Os cristãos deveriam meditar ou essa é uma prática budista e hindu? Salmos 1.2

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Davi declarou nessa passa­gem que devemos "meditar de dia e de noite". Contudo, a meditação transcendental está associada às religiões orientais, tais como o budismo, o hinduísmo e a filosofia da Nova Era, que são contrárias ao cristianismo (Ferguson, 1980, 315,16). Os cristãos deveriam aderir à meditação?

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Existe uma diferença significativa entre a meditação cristã e a meditação mística encontrada em muitas religiões orien­tais, popularmente conhecidas como as religiões da Nova Era. As diferenças são destacadas na seguinte comparação:


NO CRISTIANISMO
NAS RELIGIÕES ORIENTAIS
Objeto           
Alguma coisa (Deus)
Nada (esvaziamento)
Propósito
Cultuar a Deus
Unir-se a Deus
Meio
Revelação divina
Intuição humana
Esfera
Por meio da razão
Além da razão
Poder
Pela graça de Deus
Pelo esforço humano
Experiência
Realidade objetiva
Puramente subjetiva
Estado imediato
Concentração
Relaxamento



(Veja Geisler e Amano, 135)

Observe a grande diferença: uma coisa é esvaziar a mente de alguém para que medite em nada, e outra coi­sa é preencher o pensamento de uma pessoa com a Pala­vra de Deus, para que esta passe a meditar no Deus vivo. Davi disse que meditava na "lei" de Deus — na Palavra, e não no vazio. O propósito dele era uma comunhão espiritual com Yahweh, e não uma união mística com o Brahma ou com o Tao das religiões orientais.


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Este versículo indica que as pessoas terão um corpo físico na ressurreição? Jó 19.26

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Satanás estava afligindo o corpo de Jó, e por essa razão a carne dele estava apodre­cendo. Contudo, Jó expressava a sua fé em Deus através destas palavras: "Ainda em minha carne verei a Deus" (Jó 19.26). As seitas — incluindo os adeptos da Nova Era e as Testemunhas de Jeová — negam que na ressurreição os ressuscitados terão corpos físicos.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: A Bí­blia freqüentemente se refere à ressurreição da carne (con­fira em Lc 24.26,27;At 2.31). O fato de que Jó tenha se apegado à mesma é claro por várias razões. Primeiro, embora a preposição "em" (no original min) possa trans­mitir a idéia de "sem", é uma característica dessa prepo­sição que, quando utilizada juntamente com o verbo "enxergar", signifique "a partir do melhor ponto de".

Essa idéia é reforçada pelo paralelismo contrastante que foi empregado nesse verso. A poesia hebraica fre­qüentemente emprega duas linhas paralelas de expres­sões poéticas, que algumas vezes expressam palavras ou idéias contrastantes (chamado de paralelismo antitético). Nesse caso, a perda da carne de Jó é contrastada com a sua confiança em Deus como sendo capaz de restaurar o seu corpo, já em decadência diante de seus próprios olhos, de tal maneira que em sua própria carne ele veria a Deus. Essa é a mais sublime expressão da fé de Jó em uma ressurreição física literal.

A ressurreição física é afirmada em passagens do An­tigo (Is 26.19; Dn 12.2) e do Novo Testamento (Lc 24.39; Jo 5.28,29; At 2.31,32). Portanto, o entendimento de Jó a respeito da ressurreição física está de acordo com o restante das Escrituras.

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Jó 7.9 e 14.12 contradiz o ensino bíblico a respeito da ressurreição?

A MÁ INTERPRETAÇÃO: As Escrituras ensinam que todo ser humano será ressuscitado de sua sepultura em um corpo (conferir Dn 12.2; 1 Co 15.22; Ap 20.4-6). Verdadeiramente, Jesus disse que um dia "todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e... sairão" (Jo 5.28,29). Contudo Jó aparentemente diz o oposto quan­do escreve: "Aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir" (Jó 7.9; veja também Jó 14.12; Is 26.14; Am 8.14). A passagem em Jó 7.9 certamente vem à tona quando se discute com as Testemunhas de Jeová.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Con­forme o primeiro conjunto de passagens claramente re­vela, haverá a ressurreição de todos os mortos, tanto dos justos como dos injustos (At 24.15;Jo 5.28,29). O pró­prio Jó expressou a sua crença na ressurreição declaran­do: "E depois de consumida a minha pele, ainda em mi­nha carne verei a Deus" (Jó 19.26). O que ele quis dizer quando falou sobre alguém que desce à sepultura e não torna mais (7.9) é explicado no versículo seguinte: "Nun­ca mais tornará à sua casa" (v. 10). Em outras palavras, aqueles que morrem não retornam às suas vidas mortais novamente. De fato, a ressurreição é para uma vida imortal (1 Co 15.53) e não para o mesmo tipo de vida mortal que a pessoa tinha antes.

