Os cristãos deveriam meditar ou essa é uma prática budista e hindu? Salmos 1.2

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Davi declarou nessa passa­gem que devemos "meditar de dia e de noite". Contudo, a meditação transcendental está associada às religiões orientais, tais como o budismo, o hinduísmo e a filosofia da Nova Era, que são contrárias ao cristianismo (Ferguson, 1980, 315,16). Os cristãos deveriam aderir à meditação?

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Existe uma diferença significativa entre a meditação cristã e a meditação mística encontrada em muitas religiões orien­tais, popularmente conhecidas como as religiões da Nova Era. As diferenças são destacadas na seguinte comparação:


NO CRISTIANISMO
NAS RELIGIÕES ORIENTAIS
Objeto           
Alguma coisa (Deus)
Nada (esvaziamento)
Propósito
Cultuar a Deus
Unir-se a Deus
Meio
Revelação divina
Intuição humana
Esfera
Por meio da razão
Além da razão
Poder
Pela graça de Deus
Pelo esforço humano
Experiência
Realidade objetiva
Puramente subjetiva
Estado imediato
Concentração
Relaxamento



(Veja Geisler e Amano, 135)

Observe a grande diferença: uma coisa é esvaziar a mente de alguém para que medite em nada, e outra coi­sa é preencher o pensamento de uma pessoa com a Pala­vra de Deus, para que esta passe a meditar no Deus vivo. Davi disse que meditava na "lei" de Deus — na Palavra, e não no vazio. O propósito dele era uma comunhão espiritual com Yahweh, e não uma união mística com o Brahma ou com o Tao das religiões orientais.


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Este versículo indica que as pessoas terão um corpo físico na ressurreição? Jó 19.26

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Satanás estava afligindo o corpo de Jó, e por essa razão a carne dele estava apodre­cendo. Contudo, Jó expressava a sua fé em Deus através destas palavras: "Ainda em minha carne verei a Deus" (Jó 19.26). As seitas — incluindo os adeptos da Nova Era e as Testemunhas de Jeová — negam que na ressurreição os ressuscitados terão corpos físicos.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: A Bí­blia freqüentemente se refere à ressurreição da carne (con­fira em Lc 24.26,27;At 2.31). O fato de que Jó tenha se apegado à mesma é claro por várias razões. Primeiro, embora a preposição "em" (no original min) possa trans­mitir a idéia de "sem", é uma característica dessa prepo­sição que, quando utilizada juntamente com o verbo "enxergar", signifique "a partir do melhor ponto de".

Essa idéia é reforçada pelo paralelismo contrastante que foi empregado nesse verso. A poesia hebraica fre­qüentemente emprega duas linhas paralelas de expres­sões poéticas, que algumas vezes expressam palavras ou idéias contrastantes (chamado de paralelismo antitético). Nesse caso, a perda da carne de Jó é contrastada com a sua confiança em Deus como sendo capaz de restaurar o seu corpo, já em decadência diante de seus próprios olhos, de tal maneira que em sua própria carne ele veria a Deus. Essa é a mais sublime expressão da fé de Jó em uma ressurreição física literal.

A ressurreição física é afirmada em passagens do An­tigo (Is 26.19; Dn 12.2) e do Novo Testamento (Lc 24.39; Jo 5.28,29; At 2.31,32). Portanto, o entendimento de Jó a respeito da ressurreição física está de acordo com o restante das Escrituras.

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Jó 7.9 e 14.12 contradiz o ensino bíblico a respeito da ressurreição?

A MÁ INTERPRETAÇÃO: As Escrituras ensinam que todo ser humano será ressuscitado de sua sepultura em um corpo (conferir Dn 12.2; 1 Co 15.22; Ap 20.4-6). Verdadeiramente, Jesus disse que um dia "todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e... sairão" (Jo 5.28,29). Contudo Jó aparentemente diz o oposto quan­do escreve: "Aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir" (Jó 7.9; veja também Jó 14.12; Is 26.14; Am 8.14). A passagem em Jó 7.9 certamente vem à tona quando se discute com as Testemunhas de Jeová.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Con­forme o primeiro conjunto de passagens claramente re­vela, haverá a ressurreição de todos os mortos, tanto dos justos como dos injustos (At 24.15;Jo 5.28,29). O pró­prio Jó expressou a sua crença na ressurreição declaran­do: "E depois de consumida a minha pele, ainda em mi­nha carne verei a Deus" (Jó 19.26). O que ele quis dizer quando falou sobre alguém que desce à sepultura e não torna mais (7.9) é explicado no versículo seguinte: "Nun­ca mais tornará à sua casa" (v. 10). Em outras palavras, aqueles que morrem não retornam às suas vidas mortais novamente. De fato, a ressurreição é para uma vida imortal (1 Co 15.53) e não para o mesmo tipo de vida mortal que a pessoa tinha antes.

Jó 14.12 não nega que haverá qualquer ressurreição, mas simplesmente que ela não ocorrerá até que "não haja mais céus", isto é, até o final dos tempos. É nessa ocasião precisa­mente, "no fim do tempo", que a ressurreição acontecerá (Dn 11.40; conferir 12.1,2; Jo 11.24). A passagem ensina realmente sobre a doutrina da ressurreição. Porque Jó sim­plesmente se referia a ser escondido por Deus na sepultura até um tempo determinado, quando o próprio Deus se lembraria dele novamente (14.13) na ressurreição.

Nem tampouco Isaías 26.14 nega a ressurreição, mas também reafirma tal doutrina. Os versos seguintes di­zem claramente:"Os teus mortos viverão, os teus mortos ressuscitarão... a terra lançará de si os mortos" (Is 26.19). Então, o verso 14 significa que eles não viverão até que aconteça a ressurreição.

A memória dos ímpios perecerá no cenário terrestre. Estes não serão novamente levantados até que o cenário celestial alvoreça. Alguns textos que aparentam negar a ressurreição (por exemplo Am 8.14) simplesmente se referem à queda dos inimigos de Deus, que nunca mais se levantarão para se oporem a Ele novamente. Jamais retomarão a influência que tiveram sobre o povo de Deus. Deus os derrubou de uma forma irrecuperável.

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Este versículo ensina a reencarnação? Jó 1.20,21

A MÁ INTERPRETAÇÃO: A Bíblia fala contra a cren­ça na reencarnação (Jo 9.3; Hb 9.27). Mas aqui Jó fala de uma pessoa retornando a Deus após a sua própria morte. Alguns reencarnacionistas apelaram para esse versículo buscando apoio para as suas doutrinas.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Jó não está se referindo ao "retorno" da alma a outro corpo com a finalidade de viver novamente, mas do retorno do corpo à sepultura. Deus disse a Adão que ele "retornaria à terra" pois "porquanto és pó e em pó te tornarás" (Gn 3.19). O termo hebraico utilizado para "ventre" (shammah) é usado de maneira figurativa na expressão poética de Jo referindo-se à "terra". As idéias de "terra" e "ventre" são utilizadas no Salmo 139, referindo-se ao fato de Deus nos ter criado: "Entreteceste-me no ventre de minha mãe", nas "profundezas da terra" (vv.13,15). Na condi­ção de antigo livro de sabedoria hebreu, Jó acreditava que as pessoas trabalhavam "a partir do dia em que saíam do ventre de sua mãe, até o dia em que retornavam à mãe de todos [isto é, ao ventre da terra]" (Eclesiástico 40.1, a seguir). Do mesmo modo, Jó utilizava a expressão poética "retornar para lá [isto é, para o ventre de minha mãe]", referindo-se à terra da qual todos nós viemos, e para a qual todos voltaremos (conforme Ec 12.7). 

