tem gente que se transformou em caçadores dos códigos esquecidos ou escondidos na Bíblia que apontam o data do fim do mundo. Infelizmente já teve até gente marcando a data da volta de Cristo! Ora, pessoas que agem desta forma correm o sério risco de tornar-se participantes ou dissiminadores de heresias destruidores provinientes de seitas infernais.

Somente o Senhor Todo-poderoso sabe quando será o dia final. Cabe a nós, vivermos o Evangelho, multiplicarmos nossos talentos, pregarmos as Boas Novas da Salvação aguardando com santa expectativa a volta do Senhor.

Autor : Pr. Renato Vargens

Isaías 21.7 prediz a vinda de Maomé?


A MÁ INTERPRETAÇÃO: Alguns comentaristas mu­çulmanos consideram Jesus como sendo o que vem montado em "jumentos", e Maomé, a quem consideram aquele que suplantou a Jesus, montado em "camelos".

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Tal es­peculação não tem qualquer base, seja no texto ou no contexto. Essa passagem está falando da queda de Babilônia (v. 9) e as notícias dessa queda que se espalha­riam através de vários meios, isto é, através dos que mon­tavam cavalos, jumentos e camelos. Não existe aqui ab­solutamente nada a respeito do profeta Maomé.

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A referência a Jesus como "Deus forte" em Isaías 9.6 indica que Jesus é um Deus menor do que Deus o Pai?


A MÁ INTERPRETAÇÃO: As Testemunhas de Jeová concordam que Jesus é o "Deus forte", conforme Isaías 9.6 indica, mas dizem que Ele não é Deus Todo-Podero­so como é Jeová. O fato de referir-se a Jesus como sendo o "Deus forte" indica que Ele é um Deus menor do que o Pai? (Reasoning from the Scriptures, 1989, 413, pág.14).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: O po­sicionamento tolo da Torre de Vigia é evidenciado de uma só vez pelo fato de Jeová ser chamado de "Deus forte" no capítulo seguinte de Isaías (10.21).Tanto Jeová como Jesus sendo chamados de "Deus forte" no mesmo livro e dentro da mesma seção demonstra a igualdade dos dois.

Uma boa referência cruzada é Isaías 40.3, onde Jesus é profeticamente chamado tanto de "Deus forte" (Elohim) e Jeová (Yahweh): "Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor [Yahweh]; endireitai no ermo ve­reda a nosso Deus [Elohim]" (confira Jo 1.23). Jesus cla­ramente não é um Deus menor do que o Pai.

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Isaías 9.6 indica que o Filho de Deus é também Deus, o Pai, mostrando assim que a doutrina da Trindade é falsa, como acreditam os adeptos da seita Unidade Pentecostal?

A MÁ INTERPRETAÇÃO: A doutrina cristã ortodoxa mantém a respeito da Trindade a idéia de que Deus é um único Deus formado por três pessoas — o Pai, o Filho, e o Espírito Santo. Contudo, Isaías 9.6 chama o Messias de "Pai da eternidade". Como é que Jesus é ca­paz de ser simultaneamente o Pai e o Filho? Os adeptos da Unidade Pentecostal freqüentemente citam esse ver­so na tentativa de provar que o Filho de Deus é também Deus o Pai, e dessa maneira tentar contradizer a doutri­na da Trindade (Sabin, veja Boyd, 1992, 32).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: É im­portante compreender que as Escrituras interpretam as Escrituras. O Pai é considerado por Jesus, mais de 200 vezes no Novo Testamento, como uma outra pes­soa que não Ele mesmo. Mais de 50 vezes no Novo Testamento, o Pai e o Filho são vistos como pessoas distintas dentro do mesmo verso (veja Rm 15.6; 2 Co 1.3,4; Gl 1.3; Fp 2.10,11; 1 Jo 2.1 e 2 Jo 3). Uma vez que a Palavra de Deus não se contradiz, esses fatos devem ser mantidos em mente quando se interpreta Isaías 9.6.

Em segundo lugar, a frase em questão "Pai da eterni­dade", referindo-se a Jesus, pode significar várias coisas:

Alguns acreditam que a frase é utilizada aqui em con­cordância com o pensamento hebraico que diz que aquele que possui algo é o pai disso. Por exemplo, ser o pai do saber significa ser "inteligente", e ser o pai da glória sig­nifica ser "glorioso". De acordo com esse procedimento habitual, o significado de ser o Pai da eternidade em Isaías 9.6 é ser "eterno". Cristo como "Pai da eternida­de" é um ser eterno.

Uma outra visão sugere que a primeira parte do ver­so 6 refere-se à encarnação de Jesus. A parte que lista os nomes pelos quais Ele é chamado expressa o seu relaci­onamento com o seu povo. Ele é para nós o Maravilho­so, o Conselheiro, o Deus forte, o Pai da eternidade e o Príncipe da paz.

