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O fato de que os mortos não se lembram de nada prova que não existe uma exis­tência consciente após a morte? Eclesiates 9.5


A MÁ INTERPRETAÇÃO: As Testemunhas de Jeová argumentam que "em profundo sono, não estamos cons­cientes de nada, o que está de acordo com a expressão hebraica em Eclesiastes 9.5". Interpretam a Bíblia di­zendo que "o ser humano não possui uma alma, mas que ele é uma alma". Daí "não existe uma existência consci­ente após a morte. Não existe felicidade, e não existe qualquer sofrimento. Todas as complicações ilógicas do 'depois desta vida' desaparecem" (Mankind's search for God, 1990,págs.l28,249).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Con­forme exposto acima, a Bíblia ensina que a alma sobre­vive à morte em um estado de compreensão consciente (veja 2 Co 5.8 e também os comentários referentes a 2 Rs 14.29). As passagens que dizem não haver conheci­mento ou recordação após a morte estão se referindo a não ter memória neste mundo, e não deste mundo. Salomão claramente especificou o seu comentário di­zendo que era "na sepultura" (Ec 9.10) que não haveria "nem ciência nem sabedoria alguma". Ele também afir­mou que os mortos não sabem o que está acontecendo "debaixo do sol" (9.6). Os mortos não sabem nada do que diz respeito ao que se passa no mundo, e nem de seus próprios sentidos físicos. Mas enquanto eles não sa­bem o que está se passando na terra, certamente conhe­cem o que está se passando no céu (veja Ap 6.9). Esses textos referem-se a seres humanos em relação à vida na terra. Eles não dizem nada a respeito da vida imediata­mente posterior a esta.

Resposta as Seitas - 
Norman G. Geisler e Ron Rhodes - 
CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus

Se existe vida após a morte, por que Salomão declara que o homem não tem vantagens sobre os animais? Eclesiastes 3.20,21

A MÁ INTERPRETAÇÃO: A passagem em Eclesiastes 3.20,21 insiste que "Todos vão para um lugar; todos são pó e todos ao pó tornarão". Daí "a vantagem dos ho­mens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade" (v. 19). As Testemunhas de Jeová citam esse ver­so tentando provar que os seres humanos não sobrevi­vem conscientemente à morte. "Cada ser humano pos­sui um espírito que continua vivendo como uma perso­nalidade inteligente, depois que as funções do corpo ces­sam? Não" (Reasoning from the Scriptures, 1989, pág.383).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: A Bí­blia ensina muito claramente que a alma sobrevive à morte (2 Co 5.8; Fp 1.23; Ap 6.9). A referência em Eclesiastes 3.20,21 está relacionada ao corpo humano, e não à alma. Tanto os seres humanos como os animais morrem e seus corpos retornam ao pó. Contudo, seres humanos são diferentes, pois "o fôlego dos filhos dos homens sobe para cima" (v. 21). De fato, Salomão fala da "eternidade" do coração humano (Ec 3.11) e de sua imortalidade quando declara que na mor­te "o homem se vai à sua eterna casa" (12.5). Ele tam­bém enfatizou que devemos temer a Deus porque have­rá um dia quando "te trará Deus a juízo" após esta vida (11.9). Então Eclesiastes não está negando a vida que existe após a morte; está advertindo a respeito da futili­dade de viver apenas para esta vida "debaixo do sol" (con­fira 1.3,13; 2.18). Veja também os comentários referen-les a Eclesiastes 3.19.

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Norman G. Geisler e Ron Rhodes - 
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O destino humano é igual ao dos animais? Eclesiastes 3.19

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Salomão parece reivindi­car aqui que não há diferença entre a morte de seres humanos e a de animais. "A mesma coisa lhes sucede: como morre um, assim morre o outro". As Testemunhas de Jeová citam esse verso para provar que os seres huma­nos não têm uma natureza imaterial chamada de alma ou espírito (Reasoning from the Scriptures, 1989,pág.378).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Existem tanto similaridades como diferenças entre a morte de animais e a morte de seres humanos. Em ambos os casos, os seus corpos morrem e retornam ao pó. A morte de ambos é certa, e nenhum deles possui o poder necessá­rio para impedi-la. Sob esses aspectos, os fenômenos físi­cos são os mesmos, tanto para seres humanos como para animais.