Mes­mo que alguém insistisse na compreensão literal dessa figura de linguagem, não provaria a reencarnação. Ape­nas poderia mostrar que uma pessoa retorna ao ventre de sua própria mãe após a sua morte, o que é um absur­do. Finalmente, Jó não acreditava na reencarnação em um outro corpo mortal. Ele cria na ressurreição em um corpo imortal e declarou: "Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus" Jó 19.25,26; ênfase minha). Ele compre­endia que esta carne corruptível seria revestida de um corpo incorruptível (conferir 1 Co 15.42-44). A dou­trina da reencarnação, em contraste, não diz que as pes­soas serão ressuscitadas uma única vez e em um corpo físico imortal; ela é a crença de que a alma será reencarnada muitas vezes em corpos mortais, que morrerão sucessivamente. Portanto, não existe qualquer base para se alegar que Jó acreditava nessa doutrina.

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A prática de Jó de oferecer sacrifícios em favor de seus filhos dá suporte ao ensino católico romano sobre as indulgências? Jó 1.5

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Jó 1.5 declara que Jó ofe­recia sacrifícios em favor de seus filhos: "Porventura, pe­caram meus filhos e blasfemaram de Deus no seu cora­ção". Os estudiosos católicos romanos citam essa passa­gem para sustentar o ensino referente ao "tesouro de méritos", através do qual uma pessoa pode obter a expi­ação dos pecados de outra, eliminando as conseqüências temporais no purgatório (Ott, 1960, 317).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Essa pas­sagem não apóia a doutrina católica do "tesouro de méritos" no céu. Uma avaliação do contexto revela a razão disso.

Não existe no texto qualquer menção a respeito de tal tesouro. Em nenhum lugar a passagem diz que Deus aceitou um ato tão solícito de Jó a favor de seus filhos. A passagem é descritiva, e não prescritiva, informando-nos o que Jó fez, e não se isso deveria ser feito. Podemos ver essa verdade através do registro do que disseram os ami­gos de Jó, que expressava uma situação meramente des­critiva, e não exprimiam realmente o pensamento de Deus (Jó 42.7).

Um estudo cuidadoso do contexto revela que o in­tento da passagem é nos mostrar o quão justo era Jó (conferir Jó 1.1), e não se é possível fazer qualquer expi­ação por pecados de outras pessoas. Certamente Deus ouve as orações de uma pessoa justa (Jó 42.8;Tg 5.16). Mas isso de maneira alguma implica que possam ajudar a expiar os pecados de outra pessoa. A virtude de um ser humano não é transferível a outro. As Escrituras decla­ram que "a justiça do justo ficará sobre ele" (Ez 18.20).

Mesmo que os atos de uma pessoa justa como Jó fos­sem de algum modo eficazes em favor de sua família ou amigos na terra, de maneira alguma dariam suporte à crença católica de que o mesmo é eficaz para os que já partiram. Jó o fez em favor dos vivos e não dos mortos!

Portanto, o apelo católico a esse texto como apoio à idéia do "tesouro de méritos" é sem fundamento.

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Este texto ensina que a morte do rei Asa resultou do fato de ele haver busca­do os médicos ao invés do Senhor? 2 Crônicas 16.12

A MÁ INTERPRETAÇÃO: De acordo com a seita Ci­ência Cristã, essa passagem ensina que a morte do rei Asa foi uma conseqüência da atitude que ele teve de buscar o auxílio dos médicos, ao invés do auxílio do Senhor (Eddy, 245). A partir disso, eles concluem que nós tam­bém deveríamos nos abster do consumo de remédios e assistência médica, mesmo em ocasiões de sérias enfer­midades.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Tal inferência não é necessária nesse contexto, e é contrária a outras passagens das Escrituras. Várias considerações evidenciam esse fato.

O versículo não diz ser errado buscar ajuda médica, mas sim fazê-lo ao invés de buscar ao Senhor. Deus quer ser colocado em primeiro lugar (conforme Mt 6.33; Cl 1.18). Como colocado por Jeremias, "Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!" (Jr 17.5).

Tanto o Antigo como o Novo Testamento reco­mendam o uso de medicamentos. O profeta Isaías re­cebeu ordens para "preparar uma pasta de figos" para uma chaga. Tal pasta foi aplicada à chaga e o rei se recu­perou (2 Rs 20.7). E Paulo disse a Timóteo: "Não be­bas mais água só, mas usa de um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermi­dades" (1 Tm 5.23).

Finalmente, o fato de que o apóstolo Paulo foi afligi­do por uma enfermidade (Gl 4.13; conferir 2 Co 12.7), talvez tenha sido a razão de ter contado com a compa­nhia freqüente do doutor Lucas em suas viagens. A Bí­blia não condena em nenhuma passagem o ato de uma pessoa se tratar com o auxílio de um médico, e também não condena o ato de tomar a medicação necessária. O próprio Senhor Jesus disse: "Não necessitam de médico os sãos, mas sim, os doentes" (Mt 9.12). A Bíblia simples­mente insiste que se deve primeiramente buscar a Deus, para determinar se a enfermidade foi enviada por Ele.

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Os mortos estão adormecidos ou conscientes? 2 Reis 14.29

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Como nessa passagem, a Bí­blia se refere à morte como um período de tempo em que uma pessoa "dorme com os seus pais" (por exemplo, em 1 Rs 2.10; 11.21,43; 14.20). Jesus disse: "Lázaro dor­me" (Jo 11.11) na ocasião em que Lázaro estava morto (v.14). Paulo fala de crentes que "dormiram" no Senhor (lTs 4.13; conferir 1 Co 15.51). As Testemunhas de Jeová acreditam que tais versos indicam que "quando uma pes­soa está morta, está completamente fora da existência. Não tem consciência de nada" (You can live forever in paradise on earth, 1982, pág.88). Contudo, em outras passagens a Bí­blia fala de pessoas que morreram e estão conscientes na presença de Deus (conferir 2 Co 5.8; Fp 1.23; Ap 6.9).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: O pri­meiro conjunto de versos refere-se ao corpo, e o segun­do à alma. "Dormir" é uma figura de linguagem apro­priada para o corpo, uma vez que a morte é apenas tem­porária, aguardando apenas a ressurreição, ocasião em que o corpo será "despertado". Além disso, tanto o ato de dormir quanto a morte possuem a mesma postura — o corpo permanece deitado.

A Bíblia é muito clara quando ensina que a alma do crente (e o seu espírito) sobrevive à morte (Lc 12.4). Ela está conscientemente presente com o Senhor (2 Co 5.8) em um lugar melhor (Fp 1.23), onde outras almas estão conversando (Mt 17.3). De um modo semelhante, a alma do descrente está em um lugar de tormento consciente (Mt 25.41; Lc 16.22-26; Ap 19.20—20.15; veja também comentários sobre 2 Co 5.8).

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O fato de Deus ter feito um milagre através dos ossos de Eliseu justifica a veneração das relíquias dos santos, conforme alegam os católicos romanos? 2 Reis 13.21

A MÁ INTERPRETAÇÃO: O texto diz: "E sucedeu que, enterrando eles um homem, eis que viram um ban­do e lançaram o homem na sepultura de Eliseu; e, cain­do nela o homem e tocando os ossos de Eliseu, reviveu e se levantou sobre os seus pés" (2 Rs 13.21). Os católicos romanos citam esse verso para dar suporte à sua prática de veneração de relíquias (Ott, 1960, 319).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Essa pas­sagem não justifica a veneração de relíquias, do mesmo modo que não justifica a veneração de quaisquer outros meios físicos que Deus tenha utilizado como veículo na realização de milagres — tais como a vara de Moisés, a serpente de bronze no deserto, o lodo que Jesus utilizou para curar o homem cego ou as mãos dos apóstolos usa­das para curar enfermidades.

Na realidade, a Bíblia condenou a utilização da ser­pente de bronze com a finalidade de idolatria. Na cam­panha contra a idolatria de Judá, Ezequias "tirou os altos, e quebrou as estátuas, e deitou abaixo os bosques, e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera, por­quanto até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso" (2 Rs 18.4).

Deus claramente ordenou ao seu povo que não fizes­se imagens de escultura, e nem se prostrassem diante delas em um ato de devoção religiosa. Esse é o mesmo erro dos pagãos que "reverenciaram e adoraram à criatura em lugar do Criador" (Rm 1.25).

