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Este versículo indica que as pessoas terão um corpo físico na ressurreição? Jó 19.26

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Satanás estava afligindo o corpo de Jó, e por essa razão a carne dele estava apodre­cendo. Contudo, Jó expressava a sua fé em Deus através destas palavras: "Ainda em minha carne verei a Deus" (Jó 19.26). As seitas — incluindo os adeptos da Nova Era e as Testemunhas de Jeová — negam que na ressurreição os ressuscitados terão corpos físicos.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: A Bí­blia freqüentemente se refere à ressurreição da carne (con­fira em Lc 24.26,27;At 2.31). O fato de que Jó tenha se apegado à mesma é claro por várias razões. Primeiro, embora a preposição "em" (no original min) possa trans­mitir a idéia de "sem", é uma característica dessa prepo­sição que, quando utilizada juntamente com o verbo "enxergar", signifique "a partir do melhor ponto de".

Essa idéia é reforçada pelo paralelismo contrastante que foi empregado nesse verso. A poesia hebraica fre­qüentemente emprega duas linhas paralelas de expres­sões poéticas, que algumas vezes expressam palavras ou idéias contrastantes (chamado de paralelismo antitético). Nesse caso, a perda da carne de Jó é contrastada com a sua confiança em Deus como sendo capaz de restaurar o seu corpo, já em decadência diante de seus próprios olhos, de tal maneira que em sua própria carne ele veria a Deus. Essa é a mais sublime expressão da fé de Jó em uma ressurreição física literal.

A ressurreição física é afirmada em passagens do An­tigo (Is 26.19; Dn 12.2) e do Novo Testamento (Lc 24.39; Jo 5.28,29; At 2.31,32). Portanto, o entendimento de Jó a respeito da ressurreição física está de acordo com o restante das Escrituras.

Resposta as Seitas - 
Norman G. Geisler e Ron Rhodes - 
CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus

Jó 7.9 e 14.12 contradiz o ensino bíblico a respeito da ressurreição?

A MÁ INTERPRETAÇÃO: As Escrituras ensinam que todo ser humano será ressuscitado de sua sepultura em um corpo (conferir Dn 12.2; 1 Co 15.22; Ap 20.4-6). Verdadeiramente, Jesus disse que um dia "todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e... sairão" (Jo 5.28,29). Contudo Jó aparentemente diz o oposto quan­do escreve: "Aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir" (Jó 7.9; veja também Jó 14.12; Is 26.14; Am 8.14). A passagem em Jó 7.9 certamente vem à tona quando se discute com as Testemunhas de Jeová.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Con­forme o primeiro conjunto de passagens claramente re­vela, haverá a ressurreição de todos os mortos, tanto dos justos como dos injustos (At 24.15;Jo 5.28,29). O pró­prio Jó expressou a sua crença na ressurreição declaran­do: "E depois de consumida a minha pele, ainda em mi­nha carne verei a Deus" (Jó 19.26). O que ele quis dizer quando falou sobre alguém que desce à sepultura e não torna mais (7.9) é explicado no versículo seguinte: "Nun­ca mais tornará à sua casa" (v. 10). Em outras palavras, aqueles que morrem não retornam às suas vidas mortais novamente. De fato, a ressurreição é para uma vida imortal (1 Co 15.53) e não para o mesmo tipo de vida mortal que a pessoa tinha antes.

Jó 14.12 não nega que haverá qualquer ressurreição, mas simplesmente que ela não ocorrerá até que "não haja mais céus", isto é, até o final dos tempos. É nessa ocasião precisa­mente, "no fim do tempo", que a ressurreição acontecerá (Dn 11.40; conferir 12.1,2; Jo 11.24). A passagem ensina realmente sobre a doutrina da ressurreição. Porque Jó sim­plesmente se referia a ser escondido por Deus na sepultura até um tempo determinado, quando o próprio Deus se lembraria dele novamente (14.13) na ressurreição.

Nem tampouco Isaías 26.14 nega a ressurreição, mas também reafirma tal doutrina. Os versos seguintes di­zem claramente:"Os teus mortos viverão, os teus mortos ressuscitarão... a terra lançará de si os mortos" (Is 26.19). Então, o verso 14 significa que eles não viverão até que aconteça a ressurreição.

A memória dos ímpios perecerá no cenário terrestre. Estes não serão novamente levantados até que o cenário celestial alvoreça. Alguns textos que aparentam negar a ressurreição (por exemplo Am 8.14) simplesmente se referem à queda dos inimigos de Deus, que nunca mais se levantarão para se oporem a Ele novamente. Jamais retomarão a influência que tiveram sobre o povo de Deus. Deus os derrubou de uma forma irrecuperável.

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Norman G. Geisler e Ron Rhodes - 
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Este versículo ensina a reencarnação? Jó 1.20,21

A MÁ INTERPRETAÇÃO: A Bíblia fala contra a cren­ça na reencarnação (Jo 9.3; Hb 9.27). Mas aqui Jó fala de uma pessoa retornando a Deus após a sua própria morte. Alguns reencarnacionistas apelaram para esse versículo buscando apoio para as suas doutrinas.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Jó não está se referindo ao "retorno" da alma a outro corpo com a finalidade de viver novamente, mas do retorno do corpo à sepultura. Deus disse a Adão que ele "retornaria à terra" pois "porquanto és pó e em pó te tornarás" (Gn 3.19). O termo hebraico utilizado para "ventre" (shammah) é usado de maneira figurativa na expressão poética de Jo referindo-se à "terra". As idéias de "terra" e "ventre" são utilizadas no Salmo 139, referindo-se ao fato de Deus nos ter criado: "Entreteceste-me no ventre de minha mãe", nas "profundezas da terra" (vv.13,15). Na condi­ção de antigo livro de sabedoria hebreu, Jó acreditava que as pessoas trabalhavam "a partir do dia em que saíam do ventre de sua mãe, até o dia em que retornavam à mãe de todos [isto é, ao ventre da terra]" (Eclesiástico 40.1, a seguir). Do mesmo modo, Jó utilizava a expressão poética "retornar para lá [isto é, para o ventre de minha mãe]", referindo-se à terra da qual todos nós viemos, e para a qual todos voltaremos (conforme Ec 12.7). 