Jó 14.12 não nega que haverá qualquer ressurreição, mas simplesmente que ela não ocorrerá até que "não haja mais céus", isto é, até o final dos tempos. É nessa ocasião precisa­mente, "no fim do tempo", que a ressurreição acontecerá (Dn 11.40; conferir 12.1,2; Jo 11.24). A passagem ensina realmente sobre a doutrina da ressurreição. Porque Jó sim­plesmente se referia a ser escondido por Deus na sepultura até um tempo determinado, quando o próprio Deus se lembraria dele novamente (14.13) na ressurreição.

Nem tampouco Isaías 26.14 nega a ressurreição, mas também reafirma tal doutrina. Os versos seguintes di­zem claramente:"Os teus mortos viverão, os teus mortos ressuscitarão... a terra lançará de si os mortos" (Is 26.19). Então, o verso 14 significa que eles não viverão até que aconteça a ressurreição.

A memória dos ímpios perecerá no cenário terrestre. Estes não serão novamente levantados até que o cenário celestial alvoreça. Alguns textos que aparentam negar a ressurreição (por exemplo Am 8.14) simplesmente se referem à queda dos inimigos de Deus, que nunca mais se levantarão para se oporem a Ele novamente. Jamais retomarão a influência que tiveram sobre o povo de Deus. Deus os derrubou de uma forma irrecuperável.

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Este versículo ensina a reencarnação? Jó 1.20,21

A MÁ INTERPRETAÇÃO: A Bíblia fala contra a cren­ça na reencarnação (Jo 9.3; Hb 9.27). Mas aqui Jó fala de uma pessoa retornando a Deus após a sua própria morte. Alguns reencarnacionistas apelaram para esse versículo buscando apoio para as suas doutrinas.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Jó não está se referindo ao "retorno" da alma a outro corpo com a finalidade de viver novamente, mas do retorno do corpo à sepultura. Deus disse a Adão que ele "retornaria à terra" pois "porquanto és pó e em pó te tornarás" (Gn 3.19). O termo hebraico utilizado para "ventre" (shammah) é usado de maneira figurativa na expressão poética de Jo referindo-se à "terra". As idéias de "terra" e "ventre" são utilizadas no Salmo 139, referindo-se ao fato de Deus nos ter criado: "Entreteceste-me no ventre de minha mãe", nas "profundezas da terra" (vv.13,15). Na condi­ção de antigo livro de sabedoria hebreu, Jó acreditava que as pessoas trabalhavam "a partir do dia em que saíam do ventre de sua mãe, até o dia em que retornavam à mãe de todos [isto é, ao ventre da terra]" (Eclesiástico 40.1, a seguir). Do mesmo modo, Jó utilizava a expressão poética "retornar para lá [isto é, para o ventre de minha mãe]", referindo-se à terra da qual todos nós viemos, e para a qual todos voltaremos (conforme Ec 12.7). 

Mes­mo que alguém insistisse na compreensão literal dessa figura de linguagem, não provaria a reencarnação. Ape­nas poderia mostrar que uma pessoa retorna ao ventre de sua própria mãe após a sua morte, o que é um absur­do. Finalmente, Jó não acreditava na reencarnação em um outro corpo mortal. Ele cria na ressurreição em um corpo imortal e declarou: "Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus" Jó 19.25,26; ênfase minha). Ele compre­endia que esta carne corruptível seria revestida de um corpo incorruptível (conferir 1 Co 15.42-44). A dou­trina da reencarnação, em contraste, não diz que as pes­soas serão ressuscitadas uma única vez e em um corpo físico imortal; ela é a crença de que a alma será reencarnada muitas vezes em corpos mortais, que morrerão sucessivamente. Portanto, não existe qualquer base para se alegar que Jó acreditava nessa doutrina.

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A prática de Jó de oferecer sacrifícios em favor de seus filhos dá suporte ao ensino católico romano sobre as indulgências? Jó 1.5

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Jó 1.5 declara que Jó ofe­recia sacrifícios em favor de seus filhos: "Porventura, pe­caram meus filhos e blasfemaram de Deus no seu cora­ção". Os estudiosos católicos romanos citam essa passa­gem para sustentar o ensino referente ao "tesouro de méritos", através do qual uma pessoa pode obter a expi­ação dos pecados de outra, eliminando as conseqüências temporais no purgatório (Ott, 1960, 317).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Essa pas­sagem não apóia a doutrina católica do "tesouro de méritos" no céu. Uma avaliação do contexto revela a razão disso.

Não existe no texto qualquer menção a respeito de tal tesouro. Em nenhum lugar a passagem diz que Deus aceitou um ato tão solícito de Jó a favor de seus filhos. A passagem é descritiva, e não prescritiva, informando-nos o que Jó fez, e não se isso deveria ser feito. Podemos ver essa verdade através do registro do que disseram os ami­gos de Jó, que expressava uma situação meramente des­critiva, e não exprimiam realmente o pensamento de Deus (Jó 42.7).