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As Escrituras aprovam a poligamia? 1 Reis 11.1

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Os mórmons dizem que o profeta Joseph Smith alegou ter recebido uma "revelação" do Senhor, de acordo com a qual o matrimônio plural era a vontade de Deus para os seus seguidores (Doctrine and covenants, 132.61,62). As Escrituras, todavia, repetidamen­te advertem contra a prática de possuir várias esposas (Dt 17.17) e a violação da monogamia — que significa um homem para uma esposa (conferir 1 Co 7.2). Que atitu­de teremos então diante de 1 Reis 11.3, onde a Palavra nos conta que Salomão teve 700 esposas e 300 concubinas?

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: A monogamia é o padrão de Deus para a espécie humana. Isso se torna evidente uma vez que: 

1) Desde o princí­pio, Deus estabeleceu o modelo criando uma relação matrimonial monogâmica entre um homem e uma mu­lher, que foram Adão e Eva (Gn 1.27; 2.21-25); 

2) Esse padrão estabelecido por Deus constituiu a prática geral da espécie humana até ser interrompida pelo pecado (Gn 4.23); 

3) A lei de Moisés claramente ordena até mesmo aos reis: "Tampouco para si multiplicará mulheres" (Dt 17.17); 

4) A advertência contra a poligamia é repetida na própria passagem onde se enumeram as várias esposas de Salomão (1 Rs 11.2): "Não entrareis a elas, e elas não entrarão a vós"; 

5) O nosso Senhor reafirmou a inten­ção original de Deus citando a passagem de Mateus 19.4 e observando que Deus criou um "macho e [uma] fê­mea" e os ajuntou através do matrimônio; 

6) O Novo Testamento também reforça a idéia afirmando:"cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu pró­prio marido" (1 Co 7.2); 

7) Da mesma maneira, Paulo insistiu que o líder da igreja deveria ser "marido de uma mulher" (1 Tm 3.2,12);

8) Verdadeiramente, o casamen­to com base na monogamia representa o relacionamen­to entre Cristo e a sua noiva, que é a Igreja (Ef 5.31,32). 

A poligamia jamais foi estabelecida por Deus para qualquer pessoa, e sob nenhuma circunstância. De fato, a Bíblia revela que Deus puniu severamente aqueles que a praticaram: 

1) A poligamia é mencionada pela primeira vez como parte do contexto de uma sociedade pecami­nosa, que estava em uma condição de rebelião contra Deus, onde o assassino Lameque tomou "para si duas mulheres" (Gn 4.19-23); 

2) Deus, por repetidas vezes, preveniu aqueles que viveram em poligamia a respeito das conseqüências das ações deles — para que o seu co­ração não se desvie" de Deus (Dt 17.17; conferir 1 Rs 11.2); 

3) Deus nunca ordenou a poligamia — e nem o divórcio; Ele apenas a permitiu devido à dureza do coração deles (Dt 24.1; Mt 19.8); 

4) Todos aqueles que vive­ram a poligamia, cujas vidas estão registradas na Bíblia, incluindo Davi e Salomão (1 Cr 14.3), pagaram muito caro por seus pecados; 

5) Deus odeia a poligamia, como igualmente odeia o divórcio, uma vez que promovem a destruição do seu ideal para a família (conferir Ml 2.16). 

De forma resumida, a monogamia é ensinada na Bí­blia: 

1) Através de um precedente, uma vez que Deus deu ao primeiro homem apenas uma mulher; 

2) Por pro­porção, tendo em vista que o número de pessoas do sexo masculino e feminino que Deus traz ao mundo é apro­ximadamente igual; 

3) Por preceito, já que tanto o Anti­go como o Novo Testamento ordenam a monogamia; 

4) Por punição, uma vez que Deus puniu aqueles que vio­laram o seu padrão (1 Rs 11.2); 

5) Por tipo, tendo em vista que o matrimônio tipifica Cristo e a sua noiva, a Igreja (Ef 5.31,32). 

O simples fato de a Bíblia registrar o pecado de poligamia cometido por Salomão não signifi­ca que Deus aprovou essa prática.

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A reverência pela arca do concer­to dá suporte à visão católica romana de venerar as relíquias? 2 Samuel 6.7

A MÁ INTERPRETAÇÃO: De acordo com esse verso: "Então, a ira do Senhor se acendeu contra Uzá, e Deus o feriu ali por esta imprudência; e morreu ali junto à arca de Deus", este fato dá crédito ao dogma católico de ve­nerar relíquias religiosas?

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Uzá não foi ferido por fracassar em termos de veneração à arca, mas por desobediência à lei de Deus, que proibia qual­quer pessoa de tocar a arca, exceto o sacerdote (Nm4.15; conferir 2 Sm 6.7).

Mostrar respeito pela arca, na qual a própria presença de Deus e sua glória eram manifestas, é muito diferente de venerar as relíquias de criaturas humanas. A arca era um símbolo divinamente designado, e não meras ruínas e adornos humanos. Além disso, a arca era um símbolo especial em uma teocracia única, na qual Deus pessoal­mente e de maneira visível (na nuvem de sua glória) habitava entre o seu povo especialmente escolhido, Isra­el. Finalmente, mesmo mantendo o lugar especial que a arca possuía, o povo não deveria venerá-la (Êx 20.4,5) mas deveriam simplesmente obedecer às leis de Deus em relação à sua utilização.

Deus claramente ordenou ao seu povo que não fizes­se imagens de escultura, e nem se prostrassem diante delas em um ato de devoção religiosa. Esse é o mesmo erro dos pagãos que "honraram e serviram mais a criatura do que o Criador" (Rm 1.25). A Bíblia nos proíbe tanto o "fazer" como o "prostrar-se" diante de uma "imagem" de qualquer que seja a criatura, em um ato de devoção religiosa: "Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás" (Êx 20.4,5).

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Como é que Deus pôde permitir que a feiticeira de En-Dor fizesse Samuel voltar dos mortos, uma vez que Deus condena a feitiçaria? 1 Samuel 28.7-20

A MÁ INTERPRETAÇÃO: A Bíblia condena severamente a feitiçaria e a comunicação com os mortos (Êx 22.18; Lv 20.6,27; Dt 18.9-12; Is 8.19). No Antigo Testamento, aqueles que praticassem tais atos receberiam a punição capital. O rei Saul conhecia esse fato e até mes­mo havia expulsado todos os feiticeiros da terra (1 Sm 28.3). Contudo, em desobediência a Deus, dirigiu-se à feiticeira em En-Dor, pedindo-lhe que contatasse o finado profeta Samuel (1 Sm 28.11-19). O problema aqui é que ela parece ter sido bem-sucedida na tentativa de contatar Samuel, o que parece validar os poderes da fei­tiçaria que a Bíblia tão severamente condena. Aqueles que praticam a feitiçaria, como a Wicca, algumas vezes citam esse versículo como suporte à sua religião (Mather e Nichols, 1993, 313).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Alguns crêem que a feiticeira fez um milagre através de poderes demoníacos, e realmente trouxe Samuel de volta dos mortos. Em apoio a essa visão, citam passagens que indi­cam que demônios têm poder para fazer milagres (Mt 7.22; 2 Co 11.14; 2 Ts 2.9,10; Ap 16.14). As objeções a essa visão incluem o fato de que a morte é final (Hb 9.27). Os mortos não podem retornar (2 Sm 12.23) por­que existe um enorme abismo fixado por Deus (Lc 16.24-26), e demônios não são capazes de usurpar a autoridade de Deus sobre a vida e a morte (Jó 1.10-12).

Outros têm sugerido que a feiticeira não fez realmente que subisse Samuel dentre os mortos, mas simplesmente forjou ter feito isso. Sustentam essa afirmação referindo-se a demônios que enganam pessoas que procuram con­tato com os mortos (Lv 19.31; Dt 18.11; 1 Cr 10.13), e também usando o argumento de que os demônios algu­mas vezes declaram a verdade (conferir At 16.17). As objeções a essa visão incluem o fato de que a passagem parece dizer que Samuel retornou de entre os mortos, que ele entregou uma profecia como sendo Samuel e esta se cumpriu, e que não seria comum que demônios tivessem declarado a verdade de Deus, uma vez que o diabo é o pai da mentira (Jo 8.44).

