O Método Científico é uma filosofia?

Filosofia é o estudo e a tentativa de obter conhecimento e verdade. É uma maneira de olhar as coisas. É uma coleção de idéias e pressuposições que são usadas para interpretar a realidade. É “a investigação racional das verdades e princípios do ser, conhecer ou conduzir”.[1] Se percebermos que o método científico é um modo de alcançar a verdade, então ele encaixa-se na definição de filosofia. Mas vamos parar por aqui. Para que o método científico opere, diversas pressuposições filosóficas precisam ser feitas.

Em primeiro lugar, aqueles que empregam o método científico devem pressupor a estabilidade e previsibilidade do universo. Eles devem presumir o a natureza axiomática da lógica. Eles devem pressupor que os cientistas vão apresentar seus resultados com honestidade e objetividade. E, os cientistas dever estar dispostos a ter suas idéias desafiadas e testadas. Cada uma dessas áreas subjacentes são aspectos que devem estar estabelecidas para o método científico ser válido, mas o método científico não pode validá-los.

O Problema com o Método Científico

Mas há um problema. O método científico pressupõe o naturalismo e/ou o materialismo porque se baseia em testes e repetibilidade, coisas que são necessariamente focada apenas no mundo material. O naturalismo é a crença de que o mundo pode ser compreendido em termos científicos. O materialismo é a crença de que a matéria (e energia) é tudo que existe. Se estas pressuposições estão corretas, então, por definição, Deus não pode ser conhecido e deve ser dispensado do domínio do conhecimento, e assim estabelecido pelo método científico. Se os cientistas e crentes na suficiência do método científico mantivessem suas perguntas teológicas fora de cogitação, então, isso seria ótimo. Mas não mantêm. Eles promovem a evolução como a verdade de como o homem chegou aqui e, muitas vezes, afirmam que a crença em Deus é irracional – porque não pode ser testada pelo método cientifico. Mas isto equivale a usar um par de óculos vermelhos e proclamar que o verde não existe, porque todos os seus testes usando óculos vermelhos não mostram o verde. O problema, claro, é que quando uma pressuposição filosófica é feita para que o conhecimento e verdade sejam julgados, o que é aprendido é limitado por estes pressupostos – especialmente se esses pressupostos são o naturalismo e o materialismo.

Se o método científico fosse restrito aos fenômenos materialisticos e se ele não se pronunciasse sobre a existência de Deus, então não seria problema. Mas cada vez mais, cientistas (Dawkins, Hitchens, etc.) fazem afirmações sobre domínios não abrangidos pela ciência. Eles adotaram a visão filosófica de que a ciência é a única maneira de aprendizagem real e o que não se pode testar no laboratório, não existe. Esta é uma idéia sem fundamento, com suas próprias armadilhas. Pense um pouco. Como os cientistas testam e quantificam a moralidade, o amor, a misericórdia, a justiça, a compaixão etc e tudo, dos quais, são realidades que não residem no reino da matéria e do movimento?

Então, o método científico é uma filosofia? Claro que sim.

Matt Slick

Nota:

[1] dictionary.com

Fonte: CARM (Christian Apologetics & Research Ministry) 
Traduzido por Gaspar de Souza

Por que Crianças Inocentes Precisam Morrer nas Mãos de Outras Pessoas?

Se há um Deus bondoso no universo por que crianças inocentes precisam sofrer nas mãos de pessoas más? Esta é uma boa questão. Acima de tudo, o que as criancinhas fizeram para merecer punição ou sofrimento? Nada. Mesmo assim sofrem. Se Deus é amoroso e poderoso por definição, por que não impede que ocorra essa injustiça?

