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Por que Crianças Inocentes Precisam Morrer nas Mãos de Outras Pessoas?

Se há um Deus bondoso no universo por que crianças inocentes precisam sofrer nas mãos de pessoas más? Esta é uma boa questão. Acima de tudo, o que as criancinhas fizeram para merecer punição ou sofrimento? Nada. Mesmo assim sofrem. Se Deus é amoroso e poderoso por definição, por que não impede que ocorra essa injustiça?

É verdade que Deus é bom. Sua natureza é santa e Ele é amável e paciente. Mas Deus também é justo e sábio. Ele criou Adão e Eva e os colocou no Jardim do Éden, concedendo-lhes domínio sobre o mundo. Esse domínio não foi apenas funcional. Foi também representativo. Em outras palavras, Adão foi o cabeça geral sobre a humanidade. Isso implica que Adão representou toda a humanidade. [1] A Bíblia ensina que quando ele caiu em pecado, caímos juntos (Rm 5.12-21). Outra forma de ver isso é o fato de Adão reunir todos nós de forma representativa, em sua vida e em sua semente. Quando ele caiu, não apenas herdamos uma natureza pecaminosa por simplesmente nascermos, mas igualmente herdamos um mundo corrompido pelo pecado.

Não herdamos de Adão apenas uma natureza pecaminosa, mas também um mundo corrompido pelo pecado: morte, deterioração, desastres etc. Além disso, Deus nos concedeu o status e a responsabilidade de gerenciar o que nos foi dado. Assim, Deus nos entregou um mundo que era bom no início, mas caído por causa de Adão. Neste mundo, vivemos com as conseqüências das nossas ações. Infelizmente isso implica que uma das conseqüências do pecado é que às vezes o inocente sofre.

No entanto, falando tecnicamente, nem mesmo as crianças são inocentes. A Bíblia ensina que todos somos por natureza filhos da ira (Ef 2.3). Seja como for, o pecado de Adão é imputado ou assumido para toda e qualquer pessoa que Adão representou da mesma forma que a retidão de Cristo é imputada ou assumida para toda e qualquer pessoa a quem Ele representou. Se alguém diz que é injusto Adão representar-nos na Queda, então deve também aceitar que é injusto Cristo representar-nos na cruz. Em último caso isso significaria que não haveria salvação. Isso ocorre porque Deus estabeleceu a idéia da representação, para que possamos ser salvos. A conseqüência infeliz disto é que também precisamos continuar sofrendo os efeitos do fracasso que veio com Adão.

Logo, embora Deus possa intervir e impedir que as pessoas sofram, e Ele provavelmente já faz isso sem que percebamos, existem ainda aqueles que vão sofrer no mundo pelos efeitos do pecado no homem e sobre a criação.

Matt Slick

NOTAS:

[1] — Cabeça geral não apenas significa que Adão nos representou na queda, mas também que Cristo nos representou sobre a cruz. Assim como em Adão todos morremos, em Cristo somos todos vivificados (1Co 15.22).


Traduzido e editado por: Marcelo Herberts 
27 de Outubro de 2005.
Fonte: http://www.monergismo.com/.

O Senhor é um Deus de Paz ou de Guerra?

1. Deus de Paz

A. (Isaías 2.4) – “E Ele julgará entre os povos, e corrigirá muitas nações; estas converterão as suas espadas em relhas de arados e suas lanças, em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.”

B. (Romanos 15.33) – “E o Deus da paz seja com todos vós. Amém!”

2. Deus de Guerra

A. (Êxodo 15.3) – “O Senhor é homem de guerra; Senhor é o seu nome.”

B. (Joel 3.9-10) – “Proclamai isto entre as nações: Apregoai guerra santa e suscitai os valentes; cheguem-se, subam todos os homens de guerra. Forjai espadas das vossas relhas de arado e lanças, das vossas podadeiras; diga o fraco: Eu sou forte.”