Por outro lado, seres humanos possuem almas imor­tais (e espíritos), e os animais não (Ec 12.7; conferir 3.21). A respeito de nenhum animal a Bíblia jamais diz: "E desejamos, antes, deixar este corpo, para habitar com o Senhor" (2 Co 5.8). Semelhantemente, em nenhuma pas­sagem a Bíblia fala a respeito da ressurreição de animais, como o faz a respeito dos seres humanos (confira Jo 5.28,29; Ap 20.4-6). Então existe uma grande diferença entre os seres humanos e os animais na área espiritual. Considere o seguinte resumo:

A MORTE DE SERES HUMANOS E A MORTE DE ANIMAIS

SEMELHANÇAS                                      DIFERENÇAS

Fisicamente                                                   Espiritualmente

No corpo                                                      Na alma

Vida antes da morte                                       Vida após a morte

A mortalidade do corpo                                 A imortalidade do indivíduo

O modo de enfraquecimento do corpo           Quanto à transformação do corpo

Não há controle sobre a morte                       A experiência da ressurreição


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Norman G. Geisler e Ron Rhodes - 
CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus




O jovem deve andar segundo o seu caminho ou segundo o caminho de Deus? Eclesiastes 11:9

PROBLEMA: Neste texto, Salomão diz para o jovem: "...anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos". Mas isso está em desacordo com outros textos das Escrituras que insistem que não se deve andar segundo os desejos do coração, nem segundo os desejos dos olhos (cf. Nm 15:39).

SOLUÇÃO: Vários são os modos pelos quais podemos entender esta passagem de Eclesiastes, sem conflitar com outros textos das Escrituras. Primeiro, alguns sugerem que neste texto temos um exemplo de ironia, significando, portanto, que o jovem não deveria ir segundo o seu caminho, mas segundo o caminho de Deus. Como a ironia é um recurso literário humano perfeitamente legítimo, que o Espírito Santo pode usar (veja a Introdução), isto é possível.

Segundo, mesmo tomando-se o texto de modo literal, o conselho não é desprovido de qualificação, uma vez que Salomão acrescenta rapidamente: "sabe, porém, que por todas estas coisas te trará Deus a juízo. Afasta, pois, a ira do teu coração, e remove da tua carne o mal, porque a adolescência e a juventude são vaidade" (Ec 11:9-10, SBTB). Nesse sentido, o conselho de Salomão é: divirta-se, faça o que o seu coração desejar, mas ao mesmo tempo tenha em mente que você terá de prestar contas a Deus, "que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento"(1 Tm 6:17).

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Norman Geisler - Thomas Howe.

Os mortos têm memória? Eclesiastes 9:5

PROBLEMA: Aparentemente Salomão parece estar dizendo que os mortos não têm mais noção de nada. Ele escreveu: "os mortos não sabem cousa nenhuma... porque a sua memória jaz no esquecimento" (Ec 9:5). Semelhantemente, o salmista disse: "Pois, na morte, não há recordação..." (Sl 6:5). Mas isso parece contradizer as muitas passagens que falam de as almas estarem conscientes após a morte (por exemplo, 2 Sm 12:23; 2 Co 5:8; Ap 6:9).

SOLUÇÃO: A Bíblia ensina que a alma sobrevive à morte num estado consciente de conhecimento (veja os comentários de 2 Reis 14:29). As passagens que dizem que não há conhecimento ou lembrança após a morte estão falando de não haver memória neste mundo, e não de que não há memória deste mundo. Salomão esclareceu o seu comentário dizendo: "porque na sepultura, para onde tu vais, não há... conhecimento" (Ec 9:10, SBTB), deixando claro que é na sepultura que não há lembrança de nada.

Ele afirmou também que os mortos não sabem o que se passa "debaixo do sol" (9:6). Mas conquanto não saibam o que ocorre na terra, certamente sabem o que está ocorrendo no céu (cf. Ap 6:9). Em resumo, estes textos referem-se simplesmente ao homem em relação a esta vida presente - eles nada dizem a respeito da vida futura, após esta que vivemos.


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A vida dos ímpios é prolongada ou diminuída? Eclesiastes 8:12

PROBLEMA: Este versículo, ao dizer: "Ainda que o pecador faça o mal cem vezes, e os dias se lhe prolonguem..." (cf. Jó 21:7), mostra que a vida do ímpio pode ser prolongada. Contudo, um outro texto na Bíblia diz: "os anos dos perversos serão abreviados" (Pv 10:27; cf. Ec 8:13).

SOLUÇÃO: O texto que fala que o ímpio tem uma vida curta afirma o princípio geral de que a impiedade normalmente acarreta uma diminuição na duração da vida humana Quaisquer exceções são a prova da regra geral. Os textos que falam dos ímpios tendo uma longa vida falam a respeito de alguns, e não de todos. Isso deu margem a que o justo gritasse: "Por quê?" A resposta, é claro, é que nem toda a justiça se realiza nesta vida.