É verdade que Deus é bom. Sua natureza é santa e Ele é amável e paciente. Mas Deus também é justo e sábio. Ele criou Adão e Eva e os colocou no Jardim do Éden, concedendo-lhes domínio sobre o mundo. Esse domínio não foi apenas funcional. Foi também representativo. Em outras palavras, Adão foi o cabeça geral sobre a humanidade. Isso implica que Adão representou toda a humanidade. [1] A Bíblia ensina que quando ele caiu em pecado, caímos juntos (Rm 5.12-21). Outra forma de ver isso é o fato de Adão reunir todos nós de forma representativa, em sua vida e em sua semente. Quando ele caiu, não apenas herdamos uma natureza pecaminosa por simplesmente nascermos, mas igualmente herdamos um mundo corrompido pelo pecado.

Não herdamos de Adão apenas uma natureza pecaminosa, mas também um mundo corrompido pelo pecado: morte, deterioração, desastres etc. Além disso, Deus nos concedeu o status e a responsabilidade de gerenciar o que nos foi dado. Assim, Deus nos entregou um mundo que era bom no início, mas caído por causa de Adão. Neste mundo, vivemos com as conseqüências das nossas ações. Infelizmente isso implica que uma das conseqüências do pecado é que às vezes o inocente sofre.

No entanto, falando tecnicamente, nem mesmo as crianças são inocentes. A Bíblia ensina que todos somos por natureza filhos da ira (Ef 2.3). Seja como for, o pecado de Adão é imputado ou assumido para toda e qualquer pessoa que Adão representou da mesma forma que a retidão de Cristo é imputada ou assumida para toda e qualquer pessoa a quem Ele representou. Se alguém diz que é injusto Adão representar-nos na Queda, então deve também aceitar que é injusto Cristo representar-nos na cruz. Em último caso isso significaria que não haveria salvação. Isso ocorre porque Deus estabeleceu a idéia da representação, para que possamos ser salvos. A conseqüência infeliz disto é que também precisamos continuar sofrendo os efeitos do fracasso que veio com Adão.

Logo, embora Deus possa intervir e impedir que as pessoas sofram, e Ele provavelmente já faz isso sem que percebamos, existem ainda aqueles que vão sofrer no mundo pelos efeitos do pecado no homem e sobre a criação.

Matt Slick

NOTAS:

[1] — Cabeça geral não apenas significa que Adão nos representou na queda, mas também que Cristo nos representou sobre a cruz. Assim como em Adão todos morremos, em Cristo somos todos vivificados (1Co 15.22).


Traduzido e editado por: Marcelo Herberts 
27 de Outubro de 2005.
Fonte: http://www.monergismo.com/.

O Mormonismo é Cristão?

Se você é um mórmon. perdoe-me pelo título ser tão abrupto. Eu não estou tentando atacar você, seu caráter ou a sinceridade da sua crença. Se você é um não-mómon entrando para o mormonismo ou um cristão que está simplesmente pesquisando acerca do mormonismo, então este artigo pode ajudá-lo.

A razão pela qual o mormonismo não é cristão é porque ele, assim como outros cultos e seitas, anula uma ou mais das doutrinas essenciais do cristianismo. Das doutrinas essenciais (Jesus é Deus em carne, a salvação é pela graça e a ressurreição física de Jesus), o mormonismo distorce duas delas: a pessoa de Jesus e o seu trabalho de salvação.

O Mormonismo não apenas ensina que Deus, o Pai, tem um corpo de carne e sangue (D. & C. 130:22), como também ensina que Jesus é um ser criado; isto é, que ele foi criado no céu como um dos filhos espirituais de Deus (Jesus the Christ, by Talmage, p. 8). Isto está em total contrariedade ao ensino bíblico de que Ele é Deus em carne (Jo 1:1,14), eterno (Jo 1:1,2,15), incriado ainda que nascido na terra (Cl 1:15), e o criador de tudo (Jo 1:3; Cl 1;16-17). Jesus não pode ser criado e incriado ao mesmo tempo. Apesar do Mormonismo ensinar que Jesus é deus em carne, ele ensina que ele é "um" deus em carne, um dos três deuses que exercem o ofício da Trindade (Articles of Faith, by Talmage, pp.35-40). Esses três deuses são o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Isto é diretamente contraditório com a doutrina bíblica de que existe apenas um Deus (Is 44:6,8; Is 45:5). Veja os artigos acerca da Trindade para uma correta discussão acerca do que é a Trindade.