Nesse sentido da palavra Pai, Jesus é o provedor da vida eterna. Por sua morte, sepultamento e ressurreição, Ele trouxe à luz a vida e a imortalidade (2 Tm 1.10). Verdadeiramente Ele é o Pai ou provedor da eternidade para o seu povo.

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Uma pessoa deve desviar-se da ra­zão para ser verdadeiramente espiritual, conforme alguns ensinadores da seita Palavra da Fé parecem sugerir? Isaías 1.18

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Alguns ensinadores da sei­ta Palavra da Fé minimizam o papel desempenhado pela razão na vida cristã (Hagin, 1966, 27).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Em Isaías 1.18 Deus nos convida: "Vinde, então, e argui-me". É obvio que o próprio Deus pensa que arguir é importan­te para o cristão. O termo hebraico utilizado para "ar­güir" (yakah) nesse verso é um termo legal que foi utili­zado em contextos nos quais havia um caso sendo arguido em um tribunal, ou fornecendo evidências convin­centes para o caso de alguém. O termo traz consigo os significados de "decidir", "julgar" e "provar". A utiliza­ção desse termo é um forte argumento, contrário à idéia de que o povo de Deus deveria desviar-se da razão.

Além disso, Deus criou o homem à sua própria ima­gem (Gn 1.26,27) — o que certamente incluiu a capa­cidade de argüir (Mc 12.30). Deus reivindica que o ho­mem utilize a razão da qual foi dotado, conforme o con­texto de Isaías 1. Veja a discussão acerca de Marcos 12.30 como uma discussão completa a respeito da importância do ato de arguir.

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Estudo Pessoal sobre o Sábado - Ex-Pastor Adventista Greg Taylor


Estudo Pessoal sobre o Sábado por Greg Taylor (Ex-Pastor Adventista). Para ler seu Testemunho clique aqui.

A NOSSA JORNADA BÍBLICA

Para começar, Paula e eu [Greg] separamos matérias relacionadas com nosso estudo. Nós tínhamos as edições originais que eram de nosso interesse. Portanto, nós tentamos fazer nosso próprio estudo e não nos influenciarmos por conclusões de outros. Eu levarei você ao caminho que percorri.

O fato de que os mortos não se lembram de nada prova que não existe uma exis­tência consciente após a morte? Eclesiates 9.5


A MÁ INTERPRETAÇÃO: As Testemunhas de Jeová argumentam que "em profundo sono, não estamos cons­cientes de nada, o que está de acordo com a expressão hebraica em Eclesiastes 9.5". Interpretam a Bíblia di­zendo que "o ser humano não possui uma alma, mas que ele é uma alma". Daí "não existe uma existência consci­ente após a morte. Não existe felicidade, e não existe qualquer sofrimento. Todas as complicações ilógicas do 'depois desta vida' desaparecem" (Mankind's search for God, 1990,págs.l28,249).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Con­forme exposto acima, a Bíblia ensina que a alma sobre­vive à morte em um estado de compreensão consciente (veja 2 Co 5.8 e também os comentários referentes a 2 Rs 14.29). As passagens que dizem não haver conheci­mento ou recordação após a morte estão se referindo a não ter memória neste mundo, e não deste mundo. Salomão claramente especificou o seu comentário di­zendo que era "na sepultura" (Ec 9.10) que não haveria "nem ciência nem sabedoria alguma". Ele também afir­mou que os mortos não sabem o que está acontecendo "debaixo do sol" (9.6). Os mortos não sabem nada do que diz respeito ao que se passa no mundo, e nem de seus próprios sentidos físicos. Mas enquanto eles não sa­bem o que está se passando na terra, certamente conhe­cem o que está se passando no céu (veja Ap 6.9). Esses textos referem-se a seres humanos em relação à vida na terra. Eles não dizem nada a respeito da vida imediata­mente posterior a esta.

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Se existe vida após a morte, por que Salomão declara que o homem não tem vantagens sobre os animais? Eclesiastes 3.20,21

A MÁ INTERPRETAÇÃO: A passagem em Eclesiastes 3.20,21 insiste que "Todos vão para um lugar; todos são pó e todos ao pó tornarão". Daí "a vantagem dos ho­mens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade" (v. 19). As Testemunhas de Jeová citam esse ver­so tentando provar que os seres humanos não sobrevi­vem conscientemente à morte. "Cada ser humano pos­sui um espírito que continua vivendo como uma perso­nalidade inteligente, depois que as funções do corpo ces­sam? Não" (Reasoning from the Scriptures, 1989, pág.383).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: A Bí­blia ensina muito claramente que a alma sobrevive à morte (2 Co 5.8; Fp 1.23; Ap 6.9). A referência em Eclesiastes 3.20,21 está relacionada ao corpo humano, e não à alma. Tanto os seres humanos como os animais morrem e seus corpos retornam ao pó. Contudo, seres humanos são diferentes, pois "o fôlego dos filhos dos homens sobe para cima" (v. 21). De fato, Salomão fala da "eternidade" do coração humano (Ec 3.11) e de sua imortalidade quando declara que na mor­te "o homem se vai à sua eterna casa" (12.5). Ele tam­bém enfatizou que devemos temer a Deus porque have­rá um dia quando "te trará Deus a juízo" após esta vida (11.9). Então Eclesiastes não está negando a vida que existe após a morte; está advertindo a respeito da futili­dade de viver apenas para esta vida "debaixo do sol" (con­fira 1.3,13; 2.18). Veja também os comentários referen-les a Eclesiastes 3.19.