Um outro ponto de vista é que a feiticeira não teria trazido Samuel de entre os mortos, porém o próprio Deus teria intervindo para repreender Saul por seus pecados: a) Samuel parecia ter realmente voltado de entre os mortos (vv. 14,20), mas b) nem humanos nem demô­nios possuem o poder de trazer alguém de volta de entre os mortos (Lc 16.24-31;Hb 9.27); c) A própria feiticeira pareceu ter ficado surpresa com a aparição de Samuel de entre os mortos (v. 12); d) Existe uma condenação direta à feitiçaria no verso 9 — é fora do comum que o mes­mo texto desse crédito à feitiçaria, divulgando que feiti­ceiras são capazes de trazer pessoas de volta da morte; e) Deus algumas vezes fala em lugares inesperados, através de meios não usuais (vide o episódio envolvendo a ju­menta de Balaão no livro de Números 22).

As maiores objeções a essa forma de ver a descrição de 1 Samuel são que o texto não diz explicitamente que Deus fez esse milagre, e que a moradia de uma feiticeira é um lugar estranho para tê-lo feito. Deus é soberano para decidir quando e onde Ele mesmo intervém, contudo, nem todos os milagres são classificados como tais (Mt 3.17; 17.1-9). Um ato miraculoso é capaz de falar por si próprio.

N.E.: A Palavra de Deus deixa bem claro que o ver­dadeiro profeta seria medido pela veracidade. Não há motivos para crer que o suposto "Samuel" fosse o profe­ta e que teria retornado dentre os mortos, visto que sua profecia não se cumpriu quando:

• Disse a Saul que ele e seus filhos estariam com Samuel (mortos). Nem todos os filhos de Saul morre­ram no combate.

• Disse que seriam entregues nas mãos dos filisteus. Saul não foi apanhado vivo pelos filisteus, mas suicidou-se.

Dessa forma, percebe-se pela profecia do suposto "Samuel" que ele não pôde falar a verdade, sendo, por­tanto, um demônio, e não o espírito do profeta.

Além do mais, a Bíblia não diz que Saul viu o "profe­ta", e sim que a feiticeira o viu. Satanás, e não o profeta, falou através da feiticeira.

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Este versículo diz que deve­mos odiar os nossos inimigos, como ensina a seita Meninos de Deus? 1 Samuel 26.19

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Moses David, líder da seita Meninos de Deus, apelou para esse verso a fim de justi­ficar o ódio que tem por seus inimigos. Ele escreveu: "Sinto muito, mas acho que não sou tão amoroso quanto Jesus — sou mais parecido com o rei Davi (1 Sm 26.19). Jesus foi capaz de perdoar os seus inimigos, po­rém eu amaldiçôo os meus inimigos. Mas Deus disse que Davi era um homem segundo o seu próprio cora­ção, então talvez eu seja mais como Deus, 'pois quero amaldiçoá-los por ferirem aos meus pequeninos!'" (David, 1977, 577, pp. 1,2).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Tal con­clusão é forçada e demanda nada mais do que uma breve resposta. Mesmo nessa passagem, Davi manifestou amor por seu inimigo (Saul), deixando de matá-lo quando poderia tê-lo feito. Davi não odiava os seus inimigos. Mesmo nos assim chamados salmos "que amaldiçoam", ele fala de amor por seus inimigos e intercede em oração a favor deles. Ele escreveu: "Em paga do meu amor, são meus adversários; mas eu faço oração. Deram-me mal pelo bem e ódio pelo meu amor" (Sl 109.4,5).

Ao invés de tomar vingança contra eles, Davi confiou os seus inimigos à justiça de Deus, que é quem retribui a cada um conforme os seus feitos.

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Davi e Jônatas eram homos­sexuais? 1 Samuel 18.1-4

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Essa passagem das Escritu­ras registra o intenso amor que Davi e Jônatas tinham um pelo outro. Alguns vêem esse fato como uma indica­ção de que ambos eram homossexuais. Inferem isso a partir do fato de que Jônatas "amava" Davi (18.3); que Jônatas se despiu na presença de Davi (18.4); que "beija­ram-se" um ao outro e "Davi chorou muito mais" ou, como na versão em inglês, Davi chorou "extremamen­te" (1 Sm 20.41) — um termo que essas pessoas enten­dem como ejaculação. Apontam também para a falta de sucesso de Davi em suas relações com mulheres, como se fora uma indicação de suas tendências homossexuais.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Não existe nenhuma indicação nas Escrituras de que Davi e Jônatas fossem homossexuais. Pelo contrário, existem fortes evidências de que não o eram. A atração que Davi sentiu por Bate-Seba (2 Sm 11) revela que a sua orienta­ção sexual era heterossexual, e não homossexual. Na re­alidade, a julgar pelo número de esposas que teve, parece que Davi se entregava a desejos heterossexuais fortes de­mais.

O amor de Davi por Jônatas não era sexual (eros), mas o amor no sentido de amizade (phileo). Nas culturas ori­entais, é comum para homens heterossexuais expressa­rem aberta e calorosamente amor e afeição uns pelos outros.

O "beijo" era, naquela época, uma saudação cultural­mente comum entre homens. Além do que, o beijo não ocorreu até algum tempo depois de Jônatas dar a Davi as suas roupas (1 Sm 20.41). A emoção que eles expressa­ram foi pranto, não orgasmo. O texto diz:"e beijaram-se um ao outro e choraram juntos, até que Davi chorou muito mais" (1 Sm 20.41).

Também não é verdade que Jônatas tenha se despido de todas as suas roupas na presença de Davi. Ele apenas tirou o seu armamento e o seu manto real (1 Sm 18.4) como símbolo de seu profundo respeito e compromisso para com Davi (1 Sm 18.3).

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Este versículo é uma chave para a prosperidade financeira, conforme sugerem os ensinadores da seita Palavra da Fé? Josué 1.8

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Josué 1.8 diz: "Não se aparte da tua boca o livro desta Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque, então, farás prosperar o teu caminho e, então, prudentemente te conduzirás". Os ensinadores da seita Palavra da Fé dizem que esse verso é uma chave para a prosperidade financeira.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Os ensinadores da seita Palavra da Fé estão lendo um signi­ficado dentro desse verso que na realidade não está lá. O contexto desse verso é militar, e não financeiro. Na ver­dade, finanças não estão à vista em lugar algum desse capítulo inteiro de Josué.

Na conquista da terra prometida, Deus prometeu a Josué que os seus esforços militares prosperariam se ele mantivesse o seu compromisso de meditar sobre a Pala­vra de Deus e obedecer-lhe. A prosperidade, sem dúvida, inclui a completa fortificação das promessas da terra, que foram dadas incondicionalmente por Deus no concerto com Abraão (Gn 12.1-3). Mais tarde, um pouco antes de sua morte, Josué aconselhou o povo insistentemente para que continuassem a viver em submissão às Escrituras (Js 23.6).

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Este versículo dá suporte à alegação muçulmana de que Jesus não poderia ter sido anunciado como profeta em Deute­ronômio 18.18? Deuteronômio 34.10

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Esse versículo diz: "E nun­ca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés". Os muçulmanos argumentam que isso prova que o profeta predito não poderia ser um israelita, e que teria sido, portanto, Maomé.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: O "nunca mais" significa desde a morte de Moisés até a ocasião em que esse último capítulo foi escrito, provavelmente por Josué. Mesmo que o livro de Deuteronômio ou essa parte do livro tenham sido escritos muito mais tarde, como acreditam alguns críticos, ainda assim isso aconte­ceu vários séculos antes da época de Cristo e, portanto, não o eliminaria.