Devido aos erros do Mormonismo acerca de quem Jesus é, a salvação é anulada. Nós somos salvos dos nossos pecados e da condenação por colocar a nossa confiança em Jesus para o perdão deles. Mas a fé só é tão boa quanto o objeto em que foi colocada. O Jesus Mórmon não é aquele da Bíblia, apesar de chamarem ele de Jesus, dizerem que ele morreu pelos pecados e que ele nasceu em Belém. Mas as similaridades param aí. É a natureza de Jesus que está em jogo. Jesus é Deus em carne, (a segunda pessoa da Trindade) e não apenas "um" deus em carne. Ele é incriado, e não um ser criado. Ele é o criador (Cl 1:16-17), e não o irmão do diabo como o Mormonismo afirma.

A teologia Mórmon ensina que deus era um homem em um outro planeta, que ele tornou-se um deus por seguir leis e ordenanças do deus daquele mundo, e que ele trouxe uma de suas esposas para este mundo com a qual ele produziu crianças espirituais que habitariam os corpos humanos no nascimento. A primeira criança espiritual a nascer foi Jesus. A segunda foi Satanás, e então nós todos viemos depois. O Jesus do Mormonismo definitivamente não é o mesmo Jesus da Bíblia. Portanto a fé no Jesus Mórmon, é uma fé inútil.

O Mormonismo ensina que o sacrifício de Jesus na cruz (e recebê-lo pela fé) não é suficiente para alcançar o perdão dos pecados. Eles ensinam que o perdão dos pecados é obtido através do esforço cooperativo com Deus, isto é, nós devemos ser bons e seguir as leis e ordenanças de Deus para que possamos obter o perdão. Considere o que disse James Talmage, uma figura Mórmon muito importante, "O ensino sectário do dogma da justificação apenas pela fé tem exercido uma influência maligna" (Articles, p. 432), e "... a justiça da doutrina escriturística de que a salvação vem para o indivíduo somente pela obediência" (Articles, p. 81). Isto contradiz a doutrina bíblica do perdão dos pecados pela graça através da fé (Rm 5:1; Rm 6:23; Ef 2:8-9) e da doutrina de que as obras não são parte da salvação mas resultado dela (Rm 4:5; Tg 2:14-18).

Para ajudar a confundir o assunto, o Mormonismo ensina que a salvação é dupla: perdão dos pecados e ressurreição universal. Então, quando um mórmon fala de salvação pela graça, ele está se referindo à ressurreição universal. Mas, a Bíblia fala de salvação como o perdão dos pecados, não simplesmente ressurreição universal. Quando o Mormonismo ensina que o perdão dos pecados não é apenas pela fé, a Bíblia o ensina. Quem está certo? A Bíblia, obviamente.

Para justificar a sua teologia aberrante subestima a Bíblia. O oitavo artigo de fé da Igreja Mórmon diz: "Nós cremos que a Bíblia seja a palavra de Deus tanto quanto seja exata a sua tradução." Em outras palavras, onde a Bíblia contraria o Mormonism, ela está errada.

Porque o Mormonismo é uma seita não-cristã? Porque ele adiciona a necessidade de obras para a salvação. Nega que Jesus é o criador incriado. Altera o ensino bíblico da expiação. Contradiz o ensino cristão do monoteísmo. Questiona a autoridade e veracidade da Bíblia.

Eu não nego que os Mórmons são boas pessoas, que eles adoram "um" deus, que eles compartilham palavras comuns com os cristãos, que eles ajudam o seu povo e que eles fazem muitas coisas boas. No entanto, Jesus disse em Mt 7:21-23: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, eu lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade." (ARA). Tornar-se cristão não significa filiar-se a uma igreja, fazer coisas boas, ou simplesmente, acreditar em Deus. Tornar-se um cristão significa que você confia no verdadeiro Deus para a sua salvação através do verdadeiro Jesus - não o irmão do diabo.

