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Este versículo ensina a reencarnação? Jó 1.20,21

A MÁ INTERPRETAÇÃO: A Bíblia fala contra a cren­ça na reencarnação (Jo 9.3; Hb 9.27). Mas aqui Jó fala de uma pessoa retornando a Deus após a sua própria morte. Alguns reencarnacionistas apelaram para esse versículo buscando apoio para as suas doutrinas.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Jó não está se referindo ao "retorno" da alma a outro corpo com a finalidade de viver novamente, mas do retorno do corpo à sepultura. Deus disse a Adão que ele "retornaria à terra" pois "porquanto és pó e em pó te tornarás" (Gn 3.19). O termo hebraico utilizado para "ventre" (shammah) é usado de maneira figurativa na expressão poética de Jo referindo-se à "terra". As idéias de "terra" e "ventre" são utilizadas no Salmo 139, referindo-se ao fato de Deus nos ter criado: "Entreteceste-me no ventre de minha mãe", nas "profundezas da terra" (vv.13,15). Na condi­ção de antigo livro de sabedoria hebreu, Jó acreditava que as pessoas trabalhavam "a partir do dia em que saíam do ventre de sua mãe, até o dia em que retornavam à mãe de todos [isto é, ao ventre da terra]" (Eclesiástico 40.1, a seguir). Do mesmo modo, Jó utilizava a expressão poética "retornar para lá [isto é, para o ventre de minha mãe]", referindo-se à terra da qual todos nós viemos, e para a qual todos voltaremos (conforme Ec 12.7). 

Mes­mo que alguém insistisse na compreensão literal dessa figura de linguagem, não provaria a reencarnação. Ape­nas poderia mostrar que uma pessoa retorna ao ventre de sua própria mãe após a sua morte, o que é um absur­do. Finalmente, Jó não acreditava na reencarnação em um outro corpo mortal. Ele cria na ressurreição em um corpo imortal e declarou: "Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus" Jó 19.25,26; ênfase minha). Ele compre­endia que esta carne corruptível seria revestida de um corpo incorruptível (conferir 1 Co 15.42-44). A dou­trina da reencarnação, em contraste, não diz que as pes­soas serão ressuscitadas uma única vez e em um corpo físico imortal; ela é a crença de que a alma será reencarnada muitas vezes em corpos mortais, que morrerão sucessivamente. Portanto, não existe qualquer base para se alegar que Jó acreditava nessa doutrina.

Resposta as Seitas - 
Norman G. Geisler e Ron Rhodes - 
CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus

Esse versículo apóia a reencarnação? Hebreus 7:3

PROBLEMA: Hebreus nos diz que Melquisedeque "não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto, feito semelhante ao Filho de Deus... permanece sacerdote perpetuamente" (Hb 7:3). Como Jesus assumiu este sacerdócio (7:21), alguns que aceitam a reencarnação usam a passagem citada para provar que ele é uma reencarnação de Melquisedeque. Será que eles têm razão?

SOLUÇÃO: Não, isso é um mau uso dessa passagem, o que está claro por diversas razões. Em primeiro lugar, ela diz apenas que Melquisedeque foi "feito semelhante" a Jesus, e não diz que Jesus era Melquisedeque (Hb 7:3). Em segundo lugar, diz apenas que Cristo foi um sacerdote "segundo a ordem de Melquisedeque" (Hb 7:17), e não que ele era Melquisedeque.

Finalmente, o fato de que Melquisedeque tenha sido misterioso em seu nascimento e morte, sem genealogia (Hb 7:3), não prova a reencarnação - isso foi usado apenas como uma analogia ao eterno Messias, Jesus Cristo.

MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia - 
Norman Geisler - Thomas Howe.

Paulo está ensinando que o corpo ressurreto é diferente daquele que foi semeado - uma espécie de reencarnação? 1 Coríntios 15:37

PROBLEMA: De acordo com esse versículo, "[não semeamos] o corpo que há de ser". Alguns consideram que isso significa que o corpo ressurreto é um corpo diferente, um corpo "espiritual" (v. 44), que não é necessariamente material (veja os comentários de 1 Co 15:44). Isso então prova que não ressuscitaremos com o mesmo corpo físico de carne e ossos som que morremos?

SOLUÇÃO: Há de fato mudanças no corpo ressurreto, mas a mudança não é para um corpo não físico - não é para um corpo substancialmente diferente daquele que possuímos agora. A semente que vai para a terra produz mais sementes da mesma espécie, não sementes imateriais. É nesse sentido que Paulo pode dizer: "não semeias [não fazes morrer] o corpo que há de ser", já que ele é imortal e não pode morrer. O corpo ressuscitado é diferente por ser imortal (1 Co 15:53), não por ser um corpo imaterial. A respeito de seu corpo ressurreto, Jesus disse: "Sou eu mesmo; apalpai-me e verificai, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho" (Lc 24:39).

Há muitas razões para sustentar que o corpo ressurreto de Jesus, embora transformado e glorificado, é identicamente o mesmo corpo de carne e ossos que ele tinha antes da ressurreição. E como a ressurreição de nossos corpos será como a de Jesus (Fp 3:21), essa verdade é válida para a ressurreição do corpo do crente.

Observe estas características do corpo ressurreto de Jesus: (1) Era o mesmo corpo, com as cicatrizes da crucificação feitas nele antes da ressurreição (Lc 24:39; Jo 20:27). (2) Foi o mesmo corpo que, ressuscitando, deixou vazio o sepulcro (Mt 28:6; Jo 20:5-7; cf. Jo 5:28-29). (3) O corpo físico de Jesus não se degradou no túmulo (At 2:31). (4) Jesus disse que o mesmo corpo destruído será reconstruído (Jo 2:19-22). (5) O corpo imortal "reveste" o mortal, mas não o substitui (1 Co 15:53). (6) A planta que provém da semente é tanto genética como fisicamente ligada à semente. O que se semeia é o que se colhe (1 Co 15:37-38). (7) Era o mesmo corpo de "carne e ossos" (Lc 24:39), que podia ser tocado (Mt 28:9; Jo 20:27) e que podia comer alimentos físicos (Lc 24:41-42).

A "mudança" (1 Co 15:51) que ocorre na ressurreição, a que Paulo se refere, é uma mudança no corpo, não uma mudança de corpo. As mudanças na ressurreição são acidentais, não substanciais. São mudanças em qualidades secundárias, não em qualidades primárias. Trata-se da mudança de um corpo físico corruptível para um corpo físico incorruptível; de um corpo físico para um corpo não físico; de um corpo físico mortal para um corpo físico imortal. Porém não é a mudança de um corpo material para um não-material.


MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia -
Norman Geisler - Thomas Howe.

A Armadilha - Amigos Espíritas Cuidado!

























"E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,"  (Hebreus 9 : 27)


"E, PASSANDO Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus." (João 9 : 1-3)

Jesus ensinou a reencarnação, ao falar sobre "nascer de novo"? João 3:3

PROBLEMA: Tradicionalmente os cristãos acreditam que a Bíblia não ensina a doutrina da reencarnação (cf. Hb 9:27). Entretanto, muitos grupos usam esse versículo (Jo 3:3) para defender sua posição de que Jesus ensinou ser necessária a reencarnação.

SOLUÇÃO: O que Jesus está ensinando nessa passagem não é a reencarnação, mas a regeneração. Vários fatos há que tornam isso bem claro. Primeiro, a doutrina da reencarnação ensina que, depois que a pessoa morre, ela entra em outro corpo mortal para viver nesta terra de novo; e que esse processo se repete vez após vez, num ciclo praticamente interminável de nascimentos, mortes e reencarnações. Se Jesus estivesse advogando a reencarnação, ele teria dito: "se alguém não nascer de novo, e de novo, e de novo ..."

Segundo, a doutrina da reencarnação ensina que a pessoa morre vez após vez até alcançar a perfeição (Nirvana). Entretanto, a Bíblia ensina claramente que "aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo" (Hb 9:27).

Terceiro, nos versículos que seguem à sua palavra, Jesus explica o que ele quis dizer com nascer de novo. Jesus disse: "Quem não nascer da água e do espírito não pode entrar no reino de Deus" (Jo 3:5). Embora os comentaristas discordem a respeito do significado de "água" nesse versículo (veja os comentários de João 3:5), todos eles concordam que esses versículos não têm nada que ver com a reencarnação. Ser nascido de novo, então, é ser purificado de nossos pecados, e receber a vida de Deus pelo Espírito de Deus (Rm 3:21-26; Ef 2:5; Cl 2:13).


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Norman Geisler - Thomas Howe.

Por que você ataca os espíritas?


Se eu deixei claro que nossa luta não é contra pessoas, mas contra as hostes espirituais, você deve entender que minhas críticas não são contra os espíritas ou o Allan Kardec, mas contra suas idéias.

E nem seria correto eu julgar a pessoa de Allan Kardec, mesmo porque ele poderia até ter se convertido a Cristo na hora da morte e com isso eu acabaria encontrando o cara no céu.

"[...] não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais". Efésios 6:12

A doutrina espírita tem sua origem no mundo espiritual e é comunicada através de uma suposta consulta aos mortos. Porém a Bíblia deixa claro que existem anjos caídos com milhares de anos de experiência em interpretar o homem, seus desejos e necessidades, e responder com aquilo que o ser humano quer. O problema é que Satanás promete mas não entrega.

Veja o caso dos Evangelhos, tão aclamados pelos espíritas. "Evangelho" significa "Boas Novas":

"E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor". Lc 2:10,11 

Portanto a boa notícia ou boas novas é que temos um Salvador para nos salvar de nossos pecados e do juízo.

O "Evangelho Segundo o Espíritismo" não tem nada de "Boas Novas". Ele lança sobre o pecador todo o fardo que Cristo nos convidou a lançar sobre Ele, e pressupõe que o homem consiga fazer a expiação de seus próprios pecados e ser seu próprio salvador. Será que isso são boas novas? E como seriam, se não dá uma saída para o pecador? "Ah, você é pecador? Então vai precisar reencarnar trocentas vezes, sem jamais ter certeza de que está na primeira ou na última fase do jogo!"

Mas, evidentemente, não é de hoje que o ser humano em seu estado natural gosta de acreditar que pode fazer alguma coisa e adora quando alguém vem dizer isso a ele. Com alguns reis de Israel não era diferente; escolhiam só profetas de pensamento positivo, motivacionais, etc. 

"Vês aqui que as palavras dos profetas a uma voz predizem coisas boas para o rei; seja, pois, a tua palavra como a palavra de um deles, e fala bem". 1 Reis 22:13

Já era assim no passado e ficou pior agora: 

"MAS o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios... Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas." 1 Timóteo 4:1 2 Timóteo 4:4

E isso não ocorre apenas nas religiões declaradamente anti-bíblicas, mas até no chamado meio católico e evangélico. Erramos quando seguimos homens como se fossem alguma coisa. 

"Porque haverá homens amantes de si mesmos... Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te... levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências... Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade... E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé". 2 Tm 3

Fique sempre alerta para homens que arrebanham cegando o juízo de seus seguidores, prometem realização de concupiscências (podem ser lícitas, como saúde, dinheiro, casamento...) e imitam as obras e milagres de Deus, como fizeram os magos de Faraó, Janes e Jambres. Geralmente têm aparência de piedade e mantêm os templos cheios.

Mario Persona

A expressão "curso da natureza" refere-se à reencarnação? Tiago 3:6

PROBLEMA: Tiago refere-se nessa passagem ao "curso da natureza" (R-IBB, SBTB, EC), que alguns entendem como se referindo a uma "roda viva". Há quem considere ser essa uma referência à reencarnação, por crer que a vida anda em ciclos de nascimento, morte e renascimento (em outro corpo). Será esta uma correta interpretação dessa passagem?

SOLUÇÃO: Tiago não está falando de reencarnação. Isso é evidente por várias razões. Primeiro, o contexto está falando do poder e da persuasão existentes na "língua" humana e de todos os seus amplos efeitos. Segundo, o "curso da natureza" refere-se ao desenrolar da vida em geral, não que a alma das pessoas seja reciclada. Terceiro, Tiago afirmou haver perdão de pecados (cf. 5:20) e oração de petição (5:15-17), e essas duas coisas são contrárias à doutrina do carma, que está por trás da reencarnação e que afirma que o que for semeado nesta vida será colhido na próxima vida (sem exceções).

Finalmente, mesmo que houvesse alguma questão quanto a como e; se versículo deveria ser interpretado, uma passagem não muito clara sempre deve ser entendida à luz de uma que seja clara. E a Bíblia claramente se opõe à reencarnação (veja Hb 9:27; Jo 9:2).


"E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,"


"E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.



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Norman Geisler - Thomas Howe.

Jesus disse que João Batista era Elias reencarnado? Mateus 11:14

PROBLEMA: Nesse versículo Jesus refere-se a João Batista como "Elias, que estava para vir" (cf. Mt 17:12; Mc 9:11-13). Mas, já que Elias havia morrido muitos séculos antes, João então seria uma reencarnação de Elias.