Qualquer pessoa pode tomar versículos fora de contexto, compará-los com outros versículos fora de contexto e assim ter uma “contradição”. Mas dessa forma o contexto é sacrificado e a verdade perdida. Em Isaías 2.4 Deus está dando uma mensagem profética de um tempo futuro em que Ele é quem definirá disputas e que não haverá mais guerra. Em Romanos 15.33 é simplesmente dito que Deus é um Deus de paz. De fato é.

No entanto temos versículos que revelam o lado inquisidor de Deus. Em Êxodo vemos Deus como um guerreiro. Mas o contexto é a destruição do exército egípcio. Como todos sabemos, o Egito escravizou a nação israelita e assim Deus simplesmente tornou-se o seu guerreiro e os libertou. Em Joel 3.9-10 vemos uma declaração profética, até porque o livro de Joel é de natureza profética. Em outras palavras, chegará o tempo em que será necessário lutar.

Não há contradição em Deus ser tanto o Senhor que combate inflexivelmente como também o Senhor que ama a paz. Isso é da mesma forma verdadeiro com pessoas que, pacíficas por natureza, vão lutar quando a situação assim exige.

Matt Slick

Traduzido por: Marcelo Herberts
06 de Outubro de 2005.
Fonte: http://www.monergismo.com/.

Por que o AT prescreveu que se poderia odiar os inimigos? Mateus 5:43

PROBLEMA: Jesus disse quanto ao AT: "Ouvistes o que foi dito: Amarás ò teu próximo e odiarás o teu inimigo" (Mt 5:43). Como poderia um Deus de amor (Êx 20:2,6; 1 Jo 4:16) ordenar que eles odiassem seus inimigos?

SOLUÇÃO: Deus nunca ordenou a seu povo, em qualquer época, que odiasse seus inimigos (ver comentários de Malaquias 1:3). Deus é um Deus de amor, que não muda (cf. 1 Jo 4:16; Ml 3:6), e não pode odiar a quem quer que seja, nem pode ordenar a ninguém que faça isso. Jesus disse que os maiores mandamentos são: amar a Deus e amar o próximo como a si mesmo (Mt 22:36-37, 39). Na verdade Jesus tomou esse mandamento do AT. Levítico 19:18 declara:

"Amarás o teu próximo como a ti mesmo"!

Por que então Jesus citou o ensino do AT, de que devemos odiar o nosso inimigo? (Mt 5:43). Mas ele não disse isso, e por uma razão muito boa. Um versículo com essas palavras não é encontrado em parte alguma no AT. Na verdade, Jesus não citou o AT, mas sim os ensinos distorcidos dos fariseus, que não interpretaram corretamente o AT. Veja que Jesus não disse: "está escrito", como o fazia com freqüência quando citava o AT (cf. Mt 4:4, 7, 10), mas disse: "Ouvistes que foi dito", referindo-se com isso à "tradição" que se implantara em torno do AT e que anulara os mandamentos de Deus (cf. Mt 15:3, 6). A verdade é que o Deus de amor sempre deu o mandamento de que amássemos, tanto no AT como no NT, e nunca, em tempo algum, deu o mandamento de que odiássemos outras pessoas.


MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia - 
Norman Geisler - Thomas Howe.

Deus é o autor do mal? Isaías 45:7

PROBLEMA: De acordo com este versículo, Deus forma a luz e cria as trevas, faz a paz e cria o mal (cf. também Jr 18:11 e Lm 3:38; Am 3:6). Mas muitos outros textos das Escrituras nos informam que Deus não é mau (1 Jo 1:5), que ele não pode nem mesmo ver o mal (Hc 1:13), nem pode ser tentado pelo mal (Tg 1:13).