Observe que Jesus se constituiu o perfeito cumpri­mento dessa predição referente ao profeta que havia de vir, e não Maomé (leia os nossos comentários a respeito de Dt 18.15-18).

Essa passagem não poderia se referir a Maomé, uma vez que o profeta vindouro seria como Moisés, que fez "todos os sinais e maravilhas que o Senhor o enviou para fazer" (Dt 34.11). Maomé, de acordo com a sua própria confissão, não fez sinais e maravilhas como Moisés e Jesus fizeram (ver Sura 17.90-93).

O profeta vindouro seria como Moisés, que falou com Deus face a face (Dt 34.10). Maomé jamais disse que falou com Deus diretamente, mas obteve as suas revela­ções através de anjos (conforme Sura 2.97). Jesus, por outro lado, como Moisés, foi um mediador direto (1 Tm 2.5; Hb 9.15) que se comunicou diretamente com Deus (conferir Jo 1.18; 12.49; 17).

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Esta é uma predição a respeito do profeta Maomé? Deuteronômio 33.2

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Muitos estudiosos islâmicos acreditam que esse verso prediz três visitações distintas de Deus — uma a Moisés no Sinai, outra atra­vés de Jesus em Seir (que é uma região próxima ao mar Morto e ao deserto Árabe), e uma terceira em Parã (Arábia) através de Maomé, que veio a Meca com um exército de "dez mil".

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Essa ar­gumentação pode ser facilmente respondida olhando para um mapa bíblico. Parã fica próxima do Egito na penín­sula do Sinai, e Seir no Antigo Testamento é Edom (conferir Gn 14.6; Nm 10.12; 12.16—13.3; Dt 1.1). Nenhum desses está na Palestina, onde Jesus ministrou. Nem Parã era próxima a Meca, mas a centenas de milhas dali, mais perto da região sul da Palestina, na parte noroeste do Sinai.

Além do mais, esse verso está falando da vinda do "Senhor" (Yahweh, e não de Maomé). E a vinda dEle é acompanhada de "dez mil santos", e não dez mil soldados, como fez Maomé. Não existe absolutamen­te qualquer base nesse texto para a argumentação mu­çulmana.

Finalmente, diz-se que essa profecia é aquela "com que Moisés, homem de Deus, abençoou os filhos de Is­rael antes da sua morte" (v. 1). Se fosse uma profecia a respeito do Islã, que tem sido um constante inimigo de Israel, dificilmente poderia ter sido uma bênção para Is­rael. Na verdade, o capítulo segue para pronunciar uma bênção sobre cada uma das tribos de Israel, para que Deus "lance o inimigo de diante de ti" (v. 27).

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A homossexualida­de era condenada apenas por estar ligada à idola­tria? Deuteronômio 23.17

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Algumas pessoas alegam que as condenações bíblicas contra a homossexualidade resultaram do fato de que a prostituição no serviço do templo estava associada a essas práticas idólatras (Dt 23.17). Elas insistem que a homossexualidade como tal não é assim condenada, mas apenas os atos homossexuais que estiverem associados à idolatria, como os da prostituição no santuário (conferir 1 Rs 14.24). (Segundo observado nos comentários referentes a Gênesis 19.8, alguns adep­tos da Nova Era acreditam que, para o "Cristo cósmico", a homossexualidade é tão aceitável quanto a heterosse-xualidade.)

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Práticas homossexuais não são condenadas na Bíblia simplesmente porque estavam ligadas à idolatria. Esse fato se torna evi­dente devido a vários motivos. A condenação de práticas homossexuais está separada das referências ligadas à prá­tica de idolatria explícita (Lv 18.22; Rm 1.26,27).

Quando a homossexualidade é associada à idolatria (como na prostituição no serviço do templo), essa cone­xão não acontece em termos essenciais. São pecados concomitantes, mas não equivalentes.

A infidelidade sexual é freqüentemente utilizada de modo metafórico em relação à idolatria (por exemplo Os 3.1; 4.12), mas não possui necessariamente uma conexão com ela. A idolatria é uma forma espiritual de imoralidade, mas a imoralidade não é errada apenas se praticada em conjunto com a adoração a ídolos.

Também a idolatria leva à imoralidade (conferir Rm 1.22-27), mas são pecados diferentes. Mesmo os Dez Mandamentos fazem distinção entre idolatria na primeira tábua da lei, conforme Êxodo 20.3,4, e pecados de or­dem sexual na segunda tábua, conforme Êxodo 20.14,17.

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Esta é uma pro­fecia a respeito do profeta Maomé? Deuteronômio 18.15-18

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Deus aqui prometeu a Moisés: "Eis que lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos [Israel], como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar" (v. 18). Os muçulmanos acreditam que essa promessa se cumpriu em Maomé, como diz o Alcorão, quando se refere "ao profeta iletrado [Maomé] que eles encontram mencionado em suas próprias escrituras, na Lei nos Evan­gelhos" (Sura 7.157).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Essa pro­fecia não poderia se referir a Maomé. O termo "irmãos" se refere a Israel, e não a seus antagonistas árabes. Por que Deus levantaria para Israel um profeta dentre os seus ini­migos? No texto que está em torno desses versículos, o termo "irmãos" significa "companheiros" ou "concida­dãos israelitas". Foi dito aos levitas que eles "não terão herança no meio de seus irmãos" (v. 2).

Em todas as demais passagens de Deuteronômio, o termo "irmãos" também significa "concidadãos israelitas", e não "estrangeiros". Deus lhes disse que es­colhessem um rei "dentre os seus irmãos", e não um "estrangeiro". Israel nunca escolheu um rei que não fosse judeu.

Além disso, Maomé é descendente de Ismael, como os próprios muçulmanos admitem, e os herdeiros do trono judaico vieram de Isaque. Quando Abraão orou: "Tomara que viva Ismael diante de teu rosto!", Deus respondeu enfaticamente: "O meu concerto, porém, estabelecerei com Isaque" (Gn 17.18,21). Mais tarde Deus repetiu: "Em Isaque será chamada a tua semente" (Gn 21.12).

O próprio Alcorão declara que a descendência profética veio através de Isaque, e não de Ismael: "E con­cedemos nele Isaque e Jacó, e estabelecemos o minis­tério profético e as Escrituras dentre a sua semente" (Sura 29.27).

O estudioso muçulmano Yusuf Ali adiciona o nome Abraão, mudando o significado, como a seguir: "Demos (Abraão) Isaque e Jacó, e ordenamos que dentre a sua descendência estivesse o ministério profético e a revela­ção". Adicionando o nome Abraão, pai de Ismael, ele passou a poder incluir Maomé, que é descendente de Ismael, na descendência profética. Mas o nome de Abraão não é encontrado no texto original.

Jesus cumpriu perfeitamente esse verso, uma vez que Ele era do meio de seus irmãos judeus (conferir Gl 4.4). Ele cumpriu perfeitamente Deuteronômio 18.18:"E ele lhes falará tudo o que eu [Deus] lhe ordenar". Jesus dis­se: "Nada faço por mim mesmo; mas falo como o Pai me ensinou" (Jo 8.28); "Porque eu não tenho falado de mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele me deu manda­mento sobre o que hei de dizer e sobre o que hei de falar" (Jo 12.49). Ele chamou-se a si mesmo "profeta" (Lc 13.33), e o povo o considerava como profeta (Mt 21.11; Lc 7.16; 24.19;Jo 4.19; 6.14; 7.40; 9.17). Como Filho de Deus, Jesus foi Profeta (falando aos homens, da parte de Deus), Sacerdote (Hb 7—10, falando a Deus em favor dos homens) e Rei (reinando sobre os homens conforme a vontade de Deus, Ap 19—20).

Outras características de um "profeta" combinam ape­nas com Jesus, e não com Maomé. Por exemplo, Jesus falou com Deus "face a face" e fez "sinais e maravilhas" (leia os comentário acerca de Deuteronômio 34.10).