SOLUÇÃO: Há muitas razões pelas quais esse versículo não ensina a reencarnação. Em primeiro lugar, João e Elias não foram o mesmo ser - eles tiveram a mesma função. Jesus não estava ensinando que João Batista literalmente era Elias, mas apenas que João veio "no espírito e poder de Elias" (Lc 1:17), ou seja, para continuar o seu ministério profético.

Em segundo lugar, os discípulos de Jesus entenderam que ele estava falando de João Batista, já que Elias apareceu no monte da Transfiguração (Mt 17:10-13). Àquela altura, depois da vida e da morte de João Batista, e já que Elias ainda tinha o mesmo nome e autoconsciência, ele obviamente não tinha se reencarnado em João Batista.

Em terceiro lugar, Elias não se enquadra dentro do modelo da reencarnação por uma outra razão: é que ele não morreu. Ele foi tomado ao céu como Enoque, que "foi trasladado para não ver a morte" (2 Rs 2:11; cf. Hb 11:5). De acordo com o falso ensino da reencarnação, o que tradicionalmente é dito é que uma pessoa tem de morrer primeiro, para depois reencarnar-se num outro corpo.

Em quarto lugar, se houver qualquer dúvida quanto a essa passagem, ela deverá ser entendida à luz do claro ensino das Escrituras contra a reencarnação. O autor de Hebreus, por exemplo, declara que "aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo" (Hb 9:27; cf. Jo 9:2)

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Norman Geisler - Thomas Howe.
 

Espiritismo - A Ressurreição de Jesus

Espiritismo kardecista e Espiritismo Cristão são a mesma coisa. Difícil mesmo é encontrarmos, nesse sincretismo proposto, algo que possa conciliar Cristianismo e Espiritismo.

Surpreende qualquer um o fato de não haver Allan Kardec feito qualquer menção à ressurreição de Jesus, no seu livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. Ora, a ressurreição de Jesus é doutrina fundamental do Cristianismo. Se Ele não tivesse ressurgido dos mortos, então não seria o Messias prometido, e suas palavras não teriam nenhum sentido. Também no Livro dos Espíritos os “espíritos” nada dizem a respeito desse assunto importantíssimo para a comunidade cristã.

Ao contrário, o codificador da doutrina espírita manifesta sua incredulidade quanto à possibilidade de um corpo morto voltar à vida, quando declara que: 

"... a ressurreição dá idéia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos” (E.S.E. cap. IV, item 4). 

Com essas palavras o Espiritismo descarta a possibilidade da ressurreição de Jesus.

O Espiritismo Cristão ou Kardecista deveria aceitar como verdadeiras, por óbvias razões, todas as palavras de Jesus. Quem afirmou isso foi o próprio Kardec ao dizer que Jesus foi a Segunda Revelação de Deus; que Jesus foi um Espírito Puro, que veio à terra com a missão divina de ensinar aos homens. Tais virtudes e títulos colocam Jesus numa condição de insuspeito em tudo aquilo que nos revelou. Então, vejamos o que Jesus e os evangelistas disseram sobre o assunto:

“Mas, depois de eu ressuscitar, irei adiante de vós para a Galiléia” (Palavras de Jesus, Mt 26.32).

“Desde então, começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muito dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia” (Palavras do evangelista, Mt 16.21).

“E o entregarão aos gentios para que dele escarneçam, e o açoitem, e crucifiquem, e ao terceiro dia ressuscitará” (Palavras de Jesus, Mt 20.19).

“Derribai este templo, e em três dias o levantarei” (Jesus, Jo 2.19). “Quando, pois, ressuscitou dos mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isso” (Evangelista, Jo 2.22).

“Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como tinha dito. Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia. Ide, pois, imediatamente, e dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dos mortos: (Evangelista, Mt 28.6-7).

Além desses registros, dentre outros, que comprovam a predição e o cumprimento da ressurreição de Jesus, outras passagens mostram que Ele falou sobre uma futura ressurreição: 

“Os que fizeram o bem sairão [dos sepulcros] para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação” (Jo 5.28-29; 6.39-40, 44,54). 

A Ressurreição coletiva ensinada por Jesus é detalhada por Paulo em 1 Tessalonicenses 4.16: 

“Os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro”(v.1Co 15.23); 

E em Apocalipse 20.4-5, 12-13, que corroboram o ensino da ressurreição coletiva, no Juízo. Tais afirmações são sintetizadas em Hebreus 9.27: 

“E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação”.

No livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo VI-5, Kardec registrou a palavra de um “espírito”, que diz ser Jesus, nos seguintes termos:

“Venho, como outrora aos transviados filhos de Israel, trazer-vos a verdade e dissipar as trevas. Escutai-me. O Espiritismo, como o fez antigamente a minha palavra, tem de lembrar aos incrédulos que acima deles reina a imutável verdade: o Deus bom, o Deus grande, que faz germinem as plantas e se levantem as ondas. Revelei a doutrina divinal... Mas, ingratos, os homens afastaram-se do caminho reto e largo que conduz ao reino de meu Pai e enveredaram pelas ásperas sendas da impiedade.


Meu Pai não quer aniquilar a raça humana; quer que, ajudando-vos uns aos outros, mortos e vivos, isto é, mortos segundo a carne, porquanto não existe a morte, vos socorrais mutuamente, e que se faça ouvir não mais a voz dos profetas e dos apóstolos, mas a dos que já não vivem na Terra, a clamar: Orai e crede! Pois que A MORTE É A RESSURREIÇÃO, sendo a vida a prova buscada e durante a qual as virtudes que houverdes cultivado crescerão e se desenvolverão como o cedro... Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram. Eis que do além-túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam: (O Espírito de Verdade – Paris, 1860)”.


Esse “Jesus” do Espiritismo trouxe uma palavra um tanto diferente do Jesus bíblico. Vejamos:

a) Jesus disse que viria com todos os santos anjos para julgar. Os condenados seriam enviados para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos (Mt 25.31,32,41). O “Jesus” de Kardec disse que “meu Pai não quer aniquilar a raça humana”. É claro. Deus não deseja a condenação de ninguém, mas fará justiça segundo a Sua palavra.

b) Jesus nos ensinou na história do rico e Lázaro que os mortos não podem ajudar os vivos (Lc 19.19-31). O “Jesus” de Kardec exorta mortos e vivos a uma mútua ajuda.

c) O “Jesus” de Kardec conclama a todos para não mais ouvirem a voz dos profetas e dos apóstolos, e sim a voz dos mortos. O Jesus bíblico, pela história de rico e Lázaro, ensina que devemos ouvir Moisés e os profetas, ou seja, a Palavra (Lc 16.29). Já ressurreto, recomendou que o Seu evangelho fosse pregado em todo o mundo (Mt 24.14).

d) O “Jesus” de Kardec declara que a morte é a ressurreição, tentando com isso afirmar que “com a morte do corpo, o Espírito liberta-se para o plano espiritual”, o que significaria uma ressurreição. Jesus bíblico afirmou que a verdadeira ressurreição dar-se-á num momento futuro, e não logo após a morte: 

“Pois vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua [a de Jesus] voz e sairão” (Jo 5.28). 