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Como é possível ser muito justo? Eclesiastes 7:16

PROBLEMA: Jesus ordenou a seus seguidores: "sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste" (Mt 5:48). Deus disse: "portanto, vós sereis santos, porque eu sou santo" (Lv 11:45). Mas Salomão instrui: "não sejas demasiadamente justo" (Ec 7:16). Como pode alguém ser muito justo? É certo também que não se pode ser demasiadamente correto ou ter demasiado amor?

SOLUÇÃO: Uma pessoa não pode ser completamente justa, mas pode ser demasiadamente justa. Os fariseus são um bom exemplo disso. Eles eram tão justos que tinham justiça própria. "Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus" (Rm 10:3).

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Se há vida após a morte, por que Salomão declara que não há vantagem para o homem em relação ao animal? Eclesiastes 3:20-21

PROBLEMA: A Bíblia ensina que a alma sobrevive à morte (Fp 1:23; 2 Co 5:8; Ap 6:9). Mas Salomão salienta que "todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó e ao pó tornarão" (Ec 3:20). Daí, "nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais; porque tudo é vaidade" (Ec 3:19).

SOLUÇÃO: A referência é ao corpo humano, não à alma. Tanto o homem como o animal morrem e o seu corpo volta ao pó. Entretanto, o homem é diferente, pois a sua alma "se dirige para cima" (v. 21). De fato, Salomão fala da "eternidade" no coração humano (Ec 3:11) e da sua imortalidade quando ele declara que na morte o homem vai "à casa eterna" (12:5). Ele enfatiza também que devemos temer a Deus porque num certo dia "de todas estas cousas Deus te [nos] pedirá contas" (11:9). Assim, Eclesiastes não nega a vida após a morte; o que ele faz é nos advertir quanto à futilidade de vivermos somente para esta vida "debaixo do sol" (cf. 1:3,13; 2:18). (Veja o comentário precedente em 3:19.)

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Se tudo volta ao pó, como pode haver uma ressurreição? Eclesiastes 3:20

PROBLEMA: Alguns têm argumentado contra a ressurreição física com base no raciocínio de que os fragmentos dos cadáveres que foram espalhados não podem ser reajuntados novamente, uma vez que parte deles transformou-se em plantas, e de que outros corpos foram comidos por animais ou até mesmo por canibais. Contudo a Bíblia declara que "todos os que se acham nos túmulos... sairão" (Jo 5:28-29).

SOLUÇÃO: Várias coisas têm de ser observadas a esse respeito. Primeiro, como muitos eruditos têm salientado, se necessário, não seria problema algum para um Deus onipotente trazer de volta todas as exatas partículas de cada corpo, na ressurreição. Certamente aquele que criou todas as partículas do universo tem o poder de reconstituir o corpo humano, que tem um número relativamente bem limitado de partículas. O Deus que criou o mundo a partir do nada com certeza pode moldar um corpo ressurreto a partir de alguma coisa.

Segundo, não é necessário crer que as mesmas partículas serão restauradas no corpo ressurreto. Até mesmo o senso comum aceita que um corpo pode ser o mesmo corpo físico sem ter as mesmas partículas físicas. O fato observável de que o corpo alimenta-se ingerindo alimentos e põe para fora certos dejetos, e de que ele engorda e emagrece é suficiente evidência desta verdade. Certamente não dizemos que o corpo de alguém não é mais material nem que não é mais o corpo da pessoa simplesmente porque ela ganha ou perde peso.

Terceiro, à luz da ciência moderna, não é necessário acreditar que Deus reconstituirá as exatas partículas que a pessoa tinha no corpo pré-ressurreto. O corpo físico permanece físico muito embora, de acordo com a ciência, as exatas moléculas físicas nele mudam a cada sete anos mais ou menos, Assim, o corpo ressurreto pode ser tão material quanto o é o nosso corpo atual, mesmo havendo nele novas moléculas.


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O destino do homem é o mesmo que o dos animais? Eclesiastes 3:19

PROBLEMA: Salomão parece declarar que não há diferença entre a morto de um homem e de um animal: "Porque o que sucede aos filhos dos homens sucede aos animais; o mesmo lhes sucede: como morre um, assim morre o outro" (Ec 3:19). Contudo, depois ele afirma que, diferentemente dos animais, quando o homem morre, o espírito volta a Deus, que o deu (cf. Ec 12:7). Como se explica esse conflito?