D. & C = Doctrines and Covenants (Doutrinas e Alianças)

Matt Slick

Tradução: Stephen Adams
Tradução de Vinicios Torres

Mathew Slick é Mestre em Teologia e dedica-se à evangelização de pessoas envolvidadas em seitas.

O Senhor é um Deus de Paz ou de Guerra?

1. Deus de Paz

A. (Isaías 2.4) – “E Ele julgará entre os povos, e corrigirá muitas nações; estas converterão as suas espadas em relhas de arados e suas lanças, em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.”

B. (Romanos 15.33) – “E o Deus da paz seja com todos vós. Amém!”

2. Deus de Guerra

A. (Êxodo 15.3) – “O Senhor é homem de guerra; Senhor é o seu nome.”

B. (Joel 3.9-10) – “Proclamai isto entre as nações: Apregoai guerra santa e suscitai os valentes; cheguem-se, subam todos os homens de guerra. Forjai espadas das vossas relhas de arado e lanças, das vossas podadeiras; diga o fraco: Eu sou forte.”

Qualquer pessoa pode tomar versículos fora de contexto, compará-los com outros versículos fora de contexto e assim ter uma “contradição”. Mas dessa forma o contexto é sacrificado e a verdade perdida. Em Isaías 2.4 Deus está dando uma mensagem profética de um tempo futuro em que Ele é quem definirá disputas e que não haverá mais guerra. Em Romanos 15.33 é simplesmente dito que Deus é um Deus de paz. De fato é.

No entanto temos versículos que revelam o lado inquisidor de Deus. Em Êxodo vemos Deus como um guerreiro. Mas o contexto é a destruição do exército egípcio. Como todos sabemos, o Egito escravizou a nação israelita e assim Deus simplesmente tornou-se o seu guerreiro e os libertou. Em Joel 3.9-10 vemos uma declaração profética, até porque o livro de Joel é de natureza profética. Em outras palavras, chegará o tempo em que será necessário lutar.

Não há contradição em Deus ser tanto o Senhor que combate inflexivelmente como também o Senhor que ama a paz. Isso é da mesma forma verdadeiro com pessoas que, pacíficas por natureza, vão lutar quando a situação assim exige.

Matt Slick

Traduzido por: Marcelo Herberts
06 de Outubro de 2005.
Fonte: http://www.monergismo.com/.

Como Memorizar a Escritura

Muitas pessoas não refletem que podem memorizar o trajeto de saída de um shopping novo, sem falar em lembrar um versículo da Bíblia. Tenho conversado com dúzias de pessoas sobre a memorização da Escritura que dizem sempre a mesma coisa: “Eu tenho uma memória terrível.” Minha resposta a elas é: “Tolice!” Todas as pessoas memorizam a todo momento. Você aprendeu a falar, não é mesmo? Você memorizou milhares de ‘fazer' e ‘não fazer' na vida, certo? Você sabe o seu número de seguro social, o seu número de telefone, o seu endereço, quantos irmãos, irmãs ou filhos tem, como chegar ao trabalho e o que fazer quando lá chega. O problema não é que as pessoas não conseguem memorizar, o problema é que não querem memorizar.

A Bíblia é o fundamento para o testemunho e você precisa memorizar versículos para que esteja apto a utilizá-los – isso se aplica à sua vida devocional bem como ao seu testemunho. Um problema sério que eu tenho constatado é que a maioria das pessoas memorizaram menos de sete versículos. O Testemunha de Jeová mediano tem se comprometido muito mais com essa memorização e, tendo oportunidade, poderia fazer o cristão mediano sentir-se tão conhecedor quanto um pão de banana. O que eu desejaria era ajudá-lo a memorizar melhor.

Quatro passos simples para a memorização.