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Como é que os falsos profetas podem ser distinguidos dos verdadei­ros profetas? Deuteronômio 18.10-22

A MÁ INTERPRETAÇÃO: A Bíblia contém muitas profecias que nos foram dadas para que nelas creiamos, porque vieram de Deus. Contudo, a Bíblia também mostra a existência de falsos profetas (Mt 7.15). Na ver­dade, muitas religiões e seitas — incluindo as Testemu­nhas de Jeová e os mórmons, alegam ter profetas. Daí, a Bíblia exorta os crentes a "provar" aqueles que se dizem profetas (1 Jo 4.1a). Qual é a diferença entre um falso profeta e um verdadeiro profeta de Deus, de acordo com Deuteronômio 18.10-22?

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Exis­tem muitos testes para provar um falso profeta. Vários deles estão listados na passagem bíblica em questão. Co­locando-os em forma de perguntas, os testes são:

1. Eles sempre entregam falsas profecias? Cem por cento de suas predições em relação ao futuro se cum­prem? (Dt 18.21,22)

2. Contatam espíritos de mortos? (Dt 18.11)

3. Utilizam meios de adivinhação? (Dt 18.11)

4. Envolvem médiuns ou feiticeiras? (Dt 18.11)

5. Seguem a falsos deuses ou ídolos? (Êx 20.3,4; Dt 13.1-3)

6. Negam a divindade de Jesus Cristo? (Cl 2.8,9)

7. Negam a humanidade de Jesus Cristo? (1 Jo 4.1,2)

8. As suas profecias desviam a atenção da pessoa de Jesus Cristo? (Ap 19.10)

9. Defendem a abstenção de certos alimentos e car­nes por razões espirituais? (1 Tm 4.3,4)

10. Criticam ou negam a necessidade do casamento? (1 Tm 4.3)

11. Promovem a imoralidade? (Jd 4,7)

12. Encorajam a renúncia pessoal legalista? (Cl 2. 16-23)

Uma resposta positiva a qualquer das questões acima é uma indicação de que o profeta não está falando por parte de Deus. Deus não fala e nem encoraja qualquer coisa que seja contrária ao seu próprio caráter e manda­mentos conforme registrados nas Escrituras. E com ab­soluta certeza, o Deus da verdade não dá falsas profecias (Dt 18.21-23).

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Este versículo contra­diz a doutrina da Trindade? Deuteronômio 6.4

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Deuteronômio 6.4 é o shemá hebraico: "Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor". As Testemunhas de Jeová dizem que por­que Deus é "único", não é possível que seja trino. "O shemá exclui a Trindade do credo cristão por ser uma violação à unidade de Deus" (Mankind's search for God, 1990,pág.219). A seita Unidade Pentecostal também cita esse verso contra a doutrina da Trindade. Robert Sabin, líder da seita Unidade Pentecostal, diz que a doutrina da Trindade "viola o shemá" e "nega... a exclusiva e supre­ma divindade de Jesus" (Oneness News, vol. 4.4, e Irrefutable reasons why theory of the Trinity cannot stand, preparados pelo Ministério Oneness). Será que essa é a correta com­preensão do texto?

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Deute­ronômio 6.4 não nega a Trindade, mas, pelo contrário, estabelece um de seus pontos fundamentais: existe um Deus. É importante compreender que as Escrituras in­terpretam as próprias Escrituras. Interpretando Deute­ronômio 6.4 em conjunto com outros versículos, apren­demos que o único Deus verdadeiro é trino em sua perso­nalidade (2 Co 13.13), isto é, existem três pessoas nessa natureza única.

Cada uma das três pessoas da Trindade é chamada de Deus nas Escrituras. O Pai (1 Pe 1.2), o Filho (Jo 20.28), e o Espírito Santo (At 5.3,4). Além disso, todos possuem atributos de divindade — incluindo a onipresença (Sl 139.7; Mt 28.20; Hb 4.13), a Onisciência (Mt 9.4; Rm 11.33; 1 Co 2.10) e a onipotência (Mt 28.18; Rm 15.19; 1 Pe 1.5).

Pode-se observar claramente os três em unidade den­tro da mente de Deus, em passagens como Mateus 28.19: "Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo". O termo "nome" no grego é singular, indicando que há um só Deus. Porém, existem três pessoas diferentes em Deus, conforme indicado pelos três artigos definidos no grego — o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Essa tri-unidade também é refletida em 2 Coríntios 13.13. Então existe um só Deus, mas existe uma pluralidade dentro dessa unidade — uma pluralidade de pessoas dentro da unida­de da natureza.

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As leis contrárias ao homossexualismo não foram abolidas com as leis con­trárias a comer carne de porcos? Essas leis não esta­vam de algum modo ligadas ao medo da maldição da esterilidade? Levítico 18.22-24

A MÁ INTERPRETAÇÃO: A lei contra o homossexualismo é encontrada em Levítico 18.22, paralelamente às leis cerimoniais e alimentares. Essas leis estão concluídas (At 10.15). Sendo assim, pareceria lógico que as leis que proíbem a atividade homossexual também não estives­sem mais em vigor. Também de acordo com a crença judaica, a esterilidade era uma maldição (Gn 16.1; 1 Sm 1.3-8). Crianças eram consideradas bênçãos de Deus (Sl 127.3). A bênção da terra estava ligada aos filhos (Gn 15.5). Não seria então surpreendente que a lei do Anti­go Testamento, em uma cultura como essa, reprovasse a atividade homossexual, da qual nenhuma criança jamais veio. Talvez o que esteja sendo condenado não seja a atividade homossexual, mas a recusa quanto a ter filhos.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: O sim­ples fato da proibição mosaica contra o homossexualismo estar no livro de Levítico não a faz parte da lei ceri­monial já finda. Se isso fosse verdade, o mesmo poderia ser dito a respeito do estupro, do incesto e de outras atitudes bestiais descritas no mesmo capítulo (Lv 18.6-14,22,23). E em nenhum lugar as leis relacionadas a prá­ticas sexuais estão ligadas à procriação de filhos. Se ho­mossexuais fossem levados à morte por serem "estéreis", isso dificilmente resolveria o problema de gerar mais cri­anças. O casamento heterossexual seria uma punição mais apropriada.

As leis contra o homossexualismo na nação de Israel se estendem até os gentios, de qualquer maneira (Rm 1.26). Os gentios não possuíam a lei cerimonial (Rm 2.12-15), nem fizeram qualquer pacto para a formação de uma nova geração. Foi precisamente por essa razão que Deus trouxe juízo sobre os cananitas (Lv 18.1-3,24,25). Um judeu flagrado em um ato homossexual era brutalmente destruído. No entanto, aqueles que violassem as leis alimentares eram considerados imundos e obrigados a viver fora do arraial por um curto espaço de tempo.

Se a esterilidade era uma maldição divina, então man­ter-se solteiro seria pecaminoso. Mas tanto o nosso Se­nhor (Mt 19.11,12) como o apóstolo Paulo (1 Co 7.8) sancionaram a condição das pessoas permanecerem sol­teiras por preceitos e prática. Contudo, proibições con­tra a prática homossexual continuam a ser promulgadas através de várias epístolas (Rm 1.26,27; 1 Co 6.9; 1 Tm 1.10; Jd 7).

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Esta passagem proíbe uma pessoa de sofrer uma transfusão de sangue? Levítico 17.11,12

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Levítico 17.11,12 diz: "Por-que a alma da carne está no sangue, pelo que vo-lo te­nho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação pela alma. Portanto, tenho dito aos filhos de Israel: Nenhuma alma dentre vós comerá sangue, nem o estrangeiro que pere­grine entre vós comerá sangue". As Testemunhas de Jeová acreditam que esse é outro verso que proíbe transfusões de sangue (Reasoning from the Scriptures, 1989,pág.70).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: A proi­bição aqui é primariamente dirigida ao ato de comer carne que ainda estiver pulsando com vida, devido ao sangue da vida ainda estar nela. A transfusão de sangue não envolve o ato de comer carne que ainda contenha em si o sangue que lhe confere vida. Daí, transfusões de sangue não violam Levítico 17.