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O Sábado em Gênesis é um "Memorial da Criação"?


Como argumento para reivindicar que a guarda do Sábado continua vigente para os Cristãos da Nova Aliança, os Adventistas do Sétimo Dia ensinam que o Sábado do sétimo dia é um "memorial da criação" originado no Jardim do Éden. Afirmando assim que o Sábado é um mandamento dado na criação (como o casamento) para toda a Humanidade. Mas é isso o que a Bíblia diz?

Vejamos Gênesis 2:2-3:

"E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera." 

O que podemos encontrar nessa passagem?

  • A criação foi concluída em seis dias.

  • Deus descansou no sétimo dia.

  • Deus abençoou o sétimo dia.

  • Deus santificou o sétimo dia.

  • A razão pela qual Deus santificou o sétimo dia foi porque Ele descansou nele.

O que NÃO encontramos nessa passagem?

  • NÃO encontramos na passagem da criação sobre o sétimo dia a fórmula "e houve tarde e houve manhã, o sétimo dia", como ocorre nos outros seis dias da criação.

  • NÃO encontramos nenhuma menção da palavra "Sábado", no livro de Gênesis.

  • NÃO encontramos nenhum mandamento para a humanidade descansar no relato de Gênesis. (A Bíblia relata que a primeira vez que alguém foi ordenado a guardar o Sábado foi em Êxodo 16:23-30.) 

  • Nada é mencionado expressamente do homem em relação ao descanso do sétimo dia da criação.

Nota: Quando Moisés menciona o Sábado em Êxodo 20:11: "Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou." Moisés está ensinando aos judeus no Sinai PORQUE estavam guardando o Sábado, e não QUANDO o Sábado foi instituído.

O que o Santo Espírito de Deus nos revela sobre essa passagem?

  • O sétimo dia de "descanso" de Deus foi, provavelmente, caracterizado por seu prazer em suas novas criações e em comunhão aberta com Adão e Eva num ambiente livre do pecado, no perfeito Éden. 

  • As condições que caracterizaram o "descanso" de Deus provavelmente teriam continuado se não fosse pelo pecado do homem. 

  • O sétimo dia da Gen 2:2-3 pode ter sido um dia normal como eram os primeiros seis dias da criação, ou pode ter sido um período de tempo indefinido (o descanso de Deus continuaria por tempo indeterminado). Hebreus3-4

  • O relato de Gênesis não menciona um fim para o descanso de Deus no sétimo dia. É apresentado como um estado permanente pela omissão da frase "e houve tarde e houve manhã, o sétimo dia". O fato de que o relato de Gênesis é tão cuidadosamente construído indica que essa omissão não foi acidental.

  • Quando o homem pecou, ​​ele foi excluído do DESCANSO de Deus e Deus começou seu TRABALHO de resgate para restaurar o homem de volta para si mesmo.

O Trabalho de Deus para restaurar o Descanso original:

Num certo dia de Sábado onde Senhor Jesus debatia sobre a questão do Sábado com os fariseus, Ele disse:

"Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também." João 5:17

O que é este novo "TRABALHO" que Deus começou imediatamente depois de Adão e Eva pecaram? Em Gn 3:21 lemos que:

"O Senhor Deus FEZ roupas de pele e com elas vestiu Adão e sua mulher."

Este evento foi o início de um "TRABALHO" que continuou ao longo dos séculos, até que seu significado se tornasse plenamente revelado na morte de Cristo. A morte desse primeiro cordeiro, embora não mencionado como tal no relato de Gênesis, foi a sombra da grande verdade que, ao longo dos séculos seguintes, iria se tornar realidade em Cristo Jesus, a justificação pela fé. Ela apontava para a vida e morte vicária de Cristo pela humanidade perdida. Nu Adão e Eva estavam vestidos com roupas feitas a partir da pele do cordeiro - um inocente morto, trocando sua vida pela do pecador. Milênios mais tarde, Paulo iria colocar esta mesma verdade com estas palavras: 

"Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus." 2 Coríntios 5:21

"Pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram." Gálatas 3:27


A obra da redenção foi o trabalho que Deus começou quando o homem pecou e foi expulso do descanso do Éden. Este trabalho continuará até que o homem seja restaurado ao verdadeiro descanso de Deus. (Hb 3:17 - 4:11) Jesus é o nosso descanso sabático, e não um período de tempo de 24 horas. (Mateus 11:28)

Você já encontrou Descanso em Cristo?

