PROBLEMA: Cristo ressuscitou no domingo (Mt 28:1), mas ele afirmara que "passaria três dias e três noites no coração da terra". Se Cristo foi crucificado na sexta-feira, como poderia ele passar três dias e três noites na terra e ressurgir no domingo, apenas dois dias depois?
SOLUÇÃO 1: Alguns eruditos crêem que Jesus permaneceu na sepultura o período completo de três dias e três noites (72 horas), tendo sido crucificado na quarta-feira. Eles oferecem o seguinte, em apoio a este ponto de vista:
Primeiro, insistem em que esse é o significado literal da expressão "três dias e três noites". Segundo, salientam que, se Jesus tivesse sido crucificado na sexta-feira, não haveria explicação para o que ele fez na quarta-feira. Todos os outros dias são explicados. Terceiro, a Páscoa não era num dia fixo (na sexta-feira), mas variava.
SOLUÇÃO 2: A maioria dos eruditos bíblicos acredita que Jesus foi crucificado na sexta-feira. Consideram que a expressão "três dias e três noites" é uma figura de linguagem hebraica que se referia a uma parte desse período. Em defesa de sua posição, eles apresentam o seguinte:
Primeiro, a expressão "três dias e três noites" não significa necessariamente três períodos completos de 24 horas. A referência do salmista ao meditar "de dia e de noite" (SI 1:2) na Palavra de Deus não significa ter de ler a Bíblia durante todo o dia e toda a noite.
Segundo, está claro no livro de Ester que a expressão "três dias e três noites" não tem o sentido de 72 horas, pois embora eles tenham jejuado por três dias e noites (4:16), que foi o tempo desde que começaram com o jejum até o momento em que Ester se apresentou perante o rei, a passagem afirma que Ester apareceu diante do rei "ao terceiro dia" (5:1). Se eles começaram o jejum na sexta-feira, então o terceiro dia seria o domingo. Portanto, "três dias e três noites" tem de se referir a uma parte do período de três dias e três noites.
Terceiro, Jesus empregou a expressão "no terceiro dia" para descrever o tempo da sua ressurreição, depois da crucificação (Mt 16:21; 17:23; 20:19; cf. 26:61). "No terceiro dia", porém, não quer dizer "após três dias", que exige o total de 72 horas, mas pode ser entendida como referindo-se a um número de horas dentro do período de três dias e noites.
Quarto, essa posição encaixa-se melhor com a ordem cronológica dos eventos tal como registrada em Marcos (cf. 14:1), bem como com o fato de ter Jesus morrido no dia da Páscoa (sexta-feira), para cumprir com as condições de ser o nosso Cordeiro pascal (1 Co 5:7 cf. Lv 23:5-15). As duas posições podem ser comparadas como se segue:
SOLUÇÃO 1: Alguns eruditos crêem que Jesus permaneceu na sepultura o período completo de três dias e três noites (72 horas), tendo sido crucificado na quarta-feira. Eles oferecem o seguinte, em apoio a este ponto de vista:
Primeiro, insistem em que esse é o significado literal da expressão "três dias e três noites". Segundo, salientam que, se Jesus tivesse sido crucificado na sexta-feira, não haveria explicação para o que ele fez na quarta-feira. Todos os outros dias são explicados. Terceiro, a Páscoa não era num dia fixo (na sexta-feira), mas variava.
SOLUÇÃO 2: A maioria dos eruditos bíblicos acredita que Jesus foi crucificado na sexta-feira. Consideram que a expressão "três dias e três noites" é uma figura de linguagem hebraica que se referia a uma parte desse período. Em defesa de sua posição, eles apresentam o seguinte:
Primeiro, a expressão "três dias e três noites" não significa necessariamente três períodos completos de 24 horas. A referência do salmista ao meditar "de dia e de noite" (SI 1:2) na Palavra de Deus não significa ter de ler a Bíblia durante todo o dia e toda a noite.
Segundo, está claro no livro de Ester que a expressão "três dias e três noites" não tem o sentido de 72 horas, pois embora eles tenham jejuado por três dias e noites (4:16), que foi o tempo desde que começaram com o jejum até o momento em que Ester se apresentou perante o rei, a passagem afirma que Ester apareceu diante do rei "ao terceiro dia" (5:1). Se eles começaram o jejum na sexta-feira, então o terceiro dia seria o domingo. Portanto, "três dias e três noites" tem de se referir a uma parte do período de três dias e três noites.
Terceiro, Jesus empregou a expressão "no terceiro dia" para descrever o tempo da sua ressurreição, depois da crucificação (Mt 16:21; 17:23; 20:19; cf. 26:61). "No terceiro dia", porém, não quer dizer "após três dias", que exige o total de 72 horas, mas pode ser entendida como referindo-se a um número de horas dentro do período de três dias e noites.
Quarto, essa posição encaixa-se melhor com a ordem cronológica dos eventos tal como registrada em Marcos (cf. 14:1), bem como com o fato de ter Jesus morrido no dia da Páscoa (sexta-feira), para cumprir com as condições de ser o nosso Cordeiro pascal (1 Co 5:7 cf. Lv 23:5-15). As duas posições podem ser comparadas como se segue:
(Clique na imagem para amplia-la)
Norman Geisler - Thomas Howe.
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"Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem. Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção. Livrem-se de toda amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, bem como de toda maldade. Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus perdoou vocês em Cristo." [Efésios 4:29-32 (NVI)]
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