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Este versículo proíbe trans­fusões de sangue? Levítico 7.26,27

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Levítico 7.26,27 diz: "E nenhum sangue comereis em qualquer das vossas habi­tações, quer de aves quer de gado. Toda pessoa que co­mer algum sangue, aquela pessoa será extirpada dos seus povos". As Testemunhas de Jeová dizem que essa passa­gem proíbe absolutamente transfusões de sangue (Aid to Bible understanding, 1971,pág.244).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Levítico 7.26,27 proíbe o ato de comer sangue. Isso não tem nada a ver com transfusões de sangue. Mais especificamente, o texto proíbe comer o sangue de animais, e não a transfusão de sangue humano. (Para maiores informações referentes a por que comer sangue é diferente de uma transfusão de sangue, veja os comentários que fizemos de Gn 9.4.) E notório que mesmo os judeus ortodoxos — para quem a lei foi originalmente dada e que cuidadosamente dre­nam o sangue de sua comida kosher — aceitam transfu­sões de sangue.

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O fato de Moisés ter falado com Deus "face a face" prova que Deus possui um corpo físico? Êxodo 33.11

Ver os nossos comentários sobre Gênesis 32.30

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A mediação de Moisés a favor de Israel dá suporte à crença católica em um "tesou­ro de méritos" do qual se pode fazer retiradas? Êxodo 32.30-32

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Nessa passagem, Moisés fala a Israel:"Agora, porém, subirei ao Senhor; porventura, farei propiciação por vosso pecado". Então ele ora ao Senhor: "Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito". Os estudio­sos católicos citam essa passagem para dar substância a seu argumento a favor da existência de um "tesouro da igreja", isto é, um "tesouro de méritos" guardado no céu, do qual aqueles que estiverem em necessidades podem fazer retiradas através de indulgências. Ludwig Ott rei­vindica: "Como Cristo, o cabeça, em seu sofrimento expiatório, tomou o lugar dos membros, então um mem­bro pode tomar o lugar de outro. A doutrina de indul­gências é baseada na possibilidade e na realidade da ex­piação vicaria" (Ott, 1960, 317).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Não existe absolutamente nada nesse texto que se refira a qual­quer depósito de méritos no céu — de maneira literal ou figurativa — para o qual se possa contribuir por boas obras, e desse depósito outros possam fazer retiradas. Na melhor hipótese, essa passagem apenas revela o louvável desejo de uma pessoa disposta a sofrer por outra. Em lugar algum a passagem diz que Deus aceitou a oferta de Moisés — de ser riscado do livro de Deus em favor de Israel. Na realidade, Deus não o riscou de seu livro. O que Deus fez foi aceitar o desejo sacrificial de Moisés como indicação da sinceridade de seu coração, como fizera no caso de Abraão (conferir Gn 22).

Mas Deus não aceitou qualquer oferta de desistência de ser incluí­do no livro divino. Deus não aceitou a vida de Moisés como expiação em favor de Israel; Ele somente aceitou a disposição de Moisés de ser sacrificado em favor deles. Moisés nunca teve o seu nome retirado do livro de Deus, sem falar de qualquer sofrimento temporal pelos peca­dos de Israel. Do mesmo modo, o apóstolo Paulo ex­pressou a disposição de ir para o inferno em favor da salvação de Israel (Rm 9.3). Esse também foi um desejo admirável, porém impossível de ser cumprido. Deus nunca aceitou a oferta de Paulo. Foi uma oferta admirável, sem dúvida indicativa da paixão de Paulo pelo seu povo, po­rém realmente impossível.

O conceito de um tesouro de méritos, para o qual os santos podem contribuir através de suas boas obras, é contrário à completamente suficiente e meritória morte de Cristo a nosso favor (conferir Jo 19.30; Hb 1.3; 2.14,15).


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O uso de querubins sobre a arca justifica a visão católica de que as imagens podem ser veneradas? Êxodo 25.18

A MÁ INTERPRETAÇÃO: De acordo com esse versí­culo, Moisés recebeu de Deus a seguinte ordem: "Farás dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório". É óbvio que se trata de uma imagem sagrada. Os estudiosos católicos argumen­tam que esse verso justifica a veneração deles por ima­gens sagradas.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Esse verso não justifica a veneração por imagens sagradas. Por um detalhe, o contexto deixa claro que a imagem dos querubins não deve ser venerada ou adorada de maneira alguma. Na verdade, a posição dos querubins no lugar mais santo, onde apenas o sumo sacerdote poderia entrar, uma vez por ano no Dia da Expiação (Lv 16), tor­nou-os inacessíveis e, portanto, impossíveis de serem ado­rados ou venerados pelo povo.

Note também que esses querubins não foram dados a Israel como imagens de Deus; eles são representações de anjos. Não foram dados com o propósito de adoração ou veneração; foram dados por motivos de decoração — como arte religiosa. Os católicos romanos estão lendo algo nesse versículo que na verdade não está lá.

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Como é que essas pessoas fo­ram capazes de ver Deus, uma vez que Deus disse em Êxodo 33.20: "Homem nenhum pode ver a minha face e viver"? Êxodo 24.9-11

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Êxodo 24.9-11 registra que Moisés, Arão, Nadabe, Abiú e setenta dos anciãos de Is­rael subiram ao monte de Deus e "viram o Deus de Isra­el". Os mórmons acreditam que Deus tem um corpo físico e, por essa razão, é possível ser visto pelos homens (McConkie, 1966, 278). As pessoas são realmente capa­zes de ver Deus?

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Deve ser observado que Deus os convidou para "enxergá-lo". Em Êxodo 19.12,13, Deus disse a Moisés que colocasse limites ao redor do monte para que ninguém tocasse a base deste, pois caso a tocasse a punição seria a morte. Contu­do, Deus convidou especificamente essas pessoas para su­bir o monte com a finalidade de consagrá-los ao serviço para o qual haviam sido designados, e para selar a aliança que foi estabelecida entre Deus e a nação de Israel.

Está claro, a partir da descrição e de outras passagens das Escrituras (Êx 33.19,20; Nm 12.8), que aquilo que essas pessoas viram não foi a essência de Deus, mas uma representação visual da glória de Deus. Mesmo quando Moisés pediu para ver a glória de Deus (Êx 33.18-23), o que ele viu foi apenas uma semelhança de Deus (confe­rir Nm 12.8, onde é empregado o termo hebraico temunah, que significa "forma, semelhança") e não a pró­pria essência de Deus.

A Bíblia é muito enfática quando diz que "ninguém jamais viu a Deus" (Jo 1.18). Somente no céu "verão a sua face; e nas suas frontes estará o seu nome" (Ap 22.4). "Agora, vemos por espelho em enigma; mas, então, ve­remos face a face" (1 Co 13.12).

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Como ainda foi possível haver poligamia entre o povo de Deus após o mandamento de se possuir apenas um cônjuge? Êxodo 20.14

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Os mandamentos dizem de maneira explícita: "Não adulterarás" (Êx 20.14) e "Não cobiçarás a mulher do teu próximo" (Êx 20.17). Embo­ra seja possível perdoar a poligamia daqueles que vive­ram antes que os Dez Mandamentos fossem dados, não é o caso para o povo de Deus, que viveu após esse even­to, como o rei Davi e o rei Salomão. Como é que Deus pôde abençoar esses homens quando, de acordo com esses mandamentos, eles estavam vivendo em adultério? Essa é uma importante questão, pois os mórmons ale­gam que o profeta Joseph Smith recebeu uma "revela­ção" do Senhor dizendo que a pluralidade no matrimô­nio era a vontade de Deus para os seus seguidores (Smith, 1835,132.61,62).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: A Bí­blia fala enfaticamente contra a poligamia (leia comen­tários sobre 1 Rs 11.1). Jesus deixou claro em Mateus 19.9 que o plano original de Deus para o casamento desde a criação foi a monogamia. Isso se mostra evi­dente a partir do fato de Deus ter criado apenas uma esposa para Adão. Deuteronômio 17.17 proíbe a poli­gamia entre reis, que normalmente eram aqueles que a praticavam em alianças internacionais."Tampouco para si multiplicará mulheres". Em cada caso de poligamia encontramos um fracasso em termos de viver de acor­do com o plano divino. Não faz parte do ideal de Deus que um homem se divorcie de sua esposa (Mt 19.9), contudo, por causa da dureza do coração das pessoas, Moisés permitiu o divórcio sob determinadas condi­ções. De modo semelhante, a poligamia no matrimô­nio nunca foi o ideal de Deus para o casamento, mas devido à dureza dos corações, foi tolerada. Porém, o fato de Deus ter tolerado a poligamia não prova que Ele a prescreveu ou a aprovou.