Você sabia que a palavra sabbatismos é encontrado apenas uma vez na Bíblia?

"Assim, ainda resta um descanso sabático [sabbatismos] pois todo aquele que entra no descanso de Deus, também descansa das suas obras, como Deus descansou das suas [Gn 2:2-3]. Portanto, esforcemo-nos por entrar nesse descanso, para que ninguém venha a cair, seguindo aquele exemplo de desobediência." (Hebreus 4:9-11, NVI).

O Sábado da antiga aliança era apenas uma sombra da obra de Cristo. Hebreus 3 e 4 confirmam isso. Resta apenas UM Sábado (Hb 3:17 - 4:11) na Nova Aliança, os outros foram abolidos na cruz, os quais eram sobras de realidades encontradas em Cristo (Col. 2:16, 17). Que sábado (descanso) é esse? O Senhor Jesus, Ele é o verdadeiro repouso do Sábado. Temos um novo dia, "Hoje", esse é o descanso do Evangelho. (Hb 4:7)

"Vinde a mim ... e eu vos aliviarei ... encontrareis descanso [sabbath] para as vossas almas." (Mateus 11:28)

Em Cristo, nossa Esperança e Descanso.

Hélio S. Júnior

Veja Também:

É o Sábado uma ordenança da criação? por Wesley Ringer
Título Original: Is the Sabbath a Creation Ordinance?
Tradução: Google Translate

Escute:

Quer saber como o homem perdeu e como o Senhor Jesus nos fez entrar no Descanso de Deus escute ou baixe em MP3:

O destino humano é igual ao dos animais? Eclesiastes 3.19

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Salomão parece reivindi­car aqui que não há diferença entre a morte de seres humanos e a de animais. "A mesma coisa lhes sucede: como morre um, assim morre o outro". As Testemunhas de Jeová citam esse verso para provar que os seres huma­nos não têm uma natureza imaterial chamada de alma ou espírito (Reasoning from the Scriptures, 1989,pág.378).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Existem tanto similaridades como diferenças entre a morte de animais e a morte de seres humanos. Em ambos os casos, os seus corpos morrem e retornam ao pó. A morte de ambos é certa, e nenhum deles possui o poder necessá­rio para impedi-la. Sob esses aspectos, os fenômenos físi­cos são os mesmos, tanto para seres humanos como para animais.

Por outro lado, seres humanos possuem almas imor­tais (e espíritos), e os animais não (Ec 12.7; conferir 3.21). A respeito de nenhum animal a Bíblia jamais diz: "E desejamos, antes, deixar este corpo, para habitar com o Senhor" (2 Co 5.8). Semelhantemente, em nenhuma pas­sagem a Bíblia fala a respeito da ressurreição de animais, como o faz a respeito dos seres humanos (confira Jo 5.28,29; Ap 20.4-6). Então existe uma grande diferença entre os seres humanos e os animais na área espiritual. Considere o seguinte resumo:

A MORTE DE SERES HUMANOS E A MORTE DE ANIMAIS

SEMELHANÇAS                                      DIFERENÇAS

Fisicamente                                                   Espiritualmente

No corpo                                                      Na alma

Vida antes da morte                                       Vida após a morte

A mortalidade do corpo                                 A imortalidade do indivíduo

O modo de enfraquecimento do corpo           Quanto à transformação do corpo

Não há controle sobre a morte                       A experiência da ressurreição


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Provérbios 23.7 ensina que a realidade pode ser modelada pelos nossos pensamentos, como alegam os cientistas cristãos?

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Salomão disse que um ho­mem, "como imaginou na sua alma, assim é". Os adep­tos da seita Ciência Cristã citam esse verso como argu­mento à sua crença de que uma pessoa é capaz de mol­dar a realidade através de seus pensamentos (Eddy, 70). Então, qualquer pessoa que esteja enferma pode ser cu­rada simplesmente através da atitude de não dar crédito à situação que está vivendo.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Não existe nada nesse texto que justifique as assim chamadas "ciências mentais". Na verdade, a Bíblia na versão New International Version traduz essa frase como: "Ele é o tipo de homem que está sempre preocupado com os custos". O contexto geral dessa passagem (vv. 6-8) está prevenindo sobre comer "o pão daquele que tem os olhos malignos" (v. 6). Falando daquele que possui olhos ma­lignos, o verso 7 diz: "Ele te dirá: Come e bebe; mas o seu coração não estará contigo". Esse fato está de acordo com a idéia de que o coração do avarento não está lá porque "está sempre preocupado com os custos", como traduzido pela versão NIV.