Mes­mo que alguém insistisse na compreensão literal dessa figura de linguagem, não provaria a reencarnação. Ape­nas poderia mostrar que uma pessoa retorna ao ventre de sua própria mãe após a sua morte, o que é um absur­do. Finalmente, Jó não acreditava na reencarnação em um outro corpo mortal. Ele cria na ressurreição em um corpo imortal e declarou: "Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus" Jó 19.25,26; ênfase minha). Ele compre­endia que esta carne corruptível seria revestida de um corpo incorruptível (conferir 1 Co 15.42-44). A dou­trina da reencarnação, em contraste, não diz que as pes­soas serão ressuscitadas uma única vez e em um corpo físico imortal; ela é a crença de que a alma será reencarnada muitas vezes em corpos mortais, que morrerão sucessivamente. Portanto, não existe qualquer base para se alegar que Jó acreditava nessa doutrina.

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Norman G. Geisler e Ron Rhodes - 
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Cristo teve um corpo de carne apenas antes da sua ressurreição? Hebreus 5:7a

PROBLEMA: Referindo-se aos "dias da sua carne" (de Jesus) como se fosse passado, pode parecer que Jesus não ressuscitou com um corpo da carne nem subiu ao céu com o mesmo corpo físico com que morreu. Contudo, o próprio Jesus disse que seu corpo ressurreto era de "carne e ossos" (Lc 24:31), e o Credo dos Apóstolos confessa a "ressurreição da carne".

SOLUÇÃO: A frase "dias da sua carne" simplesmente refere-se a permanência temporária de Jesus neste mundo. Nada tem que ver com a natureza do seu corpo ressurreto. Está claro em muitas passagens que Jesus ressuscitou com um corpo literalmente de carne, um corpo físico e humano (veja os comentários de Lucas 24:39; 1 João 4:2-3).


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Norman Geisler - Thomas Howe.

Se a carne e o sangue não podem entrar no céu, então como pode haver uma ressurreição física? 1 Coríntios 15:50

PROBLEMA: A Bíblia fala da ressurreição do corpo físico do túmulo (Jo 5:28-29), o qual é composto de "carne e ossos" (Lc 24:39), e que deixa um túmulo vazio com a ressurreição (Mt 28:6). Entretanto, de acordo com este versículo, "a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus".

SOLUÇÃO: Concluir, a partir desta frase, que o corpo ressurreto não será um corpo físico, de carne, não tem base bíblica. Em primeiro lugar, a frase seguinte, omitida na citação acima, indica claramente que Paulo está falando não da carne no corpo ressurreto, mas da carne que é corruptível: "nem a corrupção herdar a incorrupção" (v. 50). Paulo, portanto, não está afirmando que o corpo ressurreto não será de carne, mas que ele não será de carne corruptível.

Segundo, para convencer os discípulos, que estavam cheios de temor, de que cie não era um espírito imaterial (Lc 24:37), Jesus enfaticamente lhes disse: "Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e verificai, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho" (Lc 24:39). Pedro declarou que o corpo ressurreto era o mesmo corpo de carne que foi ao túmulo e que nunca viu a corrupção (At 2:31), o que também foi reafirmado por Paulo (At 13:35). João dá a entender, portanto, que seria ir contra Cristo negar que ele permanece "na carne" mesmo depois da sua ressurreição.

Terceiro, esta conclusão não pode ser invalidada por se declarar que o corpo ressurreto de Jesus era de carne e ossos, e não de carne e sangue, pois, se era de carne e ossos, tratava-se literalmente de um corpo material, tivesse ou não sangue. "Carne e ossos" acentua mais a solidez do corpo ressurreto de Jesus; são sinais mais claros de sua tangibilidade do que o sangue, que não pode ser tão facilmente visto ou tocado.

Quarto, a frase "carne e sangue" neste contexto aparentemente significa carne e sangue mortais, ou seja, um mero ser humano. Isto tem o suporte de empregos semelhantes dessa expressão no NT. Quando Jesus disse a Pedro: "Não foi carne e sangue que to revelaram" (Mt 16:17), ele não estava se referindo a tais substâncias existentes no corpo, o que obviamente não poderiam lhe ter revelado ser ele o Filho de Deus. Não, a interpretação mais natural de 1 Coríntios 15:50 parece ser que os seres humanos, como agora são: terrenos e corruptíveis, não podem herdar o reino glorioso e celestial de Deus.

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Cristo, depois de sua ressurreição, passou a ser um espírito vivificante, ou obteve ele um corpo físico? 1 Coríntios 15:45

PROBLEMA: Paulo afirma aqui que Cristo foi feito "espírito vivificante" depois da sua ressurreição. Alguns têm até mesmo usando esta passagem para provar que o corpo ressurreto de Jesus não era físico.

SOLUÇÃO: Não é este o caso, por várias razões.

Primeira, "espírito vivificante" não fala da natureza do corpo ressurreto, mas da origem divina da ressurreição. O corpo físico de Jesus veio de volta à vida somente pelo poder de Deus (cf. Rm 1:4). Assim, Paulo está falando de uma origem espiritual, não de sua substância física como corpo material (veja também os comentários de 1 Co 15:44).

Segunda, se "espírito" descrevesse a natureza do corpo ressurreto de Cristo, então Adão (com quem ele é contrastado) não teria uma alma, ja que ele é descrito como "formado da terra, terreno" (v. 47). A Bíblia, porém, diz com clareza que Adão era "uma alma vivente" (Gn2:7).

A terceira razão é que o corpo ressuscitado de Jesus é chamado de "corpo espiritual"(v. 44), sendo que esta palavra "espiritual", conforme discutido em 1 Coríntios 15:44, é a mesma palavra empregada por Paulo para descrever alimentos materiais e uma rocha física (1 Co 10:4).

Quarta, o corpo ressurreto, referido como "corpo" (Sõma), e relativo a um ser humano em particular, sempre indica tratar-se de um corpo físico.

Em resumo, o corpo ressurreto é chamado de "espiritual" e "espírito vivificante" porque provém do mundo espiritual, não porque sua substância é imaterial. O corpo ressurreto sobrenatural de Cristo do céu", assim como o corpo natural de Adão era "da terra" (v. 47). Mas da mesma forma como aquele que era "da terra" tem uma alma imaterial, também aquele "do céu" tem um corpo material.

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O corpo ressurreto é material ou não material? 1 Coríntios 15:44

PROBLEMA: Paulo declara que o corpo ressurreto é um "corpo espiritual" (1 Co 15:44) mas um corpo espiritual não é material. Entretanto, outra parte da Bíblia declara que o corpo ressurreto de Jesus era feito de "carne e ossos"(Lc 24:39).