SOLUÇÃO: A Bíblia é clara ao dizer que Deus é moralmente perfeito (cf. Dt 32:4; Mt 5:48), e que lhe é impossível pecar (Hb 6:18). Ao mesmo tempo, sua absoluta justiça exige que ele puna o pecado. Este juízo assume ambas as formas: temporal e eterna (Mt 25:41; Ap 20:11-15).

Na sua forma temporal, a execução da justiça de Deus às vezes é chamada de "mal", porque parece ser um mal aos que estão sujeitos a ela (cf. Hb 12:11). Entretanto, a palavra hebraica correspondente a "mal" (rá) empregada no texto nem sempre tem o sentido moral. De fato, o contexto mostra que ela deveria ser traduzida como "calamidade" ou "desgraça", como algumas versões o fazem (por exemplo, a BJ). Assim, se diz que Deus é o autor do "mal" neste sentido, mas não no sentido moral - pelo menos não de forma direta.

Além disso, há um sentido indireto no qual Deus é o autor do mal em seu sentido moral. Deus criou seres morais com livre escolha, e a livre escolha é a origem do mal de ordem moral no universo. Assim, em última instância Deus é responsável por fazer criaturas morais, que são responsáveis pelo mal de ordem moral. Deus tornou o mal possível ao criar criaturas livres, mas estas em sua liberdade fizeram com que o mal se tornasse real. E claro que a possibilidade do mal (i.e., a livre escolha) é em si mesma uma boa coisa.

Portanto, Deus criou apenas boas coisas, uma das quais foi o poder da livre escolha, e as criaturas morais é que produziram o mal. Entretanto, Deus é o autor de um universo moral, e neste sentido indireto, ele, em última instância, é o autor da possibilidade do mal. É claro, Deus apenas permitiu o mal, jamais o promoveu, e por fim irá produzir um bem maior através dele (cf. Gn 50:20; Ap 21-22).

A relação de Deus com o mal pode ser resumida da seguinte maneira:

DEUS NÃO É O AUTOR DO MAL
DEUS É O AUTOR DO MAL
No sentido de pecado
No sentido de calamidade
Mal de ordem moral
Mal de ordem não moral
Perversidade
Pragas
Diretamente
Indiretamente
Concretização do mal
Possibilidade do mal



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Deus sempre poupa o justo de desgraças? Provérbios 12:21

PROBLEMA: Em alguns textos a Bíblia promete: "Nenhuma desgraça sobrevém ao justo" (Pv 12:21; cf. 1 Pe 3:13). Mas, em outras passagens, como no caso de Jó, a Bíblia relata como, às vezes, o justo passa por grandes problemas.

SOLUÇÃO: Dois fatores corroboram para explicar esta aparente contradição. Primeiro, a promessa em Provérbios é apenas geral, não universal. Por exemplo, a promessa de que os inimigos do justo com este serão reconciliados por Deus (Pv 16:7) e que com ele estarão em paz certamente não é universal. Paulo agradou a Deus, contudo os seus inimigos o apedrejaram (Atos 14:19). Certamente Jesus agradou a Deus, contudo seus inimigos o crucificaram!

Segundo, não é prometido ao crente que ele não passará por nenhuma tribulação. Com efeito, ele é advertido com as palavras de Jesus: "no mundo, passais por aflições" (Jo 16:33). Deus deliberadamente permitiu que Jó sofresse uma grande tribulação (Jó 1); permitiu que um homem nascesse cego para a sua glória (João 9:3); e que o apóstolo Paulo fosse afligido (2 Co 12:7-9).

A promessa para o crente é que nenhum mal permanente ou definitivo lhe acontecerá. Não há nenhum mal que nos assedie, o qual o Senhor não possa transformar numa bênção ainda maior (cf. Gn 50:20; Rm 8:28).