SOLUÇÃO: Há tanto semelhanças como diferenças entre a morte do animal e a do homem. Em ambos os casos, o corpo morre e retorna ao pó. De igual modo, a morte tanto de um como de outro é certa, e não há como evitá-la. Nesses pontos, o fenômeno físico é o mesmo tanto para o homem como para o animal.

Por outro lado, o homem tem uma alma imortal (espírito), e o animal não tem (Ec 12:7; cf. 3:21). Sobre animal algum diz a Bíblia: "deixar o corpo" é "habitar com o Senhor" (2 Co 5:8). Assim também em texto nenhum a Bíblia fala da ressurreição de um animal, como o faz a respeito de todos os seres humanos (cf. Jo 5:28-29; Ap 20:4-6). Assim, no âmbito espiritual, há uma grande diferença entre a morte do homem e a do animal. Considere o seguinte sumário:

A MORTE DO HOMEM E A MORTE DO ANIMAL
SEMELHANÇAS
DIFERENÇAS
No físico
No espiritual
No corpo
Na alma
Vida antes da morte
Vida após a morte
Corpo mortal
Imortalidade da pessoa
Como o corpo se deteriora
O corpo é ressuscitado
Nenhum controle sobre a morte
Experiência da ressurreição


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Neste versículo Salomão está aprovando o hedonismo? Eclesiastes 2:24

PROBLEMA: Salomão concluiu: "Nada há melhor para o homem do que comer, beber e fazer que a sua alma goze o bem do seu trabalho". Mas isto é hedonismo, que é condenado em outros textos na Bíblia (Lc 12:19-20; 1 Co 10:7).

SOLUÇÃO: Salomão não está recomendando o hedonismo, que se caracteriza pela busca do prazer à parte de Deus. Há uma grande diferença entre o que diz o hedonista - "Coma, beba, alegre-se, porque amanhã todos morreremos" - e a exortação de Salomão de usufruirmos da vida - porque ela "vem da mão de Deus" (Ec 2:24). O prazer que Salomão recomendou é o que "Deus lhe dá debaixo do sol" (Ec 8:15), e que é "dom de Deus" (Ec 3:13).

Deus não é um desmancha-prazeres cósmico ou um avarento celestial. Ele "tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento" (1 Tm 6:17), e há na sua "destra, delícias perpetuamente" (Sl 16:11). Entretanto, Salomão nos adverte: "Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas" (Ec 11:9). Deus quer que gozemos esta vida, mas que a vivamos à luz da próxima vida.

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O riso é bom ou mau? Eclesiastes 2:2

PROBLEMA: Às vezes, a Bíblia fala como se o riso fosse algo bom, e às vezes como se fosse algo mau. Salomão concluiu: "Do riso disse: é loucura; e da alegria: de que serve?" (Ec 2:2). Ele acrescentou que "melhor é a mágoa do que o riso" (7:3). Jesus também disse: "Ai de vós, os que agora rides!" (Lc 6:25). Por outro lado, a Bíblia encoraja o riso, declarando que "o coração alegre é bom remédio" (Pv 17:22). Salomão até mesmo exaltou "a alegria, porquanto para o homem nenhuma coisa há melhor debaixo do sol do que comer, beber e alegrar-se" (Ec 8:15).

SOLUÇÃO: A resposta acha-se em outro verso. "Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu:... tempo de rir; tempo de prantear" (Ec 3:1,4). O que a Bíblia diz a respeito do riso pode ser resumido no seguinte contraste:

QUANDO O RISO É BOM
QUANDO O RISO É MAU
O meio de se gozar a vida
O fim (alvo) da vida em si
Meio de se expressar a felicidade
Meio de se alcançar a felicidade
Num espírito alegre
Num escárnio desregrado
Como um divertimento racional
Como uma hilaridade sem sentido


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A sabedoria é fonte de felicidade ou um meio para a tristeza? Eclesiastes 1:18

PROBLEMA: Salomão afirma: "Porque na muita sabedoria há muito enfado; e quem aumenta ciência aumenta tristeza". Entretanto, Provérbios afirma: "Feliz o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento" (Pv 3:13). A sabedoria traz tristeza ou felicidade?

SOLUÇÃO: Tudo depende do propósito pelo qual a sabedoria ou o conhecimento são buscados. Em Eclesiastes, Salomão está em busca da sabedoria "debaixo do sol" (cf. 1:3), isto é, à parte de Deus, como fonte de felicidade. Ele conclui, acertadamente, que isso é "vaidade e correr atrás do vento" (1:14). Entretanto, se a sabedoria é vista com base no "temor do Senhor" (Pv 1:7), então ela é o meio segundo o qual realmente se obtém a verdadeira felicidade. De fato, Salomão chegou a esta conclusão em Eclesiastes (veja 8:12,12:13).