Há quatro passos simples para a memorização da Escritura. Vamos usar 1 Pedro 2.24 como um exemplo: “e Ele mesmo carregou os nossos pecados em Seu corpo sobre o madeiro, para que pudéssemos morrer para o pecado e viver para a justiça; porque por suas chagas fostes sarados” (NASB).

Passo 1: Localização

O primeiro passo é memorizar a localização, não o versículo em si. A razão para isso é que se você esquecer o versículo, mas memorizou a sua localização, poderá sempre localizá-lo.

Primeiro memorize a localização: “1 Pedro 2.24”. Diga “1 Pedro 2.24” várias vezes. Não se preocupe de início com o que diz a passagem, apenas memorize a sua localização. Tenha certeza de que quando você falar 1 Pedro 2.24 isso flua suavemente dos seus lábios. Pronuncie 1 Pedro 2.24 enfatizando diferentes sílabas. Fale 1 Pedro 2.24, ou 1 Pedro 2.24 ou 1 Pedro 2. 24 ou ainda 1 Pedro 2.24. Mas fale 1 Pedro 2.24 tantas vezes quanto necessário para que quando você disser isso seja tão natural quanto respirar.

Passo 2: Ponto essencial

O segundo passo é estudar o ponto essencial ou cerne do versículo. No nosso exemplo ele é muito simples - “Jesus carregou os nossos pecados em Seu corpo sobre o madeiro.” Diga, “Jesus carregou os nossos pecados em Seu corpo sobre o madeiro” de diferentes formas. Diga “Jesus carregou os nossos pecados em Seu corpo sobre o madeiro”, ou “Jesus carregou os nossos pecados em Seu corpo sobre o madeiro”, ou “Jesus carregou os nossos pecados em Seu corpo sobre o madeiro” etc. Mas fale “Jesus carregou os nossos pecados em Seu corpo sobre o madeiro” tantas vezes quanto necessário para que quando você falar “Jesus carregou os nossos pecados em Seu corpo sobre o madeiro” isso seja tão natural quanto falar 1 Pedro 2.24 (um tanto repetitivo, não é?).

Passo 3: Associação

A terceira parte é mais divertida. É quando você associa os dois numa só coisa. Fale “1 Pedro 2.24 é Jesus carregou os nossos pecados em Seu corpo sobre o madeiro. Jesus carregou os nossos pecados em Seu corpo sobre o madeiro é 1 Pedro 2.24. 1 Pedro 2.24 é Jesus carregou os nossos pecados em Seu corpo sobre o madeiro…” Fale isso muitas vezes, cerca de dez vezes. Se você fizer isso, logo logo irá memorizar.

Essa parte da associação é importante porque ajuda você a pensar numa das partes sempre que pensar na outra. Por exemplo, se alguém pedir a você “Onde está escrito que Jesus carregou os nossos pecados em Seu corpo?” você imediatamente responderá dizendo “1 Pedro 2.24”. Isso funciona.

Passo 4: Um pedaço de papel

O quarto e último passo é pegar um pedaço de papel com linhas, de 8 polegadas e meia por 11 polegadas (N.T.: 1 polegada = 2,54cm) e riscar uma linha vertical de uma polegada a partir do lado esquerdo.

Escreva a localização do versículo na coluna da esquerda do seu papel e no lado direito escreva o versículo. Faça isso com todos os versículos que desejar memorizar. Dobre o papel, coloque-o em seu bolso ou bolsa e carregue-o aonde quer que você vá. Quando esquecer um versículo ou a sua localização simplesmente tome o papel e refresque a sua memória. Logo você terá memorizado mais de cem versículos.

A memorização é como um exercício. Quanto mais você o praticar, mais fácil ele se tornará a você; quanto menos você se dedicar a ele mais se tornará árduo. Portanto faça isso. Se você seguir esse procedimento a sua mente se tornará como uma esponja, você acabará memorizando toda espécie de coisas com a maior facilidade, como quantas meias há na sua gaveta, tudo o que está na sua geladeira e mesmo onde estão as chaves do seu carro.