SOLUÇÃO: Um corpo "espiritual" é um corpo imortal, não um corpo imaterial. Um corpo "espiritual" é aquele que é dominado pelo espírito, não um corpo desprovido de matéria. A palavra grega pneumatikos (nessa passagem traduzida como "espiritual") significa um corpo dirigido pelo espírito, em oposição ao que está sob o domínio da carne. Ele não é governado pela carne que perece, mas pelo espírito que permanece (1 Co 15:50-58). Assim, "corpo espiritual" não significa corpo imaterial e invisível, mas imortal e imperecível. Isso é claro em vista dos seguintes fatos:

Primeiro, observe o paralelismo mencionado por Paulo:


CORPO ANTERIOR
À RESSURREIÇÃO
CORPO POSTERIOR
À RESSURREIÇÃO
Terrestre (v. 40)
Corruptível (v. 42)
Fraco (v. 43)
Mortal (v. 53)
Natural (v. 44)
Celestial
Incorruptível
Poderoso
Imortal
[Sobrenatural]

Todo o contexto indica que "espiritual" (pneumatikos) poderia ser traduzido por "sobrenatural" em contraste com "natural". Isto fica claro pelos paralelos de "corruptível" e "incorruptível", "mortal" e "imortal". Com efeito, esta mesma palavra grega (pneumatikos) é traduzida como "sobrenatural" em 1 Coríntios 10:4, que fala de uma rocha sobrenatural "que os seguia" no deserto.

Segundo, a palavra "espiritual"(pneumotikos) em 1 Coríntios refere-se a objetos materiais. Paulo falou da "rocha espiritual" que seguia Israel no deserto e eles "beberam da... fonte espiritual" (1 Co 10:4). A história no AT (Êx 17; Nm 20) revela que foi uma rocha física, produzida de modo sobrenatural, da qual eles literalmente obtiveram água para beber.

Jesus, em João 6, multiplica, de maneira sobrenatural, a quantidade de pães de modo a alimentar cinco mil pessoas. Embora se trata-se de pão literalmente material, poderia ter sido chamado de "pão espiritual", devido a sua origem sobrenatural. Com esse mesmo sentido, o maná oferecido a Israel pôde ser chamado de "manjar espiritual" (1 Co 10:3).

Além disso, quando Paulo falou sobre um "homem espiritual" (1 Co 2:15), obviamente não estava se referindo a alguém que fosse visível, imaterial, que não tivesse um corpo físico, mas sim a um homem de carne e osso cuja vida era vivida pelo poder sobrenatural e Deus e dirigida pelo Espírito. O homem espiritual é aquele que é ensinado pelo Espírito e que recebe as coisas que provêm do Espírito de Deus (1 Co 2:13-14).

O corpo ressurreto pode ser chamado de "corpo espiritual", no mesmo sentido em que chamamos a Bíblia de "livro espiritual". A despeito de sua origem e poder espirituais, tanto o corpo ressurreto como a Bíblia são feitos de matéria.

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Paulo está ensinando que o corpo ressurreto é diferente daquele que foi semeado - uma espécie de reencarnação? 1 Coríntios 15:37

PROBLEMA: De acordo com esse versículo, "[não semeamos] o corpo que há de ser". Alguns consideram que isso significa que o corpo ressurreto é um corpo diferente, um corpo "espiritual" (v. 44), que não é necessariamente material (veja os comentários de 1 Co 15:44). Isso então prova que não ressuscitaremos com o mesmo corpo físico de carne e ossos som que morremos?

SOLUÇÃO: Há de fato mudanças no corpo ressurreto, mas a mudança não é para um corpo não físico - não é para um corpo substancialmente diferente daquele que possuímos agora. A semente que vai para a terra produz mais sementes da mesma espécie, não sementes imateriais. É nesse sentido que Paulo pode dizer: "não semeias [não fazes morrer] o corpo que há de ser", já que ele é imortal e não pode morrer. O corpo ressuscitado é diferente por ser imortal (1 Co 15:53), não por ser um corpo imaterial. A respeito de seu corpo ressurreto, Jesus disse: "Sou eu mesmo; apalpai-me e verificai, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho" (Lc 24:39).

Há muitas razões para sustentar que o corpo ressurreto de Jesus, embora transformado e glorificado, é identicamente o mesmo corpo de carne e ossos que ele tinha antes da ressurreição. E como a ressurreição de nossos corpos será como a de Jesus (Fp 3:21), essa verdade é válida para a ressurreição do corpo do crente.

Observe estas características do corpo ressurreto de Jesus: (1) Era o mesmo corpo, com as cicatrizes da crucificação feitas nele antes da ressurreição (Lc 24:39; Jo 20:27). (2) Foi o mesmo corpo que, ressuscitando, deixou vazio o sepulcro (Mt 28:6; Jo 20:5-7; cf. Jo 5:28-29). (3) O corpo físico de Jesus não se degradou no túmulo (At 2:31). (4) Jesus disse que o mesmo corpo destruído será reconstruído (Jo 2:19-22). (5) O corpo imortal "reveste" o mortal, mas não o substitui (1 Co 15:53). (6) A planta que provém da semente é tanto genética como fisicamente ligada à semente. O que se semeia é o que se colhe (1 Co 15:37-38). (7) Era o mesmo corpo de "carne e ossos" (Lc 24:39), que podia ser tocado (Mt 28:9; Jo 20:27) e que podia comer alimentos físicos (Lc 24:41-42).

A "mudança" (1 Co 15:51) que ocorre na ressurreição, a que Paulo se refere, é uma mudança no corpo, não uma mudança de corpo. As mudanças na ressurreição são acidentais, não substanciais. São mudanças em qualidades secundárias, não em qualidades primárias. Trata-se da mudança de um corpo físico corruptível para um corpo físico incorruptível; de um corpo físico para um corpo não físico; de um corpo físico mortal para um corpo físico imortal. Porém não é a mudança de um corpo material para um não-material.


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Foi Jesus o primeiro, de todos os tempos, a ser ressuscitado de entre os mortos? 1 Coríntios 15:20

PROBLEMA: A Bíblia parece declarar que Cristo foi o primeiro de todos os que ressuscitaram de entre os mortos, chamando-o de "as primícias dos que dormem". Entretanto, há muitas outras ressurreições registradas na Bíblia, que aconteceram antes da ressurreição de Jesus, tanto no AT (cf. 1 Rs 17:22; 2 Rs 13:21) como no NT (cf. Jo 11:43-44; At 20:9). Como então a ressurreição de Jesus pode ter sido a primeira?