O entendimento do AT sobre o que é a sabedoria também não é o acúmulo de grandes porções de conhecimento. Para Salomão, a sabedoria é primeiro, e antes de tudo, viver uma vida de sucesso no que se refere à retidão e à paz, em obediência a Deus. O conhecimento por si não traz a sabedoria. De fato, a mensagem de Eclesiastes é que o conhecimento em si traz apenas tristeza. A sabedoria é a acumulação do tipo certo de conhecimento emparelhado com uma vida que esteja em harmonia com os mandamentos de Deus e em paz com ele.

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Não é falsa a afirmação de que não há nada novo debaixo do sol? Eclesiastes 1:9-10

PROBLEMA: Salomão declarou que "nada há, pois, novo debaixo do sol". Mas isso não somente é contrário à ciência e à história humana, mas também está em oposição a outros versículos das Escrituras (cf, Is 43:19; Jr 31:22), em que Deus diz que ele fará "cousa nova".

SOLUÇÃO: É claro que há novas invenções, e que Deus faz novas coisas. Não é disso que Salomão está falando, mas de como o ser humano pode se satisfazer "debaixo do sol" (v. 8). Todos os meios normais-do vinho, da riqueza, da sabedoria, das obras (veja Ec 2) - já foram tentados e demonstraram-se deficientes.

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Como Eclesiastes pode ser parte das Escrituras, se ele contém tal ceticismo? Eclesiastes 1:2

PROBLEMA: Várias afirmações que Salomão faz por todo este livro mostram um ceticismo que parece ser contrário à Bíblia como um todo. Em Eclesiastes 9:5 ele diz: "Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma". Entretanto, o livro de Eclesiastes faz parte do cânon das Sagradas Escrituras como um livro inspirado. Como um livro assim tão cheio de ceticismo pode ser tido como pertencente às Escrituras?

SOLUÇÃO: Embora o livro de Eclesiastes realmente contenha afirmações que, quando tomadas isoladamente, parecem ser contrárias ao ensino da Bíblia, ele não é um livro de ceticismo. Sendo tais afirmações entendidas em seu contexto, o seu sentido é compatível com as demais escrituras. Afirmações como esta de Eclesiastes 1:2 não têm o propósito de produzir ou de promover o ceticismo. Antes, Salomão está registrando sua busca da felicidade e do sentido da vida, indo atrás de tudo o que este mundo oferece.

Cada uma dessas observações aparentemente céticas tem o objetivo de demonstrar que, à parte de Deus, tudo "debaixo do sol" é apenas vaidade, e que a única fonte da verdadeira felicidade e da paz permanente é o Senhor nosso Deus. As investigações de Salomão acabaram por fazê-lo concluir que o dever de todo homem é o que ele diz: "Teme a Deus e guarda os seus mandamentos" (Ec 12:13).

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Se este livro é inspirado, por que ele não é citado no NT? Eclesiastes 1:1

PROBLEMA: Os escritores do NT citam a grande maioria dos livros do AT, do Gênesis a Malaquias. Há literalmente centenas de citações de todas as partes mais importantes do AT. Contudo, o livro de Eclesiastes não é citado nem uma única vez. Se ele é um livro inspirado, por que não foi citado pelo menos uma vez?

SOLUÇÃO: Alguns dos livros do AT não são diretamente citados no NT, incluindo-se entre eles Rute, 1 e 2 Crônicas, Ester, Cântico dos Cânticos, e Eclesiastes. Entretanto, todos esses livros foram considerados inspirados tanto pelo judaísmo como pelo cristianismo. Vários pontos devem ser considerados.

Primeiro, ser citado no NT não foi um quesito para se aceitar a inspiração de um livro do AT. A questão era de ser o livro escrito por alguém que, falando em nome de Deus, tivesse sido abonado por Deus e aceito pelo povo de Deus. O livro de Eclesiastes passa por esse teste.

Segundo, embora não haja um texto de Eclesiastes que tenha sido citado como tal no NT, muitas de suas verdades o são. Por exemplo:

O que semeamos, colhemos
Ec 11:1, cf. Gl 6:7
Afastar-se das paixões da mocidade
Ec 11:10; cf. 2 Tm 2:22
A morte é determinada por Deus
Ec 3:2; cf. Hb 9:27
O amor ao dinheiro é um mal
Ec 5:10; cf. 1 Tm 6:10
Não ser prolixo na oração
Ec 5:2; cf. Mt 6:7

Terceiro, os escritores do NT não tiveram oportunidade para fazer citações de cada livro do AT. Poucos cristãos têm citado recentemente alguma coisa de 1 Reis, contudo o NT o fez (Rm 11:4). Com efeito, poucos crentes chegam a citar 2 ou 3 João, não obstante estas cartas fazem parte da inspirada Palavra de Deus. Se é citado, ou com que freqüência é citado, não é este o critério para se determinar se um certo livro é inspirado ou não.