A Bíblia registra muitas coisas que ela mesma não aprova. Gênesis 3.4 registra a mentira de Satanás, mas em nenhuma passagem essa mentira é aprovada. Não existe nenhum exemplo nas Escrituras onde Deus aben­çoe um homem por ter muitas esposas. Na verdade, encontramos que um polígamo pagou amargamente por seu pecado. Em 1 Reis 11.4 está escrito que as mulheres de Salomão "lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era perfeito para com o Senhor seu Deus". Deus abençoa seu povo, a despeito do fato de que esse povo freqüentemente se encontra abaixo do seu ideal. Deus abençoou Davi e Salomão, não por causa da poligamia deles, mas apesar do pecado deles.

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Por que os cristãos adoram aos domingos quando o mandamento designa o sábado como dia de adoração? Êxodo 20.8-11

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Esse mandamento ordena que o sétimo dia da semana, o sábado, seja o dia do Se­nhor, separado para repouso e adoração. Contudo, no Novo Testamento, a igreja cristã começou a adorar e repousar no primeiro dia da semana, que é o domingo. Os cristãos estão violando o mandamento do sábado, adorando no primeiro dia da semana ao invés de fazê-lo no sétimo dia? Grupos como Adventistas do Sétimo Dia pensam assim.

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: A base para o mandamento de observar o sábado, conforme es­crito em Êxodo 20.11, é que Deus repousou no sétimo dia após seis dias de trabalho, e que Deus abençoou e santificou o sétimo dia. O dia de sábado foi instituído como um dia de repouso e adoração. O povo de Deus deveria seguir como exemplo o modelo de trabalho e repouso de Deus. Contudo, Jesus — corrigindo a visão distorcida dos fariseus — disse: "O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado" (Mc 2.27). O ponto destacado por Jesus foi que o sába­do não foi instituído para escravizar pessoas, mas para beneficiá-las. O espírito de observância ao sábado teve continuidade no Novo Testamento mediante a obser­vância do repouso e da adoração no primeiro dia da semana (At 20.7; 1 Co 16.2).

Deve ser lembrado que, de acordo com Colossenses 2.17, o sábado estava na condição de "sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo. A observância ao sába­do estava associada à redenção em Deuteronômio 5.15, onde Moisés declarou: "Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão forte e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado". O sábado era uma sombra da redenção que se­ria dada em Cristo. Simbolizava o descanso de nossos trabalhos e a nossa entrada no repouso de Deus, dada através da obra consumada por Ele.

Embora os princípios morais expressos nos manda­mentos sejam reafirmados no Novo Testamento, o man­damento de se separar o sábado como um dia de repou­so e adoração é o único que não foi repetido. Existem razões muito boas para isso. Aqueles que crêem no Novo Testamento não estão sujeitos à lei do Antigo Testamen­to (Rm 6.14; 2 Co 3.7,11,13; Gl 3.24,25; Hb 7.12). A partir da ressurreição de Jesus no primeiro dia da semana (Mt 28.1), suas contínuas aparições nos domingos que se seguiram (Jo 20.26), e a descida do Espírito Santo em um domingo (At 2.1), a Igreja Primitiva passou a ter como modelo o domingo como dia dedicado à adora­ção. Isso faziam regularmente. A adoração aos domingos foi posteriormente consagrada por nosso Senhor, que apareceu a João na última grande visão no "Dia do Se­nhor" (Ap 1.10). É por essas razões que os cristãos ado­ram aos domingos, ao invés de adorar no sábado judaico. Sobre o mesmo assunto, veja os nossos co­mentários acerca de Atos 17.1-3.


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Este texto proíbe as pessoas de usarem uma cruz? Êxodo 20.4,5

A MÁ INTERPRETAÇÃO: As Testemunhas de Jeová crêem que a ordem expressa nesse verso, de não fazer ídolos, proíbe as pessoas de usarem uma cruz (Let God be true, 1946, pág. 146).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Os pa­gãos de antigamente aderiam à idolatria prostrando-se em adoração diante de objetos materiais. Em nossa opi­nião, o uso de uma cruz não é idolatria porque a cruz por si só não é adorada e nem venerada. Cristãos usam a cruz porque adoram e veneram a Cristo. É meramente um símbolo exterior de uma atitude interior de adoração em relação a Cristo. Se qualquer pessoa adorar uma cruz (ou qualquer outro símbolo), ou curvar-se diante dela, então se constitui em uma forma de idolatria (Êx 20.4).

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A preservação dos ossos de José dá suporte à crença católica romana da veneração de relíquias? Êxodo 13.19

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Em Êxodo 13.19 lemos: "E tomou Moisés os ossos de José [para fora do Egito] consigo, porquanto havia este estreitamente ajuramentado aos filhos de Israel" (leia Gn 50.25). Os estudiosos cató­licos romanos utilizam esse verso para apoiar o seguinte dogma: "É permissível e proveitoso venerar as relíquias dos santos" (Ott, 1960, 319). O Concilio de Trento de­clarou: "Também os santos corpos dos santos mártires e daqueles que habitam com Cristo... devem ser honrados pelos fiéis" (Denzinger, 1957, n° 985). Ott diz:"A razão para a veneração das relíquias encontra-se nisto, em que os corpos dos santos foram membros vivos de Cristo e templos do Espírito Santo; que eles serão novamente despertados e glorificados e através deles Deus concede muitos benefícios à humanidade" (Ibid).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: O dogma católico de veneração de relíquias e imagens não tem fundamento nessa passagem das Escrituras e nem em qualquer outra.

A passagem de Êxodo mostra claramente o propósito de levar os ossos de José para fora do Egito, e não o propósito de venerá-los. Lemos: "E tomou Moisés os ossos de José consigo, porquanto havia esse estreitamen­te ajuramentado aos filhos de Israel". Ele havia dito:"Certamente Deus vos visitará; fazei, pois, subir daqui os meus ossos convosco" (Êx 13.19).

Mesmo a notável autoridade católica Ludwig Ott admite que "as Sagradas Escrituras não mencionam a veneração de relíquias" (Ibid). E os chamados "prece­dentes" nas Escrituras não provam o ponto de vista católico — os ossos de José não foram venerados; foram sim­plesmente preservados (Êx 13.19). Daí, usar esse episó­dio como uma prova bíblica para venerar relíquias é ar­rancar violentamente o versículo para fora do contexto.

Ainda mais, Deus condena a veneração de objetos sa­grados. Quando a serpente de bronze, que Deus ordena­ra para a salvação dos israelitas no deserto, foi posterior­mente venerada, o ato foi considerado como idolatria (2 Rs 18.4).

Deus claramente ordenou ao seu povo que não fizes­sem imagens de escultura e nem se curvassem diante delas em um ato de devoção religiosa (Êx 20.4,5). Esse é o mesmo erro dos pagãos que "honraram e serviram mais a criatura do que o Criador" (Rm 1.25). A Bíblia nos proíbe, em qualquer tempo, fazer ou mesmo "nos curvar" diante de uma "imagem" de qualquer criatura em um ato de devoção religiosa. "Não farás para ti ima­gem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás" (Êx 20.4,5, ênfases adicionadas pelos autores).

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