SOLUÇÃO: Quando Jesus retornou dos mortos, esta foi a primeira ressurreição real. Todas as demais foram simplesmente casos de ressuscitamento ou de revivificação de um corpo morto. Há cruciais diferenças entre a ressurreição e um simples ressuscitamento.

A ressurreição é para um corpo imortal, ao passo que o ressuscitamento é meramente a volta para o corpo mortal (cf. 1 Co 15:53). Isso quer dizer que Lázaro e qualquer outro que tenha ressuscitado dos mortos, que não Cristo, um dia vieram a morrer de novo. A ressurreição de Cristo foi a primeira que é referida como a de quem vive "pelos séculos dos séculos" (Ap 1:18).

Além disso, o corpo ressurreto tem certas qualidades sobrenaturais, não inerentes ao corpo mortal, tais como a possibilidade de aparecer e desaparecer da vista imediatamente (Lc 24:31) ou entrar num quarto fechado (Jo 20:19).

Finalmente, mesmo sendo a ressurreição mais que o ressuscitamento, ela implica também no revivificar o corpo, porém acrescido ce outras características. Corpos ressuscitados morrem de novo, mas o corpo ressurreto de Jesus é imortal. Ele conquistou a morte (Hb 2:14; 1 Co 15:54-55), ao passo que corpos que foram simplesmente revivificados um dia acabarão por ser conquistados pela morte. Entretanto, o fato de Jesus ter sido o primeiro a ressuscitar com um corpo imortal não significa que esse corpo que ascendeu seja imaterial. A ressurreição é muito mais do que reanimar um cadáver, embora isto também ocorra. Foi o mesmo corpo de "carne e ossos" (Lc 24:39) que ressuscitou.



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Por que Jesus apareceu a apenas uns poucos? 1 Coríntios 15:5-8

PROBLEMA: Alguns críticos sugeriram que o fato de somente alguns terem visto Jesus após a ressurreição indica que ele necessariamente teria que estar invisível ao olho humano, materializando-se a algumas pessoas, em determinadas ocasiões. Mas isso é contrário à posição que temos do tradicionalmente defendida pelos cristãos de que a ressurreição de Jesus foi literal e física.

SOLUÇÃO: Primeiro, Jesus não apareceu a apenas uns poucos. Ele apareceu a mais de 500 pessoas (1 Co 15:6), inclusive a muitas mulheres, a seus próprios apóstolos, a seu irmão Tiago e a Saulo de Tarso (que então era quem mais se opunha aos cristãos).

Segundo, Jesus não apareceu apenas em poucas ocasiões. Ele apareceu em pelo menos doze ocasiões diferentes, durante um período de quarenta dias (At 1:3) e em muitas localidades geográficas diferentes. (Veja o diagrama na questão sobre Mateus 28:9).

Terceiro, Jesus não permitiu que ninguém lançasse mãos sobre ele, mesmo antes de sua ressurreição. Numa ocasião, uma multidão descrente tentou pegá-lo para "o precipitarem abaixo. Jesus, porém, passando por entre eles, retirou-se" (Lc 4:29-30; cf. Jo 8:59; 10:39).

Quarto, mesmo antes de sua ressurreição, Jesus escolhia aqueles para quem Ele realizava milagres. Ele recusou-se a fazer milagres na sua terra natal "por causa da incredulidade deles" (Mt 13:58). Ele ainda desapontou Herodes, que esperava vê-lo praticar alguma maravilha (Lc 23:8). A verdade é que Jesus recusou-se a lançar pérolas aos porcos (Mt 7:6). Em submissão à vontade do Pai (Jo 5:30), Ele era soberano a respeito do que fazia, antes e depois da ressurreição. Mas isso de modo algum prova que Ele teria de necessariamente estar invisível e imaterial tanto antes como depois da ressurreição.

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Jesus apareceu somente a crentes? 1 Coríntios 15:5-8

PROBLEMA: Alguns críticos tentaram lançar dúvida quanto à validade da ressurreição de Cristo, insistindo que ele apareceu somente a crentes, mas nunca a incrédulos. Isso é verdade?

SOLUÇÃO: E incorreto declarar que Jesus não apareceu a incrédulos. Isso está claro por muitas razões. Primeiro, ele apareceu ao então maior dos que não criam em Jesus, Saulo de Tarso (At 9:lss). A Bíblia dedica uma boa parte de vários capítulos para contar essa história (At 9; 22; 26).

Segundo, até mesmo os discípulos de Jesus eram ainda descrentes da ressurreição quando pela primeira vez ele lhes apareceu. Quando Maria Madalena e outros relataram que Jesus tinha ressuscitado, "tais palavras lhes pareciam um como delírio, e não acreditaram nelas" (c 24:11). Mais tarde, Jesus teve de repreender os dois discípulos no caminho de Emaús quanto à descrença em sua ressurreição: "Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!" (Lc 24:25).

Mesmo depois de Jesus ter aparecido às mulheres, a Pedro, aos dois discípulos e aos dez apóstolos, ainda Tomé disse: "Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos e ali não puser o meu dedo, e não puser a minha mão no seu lado, de modo algum acreditarei" (Jo 20:25). Após a ressurreição, Tomé dificilmente poderia ser considerado um crente.

Finalmente, além de aparecer aos seus incrédulos discípulos, Jesus apareceu também a alguns que não eram absolutamente discípulos. Ele apareceu ao seu irmão Tiago (1 Co 15:7), que, com seus outros irmãos, não era crente antes da ressurreição (Jo 7:5). Assim, é simplesmente falso afirmar que Jesus não apareceu a descrentes.

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Se Deus vai destruir o corpo, então como ele poderá ser ressuscitado? 1 Coríntios 6:13

PROBLEMA: Paulo disse: "Os alimentos são para o estômago, e o estômago, para os alimentos; mas Deus destruirá tanto estes como aquele" (1 Co 6:13). Com isso, alguns argumentam que o corpo ressuscitado não terá a anatomia ou fisiologia do corpo anterior à ressurreição. Por outro lado, Paulo deu a entender que reconheceremos os nossos queridos no céu (1 Ts 4:13-18).

SOLUÇÃO: O corpo que vai para o túmulo é o mesmo corpo, feito imortal, que dele há de sair. Isso é provado pelo fato de que: o túmulo de Jesus ficou vazio; ele tinha as cicatrizes da crucificação no seu corpo (Jo 20:27); o seu corpo era "carne e ossos"(Lc 24:39); as pessoas podiam tocar nele, e assim fizeram (Mt 28:9); e ele podia comer alimentos físicos, o que fez em várias ocasiões (Lc 24:40-42).