Aqui Jesus fala de ressurreição corporal, idêntica à dEle. Ressurreição não é, como entende os espíritas, a libertação do espírito. Assim fosse, cada um teria sua ressurreição individual. Jesus afirmou que haverá um dia determinado para a ressurreição (Jo 5.25; 6.44,54; 1 Ts 4.16-17).

e) O “Jesus” de Kardec falou de dois mandamentos: (a) Os espíritas deverão amar uns aos outros; e (b) todos devem adquirir conhecimento. O Jesus bíblico citou mandamentos diferentes: 

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento; amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22.37-40).

f) O “Jesus” de Kardec disse que o caminho que conduz ao reino de Deus é “reto e largo”. O Jesus da Bíblia disse que “estreita é a porta e apertado o caminho que conduz para a vida” (Mt 7.14). É evidente que o caminho indicado pelo Espiritismo é largo, folgado, sem dificuldades: sem pecado, sem inferno, sem juízo final, sem necessidade de perdão, todos atingirão a plenitude, o clímax, a perfeição, mediante sucessivas reencarnações.

Os kardecistas, no afã de buscarem na Bíblia passagens que legitimem a crença reencarnacionista, citam Primeira aos Coríntios 15.50: 

“E agora digo isto, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus...”. 

Com isso, tentam convencer que não pode haver ressurreição corporal. Acontece que fecham a Bíblia muito cedo e não lêem o versículo seguinte em que Paulo diz que “todos seremos transformados”. E tudo isso é um mistério como bem diz o autor da epístola. Mas a Bíblia permite-nos avançar um pouco.

A ressurreição é do corpo. Espírito não ressuscita porque tem vida eterna. Ressurgir significa tornar a surgir. Não se pode empregar este termo com relação aos espíritos humanos, que não morrem. Retornando ao mistério, os mortos em Cristo ressucitarão porém num corpo transformado; um corpo glorioso, poderoso, espiritual, adequado às regiões celestiais. 

O corpo será o mesmo que desceu à terra, porém revestido de incorruptibilidade, de imortalidade. Daí haver Paulo dito: “os mortos ressuscitarão incorruptíveis” (1 Co15.52). São os mortos que ressuscitarão, e não os espíritos. A ressurreição dos crentes será a grande vitória sobre a morte. Assim como Cristo venceu a morte, nós, com Ele, venceremos (1 Co 15.54; Hb 22.14).

Quando a Bíblia fala em ressurreição dos mortos está se referindo à ressurreição corporal destes. Vejam: 

“Assim também será a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção, ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor” (1 Co 15.42-43). 

Mais uma vez temos aqui a evidência da transformação “dos corpos”.

Com relação ao aparecimento corporal de Jesus pós-ressurreição, o Espiritismo atribui o evento à ectoplasmia, ou seja, a capacidade que tem o espírito de materializar-se; e citam como prova Mateus 27.52-53. Nada mais fantasioso do que esse argumento. A passagem apresentada como prova é um prenúncio da ressurreição coletiva dos crentes, quando da vinda de Jesus. Lê-se, ali, que os mortos saíram dos sepulcros logo após a ressurreição de Jesus. Se considerada a hipótese de materializações ou de perispíritos, não haveria necessidade de os corpos reviverem, porque as materializações se processariam independentes do corpo morto.

Outra dificuldade do Espiritismo Cristão ou Kardecista é quanto ao desaparecimento do corpo de Jesus. Onde está Seu corpo? O sepulcro onde O puseram estava fortemente guardado, segundo a Escritura do Novo Testamento (Mt 27.64-66). A ninguém interessava roubar o corpo de Jesus; nem aos seus discípulos, fracos, perseguidos e desanimados; nem aos seus inimigos, temerosos de que o corpo desaparecesse (Mt 27.64).

Entenda-se que a redenção em Jesus não se limita ao espírito recriado. Deus deseja que seu plano de redenção alcance todo o homem, assim compreendido corpo, alma, espírito. Vejam: 

“E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará o vosso corpo mortal, pelo Espírito que em nós habita” (Rm 8.11); 

"...e também nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Rm 8.23).

A trasladação de Enoque (Gn 5.24; Hb 11.5) e Elias (2 Rs 2.11) confirma a possibilidade da ressurreição corporal.

O mais sensato, porque verdadeiro, é admitirmos que Jesus ressuscitou corporalmente, apareceu a centenas de pessoas, e virá em glória, segunda vez, para arrebatar a sua Igreja. Nesta ocasião, haverá uma ressurreição coletiva dos santos, segundo a Escritura (1 Ts 4.16-17). No final dos tempos, após o Seu reinado de mil anos, os ímpios também ressuscitarão, coletivamente, para receberem a condenação eterna (Ap 20.5).

Pastor Airton Evangelista da Costa – Assembléia de Deus Palavra da Verdade – Aquiraz – Ceará – Em 08.07.2000)

A Bíblia é diferente dos originais?



Este costuma ser o argumento daqueles que não crêem na Bíblia ou mais especificamente no Novo Testamento. Há 2 mil anos os judeus já usavam o Antigo Testamento que temos hoje, mas obviamente o Novo Testamento ainda estava sendo escrito. Os que temos hoje são baseados nos manuscritos que chegaram até nós.

O argumento de que sejam diferentes dos originais só seria válido se alguém tivesse o original para comparar, caso contrário não passa de especulação. Ninguém tem os originais, portanto não há como comparar ou afirmar. O que existe são milhares de cópias manuais que podem diferir entre si em algumas pequenas porções, mas que de uma forma geral concordam. A menos que você conheça os originais, não poderá dizer que os manuscritos de onde saiu o Novo Testamento sejam diferentes.

Há também algumas evidências internas ao próprio texto que apontam para sua veracidade. Por exemplo, as primeiras testemunhas da ressurreição de Jesus foram mulheres, algo inconcebível na época. Uma invenção da história teria certamente colocado personagens homens como testemunhas, já que o testemunho de mulheres não era levado em conta na época. Ninguém imaginaria então inventar algo e colocar que quem viu isso foram mulheres.