Mesmo sendo esse verso assim traduzido: "Como ima­ginou na sua alma, assim é", não se tem por conseqüên­cia que ele dê base à visão da seita Ciência Cristã. O verso não diz absolutamente nada sobre uma mudança da realidade através de nossos pensamentos. O texto ape­nas diz que somos da maneira como pensamos. Os nossos pensamentos representam o nosso verdadeiro modo de ser.

Isso, é claro, não significa que haja algo errado com uma boa e positiva atitude mental (confira Fp 4.8). Tam­bém não significa que a nossa atitude não afete a nossa saúde. "O coração alegre aformoseia o rosto, mas, pela dor do coração, o espírito se abate" (Pv 15.13). Mas isso é insuficiente para justificar a alegação da seita Ciência Cristã de que podemos criar a nossa própria realidade através do poder do pensamento. Por exemplo, uma pes­soa não pode evitar a morte apenas pela atitude de ex­pulsar tal pensamento (Hb 9.27).

Além do mais, deve-se reconhecer que o ser humano, incluindo o seu pensamento e a sua imaginação, está ca­ído (Gn 6.5). Os cientistas cristãos estão cegos para a realidade de que utilizam um equipamento danificado, capaz de desviá-los da direção correta. Quão melhor é confiar nas seguras promessas do Deus de amor para as provisões necessárias à vida, ao invés de ter que depen­der das proezas de sua própria imaginação (Mt 6.30).

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Jesus foi criado por Deus? Provérbios 8.22-31

A MÁ INTERPRETAÇÃO: As Testemunhas de Jeová alegam que a pessoa identificada como "sabedoria" em Provérbios 8.22-31 é Jesus. Uma vez que foi dito que a sabedoria foi criada (v. 24), isso significa que Jesus teria sido um ser criado. "Ele era uma pessoa muito especial, pois foi criado por Deus antes de to­das as outras coisas... Por incontáveis bilhões de anos, antes mesmo que o universo físico fosse criado, Jesus viveu como um ser espiritual no céu, e desfrutou de íntima comunhão com o seu Pai, Jeová Deus, o Gran­de Criador — Provérbios 8.22" (Thegreatest Man who e er lived, 1991, pág.11).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Essa passagem tem sido o tema de muitas disputas tanto entre amigos como entre inimigos da divindade de Cristo. Parece melhor — em vista do contexto e da natureza poética do livro de Provérbios — não tomar essa passa­gem como uma referência direta a qualquer pessoa. Ex­pressões poéticas freqüentemente falam de uma idéia abstrata, como se esta fosse uma pessoa. Essa "personifi­cação" é um modelo comum da literatura de sabedoria hebraica. A sabedoria a que o texto se refere em Provér­bios 8 não é Jesus. Antes, é a personificação da virtude ou do caráter da sabedoria com o propósito de dar ênfa­se e gerar impacto.

Além disso, os nove capítulos iniciais do livro de Pro­vérbios personificam a sabedoria. E não faria muito sen­tido dizer que qualquer desses capítulos se refere direta­mente a Jesus. Depois de tudo, a sabedoria é retratada como uma mulher que clama nas ruas (1.20,21), da qual diz-se que "habita" com a prudência (8.12). É digno de nota que nenhum dos escritores do Novo Testamento aplica Provérbios 8 a Jesus Cristo.

A parte a questão do verso se referir ou não a Jesus, o bom senso nos diz que a sabedoria deve obrigatoria­mente ser tão eterna quanto o próprio Deus, que é a fonte suprema de toda a sabedoria. Nesse sentido, não podemos permitir que Provérbios 8 sequer dê supor­te à idéia de que a sabedoria tenha sido criada. Mais precisamente, o termo hebraico utilizado nessa passa­gem indica que a sabedoria foi "trazida à luz" para desempenhar um papel na criação do universo. Con­forme Provérbios 3.19 posiciona: "O Senhor, com sa­bedoria, fundou a terra; preparou os céus com inteli­gência". Desse modo, alguns comentaristas têm visto apenas um paralelo entre essa passagem e Jesus, a sa­bedoria de Deus (1 Co 1.24; Cl 2.3), que foi o instrumento através de quem o universo foi criado (confira Jo 1.3; Cl 1.16).

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Salmos 146.3,4 prova que não há uma existência consciente após a morte?

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Salmos 146.3,4 diz: "Não confieis em príncipes nem em filhos de homens, em quem não há salvação. Sai-lhes o espírito, e eles tornam para sua terra; naquele mesmo dia, perecem os seus pensa­mentos". As Testemunhas de Jeová acreditam que o sig­nificado dessa passagem é de que não há uma existência consciente após a morte (Reasoning from the Scriptures, I989,pág.383).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Esse ver­so não quer dizer que as pessoas não tenham mais pensa­mentos após a morte. Antes, ele significa que os planos das pessoas, as suas ambições, os seus propósitos e as suas idéias para o futuro cessam, e passam a ser como nada no momento da morte. Esse é o significado que o termo hebraico empregado para "pensamentos" comunica em Salmos 146.3,4. Os planos e idéias de uma pessoa para o futuro morrem com ele ou ela. Daí, ao invés de confiar em príncipes mortais, esse verso diz que a nossa confian­ça deve estar em Deus.