Quanto a 1 Coríntios 6:13, um cuidadoso estudo do contexto revela que, quando Paulo diz que Deus destruirá tanto os alimentos como o estômago, ele está se referindo ao processo da morte, não à natureza do corpo ressuscitado. Além disso, conquanto o corpo ressuscitado possa não ter necessidade de se alimentar, ele tem a capacidade para fazê-lo. Comer no céu será um prazer, sem ser uma necessidade.

Assim, o corpo que a morte "destrói" é o mesmo que a ressurreição restaura. Argumentar que não haverá um corpo ressuscitado porque o estômago será "destruído" é equivalente a declarar que as outras partes do corpo - a cabeça, os braços, as pernas, o tronco - não ressuscitarão, porque a morte as tornará em pó também.



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Quantos anjos estavam no túmulo de Jesus: Um ou dois?

A questão tem surgido simplesmente porque Mateus e Marcos mencionam um anjo, enquanto Lucas e João referem-se a dois. Não há nenhuma contradição se havia dois anjos, porém Mateus e Marcos citam o que era o porta-voz.

Tradução: Hélio S. Júnior - Desafio Cristão

O Túmulo Vazio
























"Ele, porém, disse-lhes: Não vos assusteis; buscais a Jesus Nazareno, que foi crucificado; já ressuscitou, não está aqui; eis aqui o lugar onde o puseram."  (Marcos 16 : 6)

Fonte: http://chickbrasil.no.comunidades.net/

Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai - Jo 20.17



Na manhã de Sua ressurreição, nosso Senhor, ao ser abraçado por Maria Madalena, disse-lhe:

“Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai” (Jo 20.17).[1] 

Por causa dessa declaração, os defensores da antibíblica teoria da inconsciência dos mortos alegam que o homem não possui nenhum componente imaterial e indestrutível em sua constituição, que, no caso dos salvos, seguiria para o céu no momento da morte, para desfrutar da presença de Deus. Veja como pensam os adventistas do sétimo dia e as testemunhas de Jeová, por exemplo:

“Se o próprio Jesus declarou, após ter ressurgido dentre os mortos, que não havia subido ao Pai, então devemos concluir que os remidos que morrem, em vez de irem ao céu como almas desincorporadas, ficam completamente inconscientes. Isso só vem fortalecer a idéia de que o homem não tem uma alma imortal em sua estrutura, que sobrevive conscientemente à morte”.

A fim de desfazer essa interpretação equivocada de João 20.17, elaborei este estudo. Ao final, os leitores perceberão que essa declaração de Jesus não tem força alguma para negar a noção da sobrevivência consciente da alma ante a morte do corpo material. Boa leitura.

“Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai (Jo 20.17) 

[Os mortos estão inconscientes?]

"Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus." (Jo 20.17)

Por causa dessas palavras que Jesus proferiu a Maria Madalena, no domingo da ressurreição, os partidários da tese da inconsciência dos mortos concluem que o ser humano não tem um elemento imaterial e indestrutível em sua composição, que seguiria para o céu por ocasião da morte. Dizem:

“Se Jesus não subiu ao Pai, então isso contradiz a idéia de que o homem possui uma alma imortal que, no caso dos salvos, segue para o céu no momento da morte. E se Jesus não subiu ao Pai, então nenhum dos justos que morreram também subiu. Todos aqueles que morrem ficam inconscientes nas sepulturas”.

No entanto, esse argumento ignora que nosso Senhor tão-somente se referia à Sua ascensão corporal ao céu, evento este que só aconteceu quarenta dias após Sua ressurreição (At 1.1-3). Ou seja, Jesus, em Seu corpo glorificado, ainda não havia subido ao Pai.[2]

E com relação à alma de Jesus, onde ela ficou durante aqueles três dias em que Seu corpo repousou no sepulcro? Jesus, em Suas palavras registradas em João 20.17, não disse absolutamente nada sobre essa questão. Contudo, sabemos, por meio de textos como o Salmo 16.10 e Atos 2.27, 31, que enquanto Seu corpo jazia no sepulcro, Sua alma foi para o lado bem-aventurado do Hades (= Sheol).

Em sua equivocada interpretação de João 20.17, os defensores da idéia da inconsciência dos mortos não perceberam que esse texto não foi escrito para falar sobre a condição da pessoa no período entre a morte e a ressurreição, se a mesma ficaria consciente ou não. Ele apenas diz que o corpo glorificado de nosso Senhor, naquela manhã da ressurreição, ainda não havia ascendido ao céu. A expressão “ainda não subi para meu Pai” não serve para apoiar nem para combater a noção da consciência dos mortos.


Paulo Sérgio de Araújo

[1] A citação bíblica deste estudo foi extraída da Bíblia Almeida Corrigida e Revisada (1994), traduzida por João Ferreira de Almeida, e publicada pela Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil.

[2] Os proponentes da tese da inconsciência dos mortos são forçados a concordar que Jesus referiu-se apenas à Sua ascensão corporal, do contrário terão que concluir que nosso Senhor estava dizendo que Sua alma não havia subido ao Pai.


Como podia Jesus passar por uma porta fechada tendo um corpo físico? João 20:19

PROBLEMA: Alguns críticos chegaram à conclusão de que o fato de Jesus ter aparecido dentro de um quarto que estava com as portas fechadas (Jo 20:19) prova que seu corpo tinha que ter sido desmaterializado, para que isso fosse possível, e que portanto o seu corpo ressurreto não era essencial ou continuamente material. Entretanto, muitas outras passagens das Escrituras indicam que o corpo ressurreto de Jesus era literalmente "carne e ossos"(Lc 24:39), que podia comer alimentos físicos e que tinha, inclusive, as cicatrizes da crucificação (Lc 24:40-43).


SOLUÇÃO: O corpo ressurreto de Jesus era em essência continuamente material (veja os comentários de Lucas 24:34). O fato de que Jesus podia entrar num quarto fechado de modo algum prova que ele tinha que se desmaterializar para poder fazer isso. Isto está claro por várias razões.

Primeira, o texto não diz na verdade que Jesus passou pela porta fechada. Ele simplesmente diz que: "Ao cair da tarde daquele dia, ... trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com medo dos judeus, veio Jesus, pôs-se no meio [deles]" (Jo 20:19). A Bíblia não disse como Jesus entrou dentro daquela casa.