A idéia de terem sido lendas (a concepção virginal de Cristo, os milagres, Sua morte, ressurreição etc) foi descartada por um escritor que é considerado um dos maiores especialistas em lendas do mundo: J. R. R. Tolkien, autor de "Senhor dos Anéis". Cristão convicto, Tolkien convenceu seu grande amigo ateu C. S. Lewis de que a narrativa do Novo Testamento não é uma lenda. Lewis se converteu a Cristo e escreveu vários livros, entre eles "As Crônicas de Narnia".

P. E se você tiver um tradutor de hebraico e ele te provar que tudo que está escrito lá foi adulterado pela igreja católica ao longo de mais de 1000 anos de completo domínio sobre as primeiras traduções pro grego e depois latim?

O Novo Testamento foi todo ele escrito em grego, que era o "inglês" universal da época, exceto o evangelho de Mateus que foi escrito em aramaico, a língua falada na palestina na época. Apenas o Antigo Testamento é judaico. A igreja católica não possui todos os manuscritos, apenas alguns.

Aqui você encontra uma lista de mais de 300 manuscritos com porções do Novo Testamento e os lugares onde estão guardados (o mais antigo é do ano 200 DC).

Aqui, mais de 500 papiros também com porções do Novo Testamento (os mais antigos do ano 150 DC).

Aqui, mais porções escrito em grego minúsculo (o grego usado no Novo Testamento era só de maiúsculas), produzidos em média mil anos depois de Cristo.

Aqui, manuscritos em Latim (mais antigo é de 350 DC).

Existem ainda os textos clássicos que são volumes mais completos, alguns contendo também o Antigo Testamento, como o Código Vaticano, o Código Saniático e o Código Alexandrino. Uma tradução também do século IV muito importante foi a de "São Jerônimo". A maioria destas traduções são conservadas na Biblioteca Vaticana. O Código Alexandrino, escrito no Egito, é conservado no Museu Britânico, em Londres. Com a profusão de outros manuscritos todos eles puderam ser comparados com textos mais antigos existentes em outros lugares do mundo (a descoberta de novos manuscritos continua).

Aqui você encontra boas informações sobre como o Novo Testamento surgiu. Percebe agora como a expressão "grosseiramente adulterado pela igreja católica" não tem qualquer respaldo na história ou mesmo nas pesquisas mais modernas que continuam sendo feitas em cima dos manuscritos? 

Existe um exemplo interessante para mostrar como os copistas da antiguidade zelavam pela fidelidade das cópias. Na década de 40 foram descobertos manuscritos do livro de Isaías numa caverna em Qam Ram que eram 700 anos mais antigos do que os que foram usados para a tradução que temos hoje de Isaías. O texto era o mesmo.

P. Não acho que a sua seja uma visão ruim ou inferior, somente é limitada...

Toda fé ou crença, por mais inclusiva e abrangente que possa parecer, é exclusiva e limitada. Se eu digo a você que o cristianismo é a única religião verdadeira, obviamente excluo todos os que pensam diferente. Se você diz que todas as religiões são verdadeiras, está excluindo aqueles que pensam como eu. Não há como escapar disso. Ao adotar uma visão ou opinião, qualquer que seja, você exclui todas as outras, mesmo que você deseje ter a mais inclusiva de todas as opiniões. Ela vai excluir os exclusivistas, portanto ela também será uma opinião exclusiva.

P. Essa visão da Bíblia cristã é a mesma que há 2 mil anos permite que as igrejas cristãs mantenham sua hegemonia e poder opressor...

O que os homens fizeram com o cristianismo não invalida seu valor original. São séculos de atrocidades e luta pelo poder usando o cristianismo como desculpa. Qualquer leitor sincero do Novo Testamento irá perceber logo que isso que vemos na história ou ao nosso redor não tem nada de cristianismo. Enquadra-se perfeitamente no que Jesus disse, dos muitos que o chamariam de "Senhor, Senhor" e que fariam milagres e pregariam em seu nome. Aliás, o simples fato de ser a religião mais falsificada do mundo já deveria chamar a atenção. Ninguém falsifica o que é falso, só o que é verdadeiro e tem valor.

P. Você coloca Deus longe do homem, que é pecador, sujo etc..

Sim, você sintetizou a mensagem básica da Bíblia e da natureza do homem, e a história (e o que acabo de escrever acima) demonstra claramente esse fato. O homem é pecador sim, mas eu inverteria suas palavras. Não é Deus quem está longe dos homens, é o homem quem está longe de Deus. Porque não existe proximidade maior do que Deus tomar a forma humana e Jesus morrer por suas criaturas. Mais empatia e proximidade do que isso é impossível, Deus encarnado.

"Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai." Filipenses 3:5-11

Se o homem continua longe de Deus é por sua própria escolha. 

"Vós, que naquele tempo estáveis sem Cristo... não tendo esperança, e sem Deus no mundo... agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto". Efésios 2

P. A salvação requer esforço sim, pois caso contrário que explicação teria alguém que nasce escravo ou com severas limitações físicas e mentais por exemplo?

Se enxergado além dos limites do tempo e espaço, tem explicação sim. A explicação pode não estar ao alcance dos olhos (como acontece nos capítulos 1 e 2 de Jó e no capítulo 10 de Daniel), mas nos bastidores de Deus. A princípio todas as limitações são causa do pecado, conseqüência da queda do homem. Quer você creia em uma ou outra explicação para elas, o fato é que elas existem e Deus permite que nos aflijam.

Não é por algo ter uma explicação lógica que essa explicação é verdade. E não é por algo não ter uma explicação que isso signifique que uma explicação não exista em algum lugar e dada por alguém com maior conhecimento do assunto. Quando os discípulos perguntaram por que o homem nasceu cego, Jesus explicou que ele tinha nascido para que a glória de Deus fosse manifestada. Em seguida ele curou o homem.

P. A visão reencarnacionista em nada "briga" com a Bíblia ou com o Evangelho.

É óbvio que "briga". Você não pode conciliar uma idéia de evolução espiritual com a afirmação bíblica da salvação instantânea proporcionada pela obra de Cristo na cruz. A idéia da reencarnação se baseia em um processo; o evangelho se baseia em um ato divino, em um decreto: Quem crer TEM a vida eterna.
"Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu. E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna" 1 João 5

P. A visão reencarnacionista é apenas uma ferramenta que nos mostra formas bem mais sofisticadas de entender o sofrimento humano e os caminhos para dele sair. Estude...

