O fato de termos sido criados à imagem de Deus significa que somos "pequenos deuses", como dizem os líderes da seita Palavra da Fé? Gênesis 1.26

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Os ensinadores da seita Pa­lavra da Fé sugerem que o termo hebraico utilizado para a palavra "semelhança", nesse verso, significa literalmen­te "uma exata duplicação da espécie" (Savelle, 1990,141). Verdadeiramente — dizem eles — a humanidade "foi criada em condições de igualdade com Deus, e poderia permanecer na presença dEle sem qualquer sentimento de inferioridade... Deus nos criou o mais semelhantes a Ele possível... nos criou na mesma qualidade de seu pró­prio ser" (Hagin, 1989, 35,36,41).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Tudo o que está sendo ensinado em Gênesis 1.26,27 é que a humanidade foi criada à imagem e semelhança de Deus, no sentido de que um ser humano é uma reflexão finita de Deus em sua essência racional (Cl 3.10), em sua es­sência moral (Ef 4.24) e no domínio sobre a criação (Gn 1.27,28). Do mesmo modo que a lua reflete a brilhante luz do sol, assim a humanidade finita (criada à imagem de Deus) é uma reflexão limitada de Deus nesses aspec­tos. Esse verso não tem nada a ver com seres humanos tornando-se Deus ou estando na mesma "classe" de Deus. Se fosse verdade que seres humanos são "pequenos deuses", então poderia se esperar que mostrassem qua­lidades semelhantes àquelas que são conhecidas como verdadeiramente dEle. Contudo, quando se comparam os atributos da humanidade com os de Deus, encon­tramos amplo testemunho da verdade da declaração de Paulo em Romanos 3.23, que diz que os seres huma­nos "destituídos estão da glória de Deus". Considere o seguinte:

1. Deus conhece todas as coisas (Is 40.13,14), mas o ser humano é limitado em seu conhecimento (Jó 38.4).

2. Deus é Todo-Poderoso (Ap 19.6), mas o ser huma­no é fraco (Hb 4.15).

3. Deus está presente em todos os lugares (Sl 139.7-12), mas o ser humano é restrito a um único espaço por vez (Jo 1.50).

4. Deus é santo (1 Jo 1.5), mas até mesmo as obras "justas" dos seres humanos são como trapos de imundí­cia diante de Deus (Is 64.6).

5. Deus é eterno (Sl 90.2), mas a humanidade foi cri­ada em determinada ocasião (Gn 1.1, 26,27).

6. Deus é a verdade (Jo 14.6), mas o coração humano — a partir da queda — é mais enganoso do que todas as coisas (Jr 17.9).

7. Deus é caracterizado por sua justiça (At 17.31), mas a humanidade vive de maneira ilícita (1 Jo 3.4; veja também Rm 3.23).

8. Deus é amor (Ef 2.4,5), porém os relacionamentos humanos sofrem a praga de numerosos vícios, como in­veja e disputas (1 Co 3.3).

Resposta as Seitas - 
Norman G. Geisler e Ron Rhodes - 
CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus

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