E mais uma coisa: você ficará espantado como o Senhor usa o que você memorizou.

Matt Slick

Traduzido por: Marcelo Herberts
02 de Outubro de 2005.
Fonte: http://www.monergismo.com/.

Porque é necessário escrever sobre Catolicismo Romano?

É necessário escrever sobre Catolicismo romano porque existem diferenças significativas entre as doutrinas católicas e protestantes. Protestantes acusam os católicos de irem contra as escrituras, e os católicos dizem que os protestantes não têm a fé verdadeira, que vêm sendo levada por séculos pela Igreja Católica. Independente de qual lado é o seu, a verdadeira questão é se a Igreja Católica representa o verdadeiro Cristianismo.

Se você é um Católico Romano, por favor entenda que esse site não foi feito para te ofender de forma alguma. Esse site tem como objetivo examinar a verdade, toda e qualquer verdade, e compará-la à Bíblia. Não interessa quem, ou qual grupo proclama saber a verdade, nós sabemos que a Bíblia é a Palavra de Deus, e que nenhuma verdade vinda de Deus irá contradizê-la. Eu te suplico que examine o conteúdo desse site, e veja se o que está sendo ensinado aqui é verdade. Se você o fizer, você estará fazendo exatamente o que a Bíblia manda: examinar todas as coisas (1 Ts 5:21; 1 Pe 3:15; 2 Tm 2:15; Atos 17:11, Jd 3). Uma vez que a Igreja Católica considera que a Bíblia é a palavra de Deus, estou colocando a doutrina católica à prova, com base na Bíblia.

Se você é um protestante, você provavelmente se sentirá confortável visitando essas páginas, já que elas vão, principalmente, confrontar ensinamentos da Igreja Católica Romana. É evidente que a Igreja Romana adicionou muito à doutrina cristã que não está revelado na escrituras. Isso é uma questão que precisa ser tratada. É vital.

A Igreja Protestante cita a Bíblia sozinha como fonte de conhecimento doutrinário. A Igreja Católica, por outro lado, cita a Bíblia e a Tradição. Por favor, considere o texto a seguir:

"...a Igreja, a quem está confiada a transmissão e interpretação da Revelação,não tira só da Sagrada Escritura a sua certeza a respeito de todas as coisas reveladas. Por isso, ambas (A Sagrada Escritura e a Sagrada Tradição) devem ser recebidas e veneradas com igual espírito de piedade e reverência."1

Aparentemente, a Tradição é a fonte das doutrinas que claramente não são ensinadas na Bíblia, embora a Igreja Católica ainda diga que essas doutrinas estão implícitas no texto, e elucidadas através da Tradição Apostólica. Algumas delas são: A Missa, Penitência, Adoração de Maria, Purgatório, o Clero, a Confissão (sacramento), o Rosário, pecados Mortais e Veniais, e estátuas dentro da Igreja. A questão é se esses ensinamentos da Igreja Católica Romana têm credibilidade ou não. Eles representam realmente o Cristianismo? Eles podem ser fundamentados na Bíblia? Eles contradizem a Bíblia?

Esse site tenta examinar as doutrinas de Roma e compará-las à Bíblia, para ver se elas são fiéis ou contraditórias à Palavra de Deus. Nós sabemos que toda a verdade na Igreja Cristã de Deus vem Dele, através do Espírito Santo. A verdade não será, portanto, contraditória. Vamos ver o que a palavra escrita de Deus diz, e comparar com a Palavra Não Escrita, que é a Tradição da Igreja Católica Romana.


Matt Slick

1.Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 82.