A idéia é essa, justamente livrar-se do "estude", "formas bem mais sofisticadas", "ferramentas" etc. Percebe que tudo isso aponta para o esforço humano e que um inútil como eu é incapaz de qualquer coisa para chegar a Deus? É este o princípio básico do Evangelho, a inutilidade e nulidade do ser humano e sua dependência total de Deus para sair dessa condição. Em meus tempos de espiritualismo ouvia muito sobre negar-se a si mesmo, livrar-se do eu, desligar-me do corpo físico, atingir o vácuo mental e coisas do tipo.

Foi só no cristianismo que pude entender o que é isso realmente, porque é a única fé possível de ver acontecer na prática. Se eu precisar fazer qualquer coisa para negar, desligar, anular o eu etc., já sou eu fazendo, o que implica em esforço desse mesmo eu. Ao me render, reconhecendo minha nulidade e incapacidade até de esvaziar-me a mim mesmo ou de fazer qualquer outro exercício espiritual, é Deus quem entra em cena para fazer absolutamente tudo. A fé cristã olha para fora, olha para Cristo. Todas as outras crenças olham para dentro, para si, o que não passa de ocupação com o próprio ego, por mais bonitos que sejam os termos usados para isso.

Em Romanos 7 Paulo diz: 

"Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum". 

Como tirar alguma coisa que preste desta carne (estava se referindo ao homem em seu estado natural)? Não é por aí. Por isso Deus oferece a graça, e graça é o favor imerecido. Ele pode fazer isso porque tudo o que precisava ser feito para a salvação do homem foi consumado na cruz. Jesus morreu para pagar os nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação. O evangelho é isso. Qualquer outra coisa é exaltação do homem, não de Deus.

Mario Persona

Este versículo (Jó 1:20-21) não estaria ensinando a reencarnação?

PROBLEMA: A Bíblia fala contra a crença na reencarnação (Hb 9:27). Mas Jó fala de uma pessoa voltando de novo depois de sua morte.

SOLUÇÃO: Jó não está se referindo à volta da alma a um outro corpo para uma nova vida, mas à volta do corpo ao túmulo. Deus disse a Adão que ele tornaria à terra: "porque tu és pó e ao pó tornarás" (Gn 3:19). E a palavra hebraica para "ventre" (beten) é usada figuradamente na expressão poética de Jó com relação à "terra". As idéias de "terra" e "ventre" são empregadas no Salmo 139, quando o salmista diz: "tu me teceste no seio de minha mãe" (v.13) e "no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra" (v. 15).

Tal como no antigo livro hebraico da sabedoria (no apócrifo Eclesiástico 40:1), Jó acreditava que os homens trabalham "desde o dia em que saíram do ventre materno, até o dia em que voltarem para a mãe comum [isto é, o ventre da terra]" (BJ). Dessa forma, Jó empregou a expressão poética "nu voltarei" [i.e., para o ventre de minha mãe] referindo-se à terra da qual todos nós proviemos e para a qual todos voltaremos (cf. Ec 12:7).

Além disso, mesmo que se insistisse num entendimento literal dessa figura de linguagem, isso não provaria o ensinamento da reencarnação. Apenas mostraria que uma pessoa voltaria ao ventre de sua mãe depois de sua morte, o que é um absurdo!

Finalmente, Jó não acreditava na reencarnação num outro corpo mortal; ele acreditava na ressurreição e num corpo imortal. Ele declarou: "Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus" (Jó 19:25-26). Ele tinha a compreensão de que esta carne corruptível na ressurreição se transformaria numa carne incorruptível (cf. 1 Co 15:42-44). Mas a reencarnação, contrariamente, não acredita que seremos ressuscitados uma vez só num corpo físico imortal; ela é a crença de que a alma é reencarnada muitas vezes em corpos mortais. Assim, não há base alguma para se afirmar que Jó acreditava em reencarnação.

MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia - 
Norman Geisler - Thomas Howe.

Nessa passagem, Paulo está ensinando a reencarnação? Gálatas 1:15-16


(Veja os comentários de Jeremias 1:5.)

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Jeremias não está ensinando a reencarnação neste versículo? Jeremias 1:5



PROBLEMA: Deus disse a Jeremias: "Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações" (Jr 1:5). Mas se Deus conheceu Jeremias antes de ele ter sido formado no ventre de sua mãe, então ele deve ter existido anteriormente como uma alma que foi encarnada num corpo, e é isso que a reencarnação ensina.

SOLUÇÃO: Este versículo não se refere à alma preexistente ao nascimento, mas a Deus chamar e destacar pessoas para um ministério muito antes de elas terem nascido. "Eu te conheci" não se refere a uma alma preexistente, mas ao ser pré-natal. A pessoa foi conhecida por Deus "no ventre materno" (Jr 1:5; cf. SI 51:6; 139:13-16). O verbo "conhecer" (yada) pressupõe um relacionamento especial de compromisso (cf. Am 3:2). Isso se explica pelas palavras "eu te consagrei (te separei dos demais) e te constituí", o que revela que Deus tinha uma tarefa especial para Jeremias (e Paulo, Gl 1:15-16), mesmo antes do nascimento. Portanto, esta passagem não pressupõe a preexistência da alma; pelo contrário, ela afirma a preordenação de uma pessoa a um ministério especial.

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Reencarnação em Conflito


A doutrina da reencarnação é a coluna dorsal do espiritismo Kardecista. É ela o alicerce onde todos os demais postulados erigidos por Kardec se apóia. Tal é a sua importância para o espiritismo que é considerada como um dogma mesmo (Livro dos Espíritos, nº 171 e 222). Depois de sua morte em 1870, foram gravadas as seguintes palavras em seu túmulo: “Nascer, morrer, renascer de novo e progredir sem cessar: esta é a lei”. Carlos Imbassay – um dos apologistas do espiritismo – reconhece que ela é de importância capital para o espiritismo. Se portanto, tirarmos a reencarnação de debaixo da doutrina kardecista todo o edifício desabará, só sobrarão cacos.

Hoje estarás comigo no paraíso (Lc 23.43)



COMO DERRUBAR VÁRIAS HERESIAS DE UMA SÓ CAJADADA

“Hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43). 

Com esta afirmação de Jesus ao ladrão crucificado podemos demolir pretensões de vários contradizentes. É a lei do menor esforço. Se podemos derrubar várias heresias com apenas um versículo, por que gastar tempo argumentando com muitas passagens bíblicas? Se a heresia ainda demonstrar sinais vitais, em razão de argumentos de seus defensores, então podemos usar outros cajados mais dolorosos.Vejamos.