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Aniquilacionismo e Sono da Alma X A Sábia Óptica de Salomão Sobre a Vida Após a Morte

O aniquilacionismo tem sido uma das heresias mais destacadas nos movimentos sectários. Esse nome vem do latim nihil, 'nada' , segundo essa teoria, o homem ímpio será finalmente reduzido a nada. Esse mesmo conceito é refletido em alguns contextos da filosofia oriental. Algumas religiões pagãs supõem que a alma humana é absorvida e portanto, deixa de existir sua individualidade.

O estado dos mortos e o destino dos ímpios têm sido outro alvo de questionamentos. Alguns afirmam que os mortos estão inconscientes até o arrebatamento ou até o juízo final. Somente após o juízo serão lançados no lago de fogo e durarão nesse tormento proporcionalmente aos seus pecados e então deixaram de existir ou seja, serão aniquilados. Para justificar tais afirmações, usam alguns versículos no livro de Eclesiastes.

Consideremos os versículos citados:

Eclesiastes 3.19,20 e 21: Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade. Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó. Quem sabe que o fôlego do homem vai para cima, e que o fôlego dos animais vai para baixo da terra?

Eclesiastes 9.5,10: Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco eles têm jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento.

Afirmam, usando esses versículos que o homem é semelhante ao animal em sua morte, e em sua condição após a morte. Seria realmente isso o que está sendo declarado nesses versículos? O contexto do livro de Eclesiastes concorda com essa exposição? Inicialmente podemos observar que existem outros versículos que fazem comparações que não são comentadas pelas seitas. Vejamos alguns:

Os seguintes versículos são omitidos em suas considerações: Ec 2.14-16; 6.6; 8.10; 9.2; porque? Que verdades encontramos nesses versículos que lançam luz na interpretação dos primeiros versículos citados?

Lemos na Palavra de Deus: 

Os olhos do sábio estão na sua cabeça, mas o louco anda em trevas; também, então, entendi eu que o mesmo lhe sucede a todos. Pelo que eu disse no meu coração: Como acontece ao tolo, assim me sucederá a mim; por que, então, busquei eu mais a sabedoria? Então, disse no meu coração que também isso era vaidade. Porque nunca haverá mais lembrança do sábio do que do tolo; porquanto de tudo nos dias futuros total esquecimento haverá. E como morre o sábio, assim morre o tolo! (Ec 2.14-16)

Diante de uma expectativa ampla de vida, Salomão concluiu: 

E certamente, ainda que vivesse duas vezes mil anos, mas não gozasse o bem, não vão todos para um mesmo lugar? (6.6)

Assim também vi os ímpios sepultados, e eis que havia quem fosse à sua sepultura; e os que fizeram bem e saíam do lugar santo foram esquecidos na cidade; também isso é vaidade. (8.10)

Também escreveu Salomão: 

Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme ao julgamento. (9.22)

Concordam os sectários com as implicações desses versículos? Ao considerarem suas únicas citações (Ec 3.19,20; 9.5,10) porque não usam o mesmo princípio de interpretação nos demais textos? Quê interpretação temos dos demais versículos e como isso esclarece esses versículos aparentemente difíceis?

'O mesmo sucede a todos'. 'E como morre o sábio, assim morre o tolo!' 'Não vão todos para o mesmo lugar?' 'O mesmo sucede...' Se lermos esses versículos numa perspectiva eterna isso entrará em conflito com as demais Escrituras. Concordaria alguma seita que tais comparações foram feitas indicando que sucederá eternamente a mesma coisa a todos? Haveria alguma outra informação que esclareceria quê perspectiva tinha Salomão em mente?

Consideremos os versículos chaves que identificam a perspectiva de Salomão. Ec 1.3,9,14; 2.11,17,18,19, 20, 22; 3.16; 4.1,3,7,15; 5.13,18; 6.1,12; 8.9,15,17; 9.3,6,9,11,13; 10.5, aparece a expressão debaixo do sol. E nos seguintes versículos aparecem a expressão debaixo do céu: Ec 1.13; 2.3; 3.1. Salomão usa 27 vezes a expressão debaixo do sol e 3 vezes debaixo do céu. Essas expressões totalizam 30 vezes. Teria Salomão citado repetidamente essas expressões sem nenhum propósito? Ou estava enfatizando que sua perspectiva sob o céu ou sol, seria uma perspectiva secularizada que visava refletir conceitos céticos e conduzi-los à uma conclusão piedosa?