Um estudo cuidadoso do contexto revela que o in­tento da passagem é nos mostrar o quão justo era Jó (conferir Jó 1.1), e não se é possível fazer qualquer expi­ação por pecados de outras pessoas. Certamente Deus ouve as orações de uma pessoa justa (Jó 42.8;Tg 5.16). Mas isso de maneira alguma implica que possam ajudar a expiar os pecados de outra pessoa. A virtude de um ser humano não é transferível a outro. As Escrituras decla­ram que "a justiça do justo ficará sobre ele" (Ez 18.20).

Mesmo que os atos de uma pessoa justa como Jó fos­sem de algum modo eficazes em favor de sua família ou amigos na terra, de maneira alguma dariam suporte à crença católica de que o mesmo é eficaz para os que já partiram. Jó o fez em favor dos vivos e não dos mortos!

Portanto, o apelo católico a esse texto como apoio à idéia do "tesouro de méritos" é sem fundamento.

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Este texto ensina que a morte do rei Asa resultou do fato de ele haver busca­do os médicos ao invés do Senhor? 2 Crônicas 16.12

A MÁ INTERPRETAÇÃO: De acordo com a seita Ci­ência Cristã, essa passagem ensina que a morte do rei Asa foi uma conseqüência da atitude que ele teve de buscar o auxílio dos médicos, ao invés do auxílio do Senhor (Eddy, 245). A partir disso, eles concluem que nós tam­bém deveríamos nos abster do consumo de remédios e assistência médica, mesmo em ocasiões de sérias enfer­midades.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Tal inferência não é necessária nesse contexto, e é contrária a outras passagens das Escrituras. Várias considerações evidenciam esse fato.

O versículo não diz ser errado buscar ajuda médica, mas sim fazê-lo ao invés de buscar ao Senhor. Deus quer ser colocado em primeiro lugar (conforme Mt 6.33; Cl 1.18). Como colocado por Jeremias, "Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!" (Jr 17.5).

Tanto o Antigo como o Novo Testamento reco­mendam o uso de medicamentos. O profeta Isaías re­cebeu ordens para "preparar uma pasta de figos" para uma chaga. Tal pasta foi aplicada à chaga e o rei se recu­perou (2 Rs 20.7). E Paulo disse a Timóteo: "Não be­bas mais água só, mas usa de um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermi­dades" (1 Tm 5.23).

Finalmente, o fato de que o apóstolo Paulo foi afligi­do por uma enfermidade (Gl 4.13; conferir 2 Co 12.7), talvez tenha sido a razão de ter contado com a compa­nhia freqüente do doutor Lucas em suas viagens. A Bí­blia não condena em nenhuma passagem o ato de uma pessoa se tratar com o auxílio de um médico, e também não condena o ato de tomar a medicação necessária. O próprio Senhor Jesus disse: "Não necessitam de médico os sãos, mas sim, os doentes" (Mt 9.12). A Bíblia simples­mente insiste que se deve primeiramente buscar a Deus, para determinar se a enfermidade foi enviada por Ele.

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Os mortos estão adormecidos ou conscientes? 2 Reis 14.29

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Como nessa passagem, a Bí­blia se refere à morte como um período de tempo em que uma pessoa "dorme com os seus pais" (por exemplo, em 1 Rs 2.10; 11.21,43; 14.20). Jesus disse: "Lázaro dor­me" (Jo 11.11) na ocasião em que Lázaro estava morto (v.14). Paulo fala de crentes que "dormiram" no Senhor (lTs 4.13; conferir 1 Co 15.51). As Testemunhas de Jeová acreditam que tais versos indicam que "quando uma pes­soa está morta, está completamente fora da existência. Não tem consciência de nada" (You can live forever in paradise on earth, 1982, pág.88). Contudo, em outras passagens a Bí­blia fala de pessoas que morreram e estão conscientes na presença de Deus (conferir 2 Co 5.8; Fp 1.23; Ap 6.9).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: O pri­meiro conjunto de versos refere-se ao corpo, e o segun­do à alma. "Dormir" é uma figura de linguagem apro­priada para o corpo, uma vez que a morte é apenas tem­porária, aguardando apenas a ressurreição, ocasião em que o corpo será "despertado". Além disso, tanto o ato de dormir quanto a morte possuem a mesma postura — o corpo permanece deitado.

A Bíblia é muito clara quando ensina que a alma do crente (e o seu espírito) sobrevive à morte (Lc 12.4). Ela está conscientemente presente com o Senhor (2 Co 5.8) em um lugar melhor (Fp 1.23), onde outras almas estão conversando (Mt 17.3). De um modo semelhante, a alma do descrente está em um lugar de tormento consciente (Mt 25.41; Lc 16.22-26; Ap 19.20—20.15; veja também comentários sobre 2 Co 5.8).

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