Purgatório

Aquele homem, ao crer em Jesus e clamar por misericórdia, foi imediatamente perdoado. Além disso, ficou sabendo que logo após sua morte iria descansar em paz. Segundo a doutrina católica do purgatório, ele seria imediatamente jogado numa espécie de masmorra, onde passaria um bom tempo, até que as rezas movessem o coração de Deus. Qual a doutrina certa? A dos homens ou a de Jesus? O purgatório também não existiu para Estêvão, que antes de morrer entregou seu espírito a Jesus (At 7.59). Ver meu artigo “O Purgatório e o Sangue de Jesus”.

Mortalidade da alma

Os exterminadores dizem que a alma sucumbe com o corpo na sepultura. Em outras palavras, dizem que a parte imaterial do homem não sobrevive, morre com o corpo. Ora, o corpo do ladrão iria ficar no túmulo, mas seu espírito iria para o paraíso. Alegam alguns mortalistas que as coisas não são bem assim, pois Jesus não subiu naquele mesmo dia. Esquecem que onde está o Pai está o Filho. Leiam: 

“Eu e o Pai somos um”; “Quem me vê a mim, vê o Pai”; “Ninguém VEM ao Pai senão por mim”

Jesus também disse que não deveríamos temer os que matam o corpo mas não podem matar a alma (Mt 10.28). Mais uma vez declara a imortalidade da alma. Foi isso o que aconteceu com Estêvão e com o ladrão na cruz. Mataram o corpo, mas o espírito sobreviveu. Jesus nos ensinou uma realidade espiritual através da parábola do rico e Lázaro (Lc 16.19-31). Ali está dito que o corpo desce ao pó e o espírito segue seu destino. Ver meu artigo “Reflexões sobre a Imortalidade da Alma”.

Batismo pelos mortos

O mormonismo ensina e pratica o batismo pelos mortos. Consiste em se batizar alguém que já morreu. Como não se pode batizar um espírito, um mórmon faz as vezes do falecido. Acho que não existe uma heresia mais braba do que esta. Talvez se iguale a esta, em extravagância, o ato de urinar em pontos estratégicos de uma cidade para marcar território, ou a do uso de sal grosso para afastar demônios. Pois bem, Jesus teria se esquecido de batizar o ladrão? Aferram-se os contradizentes à tese de que Jesus continua evangelizando os espíritos em prisão. Deduzem que os espíritos convertidos deverão descer às águas. Como espírito por óbvias razões não pode ser molhado e não existe água no mundo espiritual, Jesus espera que a sua igreja batize os mortos. Ao afirmar a salvação do ladrão, Jesus tinha certeza de que alguém iria batizá-lo dois mil anos depois? Como ele foi direto para o paraíso sem batismo? Ver meu artigo “Batismo pelos Mortos” – debate.

Reencarnação

Segundo a doutrina espírita da reencarnação, referido ladrão deveria voltar à terra inúmeras vezes, nascer, morrer, nascer de novo até o total pagamento de sua dívida. Nada disso aconteceu. Jesus desconhecia esses nascimentos e mortes. O perdão de Jesus foi total e incondicional. Estêvão com certeza também não sabia que para chegar ao céu teria de enfrentar muitas vicissitudes, pois entregou seu espírito diretamente a Jesus. O rico e o pobre, como ensinou Jesus (Lc 16.19-31), também não tiveram que “sofrer” encarnações. O profeta Elias foi direto para o céu, sem ter que penar em outras vidas (2 Rs 2.1,11 – ver meu artigo “O Espiritismo e a Reencarnação”).

Maldição hereditária

Será que Jesus se esqueceu de que aquele homem crucificado a seu lado estava cheio de maldições hereditárias que deveriam ser quebradas antes de sua subida para o paraíso? E Estêvão? E Elias? Os apóstolos em suas primeiras pregações teriam se esquecido desse detalhe tão importante? Nada disso. A pior maldição é ser descrente. Os que não crêem já estão amaldiçoados e condenados (Jo 3.18). Em Jesus, todos os vínculos satânicos, algemas, laços, pactos e maldições são quebrados, pois “se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36). Ver meu artigo “Maldição Hereditária”.

A negação da divindade de Jesus

Ao perdoar os pecados do ladrão e garantir sua salvação, Jesus estaria agindo como um lunático ou mentiroso? Não é mais razoável admitir que só quem perdoa pecados é Deus e que naquele momento quem estava perdoando era verdadeiramente o Deus encarnado? Como Jesus poderia garantir a salvação daquele homem se Ele realmente não fosse Deus? Ouçam: 

“Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Respondeu-lhe Jesus: Há tanto tempo estou convosco e não me conheces, Filipe? Quem me vê, vê o Pai. Como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (Jo 14.8-9. V. Jo 1.1,2,3,4,14). Ver meu estudo “A Divindade de Jesus – II”.

“Deve reter firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso tanto para admoestar na sã doutrina como para convencer os contradizentes” (Tt 1.9).

Pr. Airton Evangelista da Costa
www.palavradaverdade.com

As Pessoas Têm uma Segunda Chance de Crer em Deus Após a Morte?


Quem morreu terá outra oportunidade de receber o perdão de Deus na próxima vida? Existe uma segunda chance para o homem? A Bíblia diz que não. Esta vida é a única oportunida­de que temos de decidir confiar em Deus ou de rejeitá-lo.

A Teoria da Reencarnação



José Moreira da Silva - jmsilv@uol.com.br 

Eu tenho um cão e um gato. Eles aprenderam a fazer coco e pipi no local certo. Sabe porque? Porque eu os pego NO ATO e os levo para o local adequado e ao mesmo tempo fico gritando "Não pode!"
Esse método funciona porque o cão ou gato percebe o que está fazendo e associa a desaprovação com o ato que esta praticando. E com o tempo eles aprendem a não fazer suas necessidades em nenhum outro local a não ser o indicado.

O Espiritismo e a Prática da Invocação aos Mortos


Reencarnação e invocação de mortos são as duas principais estacas de sustentação de toda a fraude espiritista. Se ambas forem removidas, o Espiritismo rui irremediavelmente. Mostramos nos textos anteriores como a teoria da reencarnação não suporta ser provada pela Bíblia. Neste texto, porém, trataremos da não menos fraudulenta invocação de mortos.

O que diz a Bíblia:


“Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás para com o Senhor teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém, quanto a ti, o Senhor teu Deus não te permitiu tal coisa” (Deuteronômio 18:9-14).

Com base nestas palavras de Moisés, no seu livro “O Céu e o Inferno”, aduz A. Kardec:

“... Moisés devia, pois, por política, inspirar aos hebreus aversão a todos os costumes que pudessem ter semelhanças e pontos de contato com o inimigo”.