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Salmos 132.8 pressagia a ascensão corpórea de Maria, conforme reivindicam alguns estudiosos católicos?

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Tem sido reivindicado por alguns estudiosos católicos que passagens como essa re­ferem-se "tipicamente ao mistério da ascensão do corpo físico: 'Levanta-te, Senhor, no teu repouso, tu e a arca da tua força'". Eles argumentam que "a arca do concerto feita de madeira incorruptível, [era] ... um tipo do incorruptível corpo de Maria" (Ott, 1960,209; veja tam­bém Madrid, 1991, 9f).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: A utili­zação de passagens como essa para argumentar a favor da ascensão corpórea de Maria apenas confirma a impres­são de que os católicos romanos estão ávidos por textos que provem as suas crenças.

Em primeiro lugar, admitem que essa não é uma in­terpretação literal do texto, mas apenas uma alegação "típica" que, nesse caso, se torna um argumento inválido para traçar qualquer analogia. Até mesmo os proponen­tes dessa visão têm que admitir que nada disso "prova" a imaculada ascensão (Madrid,12).

Em segundo lugar, a analogia entre a arca e Maria é forçada. Um apologista católico refere-se a essa compa­ração como "a mais constrangedora tipificação da imaculada concepção de Maria" (Ibid.). Mas só é cons­trangedora quando alguém faz da antibíblica e injustificada hipótese uma analogia válida. O fato de ha­ver algumas similaridades não prova nada. Existem mui­tas similaridades entre o dinheiro caprichosamente falsi­ficado e as notas genuínas. O absurdo desses tipos de analogia vem à tona na pergunta de Madrid: "Se você pudesse criar a sua própria mãe [como Deus fez com Maria], não a teria feito a mais bonita, virtuosa, a mulher mais perfeita possível?" (Ibid.). Sem dúvida, a maioria de nós teria feito muitas coisas de maneira diferente das que Deus fez. Se eu fosse Deus e pudesse ter criado o mais bonito e perfeito lugar para que neste o meu filho nascesse, então este lugar certamente não teria sido uma malcheirosa e suja estrebaria de animais!

Em terceiro lugar, em lugar algum nas Escrituras tal comparação está declarada ou implícita. A criação de analogias como essa não prova nada, exceto que não se tem suporte bíblico real para tal dogma. Verdadeiramen­te, através do mesmo tipo de argumentos, é possível pro­var praticamente qualquer coisa.

Em quarto lugar, o argumento está baseado em outra crença sem base de que o corpo de Maria foi incorruptível após a sua morte e antes de sua suposta ascensão. A Bíblia diz que esse fato foi verdadeiro em relação a Cristo (At 2.30,31), mas nenhuma passagem afirma o mesmo tratando-se de Maria. Mesmo se, como argumentam alguns, esse texto (vide a expectativa de Davi a respeito de seu livramento em Salmos 16.10) incluísse a ressurreição do corpo de Maria, não seria contudo aplicável a ela em qualquer sentido mais especial do que aquele empregado para a ressurreição de toda a raça hu­mana no tempo do fim (confira Jo 5.28,29; 11.24; 1 Co 15.20,21).

Finalmente, a Bíblia equipara a morte à corrupção de todos os seres humanos exceto Cristo (confira 1 Co 15.42,53). Contudo, a maioria dos sacerdotes e teólo­gos da igreja católica acredita que "Maria sofreu uma morte temporal" (Ott, 1960,207) como os outros mor­tais. Por que deveríamos então acreditar que ela foi isenta da corrupção física, ou até, em maior medida, isenta da morte física que foi acarretada pela queda do homem (Rm 5.12)?

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Este verso significa que muitas pessoas que fazem parte do povo de Deus viverão para sempre em um paraíso na terra, e não no céu? Salmos 115.16

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Salmos 115.16 diz: "Os céus são os céus do Senhor; mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens". As Testemunhas de Jeová acreditam que esse versículo significa que as "outras ovelhas" de Deus têm como destino viver para sempre em um paraíso na terra (Let your name be sanctified, 1961, pág.34).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Esse ver­so não indica que Deus tenha dado a terra a um limitado grupo de "outras ovelhas", mas que Deus deu a terra para toda a humanidade. Deus criou a terra, e depois criou pessoas para habitarem sobre ela e subjugarem-na (veja Gn 1.28; confira Sl 8.6-8).
Outras passagens da Escritura ensinam que todos os verdadeiros crentes anseiam por um destino celestial, onde viverão na própria presença de Deus. Verdadeiramente, todos aqueles que crêem em Cristo são herdeiros do reino eterno (Mt 5.5; Gl 3.29; 4.28-31;Tt 3.7;Tg 2.5).