Segunda, se assim Jesus tivesse desejado, ele poderia ter realizado este mesmo milagre antes de sua morte, com o seu corpo físico não-ressuscitado. Como Filho de Deus, seus poderes miraculosos eram de igual forma extraordinários antes da ressurreição.

Terceira, mesmo antes da sua ressurreição Jesus realizou milagres com o seu corpo material que transcenderam as leis naturais, tais como andar sobre as águas (Jo 6:16-20). Esse ato, porém, não prova que o seu corpo antes da ressurreição fosse imaterial. De outro modo, o fato de Pedro ter andado sobre as águas (Mt 14:29) significaria que o seu corpo se desmaterializou por um momento e depois rapidamente materializou-se!

Quarta, embora físico, o corpo ressurreto de Jesus é por sua própria natureza um corpo sobrenatural (veja os comentários de 1 Co 15:44), seria de se esperar que ele pudesse fazer coisas sobrenaturais, tal como aparecer dentro de um quarto trancado.

Quinta, de acordo com a física moderna, não é impossível um objeto material passar por uma porta; é apenas estatisticamente improvável. Os objetos físicos são mais espaço vazio do que matéria. Tudo o que é necessário para que um objeto físico passe por outro meio físico é o correto alinhamento das partículas nos dois objetos. E isto não é problema para aquele que criou o corpo, em primeiro lugar.


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Como Jesus pôde dizer que nunca morreremos, se a Bíblia declara que todos um dia morreremos? João 11:26

PROBLEMA: Deus mesmo disse a Adão: "No dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gn 2:17). Paulo reafirmou isso, declarando que "por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram" (Rm 5:12). Mas Jesus parece contradizer isso quando afirmou: "todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente" (Jo 11:26).

SOLUÇÃO: Antes de mais nada, mesmo tomando literalmente o que Jesus disse, ele não estava afirmando que os crentes não morreriam. De fato, ele declarou no versículo precedente: "ainda que morra, viverá". Em outras palavras, Jesus declarou que por ser ele a "ressurreição e a vida" (v. 25), ele ressuscitaria para uma vida eterna aqueles que nele cressem (cf. Jo 5:28-29).

Além disso, Jesus poderia estar falando acerca da vida espiritual e da morte espiritual. Nesse sentido, aqueles que nele crêem terão vida espiritual (Jo 3:16, 36), mesmo vindo a experimentar a morte física. Pois aqueles que nascerem uma vez só morrerão duas vezes: uma vez fisicamente e outra vez na "segunda morte" (Ap 20:14), a separação final de Deus. Mas aqueles que nascerem duas vezes (Jo 3:3, 7) morrerão apenas uma vez (fisicamente), mas viverão com Deus para todo o sempre.


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Jesus era invisível aos olhos mortais antes e depois de suas aparições? Lucas 24:34

PROBLEMA: A frase "ele apareceu" significa "ele se tornou visível" para eles (cf. 1 Co 15:5-8). Jesus desaparecia também (Lc 24:31). Com isso, há quem considere que ele não era necessariamente material, mas que apenas se materializava quando aparecia aos seus discípulos e se desmaterializava quando desaparecia. Entretanto, outras passagens declaram que Jesus teve em todo tempo o mesmo corpo material de carne e ossos com o qual morreu (Lc 24:39; Jo 20:27).

SOLUÇÃO: Que o corpo ressurreto de Jesus era um corpo essencialmente material, está bem claro a partir dos seguintes fatos. Primeiro, o corpo ressurreto de Cristo podia ser visto a olhos abertos durante suas aparições. Elas são descritas com a palavra horaõ ("ver"). Embora essa palavra às vezes seja usada com o sentido de ver realidades invisíveis (cf. Lc 1:22; 24:23), com freqüência o seu sentido é o de ver com os olhos abertos.

João, por exemplo, emprega a mesma palavra (horaõ) quando diz que pessoas viram Jesus com seu corpo terreno antes da ressurreição (6:36; 14:9; 19:35) e quando o viram com o corpo ressurreto (20:18, 25, 29). Já que a mesma palavra para "corpo" (soma) é usada com referência a Jesus antes e depois da ressurreição (cf. 1 Co 15:44; Fp 3:21), e desde que a mesma palavra para "ver" (horaõ) é empregada nas duas ocasiões, não há razão para crer que o corpo ressurreto não tenha sido literalmente o mesmo corpo natural de Jesus.

Além disso, mesmo na frase "ele se deixou ser visto" (tempo aoristo passivo, ophthè, o sentido é que Jesus tomou a iniciativa de se mostrar aos discípulos, não que ele estivesse necessariamente invisível. A mesma forma ("Ele [eles] apareceu [apareceram]") é usada no AT grego (2 Cr 25:21), num livro apócrifo (1 Macabeus 4:6), e no NT (At 7:26) a respeito de meros seres humanos aparecendo em corpos físicos normais.

Nessa forma passiva, a palavra significa dar início a uma aparição em público, mover-se de um lugar em que a pessoa não está sendo vista para outro em que seja vista. Não significa necessariamente que esteja expressando que algo invisível por natureza tenha se tornado visível. Antes, o significado geralmente é mais "vir para onde possa ser visto".

Não há razão alguma, portanto, para entender que tal expressão esteja se referindo a alguma coisa naturalmente invisível que tenha se tornado visível, como alguns querem. Se assim fosse, isso significaria que aqueles seres humanos, em seus corpos antes da ressurreição, eram essencialmente invisíveis antes de serem vistos por outras pessoas.

Ainda, o mesmo evento que é descrito pela expressão "ele apareceu" ou "que ele seja visto" (aoristo passivo), tal como a aparição a Paulo (1 Co 15:8), é descrito também na voz ativa. Paulo escreveu acerca dessa mesma experiência em 1 Co 9:1: "Não vi Jesus, nosso Senhor?". Mas se o corpo ressurreto pode ser visto por um olho aberto, então ele não é invisível até que se faça visível por alguma pretendida "materialização".

Jesus desapareceu diante de seus discípulos também em outras ocasiões (veja Lc 24:51; At 1:9). Mas se ele podia desaparecer de repente, assim como aparecer, então sua capacidade de aparecer não pode ser tomada como evidência de que o seu corpo ressurreto era essencialmente invisível. Pela mesma razão sua capacidade de desaparecer de repente poderia então ser usada como evidência de que ele era essencialmente material e que de súbito podia tornar-se imaterial.