Alegar que Moisés se opunha aos costumes pagãos dos cananeus, simplesmente por razões políticas, como afirma Kardec, é demonstração de ignorância quanto às Escrituras. A proibição divina de se consultar os mortos não prova que havia comunicação com eles. Prova apenas que havia a consulta aos mortos, o que não significa comunicação real com eles. Era apenas uma tentativa de comunicação. Na prática de tais consultas aos mortos, sempre houve embuste, mistificação, mentira, farsa, comercialização de cartas do além e manifestação de demônios. 

É o que acontece nas sessões espíritas, onde espíritos demoníacos, espíritos enganadores se manifestam, identificando-se com os nomes de pessoas amadas que já falecera (leia Lucas 16:19-31). Alguns desses espíritos têm aparecido, identificando-se com os nomes de grandes homens, ministrando ensinos e até apresentando projetos éticos e humanitários, que terminam sempre em destroços. É o caso do engenheiro que se passava pelo Dr. Fritze (a fraude terminou no ano de 1999). Aquele cidadão enganou a milhares, deixou gente gravemente enferma e até há denuncias de casos de mortes – Isso é o Espiritismo. São espíritos que se prestam a serviço do pai da mentira (João 8:44), Satanás.

O povo de Deus, porém, possui a inigualável revelação de Deus pela qual disciplina a sua vida:

“Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? Acaso a favor dos vivos consultará os mortos?” (Isaías 8:19).

O Estado dos Mortos: O testemunho geral das Escrituras é que os mortos, devido ao estado em que se encontram, não têm parte em nada do que se faz e acontece na terra. Veja, por exemplo, o que disseram grandes figuras da Bíblia:

1) – Salomão: 


“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos... Não têm eles parte em cousa alguma do que se faz debaixo do sol”. (Eclesiastes 9:5,6).

2) – Davi: 


“Mostrarás tu maravilhas aos mortos? ou levantam-se os mortos para te louvar? Será anunciada a tua benignidade na sepultura, ou a tua fidelidade no Abadom (abismo)? Serão conhecidas nas trevas as tuas maravilhas, e a tua justiça na terra do esquecimento? (Salmos 88:10-12).

3) – Ezequias: 


“Pois não pode louvar-te o Seol, nem a morte cantar-te os louvores; os que descem para a cova não podem esperar na tua verdade. O vivente, o vivente é que te louva, como eu hoje faço; o pai aos filhos faz notória a tua verdade” (Isaías 38:18-19).

4) Jó:


“Tal como a nuvem se desfaz e some, aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o seu lugar o conhecerá mais" (Jó 7:9-10).

5) Jesus na história do rico e Lázaro: 

“Respondeu ele: Não! pai Abraão; mas, se alguém dentre os mortos for ter com eles, hão de se arrepender. Abraão, porém, lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos” (Lucas 16:30-31). 

A história do rico e do Lázaro mostra a impossibilidade de se sair do lugar dos mortos, pois o rico, que fora ímpio em vida, queria alertar os seus parentes vivos para que não praticassem as mesmas ações dele e, por conseqüência, acabassem no mesmo lugar que ele – o inferno, mas foi a ele negado.

Nenhum dos textos bíblicos, até aqui citados, contradiz-se com o estado intermediário do homem ou a esperança bíblica da ressurreição dos mortos, uns para a vida eterna, outros para vergonha e perdição eterna (Daniel 12:2). Os citados textos mostram, sim, que o homem após a morte, na sepultura, jamais poderá voltar a viver a vida de antes, e que na sepultura nada poderá fazer por si mesmo e muito menos pelos vivos.

Fonte Internet

João Batista era Elias Reencarnado?

Dizem os espíritas:

"A noção de que João Batista era Elias e de que os profetas podiam reviver na terra,..." (O Evangelho segundo o Espiritismo).

Quem quiser estudar a Bíblia terá que seguir uma regra básica de interpretação que é:

“A Bíblia interpreta a própria Bíblia”. 

Portanto, somos impedidos de laçar mão de interpretações subjetivas para consubstanciar as nossas próprias idéias. Os Espíritas, como eles mesmos já afirmara (leia no tópico anterior), interpretam a Bíblia ao seu bom prazer e de acordo com convicções pré-concebidas. Entretanto, não é assim que se faz para se tirar uma real interpretação.

É preciso analisar o texto e o seu contexto, de Gênesis a Apocalipse e depois concluir o que realmente diz a Bíblia. Se você quer entender sobre o tema referido pegue uma Bíblia e nos acompanhe em nessa explicação, pois para os evangélicos toda a Bíblia é inspirada e não usamos somente o que interessa como fazem os espíritas.

Sobre João Batista, diz Lucas 1:17:

"E irá adiante dele no espírito e poder de Elias, para converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado. 

Isto não quer dizer, de forma nenhuma, que João fosse Elias, mas que no seu ministério profético, haveria peculiaridades do ministério de Elias. De fato, a Bíblia não trata de nenhum outro caso de dois homens tão parecidos como João Batista e Elias. Lembra o refrão popular: Tal pai, tal filho. Isto não quer dizer que o filho seja absolutamente igual ao pai, ou que seja a reencarnação do outro, mas sim, que existe hábitos comuns a ambos.

QUATRO PONTOS A CONSIDERAR

Dentre as muitas razões porque cremos que João Batista não era Elias, queremos citar apenas quatro:

1) – Os judeus criam que João Batista fosse Elias ressuscitado, não reencarnado (Lucas 9:7,8).

2) – Se a reencarnação é o ato ou efeito de reencarnar, pluralidade de existência com um só espírito, é evidente que um vivo não pode ser reencarnação de alguém que não morreu. Fica claro assim que João não era Elias já que este não morreu, tendo sido arrebatado vivo para Deus (II Crônicas 2:11).

3) – João Batista disse abertamente, sobre essa questão, quando lhe perguntaram: “És tu Elias?”, ele respondeu desembaraçadamente: “Não sou” (João 1:21). Parece que, se a reencarnação existe, Jõao Batista foi um dos que nunca creu nela.

4) Se João Batista fosse Elias, no momento da transfiguração de Cristo teriam aparecido Moisés e João (que já era morto também) e não Moisés e Elias (Mateus 17:1-8).

Fica mostrado, portanto, que a Bíblia não apóia a absurda teoria espiritista da reencarnação. Até mesmo os chamados “fatos comprovados” de reencarnação apresentada pelos defensores do Espiritismo, não provam coisa alguma.

Fonte: Internet

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