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Este verso prova que todas as pessoas serão salvas, conforme alegam os universalistas? Salmos 110.1

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Davi disse (e Cristo repetiu essas palavras): "Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés" (Sl 110.1; confira Mt 22.44). Alguns liberais e universalistas citam esse verso para dar suporte à sua crença de que ao final todas as pessoas serão salvas. Essa é a maneira apropriada de se utilizar esse verso?

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: As mes­mas objeções feitas ao universalismo citadas na discussão de 1 Coríntios 15.25-28 são aplicáveis a essa situação. Além do mais, os indivíduos aqui sendo descritos como "inimigos" que são "subjugados" (e não salvos) são cha­mados de "escabelo dos pés" de Deus — dificilmente uma descrição apropriada de santos que são co-herdeiros com Cristo e que possuem todas as bênçãos nos lu­gares celestiais em Cristo (Rm 8.17; Ef 1.3).

Nesse contexto, Davi não está falando a respeito da salvação dos perdidos. Antes, está se referindo explicita­mente à ira de Deus sobre os seus inimigos (Sl 110.1-5), e não às suas bênçãos sobre o seu povo.

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Este verso indica que certos homens chamados por Deus estão além do alcance da censura e dos julgamentos, conforme sugerem os ensinadores da seita Palavra da Fé? Salmos 105.15

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Salmos 105.15 diz: "Não toqueis nos meus ungidos, e não maltrateis os meus pro­fetas". Alguns ensinadores da seita Palavra da Fé citam esse verso argumentando que eles foram especialmente ungidos por Deus, e por isso não devem ser criticados por seus ensinos. Indicam em suas palavras e atitudes que o ato de desafiar os seus ensinos significa desafiar o pró­prio Deus.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: A ex­pressão "ungidos do Senhor" é utilizada nas Escrituras, no Antigo Testamento, referindo-se aos reis de Israel (veja 1 Sm 12.3,5; 24.6,10; 26.9,11,16,23; 2 Sm 1.14,16; 19.21; Sl 20.6; Lm 4.20). Nesse contexto, a Palavra não pode ser interpretada como referindo-se aos atuais ensinadores na igreja. Além disso, a palavra "profetas", nesse contex­to, pode se referir apenas a profetas do Antigo Testamen­to, e não aos atuais líderes da igreja. Nenhuma dessas designações pode ser interpretada com referência aos ensinadores da igreja da atualidade.

Mesmo que permitíssemos que esse verso pudesse se referir livremente aos atuais líderes da igreja, a advertên­cia seria acerca de danos físicos praticados contra eles. Não teria nada a ver com o ato de colocar à prova os seus ensinos. Nos tempos do Antigo Testamento, os pro­fetas e reis corriam um risco muito grande de sofrer danos físicos — e daí a advertência.

As próprias Escrituras nos instruem a provar todos os ensinamentos pela Palavra de Deus (1 Ts 5.21). Como os antigos bereanos, devemos fazer das Escrituras o nosso padrão de medida da verdade (At 17.11). A eles foi reco­mendado que comparassem os ensinos do apóstolo Pau­lo com as Escrituras. Paulo afirmou em outra passagem: "Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamen­te instruído para toda boa obra" (2 Tm 3.16,17, as ênfa­ses foram adicionadas) Todos nós devemos estar em cons­tante guarda contra os falsos ensinos (Rm 16.17,18; con­fira 1 Tm 1.3,4; 4.16; 2Tm 1.13,14;Tt 1.9; 2.1).

Existe uma opinião na qual cada crente em Cristo é "ungido" (veja 1 Jo 2.20). Em vista disso, nenhum líder cristão pode reivindicar para si uma posição especial, acima de outros ou além da crítica doutrinária.

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Esta é uma oração dirigida aos mortos, como alegam alguns estudiosos católicos romanos? Salmos 103.20,21

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Os católicos romanos ape­lam para esse texto buscando argumento para o dogma de orar aos mortos. O texto de Salmos 103.20,21 diz: "Bendizei ao Senhor, anjos seus... Bendizei ao Senhor, todos os seus exércitos".

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Essa não é uma oração para anjos e santos, mas um apelo poético semelhante à doxologia cantada pelos protestantes: "Louvai-o nas alturas, vós hostes celestiais". Tanto a na­tureza poética do livro de Salmos, como o seu contexto, indicam que o salmista está simplesmente utilizando um recurso literário como apelo para que toda a criação louve a Deus.

O objetivo dessa passagem é exaltar a Deus. A sua utilização como um texto que prove a doutrina de orar a anjos ou a santos já falecidos é totalmente estranha ao sentido claramente expresso dessa passagem.

A Bíblia fala fortemente contra a prática de orar a quaisquer criaturas, insistindo que Deus sozinho deve ser o objeto de toda a devoção religiosa em oração (Êx 20.2-4; Dt 6.13). Inquestionavelmente, não existe nas Escrituras nem um exemplo sequer de oração que seja dirigida a alguém, a não ser a Deus.