Apologética Pressuposicional

Essa variante da apologética cristã envolve o uso de pressuposições. [1] Um cristão pressuposicionalista pressupõe a existência de Deus e argumenta dessa perspectiva para mostrar que o teísmo cristão procede. [2] Essa posição também pressupõe a verdade das Escrituras cristãs e depende da validade e do poder do evangelho para mudar vidas (Rm 1.16). Das Escrituras sabemos que o incrédulo é pecador em sua mente (Rm 1.18-32) e incapaz de discernir as coisas espirituais (1Co 2.14). Isso quer dizer que não importa quão convincente a evidência ou procedente a lógica, um descrente não pode vir à fé, pois a sua natureza caída vai distorcer a forma como ele recebe a verdade. A única coisa que pode finalmente mudá-lo é a regeneração. Para este fim, o pressuposicionalista procura mudar as pressuposições da pessoa para que estejam em conformidade com a revelação bíblica.

Eu percebi que as pressuposições de uma pessoa são extremamente importantes quando se discute Deus e a validade do Cristianismo. No debate busco sempre fazer um diagnóstico da posição de uma pessoa quanto a sua filosofia e pressuposição, e assim posso debater melhor sobre o Cristianismo. É de muita importância enfocar esse ponto, pois as pressuposições de uma pessoa vão determinar como ela interpreta os fatos. Por favor, considere o seguinte diálogo como um exemplo vívido de como isso acontece.

Allen: Sou um ateísta e evolucionista. Prove para mim que há um Deus.

Paul: Eu não creio que possa fazer isso a partir das suas pressuposições.

Allen: Por que não?

Paul: Porque as suas pressuposições não vão permitir que você examine de forma imparcial a evidência que eu apresentar a você da existência de Deus.

Allen: Isso porque não há evidência da existência de Deus.

Paul: Percebe? Assim você age. Apenas confirma o que eu estou dizendo.

Allen: Como assim?

Paul: A sua pressuposição é que não há Deus, logo, não importa o que eu possa apresentar a você para mostrar a Sua existência, você deve interpretar isso de uma maneira que seja coerente com a sua pressuposição; isto é, que não há Deus. Se eu tivesse uma fita de vídeo de Deus descendo do Céu, você diria que se tratava de um efeito especial. Se eu tivesse um milhão de testemunhas oculares dizendo tê-Lo visto, você alegaria que se tratava de histeria coletiva. Se eu tivesse as profecias do Antigo Testamento cumpridas no Novo Testamento, você diria que foram forjadas, datadas incorretamente ou que não se tratam realmente de profecias. Então, eu não posso provar qualquer coisa a você uma vez que a sua pressuposição não vai permitir isso. Ela é limitada.

Allen: Ela não é limitada.

Paul: Sim, é. A sua pressuposição não permite que da evidência você possa inevitavelmente determinar a existência de Deus – demonstrando que havia provas factuais da Sua existência. Não percebe? Se eu TIVESSE uma prova inequívoca a sua pressuposição forçaria você a interpretar os fatos de forma coerente com a sua pressuposição e assim você não seria capaz de ver a prova.

Allen: Entendo a sua colocação, mas estou aberto para ser persuadido, se você puder fazê-lo.

Paul: Então devo perguntar, que espécie de evidência você aceitaria provando a existência de Deus? Preciso saber no que consistem as suas pressuposições para assim trabalhar com elas ou contra elas.

A apologética pressuposicional difere da apologética clássica “em que a apologética pressuposicional rejeita a validade das provas tradicionais para a existência de Deus.” [3] Um pressuposicionalista típico volta-se à cosmovisão de uma pessoa e procura mudar a base ou fundamento a partir do qual a pessoa entende os fatos.

Têm sido aderentes a essa posição pessoas como Cornelius Van Til, Abraham Kuyper, Greg Bahnsen, John Frame etc.

Matt Slick

Notas:

[1] Uma pressuposição é uma suposição dada por certa.

[2] Teísmo é a crença que existe Deus e que ele está atuante no mundo.

[3] Geisler, Baker's Encyclopedia of Christian Apologetics , page 607.

Traduzido por: Marcelo Herberts
Fonte: http://www.monergismo.com/.
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