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Como um Deus de amor, tal como revelado no NT, pode ser conciliado com o Deus vingativo deste salmo cheio de maldições? Salmo 109:lss

PROBLEMA: Este salmo, assim como muitos outros no AT (por exemplo, os salmos 35 e 69), pronuncia maldições sobre os inimigos de alguém. Por isso ele e também os demais dessa linha são chamados de salmos imprecatorios (com maldições). Davi diz: "Fiquem órfãos os seus filhos, e viúva, a sua esposa" (109:9). Em contraste, Jesus disse: "amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem" (Mt 5:44). Como o Deus de vingança do AT pode ser o mesmo Deus de amor do NT ( 1 João 4:16)?

SOLUÇÃO: Para entender esses salmos imprecatórios, que contêm maldições, alguns importantes fatores precisam ser considerados.

Primeiro, o juízo que é pedido baseia-se na justiça divina e não no ódio humano. Davi disse com clareza a respeito de seus inimigos neste salmo: "Pagaram me o bem com o mal; o amor, com ódio" (v. 5). Ao mesmo tempo em que Davi de fato orava pelo castigo (maldição) sobre seus inimigos, não obstante ele os amava e os entregou à justiça de Deus pela devida recompensa que os atos maus por eles praticados lhes acarretaram.

Quando Davi poupou a vida de Saul, deu uma prova prática de que a vingança não era a motivação que estava por trás deste salmo. Apesar do fato de Saul ter perseguido Davi para tirar-lhe a vida, este perdoou a Saul e até mesmo poupou a sua vida (cf. 1 Sm 24; 26).

Segundo, o juízo nestes salmos é expresso nos termos da cultura daqueles dias. Como a condição de órfão ou de viuvez era considerada uma tragédia, a maldição é expressa segundo essas categorias de fácil entendimento na época.

Terceiro, como a cultura hebraica não fazia uma clara distinção entre o pecador e o seu pecado, o juízo é expresso em termos pessoais muito mais do que de forma abstrata. Além disso, como a família hebraica era algo solidário, a família toda era salva (cf. Noé, Gn 7-8) ou era objeto de um juízo para todos os seus membros (cf. Acã, Js 7:24).

Quarto, o fenômeno da imprecação não ocorre apenas no AT. Jesus recomendou que seus discípulos amaldiçoassem as cidades que não recebessem o Evangelho (Mt 10:14). O próprio Jesus lançou juízo sobre Betsaida e sobre Cafarnaum, segundo Mateus 11:21-24. Paulo declarou anátema todo aquele que não amasse o Senhor (1 Co 16:22). E até mesmo os santos no céu clamaram a Deus por vingança sobre aqueles que martirizaram crentes (Ap 6:9-10).

Quinto, as imprecações não são um fenômeno primitivo ou apenas do AT. A aplicação da justiça sobre o mal pertence a Deus, assim como a bênção sobre o que é reto. Essas duas coisas são verdadeiramente de Deus, tanto no AT como no NT. De fato, Deus é mencionado como tendo a característica do amor com maior freqüência no AT do que no NT.

Sexto, pelo fato de que no AT a ênfase recaía sobre recompensas terrenas ligadas à família, à prosperidade e à terra, também as maldições eram expressas nesses termos. Como a revelação do NT expressa-se mais em termos de destino eterno, havia menos necessidade de formular as imprecações nesses termos terrenos.

Mesmo nessas imprecações do AT pode-se perceber uma antevisão de Cristo. Deus confiou todo juízo ao Filho (Jo 5:22). Dessa forma, os que esperam por justiça não o fazem apenas por seu justo reino, mas esperam pacientemente pelo Senhor, que rapidamente virá para exercê-lo com justiça (Ap 22:12).

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Como Deus pode odiar os maus, conforme este verso declara, se João 3:16 diz que ele ama o mundo? Salmo 5:5


PROBLEMA: O salmo 5:5 declara, a respeito de Deus: "odeias a todos os que praticam a maldade" (SBTB). Entretanto, João 3:16 diz que Deus ama o mundo. Estes versículos não se contradizem?