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Este verso ensina que todas as terapias físicas são inúteis, como alega a seita Ciên­cia Cristã? Salmos 103.3

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Os cientistas cristãos apontam para essa promessa do Senhor de "sarar todas as tuas enfermidades", para apoiar a crença deles de que "remédios, higiene e tratamentos médicos" são inúteis (Eddy, 4).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Nada está dito no texto que diga respeito à inutilidade da me­dicina. O texto simplesmente diz que Deus sara todas as nossas enfermidades.

É literalmente verdadeiro que Deus é quem nos cura, mesmo que utilizemos medicamentos. O melhor que a medicina é capaz de fazer é ajudar no processo natural de cura que Deus criou no corpo humano. E nos casos em que a cura se constitui um ato especial da providên­cia de Deus ou no resultado de uma intervenção direta, ela também vem de Deus. Até mesmo a cura de doenças legitimamente psicossomáticas (nas quais as crenças e ou atitudes da pessoa afetam as funções de seu organis­mo) são parte do maravilhoso processo que Deus criou. Então, seja a cura natural, psicológica, providencial ou sobrenatural, ela sempre pertence a Deus.

A Bíblia não declara que a medicina é inútil, mas re­comenda a sua utilização (veja os comentários a respeito de 2 Cr 16.12).

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O fato de que os ímpios perece­rão significa que eles serão aniquilados? Salmos 99.10

Veja neste blog os nossos comentários a respeito de Sal­mos 37.20 e 2 Tessalonicenses 1.9.

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Este verso não implica a existên­cia de muitos deuses? Salmos 97.7

A MÁ INTERPRETAÇÃO: O salmista ordena: "Prostrai-vos diante dele todos os deuses". Contudo, a Bíblia nas demais passagens afirma que existe apenas um Deus (Dt 6.4). Salmos 97.7 indica que existe mais do que um Deus, como acreditam os mórmons (Smith, 1977, 370)?

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Não existe outro Deus, mas existem muitos deuses. Existe apenas um Deus verdadeiro, mas existem muitos falsos deuses. Paulo declara que existem demônios por trás de falsos deuses (1 Co 10.20). E um dia até mesmo os de­mônios se prostrarão diante do Deus vivo e verdadeiro, e confessarão que Ele é o Senhor (Fp 2.10).

Além do mais, anjos bons algumas vezes são chama­dos de "deuses" (elohim) na Bíblia (Sl 8.5; confira Hb 2.7). Esse verso (Sl 97.7) poderia ser um mandamento dirigido a anjos para que adorem a Deus, assim como lhes é ordenado em Salmos 148.2: "Louvai-o, todos os seus anjos".

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Os mortos possuem a lembrança de algo? Salmos 88.11


Veja os comentários feitos a respeito de Eclesiastes 9.5.

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Este verso quer dizer que seres humanos são capazes de tornarem-se deuses? Salmos 82.6

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Salmos 82.6 diz: "Eu disse: Vós sois deuses, e vós outros sois todos filhos do Altíssimo". Os mórmons acreditam que esse verso dá suporte à idéia de que os seres humanos podem se tor­nar deuses (McConkie, 1966, 321).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Não existe qualquer evidência nesse verso que dê suporte à crença politeísta mórmon de que homens são deuses. Diferentemente do termo utilizado para Senhor (Yahweh) que sempre significa Deus, o termo utilizado para "deu­ses" (elohim) pode ser utilizado para Deus (Gn 1.1), para anjos (Sl 8.4-6; Hb 2.7), ou para seres humanos (como nessa passagem).

Esse salmo tem como foco um grupo de juizes israelitas que, pelo fato de tomarem decisões de vida ou morte sobre o povo, eram livremente chamados de "deuses". Mas tais juizes se tornaram corruptos e eram injustos. Então Asafe, o autor desse salmo, disse que, mesmo sen­do esses juizes popularmente chamados de deuses, mor­reriam como homens que realmente eram (v.7).

Asafe provavelmente deve ter falado com ironia quan­do chamou esses juizes malignos de "deuses". Se assim foi, então não existe qualquer justificativa para chamá-los de "deuses" em qualquer sentido sério. Seja qual for o caso, a reivindicação politeísta não se justifica, uma vez que tal verso é expresso no contexto do judaísmo monoteísta, no qual é uma blasfêmia qualquer ser hu­mano comum ser chamado de Deus, no sentido divino (veja os comentários referentes a João 10.34).
Além disso em Isaías 44.8, o próprio Deus pergunta: "Há outro Deus além de mim? Não! Não há outra Ro­cha que eu conheça". Do mesmo modo, Isaías 43.10 retrata Deus dizendo: "Antes de mim Deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá". Está claro que seres humanos não podem se tornar deuses.

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