Finalmente, há muitas outras explicações racionais para o destaque dado às aparições que foram da iniciativa do próprio Jesus. Em primeiro lugar, elas eram a prova de que tinha vencido a morte (At 13:30-31; 17:31; Rm 1:4). Jesus disse: "Eu sou ... aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno" (Ap 1:18; cf. Jo 10:18). A tradução "foi visto" (1 Co 15:5ss) é um modo perfeitamente adequado para expressar o seu triunfo, de sua própria iniciativa. Ele foi soberano sobre a morte assim como sobre suas aparições após a ressurreição.

Há que se acrescentar ainda que ninguém presenciou o momento histórico em que a ressurreição ocorreu. Mas o fato de Jesus ter aparecido repetidamente com o mesmo corpo por cerca de quarenta dias
(At 1:3) a mais de 500 pessoas diferentes (1 Co 15:6), em doze diferentes ocasiões, isso é uma incontestável evidência de que ele realmente levantou-se, com seu corpo físico, de entre os mortos.

Em resumo, a razão para o destaque nas várias aparições de Cristo não é porque o corpo ressurreto era essencialmente invisível e imaterial, mas antes para mostrar que ele era mesmo material e imortal. Sem o túmulo vazio e sem as repetidas aparições do mesmo corpo, que nele estivera enterrado, não haveria prova da ressurreição. Portanto, não é de todo surpreendente que a Bíblia tão fortemente destaque as muitas aparições de Cristo. Elas são a prova real da ressurreição física que ocorreu.


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Se Jesus tinha o mesmo corpo físico depois da sua ressurreição, por que os seus discípulos não o reconheceram? Lucas 24:31b

PROBLEMA: Aqueles dois discípulos andaram com Jesus, falaram com ele, comeram com ele e, entretanto, não o reconheceram. Outros discípulos tiveram a mesma experiência (veja os versículos abaixo). Se Jesus ressuscitou com o mesmo corpo físico (cf. Lc 24:39; Jo 20:27), então por que ele não foi reconhecido?

SOLUÇÃO: Jesus ressuscitou precisamente com o mesmo corpo de carne e ossos que ele tinha quando morreu (veja os comentários de 1 Coríntios 15:37). Foram várias as razões por que ele não foi imediatamente econhecido por seus discípulos:

1. Estupidez - Lucas 24:25-26
2. Incredulidade - João 20:24-25
3. Desapontamento - João 20:11-15
4. Temor - Lucas 24:36-37
5. Escuridão - João 20:1,14-15
6. Distância - João 21:4
7. Roupas diferentes - João 19:23-24; cf. 20:6-8

Note, entretanto, duas coisas importantes: o problema foi apenas temporário, e antes que Jesus desaparecesse a cada vez eles estavam absolutamente convencidos de que era o mesmo Jesus, com o mesmo corpo físico de carne, ossos e cicatrizes que possuía antes da ressurreição! E eles saíram de sua presença para pôr o mundo de cabeça para baixo, destemidos diante da morte, porque não tinham a mínima dúvida de que Jesus vencera a morte com o mesmo corpo físico com o qual havia passado por ela.


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Depois de uma aparição, Jesus desaparecia repentinamente diante de seus discípulos, desmaterializando-se? Lucas 24:31a

PROBLEMA: Jesus podia não apenas aparecer de repente depois de sua ressurreição (cf. Jo 20:19), como também desaparecer instantaneamente. Será isso uma evidência, como alguns críticos alegam, de que Jesus se desmaterializava nessas ocasiões?

SOLUÇÃO: Jesus ressuscitou com o mesmo corpo físico, embora glorificado, com o qual morrera. Tal corpo é uma importante característica de sua permanente humanidade tanto antes (cf. Jo 1:18) como depois (Lc 24:39; 1 Jo 4:2) de sua ressurreição.

Primeiro, o fato de que ele podia aparecer e desaparecer rapidamente não diminui a sua humanidade, mas a intensifica. Isso revela que, tendo o corpo ressurreto mais poderes do que o corpo anterior à ressurreição, ele não era nada menos do que físico. Isto é, não deixou de ser um corpo material, muito embora pela ressurreição tenha ganho poderes além dos que têm os meros corpos físicos.

Segundo, é da própria natureza do milagre ser imediato, em oposição ao processo gradual natural. Quando Jesus tocou a mão de um certo homem, "imediatamente ele ficou limpo da sua lepra" (Mt 8:3). Da mesma forma, com o comando de Jesus, o paralítico "no mesmo instante, tomando o leito, retirou-se à vista de todos" (Mc 2:10-12). Quando Pedro proclamou que o coxo de nascença fosse curado, "imediatamente, os seus pés e tornozelos se firmaram; de um salto se pôs em pé, passou a andar ..."(At 3:7-8).

Terceiro, Filipe foi imediatamente trasladado da presença do eunuco etíope, com o seu corpo físico, ainda não ressurreto. O texto diz que, depois de batizar o eunuco, "o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, não o vendo mais o eunuco"(At 8:39). Num momento Filipe foi visto com o eunuco; no momento seguinte ele derepente e miraculosamente desapareceu e veio a aparecer noutra cidade (At 8:40). Tal fenômeno não necessita de um corpo imaterial. Portanto, as aparições e os desaparecimentos repentinos não são provas do imaterial, mas sim do sobrenatural.

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As aparições de Jesus depois da ressurreição eram físicas ou eram meras visões? Lucas 24:23

PROBLEMA: Jesus referiu-se ao seu corpo ressurreto como tendo carne e ossos (Lc 24:39). Ele comeu alimentos físicos (v. 42) e foi tocado por mãos humanas (Mt 28:9). Mas Lucas refere-se a uma "visão", o que implica que não era uma aparição física. Alguns também apontam para o fato de que aqueles que estavam com Paulo, quando ele passou por aquela experiência no caminho de Damasco, não viram Cristo (veja tf 9:7).

SOLUÇÃO: As aparições de Jesus após sua ressurreição foram literais, foram aparições de um corpo físico. Isso é evidente por várias razões. Primeiro, a passagem de Lucas (24:23) não se refere a uma visão de Cristo, mas tão-somente àquelas mulheres vendo anjos no sepulcro, e não a uma aparição de Cristo. Os Evangelhos nunca falam de uma aparição de Jesus após a ressurreição como sendo uma visão, nem o faz Paulo em sua lista de 1 Coríntios 15.