Salomão costumava pregar para multidões (Ec 1.1), também recebia ilustres visitantes de todas as nações para ouvi-lo (Mt 12.42). Nessa pregação Salomão discursa sob uma perspectiva debaixo do sol ou debaixo do céu. O pregador demonstra que o dia-a-dia retrata uma condição miserável em que a humanidade se encontra, onde a injustiça parece predominar.

Salomão enfaticamente, cerca de 30 vezes , alerta que está relatando sua observação nas eventualidades sob o sol, excluindo, portanto, a realidade além do céu ou sol! Não poderia o livro de Eclesiastes ter sido escrito precisamente para despertar os materialistas que aquilo que eles conseguem ver não retrata a realidade eterna?

É exatamente isto que Salomão faz no último capítulo 12.13,14: De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra e até tudo o que esta encoberto, quer seja bom quer seja mau.

Quando um ateu, um cético, ao observar a violência e injustiça; verifica que pessoas justas podem ser injustiçadas e pessoas injustas prevalecem, isso leva a tais a criticar a existência de Deus e a veracidade de suas leis e promessas. Contudo, Salomão chama atenção para que vêem além das aparências, não se apeguem ao fim comum que todo homem e animal têm em comum: a morte e seu enterro ou decomposição; mas atentem para a sabedoria! Haverá restituição após a morte! Deus há de trazer a juízo! Também toda a Escritura é unânime quanto ao juízo final! Lemos em Hebreus 9.27: 

E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo.

Alguns detalhes dos textos que merecem atenção.

Em Ec 3.21, Salomão pergunta se o fôlego do homem sobe ou desce. Mas ele mesmo responde no capítulo 12.7: E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.

Tanto Adventista do Sétimo Dia, quanto as Testemunhas-de-Jeová, usam esses versículos (Ec 9. 5,6) para advogarem o sono da alma e aniquilação. Lemos no texto: Mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tem mais recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento.

Em relação a quê os mortos não sabem coisa alguma? O versículo 6 responde: em coisa alguma do que se faz debaixo do sol. Salomão não está referindo-se a condição pós túmulo. Ele está dizendo que, por exemplo, o ambicioso e egoísta, não terá ciência do destino e uso de seus bens após a morte. O que o homem sabe, o que administra e como administra está condicionado apenas a realidade humana. Ele não terá, após a morte, acesso a recompensa material do trabalho de suas mãos.

Contudo, receberá de Deus, após a morte, ou a vida eterna, ou a morte eterna. 

Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus; O qual recompensará cada segundo as suas obras; a saber: A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção; Mas a indignação e ira aos que são contenciosos, desobedientes à verdade e obedientes à iniquidade; Tribulação e angústia sobre toda a alma do homem que faz o mal; primeiramente do judeu e também do grego (Romanos 2.5-10). Haverá, concordemente recompensa no por vir.

Conclusão

Claramente vemos no contexto do Livro de Eclesiastes a mesma doutrina que encontramos nas demais Escrituras. 

1. Neste mundo o homem sofre adversidades, isso inclui até mesmo o justo padecer e o ímpio florescer. (Ec 2.14-16)

2. Embora os eventos aparentemente sejam os mesmos, assim como morre um animal, morre o homem; assim como morre um justo, morre o ímpio, isso não deve levar o homem a ser descompromissado. (Ec 6.6)

3. Salomão enfatiza que seu discurso refere-se às observações 'debaixo do sol', portanto não está negando a condição dos mortos; ele restringe sua visão à perspectiva terrena. Na conclusão de seu discurso ele ultrapassa as fronteiras materiais, retirando o véu, e aponta para o Dia do Juízo.

4. Haverá uma prestação de contas - após a morte. (Ec 12.7,13,14; Rm 2.5-10)

5. A morte física entre homens e animais é semelhante, segundo uma observação natural. Mas a constituição do homem é diferente, pois tem espírito (Ec 12.7) e responderá diante de Deus (Ec 12.13,14)

© Márcio Souza

Os mortos não sabem coisa nenhuma - Eclesiastes 9:5


"Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a memória ficou entregue ao esquecimento." Eclesiastes 9:5


Este versículo é freqüentemente usado pelas testemunhas de Jeová para argumentar que a morte traz aniquilação total da existência. Para apoiar essa idéia de forma ainda mais conclusiva, a Tradução da Torre de Vigia diz:

"Pois os viventes estão cônscios de que morrerão, os mortos porém não estão cônscios de absolutamente nada..."