SOLUÇÃO: Não há contradição alguma entre estas duas declarações. A dificuldade surge quando erroneamente presumimos que Deus odeia da mesma maneira que os homens. O ódio nos seres humanos em geral se dá em termos de um desgosto ou de uma repugnância enorme e emocional com relação a alguém ou a alguma coisa.

Entretanto, em Deus o ódio é um ato de juízo, por parte do reto Juiz que separa o pecador de si mesmo. Isso não é contraditório ao amor de Deus, pois em seu amor por todos os pecadores, o Senhor permitiu que o pecado fosse perdoado, de forma que todos pudessem se reconciliar com ele.

Por fim o pecador vai colher a ceifa do ódio de Deus, expresso em sua eterna separação do Senhor, ou a ceifa do amor de Deus, ficando com ele por toda a eternidade. Deus não quer "que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento" (2 Pe 3:9), porém sua justiça exige que o pecador seja punido. O amor de Deus, então, fez com que tal punição fosse levada na pessoa do seu Filho, no lugar de todos os homens (2 Co 5:21).

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Se Deus é amor, como pôde Ele odiar uma pessoa? Malaquias 1:3

PROBLEMA: Na parte final do versículo 2 e na primeira parte do versículo 3, Deus diz: "Todavia amei a Jacó, e odiei a Esaú" (SBTB). Contudo, João diz: "Deus é amor" (1 Jo 4:16). Como um Deus de amor pode odiar alguém?

SOLUÇÃO: Em primeiro lugar, Deus não está falando da pessoa Esaú, mas da nação que proveio dele, ou seja, Edom. Portanto, ele não está expressando ódio a uma determinada pessoa, nessa passagem.

Além disso, a nação de Edom merecia a indignação de Deus pela "violência feita a teu irmão Jacó [Israel]" (Ob 10). Eles se posicionaram ao lado dos inimigos de Israel, fecharam o caminho por onde poderiam escapar, e até mesmo entregaram aqueles que tinham permanecido (vv. 12-14).

Finalmente, como no caso dos nicolaítas, Deus odeia as obras do pecador, mas não o pecador em si. João diz aos crentes que eles devem odiar as obras dos nicolaítas, as quais Deus também odeia (cf. Ap 2:6; veja também os comentários do Salmo 5:5).


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Deus fica irado? Naum 1:2


PROBLEMA: Naum declara que Deus é "vingador e cheio de ira". Com efeito, Deus freqüentemente é apresentado na Bíblia como quem fica irado (cf. Is 26:20; Jr 4:8). Ao mesmo tempo, a Bíblia recomenda aos crentes que não fiquem irados, por ser isso pecado (cf. Gl 5:20). Mas, se é pecado, como Deus pode irar-se, então?

SOLUÇÃO: A ira em si não é pecado. Depende do propósito, da natureza e/ou do objeto da ira. Até mesmo Jesus, o nosso perfeito exemplo em conduta moral, ficou irado diante do pecado (cf. Mt 23:15-36). Paulo exortou-nos:

"Irai-vos, e não pequeis" (Ef 4:26).

Em resumo, devemos irar-nos diante do pecado, mas não devemos pecar em nossa ira. O problema com a ira humana, mesmo no bom sentido da ira diante do pecado, é que é fácil levá-la longe demais, de modo a pecar. Diferentemente de Deus, que é "tardio em irar-se" (Ne 9:17), com freqüência nos apressamos em nossa ira. Em resumo, temos uma ira que é boa e outra que é má:


A BOA IRA
A IRA MÁ

Diante do pecado
Contra o pecado
Expressa com justiça
Sendo tardio no irar-se
Feita em justiça

Diante de sofrer um pecado
Contra os pecadores
Expressa injustamente
Sendo rápido no irar-se
Feita em retaliação



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Deus é misericordioso ou cruel? Lamentações 3:22


PROBLEMA: Este e muitos outros versículos nas Escrituras descrevem Deus como sendo misericordioso e compassivo, tardio em irar-se, e assaz benigno (cf. SI 103:8; Tg 5:11; 1 Jo 4:16). Contrariamente, há inúmeras passagens na Bíblia que revelam um Deus de ira e de vingança. Deus disse a Moisés: "Exterminarás todos os povos que o Senhor teu Deus te entregar. Não olharás para eles com piedade" (Dt7:16-EC;cf. 1 Sm 6:19; 15:2-3; Jr 13:14; Hb 12:29).