Segundo, os encontros com Cristo após a ressurreição são descritos por Paulo como aparições literais (1 Co 15:5-8), não como visões. A diferença entre uma mera visão e uma aparição física é significativa. As visões são de realidades invisíveis, espirituais, tal como Deus e os anjos. As aparições, por outro lado, são de objetos físicos que podem ser vistos ie olhos abertos. As visões não têm manifestações físicas a elas associadas, mas as aparições têm.

As pessoas, às vezes, "vêem" ou "ouvem" coisas em suas visões (Lc 1:1 lss; At 10:9ss), mas não com os seus puros sentidos físicos. Quando acontece de alguém ver anjos com os seus olhos físicos, ou ter algum contato físico com eles (Gn 18:8; 32:24; Dn 8:18), não se trata de uma visão, mas de uma aparição real de anjos no mundo físico. Nessas aparições, os anjos assumem temporariamente uma forma visível e depois retornam ao seu estado normal, invisível. Entretanto, as aparições de Jesus após a ressurreição foram experiências em que Cristo foi visto a olho nu em sua permanente e visível forma física. De qualquer forma, há uma significativa diferença entre uma simples visão e uma aparição física.

VISÃO
APARIÇÃO

De uma realidade espiritual
Não há manifestações físicas
Daniel 2; 7
2 Coríntios 12


De um objeto físico
Há manifestações físicas
1 Coríntios 15
Atos 9


Terceiro, certamente a maneira mais comum de se referir a um encontro com o Cristo ressurreto é usando a palavra "aparição". As aparições foram acompanhadas de manifestações físicas, tais como a voz audível de Jesus, as feridas da crucificação em seu corpo físico, sensações físicas (como o toque) e o fato de alimentar-se em três ocasiões. Esses fenômenos não são meramente subjetivos ou do interior da pessoa, eles envolvem uma realidade física, exterior.

Finalmente, a posição discordante de que a experiência de Paulo teria sido uma visão - porque os que estavam com ele não viram Cristo não tem fundamento, já que seus companheiros viram a luz e ouviram o som, tal como Paulo, mas apenas este olhou para a luz, e somente ele viu Jesus.


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Jesus apareceu em corpos diferentes depois de sua ressurreição? Marcos 16:12

PROBLEMA: De acordo com Marcos, Jesus apareceu "em outra forma". Com base nisso, alguns argumentam que depois da ressurreição Jesus assumiu corpos diferentes em ocasiões diferentes, não tendo o mesmo corpo físico que tivera antes da ressurreição. Mas isso é contrário ao ortodoxo entendimento que se tem da ressurreição, como é indicado por muitos outros versículos (veja os comentários de Lucas 24:34).

SOLUÇÃO: Tal conclusão não tem cabimento por várias razões. Primeiro, há sérias questões quanto à autenticidade do texto envolvido. Marcos 16:9-20 não é encontrado em alguns dos mais antigos e melhores manuscritos (veja os comentários de Marcos 16:9-20). E sobre a reconstrução dos textos originais a partir dos manuscritos disponíveis, muitos eruditos crêem que os textos mais antigos são mais confiáveis, já que são mais próximos do manuscrito original.

Segundo, mesmo admitindo a autenticidade do texto, o evento do qual ele é um resumo (cf. Lc 24:13-32) simplesmente diz que "os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de o reconhecer" (Lc24:16). Isso torna claro que o elemento miraculoso não estava no corpo de Jesus, mas nos olhos daqueles discípulos (Lc 24:16,31). O reconhecimento de Jesus lhes tinha sido impedido até que os olhos deles foram abertos.

Terceiro, na melhor das hipóteses, essa é uma referência obscura e isolada. E não é sábio basear nenhum pronunciamento doutrinário num texto assim.

Quarto, seja qual for o significado de "em outra forma", com certeza não é o de uma forma diferente do seu corpo material, físico, real. Pois, nessa mesma ocasião, Jesus comeu comida material (Lc 24:30), e mais tarde, nesse mesmo capítulo de Lucas, ele deu uma prova de que era carne e ossos", e não um "espírito" não-material (vs. 38-43). Finalmente, "em outra forma" provavelmente tenha o sentido de ser diferente da figura do jardineiro com que Maria anteriormente o confundira (Jo 20:15). Nesse tempo Jesus apareceu na forma de um viajante (Lc 24:13-14).


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A quem Cristo apareceu primeiro, às mulheres ou aos discípulos? Mateus 28:9

PROBLEMA: Tanto Mateus como Marcos apresentam as mulheres como tendo sido as primeiras a verem o corpo ressurreto de Cristo. Marcos diz que  ele "apareceu primeiro a Maria Madalena" (16:9). Mas Paulo se refere a Pedro (Cefas) como tendo sido o primeiro a ver Cristo depois de sua ressurreição (1 Co 15:5).

SOLUÇÃO: Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena, depois às outras mulheres, e então a Pedro. A ordem em que as doze aparições de Cristo ocorreram é a seguinte:
AS DOZE APARIÇÕES DE CRISTO EM ORDEM CRONOLÓGICA
Pessoas
Viram
Ouviram
Tocaram
Outras Evidências
1- Maria
(Jo 20:10-18)
X
X
X
Túmulo vazio
2- Maria e as mulheres
(Mt 28:1-10)
X
X
X
Túmulo vazio
3- Pedro (1 Co 5:5)
X
X*

Túmulo vazio, roupas
4- Dois discípulos
(Lc 24:13-35)
X
X

Comeram com ele
5- Dez apóstolos
(Lc 24:36-49; Jo 20:19-23)
X
X
X**
Viram as feridas
Comeram alimentos
6- Onze apóstolos
(Jo 20:24-31)
X
X
X**
Viram as feridas
7- Sete apóstolos
X
X

Comeram alimentos
8- Todos os apóstolos
(Mt 28:16-20)
(Mc 16:14-18)
X
X


9- 500 irmãos
(I Co. 15:6)
X
X*


10- Tiago (1 Co 15:7)
X
X*


11- Todos os apostolos
(At 1:4-8)
X
X

Comeram com ele
12- Paulo
(Atos 9:1-9; 1Co 15:8)
X
X



*    implícito
** ofereceu-se para ser tocado

Paulo não deu uma lista completa, mas somente a que tinha importância para o seu propósito. Desde que apenas o testemunho de homens era considerado legal ou oficial no primeiro século, é compreensível que o apóstolo não tenha listado mulheres na defesa que ele fez da ressurreição.


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