Se este versículo for simplesmente tirado de seu contexto e citado como prova, tem-se a impressão de que as testemunhas de Jeová estão certas. Mas tirar esta passagem de seu contexto pode ser muito perigoso.

Uma ilustração perfeita é o caso de certo cirurgião de transplantes que, falando a repórteres sobre um procedimento cirúrgico que estava advogando, citou as Escrituras:

"Pele por pele! Tudo quanto o homem tem dará pela sua vida".

Quando eu li a narrativa no jornal, fiquei perturbado pelo uso que fazia do versículo, e, conferindo, descobri que as minhas suspeitas estavam corretas - ele citava o demônio! No contexto, o versículo diz:


"Então Satanás respondeu ao Senhor: Pele por pele! Tudo quanto o homem tem dará pela sua vida" (Jó 2:4).

Além de apresentar o ponto de vista de Deus, a Bíblia também relata muitas coisas ditas e feitas por outras pessoas, algumas boas e outras não tão boas. Ela apresenta os pontos de vista humanos e até mesmo os pontos de vista do demônio, como mencionado acima.

Se estudarmos atentamente Cantares de Salomão, encontrado na maior parte das Bíblias logo depois de Eclesiastes, vamos descobrir que este livro é na verdade uma conversa que envolve, pelo menos, três diferentes pessoas, embora elas não estejam claramente identificadas no texto. Seria possível dizer coisa semelhante sobre Eclesiastes?

Os eruditos reconhecem que este é um livro muito difícil de ser entendido. Mas, aparentemente, o escritor inspirado de Eclesiastes está apresentando um contraste entre pontos de vista: o secular, o ponto de vista materialista, versus o celestial e espiritual. O livro se desenvolve como um debate em andamento que acontece na mente do escritor. O ponto de vista divino triunfa no final, com a admoestação de Eclesiastes 12: 

"Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade... Tudo já foi ouvido: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é todo o dever do homem" (Ecl.12:1,13).

Mas e as partes que antecedem este capítulo? Os primeiros versículos de Eclesiastes 9 parecem refletir o lado secular da batalha. Não apenas o escritor diz no versículo 5 que os mortos não sabem nada, mas também acrescenta "para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol" (v. 6). (Pergunte à testemunha de Jeová se ela acredita que os mortos se foram para sempre. Ela irá responder não, porque acredita em uma futura ressurreição para esta terra debaixo do sol.). O versículo 2 expressa o seguinte pensamento: 

"Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao mau, ao puro e ao impuro...".

Uma idéia contraditória ao resto das Escrituras. (Pergunte à testemunha de Jeová se ela acredita que irá receber o mesmo destino, se for justa ou ímpia. Sua resposta terá que ser não.)

Nós podemos concluir que o versículo 5 está localizado no meio de uma seção que expressa o ponto de vista secular, descrente – não o ponto de vista de Deus.

Qual é o ponto de vista de Deus? Obviamente, Deus sabe se os mortos são ou não cônscios. E ele colocou nas Escrituras um número de referências indicando a resposta. Leia estes versículos com a testemunha de Jeová, perguntando a ela o que cada um deles revela sobre a condição dos mortos:

"E quando abriu o quinto selo, vi por baixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa da obra de testemunho que costumavam ter. E gritaram com voz alta dizendo: Até quando, Soberano Senhor, santo e verdadeiro, abster-se-á de julgar e vingar o nosso sangue dos que moram na terra? E a cada um deles foi dada uma comprida veste branca; e foi-lhes dito que descansassem mais um pouco, até que completasse o número dos seus co-escravos e dos seus irmãos, que estavam para ser mortos assim como eles também tinham dito." (Rev. 6:9-11 [Apocalipse] Tradução do Novo Mundo)

"Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor; todavia, por causa de vós, julgo mais necessário permanecer na carne. (Fil. 1:23,24)

"Jesus disse: Veio a morrer o mendigo, e foi levado pelos anjos para o seio, de Abraão; morreu também o rico, e foi sepultado. No hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe a Abraão, e a Lázaro no seu seio." (Luc. 16:22,23)

(Veja também as considerações sobre Salmo 37:9,11,29, 146:3,4; Ezequiel 18:4;e Lucas 16:22-28.)


As Testemunhas de Jeová Refutadas Versículo por Versículo - 
David A. Reed

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