SOLUÇÃO: Em cada caso o objetivo é diferente. Deus executa a sua ira sobre o ímpio, como sua justiça exige, e ele concede a sua benevolência ao justo, como o seu amor o constrange. Esses são atos consistentes de Deus, de acordo com a sua imutável essência (Ml 3:6; Tiago 1:17). Mas como os objetos da sua ação são diferentes, apenas aparentemente Deus está agindo de forma contraditória, pois na verdade seus atos são plenamente compatíveis com um Deus que é santo e amoroso.


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Como pôde um Deus de paz guerrear? 1 Crônicas 5:22


PROBLEMA: Em 1 Crônicas 5:18-22, é descrita a guerra entre os filhos de Rúben, os gaditas e a meia tribo de Manassés contra os hagarenos. O versículo 20 relata que os filhos de Israel clamaram ao Senhor no meio da batalha, e Deus os ajudou na luta contra os hagarenos. De fato, o versículo 22 diz: "Porque muitos caíram feridos à espada, pois de Deus era a peleja" (1 Cr 5:22). Entretanto, se Deus é bom (Sl 100:5) e se ele é um Deus de paz (Rm 15:33), como poderia ele pelejar?

Como podemos justificar a crueldade de Davi para com os seus inimigos? 2 Samuel 12:31


PROBLEMA: Esta passagem nos revela que Davi torturou os seus inimigos, já que ele os fez "passar a serras, e a picaretas, e a machados de ferro, e em fornos de tijolos". Mas a tortura não é um procedimento correto, e Jesus disse "amai... os vossos inimigos" (Lc 6:35).

Como poderia um Deus amoroso tomar a vida do filho de Davi, por causa do pecado deste? 2 Samuel 12:15-23


PROBLEMA: Em decorrência do pecado de Davi com Bate-Seba, a vida da criança que ela gerou de Davi foi tomada. De acordo com 2 Samuel 12:15, foi o Senhor que a feriu com uma enfermidade, de forma que veio ela a morrer. Como um Deus amoroso poderia então cometer tal ato?

Como é Possível Conviver com o Sofrimento?


Já sabemos que o sofrimento não estava no plano original de Deus. Embora seja um corpo estranho no universo, continua sendo uma realidade que todos nós enfrentamos em diferentes medidas. Como uma pessoa pode conviver com o sofrimento?

Por Que as Pessoas Sofrem?


Muita gente passa por muito sofrimento na vida. A Bíblia explica os motivos desse sofrimento?

Deus Criou o Mal?



Se Deus criou todas as coisas, o mal está incluído? Caso a resposta seja afirmativa, por que o criou? Ele não seria, então, um Deus perverso?

Por Que Deus Permite a Existência do Mal?



Sendo Deus um Deus bom, por que o mal está presente no universo? Será porque ele não é poderoso o bastante para lidar com o mal ou será porque não quer fazê-lo? Esta pergunta sugere que Deus não tem condições ou não quer lidar com o mal. Nada disso se verifica.

Por Que Deus Criou o Mundo, Se Sabia Que Haveria Tanta Dor?



Quando Deus criou o mundo e deu ao homem poder de escolha, sabia que este iria desobedecê-lo. Como Deus sabe ludo, tinha consciência de que a dor e o sofrimento seriam inevitáveis. Sendo este o caso, então por que ele criou o homem, para início de conversa? Deus tinha várias opções.
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